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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Observando o fenômeno religioso contemporâneo - Salmos, Evangelhos, seios, bundas e finalidade...


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Enquanto faço meu passeio vespertino cruzo com uns seios túmidos ou turbinados cobertos com uns versículos bíblicos tomados aos Salmos.

E como não poderia deixar de ser semelhante contemplação suscita meu senso crítico. Creio-me semelhante a diabetes que minha meu organismo, a qual me faz beber e logo em seguida ir ao vaso despejar... a semelhança do tonel das danaides... Na mesma medida em que leio, estudo ou observo sinto a necessidade de produzir algo, de registrar, de escrever ou mesmo de comunicar, embora a prioridade seja escrever para mim mesmo, e observar as futuras variações.

Por isso os tais seios cobertos por palavras que se creem divinas ou sagradas suscitaram minha reflexão.

Num mundo em que os fanáticos religiosos adoram bater na tecla da finalidade sexual - Em termos de uma estrita ortodoxia - penso que não seja honesto, mas leviano, restringir a tal finalidade a esfera da sexualidade humana. A coerência nos obrigaria a aplica-la as demais esferas da existência, assim a própria fé e seus veículos.

A leviandade e a incoerência no entanto parecem ser os pecados originais deste triste tempo.

Antes de tudo, quando contemplei aqueles seios, que muitos consideram como belos e que noutros tantos suscitam impulsos eróticos, e li as palavras gravadas sobre eles - Que bem poderiam ser: "Quem tem sede vem a mim e beba.", "Minha carne é verdadeira comida." ou qualquer frase isolada tomada aos Santos Evangelhos - não pude pensar em bundas, pênis ou vaginas... Órgãos contra os quais nada tenho em absoluto, ao contrário dos neo maniqueus.

Tudo quanto pensou Deus e chamou a existência, digno e puro é.

Pelo que não haveria maiores problemas, ontologicamente falando, em gravar tais versos, inclusive as palavras do Verbo Jesus sobre os panos ou tecidos que cobrem tais partes. Isto não me indignaria mais do que ve-las gravadas sobre os tecidos que ora cobrem peitos, barrigas ou costas... Para mim dá tudo no mesmo e não há diferença alguma. Se se pode ou deve gravar as palavras divinas sobre determinada peça de roupa destinada a cobrir uma certa parte do corpo pode-se revestir qualquer parte do corpo com tais peças, uma vez que o corpo assumido pelo Verbo Jesus é sagrado em sua totalidade e não há nele parte suja ou menos digna.

Claro que não me refiro aos Salmos ou a qualquer parte aleatória do antigo testamento, pelo simples fato de não ser judaizante ou partidário de um 'corão' cristão... A maior parte dos seios por sinal são mais puros, dignos e belos do que a maior parte das passagens da Tanak ou da Torá, inclusive dos tais Salmos. Não pelos Salmos... Pois como o grande Camilo Castelo Branco - autor do "Amor de perdição" - não os aprecio nem faço caso deles, a exceção daqueles que reportam-se profeticamente ao advento do Messias Jesus. Há por certo um sentido existencial nessas produções judaicas, há religiosidade sincera, grandeza e lirismo, o que por certo faz delas uma obra prima da literatura universal. Não o podemos negar... Todavia como Cristão, Católico e Ortodoxo prefiro e creio mais excelente a produção hinográfica do Cristianismo nascente ou medieval, assim as produções de Efraim, Ambrósio, Romanos, Prudêncio, Damasceno, Germano, André, etc O Simeron, o Akatistos, o Adeste, o Exultet, etc Em tudo isto vejo mais providência, presença do Espírito Santo, significado Cristão e fartura espiritual. Após o Evangelho é a hinografia Cristã primitiva que alimenta meu espírito. Pois o panorama ideal ou ético destes Salmos, em seu quadro geral, é bastante baixo, vulgar e grosseiro, haja visto os tais Salmos deprecatórios, cujo objetivo é amaldiçoar ou fazer mal aos inimigos, quando o abençoado Redentor obriga-nos a abenço-los, a suplicar por eles, a ama-los e a estar disposto a perdoa-los... Ora tais, Salmos, acham-se em franca oposição a este ideal sagrado e por isso, a exceção dos que apontam profeticamente para o Senhor Jesus Cristo, repito - Não faço caso deles, ao contrário dos fanáticos...

Pouco se me dá que sejam impressos em tecidos e ostentados sobre quaisquer partes do corpo humano, sejam elas bundas, barrigas ou seios. O problema aqui restringir-se-a aos fanáticos que encaram tais partes como sujas e irreverentes e os tais Salmos como divinos. Já vimos todavia que a coerência não é padrão para tal tipo de gente ou para as massas.

Outra coisa são as palavras de Jesus Cristo ou as passagens do Evangelho, as quais tomo a sério como coisa preciosa ou como regra de vida. Reconheço, como Liberal convicto, o direito de tais pessoas gravarem versos do Evangelhos ou as palavras Sagradas de Jesus sobre tecidos ou peças de roupa e cobrirem com elas quaisquer partes de seus corpos, mas, discordo resolutamente da prática, na qual não vejo qualquer sentido religioso ou espiritual. Claro que por uma questão de coerência ou de justiça, estendo esta crítica a moda, assumida pelos neo católicos ou carismáticos - Sempre levados a imitar ou assimilar práticas protestantes! - de imprimir as figuras de Jesus, da Virgem ou dos Santos sobre suas camisas ou camisetas, o que dá no mesmo. E como os católicos tendem a ser tanto menos complexados ou incoerentes há cerca de uns vinte anos ou mais, foi publicamente lançada, no programa da falecida Hebe Camargo, uma linha de roupas íntimas ou cuecas que traziam estampadas sobre si as figuras de Jesus Cristo e da Santa Virgem sua mãe. Nesse momento os mesmos puritanos hipócritas que a muito ostentavam as 'Sagradas ícones' sobre seus túmidos seios ou barrigas flácidas, puseram-se a gritar como loucos. Mas... por uma questão de princípios, cara a racionalidade católica, tinha de chegar onde chegou... Tal a imprudência e leviandade dos neo católicos que assumem práticas protestantes e julgam poder conte-las arbitrariamente em seus estreitos limites. Difícil conter os católicos, especialmente os moderados, já habituados a pensar criticamente o quanto não seja dogma...

O que quero dizer é bastante simples, a ponto de qualquer protestante sumariamente letrado ou de qualquer católico nutrido nos elementos do catecismo poder entende-lo ou até de aceita-lo, caso tenha boa vontade. Nada no Evangelho nos indica que as palavras do Mestre Jesus devessem ser impressas sobre tecidos com o objetivo de enfeitar peças de roupas destinadas a cobrir o corpo humano. Não foi certamente com este objetivo, cobrir ou enfeitar os corpos dos crentes, que o Senhor comunicou expressamente seus ensinamentos. O objetivo da palavra escrita é ser conservada fielmente, lida, meditada e enfim posta em prática. Outro não foi nem é o objetivo da palavra ou das cenas de nossa Redenção pintadas nas paredes de nossos tempos, tal o Evangelho dos analfabetos... Tudo isto, estendendo a pregação oral do Verbo foi posto para a leitura, a reflexão e a vida, não para adornar nossas vestes externas e corporais fazendo aparência.

As palavras do Mestre Jesus deveriam ter passado da oralidade original ao papel, as paredes dos templos e dai ao espírito ou ao fundo dos corações, para que se tornando vivas e operantes transformassem este nosso mundo. A modernidade superficial e leviana deu-lhes um novo e estranho caminho: Os corpos e peças de roupa!!! Convertendo-as em modas e pasme, marcas... A partir das quais se toma lucro! Os sectários protestantes já se precipitaram neste abismo farisaico, a ponto de comercializar peças de roupa marcadas com o 'nome' adorável... Aqui nossos amigos ateus, materialistas, agnósticos, budistas, xiitas, etc que por estes e outros motivos descartaram a fé Cristã tem pleno direito de rir, e nós, que ainda temos alguma esperança e que com esperança nostálgicas contemplamos o passado, temos o direito de deplorar e de chorar este hiante abismo de incoerência e leviandade, através do qual o repisado discurso sobre a finalidade,apressadamente traído por seus partidários. Talvez, com Voltaire, seja melhor rir, apenas rir, pelo fato de retermos alguma esperança.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

O espectro do maniqueísmo estatólatra - Satanizando a dimensão sexual da vida...



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É necessário fechar as portas do totalitarismo... Tranca-las, trava-las com ferrolhos de aço, com os ferrolhos do liberalismo, não do econômico e dúbio é claro, mas, com os ferrolhos dos liberalismos saudáveis, do Liberalismo moral, do Liberalismo social e do Liberalismo Político, guardiões de nossa civilização, ou do que ainda resta dela.

Neste sentido toda e qualquer brecha ou fissura deve ser imediatamente denunciada e execrada, por mais inocente que pareça ser. Toda grade inundação ou avalanche começa com uma pequena rachadura ou com uma pequena pedrinha... a qual se vai abrindo, ou rolando, e tudo arrastando em seu percalço e semeando morte e destruição. Tudo no entanto começou com uma gotícula quase invisível ou com um pedacinho de cristal.

Como o menino da fábula há que se por o dedo no furo e ali ficar. Para salvar o dique ou a represa. Não podemos deixar de perceber o desprendimento da pedrinha, e de gritar - Alerta, alerta!!!

É sintomático e doentio que todas as atuais e indevidas intromissões do poder público ou do Estado nas vidas dos cidadãos e em nichos que devem ser regulados pela Liberdade pessoal (Como a moralidade) partam sempre daqueles que condenam as mesmas intromissões no campo divino ou sagrado da economia (Economicistas)... Aspiram estes senhores - demagogos ou fariseus - emancipar as atividades econômicas (Inclusive face a certas exigências ÉTICAS) as custas de outros setores da atividade humana, como a política, a moralidade, etc Até podemos avançar e declarar que boa parte dos liberais economicistas são, concomitantemente autoritários em política (E favoráveis a sistemas ditatoriais ou despóticos desde que canonizem suas opiniões econômicas), puritanos ou moralistas e não poucas vezes fanáticos e intolerantes em matéria de religião.

Engana-se redondamente aquele que faz dos liberalismos um embrulho ou pacote só. Pois as aspirações do Liberalismo econômico são totalitárias e absorventes. Já declaramos um bilhão de vezes - Há um terrível conflito entre os Liberalismos e o pivô é o liberalismo econômico - Prática falaciosa que aspira afirmar-se as custas dos demais liberalismos (essenciais) sacrificando-os.

Este conflito, facilmente negado - Pelos oportunistas do pacote - faz-se cada vez mais patente em todo nosso mundo ocidental, dos EUA ao Brasil, onde vemos os capitalistas unidos e associados não apenas a ditadores, déspotas, tiranos, militarizantes, autoritários e golpistas, mas também a massas e líderes religiosos fundamentalistas, cuja suprema aspiração é criar ou recriar estruturas repressoras e moralizantes nos moldes da Torá ou da Sharia e a partir delas dominar, oprimir e escravizar mentalmente os homens livres, privando-os de sua autonomia. Compreende-se que a religião, através da vida Ética, seja INDIRETAMENTE totalizante - nos princípios e valores éticos que afirma e propõem para seus seguidores. E nisto vemos um bem. Outra coisa é ser totalitária e aspirar servir-se do Estado com o sórdido objetivo de impor uma uniformidade moral, pautada em preconceitos absurdos. Monstruoso é o Estado, por meio dos falsos liberais (economicistas), que dele se apossaram por meio de uma estrutura democrática meramente formal, aproximarem-se deste setor obscurantista.

No passado acreditava-se que os liberalismos essenciais cairiam sob os golpes do Comunismo, do Fascismo ou do Nazismo... Ora percebemos que vacila sob os golpes do fundamentalismo religioso ou sectário (Sempre resistente ao éthos ou a orientação LIBERAL, essencial a vida democrática e fundamento seu), cada vez mais alimentado e apoiado pelos economicistas traidores do liberalismo, os quais querem um Estado mínimo ou policial apenas em termos econômicos ou de propriedade. Desde que possam 'Comprar e vender' - O termo pejorativo é de Confúcio - pouco se lhes dá que as massas ou o povo como um todo seja entregue como rebanho ou gado nas garras dos líderes religiosos sem consciência... Pouco se lhes dá que a Torá ou o Corão prevaleçam política e socialmente desde que se mantenham ricos ou em posse do poder.

A suprema ameaça enfrentada pelos liberalismos essenciais e por toda civilização ou seu projeto é esta sútil aliança entre o banqueiro, o deputado/presidente e o pastor, i é entre o poder econômico (Em posse do político ou no controle) e esta fermentação sectária que demanda por uma estrutura teocrática e, consequentemente, por uma sharia ou inquisição destinada a eliminar os dissidentes e a extinguir as diferenças, até uniformizar moralmente o homem, convertido já em escravo...

O objetivo agora - Pasme cidadão!!! - é queimar dinheiro público favorecendo um determinado ideal - Particular, jamais público! - de éthos sexual: A abstinência ou melhor a continência. Nada de novo debaixo do sol... Parte considerável da igreja romana sempre foi favorável a tal tipo de solução, mas, apenas uma parte ainda menor ou mínima, arvorou-se em dirigir os governos anteriores, tendo em vista esta finalidade. Em geral a igreja romana - fazendo uso de um direito que é seu - limitava-se a orientar seus fiéis quanto a esfera da vida pessoal. O que ora assistimos, trinta ou vinte anos depois, é a atitude concreta de apossar-se do poder público e de volta-lo para uma finalidade que a própria igreja romana, há mais de trinta ou quarenta anos, reconheceu como pessoal. É algo voltado para os partidários de tal e tal agremiação religiosa, não para os cidadãos como um todo. Uma vez que as concepções e valores sexuais são distintos e todos merecem - do ponto de vista social - a mesma tolerância.

Se não cabe a esfera da religião impor tais valores e tais práticas no contesto de uma Sociedade pluralista, menos ainda ao Estado pode caber tais aspirações!!! Não cabe a uma dada seita ou grupo religioso julgar uma sociedade política pluralista. Como não cabe ao poder político faze-lo, arvorando-se em juiz de moralidades distintas. Foi o governo constituído para velar pelo bem comum ou pela dimensão do comum, assim pelos imperativos da ÉTICA, pela interação e conduta social, etc não para interferir na dimensão privada das vidas de seus cidadãos. Sem que disto deixe de resultar a mesma confusão entre o público e o privado que alimentou - A não muito tempo - a prática anti liberal e anti democrática da censura e pouco antes dela as inquisições e autos de fé.

Penso e julgo que os cidadãos livres deveriam fazer algo de concreto face a tal abuso. Pleiteando junto aos meios jurídicos, últimos guardiães dos princípios e valores liberais... O que a cidadã Damares esta planejando nada é além de mais uma investida - A última foi contra a agremiação artística Porta dos fundos - urdida pelos fundamentalistas e fanáticos religiosos (Em geral bíblicos, calvinistas e pentecostais - Sempre com o apoio e imbecis úteis pertencentes as igrejas Ortodoxa e romana.). São eles os principais promotores desta nova Cruzada puritana ou moralizante bem a gosto dos E U A.

Aprovado esse tido de campanha não tardarão os moralizantes (Exportados pelo Sul dos E U A) a
avançar e ditar 'regras' a fala, ao vestuário, ao cardápio, etc até chegarmos ao modelo da Genebra de Calvino, o qual sempre pretenderam impor a sua pátria de origem - Sem que jamais obtivessem completo sucesso. Admitida uma intervenção esses urubus jamais recuarão, pararão ou se darão por satisfeitos. Até lançarem toda Torá pela guela desta infeliz república, convertendo-a em Califado bíblico protestante. Começarão, a princípio, idealizando outras tantas campanhas com o dinheiro público - Isto com o objetivo de criar entre nós (Ou de consolidar) uma consciência puritana ou moralista tanto mais agressiva. Serão campanha contra o Palavrão, a Masturbação, a Homo afetividade, as roupas curtas ou imorais, determinadas músicas ou danças até chegarem a abstinência de álcool, exatamente como nos E U A...  Em seguida eles tentarão impor tais costumes ou pontos de vista e opiniões por meio da lei.

Consiste isto em utilizar do erário com o objetivo de construir ou alimentar determinada consciência IDEOLÓGICA. Levado a cabo, hipocritamente, por um governo que se diz descomprometido ou não ideológico, apenas por não ser comunista rsrsrsrsrs Como se fosse o Comunismo a única Ideologia da face da terra... Enquanto o governo fiscaliza ou finge fiscalizar, arbitrariamente, uma única janela, entram ideologias muito piores (Inspiradas no Sagrado!!!) pela porta escancarada de um Estado muito pouco liberal.

Foi um ministro do STF que recentemente proferiu esta alocução imortal (Se bem que constante num autor como John Gray - Apud Anatomia): Estamos assistindo a uma manobra maligna, a construção de um Estado democrático não liberal ou anti liberal. Noutras palavras: Ao invés de avançar e construir uma democracia cada vez mais real e proativa como na Antiga Grécia, estamos implementando aquele modelo defeituoso de Rousseau (apud Nisbet), apenas uma casca ou carcaça de democracia, uma mera estrutura externa (Sem vida) ou formalismo. Um tipo de democracia como este, destinado a impor a vontade de algum grupo majoritário e a extinguir a liberdade não é democracia, apenas tirania exercida pela maioria, e em detrimento de direitos fundamentais.

Num momento crucial como este só me pode ocorrer e vir a mente uma figura.

A figura exponencial de um J S Mill. Espectro hoje - Para quem tem a felicidade de conhecer - mais ameaçador do que o de um Marx ou o de um Proudhon, quando penso Mill, penso Freud, Malthus, Peter Singer, Marcuse, Nearing... E alguns outros rebeldes seletos. Imaginem só, face a mística irresponsável e destrutiva de um capitalismo - C ujas aspirações parecem ser infinitas o valor de um conceito tão racional quanto "Economia estacionária". Foi cunhado por J S Mill há século e meio. No entanto Mill soube ir além e levar seus princípios as derradeiras consequências. Por isso Gray (Opus cit.) ousou declarar que ele aceitaria com absoluta naturalidade tanto a prática da Eutanásia quanto a da Homoafetividade como decorrências lógicas e necessárias de sua doutrina sobre a liberdade, alias, a que tem dado suporte a nossa cultura democrática e vivificado nossas instituições marcadas por guerras fratricidas, pogrons, golpes, censuras e inquisições.

A figura soturna e patética da Sra Damares oponho este colosso do pensamento humano chamado J S Mill. Isto numa Era preocupante, em que as massas tupiniquins principiam confundir Mill ou Ellul com Marx, liberalismo político ou policracia com Comunismo (rsrsrsrs). Alias para eles tudo é comunismo é os pastores ineptos só avançam graças ao espantalho do Comunismo, o qual falseiam e distorcem, apenas para apresentarem-se como nossos defensores...



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terça-feira, 17 de julho de 2018

A indecisão da Igreja face ao Nazismo e a pregação anti comunista

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QUEM COMEÇOU A FAZER ISTO E AINDA FAZ PELO BRASIL AFORA É O PROTESTANTISMO!!!





Algumas pessoas, decerto, acusam-nos de ser coniventes ou mansos face a igreja romana. Jamais o fomos, e quem nos conhece pessoalmente sabe muito bem disto. Não somos romanos ou papistas - Como Georges Sorel, A Comte, Ch Maurras e outros tantos, não temos temos fé na igreja romana ou papólica e tampouco morremos de amor - de modo geral - pelo papado ou pelo alto clero desta igreja. Censuramos a igreja romana por - Durante o concílio de Trento - ter acalentado o veneno agostiniano, nos opomos a assimilação da crítica puritana iniciada pela falsa reforma, abominamos os 'affaires' políticos do Vaticano ou o poder temporal dos papas, criticamos a judaização ou adesão aos mitos e fábulas do antigo testamento, reprochamos as reformas litúrgicas do Vaticano II e acima de tudo vemos com maus olhos a solução ecumênica, de que resulta a protestantização e a queda dos ideais desta comunhão, ora miserável ou desprezível.

Os neo Católicos que nos perdoem, não desejamos ofende-los. Mas temos de dizer sempre a verdade, quer agrade ou desagrade; não importa.

Então que significam nossos sucessivos e repetidos elogios a igreja romana ou ao Catolicismo de modo geral, ou ainda ao Cristianismo Católico que tanto desconsertam nossos amigos ateus e materialistas, agnósticos e deístas que conhecem nossos trabalhos e admiram nossa atividade???

Antes de tudo devo dizer que tais elogios tem uma conotação História, estão dirigidos ou voltados ao passado, ao Catolicismo antigo, anterior ao Vaticano II ou mesmo ao Vaticano I, ainda a Trento. Nosso Catolicismo é o Catolicismo anterior a 1570, o Catolicismo 'imoral' ou moralmente liberal da Idade Média, ou o Catolicismo resistente, da contra reforma irredutível, da Liga Francesa...

Admiramos diversos elementos que o Catolicismo originalmente possuía, alguns dos quais foram conservados e mantidos até o Vaticano II. Assim a doutrina social da Igreja. Assim o esplendor litúrgico. Assim o espírito franciscano. Assim a resistência sócio/cultural ao Islã. Assim o sentido de totalidade ou de lei Cristã, etc, etc, etc Como admiramos o que há de espírito Católico nos neo Católicos em especial na gente simples, e que leva-a a resistir a contaminação protestante em nome da tradição ancestral. Admiro certos elementos estéticos presentes no tradicionalismo, assim a luta pela Missa antiga, eu a aplaudo... Como admiro certos elementos presentes na Teologia da libertação, como o sentido da justiça... Lamento que todos estes elementos se tenham desagregado e se convertido em posse de correntes e seitas extremistas após o Vaticano II, como deploro e lamento essa infiltração protestante, pentecostal e fundamentalista, chamada RCC, a qual me levou a ruptura com a igreja romana...

Eu sou simpático a cultura Católica, no Ocidente identificada com o papismo e com o alto anglicanismo, por encara-la como uma espécie de continuidade, em termos de cultura clássica ou greco romana. Em termos de espírito socrático/humanista. Em termos de ética platônica. Em termos de epistemologia Aristotélica... Admiro a igreja romana por ter promovido a teologia escolástica, da qual resultou o Renascimento filosófico. Admiro a igreja romana por ter, de modo geral, sustentado a causa da razão face aos delírios do agostinianismo. Tenho motivos de sobra para admirar a velha e decadente igreja romana pelo que realizou no passado.

Quando comparo as colonizações Norte e Latino Americana, e constato, com Toynbee, o que aconteceu com nossos índios - devido aos esforços de Francisco Vitória e do Colóquio de Valadollid - e o que aconteceu com os peles vermelhas (Onde estão os peles vermelhas???). Quando comparo o rigor da escravidão Norte americana e calvinista, com a escrvidão de cá, promovida pelos países latinos e Católicos. Não posso deixar de sentir certa simpatia pela igreja romana, a qual mesmo quando comete seus erros e crimes é bem mais amena do que a igreja rival. Há sem dúvida um conteúdo de humanidade ou humanismo nos filhos da igreja romana, sempre que, com justiça, compara-mo-los com os filhos da reforma protestante, e quase sempre é esta minha perspectiva, pelo simples fato de ter nascido protestante e de ser um ex protestante.

Por onde se ve que não aprendi 'mentiras com os padres' e que tampouco fui 'envenenado pelos torpes jesuítas'. De modo algum. Nasci calvinista, inserido numa tradição que até hoje respira ódio a igreja 'paganizada' de Roma, aspirando destrui-la. E lá estaria até hoje caso não principiasse a questionar as críticas hipócritas que os pastores dirigiam a igreja mais velha. Pois como vim a saber - após aprender espanhol, italiano, francês e inglês - também o protestantismo teve sua inquisição - a qual matou muita, mas muita gente - seus autos de fé, como o de Salém; suas explosões de violência face aos descobrimentos científicos, etc Bem eu tive de ler diversos autores antigos e recentes - muitos dos quais eram judeus, ateus, materialistas, ex protestantes, etc - para descobrir tudo isto e persuadir-me de que com todos os seus vícios e defeitos a igreja romana havia sido muito menos nefasta que sua jovem cria, a reforma protestante.

E quanto mais tenho estudado mais tenho corroborado o que por mim mesmo, com ingente esforço, descobri.

Basta dizer que a igreja romana foi muito mais heroica e resistente face a culturas de morte como o liberalismo econômico ou capitalismo, o anarco individualismo e o nazismo. O protestantismo, enquanto sistema individualista que é, colaborou com o capitalismo desde o princípio, impulsionando, inclusive o acúmulo primitivo de capital. Afinal as riquezas tomadas a igreja antiga, jamais foram repartidas com o 'Bom povo' tornando-se posse dos governantes, nobres, bem nascidos e ricaços!!! Que fez a bela reforma, tendo em vista conquistar apoio político contra o Vaticano? Entregou os bens da igreja antiga - inclusive os que serviam para aliviar a miséria dos campônios mais humildes - aos poderosos... Como se chama isto??? Compra! Oportunista até nisto a reforma protestante nasceu comprando apoio aos ricos e poderosos... E por isso Lutero, que havia apregoado reformas apenas quanto a fé, é o primeiro a reprimir, em nome de seu deus, a aspiração dos camponeses por uma reforma mais cristã e mais concreta. E como a autoridade é dada por deus, os camponeses oprimidos pelos senhores convertem-se em demônios e diabos, são postos a caça e perecem em número de 25.000. Lutero assume a culpa por todas estas mortes, e solifideista que era, clama pelo sangue de Cristo, declarando-se puro, remido e lavado no dia seguinte...

A direção ou movimento futuro, nos domínios de um calvinismo cada vez mais sabotado pela incredulidade, é descrita por Weber como uma paulatina substituição das preocupações religiosas ou teológicas por preocupações financeiras. Além disso a redução da dimensão da vida religiosa pelo protestantismo só podia resultar na absorção, de parte desta vida, por objetivos ou atividades econômicas. E todo aquele capital acumulado ao invés de ser investido em boas obras, destinadas a promover a criatura viva, é investido em técnicas e depois em capitais ociosos... A marmelada esta pronta e o protestantismo foi o mestre cuca.

Quanto a colaboração com o Nazismo, recomendo ao leitor a leitura dos artigos precedentes.

A igreja romana - Se foi substituída por uma outra, mais 'aberta' ou colaboracionista - é porque foi mais heroica e resistente... Se foi mais combatida pelo nazismo... Se foi mais odiada pelos anarco individualistas... O protestantismo é no mínimo frágil face as culturas de morte que assolam nossa civilização, muitas das quais tiveram nele seu ponto de partida. Há afinidades eletivas aqui...

E no entanto, eis o puxão de orelha, reconhecemos que a igreja romana não resistiu ao máximo ou não resistiu o quanto deveria face a abominação nazista. E por que??? Temos de saber o pôrque!!!

Que foi que iludiu a igreja e impediu-a de cumprir seu papel sufocando o Hitlerismo no berço como enfrentara Bismarck em 1874???

Aqui a História se faz interessante como a trama de um pano ou de um tecido.

Por questões que não nos vem ao caso, em 1870, Bismarck estabeleceu, na recém unificada Alemanha, o sufrágio universal. Bismarck era uma raposa e tinha planos que não nos vem ao caso. Para tanto devia eliminar um adversário poderoso e secular. Refiro-me a igreja romana, chefiada pelo autocrático Pio IX. Contava esta comunhão, pelos idos de 1875, com cerca de 28% de fiéis na Alemanha e no Sul, na Bavária e nas margens do Reno, o percentual de papistas chegava a 60 ou mesmo a 85%. Sim, aquilo era um problema, pois os papistas, como sempre, viviam fazendo restrições de consciência a propósito de cada coisa - Havia dentre eles quem condenasse o aborto, o divórcio, a pena capital, a maçonaria, a agressão a outras nações (odinismo), etc, etc, etc Bismarck queria um povo obediente ou adestrado, como os camponeses protestantes, resultado de um dos sistemas feudais mais opressivos. Aqueles luteranos é que eram disciplinados e mesmo quando passavam ao ambiente urbano convertiam-se em operários disciplinados e dóceis soldados. Os malditos Católicos, como os antigos socráticos e filósofos eram dados da festejos, bebiam, dançavam e não apreciavam obedecer, ao menos tanto quanto os 'verdadeiros alemães', orgulhosos quando a sua própria servidão face a um estado quase divino (Hegel).

É 1874 e o chanceler de aço esta decidido a quebrar a espinha dos ultramontanos ou Católicos. Para ele, Bismarck, com suas escolas, jornais, cooperativas, etc os papistas formavam um estado dentro do estado e eram animados por outro espírito ou outra cultura (Bons tempos aqueles?). É necessário lutar por esta cultura alemã e protestante, construída em termos de obediência mecânica ou cega, militarismo, odinismo e expansionismo. Mais além esta a Áustria, uma nação de lingua e sangue alemães, que permanece atrelada ao papado e precisa ser 'libertada'... Por enquanto a Baviera católica servira de laboratório a Kulturkampf ou luta pela cultura. Destarte o Bundstag emite uma séria de medidas restritivas destinadas a humilhar e abater os Católicos. Mas ali esta de atalaia um pastor exemplar - Von Keteller, quiçá o mais ilustre Bispo alemão do século XIX. Von Keteller havia presidido o sínodo de Magúncia em 1848 e posto a questão trabalhista ou operária em termos de Justiça, criando um marco nos domínios do Catolicismo. Opos-se ainda a canonização da doutrina da Infalibilidade papal em 1870. Foi procurado pelo grande F Lassalle, pouco antes deste ter sido assassinado...

Von Keteller dirigiu a resistência dos Católicos alemães a ponto do velho chanceler luterano não conseguir dobra-lo como esperava. Os dias iam se passando e os Católicos ameaçavam não pagar os impostos... enquanto sua bancada mobilizava-se no Parlamento. Bismarck havia jurado não ir a Canossa sob qualquer pretexto i é não negociar com os súditos Católicos... Entrementes realiza-se a eleição de 1875, e no auge da crise os socialistas não só formam partido como elegem Bebel e enviam-no ao Parlamento. Mau prenúncio, Bismarck volta sua atenção ao novo partido, e como não pode suster duas frentes de luta, vai a Canossa ou seja, suspende as leis anti Católicas e pede perdão. Fora sua única derrota. E ele havia vencido austríacos e franceses!

Bismarck era, como dissemos, uma raposa; e como tal tinha vistas largas. Sabia o que esperar do 'maldito' partido operário e precisava revidar de algum modo, atalhando-o. É 1878, Bismarck convoca o Bunstag a votar diversas leis contra a social democracia, restringindo sua liberdade de ação. Precisa do apoio da bancada Católica e parte dela, esquecida do que acontecera alguns anos antes, colabora... E abraça o discurso anti comunista elaborado por um luterano obstinado, que até 1875, fora perseguidor da igreja! E o erro começou aqui!

Escusado dizer que cerca de 1890 as leis bismarckianas foram suspensas, podendo a social democracia alemã organizar-se e reorganizar-se livremente, o que corresponderá a uma fase de incessante expansão até a Guerra de 1914. Quando o socialismo germânico, por ter, majoritariamente, aderido ao odinismo e aderido a guerra, caíra em descrédito. Outro nuance histórico interessantíssimo - Embrulhados, os líderes alemaẽs forjam uma estratégia definitivamente absurda: Enviam o líder comunista radical, W Lênin, - num trem - a Rússia, com o objetivo de assumir a direção insurrecionista, e quiçá assumir o controle daquele pais. O objetivo era simples. Eles sabiam que Lênin, como grande parte dos comunistas era contrário a guerra e que, chegando ao poder, desmobilizaria as tropas Russas, aliviando significativamente a situação da Alemanha. E foi o sucessor deste Lênin, saído da estação Finlândia com o apoio dos Alemães, que esmagou o Fuherer Alemão em 1945!!! Assumindo o controle de parte do território alemão por quase meio século. Vejam pois como a História gira!

Por outro lado não é menos verdade que após o apoio a guerra e o assassinato de Rosa Luxemburgo e Liebknecht a demagógica Social democracia alemã entre em crise, cedendo espaço ao extremismo leninista ou comunista. Desde então é o Comunismo que principia a crescer rivalizando com uma nova ideologia tanto mais alemã, o Nazismo. Comunismo e nazismo são rivais, mas na Alemanha luterana o Nazismo leva franca vantagem, apenas nas regiões Católicas o Comunismo empata com o Nazismo quando não o supera. Assim para os Bispos Católicos da Alemanha o supremo adversário não é o nazismo, sempre incipiente, ao menos no princípio, mas o temível bolchevismo. E o clero se borra de medo pensando já em 1875 - na Kulturkampf - já na ação dos comunistas na Rússia, a qual faria a velha kulturkampf parecer doce.

Há no entanto uma nova raposa no galinheiro. É Adolph Hitler, um austríaco, de origem Católica, que como tantos nazistas e comunistas havia perdido a fé durante a juventude. Esse Hitler conhece muito bem o imaginário Católico construído desde 1917, sabe que o bolchevique ou comunista é uma espécie de bicho papão e que a atual URSS correspondia ao Reino apocalíptico de Magog... E precisa de um espantalho. Homem sagaz ele restringe parte de seu discurso oficial e dedica parte dele a atacar o 'Comunismo' além de, como Bismarck, editar leis restritivas destinadas a conter os comunistas. Parte do clero alemão, mais uma vez, deixa-se seduzir pelo canto da sereia, e abençoa o autor de 'Mein Kampf' aquela bíblia da insanidade e evangelho maligno... Hitler se esforça um tiquinho mais - deve conseguir uma concordata para assim poder induzir os filhos da igreja ao erro - e acena com uma ataque a Moscou, invadirá a Rússia e vencerá Stalin. Assim em 1933, os Católicos, com uma candura ilimitada, assinam o pacto com o 'anti Cristo'.

Feito isto Hitler destrava a lingua e dá a seus discursos o tom anti semita, violento e insano que tanto conhecemos. De imediato os Católicos mais esclarecidos principiam, por instinto, a debandada, depois o baixo clero e enfim até mesmo parte do alto clero. Mas ele não quebra a flauta, e conhecendo muito bem a debilidade dos maus Católicos, vai intercalando seus discursos anti semitas e odinistas, e mesmo neo pagãos com o mantra anti comunista. A Rússia será invadida, farei uma cruzada contra Stalin... O que - pasme - lhe assegura o apoio de uma minoria 'Católica' até o fim!!! Embora desde 1937 o Papa Pio XI tenha publicado uma encíclica contra ele e o nazismo. O que eu quero salientar aqui é que este discurso anti comunista, destinado a seduzir os Católicos, já havia sido editado pelo Bismarck 'derrotado' em 1877/78, por essa raposa luterana que em seu coração odiava a Igreja...

Agora veja, amigo leitor, que lástima - Esse mesmo discurso é empregado com relativo sucesso pelo apóstata e neo pagão Hitler meio século depois. Havendo quem caísse no alçapão...

Temos algo de diferente em nossos dias quando pastores enviados pelos EUA forjam o mesmíssimo discurso no Brasil - visando não comunistas ou bolchevistas mas, pasme, os próprios Católicos sociais, os progressistas, os sociais democratas, os trabalhistas, etc até certo ponto mais próximos de nossa tradição e da doutrina social da igreja do que os liberais???

Que sinceridade devem esperar os Católicos ao darem com esse velho discurso, cheio de lábia, na boca de liberais ou melhor de protestantes liberais???

Quando esses mesmos protestantes, com o apoio dos liberais vendidos, criam uma bancada religiosa em nosso Parlamento com o objetivo de solapar as instituições democráticas e de instaurar uma teocracia nos moldes do antigo testamento???

Acaso os neo católicos tontos, seduzidos pela cantilena ecumênica, esperam ser poupados quando são chamados pelos pastores de politeístas e idólatras???

Leiam na Torá de Moisés, que os protestantes tanto estimam, qual deve ser o fim dos politeístas e idólatras.

Como ex protestantes temos razões de sobra para temer é uma nova Kulturkampf luterana ou protestante, desta vez nos moldes do antigo testamento, destinada a oprimir não só os Católicos mas os umbandistas, espíritas, budistas, hindus, irreligiosos, e especialmente é claro, os 'fantasmagóricos' bolchevistas...

Portanto, nas eleições que se aproximam, tomemos por critério não a qualquer postulado moral nos termos dos puritanos, mas nossa fé e sobretudo nossa Ética, a tradição e a doutrina social da igreja, votando em candidatos que se proponham a respeitar os direitos do trabalhador brasileiro e a pugnar pela qualidade de vida, mesmo que não tenham fé ou religião. Melhor votar em cidadãos irreligiosos que se postem em favor do semelhante do que em fanáticos obscurantistas que sonham com o poder. Não de seu voto a fanático algum, a fundamentalista algum, especialmente se for pastor e não vote em candidatos protestantes!!! Busque candidatos Católicos coerentes - que não sejam liberais economicistas ou capitalistas (Jamais vote DEM, PSC, PSDB ou PMDB porque os programas destes partidos então em oposição a Doutrina Social da Igreja Católica. Leiam em Rerum Novarum sobre a necessidade da intervenção social nos domínios da economia e sobre a condenação dos princípios liberais) - ou candidatos que mesmo sendo irreligiosos estejam preocupados com as condições materiais da sociedade, porque esta é a finalidade da política e não outra qualquer.

A moral é algo que se vivencia em casa e não algo que se impõem aos outros.

Reflitam sobre tudo isto para que não venham a ser agentes ou 'imbecis' uteis da propaganda protestante (americanizante).

PERMANEÇAMOS FIÉIS A NOSSA CULTURA!

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O SUPREMO PECADO DO ECUMENISMO!
OLHA SÓ QUEM ESTÁ POR TRÁS DE TUDO MANIPULANDO OS CATÓLICOS TONTOS!!!




sábado, 21 de outubro de 2017

O controle e a administração da líbido (especialmente da sexual) ou da fuga pelo sistema.


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Podemos negar que o sistema capitalista seja racional ou ético mas não podemos negar que seja sagaz ou esperto tendo em vista os objetivos a que se pretende. Haja visto que administra tanto diversas formas de alienação - Comercializando-as, vendendo-as e auferindo estrondosos lucros na mesma medida em que engana e escraviza aqueles que as consomem - como o acesso dos cidadãos a líbido e portanto os próprios meios através dos quais cogitamos fugir a realidade, também apossa-se deles e os convertem em fontes de lucro.

Diversas religiões e Sociedades antigas foram suficientemente perspicazes a ponto de perceberem que ao dominarem a sexualidade do homem chegam a dominar o próprio homem. Perceberam igualmente que a repressão sexual produz uma quantidade equivalente de agressividade, a qual sempre pode ser usada contra seus adversários. O capitalismo foi mais além tomando consciência de que a agressividade nem sempre pode ser manipulada ou controlada, mormente quando falta o apoio da religião.

Dai ter investido, ao cabo do século XX, em diversas pesquisas relacionadas com a sexualidade humana e seu fluxo, assim os famosos relatórios Hite sobre a sexualidade feminina e masculina. Afinal era necessário por a coisa em termos mais ou menos matemáticos no sentido de averiguar quanto em termos de repressão ou privação pode ser imposto ao trabalhador sem produzir uma agressividade excessivamente perigosa. A coisa ficou definida mais ou menos em termos de um jornada semanal, sendo o fim de semana reservado ao descanso e por ext ao lazer i é a fruição de diversos prazeres.

Calculou-se certamente que após os cinco dias efetivos de trabalho, o operário precisava 'descarregar' as energias acumuladas durante a semana dando largas aos apetites sexuais. Assim o Sábado e o Domingo seriam dias dedicados a recuperar o tempo perdido ou a fruição do prazer. Dias em que a vida noturna, a prostituição e todo tipo de evento classificado como erótico ou pornográficos tornam-se mais intensos e assumem a ponta do Mercado. Destarte os dias de descanso do proletário equivalem aos de maior trabalho no setor da indústria sexual e vice versa.

O Mercado acabou absorvendo a demanda de sexualidade acumulada produzida por ele mesmo ao criar uma indústria sexual aos feriados e fins de semana. Criou uma demanda e absorveu-a tornando-a lucrativa. Tornando-se consumidor de sexo, bebida, cigarro e dança nos fins de semana o proletário faz reverter ao Mercado parte do montante que recebeu, quebrando o paradigma da economia como fundamento da ascensão econômica. Aos olhos dos puritanos e dos darwinistas sociais os poucos trabalhadores que se tornam milionários são justamente aqueles que ao invés de consumirem tais produtos, reprimem-se ainda mais, guardando e juntando parte do salário. E no entanto esta fruição de prazer negado constitui uma demanda gerada pela própria condição humana. Em tais condições as 'pessoas de bem' que se negam ao prazer, que se controlam ou recalcam tornam-se amiúde neuróticas, mesmo quanto excepcionalmente tornam-se prósperas. Pagam o ascetismo forçado ou o sacrifício com a sanidade... Isto quando não se tornam agressivas, amargas, violentas e cruéis até o sadismo. Tal o tipo do rico sádico e insensível...

Até certo ponto o sistema conseguiu conciliar o ideal calvinista do trabalhador morigerado a austero, dos cinco dias de trabalho por semana, com o consumidor de 'vícios' ou prazeres dos fins de semana descrito por Bernard de Mandeville. O capitalismo logrou converter os vícios da semana na fonte de lucro dos feriados e fins de semana, dias destinados a fruição do prazer ou a compensação, tendo em vista a situação de recalque precedente. Passou assim a intercalar períodos de repressão e trabalho e períodos de fruição e consumo, retomando o Mercado por meio do consumo dos prazeres o pouco que os trabalhadores haviam ganho com o trabalho no período anterior.

Conciliou o trabalho e a repressão com a fruição e o consumo, mas sempre em seu benefício. Lucrando sobretudo quando o homem angustiado, buscando fugir a realidade do mundo externo, abraça furiosamente o princípio do prazer, tornando-se consumidor compulsivo. Paradoxal que este homem tenha muitas vezes plena consciência a respeito das mazelas do Mercado, e que as denuncie, critique e se oponha a elas... No entanto quando perde as esperanças de prostrar o deus Mercado por terra e entra em crise, é justamente ai que passa alimenta-lo, pelo simples fato de precisar consumir altas doses de narcótico para sobreviver. Evidentemente que tais narcóticos ou sedativos não lhe serão dados. Tem um custo e como tudo que tem custo prestam-se ainda e mais uma vez as aspirações do Mercado.

Na cultura ou sociedade de mercado inexiste realidade que não se relacione com ele. A prostituição, a pornografia, a indústria do cigarro e das bebidas, a própria indústria de preservativos e antes de tudo e acima de tudo o negócio da droga nada tem de Revolucionários ou contestatórios em si mesmos. Correspondem todos a necessidades reais existentes em quaisquer Sociedades, as quais no entanto foram ampliadas, assumidas, incorporadas e absorvidas pelo Mercado. A Sociedade de Mercado produz dependentes do prazer - justamente as pessoas que buscam fugir a ele - e transforma-os em consumidores inconscientes. Os quais por força de hábito até são capazes de imaginar tais nichos econômicos como Revolucionários, não são... O prazer é explorado pelos mesmos senhores que exploram o grande capital e esta conectado com eles formando uma só rede.

O que estou querendo dizer com isto é que o sistema é imensamente esperto, capaz de assimilar suas próprias demandas, de converter seus pontos fracos em fontes de força, de transformar-se, de criar novas relações e de assumir novas formas cada vez mais arrojadas. O que me faz lembrar Anteu, o gingante da fábula, que recuperava suas forças ao tocar na terra sua mãe...

É um sistema que produz situações complexas.

Explorando a um lado necessidades compulsivas a que classifica como vícios e vendendo-os a certa parcela da população e ao mesmo tempo explorando o trabalho morigerado produzido durante a semana e a moderada fruição do prazer pelo operário nos fins de semana... Tudo isto, limitação e fruição, é mais ou menos gerenciado por ele.

Resta-nos dizer ainda que a própria alienação, converte-se em negócio bastante lucrativo, particularmente para o nicho midiático ou para a indústria de comunicação de massas. Afinal o sistema como um todo e cada uma de suas partes precisam recorrer a alienação para manter-se. Daí ela mesma assumir a forma de produto oferecido pela imprensa. De modo que a seleção e a distorção dos fatos apresentados é certamente paga pelos interessados. Outro aspecto da indústria midiática consiste em vender propaganda, especialmente quanto a fruição de certos prazeres moderados ou fugas autorizadas, cujo consumo cabe a ela incentivar ao máximo apelando a todos os recursos propiciados pela imaginação ou pela fantasia.

Tais as propagandas relacionadas com as bebidas alcoólicas, o cigarro ou mesmo algumas iguarias como o chocolate ou a coca cola.

Aqui a propaganda clássica criada pelo psicólogo lacaio consiste mormente na associação de ideias. Daí mostrarem ao trabalhador miserável e mal cuidado pessoas belas, ricas e elegantes em situações de poder consumindo determinados produtos. A tais cenas paradisíacas adicionam alguns jargões do tipo - Gente bonita consome chocolates Sonksen ou Beber giny cola te torna poderoso...

Neste sentido - quanto a propaganda, a prostituição parece ser bem mais recatada rsrsrsrsrsrs De qualquer modo há todo um ar de apelação sexual na mídia, quiçá tendo em vista a permanência de algumas situações de recalque e repressão, quiçá tendo em vista apenas aquecer a indústria ponográfica ou sexual que vai já se formando. Parece inevitável que a libertação sexual deixe de produzir uma demanda em termos de mercado e uma indústria sexual pelo simples fato de dar-se numa sociedade capitalista. De fato a necessidade de uma Revolução sexual foi e é inquestionável, deplorável é que ocorra num contesto capitalista. Destarte o sexo nunca tende a tornar-se simplesmente normal na medida em que o nicho do mercado que lhe é consagrado tende a estimula-lo ao máximo, a classifica-lo como o valor supremo da vida e a ignorar sua dimensão pessoal em termos de sentimento.

Nem podemos nós deixar iludir-nos quanto ao tema da liberação das drogas julgando que algo de Revolucionário virá deste balaio. Pois tudo quanto veremos será a criação de outro nicho em termos de mercado com a respectiva demanda por propaganda a menos a longo prazo. A menos que tal liberação se desse noutro tipo de sociedade até poderíamos nos deixar tomar pela ilusão de que o consumo das drogas se daria noutros termos, alias impensáveis para nós. Ocorrendo como a Revolução sexual num contexto de mercado é óbvio que sua demanda será absorvida e mercadizada como tudo. Como a religião alias, cada vez mais simoníaca...

Se após ter lido todos estes parágrafos chegou a imaginar o mercado como um polvo colossal cujos tentáculos se apossam de qualquer coisa, devo dizer que a imagem formulada por você é bem mais do que pura e simples coincidência.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O fetiche das marcas

Dizem alguns que as palavras teem poder.

Creio que tenham mesmo sobretudo quando belas.

Multidões deixam-se arrebatar facilmente pela beleza dos discursos.

Hitler discursava muito bem, abusando dos gestos e da teatralidade.

O Pe Antonio Vieira encantava multidões de homens e mulheres tal e qual o flautista de Hamelin encantava ratazanas...

Sobretudo quando associada a uma argumentação racional e as ações a palavra torna-se poderosa.

Outro no entanto é o sentir do vulgo.

O qual ainda teima a encarar certas palavras como mágicas.

A semelhança do abracadabra ou do põem-te mesa!

Cuidam que uma ou algumas palavras sejam capazes de alterar a realidade.

Que pensamento excepcionalmente tenha a capacidade para atuar além dos sentidos e de alterar alguns elementos isolados da realidade, não ouso nega-lo.

Agora que uma simples frase ou palavra tenha o condão de acrescentar algo a um objeto, discordo e nego.

Não é repetindo Glória, amém ou aleluia que transformaremos papel em pedra ou madeira em ferro...

Longe de mim negar a finalidade ética da prece enquanto modo ou maneira de entrar em contato com o sagrado e alimentar o bem e a virtude.

Creio piamente que a fé imaculada é capaz de remover as montanhas do ódio, da maldade, dos preconceitos que entulham os corações da maior parte dos homens, levando-os a amar, compreender, perdoar, etc

Para quebrar as montanhas 'reais' ou abrir tuneis não usamos a fé, do contrário a invenção da pólvora teria sido inutil.

Para restabelecer a saúde das pessoas recorremos a médicos, tratamentos, aparelhos, medicamentos, dietas, etc e não a orações. Do contrário o governo, deixando de contratar padres, pastores, rezadores, taumaturgos, etc no lugar de médicos estaria malbaratando nosso dinheiro!

Para que manter um hospital das clínicas de existe de fato um Davi Miranda???

Para que gastar tanto dinheiro com laboratórios, experiências, pesquisas, etc se há um  ministério de cura???

Na verdade, por mais que seja dolorido a certos ouvidos ouvi-lo, o que temos é auto sugestão, hipnose, transe... e consequentemente a supressão provisória dos sintomas ou a cura das enfermidades de fundo PSICO somáticas, i é causadas por algum trauma ou bloqueio emocional.

Davi Miranda no seu santuário possuía milhares de cadeiras de rodas ou óculos; isto só prova uma coisa: que conseguiu impactar emocionalmente aquelas pessoas e curar-lhes a mente por meio de seus rituais, coisa que qualquer psicólogo poderia fazer sem apelar a Deus ou a Jesus obtendo os mesmos resultados.

Doenças reais ou físicas diagnosticadas e atestadas por laudos foi que não curou.

Habitualmente alguns sintomas são eliminados, dando ao enfermo a impressão (falsa) de que esta curado. Diante disto ele deixa de tomar os medicamentos ou tratar-se. Passadas algumas semanas cessa o efeito da sugestão, o estado de saúde do enfermo agrava-se e ele vem a óbito.... os idiotas no entanto continuam declarando que aquela pessoa, já morta, fora curada!

No entanto as pessoas querem crer que são magicamente curadas, pois querem ter esperança.

Não conseguem aceitar que passam mesmo a luz das palavras de Cristo!

Falta-lhes fé no mundo vindouro e por isso desejam perpetuar a existência neste plano físico.

E apegam-se de tal modo a ilusão dos milagres e das falsas curas que nada é capaz de demove-las.

Assim como Daisy Osborn morrem esvaindo em sangue jurando que estão curadas!

Abandonam a vida como qualquer ateu ou materialista... juram no entanto que foram agraciadas e que sobreviverão aquela 'crise'...

Tal o apego que nutrem pela vida mortal.

Não, elas não compreenderam a mensagem central do Evangelho e via de regra de todas as religiões e crenças: que esta nossa existência no plano material não passa duma peregrinação ou dum estádio provisório do ser.

Não somos daqui... não pertencemos a este lugar.

Apenas estamos a caminho... passamos por uma fase.

Como a pupa que se converte em mariposa.

A luz desta mensagem a morte, mesmo sendo feia, adquiri um significado positivo.

Para os que partem fiéis a lei do amor a morte não passa duma ascensão.

Passam para o outro lado da ponte.

Onde como declara Sócrates haverão de reencontrar seus queridos e de viver em paz.

Logo não a necessidade alguma de prolongar definitivamente a existência por meio de recursos extravagantes que fujam a natureza.

É absolutamente normal desejar ficar com os queridos que aqui estão, se para tanto contarmos com o adjutório da natureza, digo da medicina.

No entanto por que Deus conhecendo muito bem os limites desta fase, haveria de prolonga-la burlando as leis naturais que ele mesmo estabeleceu?

Seria absurdo.

Por isso mesmo que o Evangelho bem compreendido não acena com tais promessas, dignas apenas dos materialistas.

Assim quando esgotarem-se os recursos naturais o bom Católico deve estar preparado para ir ao encontro de seu Senhor animando-se de viva esperança.

Que os carnais paguem aos pastores por falsas esperanças e falsas curas alimentando o charlatanismo e aumentando seus débitos espirituais.

Temos a esperança de que até o corpo que adormece provisoriamente com o Cristo será um dia restaurado. Quanto ao espírito vivo que de Deus emanam, este jamais pode perecer...

As massas no entanto tombam na superstição do fetichismo e atribuem as palavras dos pastores poderes mágicos.

Por afinidade eletiva no entanto mesmo os irreligiosos costumam tombar miseravelmente no mesmo erro.

Passando o fetichismo por um processo de secularização e sendo transferido para os objetos ou coisas materiais.

Perde-se a fé, progride-se de alguma maneira, no entanto permanece-se atrelado a uma fetichismo naturalista, em que o objeto da cura sai de cena, mas a atmosfera de misticismo sobrevive.

Neste momento a religião dos milagres converte-se no misticismo da palavra ou melhor da marca.

Imaginemos dois copos de água, um abençoado pelo pastor e outro não, ambos os copos são bebidos, um pelo fanático outro pelo homem comum, qual o resultado disto???

Caso ambos sofram de câncer e tomem os mesmos medicamentos a doença, salvo a peculiaridade de cada organismo, seguira o mesmo curso. Demonstrando que entre a água benta e a não benta não ha diferença alguma, pois a fórmula e os componentes da água permanecem sendo os mesmos e, com ou sem benção ela limita-se a matar a sede daquele que a ingere.

Assim as palavras vãs e supersticiosas do pastor de fato nada acrescentam aquela água, e menos ainda a um medicamento que atua por si mesmo.

O enfermo todavia pensa e crê que aquelas palavras ditas pelo pastor acrescentam algo aquele copo dágua tornando-o especial!

Segundo o padrão mágico fetichista ele julga que as palavras são perfeitamente capazes de alterar a natureza das coisas!

Tomemos agora o homem irreligioso, indiferente, deísta, agnóstico, materialista ou ateu, mas enfeitiçado pelo mercado ou melhor pela propaganda.

Ouve dizer que a Coca Cola seja melhor do que Pepsi porque é Coca, ainda que a fórmula seja a mesma!

E recusa-se até mesmo a provar a Pepsi porque lhe disseram que não é Coca!

Uma questão de palavras!

Capaz de bloquear a verificação.

Não muda a realidade da bebida.

Atua no entanto na mente do consumidor, predispondo-a a considerar a dita bebida superior a todas as outras apenas porque porta determinado nome.

Consideremos agora uma camisa.

Temos o mesmo tecido e o mesmo corte.

Aqui feita por uma mãe prendada, que sabe costurar... Ali oferecida pela fábrica Tods, e com o emblema ali gravado.

Ambas a peças são absolutamente iguais! No entanto a maior parte dos jovens recusar-se-ia terminantemente a usar a peça de roupa feita com carinho pela própria mãe; optando por aquela que tem um emblema com o nome fixado, e jurando de pés juntos que aquela peça é superior ou melhor!

E por que?

Porque trás um nome!

Mas o um nome acrescenta algo a coisas ou objetos exatamente iguais?

Nada, absolutamente nada.

De fato uma marca determinada pode até ser melhor do que as demais. Isto no entanto não depende da marca mas da qualidade do produto, o qual alias permanece sendo o mesmo caso a marca ou o emblema seja removido. Então para sabermos qual peça de roupa é mais confortável ou resistente existe apenas um critério: prova-las todas!

Pois pode ser e sempre pode ser, que a marca alardeada seja inferior a uma outra que não goza de tanto prestígio e portanto enganosa.

Sempre poderemos ser enganados por palavras escritas ou faladas.

A única possibilidade de aquilatarmos a verdade é por meio da experiência ou do uso.

O fetiche da marca no entanto é capaz de tornar as pessoas resistentes a experiência.

Elas sempre poderão alegar que confiam na marca X, mesmo que as demais peças ou produtos sejam similares.

Ficam condicionadas a comprar apenas Maizena e não qualquer outro tipo de amido de milho... a adquirir Bom bril e não qualquer outro tipo de palha de aço. Como se o nome daquele produto adquiri-se poder ou força por si mesmo...

Poderia até adquirir idoneidade moral, numa sociedade em que a propaganda fosse feita de boca e boca e não negociada. Nós no entanto fazemos parte de uma sociedade em que a propaganda é paga ou comprada, e, logo; numa sociedade em que o anunciante declara o que quer, jurando por todos os deuses que seu produto é superior a todos os outros.

Fica evidente que numa sociedade cuja propaganda seja paga as pessoas deveriam exercer sua criticidade testando os produtos ou melhor dizendo experimentando.

Elas no entanto transferem sua fé do livro ou do pastor para o mercado ou a propaganda paga, permanecendo crédulas e pagando por nomes que nada adicionam aos objetos.

Antes compravam milagres, agora compram cigarros, latas de cerveja ou automoveis; mas continuam acreditando que a marca ou o nome acrescenta algo ao produto. Ou crendo numa propaganda que limita-se a palavras...

Antes o nome era Jesus e as palavras glória ou aleluia, agora Tods, Quick silver, adidas, etc o princípio é exatamente o mesmo.

A ideia de que as palavras adicionam algo a coisa em si.

Quando nada adicionam.

Claro que outras tantas pessoas adquirem as tais roupas ou coisas de marca como sinal de posição, superioridade ou prestígio. Para destacarem-se das demais, que não podem arcar com o custo da tal marca ou compra-la.

Aqui a roupa ou o calçado deixou de cumprir com sua função natural apontada por Sócrates (nas Memorabilia de Xenofonte) que é a de proteger do frio, do calor, da chuva ou das asperezas e insalubridade do terreno, para assumir uma função artificial que é separar os elementos da sociedade segundo o critério externo da aparência.

É esta dinâmica que leva-nos a priorizar a aparência a realidade, o traje a pessoa, o ter ao ser; corrompendo nossa visão de mundo.

Não quero dizer que devamos descuidar da aparência ou do asseio e do conforto, não é isto. O que quero dizer é que acima de tudo isto devemos considerar a razão e a livre vontade como apanágio supremo e específico dos seres humanos. Traje é importante mas vem em segundo plano, devendo como já foi dito corresponder a uma função natural do que a critérios de exceção.

Neste sentido podemos classificar como anti humano etiquetar as pessoas, rotula-las, julga-las tomando por base suas roupas 'sem marca'. Aqui seria julgar a casca pelo miolo...

A roupa de fato precisa estar - salvo compreensíveis exceções determinadas pelas circunstâncias - limpa e bem cuidada. Mas nem por isso precisa ser cara, luxuosa e de marca como Sócrates fez reparar ao sofista Antifonte.

Priorizar o traje ou o que é pior uma marca ou palavra ao invés do ser ou da coisa em si é corresponder aos interesses financeiros do mercado sacrificando parte de nossa natureza como o espírito investigativo.

Tomada em si mesma a cultura da marca deve ser encarada como um fetiche que só trás proveito aquele que a vende ou anuncia. Uma vez que poderíamos pagar um preço bem menor por um produto melhor de marca não famosa... ou mesmo sem marca (Uma vez que a qualidade se sustenta por si só, sem a marca!). Pagamos assim por um nome ou por uma palavra, a qual como vimos nada acrescenta ao ser.

E nossa mente ainda que irreligiosa permanece presa a um tipo de misticismo irracional.

Salva-mo-nos do pastor para cair nas mãos do empresário ou do marketeiro...

Então ainda temos de percorrer um longo e penoso caminho!














sábado, 24 de outubro de 2009

Sindicato dos pequenos blogs, abrace essa causa





O Chris Robers do blog Bigode de Gato e também o Ravick dos amorais se associaram no sindicato dos Pequenos Blogs, cujo objetivo é reunir pequenos blogs para que sejam divulgados.

Leia o texto abaixo:


Este é o segundo post, e temos novidades. O controle de acesso como estava sendo realizada estava atrasando as inscrições. Por este motivo o Blog agora é aberto a visita de todos. Reforçando: corre e associe-se cara!

Para este primeiro momento somente 100 pequenos blogueiros (corre e associe-se cara) poderão participar da Campanha que será lançada brevemente.



Como todo sindicato, temos nossas diretrizes e nossa missão. Aquela, será informada depois, esta é simples: defender os interesses e ajudar os pequenos blogs a crescer.




Nosso lema é: os pequenos blogs tornam o pequeno um grande blog.




Certamente sua primeira e mais importante dúvida é: o que afinal é este blog e qual o objetivo enfim deste sindicato?



Tudo será melhor explicado a seu tempo, mas, grosso modo, o sindicato será uma agremiação de pequenos blogs que realizarão ações conjuntas (entenda-se campanhas, selos especiais, blogagem coletiva, publicidade entre outras ações) para o crescimento dos associados.




Aguarde!



Caso tenha ou conheça um pequeno blog de bom conteúdo, convide-o.

Neste novo modelo, basta acessar o blog da campanha e tornar-se um Seguidor do Blog.