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sábado, 21 de julho de 2018

A Igreja e o espantalho do anti abortismo II ou repisando velhos erros...


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QUANTAS VEZES VOCÊ FEZ ISTO???




Agora que fazem esses Católicos acomodados, superficiais e insensíveis matriculados na escola do farisaísmo???

Voltando as costas para seu dever social e buscando encontrar soluções concretas para o aborto - Capazes de impedir sua descriminalização - assume a fatuidade da ideologia protestante e (pasmem!) transplantam o anti abortismo e outros temas morais (o que é muito pior) para o terreno da política EM DETRIMENTO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA, a qual, como levianos, menosprezam quando não ignoram. Tristia tempora! Tristia mores!

E põem-se a gritar como pegas ao cio: Não vote neste candidato porque é a favor do aborto!!!

Que temos a dizer diante disto.

Certamente que todo humanista, quanto mais um Cristão, se oporá ao aborto e pronunciar-se-a em favor da vida e sua dignidade. Não em favor da vida intra uterina apenas - seria uma distorção da concepção Católica de existência - mas em favor da vida infantil, juvenil, adulta, madura, idosa e sob diversas outras circunstâncias que exigem uma proteção por parte da Sociedade. A Comunidade deve proteger integralmente a vida, do começo ao fim. A solidariedade impõem-se como algo continuo e não é possível ou coerente que o homem, oponha-se a imolação de fetos e apoie e imolação diária de crianças, jovens e adultos face a miséria e a ignorância.

No entanto quando dizemos que o Cristão se oporá ao aborto devo dizer que também se oporá a todas as condições sociais que favorecem-no, e assim a exploração econômica, a injustiça social, a pobreza extrema, ao analfabetismo, etc Somente dentro de um contesto mais amplo o anti abortismo faz algum sentido.

Além disto como já dissemos, buscará ele, a medida de suas posses, solidarizar-se com as pessoas vulneráveis a esta situação. Já adotando, apadrinhando, socorrendo ou mantendo orfanatos e abrigos. Então terá idoneidade para críticas ou poderá começar a falar. Após ter cumprido seu dever... ao invés de emitir discursos vãos!

Por fim este homem, acima de tudo, assumirá tantos quantos filhos tiver, os valorizará, assumirá e cuidará deles. Mesmo que desligado da mãe de seus filhos estará sempre disposto a ajuda-la financeiramente ou pessoalmente, pois de seu filho não se pode desligar. E saberá apoiar filhas, sobrinhas, afilhadas, etc ameaçadas por semelhante risco. Ele não favorecerá esta prática infame em sua família ou círculo de amizades. Não abortará sentido de jamais consentir que sua companheira aborte. Buscará dissuadir qualquer mulher disposta a faze-lo não apenas por meio de argumentos, mas concedendo-lhe proteção e apoio. Ele viverá o anti abortismo e o colocará em prática na própria vida.

Pois não é incomum entre políticos e palradores destes tempos, condenar publicamente este ou aquele vício e depois, po-lo em prática as ocultas. Assim demagogos que após terem denunciado o abortismo a cabo de anos seguidos, pressionaram a jovem amante a abortar!

Portanto ser Cristão não significa condenar mulheres pobres ou exigir que sema punidas e penalizadas sem que a condição delas seja levada em conta e menos ainda berrar contra a legalização do aborto, mas opor-se ao aborto com a vida. Abster-se de po-lo em prática ou de favorece-lo através de suas atitudes. Isto sim é ser anti abortista!

Porque o lugar da moralidade é a vida privada.

Enquanto que a política diz respeito a coisa pública.

Portanto se alguém aborta ou não ou se apoia o aborto ou não, isto não tem relação concreta com a coisa pública e comum.

Claro que a legalização ou o financiamento público do aborto são temos políticos, que no entanto derivam de situações sociais.

Opor-se a legalização ou descriminalização do aborto irrestrito não nos deve impedir de votar ou de apoiar um político simplesmente porque é a favor desta pauta. Uma análise deste tipo pode induzir-nos a erros fatais devido a sua tacanhice. O apoio a um político deve ter por base uma análise sobre o conjunto de seus propostas e não uma opção isolada, ainda que equivocada.

Teoricamente o Fuherer de S Paulo, Geraldo Alckmin, afetando um Catolicismo aparente, que folga opor-se a Doutrina social da Igreja, declara opor-se a legalização do aborto. Devemos portanto apoiar um tal sujeito ou votar nele? Observemos a situação tanto mais de perto. Este cidadão confuso e desorientado, não apenas pertence a um partido cujo programa é de inspiração neo liberal ou capitalista como assume esta pauta neo liberal, de modo algum conforme a Doutrina Social da Igreja. Em conformidade com seu ponto de vista, o citado candidato pretende aprovar a Reforma da Previdência assim que assumir a presidência do país.

O que quero que o leitor perceba é que este homem adota soluções incompatíveis face a tradição social do Catolicismo. Afeta ser anti abortista para granjear votos. Mas esta disposto a executar uma reforma,- dentre tantas e tantas outras - destinada a potencializar situações de miséria e indignidade, que na base acabarão favorecendo situações de aborto!!! Com um discurso hipócrita e um falso moralismo, declara opor-se ao aborto. Por meio de uma política neo liberal todavia, acabará estimulando este crime.

É antiga a constatação de que o Capitalismo ou liberalismo econômico - e não seu sucessor o Comunismo - destrói a família e a moral tradicional pena base. Todo conservador sabia-o por intuição desde os albores do décimo nono século. Verificou-o, o Católico Le Play, após exaustivas investigações, cerca de 1850. O Comunismo tem o mérito de ser sincero e de combater abertamente a organização familiar costumeira - que os anti abortistas alegam amar. O Capitalismo destrói-as sútil ou sorrateiramente, solapando toda a moralidade convencional ou como dizia Bernard de Mandaville vendendo, negociando e promovendo diversas formas de vícios. Foi a criação do modelo fabril pela Revolução industrial - apoiada pelos protestantes - que separou pai, mãe e filhos; assestando duro golpe nas famílias, além de afasta-las do convívio com o mundo natural.

Tudo isto é obra do liberalismo, ideologia que inspirou os programas de diversos partidos políticos nos quais prolifera um discurso anti abortista ou puritano - incoerente e inconsequente como tudo que é protestante. É um discurso falacioso e aparente, na medida em que o mesmo liberalismo implementa e tem implementado, cada vez mais situações de miséria, injustiça e alienação. Mas não são os Comunistas que dizem tais coisas??? Não, quem constatou semelhante situação foi o escritor Charles Dickens, e além dele St Simon, Fourier, Owen, Ruskin, Morris, Carlyle... além dos insuspeitos Chesterton e Belloc... E Hérzen, Lavrov, Sorel... O Bispo Von Keteller na Alemanha... Os Católicos sociais da França a partir de Villeneuve de Bargemont, Lammenais e Buchez... Henry George nos EUA... A miséria trazida e promovida pelo capitalismo foi uma constatação empírica geral, como a imoralidade potencializada por este novo mundo: Alcoolismo, consumo de drogas, prostituição... Tudo quando os neo Católicos moralistas afetam detestar foi estimulado pelo Capitalismo.

Portanto como combater o aborto e as demais formas de imoralidade apoiando um sistema materialista e economicista que solapa as bases e fundamentos da moral - É DAR UM TIRO NO PÉ!!! Admitem-no os conservadores ou meio reacionários ingleses como Russel Kirk e Scruton, além de John Gray. O capitalismo destrói as redes tradicionais de solidariedade ou apoio, nas quais nossos ancestrais encontravam acolhida, e lança-o isolado e só num torvelinho de forças econômicas. E assim se vão todos os sonhos, dirá T S Elliot. E também toda moralidade antiga... A qual desaba e vem abaixo, porque lhe falta o necessário substrato real ou material. Não se fala de Deus ou de religião a quem tem a barriga vazia, já dizia o Escolástico!

A moralidade Católica depende de bases concretas ou materiais da qual a pessoa fica privada desde que posta a merce do Capitalismo e o resultado disto é uma sociedade abortista... E ao apoiar um candidato liberal ou neo liberal você, Cristão, ajudou a edifica-la, inda que ludibriado por um falso discurso!!!

Diante disto que solução buscar???

Soluções políticas para problemas comuns. Soluções sociais para problemas sociais.

E temos um excelente guia, temos um padrão, temos um critério, na doutrina social da igreja, que é um desenvolvimento da nossa tradição social e da nossa consciência Ética.

É a doutrina social da igreja e não a qualquer elemento isolado de moralidade que devemos reportar nossa análise política, examinando a proposta de cada candidato em seu conjunto, no que tem de propriamente política ou social. É a doutrina social da Igreja que o Católico deve tomar por base ao analisar qualquer programa partidário ou proposta pessoal.

Claro e evidente que no Brasil não daremos com uma absorção integral desta doutrina por parte de qualquer candidato e menos ainda de qualquer partido. Agora quem são os responsáveis por semelhante estado de coisas senão estes neo Católicos filiados a partidos liberais ou neo liberais??? Esses elementos superficiais e levianos que ignoram os ensinamentos sociais da igreja??? E que ousam posar como Católicos nos palanques...

Diante de tal fato deve o Católico guiar-se por aproximação. Votará em candidatos cujas propostas melhor contemplem as exigências da doutrina social da igreja. Grosso modo elegerá candidatos que defendam os direitos do trabalhador, que deem respaldo a promoção humana e que estejam comprometidos com a justiça em sua dimensão social.

Diante disto apoiará partidos socialistas ou compactuará com o socialismo?

De fato, temos de dizer que nem tudo no socialismo é mau e que ele não é mau em seu conjunto ou totalidade - Ao contrário da avareza, principal 'virtude' encarnada pelo capitalismo, a qual é um pecado. - mas apenas quanto a certos aspectos filosóficos, como o naturalismo, ou (Em certos casos) o materialismo, o ateísmo, a negação da propriedade pessoal, etc Aos quais o Católico obviamente não aderirá. No mais não se trata de filiar-se a tais partidos ou mesmo de filiar-se a ele, mas de reconhecer que a plataforma deles esta infinitamente mais próxima da doutrina social da igreja do que a doutrina liberal ou neo liberal. Esta é condenada em sua base mesma e fulminada em seus princípios. Aquela apenas quanto a certos aspectos.

Portanto não pode nem deve o bom Católico furtar-se de apoiar uma política trabalhista ou justicionista, sob a alegação - especiosa e vã - de que os socialistas ou mesmo os comunistas apoiam-na. A estupidez aqui seria tanta como opor-se a um projeto destinado a coibir a pedofilia ou a disciplinar a entrada de muçulmanos na República pelo simples fato de ser ele apoiado pelos socialistas. A partir deste tipo acrítico e imbecil de oposição chegamos aos mais monstruosos absurdos.

Toda e qualquer proposta fundamentada na Doutrina social da Igreja merece total apoio dos Cristãos Católicos inda que parta de seus adversários. Não pode o Católico, desamparar o direitos dos trabalhadores ou os serviços de assistência social, sob a alegação de que os socialistas ou comunistas são favoráveis a eles porque a doutrina da igreja também o é, e terminantemente! Os fanáticos cooptados pelo protestantismo e poluídos pelo liberalismo economicista podem não gostar, mesmo assim há pontos comuns, e diversos, entre a doutrina social da Igreja e o socialismo naturalista ou mesmo o comunismo. Assim a necessidade da intervenção por parte do estado ou da sociedade nos domínios da produção econômica, visando proteger os operários, campesinos, etc De fato a igreja jamais engoliu os paradigmas do liberalismo clássico.

Pode e deve portanto o Católico, com a consciência pura diante de Jesus Cristo e firmado na tradição dos Santos Padres e dos escolásticos votar em candidatos que pertençam a partidos socialistas moderados, mesmo quando sejam abortistas ou estejam em oposição a moralidade comum. Isto não os torna apoiantes do aborto ou da dita imoralidade. Não os torna naturalistas e não faz deles comunistas. Apenas estão buscando a melhor saída política para problemas políticos e conforme o espírito da igreja. Que até 1937, na Alemanha, apoiou o nazismo sem tornar-se por assim dizer nazista.


O melhor e mais seguro critério, em termos Católicos, para analisar o conjunto de qualquer discurso político, é e sempre será a doutrina social da Igreja e jamais qualquer elemento isolado em termos de moralidade. Não podem os Católicos por em prática o aborto ou se abortistas. Votar em políticos abortistas, desde que haja razão suficiente para tanto, podem faze-lo tranquilamente.


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OLHA AI QUEM PODE LEVANTAR O DEDO E CRITICAR!!!





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Progressista ou reacionário?

O que sou de fato não sei e faltam-me forças para definir.

De uma coisa só sei: que as coisas precisam ser mudadas.

Que a presente condição do mundo ou da sociedade precisa passar por uma significativa alteração.

Precisamos de rupturas tendo em vista a realidade presente

ENTÃO SEI PERFEITAMENTE O QUE NÃO SOU: CONSERVADOR,

Isto de fato não sou.

As coisas como estão não podem ficar.

Ou o mundo em que vivemos não ficará!

Nosso nocivo modo de viver esta acabando com o mundo.

Ou mudamos ou deixaremos de ser.

Agora os progressistas - e por muito tempo eu mesmo imaginei-me progressista! - cuidam que devemos inventar ou criar coisas novas.

Longe de mim negar que certas invenções ou novidades sejam úteis e necessárias a vida.

No entanto quão difícil é criar algo novo.

No mais das vezes imaginamos criar algo que alguém antes de nós em algum lugar do passado já imaginou e experimentou. Mas nós não o sabemos e por isso acreditamos estar criando algo novo.

Na maior parte das vezes redescobrimos... retomamos... reeditamos.

A este respeito não nutro ilusão.

Atualmente julgo ser um pensador reacionário. Não é claro no sentido caturra dos que odeiam qualquer coisa nova ou dos contra revolucionários. Neste sentido não. Não creio que qualquer revolução possa ser sanada por meio de uma contra revolução igualmente violenta... não sou revolucionário no sentido vulgar da palavra ( i é daqueles que creem ser a violência uma espécie de Panaceia ou teriaga social) nem contra revolucionário... Neste sentido sou espectador: revoluções são sintomas de enfermidade social pelo que a única maneira de evita-las é recorrer a profilaxia social removendo tudo quanto estiver errado.

Creio portanto na necessidade de reformas que eliminem os problemas sociais. Caso tal não seja feito as revoluções fatalmente ocorrerão, sendo de todo inutil lutar contra elas.

Trata-se de um processo tão elementar que podemos exprimi-lo por meio de uma comparação bastante simples: imaginemos a Sociedade como uma casa... na medida em que o tempo passa a ação dos elementos vai produzindo certos danos na parte externa da casa; pintura, reboco, telhado, etc caso tais danos não sejam de pronto sanados, os danos atingirão fatalmente a parte interna do imovel, até que danificarão seus fundamentos e ele virá a desabar fragosamente. Aqui a única solução racional é impedir que os danos se acumulem por meio de reformas periódicas!

Assim a sociedade precisa ser reformulada ou reformada de tempos em tempos para que não se decomponha.

Importa saber onde buscaremos os fundamentos, princípios, valores, etc com que reformatar esta sociedade decadente. Neste sentido o progressista fixará seus olhos no futuro ou no porvir, encarando com certo desdém o passado. Enquanto que o reacionário ousará olhar para o passado em busca de soluções já empregadas e sancionadas pelas experiência... Que deu certo no passado e poderá dar certo novamente no futuro???

Então se olho para mim mesmo, para minhas fontes, meu ideário, minhas esperanças e aspirações não posso deixar de reconhecer certo saudosismo ou reacionarismo que ousarei classificar como crítico.

Os comunistas são a um tempo conservadores e a um tempo progressistas. São conservadores no sentido de que partem do liberalismo econômico para frente... Eles jamais cogitam demolir o liberalismo para faze-lo recuar, resgatando algo do que havia antes. Nem posso deixar de observa-los como continuadores do capitalismo na medida em que reproduzem o materialismo, o relativismo, o éthos violento, etc

Não nos iludamos, o Comunismo não implica mudança radical ou ontológica porque não rompe com o materialismo economicista e dele não sai para o imaterialismo ou espiritualismo.

Como tenho as vistas posta nas Idades antiga e média e numa retomada do princípio espiritual não posso deixar de encarar-me a mim mesmo como reacionário.

Então nos aspiramos demolir o liberalismo, mas para faze-lo retroceder, recuperando parte do que havia antes: a comunhão com a natureza, a revisão do ritmo da técnica, a alteração dos padrões de consumo, o trabalho corporativo e cooperativo, etc

Temos uma perspectiva diversa da do comunismo com seu legado positivista e cientificista.

Nossa perspectiva toca ao Catolicismo primitivo e a filosofia greco romana.

Elementos culturais que de certo modo pertencem ao nosso passado e não ao nosso futuro.

Entidades que já estão construída e que precedem nossa existência pessoal.

Prefiro recorrer a experiência fornecida pelo estudo da História do que a fantasia e a imaginação.

Espero mais da reflexão em torno do passado do homem do que da criatividade.

Enxergo certos valores no Catolicismo com os quais identifico-me. Mas na perspectiva de G Santayana: pelo que o Catolicismo menos judaizado e semi pelagiano conservou de pagão ou seja de greco romano.

Neste sentido ainda que moralmente meus pontos de vista possam parecer exageradamente progressistas não o são de fato.

Quando questiono a moral da igreja e oponho-me aos preconceitos de origem judaica ou semita, quais sejam homofobia, machismo, adultismo, fetichismo, belicosidade extrema, estatolatria, etc é para mais uma vez reafirmar princípios e valores anteriores a afirmação dos mesmos preconceitos e retomar em parte (com exceção do escravismo ou da exploração do homem pelo homem - defeito crucial das sociedades antigas ou pagãs!) o éthos ou a moralidade característica daquelas sociedades pagãs ou greco romanas.

Quando encaro a opção homo erótica como absolutamente natural é para a Grécia antiga que volto meus olhos... quando penso em cidadania e democracia direta é na Grécia antiga que penso... quando reconheço que a ciência possui um espaço seu é ainda a mesma realidade que me reporto...

Agora quando penso na dignidade da mulher, da criança, do trabalhador, da vida de modo geral... minha referência esta no Evangelho de Cristo.

Fenômeno que parece-me equidistante tanto do judaísmo farisaico quanto da própria Grécia e mais ou menos isolado, enigmático, incompreensível e surpreendente; diria aqui Revolucionário em plena acepção do termo enquanto agente formador de uma cultura mais ou menos nova.

Como observa Berdiaeff, a seu tempo, devido a seu conteúdo humanista o Cristianismo fora amplamente revolucionário e progressista; pois parece ter implantado algo de totalmente novo e inusitado. Sócrates, Platão e Aristóteles parecem ter intuído com algumas parcelas isoladas, como salienta Werner Jaeger; no entanto foi o Catolicismo antigo que implantou esta nova ordem humanista cujo foco era o respeito pela vida e que resultou o fim da escravidão antiga, a regeneração da mulher e da criança, certa tendência a paz; especialmente na Sociedade Bizantina.

Lamentavelmente trouxe o Cristianismo em seu bojo certos elementos preconceituosos de origem judaica os quais a longo prazo converteram o vinho em vinagre e comprometeram o bem estar desta sociedade, especialmente após o retorno a Bíblia, ou ao antigo testamento, proclamado pelos reformadores protestantes, os quais consumaram o funesto trabalho do Bispo Agostinho de Hipona.

Ao cabo deste processo de mil anos ou desta reversão (a reforma protestante é a consumação do processo) temos a afirmação de uma consciência farisaíco puritana pautada mais uma vez numa moralidade externa e individual. Associada ao que havia de pior no terreno do paganismo antigo: o anti humanismo ou o desprezo pela vida. Conteúdo presente do mesmo modo nos escritos judaicos pré cristãos tão caros aos calvinistas no dizer de Maurois.

Nossa utopia consiste em aspirar por reformar eticamente o Cristianismo Católico -retomando a ética do Evangelho e eliminando os preconceitos judaicos - para por meio dele restaurar as fontes HUMANISTAS de uma cultura, que materialismo, ateísmo, relativismo, subjetivismo, estatismo, etc NÃO LOGRARAM RESTAURAR!

Verdade seja dita meus amigos: capitalismo e individualismo, racismo e estatismo, islamismo e pentecostalismo, nada tem de humanismo. Ali não há amor e respeito irrestrito pela vida associado a viva esperança de ver esta vida desenvolver todas as suas potencialidades e ser plenamente feliz! Buscaí este ideal de realização e felicidade em tais ideologias, não os encontrareis! Apenas insensibilidade, ódio, crueldade, cólera, julgamento, predestinação, penas eternas, maldições, violências, agressões... QUE TUDO ISTO TEM DE POSITIVO???

Agora temos o Comunismo que é um humanismo defeituoso por ignorar a dimensão da liberdade humana que é fonte da vida democrática. Por seus métodos também ele, o comunismo, é desumano.

Diante de tantas falências... do relativismo moral absoluto, do utilitarismo e pragmatismo crassos, do subjetivismo epistemológico, do nihilismo absoluto... COMO TER ESPERANÇA???

Toynbee esperava de fato que alguma personalidade genial inventasse algo de novo e impactante restabelecendo as fontes humanistas da cultura e integrando estes elementos dispersos ou em conflito mas seus prognósticos não se realizaram, avançando a crise...

E temos já um novo elemento com que agrava-la. Pois 1300 anos após a batalha de Poitiers e quase meio milênio após Lepanto, somos mais uma vez ameaçados pela sombra do crescente e pela arabização.

Perdoem-me pois se sou levado a olhar para trás pois só encontro um elemento unificador nos Cristianismos Católicos. É por meio deles e através deles, após terem sido eticamente saneados, que esperamos salutar influxo. Por meio do qual o homem torne a confiar na razão, garanta espaço autonomo a investigação científica, RENUNCIE A TODOS OS PRECONCEITOS TOSCOS LEGADOS PELO JUDAISMO ANTIGO, revitalize as artes, aproxime-se da natureza, respeite integralmente a vida, cesse de oprimir seus semelhantes, converta-se em servidor da justiça e busque a amar e beneficiar todos os demais seres humanos.

É sobre este programa, em parte vislumbrado por Sócrates, Buda, Confúcio, Jesus, os antigos Padres da Igreja; que nossa admiração esta posta! Parte de nossas referências ou paradigmas - partilhadas por Scott Nearing inclusive - como se vê encontram-se num passado mais ou menos distante. Aspiramos sim por alterara radicalmente a realidade presente, mas... pautados em fontes mais ou menos antigas e buscando resgatar elementos culturais do passado.

Mesmo quando cogitamos em torno do amor livre ou das relações abertas, ainda aqui fomos precedidos a vinte e cinco séculos por Platão e a meio milênio por S Thomas Morus e Campanella.

Esquisito, tanto mais aparentamos ser demolidores, progressistas e radicais; mais nos reconhecemos ou melhor parte de nossas ideais, lá no passado remoto!

Diante de tudo isto, honestamente falando, pareço um tanto reacionário.

Mas um reacionário que recua para muito além dos liberais, dos monarquistas ou dos puritanos... tocando a aurora do Cristianismo e a o esplendor do paganismo antigo. A 'Memorabilia' e ao Evangelho... A 'Política', aos 'Pensamentos' e ao 'Manual'.... Sêneca, Marco Aurélio, Quintiliano, Epicteto...




domingo, 4 de outubro de 2015

Entre os extremos do progressivismo e do conservadorismo - Por que centro esquerda?

Esquerda porque abraço a pauta socialista!

Esquerda porque sou trabalhista convicto!

Esquerda porque tenho por meta política a justiça social!

Esquerda porque sou humanista!

Esquerda porque tenho o sentido de Sócrates e do Evangelho!

...................

Mas não esquerda radical...

Não bolchevista.

Não esquerdopata.

Não fanático.

Entusiasta certamente, mas não fanático.

Pois fanatismo supõem cegueira e parcialidade.

Revoltado face as desumanidades perpetradas pelo liberalismo econômico.

Mas ainda assim guiado pela faculdade da razão, do raciocínio, da reflexão.

Socialista, trabalhista, esquerdista, personalista, humanista; mas antes de tudo humano.

'Animal racional'.

'Homo sapiens sapiens'

Alguém que se reserva o direito de tudo examinar, questionar, ponderar.

Alguém que se reserva o direito de discordar.

Alguém que se reserva em certa medida o direito de ser diferente.

O direito de ser eu mesmo e não uma cópia do programa do 'partido' ou uma 'xerox' ideológica ambulante!

Quero dizer com isto que meu SOCIALISMO, concentra-se nos terrenos da econômica e da sociedade, e não numa metafísica total que se desdobra em todos os setores da vida, determinando por completo meu comportamento.

Este neo socialismo que supõem todo um 'modos vivendi' determinado por partidos ou organizações repúdio veementemente.

Para ser socialista não careço de que outra pessoa pense por mim.

Para além da econômica e da organização social sou eu que faço minhas escolhas com base em meus princípios e valores.

Eis porque discordo por completo desta esquerda radical ou de qualquer sistema partidário que, para além das questões de ordem econômica e social, pretenda regular-me a vida como um todo e profanar o santuário de minha personalidade.

Sou socialista porque penso que as necessidades econômicas devem ser ditadas por necessidades humanas e sancionadas pelo grupo social, assim as formas políticas e demandas sociais. Mas sou também personalista por afirmar que existe uma dimensão pessoal da vida que não pode estar sujeita a ingerências ideológicas ou partidárias.

Portanto não sou progressivista absoluto e acrítico ou iconoclasta por recusar-me a encarar tudo quanto seja antigo ou pertença ao passado como essencialmente mau e danoso e tudo quanto seja novo genial. Há rupturas saudáveis e são a chave do progresso social, mas também a rupturas nefastas. Há permanências não só desnecessárias mas danosas, como a permanências boas e saudáveis.

Eis porque denuncio e condeno como acrítico, ingênuo e cego este conservadorismo que acalenta um culto supersticioso por tudo o que é antigo, identificando-o com o bom e estigmatizando tudo quanto seja novo ou 'moderno'. Ideologia de múmias ou paralíticos o reacionarismo caturra concentrado em certos setores da direita é tão vulgar, bárbaro e grosseiro, quanto o iconoclasmo ou progressivismo absoluto da esquerda metafísica.

Quando os extremos da direita e esquerda pretendem estabelecer programas totais que atinjam e determinem as vidas de seus filiados, aproximam-se conscientemente ou não da abominação fascista.

Eis porque afirmo os socialismo como sendo a melhor proposta em termos sociais, a mais humana, a mais ética. No entanto de modo algum posso encara-lo como uma receita de bolo ou como uma bula de remédio, i é, como algo prontinho e acabado que atinge todos os domínios da vida humana!

Se o progressivismo absoluto nada vê no passado que seja digno de ser conservado, supondo que os homens começaram a pensar ainda ontem sua boçalidade é manifesta.

Se o conservadorismo absoluto postula uma conservação 'in totum' do modelo social vigente, ignorando toda uma demanda de problemas a serem corrigidos faz jus a mesma avaliação.

Passando ao terreno concreto dos exemplos, direi que por ser socialista não me considero obrigado por qualquer nexo essencial ou ontológico - o qual jamais pude enxergar - a ser abortista. Busco compreender o fenômeno do aborto dentro de seus contextos sociais e a solidarizar-me apenas com a mulher pobre da periferia. Nem por isso ignoro o comodismo que este éthos criado pelo pensamento burguês propicia ao macho que manda sua companheira abortar. Ou a futilidade das mulheres de classe média ou burguesa que preferem atuar 'a posteriori' matando, do que 'a priori' evitando! Pelo que trata-se duma situação bem mais complexo do que supõem os apologistas e paladinos do abortismo.

Mas eu considero sim o papel desses homens canalhas sem consciência e da mulher que tem condições financeiras. Os quais insistem, por mera conveniência ideológica, que o feto não passa de um 'órgão' do corpo da mãe. O que biologicamente falando não passa de charlatanismo. Melhor dar um passo a frente e definir o feto como uma espécie de 'parasita' a semelhança da lombriga ou da solitária. Causa um impacto bem maior!

Busco compreender a questão do aborto no contesto de uma situação social concreta que é a da mulher pobre e muitas vezes ignorante da periferia. A qual deveria ser sim objeto de uma política mais humana, compreensiva e tolerante. Nem por isso sou partidário do abortismo ou do aborto irrestrito. E nem por isso situo-me fora do socialismo. Aqui minha posição é fruto de minha reflexão pessoal. E se isso me põem no centro ou aproxima-me dele porque descarto a tal uniformidade e a tal extensão dos programas ideológicos, então estou no centro porque este centro significa um espaço de liberdade face as exigências sufocantes das direitas e esquerdas radicais.

Neste sentido, sem deixar de ser essencialmente esquerda por um instante sequer sou também centro ou sou centro porque recuso-me a acatar soluções prontas que me são impostas por um órgão externo com pretensões totalizantes. Jamais abdicarei do direito de poder pensar por mim mesmo e discordar. Jamais me curvarei perante estes sistemas fechados em que a vida é enclausurada pelos ideólogos. Serei sempre incapaz de encarar esses partidos e colegiados, e organizações como instituições infalíveis emprestando-lhes um éthos religioso ou mistico.

Tudo quanto é humano por melhor que seja é falível.

Exatamente por isto jamais aprovei a doutrina da pena capital (limitei-me a fazer exceção quanto a realidade específica dos criminosos 'religiosos' que cometem seus crimes por inspiração religiosa!).

Nem poderia, em hipótese alguma concordar com a direita quando faz apologia do militarismo com sua doutrina imunda da obediência cega ao superior hierárquico ou quando tece elogios a esse monstro cruel e desumano que é a guerra. Mesmo a guerra justa deve ser encarada como um mal necessário. Por isso jamais aplaudirei a guerra, o golpe ou a revolução como fazem esses estúpidos fascistas! Para o homem sensível face ao problema da dor, as guerras sempre equivalerão a catástrofes, jamais a espetáculos!

Fica claro que o humanismo não assenta bem entre os radicais sejam de direita ou de esquerda, porque suas paixões fanáticas tornaram-nos desumanos e eles só podem imaginar o outro como um conspirador ou um mentiroso; enfim como um ser absolutamente mal e são incapazes de pensar que haja algum valor ou algo de positivo nele. Neste pondo, de se encararem uns aos outros como vilões, esquerda e direita continuam a tocar-se.

Por isso que seus sistemas fechados, programas abrangentes e pretensões totalizantes sufocam a liberdade humana na mesma medida em que negam-nos o direito de tudo aquilatar, de pensar livremente e de discordar. Reproduzindo o comportamento típico das seitas religiosas.

Olho para o momento presente e como a geração dos inconformistas de 30 não posso deixar de encarar o liberalismo econômico como um tremendo problema que precisa ser superado. Alias hoje mais do que nunca tendo em visto a situação dramática em que se encontra a mãe natureza! O próprio  Papa romano Francisco I teve a coragem de afirma-lo perante uma das instituições mais reacionárias do planeta: o Parlamento Yankee! E quem diz a verdade não merece reprovação!

Por outro lado não vejo que a cultura ocidental ou melhor européia tenha de ser implodida de alto a baixo ou que seja totalmente má, e que não hajam elementos constituintes seus que mereçam ser conservados ou resgatados.

Assim a ética objetiva de Sócrates, o deísmo dos iluministas, a ideia de um espaço autônomo pertencente a pessoa humana, a afirmação dos direitos humanos em termos de essência ou natureza, a afirmação das liberdades, o ideal justicionista, o espírito científico, o sentido da vida, a compreensão da dinâmica das culturas, etc

Em que pese a sombra do capitalismo, imposta pelo espectro do americanismo a Sociedade européia possui um histórico de resistência e reação que os EUA não possuem. A crônica da luta iniciada pelos proletários na primeira metade do século XIX, e da qual decorreu - em termos legais ou institucionais - a limitação do ideário capitalista, até a construção de um Estado de bem estar! Evidente que esta luta não poderia ter sido levada a cabo e chegado a um saldo positivo caso ao menos alguns elementos humanistas não fizessem parte efetiva desta cultura!

Basta olhar para um Morus, um Capanella, um Mably, um Morelly, um Owen, um Blanc, um Marx, um Freud, um Darwin, um Kropotkin... até um Bonno Vox! A Europa possuí em termos de cultura um histórico de humanismo que remonta a Ambrósio, a Jesus, a Cícero, a Aristóteles, a Platão, a Sócrates... ignorar toda esta herança humanista que como uma corrente chega até nossos dias é negar a própria realidade.

A Europa não é os EUA.

São culturas essencialmente diversas. Apenas nos EUA o ideal do liberalismo encarnou-se totalmente nas consciências determinando a gênese duma nova cultura e duma estrutura social distinta, impermeável a ética socialista. (o agente desta 'encarnação' foi o calvinismo!)

Na Europa tal não se deu porque haviam elementos medievais e antigos irredutíveis ao novo modo de crer e pensar em termos de materialismo mecanicista e ele jamais foi assimilado por completo.

O problema da Europa de de toda civilização em termos ocidentais de cultura é a assimilação do espírito Norte Americano por meio da americanização já definida como um câncer maligno por Aron e Dandieu em 1931.

Lamentavelmente os EUA tiraram da disputa franco alemã o mesmo proveito que antes tirará a Inglaterra. Desde 1945 a pobre França tem sido mais e mais cooptada a ponto de converter-se em mais um província ou feudo cultural da grande República do Norte. O que corresponde mais e mais a realidade dos demais países europeus! Foram os EUA que interferindo culturalmente na Europa a partir de 1945 inclinaram os pratos da balança para o lado do liberalismo e que - após o colapso da URSS e países satélites - induziram seus aliados ingênuos a desmantelar o estado de bem estar, visando como sempre a maximização dos lucros.

Toda a situação que ora observamos na Europa após o desmantelamento do bem estar, deve-se antes de tudo a interferência positiva dos EUA tanto na política quanto na cultura.

Neste sentido a nova cultura da Europa mostrou-se e mostra-se repugnante, mas sempre no sentido de que foi conduzida, guiada e plasmada pelos Yankees com sua OTAN. Nem mesmo os espanhóis tiveram dignidade suficiente para evocar da guerra de 1898, em que foram defenestrados pelo novo império de origem protestante!

É justamente esta herança humanista, em termos de reação e resistência, face ao americanismo ascendente que precisa ser retomada. Para tanto seria necessário conhecer satisfatoriamente a dinâmica da cultura... coisa que os esquerdistas de modo geral recusam-se a fazer. Para eles ultrapassar Marx equivale sempre a uma espécie de heresia...

Nem falo em abandonar Marx mas em aprofunda-lo ou amplia-lo chegando a Weber.

Diante deste calcanhar de Aquiles, sem deixar de ser socialista ou sem ficar menos trabalhista, opto por identificar-me com um centro que concede-me o privilégio de pensar livremente.

Socialista sim mas 'marginal' ou heterodoxo.

Daqueles que fogem a qualquer sistema fechado. Como os pássaros fogem das gaiolas!

Tocam-se os extremos radicais do progressivismo e conservadorismo, do iconoclasticismo e reacionarismo, do esquerdismo e direitismo...

Nós no meio, só observando a zueira!

terça-feira, 10 de junho de 2014

A direita também é a favor das cotas raciais




É isso mesmo o que você leu no título da postagem: a direita também é a favor das cotas raciais. Você não se enganou, a direita também é a favor das cotas raciais, de modo invertido, é claro.
Segundo o Dieese o negro ganha menos que o branco mesmo tendo o mesmo tempo de estudos, e o que vem ser isso senão uma cota às avessas? Outros tipos de cotas com que os negros são "premiados" são os preconceitos por parte de policiais e seguranças de grandes estabelecimentos como lojas e supermercados. O simples fato de ser negro corrobora para que este seja um suspeito em potencial. Outro tipo de cotas que os reacionários dão para os negros é a inferioridade econômica e já que estes são inferiores devem continuar como porteiros, domésticas, etc... Como bem se vê as cotas para negros existem há muito tempo e não foram criadas pela esquerda como querem os reacionários de plantão. O que a esquerda fez foi apenas corrigir erros, injustiças e acabar com o preconceito racial feita pela cotas raciais da classe dominante, da classe média alienada e dos inocentes úteis.

Se negro pode ganhar menos só pelo fato de ser negro, se negro pode apanhar de seguranças, se pode ser revistado pela polícia só porque é negro, por que o negro não pode ter direito a vagas nas universidades públicas?

Nunca vi um olavete, um anarco-capitalista, um neo-liberal atacar as cotas da desigualdade entre brancos e negros. Nunca vi reclamarem da injustiça pelo fato dos negros ganharem menos que brancos, pelo fato da população jovem e negra da periferia ser morta indiscriminadamente pela polícia principalmente a militar.  Quer dizer as cotas das castas podem e devem ser mantidas mas as cotas que tentam sanar as injustiças e diminuir o racismo essas não podem mais existir porque segundo os "filântropos" da reação: "as cotas aumentarão o racismo". Ora, mas não são as cotas desses imbecis que dizem que médicas cubanas tem caras de empregadas domésticas que aumentam o racismo e o desprezo pelos negros? Como assim as cotas raciais da esquerda promovem o racismo? Querer que negros tenham acesso às universidades públicas é racismo? Querer que negros possam ser médicos, advogados, engenheiros é racismo? Acabar com essa desigualdade social para que os negros não sejam mais tratados como párias é racismo? Quer dizer então que negros ganhando menos que brancos não é racismo? Quer dizer então que é justa a competição entre um negro que ganha menos e um branco que ganha mais, mesmo ambos tendo número de anos em estudo?

Realmente é muito interessante a tese de que as cotas raciais propostas pelos socialistas e por todas as pessoas de boa vontade promovem a desigualdade racial, é digna de ser estudada por psiquiatras para saber que tipo de demência afeta os cérebros de pessoas que fazem tal afirmação.