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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O sentido mais íntimo de 'Crime e castigo' ou o problema de Raskolnikoff

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Acho irrelevante ficar discutindo se Capitu traiu ou não o Bentinho. É algo que não me adiciona nada.

Adoro a Trilogia machadiana (Digna de um Dostoevsky, de um Dickens, de um Balzac ou de um Eça - Os mestres supremos!) e por isso digo que há muito mais coisa a explorar-se nela - Digo de relevante - do que as aventuras de Dna Capitu e seo Escobar.

Coisa de maior quilate toca a Raskolnikoff. Poucas personagens tão interessantes ou fascinantes quanto ele. Ocorrem-me apenas o Sinuhe de Mika Watari, o Imperador Claudio de Graves, Dna Lola e mana Rosa da Sra Leandro Dupré...

No entanto Raskolnikoff e mesmo Razoumikhine parecem-me ultrapassar a todas.

Durante quase quinhentas páginas a obra toca aos motivos que levaram Raskolnikoff a fazer 'aquilo'... Quero dizer assassinar a agiota ou o 'verme desprezível', mais sua irmã Isabel, a adela, com um golpe de machado no sinciput, estourando-lhe o crânio.

No entanto a resposta é dada apenas na última parte durante a confissão feita a Sônia.

Após sucessivas tentativas... De modo que podemos imaginar uma cebola tendo suas cascas removidas, uma após a outra, em direção do interior.

Assim Raskonicoff vai analisando a si mesmo a partir da consciência até chegar aos meandros mais sombria da inconsciência e fornecer-nos a resposta mais apropriada.

Já no começo da obra nos deparamos com a afirmação de que ninguém conhece melhor o homem do que ele mesmo.

Eis porque o ponto culminante da obra é a introspecção feita pelo filho de Pulqueria Fedorovna no quarto da prostituta...

Antes que alguém mais afoito suponha que lá foi ter o homem com o propósito de obter uma mera noite de prazer ou para transar, adianto que não.

Em que pese a admiração confessa de Freud por sua obra, o clássico russo não é freudiano na plena acepção da palavra. Svidrigailoff tem via sexual desregrada por assim dizer, sem que por isso sua personalidade deixe ser bastante rica e complexa. Ali a sexualidade não assume proporções 'desmesurada' e tampouco a religiosidade; e a vida ou melhor a tragédia humana jamais se diluí em qualquer uma dessas áreas sendo absorvida por elas. Há sexualidade, há religião, mas a vida ou melhor o drama da vida é muito mais amplo e podemos dizer que Dostoevsky esta muito mais próximo de Adler do que do primeiro Freud, i é, do Freud de 1900.

Nem mesmo o economicismo capitalista/marxista toca ao fundo da questão humana na perspectiva do grande Mestre.

Há algo maior, mais amplo e mais profundo para além da fé, da sexualidade ou da economia.

De um modo ou de outro, de uma forma ou de outra, de qualquer maneira este homem quer Ser ou afirmar-se. E esse desejo de ser, de afirmar-se, de poder, de imortalizar-se é que consome o homem. É existencialismo puro porque o drama do homem é existir. Existo. Mas como prolongar esta existência na memória coletiva da humanidade?

Lembra de algum modo a busca de Aquiles e de Alexandre pela glória.

Tomemos porém as falsas pistas.

Por que mataste a velha Raskolnikoff?
A primeira resposta oferecida é trivial -

Matei porque se tratava de uma agiota sem sensibilidade ou coração, um ser inútil, uma parasita, etc O que suscitou meu ódio.

Mas será?

Por que mataste a velha Raskolnikoff?
A primeira resposta conduz-nos a escola social do direito ou da criminologia, tributária de K Marx:
Matei porque era pobre, porque minha condição era miserável, porque sofria privações, porque não tinha o que comer, impelido pela necessidade enfim. Foram as condições sociais que determinaram fazer o que fiz.

Já antes de ter consumado o crime cogitava que não podia deixar de comete-lo.

Alguns dias depois no entanto confessava que a certeza de que não podia deixar de ter cometido aquele crime seria doce para ele.

Pois se é certo que tendo dado largas aos mais nobres sentimentos empenhou parte do dinheiro enviado regularmente pela pobre mãe com o intuito aliviar o sofrimento alheio, experimentando consequentemente uma situação se penúria, não é menos certo que Razoumikhine experimentava as mesmas dificuldades, recorrendo no entanto a traduções de textos e algumas aulas com o objetivo de angariar subsídios.

Conduzido por uma honestidade inflexível para consigo mesmo o irmão de Dounia conclui que bem poderia ter imitado o exemplo do colega de curso. Sente que não havia esgotado todas as possibilidades viáveis no sentido de ter escapado a penúria.

Ademais obtido o dinheiro ou os recursos desejados, acabou ocultando-os debaixo de uma pedra e abstendo-se de fazer uso dele.

Seja com for há situações de miséria, de penúria ou de indignidade que bastam para conduzir o ser humano a loucura. É constatação científica feita há alguns poucos anos. Claro que há pessoas e pessoas, mentes e mentes, temperamentos e temperamentos... E que os limites variam de pessoa para pessoa. Sem que os efeitos sociais da miséria, sobre uma média de pessoas deixem de ser significativos.

Não é o caso de Raskolnikoff por ele mesmo sente que não chegara ao limite, e que a loucura surgira posteriormente, como consequência do ato praticado. E não antes, como causa. Tal o resultado de sua introspecção.

Então por que mataste a velha Raskolnikoff?
Claro que nosso ex estudante de direito, como todo e qualquer ser humano, tentará racionalizar e em certa medida justificar o crime por si cometido.

E por via alguma conseguia arrepender-se do que havia feito.

Sentia-se mal, constrangido, abalado, etc não por ter partido a cabeça da velha e lhe tirado a vida, mas apenas por ter denunciado a si mesmo num momento de fraqueza (???!!!!???).

De fato não fora pego. Pois a tempo fora notificado sobre a morte de Svidrigalioff... 

Mesmo assim num momento de grandeza ou fragilidade denunciou-se.

Havia portanto ocasiões em que se arrependia não de ter cometido seu crime, julgando-se inocente, mas sim de não ter podido conter-se, de não ter podido vencer a si mesmo, de não ter podido manter a constância da alma, de ter se desestabilizado e ido entregar-se a polícia.

Envergonhava-se quanto ao estado de desordem mental a que chegará após a consumação do crime e cuja gênese sequer sabia explicar.

Julgava-se talvez ou muito provavelmente sabotado pelo próprio medo de vir a ser pego.

Quiçá sua cruz fosse a cruz do medo.

O fato é que não conseguia conviver com esta situação de fraqueza.

A fraqueza ou a sensibilidade face ao crime é que exasperavam-no.

Mas por que?

A resposta temos no artigo que publicará alguns meses antes e que fora usado pelo juiz de instrução criminal, Porfírio com o intuito de conduzir as investigações.

Artigo em que nosso estudante de direito, antecipando Nietzsche, sustentava que o homem superior ou super homem - Fosse um Napoleão, um Cesar, um Maomé ou um Newton; não importa quem! - não só podia como devia cometer quaisquer crimes, e sem o menor constrangimento, pelo simples fato de estar plenamente cônscio a respeito de sua genialidade e de seu desígnio, enquanto benfeitor do gênero humano. Aqui matar, roubar ou mentir, se necessário fosse, não constituía apenas um direito mas um dever daquele homem... Já qualquer laivo de sensibilidade ou de arrependimento face ao 'crime' implicaria fragilidade, e portanto vulgaridade.

Ali a vocação para a riqueza ou a prosperidade, segundo Calvino (cf Weber 'A ética protestante e o espírito do capitalismo') indicaria a predestinação. Aqui o arrependimento ou a sensibilidade indicariam a vulgaridade...

Aquele homem especial, genial ou superior deveria ter suas vistas postas apenas sobre o fim, jamais sobre os meios. Pois os fins justificariam plenamente os meios...

O único crime aqui era ser pego, preso, punido, etc Numa palavra: Falhar e não atingir seu fim.

Pois ninguém (Atente aqui a mente sagaz!) ou quase ninguém, increpa como criminoso aquele que extermina milhares ou milhões de vidas humanas nas guerras. Será que chegamos aqui a Timothy McVeigh? 
E estátuas são erguidas a César, Átila, Maomé, Tamerlão, Henrique VIII, Filipe II, Cromwell, etc E nomes de ruas, praças, escolas, etc são conferidos aqueles que dissiparam tantas vidas humanas.

Enquanto aquele que comete um ou alguns assassinatos, estes são tidos em conta de criminosos, punidos, castigados, suplicados...

Por que raios matar alguns é encarado com horror pelas massas, enquanto exterminar povos inteiros é encarado por elas com a mais absoluta naturalidade?

Porque aqueles milhões, guiados por um gênio ou por um homem superior, lutam por um desígnio... Enquanto os outros, tendo sido pegos, e antes disto aminados por um desígnio vulgar como a fome (???) ou a miséria (???) mostram-se inferiores e vulgares.

Em tese, os crimes do home superior ou genial jamais vem a luz porque ele não foi, não é ou não será pego. Podendo, a custa de crimes perfeitos, realizar sua ascensão até o topo.

Tais as doutrinas expostas por Raskolnikoff  postas em sociologuês...

Toquemos porém a alma...

Porque é evidente que tendo colhido em algum lugar esta 'bela' doutrina do homem sem compaixão e desenvolvido-a o nobre moço não pode deixar de perguntar a si mesmo se é ou não é um destes homens superiores...

Sou ou não sou um deste super homens? Pertenço ou não pertenço a essa casta de homens superiores? Que sou eu??? A que rango pertenço???

Aqui o único teste possível é a execução de um crime, crime feito a sangue frio e perfeito.

Raskolnikoff precisa matar, não para obter dinheiro em primeiro lugar, mas para saber que é? Se é dos homens geniais ou dos vulgares...

Antes do crime vive este dilema e precisa resolve-lo.

E se hesita e não comete o crime já vai tendo a si mesmo em conta de vulgar.

Por isso planeja, por isso apropria-se sorrateiramente do machado, por isso vai a casa da velha e por isso da cabo dela. Sem no entanto contar com a aparição da Isabel... A qual se lhe apresenta a consciência como inocente. E já não sabemos que efeito a morte da pobre adela produziu no íntimo de seu ser.

Então por que Raskolnikoff mata, amigo leitor?

Mata, olhe só, para afirmar-se.

Aqui eliminar a vida do outro é espécie de introdução a vida.

Mata para ser.

E até consumar este ato perverso nosso homem estava firmemente convencido de que passaria pelo teste.

Eis a fé de Raskolnikoff: Que mataria e permaneceria o mesmo, ou seja, indiferente.

Era sua fé e tudo empenhou: A mãe, a irmã...

E no entanto mal comete o crime fragmenta-se em dois. O estado de tensão espiritual aumenta e sua sanidade mental deteriora-se. O homem já não é senhor de si e ao cabe de mil e uma peripécias acaba de entregar-se a polícia.

O fato é que após ter cometido o crime e mesmo sem se julgar arrependido sofria... E como sofria. Talvez sofresse mais pelo medo de ser preso... Mas sofria e não deixa de sofrer.

Julgava-se senhor de si enquanto assistia perder o controle de tudo...

E qual o epílogo de tudo isto?

Sucumbindo a tensão o homem é vencido por si mesmo e constata, necessariamente, a luz de sua doutrina, não ser um super homem mas um fracassado. E acredita nisto e sofre sobretudo por isto. Sofre porque convencido de que não era genial ou predestinado. Sofre porque concluir que não passava de um homem vulgar.

A consequência mais prática aqui fica sendo a morte de sua mãe.

Pois a infeliz Pulqueria Fedorovna não consegue suportar a dor da desventura, e sucumbe miseravelmente após ter perdido o uso das faculdades mentais.

O homem acreditava ter ganho o mundo inteiro ou a oportunidade do mundo, e... no fim das contas perde a criatura que mais amava, a mãe.

E tampouco pode assumir seu grande amor, Sônia, pelo simples fato de ter sido condenado ao degredo por oito longos anos...

Evidente que não pretendo postular a monocausalidade do crime. Toda monocausalidade me parece forçada e suspeita. Há crimes e crimes, motivações e motivações...

Há certamente quem mate por ódio ou vingança, como há quem mate para roubar movido por necessidades materiais... No entanto tais motivações não esgotam as fontes do crime. Há outras.

Assim Raskolnikoff mata para ser, para a afirmar-se e até podemos dizer que mata por uma questão de necessidade psicológica.

Mata apenas para sentir que é capaz de matar, que pode matar ou que tem o direito de matar.

Até aqui 'Crime e castigo', até aqui Dostoevsky, até aqui literatura russa, até aqui ficção.

E no entanto este autor é mestre consumado em matéria de psicologia. E até antecipa Adler.
Neste caso que fazer para que a conquista a auto afirmação não se converta em tragédia?

Penso que a resposta aqui esteja no livro que Raskolnicoff tomou as mãos já nas últimas linhas do romance; no Evangelho.

Na sacralidade com que este livro único nimba a vida humana.

Eis a melhor cartilha com que educar nossos filhos e moderar o instinto vital da afirmação.

De fato o homem deve buscar por sua afirmação, realização, fama e glória; mas sempre numa perspectiva Ética, visando não prejudicar ou causar dano, as beneficiar concretamente o maior número possível de seres humanos sem cometer pecado algum.

Tome não o caminho de Hitler, Bush, Pot, Stalin, Napoleão, Ivan, Tamerlão, Átila, César, etc os quais de fato não passaram de criminosos ou de psicopatas; mas o caminho de Buda, Confúcio, Sócrates, Platão, Jesus... S João de Deus, S Camilo de Lelis, Cotolengo, Abbe L Eppé, Braile, Abbe Pierre, Pe Damien Deveuster, Pe Ibiapina, Pe Bento, Irmã Dulce, A Schweitzer, Madre Tereza... O caminho do amor enfim, que é o melhor de todos os caminhos.

Tomando o caminho de Raskolnikoff tomará certamente o caminho da dor...


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Os mitos da islamofobia, da cristofobia (crentofobia) e a Catolicofobia I I

A catolicofobia


Foi apenas quando cheguei a casa dos dez anos - precisamente na metade dos anos 80 - que vim a conhecer a igreja romana ou como se diz por aqui 'católica'. Muito mais tarde é que vim conhecer os outros catolicismos: a igreja anglicana e a Ortodoxia.

Portanto desde 1984 pude observar discretamente o comportamento dos papistas, embora ignorasse por completo como funcionava a religião deles. Como bom protestante no entanto e interessado por questões de ordem religiosa, sabia quem de nossas relações ia e não ia missa.

Cinco anos depois, quando cheguei aos 15 (para dezesseis), perdi a fé em Cristo, o qual passeia a odiar profundamente. Isto graças as tonteiras do pentecostalismo! Aos dezesseis para os dezessete anos (1991/92) passei pela mesma experiência que Afonso de Ratisbonna e Paul Claudel: ao entrar pela segunda vez na igreja Matriz de minha terra, entrei deísta, odiando a Jesus Cristo e sai papista!

Como já narrei pormenorizadamente a narrativa de minha conversão ao papismo em minhas obras de polêmica contra os protestantes fundamentalistas. Paro por aqui.

Sucede que alguns anos antes de minha conversão ao papismo, cursando o então oitavo ano e depois o E Médio em 90/91 tive ocasião de ouvir, por parte de meus professores de História - Tive uma profa protestante, uma liberal e um profo Marxista  - autênticos sermões ou Filipicas, bastante agressivas contra a igreja romana. Havia ali gente que ia a missa regularmente, gente de cursava a perseverança, membros de famílias devotadas a igreja... sabia que parte de meus colegas não apreciava o que ouvia, no entanto jamais vi qualquer um deles exasperar-se insultar os professores, denuncia-los a direção (como pretendem fazer os criacionistas de hoje ou faria um muçulmano qualquer!)!

Jamais vi os romanistas em quaisquer circunstâncias cunharem o termo catolicofobia, o qual julgo no entanto são seria apenas oportuno, mas justo; porque os ataques eram fortuitos e cerrados; servindo alias para alimentar meu ódio a igreja de Roma.

Havia apenas um rapaz, extraordinariamente culto, de outra classe e escola, que segundo diziam ousava responder educadamente a tais acusações. O qual após minha conversão tornou-se meu melhor amigo.

Jamais este moço ousou negar as acusações que eram pertinentes, buscando apenas aprofundar o assunto (apontando para a existência do mesmo fanatismo e da mesma inquisição nas seitas protestantes e para o caráter violento e feroz dos reformadores) sem no entanto jamais ousar erguer a voz, ameaçar, maldizer, achincalhar ou agredir como é próprios dos fanáticos de hoje!

Noutros liceus havia romanistas fervorosos aos quais com toda razão incomodavam aquelas pregações anti 'católicas', aquele clima de hostilidade e ódio, etc Alguns dos quais mostravam louvável zelo pela verdade dos fatos e paixão pela justiça a ponto de replicar aos professores com exaltação! Nenhum destes porém ousou denunciar seus mestres, insulta-los ou ameaça-los como sói neste nossos tempos de 'luzes'...

Posteriormente dei com a descrição de tais tipos no Pe Liberato de Griez (Catholicismo e protestantismo 1935) p 04:

"Nós Catolicos temos... caridade, delicadeza e educação. NÃO INCOMODAMOS A NINGUÉM POR MOTIVOS DE CRENÇA, E FICARÍAMOS SATISFEITOS SE OS OUTROS NOS DEIXASSEM EM PAZ.

Os hereges, pelo contrário, são atrevidos e petulantes somo sempre foram e a ninguém deixam em paz. Discutem sempre e em toda parte, chegando mesmo a intimidade do lar e santuário da família, sem sombra de caridade, delicadeza ou educação. Apreciam sobremodo atacar a fé e religião alheias..."
 

Foi o que pude observar antes de tudo no protestantismo materno com sua eterna mania de abordar e discutir assuntos de natureza religiosa com o maior atrevimento e posteriormente na delicadeza da maior parte dos papistas, anglicanos, ortodoxos e espiritas que buscam viver suas crenças, sem, via de regra incomodar os outros.

Não estou negando aqui a existência de fanáticos em tais grupos.

Fanáticos por sinal existem em todas as instituições humanas: times de futebol, partidos políticos, escolas carnavalescas, etc

No entanto em algumas há mais e noutras menos. Numa muito mais e noutras bem menos.

É comparar os catolicismos com o protestantismo, o espiritismo com o islamismo, o budismo e o zoroastrismo com hinduísmo ou sikismo.

Algumas religiões alimentam mais o fanatismo enquanto outras buscam conte-lo até certo ponto.

De minha parte como poderia deixar de ser atraído pela delicadeza religiosa dos católicos e espíritas, que os protestantes, islâmicos e outros fanáticos e obscurantistas desonestos buscam apresentar como falta de fé (COMO SE A FÉ FOSSE NECESSARIAMENTE FANÁTICA - neste cado deveríamos abandona-la por completo como dizem os materialistas e ateus partidários desta tese).

Por experiência posso dizer que católicos e espiritas tem tanta fé quanto seus adversários religiosos. A diferença aqui é que católicos e espiritas insistem igualmente na Ética ou no amor ao próximo e consequentemente na tolerância, no convívio fraterno, na paz, etc Repugna a tais pessoas, e com absoluta razão, interrogar os outros sobre suas crenças, imiscuir-se no domínio das opiniões religiosas alheias, abordar assuntos de natureza religiosa sem um pingo de delicadeza, dirigir-se a deus berrando para que os vizinhos sejam informados sobre sua fé, sair catequizando o mundo afora a força de gritos... pelo simples fato de não serem intrometidas e grosseiras até a mais baixa vulgaridade, mas educadas.

Não quero com isto cair no extremo oposto dizer que religião não se discute. Pode e deve a religião ser discutida polidamente entre os iguais, isto é entre as pessoas nobres, equilibradas e instruídas. Desde que no entanto haja intimidade entre elas. Não é religião assunto vulgar a ser abordado com estranhos no meio da rua! A discussão de assuntos de tão elevada natureza exige a existência de sólidos vínculos. Coisa que um fanático, tarado ou compulsivo não pode compreender!

Particularmente, sinto-me mortificado sempre que algum desconhecido, após alguns instantes de prosa, imbrica pela seara da fé ou da religião. Intuitivamente percebo estar diante de mais um sectário com o qual, infelizmente, não é possível criar qualquer vínculo mais estreito e. diante disto, busco desconversar polidamente. Todavia caso não seja possível, digo em algo e bom som que tenho em conta de mal educadas e grosseiras as pessoas intrometidas que gostam de muito saber a respeito da vida alheia. E, se tal não for suficiente, recorro a um curto e grosso 'Passar bem', dou de costas e saio andando.... deixando o troglodita falando sozinho!

Simplesmente não dou a mínima atenção a esses profetas mal educados da modernidade.

Sei dialogar muito bem a respeito da fé, mas não a moda das lavadeiras... que apreciam descrever minuciosamente a roupa suja alheia. Uma discussão improdutiva em termos de roupa suja não me interessa. Debates com fanáticos que só sabem perceber os defeitos do sistema rival não me interessa nem um pouco.

Debater com protestantes e muçulmanos é mais o menos assim...

Atacam a não poder mais a igreja do papa...

Descrevem pormenorizadamente a inquisição; com seu sabido cortejo de horrores, tem o nome do Torquemada na ponta da lingua, apreciam discorrer sobre caso Galileu, etc

E caso os deixemos falar, haja corda!!!

No entanto assim que abrimos a boca com o intuito de refrescar-lhes as memórias e trazemos a baila: o assassinado dos camponeses por Lutero, a execução de Servet por ordem de Calvino em Genebra, os distúrbios causados pelos huguenotes na França, a condenação de Servet pelo próprio Lutero, o caso das Bruxas de Salém, a História do forceps, o caso Scopes, etc ou em se tratando dos muçulmanos os genocídios armênio, assírio e siríaco de 14; os feitos sangrentos de Tamerlão, a fúria de Al Hakim contra os cristãos coptas, o assassinato de Umm Qirfa e Asma Marwad, a conversão forçada de Abu Sufyan, o caso de Safiya, a execução dos 900 judeus, o ISIS, o BOKO HARAM, o TALIBAN, a murtad, a Djzia, o machismo, o escravismo, etc NOSSOS CONTRADITORES TAPAM OS OUVIDOS E PÕEM-SE A BERRAR:

ISLAMOFOBIA - CRISTOFOBIA!!!

Como papagaios ou vitrolas quebradas!


Quer dizer que atacar a igreja romana pode, bem como o anglicanismo e a Ortodoxia. Meter o pau nessas três confissões é digno, justo, bonito! Agora quando os católicos, espíritas ou incrédulos fazem os fundamentalistas beberem do mesmo veneno, expondo publicamente as malignidades perpetradas pelos sistemas a que pertencem, fazem-se logo de vítimas inocentes insidiosamente perseguidas! Oh coitados, criticar os outros eles sabem e com fúria, agora receber a crítica mais leve, transtorna-os!!!

Não entendo essa lógica dos Catolicismos poderem ser criticados livre e as vezes até injustamente e do protestantismo ou do islã serem tabus!

Alguém compreende?

Podem os protestantes e islâmicos se abster de agredir e atacar nossa fé ou a fé alheia?

Não!

Então com que petulância infernal se queixam quando seus sistemas são atacados???

Quantas vezes não tive de ouvir dos protestantes e ja estou a ouvir dos muçulmanos:

Agora o amigo passou dos limites!

Ah???

O que???

Não entendi!

Mas que é que me põe ou dá limites???

Com sua licença sr pastor, sr xeque, mas os srs não me impõem limite.

Vivemos, é sempre bom lembrar, numa sociedade democrática pautada no princípio da igualdade.

Assim o que é permitido aos srs também a mim me é permitido, e se os srs são tão hábeis em criticas as crenças alheias, bem vai que recebam lá uma criticazinhas!

Ah os srs se sentem ofendidos por criticar-mos o Corão ou o Antigo Testamento ou os escritos de Paulo???

Podem chorar a vontade ou até criar um muro das lamentações só para vocês: um protestante e um islâmico!

Limites quem me impõem sou eu mesmo e não lhes devo, felizmente, satisfação alguma.

Se alguém é pastor, xeque ou fanático, não existe para mim.

No entanto eu não preciso como vocês escudar-me por trás de magníficas frases de efeito como 'islamofobia' ou 'cristofobia' que é coisa de gente desonesta e incapaz. Vanglorio-me de ter estudado minuciosamente a História do protestantismo e estar fazendo o mesmo com a História do Islã. Pesquisados recorro as fontes buscando por a luz o que os srs ocultam!

Não preciso recorrer a mentira, ao engano e sequer as meias verdades ou verdades distorcidas como os srs! A igreja romana teve uma inquisição?

Sim teve!

Num determinado momento de sua existência passou a ceifar vidas humanas?

Lamentavelmente!

Em dado momento de sua história apostatou de seus ideais?

Sim!

Agora que proveito podem tirar de tais aduções islamismo e protestantismo????


NENHUM!!!

 E por que???

Porque o protestantismo, com Lutero matador de camponeses e anabatistas, já nasceu matando, já nasceu assassino, ja nasceu carniceiro! E fez carreira na inquisição, do que temos exemplo na morte de Servet...

Porque o islamismo não só nasceu matando - mencionarei apenas o poeta Ibn Afak - como mata e sustenta a doutrina do assassinato até nossos dias. O islã censurar a igreja romana por ter exercido violência no passado seria como Hitler acusando o Al Capone por assassinato!!!

A igreja romana só começo a executar os heréticos a partir do século XIII. Durante mais de mil anos abstivera-se de assassinar, embora o meio fosse extremamente violento após o século V! Protestantismo e islã teem seus berços encharcados em sangue humano!

Cristo não foi assassino! Pedro, primeiro Bispo de Roma, não foi assassino! Gregório, o grande não foi assassino! Maomé foi assassino e torturador - mandou torturar ibn Kynana - e Lutero matador confesso de 30.000 camponeses, sem contar os infelizes anabatistas cuja morte revindicou!

Então a que título sentem-se melindrados esses hipócritas!

Protestantes e muçulmanos não tem pingo de moral para tecer críticas a igreja romana!

Como não tem o sujo pingo de moral para censurar o mal lavado!

Como os fariseus não tinham pingo de moral para denunciar a Madalena!

Como aquele que tem uma trave no olho não é dado soprar cisco em olho alheio!

Que os ateus e materialistas o façam, lá vai...

Que protestantes e muçulmanos descarados ousem faze-lo é o cumulo da patifaria!

Nem por isso acredito que os Cristãos episcopais haverão de berrar: cristofobia!

Não precisam! Tem os fatos a seu favor!

Que gritem: À História!

E ponham os fatos a luz!

Posso ter desertado da igreja romana. Porém jamais cessei de amar a justiça e a equidade!

Assim, se tiver de defende-la contra seus acusadores hipócritas defende-la-ei e sequer precisaria de fé em Cristo ou de ter diante dos olhos a certeza da existência de Deus para faze-lo! Basta-me a voz da consciência e o sentido da ética.

Posso talvez no fundo ter desesperado quanto ao espírito Católico e ser pessimista quanto o futuro da Europa, do Brasil e da humanidade em geral. Agora quem desesperou do espírito do Catolicismo desesperou de tudo e não pode encarar senão como o cúmulo do absurdo a crença segundo a qual espírito do pentecostalismo ou o espírito do islamismo, fariam melhor do que ele pelo gênero humano!!! Não importa tomo por consolo a Filosofia de Aristóteles associada ao ideal ético de Platão! Agora que lá no fundo, bem no fundo, torço por uma revanche católica, ah isto torço! Para qualquer pessoa culta e emancipada seria melhor viver numa sociedade inspirada nos princípíos do Catolicismo do que numa sociedade pentecostal, regira pela Torá de Moisés, ou numa sociedade sunita regida pela sharia.

Tendo estudado com afinco e atenção todos estes credos não poderia pensar doutra forma.



domingo, 20 de setembro de 2015

A propósito do avanço do islamismo e seu significado

Quando penso no abandono do ideal Católico pela civilização ocorre-me quase que de pronto a seguinte passagem do Evangelho: "Quando um espírito mau é expulso de um corpo... instalam-se sete espírito ainda piores."

Era mau o espírito do Catolicismo?

Muitos gritarão que sim e baterão seus pés.

De fato, sob a forma do romanismo e mesmo do anglicanismo no Ocidente, conteve impurezas e imperfeições.

Foram no entanto os outros espíritos superiores a ele ou melhores?

Foram o protestantismo, o capitalismo, o comunismo, o anarco individualismo, o positivismo, o fascismo ou o nazismo melhores do que ele? Foram menos ferozes e agressivos? Foram menos cruéis e desumanos?

Absteve-se cada uma das ideologias acima de provocar guerras, golpes e rebeliões? De derramar sangue? De torturar e oprimir???

Ocorrem-me de passagem apenas:

  • O massacre dos camponeses - P
  • O saque de Roma
  • A guerra dos nobres
  • A extinção dos mosteiros e fim do 'serviço social'
  • A execução de Miguel Servet
  • As guerras da França
  • A guerra dos trinta anos
  • A institucionalização da pirataria
  • A eliminação dos índios Norte Americanos
  • A KKK
  • A doutrina do destino manifesto
  • O Belt Bible criacionista
  • O Apartheid - P
  • O terror durante a Revolução Francesa - Cap
  • A fome e miséria presentes na Inglaterra vitoriana
  • As duas grandes guerras mundiais
  • O colonialismo
  • O neo colonialismo - Cap
  • A Revolução russa - Com
  • Os expurgos de Stalin
  • O Holomodor
  • O regime do Kmer vermelho
  • O index vermelho
  • A eliminação dos judeus na URSS - Com
  • Os atentados a Bomba - A I
  • A servidão dos cientistas para com os governos e empresas - P
  • A invenção e fabricação de armas de destruição maciça
  • Experimentações médicas sem o consentimento ou mesmo conhecimento dos pacientes - P
  • Os campos de concentração - N

Leiam e releiam esta lista meus amigos e fiquem cientes de que 90% das instituições ou eventos acima fizeram correr mais sangue do que a Inquisição papista em toda sua História.

Todas as ideologias responsáveis por sustentar as instituições ou inspirar os eventos acima, tem um telhado de vidro muito fino, embora apreciem lançar pedras contra o telhado da igreja romana!

Todas, todas tem o rabo demasiado sujo, embora apontem para o rabo da igreja papal.

Critique a Igreja romana quem puder: os humanistas, pacifistas, zoroastrianos, budistas, espíritas, etc Aqueles que jamais fizeram apologia da violência ou da guerra sob qualquer pretexto. Estes tem pleno direito de denunciar os erros do Cristianismo.

Agora que direito tem o protestantismo, o capitalismo, o comunismo, o nazismo, o fascismo e para além de tudo o islã.

Fácil é para o Islã acusar o protestantismo Norte Americano por ter perpetrado - apoiando ativamente - o maior genocídio de todos os tempos (cf Dee Bronw 'Enterrem meu coração na curva do rio') que é o extermínio dos povos indígenas. No entanto alguém que conheça bem a História do Islã pode assegurar-nos de que ele procederia de modo diverso, isto é, com suma delicadeza e doçura permitindo que os peles vermelhas continuassem a cultuar pacificamente seus deuses???? De fato a acusação procede e é grave. No entanto será honesto o denunciante???

O protestantismo fez. Sim.

Agora que faria o islã com sua sharia???

Acusar é sempre fácil, pois a lingua humana não conhece qualquer barreira além dos dentes. Dificil é ser coerente e deixar de cometer os mesmos erros.

Por isso digo que em comparação com o papismo, seus pretensos sucessores cometeram muito mais erros. Continuaram a trilhar as veredas obscuras do anti humanismo, e por isso não tenho suas críticas em conta de sinceras.

Ao ver tantas pessoas gritando: inquisição, Torquemada, 'Fora Papa', etc e silenciando a respeito dos crimes do protestantismo, do capitalismo ou do comunismo, sinto-me enojado. E os crimes cometidos em nome da Bíblia, do lucro, do partido, do Estado nacional, da raça... onde é que ficam??? Ousareis dizer-me que o papado apenas soube inspirar crimes hediondos??? Direi que ignorais por completo a História. Direis que defendo a Igreja romana. Direi que busco fazer justiça a quem quer quer seja!

Pois até o diabo, caso existisse, mereceria ser julgado com toda equidade. Justiça é coisa que nunca vai mal e ódio coisa que jamais deveria tomar o seu lugar.

O fanatismo pela justiça arrasta-me a tais causas, tão pouco gloriosas.

Tenho em mentes estas respeitáveis meninas defensores dos direitos da mulher que tiram suas roupas diante do Papa Francisco, que queimam quadros religioso, quebram crucifixos, depredam e profanam os símbolos do Cristianismo, xingam os padres e religiosos, e... BATEM PALMAS PARA OS 'REFUGIADOS' MUCULMANOS que nem mesmo os países árabes quiseram acolher!!! E batem palmas para os adoradores de Allá e seguidores de Maomé. E acolhem de braços abertos o Islamismo. A única religião da face da terra que ousa sustentar, em nome de deus, a inferioridade essencial da mulher.

Vai o papa romano visitar suas ovelhas em qualquer canto deste planetoide. E logo assoma uma hoste ou horda de neo amazonas com o objetivo de lançar-lhe pedras, tomates, ovos, esterco ou sei lá eu mais o que. Congregam-se centenas de muçulmanos na Paris de Voltaire com o objetivo de discutir sobre como as esposas devem ser surradas, e apenas duas ou três feministas sinceras aparecem lá para protestar. Após o que são surradas pelos bons muçulmanos e levadas a delegacia! Sem que apareçam imensas hordas de neo amazonas com o objetivo de sustentar tão nobre causa!!!

O Pr Marcos Felicianus declara que o lugar da mulher é na cozinha e... intifada feminista alguma é proclamada. Ele e mais outra ovelha, sua uma vereadora nordestina, sustentam em alto e bom som que a mulher deve obedecer o marido e que é inferior a ele e as valentes feministas não soltam um peido!!!

O papa romano solta uma leve ventrada e elas gritam!!!

Diga-se o mesmo a respeito da maior parte dos comunistóides e anarcóides que neste exato momento estão recebendo de braços abertos os emigrados sírios em sua maior parte islamitas e portanto fundamentalistas em sua totalidade. Bárbaros, grosseiros, vulgares, intolerantes, violentos, arrogantes... não por serem sírios ou árabes - pois não se trata duma questão racial - mas apenas e tão somente por serem muçulmanos e como tais partidários da universalização da Umma, da implantação compulsória da Sharia, da abolição da democracia, da supressão das liberdades, garantias e direitos, da arabização da cultura e da erradicação dos infiéis.

Já estou ouvindo nossos comunistas, anarquistas, extremistas liberais, feministas, etc replicando que nem todos os muçulmanos são fundamentalistas e que tudo quanto esta acontecendo é culpa dos Estados Unidos. De fato não podemos eximir esta nação capitalista e protestantes de suas culpas. De fato muita coisa é mesmo culpa dos Estados Unidos. De fato a situação não teria chegado onde chegou sem as intervenções oportunistas e desastrosas daquela República... No entanto, é forçoso reconhecer que nem tudo é culpa dos EUA ou mesmo do estado de Israel.

Pois séculos antes de existir Estados Unidos ou da América ter sido descoberta já os muçulmanos capitaneados por Tamerlão exterminavam os infiéis da Índia ao Mediterrâneo, especialmente os Cristãos e particularmente os Ortodoxos. Digam-no os Armênios, cujos padres e monges foram enterrados vivos as centenas ainda que jamais tivessem recorrido a violência contra a dominação islâmica. Digam-nos os infelizes assírios crucificados as portas de Bagdad. Digam-nos enfim os siríacos cujas cabeças foram empilhadas junto as muralhas de Allab (Alepo).

E séculos antes de Tamerlão vir a luz o Califa Al Hakim não proclamou a conversão compulsória de todos os Cristãos Ortodoxos do Egito, os quais compunham mais da metade da população? Não decretou a demolição do Santo Sepulcro? E autorizou o linchamentos dos dissidentes??? Isto cerca do ano 1000...

Passemos agora a Era dourada do Islã e contemplemos o fundador deste sistema religioso sentando num torno, com a pequenina Aiesha (com cerca de doze anos de Idade) em Madinat al Nabi assistindo a execução de oitocentos hebreus responsáveis pelo 'abominável' crime de recusarem-se a admiti-lo como profeta de deus!!! Pelo que foram todos decapitados segundo o decreto sagrado de Alla! E como a esposa e mãe de alguns dos condenados tivesse perdido o juízo e começado a gritar, mandou o vigário de alla que também ela fosse decapitada! A outros tantos judeus que recusavam-se a islamizar Maomé declarou terem sido transformados em ratos, porcos e cães pelo seu deus!!! 

Chegando a proclamar que antes do dia do juízo, o resto dos judeus haveriam de esconder-se detrás das árvores. As quais inclinariam suas copas e gritariam: Fiéis, eis um judeu; assassinai-o! 

Ainda sobre os infelizes judeus temos os seguintes testemunhos:

 "Na manhã seguinte ao assassinato de Ashraf, o Profeta declarou: 'Mate qualquer judeu que caia sob o seu poder." 

"Logo após isso, Masud saltou sobre Sunayna, um dos comerciantes judeus com quem sua família tinha relações sociais e comerciais, e o matou. O irmão do muçulmano reclamou, dizendo: 'Por que você o matou? Você tem muita gordura na sua barriga em função da sua caridade.' Masud respondeu: "Por Alá, se Maomé tivesse me mandado matá-lo, meu irmão, eu teria cortado a sua cabeça." No que o irmão disse: "Qualquer religião que pode levá-lo a isso é realmente maravilhosa!"
É que registram At Tabari e Ibn Ishak!

Além dos oitocentos judeus:

  • Al Nadr ibn al-Harith (Março 624) 
  • Khalid ibn Sufyan (625) 
  • Abdullah bin Khatal (Janeiro 630, durante a conquista de Meca)
  • Fartana  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Quraybah (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca)
  • Huwayrith ibn Nafidh (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Ka'b ibn Zuhayr ibn Abi Sulama  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Al-Harith bin al-Talatil  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Abdullah ibn Zib'ari  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Hubayrah  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca)
  • Ocba
  • Sallan Ibn Abul Huqaiq
  • Kab ibn Ashraf
Também estes foram assassinados por terem ousado criticar o ditador espiritual dos ismaelitas

Tudo isto esta muito bem escrito nas crônicas compostas pelos cadis e ulemás, nos sahis ortodoxos e no Corão.

No entanto você me diz: Nem todos os muçulmanos são fundamentalistas.

E como não posso crer que esteja mentindo só posso concluir que você não conhece o islã, que jamais estudou sua História, leu o Corão, estudou a sunah e os hadits ou sabe que é a sharia. Tantos quantos ousam dizer que nem todo o bom muçulmano é fanático e intolerante fala sem conhecimento de causa! Jamais foi muçulmano! Jamais viveu na companhia deles ou cercado por eles! E por isso idealiza o islã.

É o mesmo que ocorre com os Católicos e Espíritas ingênuos e idealistas que teem a maioria dos protestantes em conta de tolerantes. Eu fui criado no seio do protestantismo, eu fui protestante, eu tenho experiencialidade e por isso posso dizer que não é assim! Então, quem deseja conhecer de fato o carater do islã pergunte a um Armênio, a um Assírio ou a um Grego do Ponto!

Pois foram milhões de Cristãos Ortodoxos Armênicos, meio milhão de Cristãos Ortodoxos Assírios e siríacos e outros tantos milhões de gregos do Ponto torturados e massacrados pelos misericordiosos e pacíficos muçulmanos da Turquia em 1914! No primeiro genocídio perpetrado no século XX, por questões de ordem confessional! Os padres e monges armênios foram mais uma vez enterrados vivos, as mulheres crucificadas, as crianças pequenas lançadas aos rios e os homens fuzilados, decapitados ou mesmo queimados vivos! Tudo mimos do islã não só autorizados mas recomendados pelo Al Corão: 

1 –E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros. - Alcorão 47:4

2- "Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. ... E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos." - Alcorão 2:191,193

3 -  "Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial" - Alcorão 2:216 

O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo. Alcorão 5: 33

5 - "Eu instilarei terror nos corações dos infiéis, golpeai-os acima dos seus pescoços e arrancai todas as pontas dos seus dedos. Não fostes vós quem os matastes; foi Deus [Alah]" Alcorão 8:13-17

6 - "Mas quanto os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho."

7 - "Combatei-os [os não muçulmanos] e Deus [Alah] os punirá através das vossas mão, cobri-os de vergonha" Alcorão 9:14

Quando quero de fato conhecer o carater de qualquer instituição não é a este ou aquele fiel que devo reportar-me mas a seus estatutos. No caso das religiões a seus livros sagrados. Então se desejo saber se o islã é pacífico ou não é a seus livros, ao Corão e aos sahis que devo recorrer!!! Ao Corão, a Sunah, aos Hadiths e a Sharia! Tomai o Corão e lá vos deparareis com inumeras alusões a jihad ou guerra santa contra os infiéis. Foi feita duas ou três vezes pelos de Madinat contra os de Macca e em nenhuma delas correspondeu a um esforço de natureza interna ou espiritual.

Quase nunca significa. Quase sempre trata-se de batalhas violentas como as de Uhud e Badr! Após as quais seguiam-se as conversões ou os massacres! Como o assassinato da anciã Umm Qirfa cujos membros foram atados as caudas de quatro cavalos até ficar desmembrada! Tal a descrição fornecida por Ibn Ishak. Já Abu Afak por ter se compadecido dos judeus executados e ousado repreender o apóstolo numa de suas sátiras foi morto a facadas por um de seus seguidores embora contasse já com 120 anos de idade.

"O profeta recitou a Surat an-Najm (103) em Meca e prostrou-se enquanto recitava. O mesmo foi feito por todos aqueles que estavam presentes excepto um idoso que pegou em algumas pedras e levantou-as até à sua testa e disse, "Isto é suficiente para mim." Mais tarde eu vi-o a ser morto como um descrente." ajunta Bukahri apud 'Sahi' XIX 173

Asma Bint Marwanid, poetisa e mãe de cinco filhos deu mostra de descontentamento pelo assassinato de Abua Afak foi esfaqueada durante a noite, após o filhinho de dois anos ser-lhe retirado do peito!

Confirma-se pelo Corão e a Sunah o veredito emitido há quase trezentos anos por Pascal em seus "Pensamentos" o Cristãos conquistaram o mundo antigo morrendo, i é sendo mártires, o islã fez todas as suas conquistas espirituais a ponta da espada, matando!!!  É glorioso morrer pela fé, repugnante matar por ela.
No entanto, no islã recebe o título de mártir quem perece destruindo outras vidas humanas em nome da fé e o paraíso é prometido a assassinos, carniceiros e vertedores de sangue humano.

A bem da verdade os mandamentos sangrentos divulgados pelo islã tem por alvo primário os politeístas e Judeus e que no Alcorão 5:85 Maomé tributa sincero elogio aos Cristãos. O que de per si serviria para impugnar qualquer tipo de tentativa de perseguição aos filhos da Igreja. Sucede no entanto que boa parte dos interpretes ou comentaristas, tomando por base a crença Cristã na Trindade, tem inserido os Cristandade no grupo dos politeístas! Autorizando assim o recurso a perseguição.

Destarte as massas incultas que jamais prestaram atenção aquele pequenino fragmento acabam acatando as exortações de seus líderes e exercendo violência contra os Cristãos.

Continua




sábado, 16 de abril de 2011

Espantalho e Wellington Menezes de Oliveira o que eles tem em comum?

O que o Espantalho um dos inimigos do Batman tem a ver com o Wellington Menezes de Oliveira? Espantalho é um personagem fictício enquanto Wellington foi um ser real, mas ambos tem algo em comum, a saber: o bullyng. O Espantalho, Jonathan Crane é um psicólogo e cientista e em algumas histórias, psiquiatra. Quando criança e adolescente, o futuro Espantalho, sofreu bullyng por ser tímido, fraco e esquisito. Ele cresceu com desejo de vingança não só contra aqueles que lhe maltrataram mas contra toda a humanidade. Com o serial killer do Realengo aconteceu a mesma coisa, foi humilhado e sofreu maus-tratos e esses fatos são as causas do efeito que foram as mortes dos 12 adolescentes da escola que fica em Realengo. Sempre gostei de ler os Hqs (histórias em quadrinhos) do Batman, não pelo Batman em si, mas pelos perfis psicológicos bem traçados, bem delineados. Em minha opinião os Hqs do Batman são ótimos manuais de psicologia. Através deles percebemos que não existe uma natureza humana intrinsecamente má, pelo contrário, as pessoas se tornam más por uma série de fatores que sofreram e que suas mentes não conseguiram suportar. Então, esses bandidos são antes vítimas da sociedade do que fascínoras como a mídia nos quer fazer acreditar. Com isso, não estou afirmando que concordo com o falecido Wellington, mas entendo que seus atos não foram atos isolados, mas são fatos ligados a outros fatos, ou seja, uma sucessão de causa e efeito. O Espantalho do Batman também não é um bandido mau por natureza, mas vítima de uma sociedade hipócrita que se guia mais pelas aparências do que pela essência. A sociedade cria seus monstros e depois quer matá-los.