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domingo, 19 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer... II

Uma vez exposta a situação temos de considerar o que fazer.

Pois assistir passivamente esta calamidade, que é o avanço do islã (Organizado pela própria ONU) pela Europa é algo que não podemos cogitar.

Pois no momento em que o crescente arvorar sobre a acrópole de Atenas, no fórum romano ou sobre os Túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo as bases da autêntica cultura ocidental estará morta.

Pois terá deslocado a Filosofia clássica, o Direito romano e a Ética do Evangelho e destruído nossa identidade, nossas raízes e nossa tradição.

No momento que as noções de racionalidade, livre arbítrio e amor ao próximo forem deslocadas e substituídas pelo irracionalismo, o determinismo e a agressividade tornaremos a barbárie e o islã será a porta.

Antes de tudo devemos estar aptos e treinados para contestar a ideologia pós modernista, por estar ela na base dessa conjuração.

Apesar do capitalismo e de outras misérias (Que nos conduziram a beira do abismo.) temos democracia, temos direitos inerentes e portanto igualdade jurídica, temos a noção de bem como ou justiça social, etc e portanto temos sim um padrão cultural superior em comparação ao autoritarismo totalitário, a teocracia, a uma hierarquia social arbitrária, etc - Ainda que limitássemos essa superioridade ao espaço de nossa própria cultura.

A menos que considerássemos o casamento de garotas com velhos, a castração de mulheres, o enforcamento de gays, a agressão aos pequeninos, a opressão dos dissidentes religiosos, o emprego generalizado da força, etc como práticas desejáveis temos de afirmar a superioridade da cultura europeia atual e de reconhece-la como propulsora no mínimo da forma de convívio menos ruim que existe. 

Alias desconfio que certas pessoas justificam o islã justamente porque aspiram viver a sua moda e devo avaliar qualquer cidadão ocidental ou europeu que deseje tratar sua esposa ou seu vizinho cristão segundo a lei islâmica como um canalha. 

Mais, a mim me parece que tanto entre os filo protestantes fundamentalistas no Brasil quanto entre os simpatizantes do islã na Europa sobressai um perfil sinistro: O desses homens maduros, machistas, homofóbicos, tarados, etc que aspiram enforcar gays e estuprar menininhas...  

Antes de tudo devo dizer que sou a favor de que os refugiados sejam recebidos ou acolhidos de braços abertos em qualquer parte do mundo desde que não sejam eles fundamentalistas religiosos, islâmicos ou cristãos, capazes de colocar as vidas dos demais cidadãos em risco. E não posso admitir por meio algum que a segurança dos cidadãos que vivem num determinado espaço sejam privadas de paz e segurança pela introdução de qualquer outro grupo social.

Os cidadãos ou contribuintes que pagam impostos fazem jus a segurança, a proteção e a paz; sendo dever do Estado garantir essas condições sob pena de quebrar o pacto vigente, tornar-se inútil, ocioso e ser confrontado pelos cidadãos.

Portanto receber em suas fronteiras qualquer grupo composto por fanáticos, teocráticos ou fundamentalistas, os quais venham a colocar em risco as vidas e bens dos cidadãos implica traição inaceitável. 

Devem portanto os árabes e outros que aspiram instalar-se na Europa adotar a cultura local e tal preceito deve ser indiscutível. Implica essa atitude abandonar os hábitos arraigados e assumir os hábitos comuns ao grupo em que se pretende viver. Implica abdicar de qualquer atitude no sentido de introduzir hábitos ou costumes árabes. Implica sobretudo em comprometer-se a não introduzir a Sharia e implica por fim aceitar que não serão construídas novas mesquitas. 

Seria ridículo ter eu de dizer que de modo algum devem os refugiados confrontar as práticas, costumes ou tradições das populações locais, profanando seus santuários, invadindo seus locais de culto, destruindo seus símbolos ou colocando em risco suas pessoas sob pena de serem rigorosamente punidas ou castigadas na forma da Lei. 

E segundo penso todas as violações acima por parte dos hóspedes deveriam ser punidas com deportação ou expulsão da comunidade em questão - Pois tratam-se de crimes contra os direitos inerentes das pessoas os quais não podem, sob quaisquer alegações, ser tolerados numa sociedade civilizada.

Vou além e opinarei que apenas as mulheres, os idosos, as crianças e os deficientes provenientes de sociedades islâmicas sejam acolhidas na Europa, e mesmo assim com a devida cautela. Quanto aos homens adultos, julgo haver precedentes graves para que deles se exija o abandono do islã ou um compromisso fundamental no sentido não tentarem impor a sharia ou construir mesquitas.

O mais recomendável no entanto é que os homens adultos do islã não sejam recebidos nos países europeus e sobretudo que clérigo ou imame sunita algum seja recebido. Naturalmente que a poligamia deve ser rigorosamente proibida nos territórios não islâmicos pois costumam ele dar o 'golpe' da barriga ou crescer pelo ventre até suplantar a população local. Também seria aconselhável a exigência de que limitem o número de filhos por casal sob pena de não serem aceitos - No caso dos homens adultos serem recebidos.

Necessário que seus filhos sejam obrigados a frequentar a escola local, de preferência pública e laica de modo a serem introduzidos na cultura vigente. Devem além disto aprender a falar a lingua local e valoriza-la. 

Outra medida de suma importância é proibi-los de formarem bairros, guetos ou pequenas comunidades fechadas e obriga-los a dispersarem entre a população 'comum', convivendo ou comunicando-se com ela, de modo a favorecer as trocas culturais.

Tais algumas sugestões concretas que já deveriam ter sido implementadas quanto esse tipo específico de população. Afinal hóspedes só podem ser acolhidos sob nossos tetos sob determinadas condições estipuladas pelos proprietários... 

Importante que tais leis sejam fixadas e que toda e qualquer violação implique na deportação ou no retorno compulsório ao local de origem. Quanto a isto não deve haver relaxação ou contemplação alguma, especialmente em se tratando de delitos inspirados pela fé e contra a fé alheia e seus símbolos. 

Deve haver todo um programa destinado a fazer com que os hóspedes assimilem os princípios, os valores, os costumes e a cultura local ou que no mínimo exerçam rigorosa tolerância face a ela, abandonando toda e qualquer hostilidade.

Super importante que a decisão de acolher essas pessoas passe pela comunidade local e que a nível nacional seja objeto de referendo ou de aprovação direta pela população e jamais uma imposição feita por órgãos internacional como a ONU ou a OTAN uma vez que são controlados por outros países e poderes. 

Importante que seja uma atitude política democrática i é sancionada pela população nacional e local e gerenciada por elas através de leis específicas destinadas a manter a cultura e promover a paz. 









sábado, 18 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer...

Após uma sucessão de ideologias mortas - Que desde o protestantismo falharam em substituir a Igreja antiga e trazer unidade de espírito a Europa, a fé maometana chegou até ela, com a intenção de abala-la até os alicerces ou de implantar a instituição árabe da Sharia.

Foi já o islã esmagado pela Europa Cristã, Ortodoxa ou papista duas vezes - Em Poitiers e em Lepanto, pelo que não se transformou num califado... Além de ter tido suas aspirações imperialistas travadas também pelas assim chamadas Cruzadas. Parte da Europa - Invadida por seus adeptos! - por sinal foi expurgada deles em no mínimo duas ocasiões, assim a Península Ibéria e a Península balcânica.

Basta dizer que ibéricos e balcânicos conhecem perfeitamente bem que é o jugo do islã.

A primeira das diversas observações a serem feitas aqui é que os invasores, a que os pós modernistas chamam 'refugiados', não são, de modo algum, os civilizados e comedidos xiitas do Irã... Tampouco os economicamente estáveis sunitas da Jordania, do Kwait ou dos Emirados, os quais tem a sorte de viver sobre oceanos de ouro negro ou de petróleo.

Vamos porém ao caso...

Incontestável o fenomeno segundo o qual a miséria ou a massificação estimulam a violencia. 

O que se sucede tanto entre os hindus, quanto entre Cristãos e muçulmanos. Por isso as massas protestantes do Brasil principiam a causar distúrbios... E as massas hindus na India... 

Agora tornando a Ratzel devemos considerar que as áreas ocupadas pelo Islã são majoritariamente (Com exceção da Asia menor ou Turquia e partes da Síria) espaços desérticos, montanhosos ou estepários, que não comportam uma densidade populacional elevada. Tanto que os antigos árabes, anteriores ao islã, enterravam as meninas recém nascidas nas areias do deserto... Tal a responsabilidade da terra ou do solo.

Apesar disso, sancionou Maomé a poligamia, enquanto que o islã, por instigação de líderes religiosos imperialistas ou cálculo, opõe-se ao controle da natalidade. E o resultado aqui é o aumento populacional desregrado... Para piorar ainda mais uma situação já grave, essas multidões miseráveis, ignorantes e fanatizadas costumam criar tumultos de natureza religiosa ou credal com outros grupos religiosos ou minorias, o que afeta as estruturas do governo e os serviços...

Para piorar ainda mais as coisas - Onde sempre existiram conflitos entre Sunitas, Xiitas, Drusos, Mandeus, Samaritanos e Yazeds ou entre maometanos e Cristãos, a Dna Inglaterra ou o sr Balfour, deram de enfiar os sionistas. O que redundou num aumento significativo dos conflitos e no deslocamento das populações tradicionais, em busca, no mínimo, de alguma segurança.

Dessa política internacional irresponsável, firmada pelo ouro sionista e mantida pelos EUA, resultou uma calamidade para as minorias Cristãs de todos aqueles lugares, pelo simples fato de que os sionistas canalhas, expulsando-as, empurraram-nas e lançaram-nas contra essas minorias, as quais passaram desde então a ser atacadas e pilhadas pelos tais refugiados. 

Porém quem ataca e empurra esse excedente de árabes miseráveis para longe de si... Israel... 

O Europeu que lê este artigo entenda perfeitamente: EUA e Israel entregaram a Europa nossa mãe aos jihadistas fugitivos numa salva de prata, tal e qual Herodes entregou a cabeça do batista a Salomé... Abriram um espaço para esses fugitivos na Europa como abriram um espaço para Israel na Palestina e de fato a Europa atual paga o preço do sionismo que apoiou! 

Como uma carcaça imunda abandonada aos vermes foi a Europa lançada a esses tais refugiados espantados e empurrados pelos sionistas.

Tudo partiu do vosso aliado que se acha seguro do outro lado do mundo, da vossa ONU..., da vossa 
OTAN estúpida que ataca os Cristãos russos, da maçonaria, do Vaticano inepto, etc Todos, todos desampararam a Europa, quiçá comprados pelo ouro sionista e Israel fica sendo e é a prioridade mundial kkkkk

Tais são as coisas que precisam ser ditas muito bem francamente, apesar das inquisições seculares do tempo presente.

Surge no entanto uma pergunta que não quer calar...

Por que a Europa se existem tantos países islâmicos como a Arábia, os Emirados, Iemen, etc, etc, etc Por que os irmãos de fé não acolhem seus mimosos pares... Porque os muçulmanos em parte bem situados e civilizados daqueles lugares não estão dispostos a abdicar de seu conforto e acolher em seus territórios essas massas miseráveis, ignorantes, barbarizadas e agressivas das periferias...

Conclusão: Que sejam elas acolhidas pelos Europeus papistas ou Ortodoxos idiotas com as bençãos da OTAN, da ONU ou dos EUA... Que os recebam, paguem pensões, alimentem, vistam, deem emprego, etc enquanto os machos barbados desrespeitam suas esposas e filhas, destroem os túmulos de seus pais, invadem suas igrejas, constroem mesquitas (Com as pensões que recebem o petrodolares vindos das Arábias), afrontam suas tradições religiosas, menosprezam sua lingua e criam comunidades a parte até se sentirem fortes o suficiente para impor-lhes a sharia e assassina-los caso não paguem a Djzia. 

E que é isso senão uma invasão, a princípio mais ou menos pacífica - Exatamente como esses árabes maometanos tem feito ou tentado fazer no curso da História. Estão mais uma vez e ainda hoje, expandindo seu império ou califado por meio da barriga, em plena era dos contraceptivos e com o apoio institucional da ONU, da OTAN, dos EUA e de todos esses líderes maçonicos comprados.

Digo mais: Além de interesses sionistas há interesses diretamente economicos que tocam ao querido capitalismo (O qual tradicionalmente tem vendido o povo, a pátria e a cultura!), ao exército de reserva e a regulação dos salários. Pois onde há oferta de mão de obra barata, o valor do salário diminui e a obtenção do lucro aumenta. Portanto, ao menos para os empresários a entrada dessa multidão de árabes jihadistas na Europa equivale sim a um benefício.

Temos de falar além disso no irracionalismo dos anarquistas e na politicagem da extrema esquerda ou dos comunas - Legião de pós modernistas. - que contam com os votos (Sim, porque os demagogos da Europa também concedem - Pasmem! - direitos políticos aos marmanjos jihadistas partidários da Sharia!) dos invasores para aumentar seu poder representativo no parlamento...

Veja então voce como tantos interesses se unem e conjugam contra os interesses da população europeia em termos de paz e cultura... Sionistas, capitalistas, comunistas e pós modernistas... Tal a realidade que é preciso enxergar.

Fora os sionistas, que já tem dinheiro e poder, todos os demais querem apenas $$$ dinheiro e atuam como prostitutos ou leiloeiros, vendendo a Europa aos pedaços a quem tem mais $$$...

Resta dizer que em tais situações, de massificação e miséria, nem todas as religiões atuam da mesma forma e maneira (Como julgam os ateístas alienados) - Havendo umas, que, devido a motivos internos doutrinariamente estruturados, tentam conter a violencia (Assim o Budismo ou o Cristianismo antigo.) e outras (Como o judaísmo antigo, o islã e o hinduísmo.) que, em maior ou menor proporção, estimulam-na.

Então a questão aqui é o quanto, esta ou aquela religião, é capaz de conter as massas miseráveis em tempos de aflição. Enfim o quanto tal fé gerencia e como gerencia ou regula possíveis tendencias agressivas. Se a reprime ou a potencializa.

E temos que é o islã - Não necessariamente a partir do Corão (O qual parece ser menos violento que a Tanak  por exemplo.) mas certamente da Suna. - juntamente com o judaísmo antigo (Mosaísmo ou israelitismo) e o hinduísmo) uma das crenças que mais estimula a agressividade. 

Portanto não se trata aqui de uma fé cujos princípios pacíficos sejam mal compreendidos ou incompreendidos pelas massas despreparadas e consequentemente deturpados por elas, como folgam afirmar islamicos e islamófilos e sim de registros permeados por conteúdos agressivos, atenuados por leitores economicamente estáveis, inteligentes e civilizados. E a tendencia da Xiia já nos indica essa resposta a partir das condições peculiares ao Irã> Um país economicamente estável há séculos e herdeiro de uma civilização brilhante.

Teve assim o islã, que se adaptar a realidade da sociedade iraniana, atenuando seus ímpetos agressivos - Do que resultou, num determinado momento, a rejeição a um sunismo que, desde os tempos de sua afirmação ortodoxa - Com Achari e Gazail. - se foi tornando cada vez mais mesquinho.

O que nos facilita a abordagem da História islamica ou a apreciação dos períodos iniciais.

Forçoso entender como o declínio da civilização, da estabilidade economica e da instrução tem colaborado ativamente para que o islã se afirme em sua puridade essencial. Atente o leitor que a Ortodoxia acharita, a ascensão do Hambalismo, o Wahabismo e enfim o Salafismo são todos eventos ou fenomenos posteriores a Era de ouro dos califados omíada e abássida - E não podia ser diferente, pois a violencia, a agressividade, a truculencia, etc como os arroubos de fanatismo são típicos dos períodos de decadencia, miséria, ignorancia, etc

Via de regra citamos o genocida e terrorista Tamerlão como protótipo do anti Cristo, sem saber que era ele, não apenas um muçulmano, porém, antes de tudo um bárbaro das estepes ou alguém cuja agressividade o islã não estava posto para conter. 

De fato, apesar dos choques com o Cristianismo apostólico, foi o trato com o conquistador islamico, geralmente cordial. O que remonta ao próprio Maomé e sua suna, na qual temos que os senhores bispos de Nadjarien foram bem acolhidos e tratados com fidalguia. O corão de fato tece elogio aos Rahibs ou monges determinando que sejam acolhidos, respeitados e bem tratados. 

Daí o pacto ou tratado feito com o Santíssimo Sofronius, Batrak de Al Kudush, o qual serviu de modelo para muitos outros. Ocasião em que o próprio califa Omar ibn Katab recusou fazer preces no Santo Sepulcro por um ato de delicadeza. Alias os próprios cristãos ortodoxos do Oriente, oprimidos pelo Império bizantino e sua política (Quem o diz é Mihail, o Sírio, em sua História) chegaram a acolher os conquistadores muçulmanos e obter a paz, pelo menos durante alguns séculos.

A partir daí firmaram-se, como os antigos impérios, os califados acima citados, nos quais não era o islã majoritário ou hegemonico, correspondendo a uma dominação elitista. Dar crédito a Ibn Hazm ou a Sharistanyi, não haviam apenas Ortodoxos ou mazdeistas sob aquela dominação mas um imenso número de seitas Cristãs já conhecidas: Markinyia, Montanyia, Manikyia, Bardaisanyia, etc além de algumas religiões tradicionais, como Yazed e mesmo algumas possíveis populações pagãs... 

De fato o islã dos dois primeiros califados foi um islã cosmopolita e não uma realidade religiosa hegemonica ou ortodoxa como querem fazer passar os sunitas de hoje. Haja visto a forte presenta dos dissidentes Carijitas e Alídas ou Xiias. 

E como disse, fosse porque não havia ortodoxia sunita fixada, fosse porque as facções rivais do islã fossem numericamente equivalentes ou fosse porque o conjunto do islã não passasse de uma minoria, que as relações com os Cristãos fossem cordiais, ao menos até o ano 1.000 ou menos até, cerca de 1.100 i é, a cabo de cinco séculos ou meio milenio, quando de fato azedaram, justamente após a afirmação do sunismo ortodoxo, o qual, a exemplo da Reforma protestante, assumiu o caráter de uma autentica e sucessiva purificação religiosa e cultural.

Importante entender que assessorado por Cristãos - Inclusive clérigos. - Ortodoxos orientais, Harum al Rachid, Mamun e outros, criaram e mantiveram (Durante quase meio milenio.) a 'Casa da sabedoria' em Bagdad e que ela chegou a conservar parte do que se havia perdido com a destruição da grande biblioteca de Alexandria (No século VII). Ao menos até sua própria destruição pelos bárbaros estepários em 1258 - Ocasião em que o último califa foi eliminado, ficando o islamismo sunita sem 'Papa' ou descontrolado...

Importante considerar o domínio ou a liderança de um califa instruído sobre os adeptos do sunismo emergente.

Alias mesmo antes da eliminação do último califa, já a coisa principiara a degenerar sob o controle dos mamelucos ou dos agregados estepários. 

Aqui a baliza face a nova realidade, além da afirmação Acharita, parece ter sido o governo do fatímida Al Haquin, o qual tendo nascido de mãe Malkayia (Alazizah) - Segundo Guilherme, o Frank, e sido batizado as ocultas, mandou converter os Cristãos a força e demolir o Santo Sepulcro. Isso pelos idos do ano 1.000. Desde então os atritos jamais cessaram...

Curiosamente os turcos estepários, inda que sunitas, censuraram os árabes tanto como matadores de profetas ou assassinos dos descendentes de Maomé quanto como covardes face o preceito da jihad e a eliminação do Cristianismo. Sendo assim tomaram a peito, mais uma vez, invadir e conquistar a Europa, ao menos até serem derrotados em Lepanto. 

Ao mesmo tempo ou pouco antes, em decorrencia da afirmação da Ortodoxia acharita, foi a corrente intelectual da Mutazzila eliminada. E, desde então, o racionalismo e o liberalismo teológico foram proscritos como heresia pestilenciosa nos domínios do islã sunita. E temos esse processo descrito com detalhes na obra "A mentalidade muçulmana..." de R Reilly. 

Portanto o islã racional e aberto a cultura, frequentemente descrito pelos adeptos dessa religião, extinguiu-se a quase mil anos, justamente por ter sido reprimido por eles ou por seus ancestrais. 

E porque foi reprimido e destruído...

Porque num dado momento, após a afirmação da Ortodoxia sunita, as lideranças religiosas tomaram consciencia de que o islã da Idade de ouro ou dos dois primeiros cinco séculos era na verdade uma construção sincrética - Derivada grande parte da tradição greco romana. - muito pouco árabe. 

De fato essas lideranças parecem ter percebido o imenso risco de que o legado da razão e do livre arbítrio, tomado aos gregos por intermédio do Cristianismo, prevalece-se e destrui-se os elementos autenticamente semitas. Daí terem empreendido uma luta de morte com o objetivo de expurgar o islã ou o próprio sunita desse conteúdo exógeno - O que de fato equivaleu a uma purificação ou reforma, como a de Josias no judaísmo e a de Calvino no Cristianismo (Embora esta não reporte ao Cristianismo histórico ou primitivo.)...

Desde então ou do século XI foi o islã purificando-se e resgatando sua identidade árabe ou semita e não afastando-se dela. De fato no contexto islamico a direção tomada do Hambalismo ao Salafismo, impulsionada pelo declínio político, pela miséria e pela massificação só pode ser entendida como um retorno as origens - E a anomalia aqui foram os califados ou o islã dourado da mutazzila e dos homens da Casa da sabedoria, os quais só podem ser corretamente analisados em termos de acomodação, contaminação pagã, heresia ou apostasia...

Enfim o salafismo, tal e qual seu pai, o wahabismo, é apenas o islã mostrando sua própria cara, sem cores ou pinturas, após ter sido lavada. 










quinta-feira, 9 de outubro de 2025

A ferramenta do relativismo Cultural: Islamização, protestantismo e judaização....

Vivemos em tempos de impérios em conflito. Pois embora tenhamos diversos blocos políticos: Índia, China, Rússia, 'Europa', 'América latina'... apenas dois exercem um proselitismo cultural em larga escala, buscando, obviamente, criar um padrão universal.

Assim o americanismo, com o protestantismo; assim os islamismo. Um despejando-se pela América latina e, consequentemente, pelo Brasil, com suas seitas, bíblias e pastores. Outro despejando-se pela Europa e África. Com grande risco para as demais culturas, tradições e identidades.

Surpreendentemente - Por via do antigo testamento, Mikra ou Tanak - apesar da oposição credal, existe uma certa afinidade de espírito em termos de protestantismo e islamismo. E é algo mais profundo que o iconoclasmo, por tocar o anti cientificismo e o totalitarismo... Percebeu-o o grande humanista francês Gilherme Postel e compôs uma obra pioneira a respeito.

Assim se o islã predica uma transcendência absoluta e anti encarnacionista, o protestantismo judaizante - Devido a sua ênfase no antigo testamento. - (Em oposição a Fé Ortodoxa) recusa-se a levar o Encarnacionismo as últimas consequências: Daí sua objeção as imagens ou representações, a 'Mãe de Deus', a presença real do Senhor no Sacramento, ao Domingo, a comunhão dos Santos, etc 

De fato a proximidade existente entre as Igrejas apostólicas e a Imanência - Uma decorrência necessária da Encarnação de Deus! - choca de tal maneira os protestantes a ponto de assumirem o discurso muçulmano segundo o qual, foi o Cristianismo antigo ou Histórico, poluído e esmagado pelo paganismo! Importante salientar que muito antes de Calvino ou Blaurock se manifestarem neste mundo, os rabinos e ulemás já apresentavam a igreja de Cristo como quintal do politeísmo e da idolatria.

O próprio Jesus, quando mencionado nos registros do povo é classificado como sedutor, feiticeiro, politeísta e idólatra. Ele disse: Se eles falaram mau de mim, que sou o Senhor, como não haverão de falar mau de vós que sois os servidores... Já os infiéis das Arábias inculpam ora Paulo, ora João, ora Orígenes, ora Tertuliano, ora Atanásio, pelas 'blasfemias' politeístas da Cristandade apostólica. (Os protestantes só tem coragem de ir a Clemente de Roma, Inácio, Pápias ou Policarpo - Ouvintes dos apóstolos!). 

Mas estão de pleno acordo quanto ao juízo lançado contra a Igreja Histórica. E como o protestantismo é recente e muito mais jovem que o judaísmo ou o islã, podemos dizer que judaiza e islamiza. Novidade alguma - Pois já no séculos VIII e IX parte dos nossos, pretendeu aproximar-se do islã, embarcando na canoa furada do iconoclasmo. O mesmo se observa no papismo, o qual buscando reconquistar os protestantes foi mergulhando mais e mais no lodo agostiniano, até - Com o Vaticano II - mergulhar no protestantismo, e (Pasme!) no pentecostalismo fetichista (Com a tal RCC)... 

No entanto foram os iconoclastas, os papistas e os neo papistas que se perverteram, guiados por mestres tão cegos quanto os agarenos e os protestantes... Tal a ilusão das aproximações.

O protestantismo, aproximando-se do judaísmo e do islamismo (Por via do antigo testamento) foi perdendo mais e mais seu caráter 'Cristão' e encarnacionista, até nada mais ver ou poder ver no Cristianismo Histórico que o odiado paganismo, o qual anseia destruir até os fundamentos.

E não pode haver mínima dúvida quanto a tais desígnios, digo quanto a proposta tanto do islamismo quanto dos protestantismos pós calvinistas. Os quais encaram o paganismo antigo ou ante Cristão como absolutamente maligno ou diabólico, porfiando destruir seus últimos vestígios, assumidos pela Cristandade apostólica, assim as artes a que chamamos de sacra e a tudo quanto se destaca pela simples beleza.

Outro o programa da igreja, outra sua atitude, outra sua obra...

Todavia, tornando ao islamismo, o que ele pretende destruir são os fundamentos mais remotos de nossa civilização Greco romana, pelos quais respira ódio mortal. O judaísmo é tanto mais civilizado, embora conte também ele com certo número de fanáticos.
Sobre o protestantismo pós calvinista, todos nós o conhecemos muito bem. 

Tal o significado nu e cru da destruição das ruínas de Palmira e Nínive pelos fanáticos do ISIS. Caso você compreenda que cada um daqueles 'Aladlammús' esmigalhados representa as raízes de nossa cultura e as fontes da nossa identidade, terá compreendido tudo e qual seja o objetivo final do islamismo. 

Não nos deixemos ludibriar ou enganar: O Museu do Cairo ali está apenas enquanto significativa fonte de riquezas ou enquanto algo 'vigiado' pelas grandes potências do mundo civilizado. Eis porque, apesar dos esforços empreendidos pelos egípcios esclarecidos e de boa vontade, ele escapou por um tris da destruição... Outro o caso do Museu de Cartum, no Sudão - Onde os tesouros das Cândaces fora pilhados e quiçá derretidos pelos fanáticos...

Pois para a imensa maioria dos xeques e dos muçulmanos devotos, os tesouros contidos em nossos Museus nada mais são do que imundice pagã cujo fim é a destruição... Imaginar algo diverso é pura ingenuidade de quem ignora o verdadeiro caráter do islã.

Aqueles que no passado destruíram as bibliotecas de Cesareia marítima e de Skandaryia bem poderão, uma vez no poder, acabar com os Museus de Londres, Paris (Louvre), Berlim, Prado e Vaticano, assim como as principais Bibliotecas do velho mundo, destruindo por completo o quanto nos resta de um Ésquilo ou de um Aristóteles... E não podemos assistir de braços cruzados uma catástrofe semelhante. 

Pôde a Europa nos séculos passados exumar e resgatar as fontes na nossa cultura. Pois nas pessoas de um Champollion, um Lepsius, um Montet, um Layard,  um Gsell... pode passar a Ásia e reconstituir nosso vetusto passado. Agora ameaçada a Europa como haveremos nós de transpor o mar oceano para salvar as relíquias da nossa cultura...

Caso permaneçamos de braços cruzados, em poucas décadas, assistiremos a destruição da nossa cultura, das nossas raízes, de nossas tradições e de nossa identidade. Caso permaneçamos indiferentes a Europa se converterá em quintal do islã...

Tolos aqueles que esperam proteção e defesa por parte dos EUA. Pois os Yankees são, ao menos em parte, descendentes daqueles mesmos puritanos que deixaram a Inglaterra por não terem podido destruir as torres, cruzes e sinos das catedrais. Para o yankee é a Europa, inclusive a Inglaterra, um território indômito e contaminados pelas relíquias da Ortodoxia ou do Papado: Catedrais, calvários, torres, sinos, etc E tanto se lhe dá que o maometano de cabo do poder o Papa romano... ou dos Bispos...

O próprio papado encarou as coisas desse jeito, no século XV, com relação a Ortodoxia. A atual visão dos EUA outra não é em nossos dias com relação ao papado... Pois existe certa unidade de mente, como assinalamos entre o protestantismo e o islamismo. Destarte o que não pôde o protestantismo fazer ou completar na Europa, é esperado que seja feito pelo islã, quero dizer a destruição do símbolo.

Digo mais - A introdução do islã nos territórios Ortodoxos e romanistas é uma plataforma comum aos EUA, ao sionismo, aos comunas e aos anarcos e quiçá a única plataforma comum que teem eles, por ódio a Cristandade histórica... Os protestantes ressentem por não terem eliminado a igreja romana do mapa ou convertido os Ortodoxos, os sionistas esperam algum alívio caso os jihadistas avancem na direção da Europa, os comunas e anarcos esperam apoio político por parte dos muçulmanos - A ONU e a maçonaria executam e os governantes safados se deixam comprar...

Quem perde é o povo europeu, sejam romanistas, Ortodoxos ou liberais honestos, envolvidos pelos apóstolos da sharia. Quem perde são os cidadãos livres. Quem perde são aqueles que estão em posse de algum direito outorgado por lei. Assim as mulheres, os homossexuais, as minorias religiosas... E os amigos das artes, da ciência e da democracia; da civilização enfim ou do que lhe resta.

Portanto precisamos defender a América latina, quanto ao imperialismo protestante e a Europa, quanto ao imperialismo árabe, enfim quanto a ambas teocracias ou totalitarismos. Ambos fantasmas ou abutres, que ameaçam a civilização, precisam ser ousadamente combatidos.

No entanto antes de entrar nesse assunto - Da resistência ao protestantismo e ao islã, devo aborda de passagem as relações entre o Cristianismo nascente ou a Igreja primitiva e o paganismo ou nossa ancestralidade. Ressaltando que, apesar do 'fantasma' do judaísmo ou da cultura semita, não foi ela totalmente negativa\negacionista, mas em parte assimilacionista.

Já porque a ideia de um Deus encarnado - Fundamento e centro da fé Cristã. - sendo procedente dos céus, não tem afinidade alguma com o judaísmo antigo (Cuja mentalidade estava voltada para a transcendência absoluta ou para uma divindade apartada do mundo material.) e sim com o paganismo. Portanto se algum protestante ou judaizante tem algo contra o paganismo que se faça ariano, unitário ou muçulmano uma vez que a ideia de que deuses se façam mortais ou gerem filhos humanos é pagã e de modo algum semita. 

Não é a doutrina da mãe de Deus que é pagã como afirmam os protestantes mais ingênuos - Pagã é a ideia de que Deus se faça ser humano, repito. E no entanto tal é o fundamento pétreo de nossa fé uma vez que, segundo o Evangelho escrito, o fundador do Cristianismo reivindicou para si a natureza divina (Disse que julgaria os mortais no último dia, que perdoava pecados, que não tinha pecado, etc), merecendo por isso ser classificado como pagão e idólatra pelos judeus...

Eis porque não foi o Cristianismo antigo absolutamente iconoclástico ou negativo quanto ao paganismo antigo. Radical e intransigente face ao politeísmo e suas representações - Enquanto foram elas objeto de adoração. - não anatematizou a arte ou seja a pintura, a escultura, a arquitetura, a poesia, a música e o canto, apropriando-se de cada uma dessas expressões com o objetivo de abrilhantar a adoração verdadeiro. De modo que a adoração ao Deus encarnado Jesus Cristo foi provida de uma expressão estética ausente tanto no judaísmo e no islamismo, e assim nas seitas protestantes filhas da reforma.

É algo que se justifica facilmente nos padrões opostos a Encarnação. Outro o caso da religião em que a divindade tornou-se visível, audível e palpável no complemento de sua natureza humana. Ao encarnar-se o Deus Cristão entra no acesso dos sentidos e se torna perceptível. E como todos os aspectos de nossa condição foram os sentidos santificados pelo mistério da Encarnação, e assim a percepção humana.

Adoramos em espírito decerto ou guiados pela razão, pela mente, pela consciência, mas adoramos no corpo santificado pela Encarnação e pelo Batismo, e adoramos pelo corpo ou através dele, não fora dele ou como espíritos puros. É o espírito princípio e fonte do culto verdadeiro que prestamos no corpo. Por isso expressamos esse ato interno do espírito por meio de um aparato simbólico externo.

Adoramos em espírito e verdade e o fundamento de toda verdade é a Encarnação que santifica nossos corpos e que nos autoriza a empregar uma linguagem simbólica e gestual. Quanto a isto estamos de acordo com os odiados pagãos e não com os judeus ou com os muçulmanos, pois ao contrário deles adoramos um Deus encarnado e não um ente descarnado ou puramente espiritual.

É Deus Espírito e por isso o princípio da adoração é interno, derivado do sentimento, do afeto, do amor... E no entanto esse mesmo Deus que é Espírito puro, ao assumir e santificar um corpo material, sanciona o emprego do corpo na adoração. 

Daí a presença de arte no padrão apostólico, no catolicismo, na Ortodoxia. É nosso Deus Bom, verdadeiro e belo. Deve, nossa adoração, ser boa (Impedindo aqueles que estão fixos no mal ou no pecado de exerce-la.), verdadeira (Pela afirmação dos Mistérios da fé.) e bela, em seu aparato material e simbólico: Ícones, círios, incenso, gestos, ordenação de palavras, poesia, canto, etc

Eis porque, nossos excelentes ancestrais, conduzidos pelos apóstolos, tomaram aos pagãos, seus ancestrais, todos esses ofícios e capacidades e colocaram-nos ao serviço do Deus verdadeiro, de sua parentela, de seus apóstolos, de seus membros... Do que resultou um Calendário eclesiástico ordenado, uma liturgia simbólica e soberbas catedrais com cúpulas e torres encimadas por cruzes e adornadas com sinos. E esses ofícios solenes, executados através dos séculos em cada catedral constituem um hino de glória ao mistério da Encarnação.

Por isso, na medida em que as estátuas e pinturas dos deuses foram cessando de ser cultuadas não tivemos problema algum em conserva-las, de reconhecer o belo que há nelas e de mante-las, não como algo religioso ou sagrado, porém enquanto obras de arte. Ao contrário dos muçulmanos os cristãos não precisam destruir os vestígios dos deuses antigos pelo simples fato de não serem mais adorados. 

E o resultado disto é que não apenas podemos como devemos conservar esse legado artístico nos espaços a que chamamos Museus com o objetivo de apreciar sua beleza. Pois ainda que tais obras não tenham sido postas a serviço da verdade, ao menos neste mundo sublunar, são aptas para exprimir o belo e exprimindo o belo beneficiar nossas almas. Pois nos alimentamos tanto do belo e da verdade quanto do bem, os quais só se encontram unidos na pessoa de Jesus Cristo.

Enfim essa noção de Bondade, verdade e beleza - Kallocagathia tem uma História, que faz parte de uma dada cultura. É o quanto buscaremos explorar na segunda parte deste ensaio, confrontando com os demais modelos de cultura e sobretudo com a ideologia do relativismo cultural. 


Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Positivismo
  • Anarquismo
  • Protestantismo
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domingo, 21 de setembro de 2025

Europa - O vácuo do papismo e as ideologias 'penetras'

Diz uma passagem do Novo testamento: Se alguém colocar outro fundamento além de Jesus Cristo... a obra será provada pelo fogo, assim papel, madeira, palha, etc tudo isto será consumido, e a edificação toda virá abaixo.

Julgo que esse texto religioso possa ilustrar a questão da cultura e seus fundamentos: As ideias matrizes.

Do quanto tenho lido eu em Spengler, Huizinga, Whydan, Toynbee (Mimesis), Sowell, Parsons, Sorokin, A Weber, Wrigth Mills, Timacheff, etc chego a conclusão de que um dos fatores (Ou o principal) responsáveis por levar uma determinada civilização ao colapso é a mudança de paradigmas fundamentais. Via de regra relacionados com algum sistema religioso ou ético, o qual lhes dá suporte. Alias a obra seminal sobre este tema 'A cidade antiga' de Fustel de Coulanges foi metodicamente elaborada para opor-se ao monismo materialista de K Marx (No plano social.). 

Acho curioso: Quando o marxismo\comunismo assomou no horizonte da cultura, há muito que já estava ela em declínio, e quando assomou o liberalismo econômico, meio século ou um século antes - Trazendo em seu bojo o materialismo (Ao menos prático.) - já estava em declínio, embora ainda houvesse aparência de vida. E o comunismo, fixado no dogma materialista como uma ostra sobre a pedra, não soube ou pode compreender a dinâmica das coisas e por isso acelerou ainda mais esse declínio tornando-o fatal. 

O organismo do enfermo todavia estava minado, e portava os germes da morte, os quais o levaria a cova passados menos de duzentos anos. 

Atentem: Se a causa mortis formal foram as duas grandes guerras e o Vaticano II, a causa principal ou eficiente outra foi.

Todavia antes de chegarmos a ela gostaria de apresentar alguns exemplos de caráter histórico: Entrou o novo reino ou Império egípcio em declínio (Ao menos segundo alguns expositores.) graças a reforma religiosa atoniana iniciada por Akenaton - Filho de Amenófis III e Tyi - com os novos ideais de compaixão e paz (Os quais não se encaixavam muito bem no contexto do tempo.). Passados nove séculos outra reforma semelhante, a de Nabonido, prostrou a Babilônia diante dos Persas. Da mesma maneira tombou o mundo greco romano, diante do Cristianismo e seu ideal abolicionista e semi pacifista. Quanto ao império bizantino, embora não possamos observar qualquer mudança essencial a nível de paradigmas não, podemos deixar de observar uma séria crise produzida pelo nestorianismo (Mesmo quando negamos que Nestório tenha ensinado ou divulgado o nestorianismo é certo que durante algum tempo esse erro existiu e proliferou.), pelo monofisitismo (Embora os coptas jamais tenham sido monofisitas e nem mesmo todos os siríacos o fossem.) e outras seitas. Análogo o caso do califado islâmico: Exaurido culturalmente pela Ortodoxia sunita de Gazali e Achari.

Mesmo quando não correspondam a uma causa eficiente, as mudanças, crises ou revoluções religiosas e filosóficas sempre fazem parte do conjunto de fatores que conduzem uma dada civilização a seu fim. 

Do mesmo modo como é impossível substituir os alicerces de uma casa sem que ela desabe fragosamente é impossível substituir os princípios  e valores elementares ou os conceitos geradores sem que uma dada sociedade se dissolva. 

Alias uma verdadeira revolução, conceito que implica uma mudança radical, consiste exatamente em substituir tais conceitos por outros numa dada sociedade, e assim: Demoli-la, para em seguida reconstrui-la doutra forma.

Foi o que fez o Cristianismo apostólico - Demoliu aquele velho mundo, já enfermo, pela base (O escravismo) e, reaproveitando, tudo quanto era digno e bom, tudo reorganizou em síntese harmoniosa, reconstruiu-o de outra forma.

E cada uma dessas fases: De agonia, morte, decomposição e ressurreição correspondem a trajetória daquele velho mundo que existiu do século III ao século XIII desta Era ou a cabo de mil anos, e seu fim é uma Europa refeita e centro do mundo civilizado. Mesmo quando não tenha podido atingir sua plena maturidade.

Mesmo em seu auge, foi a Europa um projeto inacabado e um projeto inacabado é.

E crescendo desviada de seu autêntico fim, cresceu na direção errada, dirigindo-se ao abismo da destruição - Abatida por uma Revolução, por uma outra Revolução, que a tirou de seus alicerces e atalhou sua vocação. 

E desde então não pode tornar-se ou continuar sendo uma civilização Cristã. Desde que seu ideário foi posto no antigo testamento ou na 'bíblia' foi perdendo a Europa seu brilho, até fenecer e principiar a ser um quintal do islã. O espaço onde floresceram um Tomás de Aquino, um Dante, um Francisco Vitória, um Copérnico, um Vesalius, um Da Vinci, um G Agricola, um Camões, um Cervantes, um Shakespeare... E se converte, por força de um destino ingrato em califado...

Gigante caído aos pedaços por terra, assim a podemos evocar: 
"My name is Ozymandias, king of kings: Look on my works, ye mighty, and despair!"

E a beira de seu túmulo bem poderíamos pronunciar as mesmas endechas que Volney proferiu sobre as ruínas de Tiro ou Babilônia...

Porém que vendaval ou tufão foi esse que acometeu o velho mundo... Que terremoto foi capaz de abalar até a base as suas estruturas de poder...

Com efeito, todas as desgraças da Europa procedem da reforma protestante ou do protestantismo, o qual foi sua Revolução primordial...

Não de Lutero ouso dizer, porém de Calvino e em menor medida de Zwinglio. Um e outro foram os novos Gengis ou Tamerlões vindos da estepe. Os quais passaram pela Civilização como um ciclone, e, desde então, nada mais foi o mesmo.


Até então havia unidade religiosa, e consequentemente ética, em torno de um projeto ou ideário social. O que houve depois, vejam as guerras religiosas na França e na Inglaterra ou a guerra dos trinta anos, foi uma sucessão de batalhas, guerras e conflitos que até a segunda grande guerra foram drenando as energias daquele continente. E nunca mais se compôs a Europa ou livrou-se das guerras fratricidas. 

E quebrada ficou como o colosso de Ramsés II...

Basta dizer que após o curto domínio de uma nova fé - Que jamais esteve a altura da antiga ou logrou substitui-la com sucesso (Coordenando suas diversas sociedades.) produziu-se uma secularização sem fé, e, a partir dela uma nova ordem, materialista, a qual denominamos liberalismo econômico. E desta última 'ordem', qual Atena Palas da cabeça de Zeus, o capitalismo, o anarquismo e o positivismo. E, em seguida o fascismo e o nazismo. E, posteriormente, o modernismo. E de permeio: O ceticismo, o subjetivismo crasso e o relativismo. Todo um caleidoscópio formado por sucessivas culturas de morte...  Cada qual julgando poder substituir com sucesso a precedente - E cada qual mais fracassada e frustrada... 

De fato, abandonada a fé ancestral que plasmou a cultura, apenas restou, no fundo do cálice, um patético saudosismo quanto aos tempos passados, em que a Europa era una e pujante, pela fé e pelo projeto social dela derivado - O que lhe permitia permanecer de pé e erguida face ao islã e resistir impavidamente a seus assaltos. Pois havia vitalidade espiritual e proposta.

Grosso modo, todas essas ideologias e culturas de morte (Que como fantasmas ainda assombram a Europa no tempo presente.) o quanto pretenderam foi substituir a igreja ou a fé apostólica romana, enlaçando povos e países num mesmo ideal 'Católico' ou universal. E naturalmente que ocidental algum encarou seriamente a única opção viável para substituir com sucesso o romanismo: A Fé Ortodoxa... Antes seguem os europeus, mais e mais, na direção do caos ocidental, a ponto de, açulados pelo império protestante do Norte, satanizarem a Rússia hodierna, já reconciliada com sua cultura ancestral, autônoma e independente - Por isso odiada e satanizada, e caluniada (Pela imprensa paga ou comprada.) posto que, apesar das esperanças acalentadas nos anos noventa, não se converteu em província cultural, social e política do Império Yankee (O qual neste tempo sela seu destino entregando-a aos jihadistas para aliviar o querido Estado sionista.)


Enquanto isto os desorientados Europeus apostaram nas 'Canas quebradas' do capitalismo, do comunismo, do anarquismo, do positivismo, do fascismo, do nazismo, dos nacionalismos, etc sem que acertassem no alvo. E a cada uma dessas ideologias 'da moda' se poderia dizer o que foi o dito pelo apóstolo Pedro a Safira: Aqueles que levaram o cadáver de teu marido aí já estão, as portas, para levar o teu... 

Grosso modo cada um desses sistemas, após retalhar ainda mais aquele imenso colosso, simplesmente mirrou até converter-se em seita inexpressiva ou clube de devotos embiocados. Servindo no entanto, cada um deles, como obstáculo para que tornasse a Europa aos braços da velha Igreja ou da fé Ortodoxa - O que significou impedi-la de reencontrar a si mesma, seu espírito, sua consciência, sua identidade e sua missão. Arrancado ao seio materno pela Revolução protestante ou sequestrado, foi aquele infeliz continente, no afã do pensamento, alijando-se cada vez mais dos braços maternos e produzindo, enquanto foi capaz, novos sistemas, até esgotar sua criatividade, isto a pouco mais de um século... 

Desde então revolveu-se ela na lavagem do chiqueiro... até os estandartes e janízaros do islã...

Pois construção metafísica (Observem os decalques grotescos do Positivismo ou do comunismo soviético.) alguma conseguiu satisfazer aquelas mentes sagazes e corações inquietos e ainda menos reconciliar tais povos e nações. O que o protestantismo demoliu e lançou por terra ideologia alguma logrou reconsolidar ou erguer - E por que... Porque se o protestantismo, instilando ceticismo, duvidou da Igreja, o capitalismo desamparou o espírito, o comunismo e o anarquismo chegaram a duvidar de Deus, o positivismo lançou fora a Ética, fascismo repudiou a liberdade, o nazismo sacrificou o amor e a fraternidade, o ceticismo crasso aboliu o conceito de verdade, etc montes foram arremessados sobre montes até que chegamos a calamidade suprema. Foi Nietzsche: Protestante, filho e neto de pastores, tipo de exegeta sofisticado, ateu, incrédulo, louco e profeta do nihilismo, e etc que certa vez comparou a Europa de seu tempo com um campo de urzes semeado por gigantescas ruínas...

Embora não tenha contemplado a chegada dos beduínos com seus cimitarras...

Não que tais seitas, correntes e partidos não se tivessem esforçado para desacreditar, derrubar e substituir a fé ancestral. Calvinismo e Comunismo por sinal, empenharam forças descomunais. De fato, cada uma das igrejas sem Cristo ou das místicas secularizadas mobilizou recursos humanos colossais, julgando poder imitar ou plagiar o poder divino.

Aquele começando por Genebra, e falhando miseravelmente em menos de cem anos, e passando incansavelmente, a Escócia de Knoxx, aos EUA dos 'pilgrins fathers', ou mesmo as plagas do Brasil atual e, mesmo assim, falhando sucessivamente, tentativa após tentativa, sem no entanto jamais tornar a reconstruir a 'Santa Genebra' i é, o califado original ou, segundo Van Paassen, primeiro Campo de concentração da História.

Assim o Comunismo, que com seu estro revolucionário, 'Fez rolar a cabeça do Czar'... Onde ora refloresce ou reverdece uma fé ainda mais pura que a romana...

Agora por que falhou o protestantismo... Esse Adamastor cujas pretensões são tão grandes...

Falhou porque com base na dúvida, na negação ou no vácuo nada se edifica de duradouro. De fato a igreja velha conquistou e guiou a Europa porque firmada na autoridade enunciou verdades eternas e indestrutíveis ainda quando incompletas ou em parte distorcidas. Já o protestantismo postulando o livre exame deu a entender que procurava e consequentemente que não tinha... Como de fato não tem a posse da verdade, posto que lhe falta a verdadeira autoridade - Decorrente da sucessão apostólica.

Dirá ele que tem a bíblia ou que posta livros ou escrituras.

Logo, o que tem ele, é leitura e a leitura não é a verdade.

E essa leitura sequer é o livro, como o leitor - Por sinal, não o é.

Assim o quanto resta ao protestantismo é interpretação individual, subjetiva e falível, opinião, suposição, perspectiva, ponto de vista... Jamais a verdade ou o sentido objetivo do livro, fornecido pela legítima autoridade, aa qual remonta aos apóstolos e enfim ao Cristo. Tudo muito humano e demasiado humano, especulação natural, exegese, elaboração 'racional' e não Revelação divina...

Reino dividido, deu o protestantismo cumprimento as palavras infalíveis do Senhor: E - Devorado pelas seitas. - sucumbiu levando consigo a maior parte da Europa. 

Mesmo onde não reinava, ou seja, nas nações papistas e Ortodoxas, enviou ele (O protestantismo) seus corifeus - Apóstolos do ceticismo. - semeando dúvida e produzindo aquele imenso vácuo espiritual que haveria de ser futuramente disputado pelas culturas de morte a semelhança de um cadáver podre sendo disputado por urubus. Portador de um hálito e pestilencioso e letal, ele, o protestantismo logrou contaminar toda Europa, infecta-la, polui-la e destrui-la por dentro... Até chegarmos aos confins da pós verdade e restar-nos apenas a 'narrativa' ou a 'versão' - Desde então afundamos mais e mais nesse charco ou atoleiro espiritual> Posto que nada temos para opor ao islã, alias encarado já como uma opção possível... E quando assim for que será de Homero, Virgílio, Dante, Tasso ou Ariosto...

Pois é, o buraco ou brecha aberta nos flancos da Europa, não apenas subsiste - mas amplia-se. E nessa Babel de confusão, em que todos gritam, os olhos jamais se voltam para a Ortodoxia. A qual os pode duplamente salvar - Tanto neste mundo (Restaurando a cultura.) quanto no outro, e jamais dão com a verdade que a princípio com tanto amor chegaram a contemplaram.

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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo... A Ingenuidade apostólica romana - O ódio a ortodoxia, a satanização da Rússia...

Cá estamos novamente... Não trilhando a senda do conspiracionismo, das lendas ou dos mitos, porém partilhando conexões e buscando esboçar uma visão geral ou de totalidade quanto a História do século XX e os percalços porque passamos neste momento, tão invulgar, vulnerável, delicado e perigoso, alias, calamitoso por sinal.

Elenquemos e juntemos as peças deste grande quebra cabeça...

- A Rússia esta sendo satanizada (E ameaçada!!!) pelos EUA, devido a defesa de seu território e sua cultura, ameaçadas pela atitude da Ucrânia, posta por um presidente sionista, na direção da UE e logo na direção da OTAN, uma vez que a Europa continua a ser aquilo em que se transformou logo após a segunda grande guerra: Um capacho, quintal, apêndice ou terreno dos EUA (E nos estamos referindo a nações tradicionalmente apostólicas romanas.).

"Devemos aceitar a liderança dos EUA e colaborar com essa nação." é o que foi dito por um alguém da estatura de Salazar, líder daquela nação que iniciou as grandes navegações e descobrimentos... E por ai se avalia o nível ou grau de infecção americanista na Europa desorientada. Aliás agora mesmo, há em Portugal, lusos, insuflados pelos nosso bolsonáricos (Maior parte deles apóstolos de seitas protestantes brasileiras na ''Terra de Santa Maria"), pedem as expulsão dos brasileiros lulistas ou petistas, enquanto os sionistas e norte americanos (Através da repartição chamada ONU) atulha o pobre Portugal (E todo resto da Europa papista e Ortodoxa.) com radicais islâmicos.

E lá já os maometanos radicais invadem capelas, cemitérios, etc erguem minaretes, recitam a shahada, etc - Mas alguns lusos acreditam que o problema são os brasileiros petistas ou lulistas, alguns dos quais, de fato e muito ridicularmente flertam com a abominação islâmica. Se bem que a maior parte limita-se a postar-se em favor da população civil Palestina (Em parte Cristã romana ou Ortodoxa, alias.) contra o genocídio perpetrado pelos sionistas com apoio dos americanistas, o que algo totalmente distinto.

Mas tornemos a Europa> A Europa atraindo Ucrânia a UE, lamentavelmente atraiu-a ao Império dos EUA e a seu braço OTAN, uma organização bélica tão ociosa, inútil e sem sentido quanto por exemplo o ofício de 'feitor de escravizados'... Posto que não existe mais URSS e a atual Rússia está longe de ser comunista ou qualquer coisa do tipo.

Vemos assim que o 'problema' parece se a própria Rússia Ortodoxa de Dostoievsky, com sua cultura, identidade, etc - Coisa que os países apostólicos romanos ecumenizados e modernizados vão já perdendo a tempos, na medida em que se enchem de seitas protestantes e penetras muçulmanos... 

Assim do fechamento da Russo (Ao contrário da pobre Ucrânia, cujo histórico tem sido bem outro.) as promessas do ecumenismo, isto é, ao uniatismo romano, a pastorada norte americana e as hordas muçulmanas tem resultado forte oposição aos anseios sionistas e Yankees: Despejar os jihadistas noutros cantos kkkkk ou converter o terreno em subúrbio\colônia 'made in EUA' - De fato a Rússia, como a Ìndia e a China não sorriram a tais futuros ou projetos ocidentais e se voltaram para suas respectivas culturas amparando-se mutuamente, o que atraiu a fúria do Tio Sam e de sua cadelinha, a Europa...

Data vênia, pois a Espanha (Porque esse pais se mantém grande parte apostólico romano e é um Centro de estudos filosóficos não modernistas e humanistas.) ousou erguer sua cabeça e tecer críticas ao poder despótico de Washington, sendo por sinal ameaçada. Deve ter ela se lembrado da Guerra Hispano americana ou das crueldades feitas pelos Yankees quanto da tomada das Filipinas, inclusive com a profanação em massa de Igrejas e mosteiros romanos pelos oficiais protestantes do exército Norte americano...

Que se compreenda o esquema atual - Uniatismo > Protestantismo > Americanismo > Sionismo... O mesmo inimigo, aquele império implacável, que com a sabedoria da Dr Ruth Benedic, soube cooptar o Japão após a segunda grande guerra, conhece perfeitamente o caminho. Quanto a pobre américa latina foi curto e grosso, e após comprar, aliciar ou seduzir a igreja papa enviou sua horda de pastores, como esse Silas Malafaia que aí esta convulsionando a
República. Para a Rússia no entanto só poderia usar e ampliar a  brecha que lá existe: O uniatismo (E se o papa Francisco não foi comprado ou intimidado não entendeu a estratégia.) e a partir dele empurrar ecumenismo, modernismo e enfim, debilitada a consciência Ortodoxa e fragilizada a cultura, 'Toque final' enviar seus janízaros... 


E aqui, a suprema infâmia e vergonha é que muitos dos zumbis protestantes ou americanizados ainda ousam relacionar a Rússia atual, a Rússia Ortodoxa, a Rússia precipuamente Cristã e firmemente Cristã, com (Pasme!) comunismo, reeditando o discurso embolorado dos anos 50 e 60 com o objetivo de instilar ódio nas massas ocidentais... O que por sinal supõe um alto grau de massificação, idiotismo ou estupidez implementada por demagogos, patrões e pastores em tais sociedades, a exemplo da nossa...

Quiçá resíduo de tradição calvinista ou puritana os EUA levam adiante, fielmente, a prática da satanização - Sendo assim sempre precisam de um inimigo ou opositor de modo a produzir um pavor que penetre até os ossos... De fato a farsa puritana tem por tônica o medo ou o terror. Começou de fato com o Satanás - De que resultou o tragicômico espetáculo das garotas de Salém... Passou nos dois séculos seguintes (Pasme de novo) ao papa romano, ora aliado... Até tocar ao comunismo (Que tantos benefícios tem trazido ao império Yankee - Creio que os bolchevistas deveriam até receber dividendos ou pensões.) e agora ao islã, neste caso ao menos com certa verossimilhança. 

Todavia, apesar de Maomé, é ainda a Rússia satanizada por tabela, mesmo que por lá não haja sombra de comunismo ou mesmo marxismo... O caso aqui é que a Rússia de Putin recusou a deixar-se colonizar ou a embeber-se de americanismo: Rock and roll, coca, mac Donalds, Holywood... e é claro, seitas protestantes.

Nesse contexto Trumpalhão acabou de dizer que Rússia e Índia foram perdidas para a China - Pura bravata... Cada qual tem sua identidade própria: Uma é Politeísta, com seus milhares de deuses e outra Católica Ortodoxa, fiel aos ensinamentos de Cristo... De comunistas uma e outra nada tem. Todavia amparam-se política e economicamente, exercendo fraternidade... Além disso, a China atual, ainda que oficialmente comunista, conserva muito mais de sua identidade ancestral do que o japão americanista. Por sinal ambas as três sociedades (É o que tem em comum e o que deveria ser resgatado pelos países romanos da Europa e pelo Brasil.) lançaram-se nos braços de suas respectivas tradições culturais com o marcado objetivo de não se tornarem províncias culturais - Em seguida econômicas e quiçá políticas. - dos EUA.

- Israel determinou que nossos Cristãos Ortodoxos e mesmo os rumi abandonem Gaza e determinou o extermínio dos que se recusarem a obedecer.

Enquanto elaboramos este artigo os nazi sionistas, com apoio dos protestantes e proteção dos EUA, estão a bombardear o bairro Cristão de Al Zeitoun, tendo já bombardeado antes a Igreja de S Porfírios. 

O que patenteia muito claramente qual o propósito do Estado sionista quanto aos Cristãos das redondezas: Exterminar os que convivem a margem do islã ou mover os radicais islâmicos contra eles, exatamente como tem sido tradicionalmente feito no Líbano e na Síria, sempre com a mão oculta dos EUA...

Durante muito tempo a Cristandade Síria - Até antes da defecção Ucraniana. - foi preservada de tais calamidades somente graças aos esforços da Rússia e de Putin, o qual manteve os Assad. Agora a sinistra política dos sionistas e norte americanos converteu a existência dos Cristãos sírios num inferno, e tal parece o destino reservado a nossa infeliz Europa, onde se acham o Museu britânico, o Louvre e a biblioteca do Vaticano...

Apenas a Espanha, ainda meio Cristã e parte romana, parece ter percebido o sentido de tudo isto e ousado, em certa medida, tecer críticas a Israel e se opor aos EUA, enquanto todo resto da Europa permanece cego.

Pois neste exato momento uma parlamentar 'britânica' acaba de tomar posse com o Ijab após beijar o Corão. Isto na terra de Ricardo Coração de Leão! Onde o Cristianismo remontaria a José de Arimatéia! E que já esteve coberta por soberbas catedrais...

Como chegou a Inglaterra a tão poucos passos da tenebrosa Sharia...

Simples> O protestantismo por um lado, já no século XVIII, produziu alentado surto de incredulidade entre as pessoas instruídas e a outro penetrou o anglicanismo, que penetrou e contaminou parte do papismo, e assim, via modernização e ecumenismo, toda a Inglaterra foi levada a apostasia, a descristianização e a irreligiosidade, de que tira benefício o proselitismo islâmico, a ponto de assustar nada mais, nada menos do que Richard Dawkins - O qual reclama dos Cristãos e até mesmo dos Católicos mas bem sabe o que a Sunah ou a sharia reserva aos ateus...

Outra não é a condição da França, debilitada pelas pseudo filosofias em geral importadas da Alemanha (E geradas pelo protestantismo a partir de I kant), pela maçonaria, pelo modernismo, pelo anarquismo, pelo comunismo - Todos adversários ferozes do papismo... E enfim, derrubada e prostrada pelo pelo próprio papismo i é pelo ecumenismo e pelo modernismo, os quais desampararam sua cultura ancestral > Como foi percebido muito claramente pelo atilado Gustav Thibon...

Dos dois lados da mancha julgaram os intelectuais ateus, materialistas e incrédulos das diversas correntes que tal seria o fim da História... até que em meio a toda essa balbúrdia ou zona imiscuiu-se o Corão. Sem que a extrema esquerda, o papado ou os cientificistas\positivistas abrissem os olhos, e esse Corão se fixou e avança - A ponto dos EUA, via maçonaria:. ONU, despejar uma multidão de emigrados jihadistas, buscando amenizar as coisas para Israhell... Nada mais útil do que desviar as ambições agarenas para a pobre Europa sem fé, identidade ou esperança e converte-la em moeda de troca. Isso jamais sucederia sem ecumenismo ou Vaticano II, saibam os apostólicos romanos daquelas paragens.

Na Europa os Le Pen tem razão e plena razão, é vital lutar pela cultura e por limites ou, se possível, extirpar o islã (Não assassinando os muçulmanos mas enviando-os de volta a seus países de origem ou aos países Árabes, Arábia, etc). Todavia apenas a reconciliação de um romanismo reconciliado consigo próprio i é não ecumênico, não modernista, liturgicamente restaurado, etc poderia tornar efetivos tais esforços e salvar aquele continente e aquelas sociedades. Para isso o Vaticano II precisa ser decididamente abandonado e o americanismo condenado - Tolice buscar alijar o islã e assimilar o congênere protestantismo... Pois o protestantismo e o capitalismo estão na gênese desta calamidade. Tornará a Europa a ser genuína ou integralmente romana (Ou Ortodoxa por conversão) ou se transformará num califado! Não há outra opção ou terceira via. Foi aquele continente traído e vendido pelos sionistas e Norte americanos, os quais enquanto apontam para a Rússia Cristã, enfiam sorrateiramente mais e mais agarenos naquelas paragens.

Digo mais, é um ciclo inelutável: Do protestantismo ao materialismo, ateísmo e incredulidade e daí ao islã... Será assim no Brasil e em todo resto da América latina caso o protestantismo e o americanismo continuem seus estragos: Após os bolsonaristas e malafentos virão os cadis e ulemás com sua maldita sharia, se envolverão na política, empregarão a violência e mergulharão a república em sangue com o objetivo de instituir um califado - Os pentecostais e calvinistas são apenas prelúdio de maiores sofrimentos e por isso nós, como os europeus e a exemplo dos russos, indianos e chineses precisamos nos voltar para nossas tradições e cultura, seja quanto ao aspecto religioso (Aderindo a fé Ortodoxa ou a um romanismo tradicionalista.), filosófico (Cultivando a Filosofia greco romana), literário (Valorizando nossa lingua e nossos autores clássicos.), artístico (Repudiando a arte moderna), etc

Entrementes um rabino acaba de declarar, numa palestra, que deseja que este nosso mundo mergulhe numa terceira grande guerra mundial, a qual acabe de uma vez com o que resta da Europa católica e com os países pagãos (Ìndia, China, etc). Novidade alguma debaixo do sol... Pois entenda-se que uma guerra total e grande devastação da Europa colocaria em risco instituições como o Museu Britânico, o Louvre, as Bibliotecas e Paris e do Vaticano, a Pinacoteca e Gliptoteca de Munique, Universidades com Oxford e Louvain, Associações como Juan March, Claudio Venanzi, Raízes de Europa... - Enfim seria algo equivalente a destruição da Biblioteca de Alexandria pelos muçulmanos. E o cérebro da humanidade estaria perdido... E nossa identidade histórica destruída.

- Trump ameaça China, Rússia, Brasil e Venezuela...

Umas com taxas, multas, etc ou terrorismo econômico e outras com armas, e pasme: Desta vez sem usar a ONU ou pedir-lhe fingida autorização - Posto está que se a ONU não fosse, também ela infelizmente, mero braço do imperialismo yankee, a farra feita por Israhell na Palestina já teria cessado...

A ONU no entanto permanece muda, surda, cega e calada, em mudo silêncio e total indiferença face a tão horrenda carnificina... Até mesmo, repito, quando um bairro Cristão, com centenas de civis inocentes e crianças indefesas é pura e simplesmente apagado da face da terra.

Portanto a farsa da ONU, enquanto autoridade neutra ou não engajada, caiu por terra - E nem é por acaso que a sede dessa organização, ao invés de ser rotativa, se encontra justamente em território estado unidense... Bingo

Assim, o projeto de Hitler inacabado, que atacar Rússia, China e Índia porque criaram uma moeda forte e uma economia paralela que não depende do Dólar ou da Bolsa de NY. Quer atacar Brasil porque está dando ao mundo um exemplo de resistência democrática contra um imitador seu e entusiasta de sua cultura. Quer atacar sobretudo Venezuela porque detém a maior reserva de petróleo do planeta, a qual bem poderia, ao menos por alguns anos, salvar o império do colapso, posto que em crise já está e que só se mantém devido ao servilismo e decadência da Europa...

Quanto a infeliz Venezuela é a mesma parlenga sacrílega de sempre, em torno de supostos ideais democráticos. Dizem assim querer levar a liberdade aos venezuelanos, quando querem na verdade (Como vampiros que são.) roubar petróleo. É puro e simples roubo, mas... para tanto se dá razões, e terão os venezuelanos que pagar caro ou em ouro negro por sua liberdade. Caso fossem uns pobres f. e sem petróleo o império prestaria atenção neles... Como a sanguessuga bebe sangue o império bebe petróleo.

Apesar das lágrimas do primeiro Roosevelt - Que as derramou na Patagônia, cogitando que o restante da América jamais pertenceria a Washington, justamente por estar sob o domínio da Igreja romana - a vinda dos pastores e a invenção do ecumenismo facilitou muito as coisas. Criando um Estado dentro do Estado em diversos países da América latina... Como a BRÉIA, a IURD, o PL, etc entre nós... Em detrimento de nossa soberania.

Disto resulta um embate, em cujo bojo estamos nós, mas que ainda não foi decidido. É necessário que o buraco infernal seja tapado. E para tanto é preciso que os liberais ou democratas do STF coloquem o embaixador de Trump, golpista e agente de potência estrangeira - Juntamente com seus indignos colaboradores - atrás das grades! Só assim lograremos conter o afã teocrático dos nossos yankees honorários, chefiados pelo Ali babá Malafaia...

É algo que hoje cobre, em diferentes níveis ou graus, a América como um todo, uma espécie de lepra da qual devemos ser nós purificados, quando nos voltarmos novamente, para nossas tradições e cultura.

Exemplos trágicos temos já diante de nós, como o Texas, Porto Rico, Hawai ou Alaska... Para onde toneladas de pastores forem enviados com o sinistro objetivo de confrontar a Ortodoxia e o Romanismo e destrui-los para melhor consolidar a abjeta servidão. Pois sem assimilação não pode haver perfeita servidão e conformidade...

Tudo quanto sucede hoje no Brasil nada tem a ver com a quimera do comunismo, cujos adeptos e líderes por sinal, se opõem ferozmente ao governo Lula e ao Petismo. Tudo quanto observamos hoje neste país é reflexo de uma grande batalha travada por toda redondeza do mundo entre EUA, Israel, parte da Europa e o restante do mundo, a exceção do islã (O qual tem seus próprios interesses.). São os estertores de um império esgotado que cai por terra, e os esforços de seu líder para mante-lo...

Continua

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Positivismo
  • Anarquismo
  • Capitalismo
  • Comunismo
  • Fascismo
  • Conservadorismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc


domingo, 7 de maio de 2017

Os Falsos salvadores fabricados por uma esquerda inepta ou o significado de Le Pen


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Sem ser materialista ou marxista ortodoxo devo confessar que no momento presente temos um Sociedade mergulhada até o pescoço no pântano ou lodaçal do materialismo e guiada em sua maior parte por necessidades econômicas.

Boa parte das pessoas já não tem valor. Precisamente porque tem preço, são venais e se vendem, e se prostituem mesmo quando condenam a prostituição convencional, alias a mais inocente.

Assistimos, alias desde a falência da Reforma protestante, uma avalanche de ceticismo e materialismo. Tolo e supinamente tolo quem atribui a gênese ou mesmo o triunfo do materialismo ao Comunismo/marxismo com o simples objetivo de sataniza-lo. A gênese deita raízes em 1521 (Lutero) e afirmação, a ascensão do modelo capitalista de produção. Jamais será ocioso repetir que os comunistas receberam seu materialismo como herança ou legado entregue pelo liberalismo econômico. Nem Anarcharsis Clothes, nem La Metrie e muito menos D Holbach era comunistas e menos ainda socialistas...

Desde então, até hoje, e mais ainda após o Vaticano II entre as sociedades ditas 'católicas' ou romanistas, a maré do materialismo não cessa de avolumar-se. Gostando ou não dele, ai esta e inserindo-se cada vez mais na cultura, mesmo quando mantem falsas aparências de religiosidade ou afeta Cristianismo (rsrsrsrsrsrs).

Observem como a imprensa atual ou os meios de comunicação de massa esforçam-se por acusar, denegrir e surrar a igreja romana e em geral as formas Católicas ou episcopais do Cristianismo (Anglicanismo, Ortodoxia). Dia após dia, ano após ano, a propósito de qualquer coisa trás novamente a baila a inquisição, as superstições medievais, as violências realizadas pelos antigos concílios, etc Os Catolicismos vivem sob um ataque sistemático há mais de meio século e já adianto que a principal razão disto é que - muito mais do que o protestantismo (Individualista por definição) - é que estas formas fomentam ou alimentam, ainda que inconscientemente, um certo espírito de solidariedade social, de unidade, de 'gregarismo' que não corresponde de modo algum as aspirações do Capitalismo.

O Capitalismo odeia instintivamente o Cristianismo antigo, legítimo, original, histórico, importado do Oriente. Seu, 'seu' cristianismo, batizado, crismado, colonizado, adaptado e servil chama-se protestantismo 'A religião essencialmente burguesa' como definida por F Engels. O 'A Ética protestante e o espírito do Catolicismo' não foi escrito por acaso e classificado como a obra do século. Nem 'Os demônios descem do Norte' ou o "Socialismo uma utopia Cristã' são obras de pouco calado.

Leiam e ficarão sabendo muito bem porque nossa imprensa ou nossos meios de comunicação de massas, todos privados, amancebados com a política liberal e influenciados senão também comandados pelas lojas maçônicas vivem passando a mão na cabecinha do protestantismo e do islamismo, dispensando a tais obras religiosas um tratamento totalmente diferenciado ou cavalheiresco. A ponto de estarem subvertendo por completo a História ao apresentar o islamismo como uma religião de amor e paz; amiga da ciência (!!!) e comprometida com os direitos do homem (!!!) E isto, céus eternos, com o apoio entusiástico de uma esquerda completamente burra ou supinamente ignorante em termos de História religiosa.

Dir-se-ia que chegamos ao fundo do poço.

Coisa nova ou novidade debaixo do sol?

Memoremos que a fé protestante, biblicista, fundamentalista e tosca, ora em ascensão e nosso pais e responsável direta pela afirmação do ideário conservador a que estamos assistindo (Decididamente apoiado pela quase que totalidade dos pastores pentecostais), foi introduzida neste pais a século e meio com decidido apoio das Lojas Maçônicas. E com um propósito definido, alias intuitivamente, facilitar a ruptura com nossas tradições culturais e por meio da nova fé individualista abrir as mentes dos brasileiros de modo a receberem uma nova forma, a forma capitalista...

Sabiam desde o princípio o que mais tarde veio a ser empiricamente verificado lá na grande República do Norte por meio de tantas pesquisas e muito bem estabelecido e expresso nas obras já clássicas de Ch Dawson e Butterfield, que a introdução de uma nova fé numa Sociedade tende a transformar suas estruturas sociais por meio da cultura.

Sabiam que a assimilação da fé protestante com seu conteúdo individualista nos aproximaria significativamente do modelo de organização social Yankee, iniciando o processo de puritanização, americanização, capitalização, etc a que ora assistimos.

Mudou alguma coisa? Algo de nodo debaixo do sol?

Os pastores como Malafaia, Felicianus, Everaldo, Campos et Caterva fazem o que querem por este pais afora semeando toda casta de preconceitos obscurantistas tomados a Torá ou a Tanak, semeiam a intriga, insuflam a intolerância, estimulam a violência, praticam golpes, fraudes e estelionatos, participam da corrupção política, comentem crimes e a alguém vê a imprensa empenhar-se em denuncia-los????

Chamam os africanos de malditos, os católicos de prostituídos, os ateus de inimigos do gênero humano... Afirmam que o lugar da mulher é na cozinha e que deve sujeitar-se o mando do marido, que os pobres são vagabundos ou amaldiçoados, que animais podem ser maltratados por não terem almas, que crianças devem ser castigadas com a vara, que homossexuais são pervertidos... Ousa opor-se a leis como a L Maria da Penha e Menino Bernardo... Pleiteiam pela aprovação de leis de exceção destinadas a exaltar suas seitas... Cortam as mãos de nossos índios... Põem fogo e incendeiam toda República e a imprensa venal permanece completamente muda.

Cidadãos são assassinados - Até com requintes de crueldade - por loucos e visionários estimulados por pastores irresponsáveis, pessoas são mortas em sessões de exorcismo, templos papistas e umbandistas são invadidos pro fanáticos de depredados, nossas escolas e prédios públicos são cada vez mais usados como 'igrejas' pelos fanáticos, a liberdade de cátedra dos professores e a laicidade do ensino público são questionados pelos neo inquisidores, toda uma bancada religiosa dedica a obter privilégios para suas agremiações e consequentemente para desmantelar o estado laico, seitas e pastores lavam dinheiro para políticos corruptos e empresas, candidatos religiosos (Pastor e Everaldo) envolvem-se com esquema de corrupção, demagogos religiosos apoiam formalmente a criminosa reforma da previdência, etc, etc, etc E... A imprensa silencia sobre praticamente todos estes fatos, passando o protestantismo como algo ideologicamente inócuo neste pais!

Vivemos num autêntico estado de cumplicidade, e por que?

Primeiro porque como já dissemos há uma afinidade eletiva entre o protestantismo e o modelo capitalista... E em segundo lugar porque o protestantismo É SUSTENTADO JÁ COM O DINHEIRO DOS ESTADOS UNIDOS OU DE SUAS EMPRESAS, JÁ COM O DINHEIRO DOS DÍZIMOS COLETADOS. Trata-se duma fonte de renda copiosa, parte da qual é cambiada a imprensa, a guiza de comprar-lhe o silêncio.

A propósito, todo cidadão deveria saber que toda essa conversa de 'liberdade de imprensa' - Que chega a imunidade, impunidade, irresponsabilidade, etc - tem servido de fundamento a um quinto ou sexto ou mesmo sétimo poder (junto ao exército, ao capital e as seitas religiosas), cuja operação consiste em ameaçar e chantagear os demais poderes - Seitas, partidos políticos, empresas, etc - com o objetivo de obter dinheiro ou fonte de renda fácil.

O método dessa máfia  i é da imprensa venal é bastante simples e consiste no lema: Pagam-nos ou publicamos i é denunciamos publicamente. Como não podem obrigar a imprensa a publicar todos os escanda-los que acontecem e nem podem provar que seus meios estão a par de tais e tais crimes, ela vive 'investigando' e realizado seleções de caráter censitário. Aqueles que pagam aos grandes meios de comunicação, compram-lhes o silêncio e são canonizados por eles... Quem não paga é denunciado.

Sim meus amigos, meus senhores, meus leitores... Nada mais parcial, canalha, venal e corrupto do que esta imprensa que manipula a corrução, que seleciona crimes e escândalos, que cobra taxas e prebendas... Ou acreditais que apenas as igrejas, partidos ou empresas são corruptos e a imprensa impoluta??? Melhor acreditar no Papai Noel ou no coelhinho da Páscoa. A imprensa canoniza e protege a quem quer e quanto mais uma instituição ganha mais protegida e imune fica como nossas seitas cobradoras de dízimos ou financiadas pela sociedade Norte Americana.

Os pastores aqui e pelo mundo afora vivem de comprar silêncio e de passar por 'santos'. Apesar do Jerry Falwell... do Edir, do Feliciano, do Valdomiro, do Hernandez, do Malafaia, do Campos, do Everaldo e de todos estes canalhas, charlatães, trapaceiros, vagabundos e inimigos da humanidade. É gente blindada... Sobra assim para a igreja romana pagar o pato, por causa da Inquisição do século XVI kkakakakakaka Enquanto os trouxas pensam na Inquisição do século XVI pessoas são mortas em rituais de exorcismos pentecostais ao lado de nossas casas aqui no Brasilzão de 2017...

E o islã? Qual o caso o islã? Por que tanta comoção da respeito dos Sírios? Por que toda essa conversa sobre refugiados? Por que esse esforço titânico para ocultar a morte do mutazilismo? Por que tanto empenho em deturpar a História e desvirtuar o conceito de Jihad? Por que toda essa maquinação no sentido de adulterar a realidade e apresentar o islã do Boko Haram, do EI, do Taliban etc como religião de paz e amor?

PETRODOLARES, querido leitor - Não seja ingênuo e recorde-se que a maior reserva de Petróleo do Planeta encontra-se justamente debaixo de Macca e Medina!

O grande aliado do Norte compra o Petróleo a peso de ouro e o dinheiro passa das mãos dos soberanos e xeques e parte dele aos bolsos da imprensa ou grande mídia ocidental, a qual fica contratada com o objetivo de limpar a barra do islã ou de canonizado aos olhos dos idiotas. O islamismo deve ser uma religião de paz e amor - apesar do Corão e da Sunah - porque somos pagos para dizer isto... Porque como meios de comunicação pagos obedecemos ao princípio segundo o qual 'O cliente sempre tem razão', assim ele solicita informações e nos oferecemos ou fabricamos. Enquanto um Igreja Copta é explodida pelos maravilhosos muçulmanos no Egito com o saldo de trinta inocentes mortos... Mas quem se importa eram Cristãos, ademais orientais ou ortodoxos? Ainda se fossem pastores enviados pelos EUA ou um cardeal papista... Mas cristãos coptas Ortodoxos, quem se importa? Viva a paz e o amor do islã?

E as menininhas raptadas e estupradas pelos membros do Boko Haram? E as mulheres Yazids sequestradas e estupradas e as menininhas castradas diariamente nas Síria, Sudão, etc E a santificação da pedofilia na Árabia maldita??? E o apedrejamento de adulteras até a morte? E a execução de homossexuais no Iraque? E o linchamento de 'blasfemadores' no Afeganistão??? Quem liga pra tudo isto? Quem divulga? Quem denuncia? Quem cobra? Ninguém... Porque o islã tem de ser apresentado como belo e inocentado... São os PETRODÓLARES...

Já ouviram algum meio de comunicação questionar sobre o porque daquele paraíso na terra chamado Península arábica não receber as multidões de refugiados Sírios. Já não digo os Cristãos que não suspiram pela Santa Sharia, mas ao menos os muçulmanos sunitas? Evidentemente que não... Belo e edificante e ve-los migrar em massa com seus ulemas e xeques com o Corão nas mãos para o solo europeu, tendo e vista a implantação da Santa sharia e a arabização daquelas sociedades. Agora ouse alguma destas sociedades resistir e tentar questionar a entrada de ulemás e xeques com o Corão nas mãos, o sonho da Sharia, bombas e rifles em seu território!!!!???!!!! Canalhas, miseráveis, insensíveis, onde está a hospitalidade ou o sentido de humanidade de vocês???? Bonito esse discurso pago pela elite política e religiosa das Arábias com propósito intencionalmente proselitista não???

Mulheres são assediadas, dissidentes religiosos ameaçados, homens e mulheres fuzilados, restaurantes e lojas explodidos pelos adeptos dessa religião, não de qualquer outra e no entanto, ela nada tem a ver com isto. Poderiam ser budistas, católicos, hinduistas, ateus, etc PODERIAM, PODERIAM, PODERIAM... Mas são sempre os seguidores de Maomé, aquele do converte ou morre e das batalhas de Badr e Uhud...

E todavia é assim, quem paga sempre tem razão. Assim a Arábia...

Aqui nada de nodo debaixo do sol ou do céu, nada...

A novidade ou anomalia, é que aqui - quanto a apreciação ingenua, oportunista ou forçada do islã - a imprensa vela, parceira do capitalismo, conta com a solidariedade e apoio decidido da maior parte da esquerda. Convertida em clã ou horda de islamófilos, já desonestos, já ingênuos, burros, idiotas ou muito mal informados a respeito da História e do caráter desta religião.

Aqui não se faz qualquer tentativa de exercer um olhar mais crítico e quem o fizer fica exposto a acusação - aos olhos deles fatal - de islamofobia. Isto quanto os energúmenos não ousam falar em xenofobia confundido o conceito de raça ou etnia com religião ou fé que é algo totalmente distinto. Isto pelo simples fato de etnia ser dada pela natureza e não poder ser alterada pela vontade, enquanto que a fé religiosa é livre. Podendo ser abraçada ou abandonada sem maiores problemas nas Sociedades democráticas...

Neste caso, suposto que nossos temores e de parte da população sejam verdadeiros, e que refugiados ou imigrantes árabes, sírios, afegãos, etc aspirem passar a Europa, que crueldade há em condicionar sua entrada ao abandono de uma fé indesejável? A qual sancionando e santificando a agressão, a violência e a intolerância atemorizam as sociedades livres do Ocidente. Há xenofobia e crime se houver rejeição absoluta a entrada de determinada etnia em determinada sociedade, inclusive se esta rejeição tiver fundamentos econômicos e não compactuamos com isto, classificando semelhante postura como falta de humanidade. Já a imposição de determinadas condições para a entrada de tais pessoas, como o abandono de uma fé teocrática e responsável (Em parte) pela destruição de sua própria terra natal, nada tem desumana ou de absurda.

Todos os setores das Sociedades em questão, inclusive os mais humildes e sem voz tem pleno direito de ser ouvidos a respeito dos tais refugiados e da questão islâmica, sendo para desejar inclusive que qualquer decisão tomada seja objeto de plebiscito ou referendo e não de imposição tirânica baixada por estruturas políticas corruptas mancomunadas - Quero dizer compradas mesmo - com os líderes políticos do islã ou manipuladas por empresários sem consciência com objetivos financeiros. É a segurança e a cultura de povos e nações inteiras que esta em jogo, os quais tem pleno direito de manter suas identidades, liberdades, instituições, tradições, etc Portanto tais decisões não podem partir das elites políticas e menos ainda das pregações postas em circulação pela imprensa, mas das bases, das massas, da população.

E parte destas populações, cônscia de sua própria memória - Portugal, Espanha, Grécia, Países do Leste, etc - não querem receber os muçulmanos em seus territórios por já terem experimentado a djzia, a murtad, a sharia e terem sido ferozmente oprimidas pelos conquistadores islâmicos. Basta dizer que por séculos a fio as famílias gregas tiveram de oferecer seus filhos homens ao estado turco para que fossem educados na fé muçulmana e se tornassem janízaros após terem sido criminosamente raptados, sempre com o apoio unânime das autoridades religiosas... Comum é falar sobre os órfãos castrados pelo papa de roma (Castrati) mas quem é que fala dos meninos gregos raptados pelo conquistador muçulmano durante mais de cinco séculos???

Vira e mexe a imprensa toca no assunto do assassinato ou extermínio dos judeus por Hitler e seus nazistas; o que por sinal merece ser divulgado como ação torpe e execrável sem que no entanto se oculte, esconda, minimize ou despreze o extermínio de milhões de gregos do Ponto, assírios, siríacos e armênios pelos idos de 1914. E isto pelo simples fato deste extermínio ter sido inspirado senão promovido pelo islã e santificado pelos clérigos turcos. Que este extermínio de Cristãos pelo islã comparado com todas as inquisições Cristãs juntas, inclusive a protestante? Quase nada! A desproporção é colossal. E mesmo assim o islã passa por inocente, a ponto da imprensa venal e canalha descreve-lo como uma religião de paz e amor!

O finado Charles Foulcaut que o diga e o falecido embaixador russo na Turquia!

Até posso desculpar a esquerda inepta por ignorar tantos e tantos fatos históricos assaz conhecidos.

O que não se pode desculpar é não ter lido a já clássica obra de Reilly "O fechamento da mente islâmica." ou ainda "O fim da fé" de San Harris. A ponto de imaginar que o islã atual - sunita, acharita, hambalita, wahabita, salafita e jihadista - seja composto em sua maior parte por mutazilitas progressistas... Acordem seus idiotas, o mutazilismo foi exterminado pela inquisição acharita há quase mil anos!

Qual o resultado de toda esta ignorância religiosa acumulada?

O resultado de tudo isto é uma sociedade que se sentindo-se ameaçada pelo islã julga ter sido abandonada, traída e desamparada por uma esquerda insensível e arrogante.

Pior, parte desta Sociedade, tendo suas faculdades canceladas pelo temor e pela angústia, mostra-se prestes a cair nos braços de demagogos como Trump (O mentiroso canalha) e Le Pen. 
Tudo porque a esquerda idiota se recusa a oferecer-lhe uma solução concreta, simplesmente a ouvi-la ou a dialogar com ela. Refugindo-se no mantra da islamofobia...

Como censurar o povo por, em tais contingências, acolher a tais demagogos como salvadores.

Mas é esta esquerda tola, insensível e arrogante, que ignorando o significado cultural e o perigo representado pela introdução do islamismo na Europa, que converte tais candidatos e políticos em falsos salvadores.

Ficando o povo, sempre povo e sempre oprimido, a ver navios e sem salvação alguma.

Não, eu não condeno os franceses que votaram na sra Le Pen e me recuso obstinadamente a condena-los. Temos de por o dedo no fundo da ferida, fazer 'me culpa' e no mínimo rediscutir seriamente a questão da presença islâmica nas sociedades europeias. É clamor que parte do povo e que por isso mesmo deve ser levado em consideração.

domingo, 16 de abril de 2017

Leon Metchnicoff - A civilização e os grandes rios históricos

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Contribuições há, feitas a História, que não podem permanecer esquecidas, devido a sua continua, para não dizer eterna, atualidade.

Assim a de Leon Metchnicoff, irmão dos igualmente célebres Ellie e Ivan, na humilde e ao mesmo tempo colossal obra 'A civilização e os grandes rios históricos' dada a imprensa, post mortem, em 1889. O autor havia falecido no ano anterior 1888.

Trata-se a meu ver de uma dessas obras imortais e que marcam época a exemplo da Decadência do Império romano de Gibbon (Assim as obras QUASE homônimas de Sismondi e Ferrero) da História da conquista da Inglaterra pelos Normandos de Aug Thierry, da História dos Gauleses de Amadeu Thierry, da História do direito de Savigny, da História do povo alemão de Jahnsen, da História das Cruzadas de J F Michaud, da História da Reforma na Alemanha de Doellinger, da História da conquista do México, História da Conquista do Peru e da História do reinado de Fernando e de Isabel, a Católica por W H Prescott, dos Tempos pré históricos de John Lubbock, do Regime municipal do Império romano no século V de Guizot, da História dos monges no Ocidente de Montalembert, da História do helenismo de Droysen, da Sociedade antiga de L H Morgan, da História dos Papas de Leopold Von Ranke, da Cidade antiga de Fustel, da História das perseguições religiosas no Império romano de Paul Allarddos Primeiros habitantes da Europa de Arbois Jubainville, do Marco Aurélio e o fim do mundo antigo de E Renan, da História da Civilização na Inglaterra de Buckle, do Fim do Paganismo e da África romana de Gaston Boissier, dos Gauleses de André Lefevre, do Espírito do Capitalismo e a Ética protestante de Max Weber (Dentre todos o primeiro!), das obras de Denifle e Grizar sobre Lutero, da História da Igreja antiga de Louis Duchesne, da Historia da Literatura latina na Africa de Paul Monceaux, do Maomé a Carlos Magno de Pirenne, do Amanhecer da consciência de Breasted, da Sociedade Feudal e da Apologia da História de M Bloch, da História da incredulidade no século XVI e da Europa: gênese da civilização de Lucien Febvre, do Outono da idade Média de Huizinga, da Trilogia de V G Childe, do Renascimento de Edith Sichel, da História da riqueza do homem de Huberman, do Feudalismo de Ganschoff, da História social da criança e da família e da História da morte no Ocidente de Aries, das Fontes democráticas nas ordens religiosas da Idade Média de Leon Moulin, do Processo civilizatório de Norbert Elias, da Trilogia de Duby (1976/1978/1981), do Novo conceito de Idade Média de Le Goff, do Mediterrâneo de F Braudel, da Civilização do Renascimento por Jean Delumeau, da Conquista da América por Todorov, do Cristianismo, tolerância social e homossexualidade e Uniões do mesmo sexo na Europa pré moderna de John Boswell, de Como os irlandeses salvaram a civilização por Th Cahill, da Democracia bizantina de Kaldellis, etc

Assim A civilização Egea e a Cidade grega de Gustav Glotz, a História de Roma por Mommsen bem como os estudos subsequentes de Leo Homo e Pierre Grimal; Os aztecas de Solustelle, as obras de Paul Lemerlle e Runciman sobre Bizâncio, as de Christopher Hill sobre a Revolução Inglesa, as de Lamartine, Thiers, Sybel, Jaures, Soboul e outros sobre a Revolução Francesa, as de Robert Darnton sobre o iluminismo e as brilhantes sínteses cultuais elaboradas por Christofer Dawson e Butterfield.

Isto só para lembrar algumas leituras clássicas indispensáveis em termos de compreensão Histórica.

Há muito que se falar, debater, dialogar e discutir sobre cada uma delas.

No entanto, para este Domingo, escolhemos a obra de Metchnicoff justamente por ser pouco conhecida e divulgada entre nós. Apesar de contar já com mais de século.

Assim se Le Goff revolucionou o conceito de Idade Média, evidenciando que as tais 'trevas' - Saídas da pena protestante, logo partidária ou preconceituosa - não passavam de fábulas, se Elias salientou as teias de interdependência cultural, se V G Childe mantendo a ideia de um progresso linear e contínuo admitiu a existência de recuos, durante as crises; além de descrever a ampliação do círculo da cultura no Oeste da Europa, se Breasted cunhou o termo 'crescente fértil', se Max Weber conceituou as afinidades eletivas, o mérito de Metchnicoff consiste em ter relacionado a propagação da cultura com o meio, postulando certas 'rotas' culturais.

E nem poderia ter sido mais exato, preciso e ponderado pelo simples fato de que antes dos romanos terem estabelecido suas estradas por toda Europa - investindo em meios de transporte e comunicação enquanto disseminadores da cultura a serviço do poder - já os persas haviam construído sua estrada real, que ligava o gigantesco Império de Susa, junto ao golfo Pérsico, a Sardes na Ásia menor, cortando cerca de 2.700 Km. A cuja extensão haviam associado um primitivo serviço de malas postais ou Correio, idealizado por Dário, o grande.

Já os gregos, habituados, por tradição, a navegação, espalhavam-se, a exemplo de seus predecessores fenícios e Minoicos, pelas bordas do Mar, acompanhando o litoral do Mediterrâneo ou do Mar negro, e semeando-os com inúmeras cidades ou colônias.

Faz pleno sentido que assim tenham procedido quando as vias para o interior ainda não haviam sido franqueadas na Europa Ocidental. Naturalmente que sempre existiram veredas ou caminhos, semelhantes aos que eram percorridos por nossos índios aqui na América antes da chegada do Europeu. E até caminhos mais largos e bem cuidados, a exemplo do nosso Peabiru. Rotas, como a do âmbar ou das conchas, existiam desde os tempos imemoriais.

Não de trata no entanto, de vias suficientemente amplas e cuidadas a ponto de permitirem um tráfego de carros rápido e eficiente; ou a rápida marcha de um povo, montado ou desmontado. Bem como o transporte de bens materiais e tecnológicos em quantidades relevantes. Tal só se deu após a conquista romana.

Fica posto o problema dos meios de transporte ou das comunicações - e portanto da transmissão e dilatação da cultura - onde não haviam rios caudalosos o suficiente para permitir a navegação.

Via de regra as grandes migrações pré históricas, as maiores, ao menos, devem ter acompanhado os cursos dos grandes rios navegáveis, fossem o Danúbio, o Pó, o Garona, o Ebro, o Tejo; as primeiras vias de transporte fornecidas pela própria natureza, e as primeiras rotas de cultura.

Penso que não seja preciso insistir muito a respeito de que as primeiras grandes civilizações do Velho mundo: Egipcia, Sumeriana, Indiana e Chinesa desenvolveram-se todas, no final da Idade Primitiva, junto aos grandes rios, sejam o Nilo, o Tigre e o Eufrates, o Indo e o Ganges ou o Huang Ho.

Não porque pudessem explorar o potencial hidráulico de tais correntes, mas porque podiam explora-lo tendo em vista a irrigação das terras ribeirinhas, aumentando a produção de alimentos, e consequentemente o acumulo de suprimentos. De que resultou singular benefício: Que alguns elementos daquelas sociedades não precisassem plantar, colher ou pastorear, podendo exercer outros misteres e, consequentemente especializar-se. Tais os albores da ascensão artística e científica característica da Revolução Urbana.

Desde então alguns puderam ser pedreiros, marceneiros, oleiros, tecelões, sapateiros, médicos, padeiros, cervejeiros, cantores... Recebendo em paga por seus serviços uma determinada quantidade de alimentos.

Esta dinâmica nos ajuda a compreender porque as primeiras vilas ou cidades tornaram-se tão atrativas aquele homem recém saído no neolítico. Porque havia oferta de serviços até então desconhecidos e portanto vantagens ou benefícios em termos de qualidade de vida. Ali apenas havia acesso a uma série de produtos ou serviços - quais fossem sapatos, vestimentas, pães, cerveja, medicamentos, etc - especializados e portanto executados com maior esmero. Bastando para adquirir tais produtos ou serviços estar em posse de algum excedente em termos de suprimento, ou recebe-los como pagamento oferecido pelo sacerdote rei.

Alias nada mais promissor do que dominar alguma espécie de saber ou aprende-lo. Pelo simples fato de poder empregar-se no palácio, antes de tudo uma enorme oficina e depósito de produtos administrada pelo rei sacerdote.

Devido a tudo isto a cidade, desde sua invenção, converteu-se no objeto dos sonhos das populações mais afastadas e rudimentares fossem sedentárias ou não. Todos aspiravam habitar nela de modo que elas atraíam multidões cada vez maiores, e se alargavam, e cresciam junto as margens dos grandes rios.

Isto a ponto de no Egito, pelos idos de 3500 a C coligarem-se em diversas federações, em dois reinos mais ou menos extensos - O do Norte ou baixo e o do Sul ou alto Egito - os quais acabaram unindo-se pelos idos de 3000 a C sob o cetro de Menés ou Narmer, o primeiro Faraó. Evidentemente que antes disto, e bem antes - Ao tempo do rei Escorpião (Alto Egito - 3200 a C) - a administração dos grandes reinos, do Sul e do Norte, exigiam já a formulação de um código escrito.

Afinal a produção ou coleta - o primitivo imposto - bem como a distribuição - o primitivo salário - precisavam ser anotadas e controladas de modo que o pagamento dos serviços jamais superasse a arrecadação produzindo 'deficit'. Daí a necessidade de medir, contar, pesar e classificar... Sem a qual, um tipo tão complexo de organização social não podia manter-se.

Mesmo nas cidades autônomas, e sem embargo grandes, da Suméria, do Indo e da China, um tal tipo de controle se fazia indispensável e por isso, a partir de tal necessidade, nos deparamos com a formulação de códigos linguísticos escritos - os primeiros do planeta - aparentemente, sem que houvesse qualquer relação de dependência.

Ainda hoje as escritas Egipcia, Sumeriana, Indiana e Chinesa aparentam ser diferentes umas das outras e não inter relacionadas.

Alias ao tempo em que vieram a luz - cerca de 3200, 3000, 2500, 2200 a C pouco antes ou depois - achavam-se tais pólos de cultura mais ou menos isolados; a exceção talvez do Egito e da Suméria.

A maior parte dos assiriologistas e sumerólogos considera que quando estabeleceram-se relações comerciais entre as cidades Sumerianas e as cidades do Indo (Harapinas) por volta de 2400 a C, ja ambos os modelos de escrita achavam-se elaborados. Podendo-se dizer o mesmo sobre o Vale do Indo e o Vale do Huang Ho, separados ou melhor dizendo, isolados por cordilheiras e desertos ao tempo em que ambas escritas haviam sido inventadas.

Atualmente a tese da difusão, da origem comum e da inter dependência dos primeiros modelos de escrita torna-se cada vez mais vulnerável e indefensável.

Seja como for, por volta de 2000 a C senão antes, estamos diante de quatro civilizações letradas ou polos difusores de cultura.

Quanto a Mesopotâmia apenas, devemos considerar diversos elementos, indispensáveis ao avanço posterior da Civilização como um todo. Assim o arado, a roda, a roda do oleiro e talvez o Bronze, seja como for procedente daquele entorno.

Quanto ao Egito temos o vidro, o papel, a medicina...

Tocando a tais elementos culturais é que chegamos a Metchnicoff. O qual nos oferece a melhor ferramenta para compreendermos porque a Europa Ocidental chegou a ser o que é ou porque o Mediterrâneo foi o que foi.

Para tanto faz-se necessário acompanhar os cursos destes grandes rios ou a direção que cada um deles percorria. Porque a cultura acompanhou tal direção e disseminou-se a partir das fozes de tais rios, e as vezes até a partir das nascentes.

Assim o caso do Eufrates ou Puratu, o qual era facilmente navegável contra corrente até Kish - Logo por toda Suméria - e relativamente navegável até Mari, cidade cujo Reino, chegou a estender-se até as proximidades de Halab a atual Alepo, já as portas da Ásia menor.

De fato a saída cultural sumeriana foi dupla e a princípio, ao menos aparentemente sua cultura foi despejada no Golfo Pérsico já em Dilmun, já no Elam. Embora alguns escritos deem a entender o sentido oposto i é de Dilmun - possível ponto de partida ou origem dos misteriosos 'cabeças negras' - e/ou Elam para a Mesopotâmia e desta, indo contra corrente, a Assíria, ao Reino de Mari, a Síria, e enfim - Di-lo Sargão - ao Chipre e a Anatólia, já na Ásia menor.

Sargão por sinal, orgulha-se de ter lavado sua espada nas águas do grande Mar, ou seja do Mediterrâneo.

Temos aqui uma direção cultural bastante esclarecedora, que partindo da Suméria ou mesmo - Quem o sabe? - de Dilmun e Susa, atinge a Ásia menor, em cuja costa Ocidental haviam de se estabelecer os Jônios, corridos pelos Dórios cerca do século XII a C. Estamos portanto ao lado da península balcânica ou da Grécia.

Indiretamente, assumido e levado adiante por babilônicos, assírios, sírios, palestinos, hititas e fenícios sucessivamente o legado cultural dos antigos sumérios acabou por impor-se no que chamamos atualmente de Turquia, enfim no espaço que mais tarde viria a ser ocupado pelo tronco grego dos jônios.

Perguntemos agora que rumo tomou o patrimônio cultural do antigo Egito?

Se a um lado atingiu Meroé e Sudão, dissipando suas energias na África negra até ser removido pela islamização, a outro pela foz, atingiu a costa leste ou oriental do Mar Mediterrâneo, irradiando-se pela Palestina, até dar com a Fenícia, onde encontrou-se com a cultura sumeriana, trazida pelo Eufrates.

Primeiramente através dos minoicos, depois indiretamente, através dos fenícios e enfim diretamente por iniciativa dos próprios gregos chegou esta cultura até a Ásia menor e Península balcânica, onde misturando-se a cultura mesopotâmica deu origem a primeira grande síntese cultural elaborada pelos gregos. Síntese que foi contributo particular ou específico do gênio grego, quiçá ensaiada já pelos fenícios... Não foram estes que legaram-nos o alfabeto? De fato não sabemos o quanto nós ou os gregos devemos aos antigos fenícios, posto que só temos conhecimento do quanto  produziram através dos gregos, seus sucessores e rivais.

Seja como for a grande alavancada proporcionada por essa convergência - Alias coisa única no mundo - entre duas culturas magníficas, aconteceu na Grécia. O que herdaram dos egípcios e sumérios, eles levaram adiante ou desenvolveram. Se não arquitetaram esta síntese - Hipótese em que teriam-na recebido dos Fenícios - ao mesmos tornaram-se dignos depositários dela tornando-a fecunda.

Já as culturas chinesa e indiana, seguindo os cursos de seus caudais e atingindo mares geograficamente isolados, perderam-se por eles e jamais puderam encontrar-se. A espacialidade geográfica impossibilitou que tais culturas convergissem para o mesmo ponto e formassem brilhante síntese. Tal e qual a cultura egípcia refluindo pelo interior da África, diluíram-se e perderam-se assim as culturas Indiana e chinesa, mesmo considerando que tenham civilizado diversas Ilhas. No caso da China por sinal Japão e Coréia. No caso da Índia o Ceilão, as Filipinas e a Indonésia.

Que teria produzido um síntese entre ambas as culturas, Chinesa e Indiana, tal a pujança de cada uma, é o que jamais viremos a saber?

Foi no Mediterrâneo que Eufrates e Nilo despejaram o legado cultural de dois povos essencialmente criadores: Babilônia e Egito...

Como já dissemos acontecimento único e singular proporcionado pelo meio.

A partir da Jônia, passou este legado a Península Balcânica, onde já havia sido ensaiado muito provavelmente pelos fenícios.

E a partir da Península balcânica, como já dissemos, no dorso das naus de casco negro, os gregos foram disseminando tal espírito ou cultura por todo circuíto do mediterrâneo de Trapezunt a Emporiae passando evidentemente por Massilia.

E foi a partir de tais cidades que os conquistadores romanos, adotando como sua a cultura helênica, levaram-na - em termos de idioma comum, filosofia, ciência, teatro, etc - até a coração da Europa, civilizando-o. Também empreenderam-no na África até os confins do Saara. Em todo circuíto do mediterrâneo. A partir do qual, com os Portugueses e Espanhóis, ao fim da Idade Média, despejou-se pelo Mar Oceano, ou pelo Atlântico, atingindo o Novo Mundo e propiciando outras sínteses culturais não menos interessantes no México, a partir de um substrato Azteca bastante rico e mais ainda no Peru e adjacências, onde encontrou-se com a multi milenar e ultra sofisticada civilização peruviana, contributo de diversas culturas quais sejam Chavim, Paracas, Nazca, Mochica, Chimu, Wari, Inca, etc

Foram caudais de culturas desembocando uns nos outros sempre a partir dos grandes rios, seguindo seus cursos e precipitando-se primeiramente nos mares e depois nos Oceanos até dilatarem-se pelo mundo afora. Encontro de que resultou não poucos conflitos, mas, cremos nós, numa perspectiva futura e global, propiciou também a chave para o progresso das Sociedades humanas, o qual só se faz pela troca de experiências culturais.

Este fascinante caminho, provido pelo meio ou pela sorte, foi devassado, a menos de cento e trinta anos pelo brilhante cientista Leon Metchnicoff em A civilização e os grandes rios históricos, leitura ainda hoje proveitosa que a todos recomendamos.