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terça-feira, 28 de julho de 2026

A questão da missa Tridentina e do ecumenismo

Como demonstraram Coulanges, Eliade, Weber, Toynbee, Dawson, Graves, etc gostemos ou não - Pois os processos produtores da cultura não estão nem aí para nossos preconceitos ou gostos pessoais. - a fé religiosa não apenas produz cultura, como, ao sofrer alterações ou ser alterada, altera a cultura.

A religião é a um tempo produtora de cultura e a outro portadora de princípios e valores exógenos, capazes de mudar a cultura e, consequentemente a ordem social.

Os norte americanos, bastante afoitos no terreno da pesquisa sócio antropológica, sabem disto a muito tempo e por isso, quando da guerra fria, não hesitaram mobilizar ou instrumentar diversas crenças contra o 'perigo' ou diabo do comunismo. Como também atuaram no mesmo campo com o próprio de criar uma rede de solidariedade em torno do sionismo e consequentemente para proteger o recém criado Estado de Israel. Tais as necessidades postas por eles norte americanos.

E adianto já que além da diplomacia oculta e do dinheiro, ou como se diz, dos recursos, contaram com o decisivo apoio da maçonaria, a qual tem funcionado como repartição de Estado, antes da primeira grande guerra a serviço da Inglaterra ou da França...

Quando falamos Cristianismo, não podemos omitir aquela que foi e ainda é a maior expressão religiosa do planeta, o Cristianismo. O que nós leva a sua principal facção, a igreja apostólica Romana. A qual por aquele tempo animava a fé e pautava o comportamento de quase 1/3 da população Yankee e avançava sobre o cipoal de seitas bibliolatras...

Era uma força nada desprezível, ainda que bastante alheia a modernidade e ao comando protestante.

Apesar disto as duas grandes guerras, por terem ocorrido no centro mesmo da Europa, não puderam deixar de atingir o prestígio e a força do papado e de fragiliza-lo. Particularmente a segunda grande guerra. Desde a primeira grande guerra os EUA obtiveram o protagonismo...

Pois não podia aquela velha Europa destroçada fazer frente ao Comunismo ou ao poder colossal da URSS. Com receio de serem engolfados até o atlântico por está nova versão da odiada Rússia (Eterno fantasma dos ocidentais) os países ocidentais foram aproximando-se mais e mais dos EUA... Buscando porém manter certo equilíbrio e criar soluções próprias, mais conforme sua identidade e tradições.

Até a segunda grande guerra apenas Albion e parte da França estavam economica e socialmente bem alinhadas com o outro lado do atlântico, assentindo ser como que colônias ou províncias dos EUA. Infelizmente as soluções criadas pelo restante da Europa foram nazismo e fascismo...

Por isso após a falência dessas soluções de última hora ante o poder soviético e o fim da segunda grande guerra só restou a Europa ocidental como um todo, converter-se em quintal de governo estrangeiro encarado por muitos como salvador. Desde então os povos latinos, gregos e eslavos perderam sua identidade e autonomia cultural... 

Os belos anos cinquenta foram uma década trágica e tempos de transformações, aproximações, jogos políticos... até então inimagináveis.

A imprensa passou de mala e cuia para o outro lado do oceano, e as mãos dos judeus. O controle da informação passou a ser exercido em território norte americano e movido por necessidades ideológicas ou pela propaganda anti comunista. E a prioridade era recuperar o leste europeu... 

Quando dizemos imprensa queremos dizer tudo: Cinema, televisão, jornais, editoras... 

Que a informação seja poder ninguém dúvida seriamente. Pois na contemporaneidade também ela é conduta de crenças, princípios e valores, que plasmam comportamentos sociais e políticos.

Fora da Itália, da França, da Inglaterra e da Alemanha já não estava, parte desse conjunto que é a imprensa, a serviço da igreja papa ou de suas crenças, mas, nos EUA, a serviço de outros ideais: Secularizados ou alheios a fé, econômicos ou capitalistas, protestantes, sionistas, etc sendo mínima a fatia que cabia a grande igreja Romana.

A igreja foi em parte tomada pela surpresa. Organizações milenares como as igrejas Romana e Ortodoxa (Alinhadas com o que é antigo e completamente alheios a sociologia, a antropologia, etc) não podiam compreender, como ainda hoje não compreenderam, este novo mundo, hostil e pós moderno que as ameaça.

Desgraçadamente a dinâmica da cultura ainda é um mistério para nossas cristandades Apostólicas, as quais não sabem lidar com ele. Daí o ecumenismo, daí o avanço do pentecostalismo sob a forma carismática e tantos outros flagelos que ameaçam a fé.

Pio Xii não só pode avaliar a conjuntura como era um homem bastante preparado. Por isso aceitou aproximar-de do novo centro de poder e até colaborar, porém sem negociar a fé ou negociar. Por isso a IAR não se abriu ao ethos e a cultura protestante naquele momento.

Para os EUA no entanto era uma necessidade política não apenas estreitar os laços com a igreja Romana mas de fato influencia-la poderosamente ou mesmo comanda-la naquele momento. Haja visto que Kennedy se tornou presidente e era ele apostólico romano. Sua política e seu assassinato dizem muito...

Era necessário criar algo como João Paulo II e esse homem foi um projeto...

A pauta era mover a poderosa igreja papa contra a URSS a partir do Leste europeu e desarticula-la. Criar um movimento contra comunista ou anti comunista que não fosse percebido como meramente capitalista ou norte americano.

Veio o vaticano II a calhar..

Você leitor inteligente acredita em coincidência??? Então pense.

Para muitos imbecis americanizados foi o vaticano II obra de comunistas, soviéticos ou ateus infiltrados. Pura tolice ou espantalho criado igualmente nos EUA, conforte a tradição calvinista...

Foi justamente o oposto.

Se de fato não foi esse evento histórico singular, planejado ou idealizado pelos EUA, foi, sem sombra de dúvida manipulado por ele tendo em vista seus interesses políticos. O que demandou a participação ativa da maçonaria.

E o objetivo principal foi injetar a heresia ecumênica naquela grande comunhão apostólica. Pois aproximar do protestantismo é aproximar de sua cultura ou da sifilização Yankee, do capitalismo e enfim do sionismo, estabelecendo solidarismo e intima colaboração, algo de difícil realização quando a igreja papa ainda tinha consciência quando a peculiaridade de sua identidade e cultura.

A bem da verdade os fundamentalistas e fanáticos protestantes dos EUA tampouco queriam qualquer proximidade com aquela igreja que os classificava como apóstatas e que eles avaliaram como politeísta e idólatra. 

Conclusão: Algum dos dois lados teria de mudar para que o ecumenismo vingasse e suscitamos alguma aproximação e colaboração.

As seitas protestantes não podiam ser atingidas ou mudadas porque são muitas, logo, em seu conjunto, inatingíveis.

Mas, a igreja Romana, para o bem ou para o mal, tem um líder todo poderoso... Sendo assim: Solicitando ou corrompendo o lider e seus colaboradores mais próximos...

Roma teria que tornar-se ecumênica e, para dar provas de boa vontade, alterar seu culto, suas práticas e seus modos de ser. O que foi feito... Surgindo o culto moderno ou a adoração moderna, voltada para o povo, com o altar mudado para o meio. Ocioso dizer que esse culto novo, oposto a tradição e antripocentrico, foi inventado por Martinho Lutero.

A partir daí a tônica, neo platônica ou protestante, foi a eliminação do símbolo e a construção de um novo ritual muito menos leal ao mistério da Encarnação.

Por onde chegamos também ao sionismo, num momento em que, com o apoio da recém criada e maçônica ONU, está Israel a enfrentar os povos locais, aliás em parte cristãos. 

É nesse contexto que por via protestante judaizante a leitura do antigo Testamento é posta na nova missa Romana, e temos aqui uma pauta essencial na direção da bibliolatria, da inspiração linear e da judaização... Já por via maçônica se avança ainda mais (Na direção do abismo), até o noeismo, ou a ideia blasfema de que o cristianismo não passaria de um monoteísmo abraamico, afim, inclusive, com o islamismo ariano.

A negação implícita quanto a fé no Deus encarnado, no homem Deus ou Emanuel é por si só abominável. A sugestão porém é apresentar aos maometanos e cristãos que os judeus são nossos mestres aos quais devemos o monoteísmo. O fim último é suscitar gratidão e por fim um alinhamento com o sionismo.

Implica isto alterar a adoração Apostólica tradicional, já alterando a kibla ou a direção do culto voltado para o altar alinhado com oriente, já inserindo um maior conteúdo de material judaico, já reduzindo o aparato simbólico sensível alusivo a Encarnação ou a cruz. Tudo no Vaticano II vai na direção do protestantismo e do sionismo com o objetivo de estabelecer uma unidade e garantir apoio por parte dos neo romanistas. Aqui, o propósito foi subordinar a religião a necessidades políticas, assim de manipular e dominar, tudo muito grosseiro, profano e vulgar.

Segundo o princípio sociológico inclusive do Lex orandi, Lex credendi, o culto ou os modos protestantes introduzidos no Vaticano II são portadores de cultura e diluidores da identidade peculiar da igreja papa. E o que já era defeituoso se torna muito pior... Roma ao converter-se em hospedeira do ethos protestante passa decididamente a esfera de controle Yankee, como o mercado financeiro e a maçonaria.

E a coisa não para por aí. Como se o Vaticano II não fosse suficiente, os EUA introduzem a RCC i é o que há de mais alienante e grosseiro nos domínios do protestantismo (Devido a seu conteúdo judaizante, bíbliolatra e fetichista.), o pentecostalismo, por sinal um tipo peculiar e virulento de protestantismo (Voltado para as massas) produzido naquele país.

E os papistas ingênuos, passam a crer que devem adotar modos protestantes opostos a tradição para atrair, aproximar e converter os protestantes; quando eles é que estão a se tornar protestantes, judaizantes e consequentemente mais receptivos face a uma modernidade americanista produzida grande parte pelo protestantismo. É uma autêntica armadilha ou arapuca cultural que um papista ou um ortodoxo médio é incapaz de distinguir.

O próprio universo da modernidade fabricado parte pelos EUA e seus aliados e divulgado por sua imprensa paga e portanto servil, lançando a todo instante tais princípios e valores, debilita o sentido cristão apostólico e atraí com maior apelo e força os neo romanos e ortodoxos a esse universo cultural oposto a nossa traição e identidade. Até gerar deslumbramento pelo americanismo. 

Tanto os mistérios de Cristo, em particular o mistério central da encarnação, ficam obscurecidos, passando a ênfase da fé Apostólica romana, da metafísica (Que é a vida e a pujança de qualquer religião.) para formas de mortalidade ou costumes procedentes do judaísmo antigo. O que evidência o processo de perda de consciência.

Questões até certo ponto ociosas e inúteis como divórcio, masturbação, homossexualidade, pena capital, o estatus da mulher na sociedade, etc substituem a essência mais íntimas da fé Apostólica, como a Encarnação, a Trindade, a Eucaristia, a Imortalidade, a Cristologia, etc Do que resulta um alinhamento total do papismo com o protestantismo de matriz Calvinista, com o islamismo e com certos setores do judaísmo... A ponto de reforçar a confusão ecumênica.

Mesmo se, em certo sentido, a inclinação cada vez mais pronunciada da igreja Romana para o moralismo ou puritanismo protestante é fenômeno que já se verificava desde a contra reforma e no período vitorioso, o pós Vaticano II, por parte das lideranças e do clero, rompe a linha de equilíbrio, assinalando uma vitória total dessa tendência e um esvaziamento ou empobrecimento metafísico (A tal perda de consciência Cristologica ou encarnacionista). 

O que gera um imenso descompasso entre o discurso da igreja papa e a prática dos fiéis mais conscientes e esclarecidos, alheios ou incensos a essa atmosfera mesquinha alimentada pela cultura judaica ou pelas fontes não cristãs do antigo testamento. O que por sua vez promove incredulidade, apostasia e perda de qualidade.

Assiste-se ainda um dilúvio de mitos judaicos ancestrais de caráter fetichista (Criacionismo, geocentrismo, terraplanismo, dilúvio, etc) que em parte ajudam a deslocar as verdades de fé autenticamente Cristã ou os mistérios de Cristo, os quais associados aquele monoteísmo simples e vulgar, tendem a reforçar a idéia de que o cristianismo não passa de uma seita ou ramo no Cristianismo.

Os próprios personagens do judaísmo antigo, com sua ética vulgar, grosseira e pouco cristã, de carona na bíbliolatria, não se limitam a deslocar os Santos enquanto modelos da piedade cristã... Moisés e Abraão quase que passam a igualar-se ao Deus Encarnado Jesus Cristo...

Já assistimos todo esse processo corrosivo e sinistro desde os albores da reforma protestante via bíbliolatria, inspiração linear, calvinismo... E seu fim são sabatismo, iconoclasmo, mortalismo/saduceismo, zwinglianismo, anabatismo e enfim Unitarismo i é um simples monoteísmo abraamico ou noeismo ou judaização total. Até que nada resta ou sobra da identidade cristã tradicional aliás avaliada como uma paganização ou apostasia.

Posto que a fé Apostólica do novo testamento de vai demolindo dia após dia...

Novidade alguma até aqui... E por isso rompemos com o protestantismo assim que compreendemos seu significado. Aliás por isso é o protestantismo até bem visto por parte do universo ateu e incrédulo, apensar de seu conteúdo fundamentalista e fanático...

Era no entanto, até o Vaticano II, o ecumenismo, o Vaticano II e a RCC, um processo ou fenômeno contido nos limites do protestantismo e suas seitas. Com o Vaticano II porém, a modo de metástase, é algo que se infiltra na igreja Romana ou numa igreja apostólica que fora Ortodoxa e Católica e que ainda aspira colocar-se tal.

Portanto, sejamos romanistas ou não, do nos resta avaliar esse desborde, em termos de fé, como um avanço da apostasia, em termos de cultura como um retrocesso, em termos de ética humanista como uma calamidade, em termos de política como algo trágico... Que ora se manifesta com absoluta plenitude, em 2026.

Como disse não terminou e com a queda da URSS a ideia era avançar sobre uma igreja Ortodoxa debilitada pelo comunismo e transforma-la também numa colônia, com que sabotar a cultura e submeter a Rússia e demais países do Leste. 

E a sofisticação aqui está em ter consciência de que as sociedades Ortodoxas não estão no acesso do protestantismo, e por extensão, da cultura Yankee. Sendo necessário usar Roma, por via do ecumenismo, com meio ou instrumento para atingir a Ortodoxia. 

Estando as coisas hoje neste pé. Já não se trata de Roma como portadora de novidades romanas no plano da fé, como no passado. Hoje é bem outra a realidade, posto que é Roma portadora da modernidade, do americanismo, de uma dada cultura, de certos princípios e valores, de um espírito protestante enfim. Temos portanto, após o Vaticano II, uma realidade deveras mais grave quanto a Igreja Romana.

Como dissemos a igreja Ortodoxa não somente permaneceu incólume como logrou reconquistar seu espaço na Rússia e, como guardiã, manter a cultura daquela sociedade a salvo da maré americanista que sem parar submergiu uma Europa desorientada e atemorizada pelo islã.

Ao contrário dessa Europa alheia aos fundamentos de sua cultura, a Rússia logrou encontrar a si mesma e conservar sua autonomia política.

E a tal missa Tridentina?

Eu a encaro como um fator de resistência cultural e como algo potencialmente fecundo, pelo simples fato de reportar a identidade i é a tradição, e em última análise a metafísica encarnacionista, nicena ou atanasiana, com todo seu patrimônio simbólico e as temidas recorrências para o Americanismo e o SIONISMO.

Parte da comunhão apostólica Romana pode afastar-se do ideal 'comum' que lhe foi imposto e mesmo sem exercer oposição cerrada, alijar-se das ideologias acima nomeadas e, como espécie de terceira via cultural e social, voltar-se para si mesma, sobre seu passado e fechar-se. Isso a ponto de recuperar a Europa ao islã e frear o avanço das seitas protestantes... Impondo uma perspectiva diversa ou criando novas possibilidades.

Isso num momento em que americanismo e sionismo, precisam de aliados ou melhor de agentes úteis para opor ao islã na Palestina. 

É todo um temor fundado, por parte dos americanistas e sionistas que, rompido o bloqueio ecumênico ou repudiado o novo dogma maçônico, produza-se alguma alteração cultural mais séria, tipo uma tomada de consciência pela Europa, a exemplo da Rússia... A existência e ação da igreja Romana mantida pelos tradicionalistas bem poderia ser o agente dessa transformação.

A semente de algo grandioso em termos de cultura e política. Isto poderia ser o tradicionalismo... Apesar de suas limitações, como o moralismo ou a falta de tato no âmbito da economia, ou ainda a concepção ingênua e tosca de bíblia unitária...

Talvez por isso as potências supremas da pós modernidade tenham 'sugerido' ao Papa romano que contivesse os lefrevianos e os excomunga-se. Muito provavelmente o ato absurdo não partiu do papa romano porém de seus patrões, com os quais colabora desde os anos 60 e segundo o modelo daquele que foi parceiro de Reagan e Tatcher.

O 'pedido' de condenação partiu certamente desses poderes obscuros, temerosos de que aquela grande igreja recupere sua identidade e força. Pois americanismo e Sionismo ficariam desfalcados perante o islã e a existência de Israel ameaçada.



quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo - A tática e o processo.

Já mencionamos as lágrimas derramadas por Roosevelt na Patagônia, e que ele colocou as coisas em termos bastante precisos: Impossível realizar o 'Destino manifesto' e dar largas a doutrina de Monroe (América para os Norte americanos.) enquanto a América latina estivesse, espiritualmente, sob o jugo, da então forte e poderosa igreja romana, a qual, ao menos em parte, plasmou-lhe a cultura.

De fato, enquanto consciente foi de que seu projeto sócio cultural, autenticamente Cristão, era incompatível com o projeto sócio cultural protestante, a Igreja romana estimulou sua clientela a repudiar o modo de vida yankee e a fixar-se em suas tradições, criando, para os imperialistas culturais, uma barreira instransponível. 

As coisas só começaram a mudar, muito ligeiramente, ainda no século XIX, a partir do positivismo\cientificismo, que é uma corrente filosófica ou melhor dizendo, uma ideologia, alias (Por não ser Ética ou idealista.) totalmente acrítica face a estruturas dadas, como o capitalismo. Podemos dizer assim que os ventos que iniciariam as tempestades sopraram da Inglaterra e Alemanha protestantes para a França e da França para o Brasil ou a América latina.). 

No entanto como era o positivismo uma doutrina acessível apenas aquelas elites, que sendo tanto mais instruídas, aspiravam destacar-se do grosso da população ou da gente pequena e 'supersticiosa' não logrou conquistar as massas daqueles tempos. Nem por isso foi socialmente inoperante, pois trouxe consigo o que chamamos de progressismo ou a tara por mudanças e novidades, identificadas com o progresso. Tornando assim, ao menos uma parcela das pessoas, receptiva ao protestantismo, ao capitalismo (Quase sempre identificado com o 'progresso', quiçá devido ao escravismo.), ao anarquismo, ao comunismo e ao quanto partisse da civilizada Europa... 

De fato tais ideologias seculares aqui chegaram e com ela algumas novidades religiosas, como protestantismo e espiritismo. Curiosamente, este último, devido a certas deficiências da fé romana (Agostinianismo, infernismo, expiacionismo, etc) perfilhadas e acentuadas pelas seitas protestantes, obteve, a princípio mais sucesso, inclusive entre as elites, não tardando a rivalizar com o positivismo e com ele conflitar. 

Ademais, com aquele jeitinho peculiar, criaram os brasileiros uma solução de compromisso que chegou a ser eclética: Ficaram com a Teologia, Cristologia, sacramentologia e culto romanos, os quais associaram a uma antropologia, a uma soteriologia e a uma escatologia mais saudáveis, derivadas do espiritismo. E a coisa prosperou por mais de meio século, chegando ao auge nos anos quarenta e cinquenta... Aqui no litoral de S Paulo essa curiosa tendência recebeu o nome de espiritólica.

Outro o caso do protestantismo, o qual em que pesem as afinidades citadas e um plano muito bem delineado, não logrou conquistar a simpatia dos brasileiros e a expandir-se, como era esperado. Pois as dissemelhanças (Por exemplo em torno da Eucaristia, da Santa Virgem Maria, do ritual da Missa, das ordens religiosas, das festas, etc) face ao romanismo, eram igualmente consideráveis.

E assim foi até o Vaticano II ou até os anos cinquenta, permanecendo o protestantismo entre nós como uma seita minoritária e inexpressiva. De modo geral tal era a situação vigente em todas as partes do mundo Cristão, sendo que parte do clero romano não cessava de precaver as ovelhas do papa contra as investidas dos filhos de Calvino, mormente relembrando tudo quanto os líderes protestantes do passado haviam feito contra tais sociedades em termos de agressão ou ataque. Assim os papistas suíços não esqueciam a 'jihad' zwingliana contra os cantões romanos, os franceses memoravam frequentemente as guerras de religião e a solidariedade dos protestantes franceses para com a Inglaterra, os portugueses o assassinato dos Jesuítas comandados por Inácio de Azevedo e nossos brasileiros as malignidades e torpezas cometidas pelos calvinistas holandeses no Nordeste, especialmente a carnificina de Cunhau, etc Tais memórias, mantidas vivas pelo clero, funcionavam como uma espécie de vacina ou imunização face a sanha dos missionários protestantes enviados para todas as partes do mundo cristão.

E a presença da igreja papa, como a da igreja Ortodoxa, se mantinha firme e pujante em seus domínios, em que pesem as investidas protestantes. Investidas que entre nós se intensificaram mais e mais após a proclamação da República - De par com certa tendência a imitação política e a ideologia pan americanista > Face as quais Eduardo Prado elaborou a magnífica "Ilusão americana" censurada aqui no Brasil (Marquem isto) e por isso editada em Paris. Foi a primeira tentativa - Feita entre nós! - de se tentar compreender uma dada situação social e política a partir da cultura, numa perspectiva remotamente, ouso dizer, weberiana. Posteriormente Pedro Calmon editou algo semelhante, porém com uma conotação tanto mais política e formal.

Foi quando Carlota Kemper e Márcia Brown, transladaram-se para nosso país, mais precisamente para o estado de S Paulo, trazendo em suas malas aqueles planos de conquista, sempre associados (Desde a Inglaterra de Cromwell) a reconstrução da 'Santa' Genebra de Calvino, ou seja, daquele califado protestante que Pierre Van Paassen ousou chamar de 'primeiro campo de concentração da história.'.

Eram todavia, tais planos, ao menos naquele momento, utópicos e inexequíveis.

Tal o panorama pelos idos de 1900 - 1911... conforme as estruturas daquele velho mundo.

No entanto anda a carruagem...

E de seu andar (Segundo Werner Sombart - Pelas trilhas do capitalismo cf Luiz Araquistain) resultou aquela calamidade monstruosa a que chamamos primeira grande guerra, e Verdun, e etc. Nem quero salientar aqui a responsabilidade do protestantismo quanto a formação do espírito belicoso (Odinista) germânico ou do nazismo e quanto a primeira culpa ou acusação vocês podem ler os panfletos editados pelo Pastor protestante (Repito pastor protestante) Mounier, naquele período (Cito apenas Mounier porém diversos outros pastores franceses expuseram claramente o papel de sua querida religião face a gênese daquele conflito.). Novidade alguma pois o belo protestantismo já havia, no século XVI, detonado as guerras francesas e no século seguinte, brindado a Europa com a guerra dos Trinta anos. O fanatismo protestante - Alimentado pelo antigo testamento. - sempre que não logrou obter o poder político, acionou guerras fratricidas, tal e qual busca fazer no Brasil contemporâneo.

Lamentavelmente, a guerra do capitalismo e do protestantismo, atingiu nações romanas e Ortodoxas, as quais dela saíram arrasadas. - A Rússia por exemplo, foi por ela (Por uma guerra protestante e capitalista.) arrastada ao bolchevismo... - E dela emergiu, assombrosamente, uma Europa em ruínas com catedrais devastadas. 

Fato é que essa conflagração produziu entre os europeus, fossem positivistas ou romanistas, um eleito metafísico quase místico - Misto de derrotismo, nostalgia, angústia... O qual veio inclusive abalar a toda poderosa igreja papa, a qual saiu deste cenário um tanto combalida. Que dizer então do anglicanismo ou das seitas históricas europeias. Bem, o que se seguiu foi um dilúvio de ceticismo, incredulidade, materialismo, etc em benefício, não do cientificismo otimista - Com sua Era dourada ou esboço de paraíso terrenal. - mas do anarquismo e principalmente do comunismo. 

Obviamente que a Europa também estava financeiramente quebrada. França, Inglaterra e Alemanha perderam, por assim dizer, o senhorio do mundo, o qual em parte passou aos EUA, condição que marcará praticamente todo século XX e que por assim dizer reduz ainda mais quaisquer influências dos países romanos e Ortodoxos num contexto mais global. 

Embora os Lumière tivessem criado o cinema a primeira grande guerra praticamente arrasou as produtoras francesas e italianas do velho mundo. Sendo assim, em 
menos de duas décadas, essa indústria, disseminadora de cultura, atravessou o Oceano e pousou nos braços do Tio Sam - Quem não se lembra do Carlitos ou Charles Chaplin... ou das grandes produtoras cinematográficas como a Metro goldwyn, Fox, Universal, Paramount, etc

A partir de então os modos de vida, crenças, princípios e valores Yankees passaram a circular praticamente por todo planeta e a penetrar as sociedade e populações fossem romanas ou Ortodoxas. Mesmo quando tais pessoas não se tornavam protestantes, assimilavam tais elementos da cultura e acabavam menosprezando as formas tradicionais, relacionadas com a fé religiosa, quando não chegavam a abandonar a própria fé. 

E no entanto a Europa recuperou-se muito rapidamente. E a velha igreja, fiel a sua fé, a sua cosmovisão e a seus ritos litúrgicos - Ainda que fora do cenário político mundial. - detinha certo poder em tais sociedades. Por isso não foi um período de total ambivalência, mas apenas de encontros e aproximações (As vezes meramente práticas.) entre romanos e ortodoxos, romanos e anglicanos, romanos e luteranos, anglicanos e protestantes - Ao menos quanto a Ortodoxia e o romanismo, pois no interior de um protestantismo cada vez mais incrédulo já se postulava o relativismo ecumênico. 

Foi, nas sociedades romanas um período de ambiguidade (Parafraseando Merleau-Ponty) em que sobrepunham-se elementos romanos, regionais, agrários, tradicionais, etc e elementos norte americanos, urbanos, vanguardistas, etc 

O grande erro da Europa daquele período, foi, mais uma vez, deixar-se guiar (A exceção da Inglaterra trabalhista ou fabiana.) - Pela mão Norte americana. - a forma econômica ou economicista ultra liberal. Foram a miséria e angústia produzidas por essa direção que acabaram por lançar as massas trabalhadoras - Frustradas com uma democracia meramente formal ou policial. - nos braços dos autoritários e assim, sucessivamente, de fascistas, nazistas e comunistas, os quais acenavam com direitos. Este cenário é de importância crucial para compreendermos a vulnerabilidade de quaisquer democracias pautadas no modelo econômico liberal ou na tirania do mercado - Pois foi semelhante estado de coisas que favoreceu o fascismo e o comunismo.

Foi nesse contexto que estourou um conflito internacional ainda mais virulento, com a segunda grande guerra. Da qual a Europa saiu praticamente aniquilada e os EUA afloraram como a principal potência econômica mundial, em oposição a URSS ou ao bloco soviético do Leste. De imediato iniciou-se o período a que costumamos chamar guerra fria e no qual o Ocidente (Com uma Europa ocidental, reconstruída e assim colonizada - Pelos EUA) passou a encarar os EUA como heróis ou defensores e a dita URSS como as 'bruxas de salém' i é como algo essencialmente maléfico, embora fossem esses EUA que lançassem armas químicas e bombas de Napalm no Vietnan. 

Os anos 50 foram o auge do sincretismo sócio cultural no Ocidente, pois embora a Igreja romana ainda se mantivesse íntegra, havia já perdido todo seu imenso poder. Naturalmente que ignoramos o futuro e que os positivistas, liberais, anarquistas e comunistas que conjuntamente atacavam a velha igreja jamais poderiam imaginar que o protestantismo, e logo os EUA, tirariam imenso proveito de sua queda. 

Numa escala sem precedentes a imprensa Norte americana apoderou-se do mundo como jamais havia sucedido antes. Limitando-se ao Brasil, nossos meios de comunicação obtinham ou melhor adquiriam $$$ todas as notícias internacionais dos veículos Norte americanos, pelos quais eram filtradas ou coloridas. E o resultado disto era sempre o mesmo: Satanizar a URSS ou a China e seus satélites. Não que o comunismo fosse bom ou que tais sociedades fossem modelos harmoniosos de convívio - Nada mais distante da realidade. Eram nações ou países problemáticos, cruéis, etc No entanto, a imprensa Norte americana, selecionando os fatos apresentados ao grande público, conseguia carregar ainda mais as tintas ou como já dissemos 'demonizar' seus rivais e auto promover-se.

Sim, auto promover-se. Pois enquanto a imprensa 'real', das notícias silenciava sobre todas as mazelas presentes no Império, a ficção cinematográfica apresentava-o como um herói ou como defensor das liberdades e direitos - Inclusive por meio das famosas películas de Faroeste, em que os naturais daquele país ou os católicos do México (Álamo) eram apresentados como bárbaros escalpeladores ou cambada de bêbados... O que teve continuidade nas décadas seguintes, justamente com os comunistas ou russos assumindo o papel de vilões, como nas películas do 007, Rambo (1982), Braddock (1984), etc Foi assim que consolidou-se entre as massas a imagem do Yankee como herói, amigo das liberdades, defensor da democracia, etc e a de seus adversários: O indígena, o mexicano ou o comunista, como a mais pura expressão da malignidade humana.

O que certamente não te contaram e o que as massas deslumbradas com as luzes e efeitos especiais de Holywood jamais vieram a saber é que num determinado momento os yankees do general Custer 'monopolizaram' por assim dizer o escalpo, passando a cortar o couro cabeludo dos homens e as partes pudendas as mulheres e colocarem-nos sobre suas cabeças. Isso, naturalmente, após os terem massacrados. O que você não avaliou com a devida atenção é que os EUA, sendo responsáveis por lançar bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, perpetraram o assassinato em massa de dezenas de milhares de civis inocentes. - Noutras palavras, os exatos e mesmos crimes de guerra, contra os direitos inalienáveis da pessoa humana, que os sionistas estão cometendo, neste mesmo momento, lá na faixa de gaza... E adivinhe com o apoio de quem...

Basta folhear os jornais brasileiros daquela década. Todos os dias uma enxurrada de artigos políticos provenientes dos EUA. Todos os dias a exibição de Filmes Norte americanos nos cinemas (Mais tarde nas TVs - Veja por exemplo a Tela quente ou a Sessão da tarde.)... Todos os dias a apresentação de músicas Norte americanas, como o tal Rock and Roll.. Tudo regado a Coca cola e, pouco mais tarde, encerrado no Mac Donalds com sandubas e batatas fritas... Foi toda uma época em que os costumes e práticas daquele país foram introduzidos a golpes de martelo nas sociedades romanas e ortodoxas de todo mundo, particularmente na América.

Diante da implantação da cultura Yankee, pelos meios de comunicação, em nosso país, como nos podemos admirar de que Vargas (Já em 1954) após ter experimentado grande pressão, tenha tirado a própria vida ou de que, dez anos depois, o discurso da ameaça comunista (Made in EUA) tenha produzido fruto e terminado num fatídico golpe de Estado com efusão de torturas e assassinatos...
Acaso não foi também Peron, alijado do poder no país vizinho...

E no entanto, pasme leitor, até o final daquela década - Sob Pio XII - a igreja romana ainda andava em seus próprios trilhos (Havendo inclusive uma doutrina social que exasperava os capitalistas!), as sociedades romanas não cediam a intifada protestante e parecia longe o dia em que tais sociedades se converteriam num Alaska, num Hawai, num Texas ou num Porto Rico. E por que...

Porque o Vaticano II ainda não havia implodido o culto litúrgico e acenado com a bandalheira ecumênica.

Não preciso insistir que tal concílio foi feito, com objetivos sócio, político e econômicos, sob o toque da maçonaria (Bea, Bugnini, etc) e pressão (Ou negociatas) política de Washington. Os EUA tinham sociólogos da gama de uma Ruth Benedict - Roma pelo visto não os tinha ou tem. O objetivo, desde o começo, foi bastante simples: Eliminar tudo quanto, no romanismo, incomodava a consciência protestante i é toda aquela linguagem simbólica que mantinha viva a identidade da comunhão romana, produzindo na clientela uma sensação de pertencimento. Diante disto foi decretada a morte da tradição em benefício da inovação, logo em benefício dos modos norte americanos, do que temos exemplo na RCC... Movimento que introduziu modos não apenas protestantes porém pentecostais (Como músicas, ritmos, objetivos, etc) no seio daquela igreja apostólica, convertendo-a em vetor universal de americanismo...

Em pleno processo de americanização da América latina perdeu ela o único ou pelo menos o mais poderoso elemento em termos de resistência cultural: A fé papista. Desarraigada a tradição, perdidos os costumes, comprometida a cultura, combalida a fé, etc iniciou o protestantismo sua escalada incessante em nossos países... Porquanto os EUA não cessavam de enviar embaixadores sob a alcunha de pastores - Tal e qual fora feito anteriormente no Texas, no Hawai, no Alaska, em Porto Rico, etc

Em meio a proliferação das seitas já aqui aclimatadas - nos anos 90, idealizaram os nossos protestantes a operação tempos de colheita, criando a sinistra ''bancada evangélica" com seu éthos puritano\capitalista e seu projeto teocrático i é o objetivo de substituir nossa Constituição pelo antigo testamento, alçar os pastores ao poder (Ou estabelece-los como juízes de moralidade pública.) e obter privilégios políticos. Qualquer semelhança com a sinistra Teologia do domínio não é, de fato, mera coincidência porém algo muito bem urdido e planejado.

Desde os anos 90 temos entre nós um projeto teocrático em construção, ora sob a direção marcada do bolsonarista Silas Malafaia e a palavra de ordem, contra o laicismo, a democracia e a soberania nacional é golpe. E a grande prova disto é que no dia da pátria, isto é no 07 de Setembro, após terem orado com seus pastores e gritado o nome do líder, ostentaram uma gigantesca bandeira Norte americana na avenida paulista, além de terem ovacionado publicamente Donald Trump, líder daquela potência estrangeira que ameaçou taxar nossa amada nação! E lá berrou o mesmo líder golpista e criminoso, dizendo estar sofrendo perseguição religiosa> Quando na verdade esta fazendo uso da religião para poder sabotar livremente a soberania desta república e permanecer impune... O próximo passo desses fanáticos orquestrados pelos pastores quiçá seja pedir socorro aos Norte americanos, convidando-os a salvar nosso país do 'comunismo' kkkkk Tudo com o objetivo de transformar-nos num novo Texas...

Lastimável é que contém, esses fanáticos protestantes, com a adesão e colaboração de espíritas, romanistas e Ortodoxos - Sempre é claro, por via do ecumenismo 'made in masonry'... Mesmo porque a maçonaria substituiu a igreja romana como poder universal - E nem preciso dizer que seu centro e coração se encontra nos EUA... País do qual, como a ONU, não passa de braço ou apêndice a controlar, em maior ou menor grau, as sociedades ocidentais. Claro que não se pode provar absolutamente nada a respeito dela, pelo simples fato de ser uma sociedade secreta ardilosamente organizada. 

Foi por meio dessa organização que o ecumenismo foi injetado na igreja romana em benefício do protestantismo ou de sua cultura i é dos EUA e enfim do sionismo. 

Continua


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  • Protestantismo
  • Conservadorismo
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  • Pós Modernismo
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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo... A Ingenuidade apostólica romana - O ódio a ortodoxia, a satanização da Rússia...

Cá estamos novamente... Não trilhando a senda do conspiracionismo, das lendas ou dos mitos, porém partilhando conexões e buscando esboçar uma visão geral ou de totalidade quanto a História do século XX e os percalços porque passamos neste momento, tão invulgar, vulnerável, delicado e perigoso, alias, calamitoso por sinal.

Elenquemos e juntemos as peças deste grande quebra cabeça...

- A Rússia esta sendo satanizada (E ameaçada!!!) pelos EUA, devido a defesa de seu território e sua cultura, ameaçadas pela atitude da Ucrânia, posta por um presidente sionista, na direção da UE e logo na direção da OTAN, uma vez que a Europa continua a ser aquilo em que se transformou logo após a segunda grande guerra: Um capacho, quintal, apêndice ou terreno dos EUA (E nos estamos referindo a nações tradicionalmente apostólicas romanas.).

"Devemos aceitar a liderança dos EUA e colaborar com essa nação." é o que foi dito por um alguém da estatura de Salazar, líder daquela nação que iniciou as grandes navegações e descobrimentos... E por ai se avalia o nível ou grau de infecção americanista na Europa desorientada. Aliás agora mesmo, há em Portugal, lusos, insuflados pelos nosso bolsonáricos (Maior parte deles apóstolos de seitas protestantes brasileiras na ''Terra de Santa Maria"), pedem as expulsão dos brasileiros lulistas ou petistas, enquanto os sionistas e norte americanos (Através da repartição chamada ONU) atulha o pobre Portugal (E todo resto da Europa papista e Ortodoxa.) com radicais islâmicos.

E lá já os maometanos radicais invadem capelas, cemitérios, etc erguem minaretes, recitam a shahada, etc - Mas alguns lusos acreditam que o problema são os brasileiros petistas ou lulistas, alguns dos quais, de fato e muito ridicularmente flertam com a abominação islâmica. Se bem que a maior parte limita-se a postar-se em favor da população civil Palestina (Em parte Cristã romana ou Ortodoxa, alias.) contra o genocídio perpetrado pelos sionistas com apoio dos americanistas, o que algo totalmente distinto.

Mas tornemos a Europa> A Europa atraindo Ucrânia a UE, lamentavelmente atraiu-a ao Império dos EUA e a seu braço OTAN, uma organização bélica tão ociosa, inútil e sem sentido quanto por exemplo o ofício de 'feitor de escravizados'... Posto que não existe mais URSS e a atual Rússia está longe de ser comunista ou qualquer coisa do tipo.

Vemos assim que o 'problema' parece se a própria Rússia Ortodoxa de Dostoievsky, com sua cultura, identidade, etc - Coisa que os países apostólicos romanos ecumenizados e modernizados vão já perdendo a tempos, na medida em que se enchem de seitas protestantes e penetras muçulmanos... 

Assim do fechamento da Russo (Ao contrário da pobre Ucrânia, cujo histórico tem sido bem outro.) as promessas do ecumenismo, isto é, ao uniatismo romano, a pastorada norte americana e as hordas muçulmanas tem resultado forte oposição aos anseios sionistas e Yankees: Despejar os jihadistas noutros cantos kkkkk ou converter o terreno em subúrbio\colônia 'made in EUA' - De fato a Rússia, como a Ìndia e a China não sorriram a tais futuros ou projetos ocidentais e se voltaram para suas respectivas culturas amparando-se mutuamente, o que atraiu a fúria do Tio Sam e de sua cadelinha, a Europa...

Data vênia, pois a Espanha (Porque esse pais se mantém grande parte apostólico romano e é um Centro de estudos filosóficos não modernistas e humanistas.) ousou erguer sua cabeça e tecer críticas ao poder despótico de Washington, sendo por sinal ameaçada. Deve ter ela se lembrado da Guerra Hispano americana ou das crueldades feitas pelos Yankees quanto da tomada das Filipinas, inclusive com a profanação em massa de Igrejas e mosteiros romanos pelos oficiais protestantes do exército Norte americano...

Que se compreenda o esquema atual - Uniatismo > Protestantismo > Americanismo > Sionismo... O mesmo inimigo, aquele império implacável, que com a sabedoria da Dr Ruth Benedic, soube cooptar o Japão após a segunda grande guerra, conhece perfeitamente o caminho. Quanto a pobre américa latina foi curto e grosso, e após comprar, aliciar ou seduzir a igreja papa enviou sua horda de pastores, como esse Silas Malafaia que aí esta convulsionando a
República. Para a Rússia no entanto só poderia usar e ampliar a  brecha que lá existe: O uniatismo (E se o papa Francisco não foi comprado ou intimidado não entendeu a estratégia.) e a partir dele empurrar ecumenismo, modernismo e enfim, debilitada a consciência Ortodoxa e fragilizada a cultura, 'Toque final' enviar seus janízaros... 


E aqui, a suprema infâmia e vergonha é que muitos dos zumbis protestantes ou americanizados ainda ousam relacionar a Rússia atual, a Rússia Ortodoxa, a Rússia precipuamente Cristã e firmemente Cristã, com (Pasme!) comunismo, reeditando o discurso embolorado dos anos 50 e 60 com o objetivo de instilar ódio nas massas ocidentais... O que por sinal supõe um alto grau de massificação, idiotismo ou estupidez implementada por demagogos, patrões e pastores em tais sociedades, a exemplo da nossa...

Quiçá resíduo de tradição calvinista ou puritana os EUA levam adiante, fielmente, a prática da satanização - Sendo assim sempre precisam de um inimigo ou opositor de modo a produzir um pavor que penetre até os ossos... De fato a farsa puritana tem por tônica o medo ou o terror. Começou de fato com o Satanás - De que resultou o tragicômico espetáculo das garotas de Salém... Passou nos dois séculos seguintes (Pasme de novo) ao papa romano, ora aliado... Até tocar ao comunismo (Que tantos benefícios tem trazido ao império Yankee - Creio que os bolchevistas deveriam até receber dividendos ou pensões.) e agora ao islã, neste caso ao menos com certa verossimilhança. 

Todavia, apesar de Maomé, é ainda a Rússia satanizada por tabela, mesmo que por lá não haja sombra de comunismo ou mesmo marxismo... O caso aqui é que a Rússia de Putin recusou a deixar-se colonizar ou a embeber-se de americanismo: Rock and roll, coca, mac Donalds, Holywood... e é claro, seitas protestantes.

Nesse contexto Trumpalhão acabou de dizer que Rússia e Índia foram perdidas para a China - Pura bravata... Cada qual tem sua identidade própria: Uma é Politeísta, com seus milhares de deuses e outra Católica Ortodoxa, fiel aos ensinamentos de Cristo... De comunistas uma e outra nada tem. Todavia amparam-se política e economicamente, exercendo fraternidade... Além disso, a China atual, ainda que oficialmente comunista, conserva muito mais de sua identidade ancestral do que o japão americanista. Por sinal ambas as três sociedades (É o que tem em comum e o que deveria ser resgatado pelos países romanos da Europa e pelo Brasil.) lançaram-se nos braços de suas respectivas tradições culturais com o marcado objetivo de não se tornarem províncias culturais - Em seguida econômicas e quiçá políticas. - dos EUA.

- Israel determinou que nossos Cristãos Ortodoxos e mesmo os rumi abandonem Gaza e determinou o extermínio dos que se recusarem a obedecer.

Enquanto elaboramos este artigo os nazi sionistas, com apoio dos protestantes e proteção dos EUA, estão a bombardear o bairro Cristão de Al Zeitoun, tendo já bombardeado antes a Igreja de S Porfírios. 

O que patenteia muito claramente qual o propósito do Estado sionista quanto aos Cristãos das redondezas: Exterminar os que convivem a margem do islã ou mover os radicais islâmicos contra eles, exatamente como tem sido tradicionalmente feito no Líbano e na Síria, sempre com a mão oculta dos EUA...

Durante muito tempo a Cristandade Síria - Até antes da defecção Ucraniana. - foi preservada de tais calamidades somente graças aos esforços da Rússia e de Putin, o qual manteve os Assad. Agora a sinistra política dos sionistas e norte americanos converteu a existência dos Cristãos sírios num inferno, e tal parece o destino reservado a nossa infeliz Europa, onde se acham o Museu britânico, o Louvre e a biblioteca do Vaticano...

Apenas a Espanha, ainda meio Cristã e parte romana, parece ter percebido o sentido de tudo isto e ousado, em certa medida, tecer críticas a Israel e se opor aos EUA, enquanto todo resto da Europa permanece cego.

Pois neste exato momento uma parlamentar 'britânica' acaba de tomar posse com o Ijab após beijar o Corão. Isto na terra de Ricardo Coração de Leão! Onde o Cristianismo remontaria a José de Arimatéia! E que já esteve coberta por soberbas catedrais...

Como chegou a Inglaterra a tão poucos passos da tenebrosa Sharia...

Simples> O protestantismo por um lado, já no século XVIII, produziu alentado surto de incredulidade entre as pessoas instruídas e a outro penetrou o anglicanismo, que penetrou e contaminou parte do papismo, e assim, via modernização e ecumenismo, toda a Inglaterra foi levada a apostasia, a descristianização e a irreligiosidade, de que tira benefício o proselitismo islâmico, a ponto de assustar nada mais, nada menos do que Richard Dawkins - O qual reclama dos Cristãos e até mesmo dos Católicos mas bem sabe o que a Sunah ou a sharia reserva aos ateus...

Outra não é a condição da França, debilitada pelas pseudo filosofias em geral importadas da Alemanha (E geradas pelo protestantismo a partir de I kant), pela maçonaria, pelo modernismo, pelo anarquismo, pelo comunismo - Todos adversários ferozes do papismo... E enfim, derrubada e prostrada pelo pelo próprio papismo i é pelo ecumenismo e pelo modernismo, os quais desampararam sua cultura ancestral > Como foi percebido muito claramente pelo atilado Gustav Thibon...

Dos dois lados da mancha julgaram os intelectuais ateus, materialistas e incrédulos das diversas correntes que tal seria o fim da História... até que em meio a toda essa balbúrdia ou zona imiscuiu-se o Corão. Sem que a extrema esquerda, o papado ou os cientificistas\positivistas abrissem os olhos, e esse Corão se fixou e avança - A ponto dos EUA, via maçonaria:. ONU, despejar uma multidão de emigrados jihadistas, buscando amenizar as coisas para Israhell... Nada mais útil do que desviar as ambições agarenas para a pobre Europa sem fé, identidade ou esperança e converte-la em moeda de troca. Isso jamais sucederia sem ecumenismo ou Vaticano II, saibam os apostólicos romanos daquelas paragens.

Na Europa os Le Pen tem razão e plena razão, é vital lutar pela cultura e por limites ou, se possível, extirpar o islã (Não assassinando os muçulmanos mas enviando-os de volta a seus países de origem ou aos países Árabes, Arábia, etc). Todavia apenas a reconciliação de um romanismo reconciliado consigo próprio i é não ecumênico, não modernista, liturgicamente restaurado, etc poderia tornar efetivos tais esforços e salvar aquele continente e aquelas sociedades. Para isso o Vaticano II precisa ser decididamente abandonado e o americanismo condenado - Tolice buscar alijar o islã e assimilar o congênere protestantismo... Pois o protestantismo e o capitalismo estão na gênese desta calamidade. Tornará a Europa a ser genuína ou integralmente romana (Ou Ortodoxa por conversão) ou se transformará num califado! Não há outra opção ou terceira via. Foi aquele continente traído e vendido pelos sionistas e Norte americanos, os quais enquanto apontam para a Rússia Cristã, enfiam sorrateiramente mais e mais agarenos naquelas paragens.

Digo mais, é um ciclo inelutável: Do protestantismo ao materialismo, ateísmo e incredulidade e daí ao islã... Será assim no Brasil e em todo resto da América latina caso o protestantismo e o americanismo continuem seus estragos: Após os bolsonaristas e malafentos virão os cadis e ulemás com sua maldita sharia, se envolverão na política, empregarão a violência e mergulharão a república em sangue com o objetivo de instituir um califado - Os pentecostais e calvinistas são apenas prelúdio de maiores sofrimentos e por isso nós, como os europeus e a exemplo dos russos, indianos e chineses precisamos nos voltar para nossas tradições e cultura, seja quanto ao aspecto religioso (Aderindo a fé Ortodoxa ou a um romanismo tradicionalista.), filosófico (Cultivando a Filosofia greco romana), literário (Valorizando nossa lingua e nossos autores clássicos.), artístico (Repudiando a arte moderna), etc

Entrementes um rabino acaba de declarar, numa palestra, que deseja que este nosso mundo mergulhe numa terceira grande guerra mundial, a qual acabe de uma vez com o que resta da Europa católica e com os países pagãos (Ìndia, China, etc). Novidade alguma debaixo do sol... Pois entenda-se que uma guerra total e grande devastação da Europa colocaria em risco instituições como o Museu Britânico, o Louvre, as Bibliotecas e Paris e do Vaticano, a Pinacoteca e Gliptoteca de Munique, Universidades com Oxford e Louvain, Associações como Juan March, Claudio Venanzi, Raízes de Europa... - Enfim seria algo equivalente a destruição da Biblioteca de Alexandria pelos muçulmanos. E o cérebro da humanidade estaria perdido... E nossa identidade histórica destruída.

- Trump ameaça China, Rússia, Brasil e Venezuela...

Umas com taxas, multas, etc ou terrorismo econômico e outras com armas, e pasme: Desta vez sem usar a ONU ou pedir-lhe fingida autorização - Posto está que se a ONU não fosse, também ela infelizmente, mero braço do imperialismo yankee, a farra feita por Israhell na Palestina já teria cessado...

A ONU no entanto permanece muda, surda, cega e calada, em mudo silêncio e total indiferença face a tão horrenda carnificina... Até mesmo, repito, quando um bairro Cristão, com centenas de civis inocentes e crianças indefesas é pura e simplesmente apagado da face da terra.

Portanto a farsa da ONU, enquanto autoridade neutra ou não engajada, caiu por terra - E nem é por acaso que a sede dessa organização, ao invés de ser rotativa, se encontra justamente em território estado unidense... Bingo

Assim, o projeto de Hitler inacabado, que atacar Rússia, China e Índia porque criaram uma moeda forte e uma economia paralela que não depende do Dólar ou da Bolsa de NY. Quer atacar Brasil porque está dando ao mundo um exemplo de resistência democrática contra um imitador seu e entusiasta de sua cultura. Quer atacar sobretudo Venezuela porque detém a maior reserva de petróleo do planeta, a qual bem poderia, ao menos por alguns anos, salvar o império do colapso, posto que em crise já está e que só se mantém devido ao servilismo e decadência da Europa...

Quanto a infeliz Venezuela é a mesma parlenga sacrílega de sempre, em torno de supostos ideais democráticos. Dizem assim querer levar a liberdade aos venezuelanos, quando querem na verdade (Como vampiros que são.) roubar petróleo. É puro e simples roubo, mas... para tanto se dá razões, e terão os venezuelanos que pagar caro ou em ouro negro por sua liberdade. Caso fossem uns pobres f. e sem petróleo o império prestaria atenção neles... Como a sanguessuga bebe sangue o império bebe petróleo.

Apesar das lágrimas do primeiro Roosevelt - Que as derramou na Patagônia, cogitando que o restante da América jamais pertenceria a Washington, justamente por estar sob o domínio da Igreja romana - a vinda dos pastores e a invenção do ecumenismo facilitou muito as coisas. Criando um Estado dentro do Estado em diversos países da América latina... Como a BRÉIA, a IURD, o PL, etc entre nós... Em detrimento de nossa soberania.

Disto resulta um embate, em cujo bojo estamos nós, mas que ainda não foi decidido. É necessário que o buraco infernal seja tapado. E para tanto é preciso que os liberais ou democratas do STF coloquem o embaixador de Trump, golpista e agente de potência estrangeira - Juntamente com seus indignos colaboradores - atrás das grades! Só assim lograremos conter o afã teocrático dos nossos yankees honorários, chefiados pelo Ali babá Malafaia...

É algo que hoje cobre, em diferentes níveis ou graus, a América como um todo, uma espécie de lepra da qual devemos ser nós purificados, quando nos voltarmos novamente, para nossas tradições e cultura.

Exemplos trágicos temos já diante de nós, como o Texas, Porto Rico, Hawai ou Alaska... Para onde toneladas de pastores forem enviados com o sinistro objetivo de confrontar a Ortodoxia e o Romanismo e destrui-los para melhor consolidar a abjeta servidão. Pois sem assimilação não pode haver perfeita servidão e conformidade...

Tudo quanto sucede hoje no Brasil nada tem a ver com a quimera do comunismo, cujos adeptos e líderes por sinal, se opõem ferozmente ao governo Lula e ao Petismo. Tudo quanto observamos hoje neste país é reflexo de uma grande batalha travada por toda redondeza do mundo entre EUA, Israel, parte da Europa e o restante do mundo, a exceção do islã (O qual tem seus próprios interesses.). São os estertores de um império esgotado que cai por terra, e os esforços de seu líder para mante-lo...

Continua

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