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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Notulas sobre o pensamento medieval

- Após as invasões germano/árabes, as simples escolas e instituições educativas clássicas desapareceram. Que dizer então de uma Filosofia agonizante? Doravante a reflexão Filosófica será posta a serviço da Teologia Católica ou Ortodoxa, enquanto tentativa de se compreender racionalmente os elementos da fé Cristã. Enquanto atividade autônoma, iniciada mil anos antes pelos gregos a Filosofia chega ao fim.

- Julgo jamais ter existido uma Filosofia escolástica. No entanto diversos problemas de ordem filosófica foram postos e examinados no contesto da Teologia escolástica, sem que a profundidade da reflexão ficasse comprometida.

- O primeiro teólogo Cristão a servir se largamente da Filosofia clássica foi S Clemente de Alexandria, a quem devemos a transcrição de cerca de trezentos fragmentos clássicos, doutro modo perdidos. Seu exemplo foi seguido por Orígenes, famoso escolarca alexandrino, por Eusébio de Cesárea e outros, até S João Damasceno, primeiro expositor a fazer uso de Aristóteles e guia, por assim dizer de Tomás de Aquino.

- Parte dos cristãos ocidentais ou latinos, mais afeitos a gramática ou a arte retórica bem como as instituições do direito romano, chegou a nutrir sérios preconceitos contra o manejo da Filosofia pelos crentes, do que temis exemplo no 'anti teológico' Tertuliano.

- A principio Agostinho assimilou o pensamento Oriental, chegando a compor uma obra contra os académicos, há muito comprometidos com o ceticismo. Posteriormente no entanto, toda sua concepção de mundo é sua teologia foram afetadas pela queda do Império Romano ou pela Invasão de Roma por Alarico. Desde então assumiu ele uma posição maniqueísta, deturpando o conceito de pecado ancestral, negando o livre arbítrio, afirmando a predestinação e construindo um sistema próprio chamado agostinianismo ou grafismo o qual serviu de base ao luteranismo e ao protestantismo de modo geral. Tal sistema é pessimista da antropologia a epistemologia, havendo alguma evidência disto ja nas Confissões. Com efeito está a Agostinho nas bases de - Al Achari, Al Gasali, Ockhan, Lutero, Montaigne, Jansenio, Pascal, dos 'tradicionalistas', de grande parte dos neo conservadores e de outros tantos irracionalistas.

- Devemos ao Cristianismo histórico, Católico, Ortodoxo, tradicional ou episcopal, em termos de literatura a conservação de parte significativa da produção clássica compilada pelos monges da Assíria a Irlanda. Em termos de Ética a retomada ou conservação do ideário humanista/reformista proposto por Sócrates e Platão, o que foi constatado tanto por um Nietzsche quanto por um Werner Jaeger. Em termos de gnoseologia realista um certo apego  velha tradição aristotélica bem como a metafísica grega tradicional. É o quanto nos liga ao mundo antigo, enquanto elemento de continuidade. Neste sentido a Igreja histórica ou antiga é como que um cordão umbilical que ainda nos liga a Cultura clássica.

- O falacioso conceito agostiniano de pecado original, com toda sua carga de pessimismo, remete nos a queda ou a morte do Homem grego romano enquanto ideal/padrão posto pela cultura, assim ao trauma ou impacto produzido por esta queda. A falência dos projetos Socrático e Aristotélica, ao cabo de quase mil anos, não podiam deixar de repercutir no ideário dos Cristãos iletrados do Ocidente produzindo um paradigma negativo.

- Não poderia nem pode o islã produzir qualquer contribuição ao pensamento Filosófico. No entanto, a princípio - Tal e qual os judeus a partir de Aristóbulo e Filon - Continuados no decorrer da Idade Média por Avicebrom e Maimonida - e os já citados padres Cristãos - não podiam os muçulmanos, instalados na orla do Mediterrâneo ou nos domínios do Império Persa, permanecer impermeáveis ao patrimônio cultural clássico. Ali instalados quase que de pronto foi o pensamento Filosófico introduzido por convertidos Cristãos (Ou mesmo por clérigos Assírios, Siríacos, Coptas e Bizantinos) ou Zoroastrianos resultando em duas vertentes rivais: A Mutakallim ou Alh al Kalãm e a Mutazila. A primeira, representada por Al Isfaraini 'Ostad' fazia uso da Filosofia com o objetivo de compreender ou justificar o sentido tradicional dos elementos da fé. A segunda, representada por Ibn Ubayd e pelo próprio Averróis (Ibn Rodh), adotou um posicionamento mais crítico, buscando soluções de compromisso bastante ousadas.

Ao cabo de três séculos foi a Mutazila condenada pelos líderes religiosos e teólogos ortodoxos do islã como uma contaminação ou poluição grega e classificada como heresia. Por fim no século XI, Al Achari e Gazali, usando de material grego fornecido pelo ceticismo ou pelo agostinianismo - E antecipando Ockhan, Lutero e Kant - atacaram já a percepção, já a razão em benefício da fé cega, assim dos livros e profetas. O que se seguiu após eles foi uma inquisição feroz... O remanescente dos Mutazilas refugiou-se em Al Andaluz junto aos últimos Umayas, onde em pouco tempo veio a extinguir-se cedendo espaço a estreita ortodoxia sunita. E como diz Reilly o pensamento racional e livre jamais tornou a renascer no seio do Islã, prova de que era de fato um elemento exógeno, em oposição a cultura árabe ou semita. Possivelmente Averróis foi o único Filósofo situado no contesto islâmico.

- A Teologia escolástica de modo geral não sufocou o exercício Filosófico, antes estimulou o mesmo quando o fazia convergir para outro fim e o subordinada à outra área do saber. Penso na Escolástica como um período de gestação ou ventre, em que foi gestada a Filofosia moderna, novamente senhora de si.  O próprio Descartes não foi capaz de romper por completo com esta tradição, embora como Filósofo da Natureza ou epistemologo científico buscasse já por um.novo critério ou padrão.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Freixo, Lula... Bolsonaro, Edir, Malafaia - Rolando de abismo em abismo...

Resultado de imagem para Lula e Crivella





Errar uma vez é cometer simples erro, porém errar repetidamente, diz o adágio, é burrice e rematada burrice.

E se na vida corrente ou comum a burrice produz sérios danos, quanto mais na vida política ou no gerenciamento do Bem Comum. Afinal é a política arte ou ciência de bem gerir o Bem comum, assegurando a todos os cidadãos máxima qualidade de vida. Tal a importância da política...

E por ser assim tão importante deveria ela estar a salvo das eventuais idiotices cometidas pelos mortais.

Isto do ponto de vista da idealidade.

Pois do ponto vista da realidade é o que não se dá. Temos uma política, ou pior, temos diversas políticas burras, independentemente da orientação ideológica.

Caso pudesse condensar meu pensamento em poucas palavras diria que eles não leram, que jamais leram Délcio Monteiro de Lima - Os demônios descem do Norte - e menos ainda Max Weber. E que se leram Marx e Engels, aos quais teem por gurus, nada compreenderam. Daí cometerem sucessivamente os mesmos erros. E comprometerem a Civilização.

Curiosamente cometem o mesmo erro na Europa, alias na França, onde a esquerda imbecil tem, tradicionalmente, defendido os interesses dos muçulmanos, em que pesem seus ideias assumidamente teocráticos e liberticidas.

Aqui e lá a esquerda desorientada busca apoiar-se na 'Cana quebrada' do fundamentalismo, aqui do bíblico, pentecostal ou protestante; importado dos EUA (A fé essencialmente burguesa descrita por F. Engels, a qual segundo o imortal Weber, seria responsável pela afirmação do modelo capitalista.) e do outro lado do Atlântico, do fundamentalismo sunita, hambalita, wahabita, salafita... com o eterno ideal da sharia e seu padrão cultural árabe. Cana quebrada que poderá furar-lhe as mãos, aqui ou lá... Aqui e lá...

Da curiosidade passamos ao enigma ao constatar que há quase meio milênio um autor francês: Guillaume Postel - Em obra que lamentavelmente passou em 'branca nuvem'- ja assinalava as semelhanças existentes entre o islamismo e o protestantismo nascente.

Tanto pior aqui nos rincões do Brasil. Onde a intelectualidade marxista sequer lê Marx e Engels. Que dizer então de Max Weber ou dos clássicos franceses???

Veja que estava folheando ainda ontem uma parlenga do Roger Garaudy - Pensador romano que após ter abraçado o marxismo Ortodoxo ou Comunismo acabou por aderir ao islã! - publicada em francês pelos idos de 1942 - "Comunismo e moral." (Em espanhol "Comunismo, moral y cultura"). Uma filípica dirigida aos críticos romanos ('Católicos') do materialismo, na qual Garaudy principia apresentando Descartes (Antonio Damásio teria um infarte ao ler isso...) como 'materialista' e Spinoza como ateu (Exatamente como os padres babões que estava criticando), e por ai seguem as monstruosidades ideativas... Concebidas pelo tal marxista, para quem os opositores 'católicos' do Comunismo ou de Stalin seriam todos Hitlerianos ou nazistas, mesmo quando assumidamente democratas. Em seguida, o destacado comuna falseia a noção da liberdade, asseverando que ela só é possível no âmbito coletivo e assim estatólatra, deixando bem claro que nada sabe a respeito daquela liberdade pessoal que delineia os atos morais, como qualquer nazista ou fascista totalitário.

Acho natural que certa parcela de comunistas identifique-se - por patético que possa parecer - com os muçulmanos ou com os calvinistas, i é, com os sectários religiosos que se opõem a noção de liberdade pessoal, esboçando algum tipo de determinismo religioso, em termos de destino ou predestinação. Tornamos a G. Postel e sua análise genial... Mesmo em 'terra brasilis' há tipos assim e eu já tive a oportunidade de dialogar com um Calvinista Ortodoxo que é, igualmente, formador comunista e, marcadamente, adversário da doutrina do livre arbítrio ou da liberdade pessoal.

Naturalmente que nem todos os comunistas tem consciência de tais 'afinidades eletivas', passando muito a largo delas. Tanto pior em nossa 'província'... Que dizer então de Freixo ou Lula... Os quais sequer são comunistas, sem que por isto sejam sociais democráticas ou pertencentes a qualquer escola socialista. Nem Lula é socialista nem Bolsonaro é fascista - Afinal este jamais leu uma página de B. Musolini como aquele jamais leu vírgula de Jaurés, Herr, Blum, etc Bolsonaro pratica autoritarismo militarista associado minimalismo, algo bem norte americano... Lula, durante muito tempo praticou um socialismo bem sucedido. No entanto mesmo seus críticos petistas e socialistas assumem que ele falhou em não produzir uma consciência socialista, que service de suporte a si e a seus sucessores. Lula nem poderia, alheio ao culturalismo, trabalhar a teoria da cultura ou formar uma consciência socialista e por isso mesmo seu projeto reverteu. Pois ele formou apenas consumidores, engrossando as fileiras de uma classe média alienada.

Votei nele por duas vezes e com mais razão em Dilma, teria votado nele uma terceira vez, como tive de votar - a contragosto - em Hadad, mas, tal e qual um grande amigo meu, pelo mesmo motivo, não votarei nele, Lula, pela quarta vez. Como não teria votado em Freixo.

Temo que pessoas como Lula ou Freixo se tenham apegado ao poder e adotado o lema do fim que tudo justifica. Salvo lhes mova apenas a ignorância crassa, o que, no caso deles ambos, não é menos grave.

Tanto Freixo quanto Lula conhecem por experiência que é a nociva bancada evangélica e quais são seus propósitos, em termos de teocracia ou de privilégios. Mesmo assim Lula optou ou optara por conceder-lhe mais poder e visibilidade, inclusive nomeando o atual prefeito do Rio M. Crivella, ministro de Estado. Sucedeu-se exatamente o que havíamos dito e previsto; obtendo ainda mais poder e força na gestão de Dilma nenhuma plataforma tornou-se mais hostil ao programa levemente socialista desta senhora do que a dita plataforma ou bancada evangélica, cujo líder, o pastor pilantra Ed. Cunha deu início ao golpe que acabou por derruba-la e por impor ao povo brasileiro, mais uma vez, um ideário liberal economicista. O que quero destacar é justamente o papel dos fanáticos religiosos, dos bíblicos e fundamentalistas neste processo que acabou por comprometer a ordem democrática e a institucionalidade, travando inclusive a reforma política...

Em todo este processo que sabotou o futuro de nossa sociedade estavam ativamente inseridos os políticos protestantes ou bíblicos. O que não foi novidade para mim, ex protestante que sou.

Em seguida trataram de instrumentalizar os neo católicos' (romanistas) ingênuos e em parte já protestantizados e de apoiar a candidatura do norte americanizante Bolsonaro, recorrendo para tanto, ao fabulário com que os pastores sempre atacaram ou satanizaram não apenas o Comunismo mas qualquer forma de socialismo existente (inclusive o Cristão). Marx foi apresentado como o anti Cristão, Engels como a Besta, Lula como possesso e os socialismos todos como a pura e simples apostasia. O liberalismo econômico como sempre foi canonizado e apresentado divino a partir da dita bíblia, com um empurrãozinho do livre exame... Por fim todas as questões puritanas ou moralistas foram lançadas aos quatro ventos, baralhando ainda mais o cenário. Com o livro negro nas mãos e um pouquinho de imaginação os sectários esmagaram o lulopetismo e encadearam ao que chamam luladrão...

O mais curioso face a este cenário doentio é que o próprio lulopetismo e setores psolistas representados por Freixo, falseando consciente ou inconscientemente a questão, declararam que apenas uma ínfima minoria de evangélicos havia tomado parte em tais eventos e que a maioria deles era progressista ou mesmo - pasmem! - socialista... Não podia crer no que estava a ler, mas lí... Bem, eu sou ex protestante e por experiência conheço relativamente bem o mundo e o ideário protestante. Não sei portanto de onde Freixo e Lula tiraram semelhantes impressões, exceto pelo propósito de agradar a todo custo e assim de obter apoio e poder.

Claro que também há progressistas no meio protestante, e até haveria um número significativo caso
admitissemos que a maior parte dos anglicanos ou anglo católicos, sejam protestantes; quando são episcopais, e, em número considerável, ideologicamente Católicos. Alias, tal distinção é irrelevante caso consideremos que no Brasil protestantismo é sinônimo de Pentecostalismo e não de protestantismo histórico. Daí a construção do mito do pentecostalismo progressista, afinal se é pentecostal é marcadamente 'ortodoxo', bíblico ou fundamentalismo. Basta entrar numa livraria protestante qualquer para dar-se conta de que para os pentecostais, em quase sua totalidade, o liberalismo teológico e moral - Assumido por algumas igrejas históricas da Europa ou do Norte dos EUA - nada mais é do que uma abominável heresia ou detestável apostasia. O imaginário coletivo dos protestantes brasileiros i é dos nossos pentecostais pouco se distingue do ideário vigente nas seitas do Sul dos EUA, donde foi importado.

Por isso a propaganda anti socialista ou anti Comunista forjada naquelas terras ter sido importada com tanto sucesso para esta. Até a destruição do projeto lulopetista... Não nos impressiona este fato, já o havíamos predito e assinalado!!! Admira-nos Freixo e Lula fantasiarem ou ocultarem o problema, afirmando ingenuamente que os fundamentalistas são nossos aliados e que os trabalhistas, petistas, comunistas, sociais democratas, comunistas e socialistas de toda casta deveriam associar-se a esta gente e buscar seu apoio. Isto sim é assombroso porquanto Lula e Dilma já foram atraiçoados por esse povo! E porque o recente golpe foi ativamente apoiado por eles, a ponto de - Como na Bolívia - ter sido batizado com o nome de 'golpe evangélico'. Leiam protestante ou pentecostal ou ainda fundamentalista e terão lido corretamente. Pois sem a cooperação de um Malafaia, de um Macedo, de um Feliciano e de outros tantos charlatães, escudeiros de Ed Cunha, tal golpe não teria tido chance de sucesso. Basta ver o quanto os 'crentes' empenharam-se a favor de Cunha e de Temer nas redes sociais!!! Os papistas sem dignidade, foram de carona - como fazer já a quase meio século graças a RCC e ao ecumenismo - num segundo momento, uma vez que já não dispõem de consciência própria e assimilam cada vez mais princípios e valores exógenos de origem protestante.

O que quero dizer ou repetir a exaustão é que toda esta dinâmica do insólito deve ser analisada, lida, interpretada e bem entendida a luz do culturalismo. O protestantismo, ao contrário do que supõem ou dizem Freixo, Lula e outros jamais poderá ser aliado de qualquer tipo de política socialista por ser uma fé 'essencialmente burguesa' (Fr Engels), a qual desde seus primórdios promoveu a afirmação das forças econômicas, materiais ou capitalistas na mesma medida em que pela negação da necessidade de obras Éticas, abandonou o cenário das relações pessoais, sociais e políticas para incidir apenas sobre a fé. Este vácuo ou esta lacuna aberta pelo protestantismo nascente - a qual interpretamos como um recuo do ideal Cristão primitivo - foi que deu espaço as forças econômicas em ascensão ou ao que chamamos economicismo, o qual veio a plasmar toda cultura subsequente, ao menos a partir do século XVIII.

Eis porque o liberalismo econômico teve de surgir e impor-se antes de tudo e primeiramente numa sociedade protestante ou numa sociedade disputada pelas inúmeras seitas advindas da Reforma, nenhuma das quais poderia capitanear uma possível resistência as forças econômicas ascendentes. Destarte tiveram as seitas de omitir-se ou mesmo de apoiar a nova estrutura em formação.

Na terra pura dos EUA, na qual as culturas ancestrais foram eliminadas ou empurradas e não havia resíduo de cultura Católica, pode ser elaborado o novo modelo de agregado social, mais ou menos equilibrado, sob a égide das forças econômicas, mas mantendo uma aparência de religiosidade, concentrada apenas no além e que jamais ocupasse em questionar e transformar a realidade. Eis o Cristianismo conformista, ora ocupando a função de servo ou lacaio, e assim justificando, defendendo ou mesmo canonizando certa forma de organização social, não tão antiga. Os Ortodoxo e papistas deveriam saber, antes de todos, qual o discurso habitualmente empregado pelos pastores yankes com o objetivo de apresentar sua fé como superior a nossa... É simples: Jamais qualquer ideia socialista logrou arraigar-se nos EUA!!! E jamais qualquer esboço de simples sedição... Jamais o espectro sangrento da Revolução, que tantas vezes assombrou, ameaçou e solapou essas sociedades Ortodoxas ou Papistas do Velho mundo - evidenciado que há algo de muito errado nelas, donde procede sua vulnerabilidade - obscureceu o céu azulado dos bíblicos e puritanos... E já foi isto objeto de investigação por parte dos sociólogos da cultura... Adivinhem qual tenha sido a resposta???

É a Sociedade Norte americana estável e invulnerável face a propaganda socialista devido ao - dentre outros fatores - o ideário individualista dos puritanos e sua relação com a predestinação e aquisição de riquezas e sucesso material, faceta alias marcante do calvinismo...

O que quero repetir é que a assimilação da fé protestante, bíblica, calvinista ou pentecostal por parte dos cidadãos brasileiros acarretará, cada vez mais, uma negação de nossas autênticas tradições culturais e a paulatina assimilação de princípios e valores protestantes, do que resultará uma nova estrutura ou constelação cultural bastante semelhante a que percebemos da grande república do Norte. Da mesma maneria e modo como a assimilação do Islã com sua sharia levará qualquer sociedade a uma arabização em termos de cultura a assimilação do fundamentalismo bíblico não poderá deixar de conduzir qualquer sociedade a uma americanização e consequentemente a afirmação de uma política cada vez mais formal (em termos democráticos), puritana, minimalista, etc Marcadamente conservadora em sentido moral ou moralista. Exatamente como estamos assistindo no Brasil de hoje, momento em que Freixo e Lula mais parecem duas belas adormecidas...

Despertemos antes que tarde seja e nos vejamos numa nova Genebra de Calvino ou numa nova Meca de Maomé, tornemos as fontes de nossa cultura e a nossas tradições, princípios e valores próprios.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A morte da razão no islamismo - Crítica ao livro de Robert Reilly 'O fechamento da mente muçulmana'

Mutazilites




“Se a ignorância é realmente uma bênção ninguém deveria ler 'O Fechamento da Mente Muçulmana.'"

A frase acima sobre o benefício da ignorância foi proferida pelo personagem Cypher no emblemático filme Matrix. E parece que foi feita sob medida para aqueles que se recusam a ler um Boswell, um Kaldellis, um Harari... E a tantos outros pesquisadores aos quais acrescentamos Reilly. 

Eis ai algo que precisa ser lido ou que deve ser lido por tantos quantos não se satisfazem com a ignorância dos chavões, das repetições, dos modismos e dos lugares comuns.

De qualquer modo ou forma, se você prefere não ler Reilly ao menos não reclame quando seus filhos foram enforcados e suas filhas castradas!

Eu te avisei!


"Como prefiro conhecer a verdade, mesmo quando não seja agradável, achei o estudo de Robert Reilly sobre o pensamento sunita o livro mais esclarecedor de 2010."

O assunto esta em voga porque quatrocentos e cinquenta anos após a vitória de Lepanto, mais uma vez ainda, o islã esta as portas da Europa, do velho mundo e portanto do Ocidente ou do que ainda resta da Civilização (A qual esta premida entre EUA e Islã e sendo triturada).

Lamentavelmente não apenas das massas sempre incultas e alienadas, mas mesmo o leitor mediano ignora que seja o islã, cuidado que seja tudo uma coisa só.

Não sabe o que é carijismo, xiismo, sunismo e menos ainda que tenha sido mutazilismo, acharismo, qadarismo, etc

Resultando disto tremenda confusão.

Na medida em que as pessoas são levadas a imaginar ou a cogitar que o islã de hoje é o mesmo islã que até o século XI contribuiu a sua maneira para a recuperação do patrimônio cultural, filosófico e científico, destruído em parte pelas hordas dos primeiros muçulmanos que queimaram a grande Biblioteca de Alexandria.

Ledo engano e falso enleio.

Por isso temos de ler Reilly e prestar muita atenção no que ele nos conta:


"E Reilly conta a triste história de como uma grande batalha filosófica no seio do Islã, entre mutazilitas e os acharitas, moldou a história da fé e levou inevitavelmente à crise atual do Islã. Essa batalha intelectual – resolvida na metade do século IX – não foi uma discussão acadêmica e civilizada em torno de princípios meramente abstratos; foi uma disputa de suma importância, com implicações que se tornariam óbvias para os cristãos atentos do começo do século XXI."

Nem se tornaram óbvias para os Cristãos, os quais percorrem o mesmo caminho que os acharitas aberto a mais de milenio e meio por Agostinho de Hipona e alargado posteriormente por Ockham, Lutero, Pharran, etc

Sempre bom lembrar que não vivemos mais em tempos áureos de escolástica medieval.

E que o mesmo espírito irracionalista injetado no organismo cristão pelo ex maniqueu Agostinho de Hipona no século V e alimentado por Ockham foi canonizado por Lutero em pleno século XVI e - pasmem - transplantado para o plano da Filosofia pelo Luterano I Kant. No Ocidente Cristão ninguém mais odiou o Lógico e Mestre de todos os que sabem (Aristóteles) do que o Pai do protestantismo para quem o Perípato não passava de um pagão ultra endemoninhado.

Foi o auto proclamado reformador do cristianismo que comandou a primeira cruzada contra o Estagirita, o humanismo, a razão e a lógica; afirmando em termos tão incisivos quanto Achari e Al Gazali a miséria da razão humana e santificando o irracionalismo.

Portanto antes de lançar pedras contra o Islã temos de olhar para o próprio umbigo e fazer auto crítica - Temos muito que falar sobre Agostinho, Ockham, Lutero, Kant, Pharran... Afinal não há dia em que os pentecostais e calvinistas fazendo pouco caso da razão e apropriando-se indevidamente de certas passagens atribuídas ao apóstolo Paulo, fazem gala de que a Loucura de deus é muito superior a sabedoria dos homens... Com a qual identificam a razão, a lógica, etc como se estas não procedessem de Deus, e não devessemos dar a quem solicitar "As razões de nossa esperança."

O mais grave e lastimável é que esse espírito irracionalista e fanático, que encara com suspeita, tudo quanto seja humano, penetrou já a própria igreja romana por meio da RCC... Instilando seu veneno irracionalista pelo corpo dessa antiga comunhão... A ponto de terem trocado a reflexão teológica: sábia, ponderada e racional pelos delírios emocionalistas e tremeliques de Pharram e cia

Portanto, ao menos aqui no Brasil do século XXI (2017), ao contrário de Lawler não vejo esses Cristãos atentos a problemática da razão e preocupados.

Quantos dentre os fervorosos carismáticos leram e estudaram a Encíclica Fides et Ratio do defunto J P II?

Quantos dentre eles tem dedicado algum tempo a estudar alguma obra de escolástica?

Quantos ao menos tem estudado patrística ou doutrina social da igreja???

Então eu não percebo a existência de Cristãos preocupados não necessariamente com o problema do acharismo no islã, que é convergente, mas com o problema, colossal, do pentecostalismo e da RCC, cujos membros endossam o mesmo tipo de pregação irracionalista. Evidentemente que isto é assombroso em se tratando dos romanistas, suja comunhão possui um patrimônio escolástico de primeira grandeza. Mas eu não o percebo devidamente valorizado. 




"As principais disputas filosóficas geralmente sobrevivem por séculos. Os platônicos e os aristotélicos ainda hoje estão discutindo. Ecos dos debates no Concílio de Niceia ainda podem ser ouvidos nos departamentos de teologia das universidades católicas."




Nicéia é questionado e só pode ser questionado por quem tenha perdido por completo o sentido Católico e enveredado justamente pelas tortuosas veredas do biblismo protestante, da judaização, do irracionalismo, etc Mas passo a largo disto...

Nicéia não é algo que se discuta. Exceto pelos unitários...

O padrão atanasiano é fundamento pétreo da Ortodoxia Cristã.

Bem o valor da razão na perspectiva Cristão também é algo que jamais deveria ser discutido por um Católico.

No entanto Agostinho e sobretudo e acima de tudo Kant, o 'Filósofo de Lutero'...

E por ai afora seguem as incoerências, os paralogismos e as sórdidas traições.


Diante de tais aberrações nem preciso dar a público os motivos que me levaram a abraçar o Catolicismo Ortodoxo após ter sido 'resgatado' da superstição protestante pela igreja romana...




"Mas os mutazilitas não estão mais discutindo com os acharitas."

Não existem mais mutazilitas no islã desde o século XII - Marque bem isto querido leitor, antes de classificar seus oponentes como islamofobicos e repetir semelhantes desrazoados! - pelo simples fato de terem sido denunciados por heresia, sacrilégio, blasfêmia e exterminados.



"No Islã o debate acabou – não porque um argumento provou ser mais persuasivo que o outro, mas porque uma escola invocou sua autoridade para silenciar a crítica."

Leia-se os acharitas apelaram a espada do Califa, e com base na instituição do Murtad, criaram uma inquisição, dando cabo de seus inimigos.

Mas o Cristianismo também teve suas inquisições, dirá o leitor exercendo sua criticidade.

Lamentavelmente a igreja romana, desde o século XIII, contou com uma Inquisição e o protestantismo desde que surgiu, no século XVI, com uma Inquisição rival ainda mais violenta (A respeito da qual os meios de comunicação costumam silenciar por questão de conveniência.).

O que nos leva a constatar que não houve Inquisição durante todo primeiro milênio do Cristianismo e tampouco na parte Oriental da Igreja i é nos domínios da Igreja Católica Ortodoxa. Houve portanto um setor ao menos do Cristianismo sem Inquisição. Seja justo e considere isto!

Agora por que não houve Inquisição nem durante o primeiro milênio desta Era, nem na parte Oriental da Igreja?

Simples, por que não ha qualquer mandamento inquisitorial nos Santos Evangelhos ou mesmo em todo corpo do Novo Testamento e tampouco na tradição da Igreja i é nos ensinos dos Santos Padres. Não se alastrou por todo mundo Cristão e nem mesmo se firmou definitivamente nas Cristandades ocidentais porque não partiu da essência mesma ou do espírito do Cristianismo. Do contrário a igreja grega teria tido sua inquisição e as inquisições romana e protestante chegado até nossos dias!

Importa saber que a Inquisição, seja romana ou protestante, foi suprimida há coisa de dois séculos e que não percebemos qualquer clamor generalizado no sentido de restabelece-la, salvo talvez em pequenos grupos de sectários radicais - Sempre protestantes é claro - que aspiram restabelecer a lei de Moisés. Referi-mo-nos aos judaizantes e reconhecemos que são um problema sério decorrente do calvinismo e do pentecostalismo.

Todavia mesmo a maior parte deles é incapaz de cultivar tais pensamento sem alguma medida de vergonha ou pudor, pelo simples fato de, de vez em quando, darem com as fuças nas palavras de Jesus ou nos Evangelhos, no Sermão do Monte, nas Bem aventuranças...

Outra é a realidade do islã e totalmente distinta.

Uma vez que a mesma instituição que deu cabo dos mutazilitas, a murtad, continua viva e operando entre eles. Pelo simples fato de constar no Corão e na Sunah, sendo encarada como divina! Tal a djzia, tal a jihad... Tal o imposto do infiel e a guerra santa contra os que não aderem a sunah! É dogma de fé indiscutível aos olhos do bom muçulmano. Nós temos uma Trindade que não afeta a vida de ninguém... Eles não tem Trindade alguma ou Deus encarnado, mas tem Murtad, Djzia, Jihad, em pelo século XXI, e se vangloriam disto!!!

A violência, a agressão, a intolerância, etc são princípios constituitivos do islã ou dogmas de fé, assentes no Corão, na sunah, nos hadiths. Não é algo a respeito do qual se discute civilizada e ponderadamente, mas algo que pôs a perder os instruídos mutazilitas!

No islã não há Duns Scott, Aquino, Pedro Auriol, Tarantaise, etc Porque seriam condenados comop heréticos.

A igreja romana, tão levianamente acusada por seus críticos, permitiu o desenvolvimento de uma teologia escolástica em suas fileiras, e de cujo exercício resultou a emancipação e autonomia do pensamento filosófico e crítico no Ocidente. Caso ela tivesse procedido como o islã e mandado Tomás as gemônias jamais teríamos chegado até aqui...

Então não me venham dizer que religião é tudo igual ou tudo a mesma coisa porque isso é conversa fiada de quem jamais examinou a fundo a questão.

Aqui o posicionamento do Catolicismo antigo - Face a razão e a Filosofia - foi um enquanto que o do islã (E posteriormente o do protestantismo como hoje o do pentecostalismo e da RCC) foi outro. Sendo totalmente distintos os caminhos percorridos por ambas as comunhões religiosas.



"Os mutazilitas tentaram a mesma síntese entre fé e razão que os filósofos medievais realizaram no Cristianismo. Embora aceitassem inteiramente a autoridade do Corão, os mutazilitas acreditavam que a fé islâmica poderia sujeitar-se à análise lógica, e as palavras de Alá conformar-se-iam às exigências da razão humana."
Eles estavam corretos porque se Deus é a fonte do princípio racional, este princípio externo deve ter sua fonte interna na própria vida de Deus, o qual por sinal é imutável.

Devendo a Revelação divina por necessidade, estar de acordo com o princípio racional.


"Mas os acharitas tinham outra idéia."

Esta ideia é expressa por Gazali na Destruição da Filosofia. 

Gazali a semelhança de Hume e Kant recorre as exposições de Sexto Empíreo, Aenesidemus, e outros céticos com o objetivo de abater a razão e glorificar a fé cega e irracional.

Perceba-se portanto como a crítica do ceticismo não é de todo incompatível com certa modalidade de fé. Dentre nós o exemplo mais vivo neste sentido é Montaigne o qual declara insistentemente buscas asilo na fé. Segundo alguns autores o próprio Kant teria dito que o fim último de sua crítica a capacidade racional era a exaltação da fé, da fé cega e luterana é claro.

Evidentemente que tudo isto fica bem quando associado a uma teoria metafísica que lhe sirva de substrato, como a tal doutrina da depravação total tomada a Agostinho. Como os antigos gregos ignoravam supinamente tais dogmas sinistros em torno da corrupção total do homem, o ceticismo jamais pode firmar-se adequadamente entre eles e sua epistemologia, a exemplo de sua antropologia, sempre foi otimista.

Tal o caso de Kant o qual tampouco pode introjetar ou implantar sua crença agostiniana/luterana no corpo da Filosofia, ficando seu meio ceticismo desprovido de quaisquer bases ou fundamentos mais sérios e suspenso no ar. Supondo sempre no entanto, que há algo de 'errado' com o homem ou que este é um tipo de ser defeituoso...




"Essa escola de pensamento defende que o Islã exige submissão absoluta à vontade de Deus. Pensar que Alá esteja sujeito à razão é indecente, até blasfemo, na visão dos acharitas. Os acharitas não aceitam sequer a mais fundamental análise lógica do Corão; eles exigem obediência incondicional à palavra de Alá."


Eles apresentam um deus incoerente, logo um deus que não pode existir.



"Quando algumas passagens do Corão entram em contradição com outras, os mutazilitas dizem que a razão guiará os fiéis até a verdade. Os acharitas não fazem uma tal concessão à razão humana. Se Alá deseja ser contraditório, eles dizem, quem somos nós, simples mortais, para questionarmos o todo-poderoso? Assim, o princípio da não-contradição, o princípio mais fundamental do pensamento racional, é posto de lado, e o Islã entra nos domínios da desrazão."


Eles atribuem a Deus a vontade de ser imperfeito! Enquanto negamos que Deus seja livre, pelo simples fato de ser necessariamente perfeito e sempre atuar com absoluta perfeição.

"O triunfo dos acharitas, diz Reilly a seus leitores, representa o fechamento final da mente islâmica."


Portanto se acha que o islã de hoje é o mesmo islã meio progressista dos mutazilitas do século XI, esta redondamente enganado e precisa rever seus pontos de vista.

Se espera algo de bom do islã sem a mutazila...

Por outro lado de espera a ressurreição da mutazila após ter entrado em óbito há quase mil anos...

Resta ao islamófilo sincero o dever de primeiramente abraçar o islã é claro, e depois de tentar restabelecer ou restaurar a mutazila, compondo a fé muçulmana com as exigência da racionalidade e da ciência.

É a via mais excelente para quem acredita na possibilidade do islã reconciliar-se com as fontes de nossa civilização greco romana.

Que nossos críticos demonstrem que estamos errados reformando o islã, ou... morrendo tentando e sendo enforcados nas praças de Meca, Riad, Damasco, Cairo...



"Com os mutazilitas, algum diálogo inter-religioso teria sido possível."



Sim porquanto fundamentado nos elementos comuns da percepção e da razão.


"Mas com os acharitas, não há base para uma discussão razoável porque a própria razão é tida em desprezo."Mortas a percepção - A qual nos conduz a uma experiencialidade comum em torno do mundo externo ou da realidade - e a razão - A qual nos conduz a uma reflexão comum - fica impossibilitada qualquer possibilidade de diálogo, por falta de um elemento comum a partir dos quais os homens se possam entender e chegar a algum acordo.

A mesma crítica, evidentemente, cabe aos céticos. Evidentemente que me refiro aos céticos metafísico, não aos cartesianos, cuja dúvida é metodológica e provisória. 

É exatamente aqui que os fideistas e os negadores do conhecimento se encontram.



"Desta forma o pensamento islâmico desde o século IX ficou marcado com o desinteresse pela consistência, pela análise, pela exploração científica. Não é coincidência, Reilly observa, que as grandes descobertas do mundo árabe ocorreram antes do despertar do poder islâmico. Nem é surpreendente que o desenvolvimento das nações islâmicas esteja bastante atrás das ocidentais."
Das premissas a conclusão.

Preciso dizer porque o islã é criacionista?

Mais ainda - preciso dizer porque a crença na inspiração Linear e Plenária da 'Bíblia' ou o Biblismo é igualmente criacionista e fetichista?

Preciso explicar que entre o pensamento e praxis científicas e o padrão de pensamento fetichista representado pelo criacionismo há um abismo intransponível?

Da mesma maneira como o pensamento magico fetichista típico do islã aniquilou por completo um padrão de pensamento científico ou racional e todos as sociedades muçulmanas levando-as a mais completa paralisia e atraso, o criacionismo arvorado em dogma pelas seitas protestantes representa a maior ameça já enfrentada pelo pensamento científico desde seus primórdios.

Não há sobre a face da terra um único cientista de renome, consagrado e reverenciado por suas contribuições e descobertas que acredite das monstruosidades registradas no antigo testamento a respeito da terra, dos céus, dos mares, dos animais, dos seres humanos... ou nas quejandas assentes no Corão. A crer em tais mitos, fábulas, contos, etc estará morto para o pensamento crítico... E não fará ciência, como não a fazem pentecostais e sunitas ortodoxos...

Ah mas no passado Faraday... 

Acontece que Faraday e outros pioneiros viveram há mais de duzentos anos. Praticamente antes de Hutton, Lyell, Lamarck, Darwin, Mendel, etc Queremos dizer antes que fossem feitas as descobertas que tanto revolucionariam a geologia, a biologia, etc Com as quais como cientistas não poderiam deixar de concordar. Eles pertenceram a uma outra era (Pré científica)... Hoje nossa compreensão científica de mundo e natureza são totalmente diversas.

Eles ainda podiam ser honestos creno em alguns mitos e fábulas por força da cultura.

Nós que vivemos muito depois de Buffon, Hutton, Lyell, Perthes, Lamarck, Darwin, Mendel, Mayr, etc não. Não temos justificativa para negar o obvio, aceitando uma coisa e negando outra, e selecionando segundo nos convém.




"Infelizmente, a vitória acharita foi, ao que tudo indica, definitiva, porque uma vez afastada a razão, não há mais maneira de resolver disputas além da imposição da força."

Desde então, mais do que nunca - Pois o princípio da força já lá estava assente! - os homens tiveram de ser convertidos a ponta da espada ou exterminado. Prevalecendo a lógica do 'Converte ou morre'.


"O Islã tornou-se uma fé inteiramente definida pela prática da vontade: a vontade de Alá. Se um mutazilita ousasse sugerir que o Corão deveria ser examinado pelo prisma da razão, os acharitas o acusariam de haver blasfemado contra a fé, e sua vida estaria em perigo."

É um sistema no interior do qual não se pode raciocinar a respeito de um livro inteirinho...

O que torna as pretensões do Catolicismo, com seus quarenta dogmas alusivos ao mundo imaterial ou invisível bastante sumárias... (Face ao protestantismo com sua fé na Bíblia inteira ainda mais rsrsrsrs)




par Lawler, 
Philip - 'The Most Eye-Opening Book of 2010' - ENTRE ASPAS

quinta-feira, 16 de março de 2017

Programa de restauração das fontes da cultura II

A proposta islâmica da Umma


Agora não é por ódio a civilização Yankee e a idolatria do Capital que abraçaremos algo quiçá ainda mais execrável e odioso quanto a proposta islâmica, a qual pode ser definida como uma arabização em termos universais.

Lá é Washington que se converte em capital, centro e polo e um império mundial; aqui é Meca... E continuamos equidistantes de Jerusalém e Atenas, Roma e Alexandria... E talvez ainda mais distantes porque o islamismo, mais do que o calvinismo, faz-se legatário e herdeiro dos mesmos delírios judaicos anti pagãos, iconoclásticos e transcendentes.

Certamente que os muçulmanos são hábeis em citar os crimes dos EUA como o extermínio dos peles vermelhas e a KKK. Nós não pertencemos a esse ocidente traidor e traído e não compactuamos com os crimes desta SIFILIZAÇÃO protestante/capitalista... Sejamos justos no entanto e perguntemos aos maravilhosos sunitas, wahabitas, hambalitas, salafitas sobre quem EXTERMINOU mais de UM MILHÃO DE ARMÊNIOS, meio milhão de GREGOS propontídeos, e mais meio milhão de ASSÍRIOS, todos cristãos Ortodoxos, em 1914??? Também podemos conversar sobre a escravidão ainda vigente em diversas sociedades islâmicas e divinamente imposta em nome do abençoado Corão.... ou sobre a castração de mulheres e meninas... E QUESTIONAR SE TUDO ISTO É MESMO MUITO BONITO E BELO!

É roto falando do mal vestido, assim o islamismo falando sobre os crimes do Cristianismo, em especial do C protestante ou N americano... E com o trave nos olhos vão soprando o cisco do olho alheio...

Mas as Cruzadas! MAS A JIHAD iniciada pelo califa Omar em 643??? E jamais contida até as batalhas de Poitiers e Tallas, as quais salvaram a Europa Ocidental e a China da arabização...

Quem é que atacou primeiro em Mutta, Kadissya, etc, etc, etc Quem iniciou a guerra, a expansão, a conquista, a rapina, o ataque, a agressão, a pirataria, o morticínio, a conversão forçada, etc EM NOME DE DEUS E saiu berrando aos quatro ventos com o alfange em mãos: CONVERTE OU MORRE??? O cristianismo???

Cruzadas foram uma reação e reação necessária, guerra defensiva e portanto justa face as aspirações imperialistas e universalizantes do islã com seu ideal de Umma.

E não fossem elas, mais Poities e Lepanto, TODAS SEM EXCEÇÃO laboradas com sacrifício e esforço pela igreja romana e não pelo protestantismo hipócrita, NEM O TIO LUTERO teria surgido ou o tio Calvino pois todos estaríamos falando árabe e recitando a shahada com o rosto voltado para a Kibla de Meca e nossas mulheres cobertas com burkas e shadores! Se somos filhos da liberdade e damos continuidade a nossa herança grega e combatemos os preconceitos estúpidos e tolos de judaismo antigo e vindicamos os direitos das mulheres, das crianças, dos homossexuais, dos trabalhadores, dos animais, etc é porque lá nas cruzadas e nas guerras de defesa, nossos ancestrais souberam resistir heroicamente combater, e morrer, e tombar por nós para que não tombássemos como um todo face a sharia e não fossemos arabizados.

E não me venhas tu falar no islã liberal da mutazzila, conquistado em parte pela cultura greco romana e 'obscurecido', 'desfigurado', e 'poluído' porque esse 'islã' impuro ou compósito e desarabizado foi prostrado de morte pelos imames Achari e Gazalli, sucedendo a rígida ortodoxia sunita triunfante com seu ideal de fidelidade irrestrita ao Corão e portanto de irracionalismo e fideísmo crasso.

Nada mais sintomático do que vocês discursarem sobre a existência de 'alguns' muçulmanos liberais e emancipados no OCIDENTE, em Paris, N York, Londres, etc Devo perguntar-lhes sobre o porque de não estarem, espalhando o liberalismo em seus países de origem estre os irmãos? Por que raios não estão a instruir seus pares em Islamabad, Riad, Kandahar, Cairo, etc???  Preciso responder que seriam tratados como heréticos, apóstatas, pecadores, etc e submetidos a murtad???

Lamento por tantos quantos alimentam-se de ódio e rancor mas tudo quanto o islã tem a oferecer ao Ocidente, no lugar dos EUA, é a sharia e não vejo como e porque a sharia seria superior ou melhor, ou menos cruel e danosa do que o capitalismo enterrando as mulheres 'adulteras' ou simplesmente acusadas de adultério até o umbigo e lapidando-as sem misericórdia.

Por ângulo algum vejo que a proposta do islã seja melhor ou superior que a dos fundamentalismo bíblicos. É tudo a mesma treva pestilenciosa.

O islã sunita ortodoxo e salafita será o fim da cultura, do pensamento científico, da racionalidade, da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e a cristalização de todos os preconceitos a que combatemos. Será o fim de nossa herança greco romana e a morte do humanismo.

Continua

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mensagem a Europa!!!

Encerra o divino Homero, sua epopeia: a Ilíada, sem informar-nos se de fato foi a cidade de Troia foi ou não conquistada pelos gregos e no caso, como os gregos teriam podido atravessar as tão poderosas muralhas edificadas por Apolo e Hércules.

A tradição no entanto refere que por sugestão do engenhoso Ulisses, fizeram os atacantes um imenso cavalo de madeira, o qual durante a noite puseram diante de uma das portas da famosa cidade governada por Príamo. Sem saber do que se tratava e impulsionados pela curiosidade permitiram os troianos que as portas da cidade fossem abertas e o cavalo trasportado para seu interior.

Fora um autêntico 'presente de grego'.

Pois assim que o sol declinou e os troianos recolheram-se a seus lares, uma horda de assaltantes, saindo de dentro do bojo daquele cavalo, conquistou e destruiu sua bela cidade. A qual só veio a ser desenterrada por Schleimann três mil anos depois!

No momento em que escrevo esta crônica está a Europa prestes a receber não um presente de sírio mas um 'presente de muçulmano' no interior de suas 'muralhas'!

Diante disto podemos já antever o mar de sangue, os rolos de fumo e as ruínas!

Dizem os doutores que a História jamais se repete.

A luz de Heráclito e dos fenômenos particulares nem poderia repetir-se pois já são outros os personagens e outro o cenário.

Penso no entanto que possa ser re encenada.

E que os mesmos e velhos erros possam ser cometidos diversas vezes por outros homens noutro contesto.

Napoleão perdeu a coroa por ter pretendido conquistar a Rússia e invadira Inglaterra. Passados século e meio Hitler comete o mesmo erro fatal: invade a URSS e põem cerco a Inglaterra.

Hitler para a nossa maior felicidade não deve ter prestado lá muita atenção nas aulas de História.

Nem nela teem prestado muita atenção os liberais e esquerdistas fanáticos do Velho Continente.

Não em suas próprias Histórias uma vez que Inglaterra, Alemanha, França e Itália jamais estiveram sob o jugo do Islã. Mas nas Histórias das repúblicas vizinhas e irmãs que conhecerem tal jugo; assim Grécia, Macedônia, Hungria, Búlgária, Rússia, Portugal e Espanha! Na Europa de hoje, ocidente e oriente, Oeste e Leste, Atlântico e Volga sabem dar testemunho sobre o caráter da dominação islâmica!

Mas o centro norte da Europa faz-se de surdo!

Talvez porque parte de suas populações acreditem que todas as religiões são igualmente boas ou igualmente más, devendo se encaradas da mesma forma e regidas pelo mesmo estatuto.

O que pressupõe falta de conhecimento em matéria de História.

E falta de honestidade.

Pois os Tugs da índia foram proscritos pela civilização por assassinar em nome de Durga. Enquanto os sunitas ortodoxos é autorizado matar em nome de ala, do corão, de Maomé ou do Islã!!! No que os muçulmanos com a jihad, o apedrejamento de adulteras e a murtad são superiores aos tugs???

Alguém poderia me explicar porque segundo xeque Omar Bakri é lícito impor aos muçulmanos o dever de atacar e mesmo exterminar os não muçulmanos, enquanto aos fiéis de Kali não é autorizado faze-lo???

Alias os tugs matam com mais misericórdia, sem derramar sangue, enquanto que os amigos do profeta exterminaram seus críticos a punhaladas!

A princípio julgo que qualquer pessoa independentemente se sua fé religiosa tenha o direito de estabelecer-se na Europa. Desde que tal pessoa abrace sinceramente os ideais da sociedade democrática... fique com seu ala, como seu inferno, com seus anjos, com decreto, com suas huris, etc Mas conforme-se com nossas leis e instituições sem causar qualquer tumulto!

Aceita o islã tal restrição ou condição, tão justa quanto ponderada???

De modo algum!

Mesmo instalado no seio da Europa, em países como Bélgica ou Inglaterra, esses arrogantes continuam a afirmar-se como superiores aos demais cidadãos, a viver segundo suas leis e o que é pior esperando o momento oportuno para impor o icab, a djazia, a murtad, a jihad etc enfim a sharia, obrigando a sociedade como um todo a viver segundo lhes agrada!!!

Era de se esperar que adaptassem a exemplo dos judeus, budistas, etc no entanto tal não se deu. Isolaram-se em pequenas comunidades, procriaram a não poder mais, edificaram mesquitas, criaram tribunais próprios, afirmaram sua cultura, e hoje aspiram a dominação.

O pior de tudo é que a maior parte deles jamais enganou a quem quer que fosse, jamais escondeu suas pretensões teocráticas, jamais dissimulou!

E no entanto, os europeus estúpidos acolheram-nos e tem se recusado a deporta-los ou a disciplina-los como deveriam! De modo que mais e mais o poder muçulmano afirma-se no centro Norte da Europa.

Trata-se de uma situação já de per si dramática!

Quando milhares e ou milhões de emigrantes sírios surgem as portas da Europa.

Não é a primeira vez que isto aconteceu!

No século IV desta Era o Império romano, já exausto, permitiu que algumas tribos germânicas sob o estatuto de aliadas atravessassem a fronteira e se instalassem em seu território. No século seguinte os tais aliados receberam de braços abertos as tribos irmãs que se achavam do lado de fora, associando-se elas, reforçando seus contingentes e destruindo o império.

A Europa esclerosada no entanto não só recebe sem quaisquer prevenções esses fanáticos como concede-lhes direitos políticos, permitindo que votem e que se candidatem a cargos públicos! O cúmulo da cegueira e da loucura! Conceder prerrogativas democráticas a quem não tem espírito democrático É ASSASSINAR A DEMOCRACIA!!!

O que estamos assistindo em certos locais da Europa é um suicídio democrático em larga escala!

Pois como dizia Berdiaeff, a democracia não pode continuar sendo mera forma, uma forma vazia i é sem conteúdo. Urgem preencher essa forma com cultura ou espírito democrático por meio da educação! A Europa no entanto esta a introduzir espírito teocrático nas formas democráticas! E assim a sabota-las. Pois como disse Sagan democracia e fundamentalismo religioso são incompatíveis!

É o mesmo problema da América com suas bancadas evangélicas ou bíblicas e as massas manipuladas pelos pastores. Dos países muçulmanos que assumem formas democráticas e de certos lugares da Europa... e o fim disto é a dominação religiosa! Caso ninguém tenha coragem de assumir os valores do laicismo! Os líderes religiosos ameaçam com maldições, intimidam com o medo do inferno e constrangem as massas a eleger seus candidatos, pertencentes a comunidade, os mais fanáticos! E eles assomando aos parlamentos associam-se uns aos outros e formam bancadas religiosas! O QUE DEVERIA SER LEGALMENTE PROIBIDO!

E formando bancadas passam a legislar apenas em benefício próprio!

De geração em geração tais bancadas vão aumentando, sendo pretensão dos coronéis religiosos alcançar a maioria numérica e converter o Parlamento em apêndice da igreja ou da mesquita. Chegando a este ponto a democracia esta morta!!! Principiando as leis a obedecer princípios de caráter confessional! Pronto, o que socialistas e anarquistas ineptos foram incapazes de fazer -desconstruir a democracia por dentro mas em sentido oposto - é feito pelos fanáticos!!!

Estes no entanto ao invés de ampliarem e aprofundarem nossa democracia tornando-a direta, plena ou popular, tomam o sentido contrário, passando o poder aos clérigos. Fatalmente chegará o momento em que os fanáticos sacrificarão a forma democrática e entregarão o poder aos pastores ou xeques, caso não haja resistência alguma!

Uma solução possível aqui é permitir a entrada apenas das mulheres e das crianças, integrado-as a famílias europeias e consequentemente a Sociedade. Isto porque é o islã - sobretudo sunita - marcadamente machista. Então que os homens adultos fiquem do lado de fora! Agora se entrarem não se lhes permita em hipótese alguma a edificação de mesquitas ou salas de oração! E se forem pegos fazendo proselitismo ou provocando qualquer tipo de violência sejam deportados!

Convém impor-lhes legalmente uma política familiar de modo a que não se multipliquem ao infinito. Que aqueles que tiverem mais de X número de filhos sejam deportados. Que abracem a forma monogâmica de matrimônio sob pena de não serem recebidos ou de serem sumariamente deportados!

Além disto não se dever permitir sob pretexto algum a entrada e instalação de clérigos. Que os sermões sejam fiscalizados e aqueles que instigarem qualquer tipo de violência deportados.

Isto significa entrar com condições!

Ou a Europa muda de política e passa a impor restrições religiosas a esta multidão ou ela é que imporá a sharia no Velho mundo!

A democracia precisa ser tomada como critério ou defendida, a religião tomada como critério e severas condições impostas aos tais refugiados. De modo que a Europa não se converta numa nova Troia e que não se repita o que já aconteceu durante as invasões teutônicas.

Que os países do centro norte da Europa tenham a humildade de ouvir os irmãos do Leste e do Oeste ou seja das nações que já foram conquistadas e dominadas pelo islã em tempos passados. Penso que a experiencialidade deles não possa ser ignorada ou posta de lado e que não possam ser constrangidos a receber multidões de fanáticos arrogantes e opressores em seus territórios, pondo em risco as vidas dos cidadãos inocentes e indefesos!

As populações de Portugal, Espanha, Grécia, etc tiveram parte de seus antepassados mortos, escravizados, raptados e torturados pelos amáveis seguidores do profeta! Foram rios ou mares de sangue vertidos por cada uma destas sociedades as quais com heróicos sacrifícios lograram libertar-se dos tentáculos da sharia e do jugo ínfame da Djzia, e da ameaça continua da jihad. Agora querem os senhores da UE reverter este quadro, introduzindo a insegurança e o pânico nas almas de milhões de contribuintes! Não vejo como tal pretensão possa ser justificada!

Enquanto os europeus estão a viver um cenário de pesadelo semelhante a que seus ancestrais viveram no século V, a grande república do Norte, responsável por todos estes transtornos lá fica bem segura do outro lado do mar! Por que os Estados Unidos não são convocados por quem é de direito a acolher ao menos uma parcela dos tais imigrantes??? Por que cargas d água a bomba tem de estourar nas mãos da Europa???

O cavalo esta posto a porta!

Que se aprecatem os europeus de introduzi-lo em sua cidade!



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Vidas paralelas: Maomé e Lutero

Admirador não só confesso mas fanático dos clássicos, ocorreu-me plagiar ou melhor imitar umas das mais brilhantes composições do divino Plutarco, as 'Vidas paralelas'.

Bizarro é o mundo das religiões. Terreno em que as mais nobres e elevadas vozes tem sido violentamente silenciadas. Assim Sócrates, assim Jesus Cristo... e em que homens cheios de toda vulgaridade e grosseria tem atraído multidões.

Observemos atentamente este nicho. Que constatamos? Que os pregoeiros da justiça, do amor e da paz tem sigo forçados a ingerir cicuta ou pendurados em cruzes. Já os pregoeiros da violência, do assassinato, da mentira, etc tem morrido na paz de seus leitos cercados por hordas de fanáticos.

Não sou adversário da religião como o Dr Dawkins ou o sr Sam Harris. O que não me impede de encarar criticamente a religiosidade humana.

Tampouco compactuo como aqueles que declaram todas as religiões igualmente boas. Não, não podem ser bons os fundamentalismos e os sistemas religiosos que alimentam-nos. Não pode ser bom o fanatismo, tampouco os credos que dele tiram proveito. Não podem ser bom os preconceitos, menos ainda a espiritualidade que lhes dá suporte ou serve de substrato.

A religião deve ser julgada como qualquer outra instituição, tomando por partida a dignidade do homem e a promoção humana. Generalizações devem sempre se evitadas, tanto no sentido de que todas sejam igualmente perniciosas, quanto no sentido de que sejam todas sejam igualmente más.

O estudo criterioso da História testifica que algumas são boas e outras más; umas melhores outras piores, umas mais e outras menos civilizadas, umas mais e outras menos primitivas.

Educado num lar demasiadamente religioso, tive desde cedo contato com pessoas fanáticas.

Mais tarde tive a felicidade de separar-me delas e de rompem com o sistema supersticioso em que havia sido criado, o pentecostalismo.

Do que tirei e tenho tirado imenso proveito.

Desde que passei ao papismo ainda jovem e travei contato com o Catolicismo Ortodoxo e o Espiritismo constatei que cada sistema religioso parece possuir um gráu de consciência diferenciado ou um nível de contato distinto com o que chamamos de ética. Algumas fés tem um sentido mais fino, outras menos...

Posteriormente dediquei-me a estudar, exaustivamente por sinal, as origens do protestantismo e do pentecostalismo, e enfim algumas generalidades essenciais sobre o islamismo que julgo essenciais. De pronto, pude perceber a existência de um ponto comum entre ambos os sistemas: a visão a respeito do livro. Protestantes (calvinistas ortodoxos, batistas e pentecostais) e muçulmanos encaram do mesmo modo e maneira (mágico-fetichista) a 'Bíblia' e o 'Corão', os quais para uns e outros equivalem a palavra infalível e inquestionável de deus!

Continuei a estudar. Tanto as figuras dos principais reformadores (especialmente Martinho Lutero) quanto a de Maomé. Foi um estudo bastante profícuo de que resultou este artigo. Surpreendentemente as figuras do profeta alemão e do profeta árabe são bastante parecidas. Abundam os traços comuns entre Maomé e Lutero embora estejam separados um do outro pelo lapso de novecentos anos e tenham vivido em contextos sociais bastante diferenciados.

A respeito da epilepsia do fundador do islã não pode prevalecer dúvida alguma, apenas os cegos e fanáticos ousam repudia-la. Basta no entanto tomar o Sahi ortodoxo de Bukhari e ler as bizarras descrições nele contidas: Quando Maomé entrava em contato com o emissário de alla, Gabril, primeiro ouvia o barulho de campainhas (típico de um epileptico), em seguida sentia o cheiro característico de laranja azeda (iden), para posteriormente cair tremendo e babando por terra, instante em que era coberto com um pano por seus seguidores. E quando voltava a si dizia ter ouvido e visto isto ou aquilo...

Lutero da mesma maneira dizia ouvir um zumbido, que se parecia com uma catarata. Após o que, segundo Osborn, seguiam-se as visões.

Maomé sancionou a taqiyya ou dissimulação. Ao contrário do Cristianismo primitivo segundo qual jamais é lícito renunciar aquilo que se crê, mesmo sob ameaça de morte, o islã permite que em caso de perigo o muçulmano possa negar suas crenças com a boca e guarda-las no coração. No entanto se eu penso ou creio de um modo e manifesto-me de outro, minto.

Autorizar uma falsa conversão é e será sempre autorizar a mentira. A mentira no entanto equivale a um mal, não podendo ser, em hipótese alguma autorizada pelo Deus Santo e Bom.

Lutero foi pelo mesmo caminho.

Declarando que era perfeitamente lícito pregar uma boa mentira em favor da igreja (leia-se da igreja luterana).

O papa romano Leão XIII no entanto, disse aos Católicos, que se abstivessem de mentir e de ocultar porque a igreja não precisava de suas mentiras nem temia a verdade dos fatos. O que, para mim, demonstra a alta moralidade da igreja papista, ao menos, da antiga.

Maomé como todos sabem autorizou a imposição da fé por meio da violência, determinando que os incrédulos fossem exterminados caso restringissem o anúncio do Islã. Isto ao ponto da guerra religiosa ou santa contra os infiéis, i é, a jihad, ser considerada como um dos pilares da religião.

Muito Cristão mal informado há que ousa impugnar o benefício das cruzadas.

No entanto se não fossem as malsinadas cruzadas, o islã já teria se espalhado por toda a Europa e varrido o Cristianismo da face da terra. Teríamos consequentemente um califado em Moscou, um em Berlim, outro em Paris, outro em Roma, mais outro em Londres, um em Madrid, outro em Lisboa e a sharia governando do Volga ao Atlântico.

Prevalece entre muitos a ideia absurda de que os Católicos é que atacaram os pacíficos muçulmanos, quando na verdade empreenderam uma guerra justa ou uma guerra defensiva. O islã é que desde Moutah (632) a Tours (732) agrediu e atacou sem quartel a Cristandade, conquistando sucessivamente as cidades de Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Cartago, Emérita Augusta e Évora, dentre outras. E não contente em atacar furiosamente as populações cristãs indefesas, estendeu sua espada para o Oriente e conquistou o Império dos persas em Qadissiyya em 636 até ser contido pelo Imperador chinês em Talas 758!

Quando o cristão é agredido por seus familiares ou vizinhos não deve exercer vingança e estar sempre disposto a conceder-lhe o perdão (desde que deem mostrar sinceras de arrependimento!). Agora quando a comunidade Cristã é atacada pelos arrogantes e opressores, deve exercer defesa e resistir-lhes. Neste caso a guerra não é apenas justa, mas necessária e abençoada pelos céus. Não é o pacifismo absoluto norma e regra de caráter político ou social mas preceito de caráter pessoal.

Outro era o caso dos mártires nossos ancestrais face a sociedade que era pagã. Não sendo honorável para a instituição Cristã reagir e rebelar-se contra o poder imperial. Convinha que a verdadeira fé suplantasse pacificamente o poder imperial. O que de modo algum teria sico possível sem o apoio dos céus. Donde o Cristianismo avançou morrendo, por meio do verdadeiro martírio, enquanto o islã sempre avançou matando e manteve-se pelo terror, por meio de sua inquisição, a Murtad e pela negação total de direitos, i é, a afirmação da desigualdade. E se algum muçulmano discorda do que digo vá discutir com o Xeque Omar Bakri!

Já no ano 1000 o Califa Al Hakim decretou a conversão forçada de todos os Ortodoxos coptas do Egito e a demolição do Santo Sepulcro. Esses infelizes coptas é que, ignorando a verdadeira natureza do islã, haviam aberto as portas de Alexandria aos muçulmanos, cuidando serem eles uns libertadores. Agora, passados 1300 anos são caçados como animais selvagens pelas ruas do Cairo e tem suas igrejas frequentemente depredadas!

Cerca de 1100 as vésperas das cruzadas principiaram os turcos a instalar-se nos domínios do Império Bizantino, que era uma espécie de estado tampão, situado na Ásia Menor. Foi diante deste perigo que os Cruzados precipitaram-se sobre a Palestina, contendo a fúria do islã por cerca de uns 200 anos. Até que o fanático Tamerlão fez sua aparição fez reverter o quadro mais uma vez. Destarte tendo o islã se consolidado na Turquia, passou no final do século XV a Grécia, submetendo ao terro a população inocente. E dali passou ao sudeste europeu, chegando as fronteiras da Aústria no século XVI, e escravizando os povos conquistados em nome da sharia.

Até que chegamos a 1578, ano em que o grande sultão dos turcos, dando seguimento da guerra continua ou jihad contra a Europa, juntou considerável número de navios com o objetivo de desembarcar na Itália e aumentar seus domínios. Os protestantes, cujos líderes haviam recebido dinheiro dos infiéis, ficaram de braços cruzados aguardando a destruição do papado. Os papistas no entanto congregaram uma frota e destruíram a dos sarracenos em Lepanto. Graças a esta vitória foi a islamização da infeliz Europa postergada em quatrocentos anos!

Desde então, até meados do século passado sossegou o islã devido aos progressos tecnológicos do Ocidente no que diz respeito a armas e munições. Enquanto contavam apenas com suas lanças, espadas e arcos, face a nossas armas de fogo, o Ocidente conheceu um pouco de paz. No entanto assim que tomaram posse desta tecnologia e armaram-se com metralhadoras e bombas, principiaram sua jihad ou guerra continua contra os infiéis. Que é um preceito de sua religião.

Os ocidentais, adormecidos num vil comodismo é que perderam a noção do perigo. Muito bem conhecido de nossos ancestrais.

Lutero e os reformadores da mesma maneira que Maomé, não exitaram em empreender uma reforma violenta, erguendo a espada contra o papa, os bispos, os padres e os monges. Quando como Cristãos deviam ter escolhido o caminho da paz e do martírio, uma vez que não formavam sociedade, mas opunham-se aos sentimentos predominantes. Utilizaram-se no entanto do poder político ou secular, dando inicio a primeira revolução moderna. Cujos métodos truculentos foram mais tarde adotados por Jacobinos, Comunistas, Fascistas e Nazistas.

Embalde os pastores, paladinos do reacionarismo, condenam as Revoluções uma vez que seus reformadores deram exemplo aos futuros revolucionários, ensinando-os a tudo resolver por meio da força bruta. De fato a reforma jamais encarnou a lógica pacífica e prudente do Evangelho. Não soube ser e não foi moderada. E nisto imitou os acessos de fúria do islã e do judaísmo antigo.

Maomé sancionou a poligamia árabe, concedendo-lhe estatuto de sacralidade. Nisto obedeceu a lei da natureza comum aos povos nômades. Já Lutero veio a luz numa Sociedade monogâmica. Face aos 'imperativos' do Gênesis (!!!???) no entanto chegou a conclusão de que a poligamia não podia ser condenada. Foi o ponto de partida para que os anabatistas chefiados por João de Leyden tomassem diversas esposas! Posteriormente Buccer, com Melanchton e Lutero abençoaram secretamente a bigamia de Felipe Landgrave de Hesse, tendo em vista 'evitar sua apostasia' ou seja seu retorno ao papismo!

Neste momento mais uma vez o protestantismo aproximou-se do islã por obra e graça do antigo testamento.

Após cinco séculos a destruição das representações por meio dos calvinistas e anabatistas fanáticos ainda são aplaudidas pelos líderes muçulmanos. Isento de símbolos como declarou o Pr Malafaia, o protestantismo nem de longe incomoda os muçulmanos. Socialmente inexistente e irrelevante o platonismo cristão dos reformados parece não atrair a cólera dos maometanos como os Catolicismos.

De fato os muçulmanos não suportam a simples visão da cruz ou o repicar festivo dos sinos. Como não toleram nossas procissões solenes.

Com os unitários converte-se o protestantismo em ante sala ou ante câmara do judaísmo e do islã na medida em que nega a divindade de Cristo e o mistério da Encarnação. Admitindo que o deus celestial e invisível não tem parceiros ou seja personalidades distintas, e que jamais poderia ter assumindo uma natureza humana. Para os unitários, cristadelfos, jeovistas, etc Cristo não passa dum emissário ou profeta, duma criatura produzida, dum homem igual a todos os outros... tal e qual é apresentando pelo Corão de Maomé.

Tais as monstruosidades extraídas da Bíblia por meio do livre examinismo.

Diante de tudo isto não posso compreender os melindres dos protestantes quando declaramos que o sistema a que pertencem com seu iconoclasmo, sábados, unitarismo, predestinação, etc facilita tanto a judaização quanto a islamização do Cristianismo após ter já facilitado a afirmação da incredulidade, do materialismo e do ateísmo, e ter alimentando os monstros do capitalismo, fascismo e nazismo. Todos os monstros e fantasmas que ora ameaçam a civilização européia ou semi cristã (jamais tornou-se plenamente cristã) foram evocados pelo monge alemão e retirado de vossas Bíblia segundo a praxe do livre exame.

Outra convergência de opinião entre Maomé e Lutero diz respeito a condição da mulher. Partilhando ambos do mesmo machismo.

Maomé é certo, proibiu categoricamente seus seguidores de surrarem suas esposas após terem feito sexo com elas. Coisa que talvez fosse posta em prática pelos pagãos de seu tempo. Lamentavelmente o mesmo Maomé negou as mulheres o direito de não satisfazerem os desejos de seus maridos, permitindo que fosse espancadas e reduzidas por meio da violência ou seja estupradas!

Acaso o próprio Maomé não se deitou com a infeliz Safiyah após ter mandado torturar e matar seu esposo Kinana, senhor do Castelo de Khaidar???

Já Lutero declarou que era vocação da mulher conceber, parir e educar os filhos; agora se estourava como uma vaca e morria, sua alma era salva porque era mãe!

Eram ambos matadores.

Assim Maomé que com a espada em punho, surpreende (gazwah) os infelizes judeus de Khaidar tirando as vidas de diversos deles quando estavam ainda desarmados.

Sem falar nos demais judeus que havia mandado decapitar...

Dos politeístas imolados em Uhud e Badr

E dos diversos críticos cujos assassinatos inspirara por meio de palavras insidiosas.

Direta ou indiretamente o profeta dos agarenos sujou suas mãos com sangue humano de inocentes!

Assim o profeta dos Alemães, ao proclamar em seu panfleto, uma guerra de extermínio contra os camponeses rebelados.

É que os tolinhos pensavam que Lutero iria promover uma verdadeira reforma atinente aos costumes e reformar as estruturas sociais ao invés de buscar reformar apenas a fé.

Ignoravam eles que quanto a este mundo ou a sociedade era Lutero ainda mais conservador do que o Papa romano.

Para Lutero como o jumento, o bom povo devia ser comandado por meio de pancadas.

Admirador fanático do apóstolo Paulo, Lutero também cuidava que os potentados deste mundo haviam sido constituídos pelo próprio deus e que eram uma espécie de oficiais ou representantes seus.

Quanto aos que recusavam-se a conformar-se com a ordem estabelecida, Lutero classificava-os como cães, corvos, porcos, possessos, etc

Segundo conselho seu os senhores saíram ao campo de batalha, perecendo no mínimo trinta mil miseráveis campônios.

Acusado como vil traidor Lutero justificou-se com as seguintes palavras:

“Eu Martinho Lutero, durante a rebelião matei todos os camponeses, porque fui eu quem ordenou que eles fossem mortos. Todo o sangue deles está sobre a minha cabeça.  Mas eu o ponho todo sobre Deus Nosso Senhor; pois foi ele quem assim me mandou falar." (Tischreden, Erlangen ed. Vol. 59, p. 284).

Maomé sancionou o expediente da conversão forçada. Não deve pairar dúvida alguma a respeito:

Maomé] disse: "Aí de ti, Abu Sufyan, será que não chegou a hora de reconheceres que eu sou o apóstolo de Alá?" Ele (Abu Sufyan) respondeu: "Quanto a isso, ainda tenho algumas dúvidas." Eu (o narrador) disse-lhe: "Submete-te e testifica que não há deus sem ser Alá e que Maomé é o apóstolo de Alá antes que percas a tua cabeça," e assim fez ele. ibn Ishaq 814


"O apóstolo enviou Khalid bin Walid . . . rumo à tribo Banu al-Harith e ordenou que ele os convidasse a abraçar o islão três dias antes de os atacar. Se eles aceitassem, então ele [Khalid] aceitaria isso da parte deles; mas se eles se recusassem, ele tinha que os combater." Ibn Ishaq 959
Chegou inclusive a capturar a mulher a os filhos dum homem como forma de usá-los a levar um homem a aceitar o islão:

"O apóstolo disse-lhes para dizer a Malik que se ele viesse até ele como um muçulmano, ele teria de volta a sua família e as suas propriedades, e ele [Maomé] lhe daria cem camelos." Ibn Ishaq 879

Lutero, a que muitos apresentam como paladino da liberdade de consciência também aprovou o recurso a conversão forçada:
Escreveu ao Eleitor de Saxônia, a 9 de fevereiro de 1526, dizendo que não permitisse outra doutrina senão a sua. “Num lugar”, disse ele, “só deve haver uma única espécie de sermão”. E exigiu que, se alguém não desistisse de pregar doutrina diferente, "As autoridades entregarão tal sujeito ao mestre conveniente, o Mestre Executor” (Erlangen, vol. 39, pp. 250-254). O historiador protestante Wappler, falando da perseguição aos Anabatistas, acentua que “Lutero aprovou a pena de morte infligida pela exclusiva razão de heresia”(Die Stellung, Kurschsens, p. 125)


Por fim morreram ambos sem definir sucessão.

Disto resultou fragmentarem-se os luteranos em Amsdorfianos, Melanchtonianos e substancialistas da mesma maneira como os muçulmanos, após a morte de Maomé haviam se dividido em cariijitas, alidas ou imamitas (xiitas) e sunitas.

Posteriormente passaram ambos a serem cultuados por seus seguidores: Maomé em Madinat e Lutero na sua querida Wittemberga onde até mesmo a árvore sob a qual costumava sentar-se passou a ser objeto de culto supersticioso.





domingo, 20 de setembro de 2015

O islamismo enquanto estado de privação de direitos

Nossas leis estão longe de serem perfeitas.

Subsiste ainda o conflito entre legalidade/direito e justiça. Nem sempre nossas leis e códigos tem sido postos ao serviço da justiça e a justiça feita como deveria.

Nem podemos negar a existência da corrupção, da venalidade, do abuso, etc

Na prática ainda convivemos com a desigualdade, mesmo a nível das condições primárias.

Idealizar o que temos em nosso redor seria desonesto.

Todavia, ao menos teoricamente, nossas leis assumem as exigências da liberdades e buscam afirma os direitos humanos sob a forma de garantias. Imperfeitas e precárias que sejam reconhecem nossas leis os direitos essenciais da pessoa humana. Por defeituosos que sejam nossos códigos sacramentam a dignidade ímpar do homem e isto, neguem quem quiser e puder é um benefício.

Pois é um ponto de partida para lutarmos pela concretização de tais garantias e, consequentemente por uma Sociedade mais humana, justa, digna e fraterna. Mantendo nossas leis de pé, tomando a mesma direção, ampliando-as, aprofundando-as, forjaremos um novo mundo, um mundo melhor para todos; um mundo em que os seres humanos não sejam avaliados pelo que trajam, comem, bebem, ouvem, etc mas apenas e tão somente pelo que fazem ao próximo.

Nada mais importante, a princípio do que conceder um espaço legal ao outro. Nada mais importante do que conceder um amparo legal as minorias. Nada mais importante do que conceder a proteção da lei as diferenças!

Nada contra uma unificação intelectual ou ética obtida por meio do diálogo no plano da liberdade.

Todavia uma unificação comportamental e externa obtida por meio da força ou da coação repudiamos.

Toda e qualquer unidade deve ser buscada no plano da liberdade, por meio da demonstração e não da imposição arbitrária. A lei que buscamos é a lei da justiça e não a lei do mais forte!!!

Sonhamos com uma sociedade plenamente igualitária em que a mulher, o homossexual, a criança, o trabalhador, o deficiente, o estrangeiro, o dissidente religioso e até mesmo o animal sejam não só tratados mas encarados do mesmo modo que o homem, o heterossexual, o adulto, o patrão, o fisicamente perfeito, o nacional, o 'ortodoxo' e protegidos pela lei.

Sonhamos com uma sociedade completamente livre e igualitária, e consequentemente expurgada de preconceitos ou privilégios arbitrários cujo único fim é a negação do outro.

Sonhamos com uma Sociedade de todos os preconceitos como o machismo, o adultismo, a homofobia, o classismo, o racismo, o fascismo, o fanatismo religioso, etc Estamos fartos com desta sociedade arbitrária cujo tipo predominante é o patriarca, adulto, heterossexual, economicamente bem sucedido, saudável, valente e abençoado pela religião oficial. Até podemos tolerar este tipo padronizado e conviver com ele. O que não podemos permitir é que determine as vidas de todos os cidadãos em geral a ponto de exigir que sejam reproduzam seu comportamento.

O islã no entanto ou melhor a sharia, implica na fixação do tipo.

E trás em si ideal unitário e excludente de Sociedade, governada pela vontade deste homem adulto, heterossexual, próspero, saudável, valente, conformado com a ortodoxia... que é o tipo fixado pela cultura árabe do século VII desta Era. Daí a negação ao direito de existência de todas as outras culturas feministas, sexualmente diversificadas, pluralistas, democráticas, etc As quais são encaradas como essencialmente más ou corrompidas.

É verdade que o islã ampliou os direitos da mulher em comparação com a primitiva Sociedade árabe. Pois proibiu que as meninas fossem enterradas nas areias do desertou e permitiu a mulher acesso aos tribunais. No entanto ao mesmo tempo de implementou tal progresso o islã impossibilitou qualquer tipo de avanço ulterior pelo simples fato de proclamar as leis religiosas baixadas por Maomé como divinas, perfeitas, sagradas e imutáveis.

Aumentou os direitos da mulher mas ao mesmo tempo pretendeu e pretende ter fixado seu estado para todo sempre.

Concedeu-lhe direito a vida e acesso aos tribunais. Mas santificou sua inferioridade perante o homem e recusa-se obstinadamente a reconhecer a plena igualdade entre homens e mulheres. Para o islã a igualdade de gênero é uma doutrina essencialmente herética. E por que? Porque o Corão e a Sunah, afirmam explicitamente a inferioridade da mulher e a superioridade do homem, abençoando oficialmente o machismo.

Para o islã o machismo é sagrado, pois faz parte de sua religião na medida em que é proclamado pelo Corão e pela Sunah. O muçulmano radicado no Ocidente que disser a uma mulher que o islã reconhece seus direitos e sua igualdade jurídica não passa dum mentiroso ou dum fanfarrão sem consciência.

Basta dizer que segundo a Sunah, os sahis, Hadiths, fiks, etc O testemunho de uma mulher perante o cadi vale apenas a metade do que o testemunho de um homem. Portanto é necessário o testemunho de duas mulheres para impugnar o testemunho de um só homem, o testemunho de quatro mulheres para impugnar o de dois homens, e assim por diante. Diante disto onde fica a tão alardeada igualdade???

Além disto o islã, como qualquer cultura primitiva sanciona explicitamente o estupro de mulheres não muçulmanas com o intuito de engravida-las. Todas as batalhas promovidas pelos bons muçulmanos terminaram com um estupro coletivo de 'infiéis'. Pelo simples fato de que as primeiras delas foram abençoadas pelo próprio Maomé! O qual após cada batalha tomava para si algumas jovens, via de regra as mais belas, adicionando-as a seu harém.

Logo, muçulmano algum e sã consciência pode negar a instituição do estupro. Isto mesmo, a instituição do estupro, pois a religião muçulmana sanciona e abençoa o estupro de mulheres muçulmanas em caso de guerra ou de simples resistência a jihad por eles proclamada!

Já quando a mulher islamizada jamais poderá sair da tutela do pai, do esposo ou dos filhos mais velhos. Sendo sempre uma tutelada... Não pode escolher seu noivo. Podendo ser dada em casamento por seus pais - especialmente se pobres - a qualquer velhote assanhado, desde que rico, ao completar doze anos. Desde então deve integrar-se ao Harém se for o caso e executar os serviços domésticos que lhe são impostos pela esposa mais velha.

Deve além disto estar acessível a seu senhor, sempre que este o desejar. Segundo a lei muçulmana a mulher não tem o direito de negar sexo ao esposo, deve querer sempre, ceder sempre ou, apanhar até ceder, ser imobilizada e estuprada. É o estupro conjugal um direito do patriarca assegurado pela legislação religiosa do islã e portanto uma instituição sagrada. É bem verdade que teoricamente pode requisitar o divórcio. Devendo para tanto retornar a casa de seus pais completamente desmoralizada e ali permanecer até o fim de seus dias uma vez que o islã também dificulta ao máximo a possibilidade da mulher trabalhar e consequentemente de poder sobreviver independentemente ou seja longe do marido ou de seus pais.

Caso permaneça na casa do esposo sempre poderá ser surrada, por qualquer motivo: se falar alto com ele, se for tagarela demais, se sair de casa sem permissão, etc Em diversas circunstâncias permite a lei islâmica que a mulher seja agredida fisicamente. É o que os clérigos dessa religião chamam de disciplina. A disciplina faz parte do Islã.

O acesso das mulheres a rua, e consequentemente a vida pública também é desaconselhado pelas leis e tradições. Devendo permanecer ela reclusa no seio do lar, agora se desejar sair deverá pedir permissão ao marido e ir acompanhada por ele ou por algum parente homem mais velho, qual seja seu pai, irmão ou filho. No máximo podem as mulheres sair em grupos, mas, neste caso, sempre veladas e trajadas como freiras.

A bem da verdade os homens muçulmanos também escondem seus corpos, trajando ou a tradicional túnica ou calças cumpridas e camisas de meia manga ou manga cumprida. Incomum os próprios homens trajarem camiseta e bermuda nas sociedades muçulmanas. Apenas não cobrem suas cabeças com icabs, shadores e burcas.

De fato mais do que a sociedade calvinista ou puritana a Sociedade muçulmana jamais conseguiu aceitar de fato a existência do corpo, quanto mais dos órgãos sexuais. É uma Sociedade para a qual o corpo ou o sexo não existem. Uma sociedade que busca esconder ao máximo o corpo e ocultar tudo quanto esteja relacionado com a sexualidade humana. O prazer feminino em especial é radicalmente condenado pelas tradições, o que abre precedente para que centenas de milhares de meninas tenham seus clítoris mutilados i é sejam castradas!

A castração é justificada por inúmeros clérigos ortodoxos uma vez que seu objetivo e evitar que a mulher traia seu esposo tendo em vista a obtenção de um prazer sexual mais intenso.

Além disto os clérigos machistas esforçam-se por convencer suas servas de que as mulheres ocidentais que ousam mostrar seus braços e pernas, além de trabalhar e de contestar o marido não passam de prostitutas condenadas ao inferno e que semelhante tipo de conduta é essencialmente maléfica. Isto a ponto de declararem que é verdadeiramente livre a mulher que vive presa em sua casa, esconde-se debaixo da burka, jamais resiste a seu esposo e deixa-se agredir por ele sem reagir! Esta mulher escravizada é a mulher livre segundo a visão desses clérigos desalmados, autênticos psicopatas.

Um dos fenômenos mais abomináveis e monstruosos que tenho observado na Sociedade moderna é o das feministas ou anarco feministas que se calam ou omitem diante o islã, ou pior, daquelas que aplaudem e portanto sancionam a expansão desta fé essencialmente machista e opressora.

continua

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Carta a Benjamin Netanyahu





Prezado Benjamin Netanyahu:

Shalom! (se é que você sabe o que é isso)

Fiquei emocionado quando lhe vi ao lado de outros líderes mundiais em Paris condenando o atentado contra a revista Charlie Hebdo e contra um supermercado que vende alimentos judaicos. Foi lindo ver seus amigos e você condenando o terrorismo islâmico. 

Mas eu escrevo esta missiva para fazer uma sugestão. Você aceitará? Acho que não, mas vou fazer minha sugestão assim mesmo. Ben por que você não convoca os líderes mundiais para irem à Israel e fazerem uma marcha contra o terrorismo israelense que mata tanto ou quanto o terrorismo islâmico? Você sabe que os palestinos são brutalizados diariamente pelo exército israelense, eles não tem o poderio bélico do Estado. E se eles matam um militar você permite que seu exército mate centenas de civis e o que é pior permite que mate idosos, mulheres e crianças imbeles. Seria tão bom ver os líderes mundiais condenando os massacres que tem ocorrido contra o povo palestino ao longo das décadas e da curta história do Estado de Israel. Gostaria de ver o mesmo primeiro-ministro de Israel que esteve na França condenando o terrorismo, condenando o terrorismo israelense, condenando o seu antecessor já falecido, Ariel Sharon por ter cometido crimes contra a humanidade, Adoraria que você mesmo viesse a se acusar dos mesmos crimes e que esses líderes mundiais seus colegas o condenassem e pedissem a ONU que você fosse julgado por esses crimes. 

Só assim você seria coerente, pois se é para condenar o terrorismo que se condene todas as formas de terrorismo. Não fica bem um terrorista condenar o terrorismo, se você quer continuar a ser um terrorista, você teria que ter apoiado os atentados em Paris. Agora, se você conseguiu enxergar o que é o terrorismo, eu o convido a obtemperar minha sugestão e reunir os líderes mundiais para uma marcha contra o terrorismo sionista e que você se faça condenar por seus pares, isto é, pelos outros chefes de Estado. 

Por mais horrível que tenha sido o atentado ao jornal Charlie Hebdo e ao supermercado judaico nada se compara ao massacre de Sabra e Chatila que bloqueou o acesso dos palestinos para que estes fossem mortos pelos libaneses maronitas, num território libanês que era ocupado por Israel que deveria ter protegido esses refugiados que eram civis. Isso para não falar da 1ª Intifada, da 2ª Intifada e de todos os massacres feito pelo Estado de Israel. 

Enfim, caro terrorista, condenar os ataques feitos à Paris (pequenos se comparados com os massacres israelenses contra os palestinos) e não condenar os seus ataques terroristas é um contras-senso, mais ainda, é hipocrisia. 

Aqui despeço-me desejando-lhe bom senso que é que lhe falta assim como aos seus.

Sem mais:

Fernando Rodrigues Felix