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domingo, 19 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer... II

Uma vez exposta a situação temos de considerar o que fazer.

Pois assistir passivamente esta calamidade, que é o avanço do islã (Organizado pela própria ONU) pela Europa é algo que não podemos cogitar.

Pois no momento em que o crescente arvorar sobre a acrópole de Atenas, no fórum romano ou sobre os Túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo as bases da autêntica cultura ocidental estará morta.

Pois terá deslocado a Filosofia clássica, o Direito romano e a Ética do Evangelho e destruído nossa identidade, nossas raízes e nossa tradição.

No momento que as noções de racionalidade, livre arbítrio e amor ao próximo forem deslocadas e substituídas pelo irracionalismo, o determinismo e a agressividade tornaremos a barbárie e o islã será a porta.

Antes de tudo devemos estar aptos e treinados para contestar a ideologia pós modernista, por estar ela na base dessa conjuração.

Apesar do capitalismo e de outras misérias (Que nos conduziram a beira do abismo.) temos democracia, temos direitos inerentes e portanto igualdade jurídica, temos a noção de bem como ou justiça social, etc e portanto temos sim um padrão cultural superior em comparação ao autoritarismo totalitário, a teocracia, a uma hierarquia social arbitrária, etc - Ainda que limitássemos essa superioridade ao espaço de nossa própria cultura.

A menos que considerássemos o casamento de garotas com velhos, a castração de mulheres, o enforcamento de gays, a agressão aos pequeninos, a opressão dos dissidentes religiosos, o emprego generalizado da força, etc como práticas desejáveis temos de afirmar a superioridade da cultura europeia atual e de reconhece-la como propulsora no mínimo da forma de convívio menos ruim que existe. 

Alias desconfio que certas pessoas justificam o islã justamente porque aspiram viver a sua moda e devo avaliar qualquer cidadão ocidental ou europeu que deseje tratar sua esposa ou seu vizinho cristão segundo a lei islâmica como um canalha. 

Mais, a mim me parece que tanto entre os filo protestantes fundamentalistas no Brasil quanto entre os simpatizantes do islã na Europa sobressai um perfil sinistro: O desses homens maduros, machistas, homofóbicos, tarados, etc que aspiram enforcar gays e estuprar menininhas...  

Antes de tudo devo dizer que sou a favor de que os refugiados sejam recebidos ou acolhidos de braços abertos em qualquer parte do mundo desde que não sejam eles fundamentalistas religiosos, islâmicos ou cristãos, capazes de colocar as vidas dos demais cidadãos em risco. E não posso admitir por meio algum que a segurança dos cidadãos que vivem num determinado espaço sejam privadas de paz e segurança pela introdução de qualquer outro grupo social.

Os cidadãos ou contribuintes que pagam impostos fazem jus a segurança, a proteção e a paz; sendo dever do Estado garantir essas condições sob pena de quebrar o pacto vigente, tornar-se inútil, ocioso e ser confrontado pelos cidadãos.

Portanto receber em suas fronteiras qualquer grupo composto por fanáticos, teocráticos ou fundamentalistas, os quais venham a colocar em risco as vidas e bens dos cidadãos implica traição inaceitável. 

Devem portanto os árabes e outros que aspiram instalar-se na Europa adotar a cultura local e tal preceito deve ser indiscutível. Implica essa atitude abandonar os hábitos arraigados e assumir os hábitos comuns ao grupo em que se pretende viver. Implica abdicar de qualquer atitude no sentido de introduzir hábitos ou costumes árabes. Implica sobretudo em comprometer-se a não introduzir a Sharia e implica por fim aceitar que não serão construídas novas mesquitas. 

Seria ridículo ter eu de dizer que de modo algum devem os refugiados confrontar as práticas, costumes ou tradições das populações locais, profanando seus santuários, invadindo seus locais de culto, destruindo seus símbolos ou colocando em risco suas pessoas sob pena de serem rigorosamente punidas ou castigadas na forma da Lei. 

E segundo penso todas as violações acima por parte dos hóspedes deveriam ser punidas com deportação ou expulsão da comunidade em questão - Pois tratam-se de crimes contra os direitos inerentes das pessoas os quais não podem, sob quaisquer alegações, ser tolerados numa sociedade civilizada.

Vou além e opinarei que apenas as mulheres, os idosos, as crianças e os deficientes provenientes de sociedades islâmicas sejam acolhidas na Europa, e mesmo assim com a devida cautela. Quanto aos homens adultos, julgo haver precedentes graves para que deles se exija o abandono do islã ou um compromisso fundamental no sentido não tentarem impor a sharia ou construir mesquitas.

O mais recomendável no entanto é que os homens adultos do islã não sejam recebidos nos países europeus e sobretudo que clérigo ou imame sunita algum seja recebido. Naturalmente que a poligamia deve ser rigorosamente proibida nos territórios não islâmicos pois costumam ele dar o 'golpe' da barriga ou crescer pelo ventre até suplantar a população local. Também seria aconselhável a exigência de que limitem o número de filhos por casal sob pena de não serem aceitos - No caso dos homens adultos serem recebidos.

Necessário que seus filhos sejam obrigados a frequentar a escola local, de preferência pública e laica de modo a serem introduzidos na cultura vigente. Devem além disto aprender a falar a lingua local e valoriza-la. 

Outra medida de suma importância é proibi-los de formarem bairros, guetos ou pequenas comunidades fechadas e obriga-los a dispersarem entre a população 'comum', convivendo ou comunicando-se com ela, de modo a favorecer as trocas culturais.

Tais algumas sugestões concretas que já deveriam ter sido implementadas quanto esse tipo específico de população. Afinal hóspedes só podem ser acolhidos sob nossos tetos sob determinadas condições estipuladas pelos proprietários... 

Importante que tais leis sejam fixadas e que toda e qualquer violação implique na deportação ou no retorno compulsório ao local de origem. Quanto a isto não deve haver relaxação ou contemplação alguma, especialmente em se tratando de delitos inspirados pela fé e contra a fé alheia e seus símbolos. 

Deve haver todo um programa destinado a fazer com que os hóspedes assimilem os princípios, os valores, os costumes e a cultura local ou que no mínimo exerçam rigorosa tolerância face a ela, abandonando toda e qualquer hostilidade.

Super importante que a decisão de acolher essas pessoas passe pela comunidade local e que a nível nacional seja objeto de referendo ou de aprovação direta pela população e jamais uma imposição feita por órgãos internacional como a ONU ou a OTAN uma vez que são controlados por outros países e poderes. 

Importante que seja uma atitude política democrática i é sancionada pela população nacional e local e gerenciada por elas através de leis específicas destinadas a manter a cultura e promover a paz. 









sábado, 18 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer...

Após uma sucessão de ideologias mortas - Que desde o protestantismo falharam em substituir a Igreja antiga e trazer unidade de espírito a Europa, a fé maometana chegou até ela, com a intenção de abala-la até os alicerces ou de implantar a instituição árabe da Sharia.

Foi já o islã esmagado pela Europa Cristã, Ortodoxa ou papista duas vezes - Em Poitiers e em Lepanto, pelo que não se transformou num califado... Além de ter tido suas aspirações imperialistas travadas também pelas assim chamadas Cruzadas. Parte da Europa - Invadida por seus adeptos! - por sinal foi expurgada deles em no mínimo duas ocasiões, assim a Península Ibéria e a Península balcânica.

Basta dizer que ibéricos e balcânicos conhecem perfeitamente bem que é o jugo do islã.

A primeira das diversas observações a serem feitas aqui é que os invasores, a que os pós modernistas chamam 'refugiados', não são, de modo algum, os civilizados e comedidos xiitas do Irã... Tampouco os economicamente estáveis sunitas da Jordania, do Kwait ou dos Emirados, os quais tem a sorte de viver sobre oceanos de ouro negro ou de petróleo.

Vamos porém ao caso...

Incontestável o fenomeno segundo o qual a miséria ou a massificação estimulam a violencia. 

O que se sucede tanto entre os hindus, quanto entre Cristãos e muçulmanos. Por isso as massas protestantes do Brasil principiam a causar distúrbios... E as massas hindus na India... 

Agora tornando a Ratzel devemos considerar que as áreas ocupadas pelo Islã são majoritariamente (Com exceção da Asia menor ou Turquia e partes da Síria) espaços desérticos, montanhosos ou estepários, que não comportam uma densidade populacional elevada. Tanto que os antigos árabes, anteriores ao islã, enterravam as meninas recém nascidas nas areias do deserto... Tal a responsabilidade da terra ou do solo.

Apesar disso, sancionou Maomé a poligamia, enquanto que o islã, por instigação de líderes religiosos imperialistas ou cálculo, opõe-se ao controle da natalidade. E o resultado aqui é o aumento populacional desregrado... Para piorar ainda mais uma situação já grave, essas multidões miseráveis, ignorantes e fanatizadas costumam criar tumultos de natureza religiosa ou credal com outros grupos religiosos ou minorias, o que afeta as estruturas do governo e os serviços...

Para piorar ainda mais as coisas - Onde sempre existiram conflitos entre Sunitas, Xiitas, Drusos, Mandeus, Samaritanos e Yazeds ou entre maometanos e Cristãos, a Dna Inglaterra ou o sr Balfour, deram de enfiar os sionistas. O que redundou num aumento significativo dos conflitos e no deslocamento das populações tradicionais, em busca, no mínimo, de alguma segurança.

Dessa política internacional irresponsável, firmada pelo ouro sionista e mantida pelos EUA, resultou uma calamidade para as minorias Cristãs de todos aqueles lugares, pelo simples fato de que os sionistas canalhas, expulsando-as, empurraram-nas e lançaram-nas contra essas minorias, as quais passaram desde então a ser atacadas e pilhadas pelos tais refugiados. 

Porém quem ataca e empurra esse excedente de árabes miseráveis para longe de si... Israel... 

O Europeu que lê este artigo entenda perfeitamente: EUA e Israel entregaram a Europa nossa mãe aos jihadistas fugitivos numa salva de prata, tal e qual Herodes entregou a cabeça do batista a Salomé... Abriram um espaço para esses fugitivos na Europa como abriram um espaço para Israel na Palestina e de fato a Europa atual paga o preço do sionismo que apoiou! 

Como uma carcaça imunda abandonada aos vermes foi a Europa lançada a esses tais refugiados espantados e empurrados pelos sionistas.

Tudo partiu do vosso aliado que se acha seguro do outro lado do mundo, da vossa ONU..., da vossa 
OTAN estúpida que ataca os Cristãos russos, da maçonaria, do Vaticano inepto, etc Todos, todos desampararam a Europa, quiçá comprados pelo ouro sionista e Israel fica sendo e é a prioridade mundial kkkkk

Tais são as coisas que precisam ser ditas muito bem francamente, apesar das inquisições seculares do tempo presente.

Surge no entanto uma pergunta que não quer calar...

Por que a Europa se existem tantos países islâmicos como a Arábia, os Emirados, Iemen, etc, etc, etc Por que os irmãos de fé não acolhem seus mimosos pares... Porque os muçulmanos em parte bem situados e civilizados daqueles lugares não estão dispostos a abdicar de seu conforto e acolher em seus territórios essas massas miseráveis, ignorantes, barbarizadas e agressivas das periferias...

Conclusão: Que sejam elas acolhidas pelos Europeus papistas ou Ortodoxos idiotas com as bençãos da OTAN, da ONU ou dos EUA... Que os recebam, paguem pensões, alimentem, vistam, deem emprego, etc enquanto os machos barbados desrespeitam suas esposas e filhas, destroem os túmulos de seus pais, invadem suas igrejas, constroem mesquitas (Com as pensões que recebem o petrodolares vindos das Arábias), afrontam suas tradições religiosas, menosprezam sua lingua e criam comunidades a parte até se sentirem fortes o suficiente para impor-lhes a sharia e assassina-los caso não paguem a Djzia. 

E que é isso senão uma invasão, a princípio mais ou menos pacífica - Exatamente como esses árabes maometanos tem feito ou tentado fazer no curso da História. Estão mais uma vez e ainda hoje, expandindo seu império ou califado por meio da barriga, em plena era dos contraceptivos e com o apoio institucional da ONU, da OTAN, dos EUA e de todos esses líderes maçonicos comprados.

Digo mais: Além de interesses sionistas há interesses diretamente economicos que tocam ao querido capitalismo (O qual tradicionalmente tem vendido o povo, a pátria e a cultura!), ao exército de reserva e a regulação dos salários. Pois onde há oferta de mão de obra barata, o valor do salário diminui e a obtenção do lucro aumenta. Portanto, ao menos para os empresários a entrada dessa multidão de árabes jihadistas na Europa equivale sim a um benefício.

Temos de falar além disso no irracionalismo dos anarquistas e na politicagem da extrema esquerda ou dos comunas - Legião de pós modernistas. - que contam com os votos (Sim, porque os demagogos da Europa também concedem - Pasmem! - direitos políticos aos marmanjos jihadistas partidários da Sharia!) dos invasores para aumentar seu poder representativo no parlamento...

Veja então voce como tantos interesses se unem e conjugam contra os interesses da população europeia em termos de paz e cultura... Sionistas, capitalistas, comunistas e pós modernistas... Tal a realidade que é preciso enxergar.

Fora os sionistas, que já tem dinheiro e poder, todos os demais querem apenas $$$ dinheiro e atuam como prostitutos ou leiloeiros, vendendo a Europa aos pedaços a quem tem mais $$$...

Resta dizer que em tais situações, de massificação e miséria, nem todas as religiões atuam da mesma forma e maneira (Como julgam os ateístas alienados) - Havendo umas, que, devido a motivos internos doutrinariamente estruturados, tentam conter a violencia (Assim o Budismo ou o Cristianismo antigo.) e outras (Como o judaísmo antigo, o islã e o hinduísmo.) que, em maior ou menor proporção, estimulam-na.

Então a questão aqui é o quanto, esta ou aquela religião, é capaz de conter as massas miseráveis em tempos de aflição. Enfim o quanto tal fé gerencia e como gerencia ou regula possíveis tendencias agressivas. Se a reprime ou a potencializa.

E temos que é o islã - Não necessariamente a partir do Corão (O qual parece ser menos violento que a Tanak  por exemplo.) mas certamente da Suna. - juntamente com o judaísmo antigo (Mosaísmo ou israelitismo) e o hinduísmo) uma das crenças que mais estimula a agressividade. 

Portanto não se trata aqui de uma fé cujos princípios pacíficos sejam mal compreendidos ou incompreendidos pelas massas despreparadas e consequentemente deturpados por elas, como folgam afirmar islamicos e islamófilos e sim de registros permeados por conteúdos agressivos, atenuados por leitores economicamente estáveis, inteligentes e civilizados. E a tendencia da Xiia já nos indica essa resposta a partir das condições peculiares ao Irã> Um país economicamente estável há séculos e herdeiro de uma civilização brilhante.

Teve assim o islã, que se adaptar a realidade da sociedade iraniana, atenuando seus ímpetos agressivos - Do que resultou, num determinado momento, a rejeição a um sunismo que, desde os tempos de sua afirmação ortodoxa - Com Achari e Gazail. - se foi tornando cada vez mais mesquinho.

O que nos facilita a abordagem da História islamica ou a apreciação dos períodos iniciais.

Forçoso entender como o declínio da civilização, da estabilidade economica e da instrução tem colaborado ativamente para que o islã se afirme em sua puridade essencial. Atente o leitor que a Ortodoxia acharita, a ascensão do Hambalismo, o Wahabismo e enfim o Salafismo são todos eventos ou fenomenos posteriores a Era de ouro dos califados omíada e abássida - E não podia ser diferente, pois a violencia, a agressividade, a truculencia, etc como os arroubos de fanatismo são típicos dos períodos de decadencia, miséria, ignorancia, etc

Via de regra citamos o genocida e terrorista Tamerlão como protótipo do anti Cristo, sem saber que era ele, não apenas um muçulmano, porém, antes de tudo um bárbaro das estepes ou alguém cuja agressividade o islã não estava posto para conter. 

De fato, apesar dos choques com o Cristianismo apostólico, foi o trato com o conquistador islamico, geralmente cordial. O que remonta ao próprio Maomé e sua suna, na qual temos que os senhores bispos de Nadjarien foram bem acolhidos e tratados com fidalguia. O corão de fato tece elogio aos Rahibs ou monges determinando que sejam acolhidos, respeitados e bem tratados. 

Daí o pacto ou tratado feito com o Santíssimo Sofronius, Batrak de Al Kudush, o qual serviu de modelo para muitos outros. Ocasião em que o próprio califa Omar ibn Katab recusou fazer preces no Santo Sepulcro por um ato de delicadeza. Alias os próprios cristãos ortodoxos do Oriente, oprimidos pelo Império bizantino e sua política (Quem o diz é Mihail, o Sírio, em sua História) chegaram a acolher os conquistadores muçulmanos e obter a paz, pelo menos durante alguns séculos.

A partir daí firmaram-se, como os antigos impérios, os califados acima citados, nos quais não era o islã majoritário ou hegemonico, correspondendo a uma dominação elitista. Dar crédito a Ibn Hazm ou a Sharistanyi, não haviam apenas Ortodoxos ou mazdeistas sob aquela dominação mas um imenso número de seitas Cristãs já conhecidas: Markinyia, Montanyia, Manikyia, Bardaisanyia, etc além de algumas religiões tradicionais, como Yazed e mesmo algumas possíveis populações pagãs... 

De fato o islã dos dois primeiros califados foi um islã cosmopolita e não uma realidade religiosa hegemonica ou ortodoxa como querem fazer passar os sunitas de hoje. Haja visto a forte presenta dos dissidentes Carijitas e Alídas ou Xiias. 

E como disse, fosse porque não havia ortodoxia sunita fixada, fosse porque as facções rivais do islã fossem numericamente equivalentes ou fosse porque o conjunto do islã não passasse de uma minoria, que as relações com os Cristãos fossem cordiais, ao menos até o ano 1.000 ou menos até, cerca de 1.100 i é, a cabo de cinco séculos ou meio milenio, quando de fato azedaram, justamente após a afirmação do sunismo ortodoxo, o qual, a exemplo da Reforma protestante, assumiu o caráter de uma autentica e sucessiva purificação religiosa e cultural.

Importante entender que assessorado por Cristãos - Inclusive clérigos. - Ortodoxos orientais, Harum al Rachid, Mamun e outros, criaram e mantiveram (Durante quase meio milenio.) a 'Casa da sabedoria' em Bagdad e que ela chegou a conservar parte do que se havia perdido com a destruição da grande biblioteca de Alexandria (No século VII). Ao menos até sua própria destruição pelos bárbaros estepários em 1258 - Ocasião em que o último califa foi eliminado, ficando o islamismo sunita sem 'Papa' ou descontrolado...

Importante considerar o domínio ou a liderança de um califa instruído sobre os adeptos do sunismo emergente.

Alias mesmo antes da eliminação do último califa, já a coisa principiara a degenerar sob o controle dos mamelucos ou dos agregados estepários. 

Aqui a baliza face a nova realidade, além da afirmação Acharita, parece ter sido o governo do fatímida Al Haquin, o qual tendo nascido de mãe Malkayia (Alazizah) - Segundo Guilherme, o Frank, e sido batizado as ocultas, mandou converter os Cristãos a força e demolir o Santo Sepulcro. Isso pelos idos do ano 1.000. Desde então os atritos jamais cessaram...

Curiosamente os turcos estepários, inda que sunitas, censuraram os árabes tanto como matadores de profetas ou assassinos dos descendentes de Maomé quanto como covardes face o preceito da jihad e a eliminação do Cristianismo. Sendo assim tomaram a peito, mais uma vez, invadir e conquistar a Europa, ao menos até serem derrotados em Lepanto. 

Ao mesmo tempo ou pouco antes, em decorrencia da afirmação da Ortodoxia acharita, foi a corrente intelectual da Mutazzila eliminada. E, desde então, o racionalismo e o liberalismo teológico foram proscritos como heresia pestilenciosa nos domínios do islã sunita. E temos esse processo descrito com detalhes na obra "A mentalidade muçulmana..." de R Reilly. 

Portanto o islã racional e aberto a cultura, frequentemente descrito pelos adeptos dessa religião, extinguiu-se a quase mil anos, justamente por ter sido reprimido por eles ou por seus ancestrais. 

E porque foi reprimido e destruído...

Porque num dado momento, após a afirmação da Ortodoxia sunita, as lideranças religiosas tomaram consciencia de que o islã da Idade de ouro ou dos dois primeiros cinco séculos era na verdade uma construção sincrética - Derivada grande parte da tradição greco romana. - muito pouco árabe. 

De fato essas lideranças parecem ter percebido o imenso risco de que o legado da razão e do livre arbítrio, tomado aos gregos por intermédio do Cristianismo, prevalece-se e destrui-se os elementos autenticamente semitas. Daí terem empreendido uma luta de morte com o objetivo de expurgar o islã ou o próprio sunita desse conteúdo exógeno - O que de fato equivaleu a uma purificação ou reforma, como a de Josias no judaísmo e a de Calvino no Cristianismo (Embora esta não reporte ao Cristianismo histórico ou primitivo.)...

Desde então ou do século XI foi o islã purificando-se e resgatando sua identidade árabe ou semita e não afastando-se dela. De fato no contexto islamico a direção tomada do Hambalismo ao Salafismo, impulsionada pelo declínio político, pela miséria e pela massificação só pode ser entendida como um retorno as origens - E a anomalia aqui foram os califados ou o islã dourado da mutazzila e dos homens da Casa da sabedoria, os quais só podem ser corretamente analisados em termos de acomodação, contaminação pagã, heresia ou apostasia...

Enfim o salafismo, tal e qual seu pai, o wahabismo, é apenas o islã mostrando sua própria cara, sem cores ou pinturas, após ter sido lavada. 










sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Relativismo cultural: Histórico e confrontação

Posto o problema em seus devidos termos, urge identificar os principais responsáveis ou culpados.

Assim a ideologia que ora se converte em dogma, o relativismo cultural.

Refiro-me ao ponto de vista segundo o qual não se pode falar em culturas superiores ou inferiores. Devendo todas ser avaliadas como iguais.

Segundo essa opinião inexiste notação cultural, posto que tudo quanto é produzido pelos humanos é cultura.

Aqui o 'confusionismo' é evidente. Pois do fato de que tudo quanto seja produzido pelos humanos seja cultura não se segue que todas as produções culturais da humanidade tenham o mesmo valor...

Que toda a cultura produzida pelo ser humano tenha igual valor é algo que se afirma, mas que jamais se demonstra. É portanto um juízo de valor, demasiado subjetivo e arbitrário que a pós modernidade irracionalista aspira converter em dogma inquestionável, a ponto inclusive que criminalizar os oponentes.

É, repito, opinião indemonstrável e caprichosa, emitida por antropólogos como Franz Boas, R Benedict, M Mead, J Herscovitz e outros desde os primórdios do século XX e convertida, nas últimas décadas, em arma política, por parte de minorias ambiciosas, inspiradas por modelos religiosos totalitários.

Inútil argumentar que a Helade clássica produziu o esporte, o teatro, a Filosofia, os cânones da arte, a Democracia, etc enquanto que as antigas tribos israelitas nada produziram de equivalente. Ocioso alegar que a civilização cristã bizantina produziu um modelo de serviço social e assistência, enquanto que a Europa ocidental nada produziu de similar. 

Outros contrastes?

O reino de Angkor e os povos das estepes.  A Itália Renascentista e a França feudal do século XIV. A Bélgica romanista, guiada pelos sábios da Louvain e a Inglaterra do século XIX. Os países escandinavos do bem estar social e os EUA nas últimas décadas do século XX...

Para os irracionalistas, funcionalistas e pós modernos é absolutamente tudo igual. Assim o projeto islâmico para a Europa e o projeto calvínico/pentecostal para o Brasil e a vigência das instituições liberais do tempo presentes. Afinal, se tudo quanto existe são narrativas, e se toda verdade objetiva nos foge, como postular diferentes projetos sociais e políticos, estabelecendo uma escala de valores???

Em última análise é o relativismo social ou cultural fruto da epistemologia kantiana ou do ceticismo metafísico. Seja como for o temos de analisar atenta e profundamente, de modo a fazer-lhe oposição.

A primeira assertiva, alias, até certo ponto justa, é que não podemos comparar grupos ou sociedades que floresceram em diferentes espaços e eras. Quanto ao espaço, há certa lógica. Pois sem chegarmos a F Ratzel e ao determinismo geográfico, temos que admitir que o fato da Revolução Inglesa se ter dado na Inglaterra, cujo solo é, por assim dizer, um  pedaço de carvão, é bem mais do que uma coincidência. Tampouco podemos negar que os habitantes dos desertos, estepes e montanhas sejam mais agressivos que os agricultores das grandes planícies aluvionais - Ou que as primeiras cidades se tenham formado junto as margens dos grandes rios (cf Metchenicoff). 

A questão aqui é se a condição geográfica determina ou apenas possibilita, ficando os resultados na dependência do éthos específico de um dado grupo humano. O que nos leva a questão central i é se qualquer povo, num dado espaço e num dado tempo, procederia da mesma e exata forma que outro... Ratzel foi pelo determinismo espacial... Porém V de La Blache e J Brunhes foram na direção da síntese a que chamamos Possibilismo... Indicando que a ação dos grupos humanos não é homogênea, havendo diferenciação, mesmo quando o tempo e o espaço sejam similares.

Para rematar a questão devo admitir que entre povos que habitam espaços bastante diferenciados as comparações devam ser, quando feitas, cuidadosas e sumárias. Outra questão a ser analisada é que dada a peculiaridade das culturas não devamos considerar a transferência da cultura nos diversos espaços... Faço as mesmas reflexões sobre o tempo - Admitindo o absurdo de compararmos as culturas da Idade da Pedra com as culturas da antiguidade. Outro o caso de compararmos as culturas ágrafas subsistentes com as culturas contemporâneas propriamente ditas.

E é por aqui que chegamos a teoria relativista e pragmática da pós modernidade, chamada FUNCIONALISMO. De fato, nas mentes dos antropólogos cientificistas, que abraçaram o ideário positivista, deve a 'ciência' numa perspectiva empirista e materialista (Não meramente material) todo e qualquer conteúdo que fuja a materialidade e admita qualquer coisa de ideal, deve ser repudiado. Pelo simples fato de que o ideal implica suspeita de imaterialidade ou de metafísica - A qual Kant classificou como impossível... Então eles estabelecem os limites e as fronteiras do saber pela materialidade > O que também produzirá problemas, alias ainda mais grave, no campo da Psicologia.

Antecipando tudo isso E J Litreé, pelos idos de 1860, esboçou a direção do positivismo> A Negação da Ética, enquanto modelo materialmente inexistente posto para a realidade dada nas áreas da Ética e da Estética. Segundo Litreé, não poderia o conhecimento verdadeiro ou científico estabelecer uma meta para o que não existe ou não possuí materialidade - Noutras palavras, nada se pode predicar de Objetivo quanto ao que vá ser feito, estipulando como deve ser feito. O que implica a negação da Ética e da Estética enquanto ''supostas" orientações valorativas sobre o que não tem existência real. O positivismo, a ser coerente, foi meticuloso e chegou a negação da Ética e da metafísica. Poincaré foi mais ou menos do mesmo ponto de vista. 

Não há Filosofia, não há metafísica, não há idealidade não há objetividade fora da materialidade, não há qualquer padrão para juízos de valor, e portanto, não há Ética e tampouco Estética como entendiam nossos ancestrais gregos. Devemos, quanto ao bem e ao mal, quanto ao belo e o feio, e também, quanto a verdade e o erro (E todas as questões que se distanciam em demasia da percepção ou da sensação.) nos conformar com aquilo que é dado ou com aquilo que os gregos chamavam 'doxa' i é opinião. Pois em última análise seria problemas insolúveis, ociosos e, consequentemente, sem importância.

O tiro de Litreé todavia saiu pela culatra. E após as negativas dos positivistas, em favor daquilo que é, existe ou é dado (Ciência descritiva); enfim da inércia conservadora que apenas analisa, estuda ou conhece sem jamais preceituar ou interferir, estouraram as bombas dos anarquistas e comunas da propaganda pelo fato... Ravachol e turma... Os quais eram a um tempo idealistas e a outro materialistas - Vai entender... Abolida a Ética, engendrado o Darwinismo social, proclamado o conformismo, etc chegamos rapidamente a primeira grande guerra mundial. As vésperas da qual tornaram os intelectuais a falar sobre Ética... 

Naturalmente que a reabilitação da Ética ou da moralidade, no contesto do pós guerra foi encarada pelos anarcos, comunas e mesmo por parte das pessoas comuns como mera estratégia oportunista. Admitida a lógica de Trasímaco e lançada ao lixo a de Sócrates, por primeira vez na História o lado 'fraco', representando pelos dominados, ameaçou romper as cadeias da sujeição... Diante disto o desmantelar do positivismo ortodoxo ou do cientificismo crasso foi encarado por muitos como um dourar a pílula - Era Trasímaco amaciando ou buscando ocultar seu discurso e para tanto apelando a conceitos como paz, respeito, amor, bondade, etc tornando a atribuir-lhes sentido meio século depois. E se um Ayer continuará negando ferozmente o sentido de tais palavras sempre encontrará resistência.

Quanto aos pensadores modernistas nada posso dizer sobre a honestidade dessas idas e vindas - Posto que se lhes trouxer alguma vantagem ou benefício são capazes de resgatar a existência de Deus. Os papistas - Assim Emile Boutroux em 1895 cf "Questões sobre moral e educação" ou mesmo em 1883 em "Sócrates, fundador da ciência moral" - no entanto já levantavam a questão da objetividade da Ética ou do Socratismo, e consequentemente da Metafísica, da idealidade, da validade dos saberes, etc cerca de dez ou mesmo vinte anos antes da calamidade de 14.  

E foi exatamente nesse período que toda essa questão passou aos domínios da antropologia. Quando em 1903, L Levy Bruhl na "Moral e ciência dos costumes" - Ocasião em que o autor, dando moral por Ética (Como tantos outros) afirmou que a Ética inexiste como objeto próprio, objetivo e universa, não passando de uma construção social relativa a cada grupo. Cada grupo social teria sua Ética ou moral específica - Daí diversos sistemas de Ética contraditórios ou sem qualquer conexão. 

Isto quanto a Ética, em oposição ao universalismo objetivo de Sócrates.

Quase que simultaneamente, Boas e seus colaboradores elaboraram sua teoria relativista da cultura, com base no funcionalismo, algo, como veremos perfeitamente pragmático. Postulando que é absurdo avaliar uma dada cultura partindo tanto de um universalismo Ético objetivo quanto dos princípios e valores externos a ela ou procedentes de uma outra cultura. E que o único modo de avaliar uma dada cultura é através de sua função, noutras palavras, se aquela cultura foi ou é útil tendo em vista a sobrevivência ou o bem estar do grupo. Portanto se um dado elemento promove a sobrevivência ou a manutenção de certo grupo social deve ser classificado como útil, benéfico ou vantajoso pelo grupo, uma vez que a conservação do grupo é o bem supremo ou o único critério a ser considerado.

Tal o modelo funcionalista, como se vê, derivado do utilitarismo, uma vez que tudo quanto se considera é a utilidade para o grupo em termos de continuidade e bem estar. Não cabendo qualquer juízo valorativo por parte a uma cultura mais evoluída ou a uma instância Ética universal. 

A conclusão aqui é bastante simples: Caso a mentira, a traição, a pedofilia, a castração de mulheres, a tortura, o assassinato, etc traga alguma vantagem para determinado grupo social, mantendo-o coeso e equilibrado, deve ser avaliada como algo bom naquele grupo e para aquele grupo... E o mais é puro preconceito...

Imaginemos porém nossa própria cultura ou algum agregado social próximo a guerra, a tortura, a tirania, etc se tornassem úteis tendo em vista o equilíbrio ou a conservação social... Entendem porque tantos e tantos teóricos tem buscado demonstrar a utilidade da mentira, da traição, da guerra, dos vícios (Bernardo de Mandeville), etc... Pois do ponto de vista do funcionalismo ou do relativismo ético, aquilo que é útil é necessariamente bom... Podemos portanto, demonstrando que qualquer coisa seja útil, transforma-la em algo bom ou desejável, mesmo quando de fato seja anti ética e essencialmente má.

E como parte dos cidadãos é individualista ou ignorante - No sentido de não ser capaz de compreender a teoria. - fica fácil argumentar que tudo quanto seja bom para o outro grupo, assim a castração de mulheres ou a burka para as sociedades islâmicas, também pode ser bom para o nosso grupo... E é exatamente aqui que as coisas se complicam. Pois embora esteja eu pouco me lixando para as tribos do deserto que lavam o c... com areia, acharia preocupante caso viessem eles morar na capital de S Paulo e propagar entre nós as prodigiosas vantagens de sua higiene 'peculiar'...

E decerto, caso avaliemos as coisas pelo critério deles ou do funcionalismo, o problema é a burka, a castração de mulheres, a sharia e as instituições do deserto transplantadas para nossa cultura em lugar de seus elementos e instituições... Então nem seria o caso de buscar demonstrar que são superiores ou melhores porém que são as mais adequadas a nossa realidade. E é o quanto bastaria para combatermos a islamização ou a protestantização.

Nossa maneira de proceder, enquanto Cristãos ou Católicos, ou ainda enquanto herdeiros da civilização greco romana, é a mais adequada tendo em vista nossa estrutura social. E parece não haver indício ou evidência alguma que ao menos neste local ou nesta época as culturas protestante, judaica ou islâmica seriam melhor sucedidas. Como pura e simples conjectura a respeito de um futuro que ainda não existe, tal opção equivaleria sempre a uma aposta, pela qual poderíamos vir a pagar um preço demasiado caro.

Além disto possui a funcionalidade um outro viés, que é do igualitarismo social. Dando por suposto que em dado lugar e tempo todo e qualquer grupo humano agirá da mesma forma, estruturando o convívio do mesmo modo, fica demonstrada a 'igualdade' da espécie enquanto ser social. Por outro lado, se, dadas as mesmas condições, os diversos grupos procedem de modo diverso, com maior ou menor habilidade, temos que não há igualdade social entre os grupos que compõe a espécie.

Então o receio aqui, alias um receio justo até, é que a partir do fato da desigualdade cultural ou social, se possa aduzir um desigualdade em termos de pessoa ou ser humano. Pois as massas tendem a confundir as coisas muito facilmente. Ora, o quanto podemos dizer sobre isto é que a igualdade humana (Universal) em termos de capacidades (Da espécie) não é ativa porém potencial - Todos os humanos tem um potencial racional para a abstração, para a metafísica, para a construção da linguagem, para a predição ou o juízo, para a lógica, para a pesquisa, etc No entanto, como ser humano algum nasce a parte de um determinado construto social, acabamos sendo condicionados pela Sociedade em que nascemos e vivemos na medida em que ela limita ou não a expressão ativa da racionalidade. 

Importante saber que num dada formação social ou cultura há uma condição de relativa igualdade ou de igualdade média, exceto quando as oportunidades são negadas intencionalmente com o sórdido objetivo de produzir alienação ou massificar. Tomo por modelo uma sociedade ideal de informação e reflexão, inda que marcada por desigualdades sociais possíveis de serem superadas. Num dado grupo social ou cultural podemos supor certa margem de igualdade posta para a reflexão e para a liberdade. Então a questão da igualdade humana absoluta não se coloca em função da cultura - O quanto podemos postular é uma igualdade relativa no interior de uma dada cultura. Face, as desigualdades reais impostas pela cultura, o quando podemos afirmar em termos de universalidade é a potencialidade.

Devemos salientar ainda que os indivíduos que migraram de seu universo cultural para outro estarão em vantagem ou desvantagem conforme migrem de um cultura mais elaborada para um cultura mais simples ou de uma cultura mais simples para uma cultura mais elaborada. Resta-nos inferir que o problema da limitação não está na natureza humana ou na potencialidade comum e sim no construto cultural mais ou menos completo, o qual impulsiona mais ou menos o potencial humano, ampliando-o ou restringindo-o. Portanto, na hipótese de que exista uma cultura superior, tanto mais complexa e melhor tendo em vista o estímulo integral de nossas potencialidades é importante ter plena consciência dessa superioridade.

Diante disto, dentro dos limites do tempo e do espaço, não posso deixar de encarar as culturas: Suméria, Egípcia, Grega, Chinesa ou Inca como superiores as demais ou como mais desenvolvidas. Do mesmo modo como a Evolução biológica nos dá a entender que certas linhagens se vão tornando mais complexas na medida em que se adaptam a um meio estável ou instável e logram sobreviver, assim algumas entidades culturais mostram sua superioridade na medida em que estimulam com maior eficácia as capacidades do Homo Sapiens. E estimulam produzindo determinados construtos sociais - Assim entre os antigos Sumérios a escrita, o bronze, o arado, a roda... Entre os egípcios a escrita, o papiro, a mitologia, a medicina... Entre os gregos a Democracia, a Filosofia, o Teatro, o Esporte, a Mitologia, etc Entre os modernos a justiça social, a Democracia, a Imprensa, o Rádio, a TV, a Internet, o avião, a Ciência, etc É a criação de tais meios, suportes ou entidades que estimulam nossas habilidades potenciais.

Por outro lado podemos e devemos classificar como culturas inferiores não as que permanecem estacionadas noutro nível, porém equilibradas, mas sobretudo aquelas cujos membros, tendo conhecimento das conquistas acima citadas, buscam elimina-las. Assim os que buscam eliminar a arte, a ciência, a justiça social, a democracia, a ciência, o esporte, a tecnologia, etc com o objetivo de nos fazer retroagir - Pois uma coisa é corrigir para melhorar e outra destruir por completo.

Então o que queremos dizer em alto e bom som é que não podemos encarar o iconoclasmo, o negativismo científico, a eliminação da técnica, a supressão da democracia, a negação dos direitos naturais, etc como um padrão de cultura igual ao nosso e sim como uma ameaça, ao menos a um projeto (Inda que desviado ou mal esboçado.) de civilização. Longe de nós encarar a sharia, a teocracia, as inquisições, o fetichismo, o criacionismo, o geocentrismo, o terraplanismo, o maniqueismo, etc como algo neutro ou inocente que se deva tolerar. Suprema loucura conceber o islamismo, o protestantismo pós calvinista ou a judaização como propostas alternativas de sociedade quando na verdade representam a barbárie. Barbárie contra a qual devemos reagir forte, poderosa e conscientemente - Inda que para tanto devamos nos opor aos novos dogmas da pós modernidade como o funcionalismo ou o relativismo cultural.

Pois na base do despejo dos jihadistas em solo europeu e enquanto fundamento de tão irresponsável iniciativa estão tais ideologias ou resíduos de um pós modernismo que nega a verdade substituindo-as pela narrativa. Narrativa por narrativa não é a narrativa islâmica que querem os europeus... Tampouco a maior parte dos latino americanos de hoje desejam aderir a versão protestante ou americanista de sociedade. Logo, o ponto de partida de nossa luta pela cultura será a valorização de nossa identidade, de nossas tradições e de nossas vivências. 

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

A ferramenta do relativismo Cultural: Islamização, protestantismo e judaização....

Vivemos em tempos de impérios em conflito. Pois embora tenhamos diversos blocos políticos: Índia, China, Rússia, 'Europa', 'América latina'... apenas dois exercem um proselitismo cultural em larga escala, buscando, obviamente, criar um padrão universal.

Assim o americanismo, com o protestantismo; assim os islamismo. Um despejando-se pela América latina e, consequentemente, pelo Brasil, com suas seitas, bíblias e pastores. Outro despejando-se pela Europa e África. Com grande risco para as demais culturas, tradições e identidades.

Surpreendentemente - Por via do antigo testamento, Mikra ou Tanak - apesar da oposição credal, existe uma certa afinidade de espírito em termos de protestantismo e islamismo. E é algo mais profundo que o iconoclasmo, por tocar o anti cientificismo e o totalitarismo... Percebeu-o o grande humanista francês Gilherme Postel e compôs uma obra pioneira a respeito.

Assim se o islã predica uma transcendência absoluta e anti encarnacionista, o protestantismo judaizante - Devido a sua ênfase no antigo testamento. - (Em oposição a Fé Ortodoxa) recusa-se a levar o Encarnacionismo as últimas consequências: Daí sua objeção as imagens ou representações, a 'Mãe de Deus', a presença real do Senhor no Sacramento, ao Domingo, a comunhão dos Santos, etc 

De fato a proximidade existente entre as Igrejas apostólicas e a Imanência - Uma decorrência necessária da Encarnação de Deus! - choca de tal maneira os protestantes a ponto de assumirem o discurso muçulmano segundo o qual, foi o Cristianismo antigo ou Histórico, poluído e esmagado pelo paganismo! Importante salientar que muito antes de Calvino ou Blaurock se manifestarem neste mundo, os rabinos e ulemás já apresentavam a igreja de Cristo como quintal do politeísmo e da idolatria.

O próprio Jesus, quando mencionado nos registros do povo é classificado como sedutor, feiticeiro, politeísta e idólatra. Ele disse: Se eles falaram mau de mim, que sou o Senhor, como não haverão de falar mau de vós que sois os servidores... Já os infiéis das Arábias inculpam ora Paulo, ora João, ora Orígenes, ora Tertuliano, ora Atanásio, pelas 'blasfemias' politeístas da Cristandade apostólica. (Os protestantes só tem coragem de ir a Clemente de Roma, Inácio, Pápias ou Policarpo - Ouvintes dos apóstolos!). 

Mas estão de pleno acordo quanto ao juízo lançado contra a Igreja Histórica. E como o protestantismo é recente e muito mais jovem que o judaísmo ou o islã, podemos dizer que judaiza e islamiza. Novidade alguma - Pois já no séculos VIII e IX parte dos nossos, pretendeu aproximar-se do islã, embarcando na canoa furada do iconoclasmo. O mesmo se observa no papismo, o qual buscando reconquistar os protestantes foi mergulhando mais e mais no lodo agostiniano, até - Com o Vaticano II - mergulhar no protestantismo, e (Pasme!) no pentecostalismo fetichista (Com a tal RCC)... 

No entanto foram os iconoclastas, os papistas e os neo papistas que se perverteram, guiados por mestres tão cegos quanto os agarenos e os protestantes... Tal a ilusão das aproximações.

O protestantismo, aproximando-se do judaísmo e do islamismo (Por via do antigo testamento) foi perdendo mais e mais seu caráter 'Cristão' e encarnacionista, até nada mais ver ou poder ver no Cristianismo Histórico que o odiado paganismo, o qual anseia destruir até os fundamentos.

E não pode haver mínima dúvida quanto a tais desígnios, digo quanto a proposta tanto do islamismo quanto dos protestantismos pós calvinistas. Os quais encaram o paganismo antigo ou ante Cristão como absolutamente maligno ou diabólico, porfiando destruir seus últimos vestígios, assumidos pela Cristandade apostólica, assim as artes a que chamamos de sacra e a tudo quanto se destaca pela simples beleza.

Outro o programa da igreja, outra sua atitude, outra sua obra...

Todavia, tornando ao islamismo, o que ele pretende destruir são os fundamentos mais remotos de nossa civilização Greco romana, pelos quais respira ódio mortal. O judaísmo é tanto mais civilizado, embora conte também ele com certo número de fanáticos.
Sobre o protestantismo pós calvinista, todos nós o conhecemos muito bem. 

Tal o significado nu e cru da destruição das ruínas de Palmira e Nínive pelos fanáticos do ISIS. Caso você compreenda que cada um daqueles 'Aladlammús' esmigalhados representa as raízes de nossa cultura e as fontes da nossa identidade, terá compreendido tudo e qual seja o objetivo final do islamismo. 

Não nos deixemos ludibriar ou enganar: O Museu do Cairo ali está apenas enquanto significativa fonte de riquezas ou enquanto algo 'vigiado' pelas grandes potências do mundo civilizado. Eis porque, apesar dos esforços empreendidos pelos egípcios esclarecidos e de boa vontade, ele escapou por um tris da destruição... Outro o caso do Museu de Cartum, no Sudão - Onde os tesouros das Cândaces fora pilhados e quiçá derretidos pelos fanáticos...

Pois para a imensa maioria dos xeques e dos muçulmanos devotos, os tesouros contidos em nossos Museus nada mais são do que imundice pagã cujo fim é a destruição... Imaginar algo diverso é pura ingenuidade de quem ignora o verdadeiro caráter do islã.

Aqueles que no passado destruíram as bibliotecas de Cesareia marítima e de Skandaryia bem poderão, uma vez no poder, acabar com os Museus de Londres, Paris (Louvre), Berlim, Prado e Vaticano, assim como as principais Bibliotecas do velho mundo, destruindo por completo o quanto nos resta de um Ésquilo ou de um Aristóteles... E não podemos assistir de braços cruzados uma catástrofe semelhante. 

Pôde a Europa nos séculos passados exumar e resgatar as fontes na nossa cultura. Pois nas pessoas de um Champollion, um Lepsius, um Montet, um Layard,  um Gsell... pode passar a Ásia e reconstituir nosso vetusto passado. Agora ameaçada a Europa como haveremos nós de transpor o mar oceano para salvar as relíquias da nossa cultura...

Caso permaneçamos de braços cruzados, em poucas décadas, assistiremos a destruição da nossa cultura, das nossas raízes, de nossas tradições e de nossa identidade. Caso permaneçamos indiferentes a Europa se converterá em quintal do islã...

Tolos aqueles que esperam proteção e defesa por parte dos EUA. Pois os Yankees são, ao menos em parte, descendentes daqueles mesmos puritanos que deixaram a Inglaterra por não terem podido destruir as torres, cruzes e sinos das catedrais. Para o yankee é a Europa, inclusive a Inglaterra, um território indômito e contaminados pelas relíquias da Ortodoxia ou do Papado: Catedrais, calvários, torres, sinos, etc E tanto se lhe dá que o maometano de cabo do poder o Papa romano... ou dos Bispos...

O próprio papado encarou as coisas desse jeito, no século XV, com relação a Ortodoxia. A atual visão dos EUA outra não é em nossos dias com relação ao papado... Pois existe certa unidade de mente, como assinalamos entre o protestantismo e o islamismo. Destarte o que não pôde o protestantismo fazer ou completar na Europa, é esperado que seja feito pelo islã, quero dizer a destruição do símbolo.

Digo mais - A introdução do islã nos territórios Ortodoxos e romanistas é uma plataforma comum aos EUA, ao sionismo, aos comunas e aos anarcos e quiçá a única plataforma comum que teem eles, por ódio a Cristandade histórica... Os protestantes ressentem por não terem eliminado a igreja romana do mapa ou convertido os Ortodoxos, os sionistas esperam algum alívio caso os jihadistas avancem na direção da Europa, os comunas e anarcos esperam apoio político por parte dos muçulmanos - A ONU e a maçonaria executam e os governantes safados se deixam comprar...

Quem perde é o povo europeu, sejam romanistas, Ortodoxos ou liberais honestos, envolvidos pelos apóstolos da sharia. Quem perde são os cidadãos livres. Quem perde são aqueles que estão em posse de algum direito outorgado por lei. Assim as mulheres, os homossexuais, as minorias religiosas... E os amigos das artes, da ciência e da democracia; da civilização enfim ou do que lhe resta.

Portanto precisamos defender a América latina, quanto ao imperialismo protestante e a Europa, quanto ao imperialismo árabe, enfim quanto a ambas teocracias ou totalitarismos. Ambos fantasmas ou abutres, que ameaçam a civilização, precisam ser ousadamente combatidos.

No entanto antes de entrar nesse assunto - Da resistência ao protestantismo e ao islã, devo aborda de passagem as relações entre o Cristianismo nascente ou a Igreja primitiva e o paganismo ou nossa ancestralidade. Ressaltando que, apesar do 'fantasma' do judaísmo ou da cultura semita, não foi ela totalmente negativa\negacionista, mas em parte assimilacionista.

Já porque a ideia de um Deus encarnado - Fundamento e centro da fé Cristã. - sendo procedente dos céus, não tem afinidade alguma com o judaísmo antigo (Cuja mentalidade estava voltada para a transcendência absoluta ou para uma divindade apartada do mundo material.) e sim com o paganismo. Portanto se algum protestante ou judaizante tem algo contra o paganismo que se faça ariano, unitário ou muçulmano uma vez que a ideia de que deuses se façam mortais ou gerem filhos humanos é pagã e de modo algum semita. 

Não é a doutrina da mãe de Deus que é pagã como afirmam os protestantes mais ingênuos - Pagã é a ideia de que Deus se faça ser humano, repito. E no entanto tal é o fundamento pétreo de nossa fé uma vez que, segundo o Evangelho escrito, o fundador do Cristianismo reivindicou para si a natureza divina (Disse que julgaria os mortais no último dia, que perdoava pecados, que não tinha pecado, etc), merecendo por isso ser classificado como pagão e idólatra pelos judeus...

Eis porque não foi o Cristianismo antigo absolutamente iconoclástico ou negativo quanto ao paganismo antigo. Radical e intransigente face ao politeísmo e suas representações - Enquanto foram elas objeto de adoração. - não anatematizou a arte ou seja a pintura, a escultura, a arquitetura, a poesia, a música e o canto, apropriando-se de cada uma dessas expressões com o objetivo de abrilhantar a adoração verdadeiro. De modo que a adoração ao Deus encarnado Jesus Cristo foi provida de uma expressão estética ausente tanto no judaísmo e no islamismo, e assim nas seitas protestantes filhas da reforma.

É algo que se justifica facilmente nos padrões opostos a Encarnação. Outro o caso da religião em que a divindade tornou-se visível, audível e palpável no complemento de sua natureza humana. Ao encarnar-se o Deus Cristão entra no acesso dos sentidos e se torna perceptível. E como todos os aspectos de nossa condição foram os sentidos santificados pelo mistério da Encarnação, e assim a percepção humana.

Adoramos em espírito decerto ou guiados pela razão, pela mente, pela consciência, mas adoramos no corpo santificado pela Encarnação e pelo Batismo, e adoramos pelo corpo ou através dele, não fora dele ou como espíritos puros. É o espírito princípio e fonte do culto verdadeiro que prestamos no corpo. Por isso expressamos esse ato interno do espírito por meio de um aparato simbólico externo.

Adoramos em espírito e verdade e o fundamento de toda verdade é a Encarnação que santifica nossos corpos e que nos autoriza a empregar uma linguagem simbólica e gestual. Quanto a isto estamos de acordo com os odiados pagãos e não com os judeus ou com os muçulmanos, pois ao contrário deles adoramos um Deus encarnado e não um ente descarnado ou puramente espiritual.

É Deus Espírito e por isso o princípio da adoração é interno, derivado do sentimento, do afeto, do amor... E no entanto esse mesmo Deus que é Espírito puro, ao assumir e santificar um corpo material, sanciona o emprego do corpo na adoração. 

Daí a presença de arte no padrão apostólico, no catolicismo, na Ortodoxia. É nosso Deus Bom, verdadeiro e belo. Deve, nossa adoração, ser boa (Impedindo aqueles que estão fixos no mal ou no pecado de exerce-la.), verdadeira (Pela afirmação dos Mistérios da fé.) e bela, em seu aparato material e simbólico: Ícones, círios, incenso, gestos, ordenação de palavras, poesia, canto, etc

Eis porque, nossos excelentes ancestrais, conduzidos pelos apóstolos, tomaram aos pagãos, seus ancestrais, todos esses ofícios e capacidades e colocaram-nos ao serviço do Deus verdadeiro, de sua parentela, de seus apóstolos, de seus membros... Do que resultou um Calendário eclesiástico ordenado, uma liturgia simbólica e soberbas catedrais com cúpulas e torres encimadas por cruzes e adornadas com sinos. E esses ofícios solenes, executados através dos séculos em cada catedral constituem um hino de glória ao mistério da Encarnação.

Por isso, na medida em que as estátuas e pinturas dos deuses foram cessando de ser cultuadas não tivemos problema algum em conserva-las, de reconhecer o belo que há nelas e de mante-las, não como algo religioso ou sagrado, porém enquanto obras de arte. Ao contrário dos muçulmanos os cristãos não precisam destruir os vestígios dos deuses antigos pelo simples fato de não serem mais adorados. 

E o resultado disto é que não apenas podemos como devemos conservar esse legado artístico nos espaços a que chamamos Museus com o objetivo de apreciar sua beleza. Pois ainda que tais obras não tenham sido postas a serviço da verdade, ao menos neste mundo sublunar, são aptas para exprimir o belo e exprimindo o belo beneficiar nossas almas. Pois nos alimentamos tanto do belo e da verdade quanto do bem, os quais só se encontram unidos na pessoa de Jesus Cristo.

Enfim essa noção de Bondade, verdade e beleza - Kallocagathia tem uma História, que faz parte de uma dada cultura. É o quanto buscaremos explorar na segunda parte deste ensaio, confrontando com os demais modelos de cultura e sobretudo com a ideologia do relativismo cultural. 


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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Resistência cultural, qual a melhor opção (Como escapar ao protestantismo e ao islã - Ao Brasil e a Europa.) II - ContinuaçãoGuardar

Seja-me permitido dizer com absoluta fraqueza. E por sinal como Historiador que folga estudar antiguidades clássicas e orientais a cabo de três décadas - Face aos assédios protestante e islâmico ideologia naturalista alguma nos poderá valer ou salvar.

Pois nem mesmo as Ideologias mais fortes e belas da antiguidade puderam salva-la da dissolução.

Refiro-me a obra daquele que Rousseau, contrapondo a Jesus Cristo, apontou como o maior ser humano de todos os tempos: Sócrates. Bem como a obra daquele outro grego que segundo afirmam os sábios era capaz de pensar por no mínimo cem homens: Aristóteles.

Em vão procuraríamos por melhores doutrinas ou por ensinamentos mais excelentes. E no entanto... Foram, um e outro, socratismo e aristotelismo, incapazes de salvar três ou quatro milênios de civilização.

Foi o aristotelismo, após uma magnífica floração e contra todas as expectativas, suplantado pelo platonismo, o qual acabou por ceder passo ao neo platonismo e enfim a teurgia ou feitiçaria... De fato foi aquele sóbrio realismo aristotélico engolido pelas toscas conjecturas de Platão e estas consumidas pelo irracionalismo e pelo ceticismo até chegarmos a Jâmblico e a magia, encantamentos e coisas do tipo. De modo que quando o herético Justiniano determinou o fechamento da quase milenar academia não passava ela duma tenda espírita...

Já a figura de Sócrates não tardou, nos primeiros séculos desta nossa Era a ser substituída pelas patéticas figuras de Apolônio de Tiana e Alexandre de Abonútica, o segundo ao menos - Segundo Luciano de Samosata - um mistagogo charlatão.

Enfim nem mesmo os ensinamentos humanos mais puros e elevados foram capaz de manter aquela ordem de coisas e de regenerar aquela cultura pluri milenar. De modo que tudo veio fragosamente abaixo e sucumbiu.

Porém não sucumbiu por inteiro.

Pois ao tempo de Octaviano César, o 'Augusto', apareceu neste nosso báratro sublunar um homem virtuoso e exemplar, o qual não hesitou apresentar-se como o Ente Supremo, Legislador, organizador e mantenedor dos Universos. 

Viveu de modo digno e irrepreensível no meio da gente mortal e emulando com o ateniense, com Buda e Confúcio, enunciou o padrão de Ética mais elevado que até hoje possuímos, fundamentado na empatia, alteridade ou solidariedade. tolerância a respeito dos que creem de modo


Por meio da palavra e do exemplo sancionou a diverso (Ao recusar fulminar com raios a aldeia dos samaritanos.), um amor heroico que se estende até os contrários, um ideal crítico de paz, um escrupuloso zelo pela justiça, o culto piedoso da verdade, a disponibilidade ao perdão irrestrito, a lei divina da liberdade, a fraternidade universal, etc

Tão elevada a puridade de seus ensinamentos que não poucos objetores decidiram, arbitrariamente, lança-lo no mundo dos mitos, bani-lo da História e negar sua existência real (Dupuis, Strauss, E Bossi, Bernacchi, Antonio Miranda...) Enquanto outros, agindo como doidos (O dr Binet Sanglé) chegaram a questionar sua sanidade mental, pelo simples fato de se ter apresentado como Deus Nosso Senhor, mantenedor do Universo. Pois de fato esse grande homem foi, ainda é e sempre será uma pedra de escândalo, especialmente para seus falsos seguidores, adversários do Evangelho redentor.

Mesmo para o islã é ele uma pedra porquanto o livro deles o reconhece como 'Palavra de Deus', nascido miraculosamente de Virgem, enquanto que Maomé, nasceu de modo humano e natural de Abdullah e Aminah. 

Ademais enquanto este Jesus foi fiel aquela Lei que declara: Não assassinarás, Maomé tornou-se conhecido por ter mandado amarrar Umm Quirfa de Banu Faraza (A qual era uma mulher idosa!) a dois camelos e partida viva em dois pedaços, após o que foi esquartejada, decapitada e sua cabeça oferecida como 'mimo' ao 'santo' homem, o qual teria declarado na ocasião: "Um povo liderado por uma mulher jamais obterá sucesso.". Por mais caras de pau que tenham os maometanos não podem negar tais fatos, uma vez que constam na "Sirat rasul Allah" de Ibn Isahq (Sessão 980) e no Hadith de At Tabari (VIII,96).

E no entanto os ideólogos que costumam colocar em dúvida a existência de Jesus, Buda ou Sócrates (kkkk) nem de longe questionam a existência do líder desses bandoleiros saídos dos desertos com suas cimitarras...

Para a crítica imparcial dos ateístas, apenas aquele que decretou explicitamente a destruição dos ateus, materialistas e irreligiosos e que condenou a liberdade, tanto política quanto religiosa, tem direito a existência. 

Agora, tornando a Jesus, sejamos francos - sua existência, similar a de Çakia Muni, Confúcio ou Sócrates e digna de grandes civilizações, como a Índia, a China ou a Grécia, não faz sentido algum nos confins da Palestina ou nos desertos da Judéia. A de Maomé ou a de 'Moisés' ali se enquadram perfeitamente... A de Jesus melhor estaria em Mileto, Atenas, Antioquia e sobretudo Alexandria. Pois supõem a convergência de tradições culturais que só poderiam ser encontradas juntas naquela soberba Biblioteca, o centro do saber antigo. E no entanto, tais doutrinas e ensinamentos (Que lhes são atribuídos pelo Evangelho ou pela Igreja antiga.), a serem humanamente extraídos, suporiam décadas de pesquisa, e demandariam a atividade frenética de um Eratóstenes ou de um Calímaco e não de um bando de pescadores semi analfabetos de Cafarnaum... cf "Jesus, o mestre de Nazaré" Aleksandr Mien

E que resulta disto...

Resulta disto que o Cristianismo - Opondo-se tanto a guerra injusta quanto ao escravismo. - faz deitar o machado a raiz da árvore podre, como assevera E Gibbon no "Declínio e queda do império romano"

E no entanto, ao contrário do islã iconoclástico cf Robert Reilly "O fechamento da mente muçulmana" - o estro do Catolicismo Ortodoxo, ao mesmo tempo que conduz aquele mundo a seu fim, dissolve-o e destrói-o, igualmente preserva o que nele havia de mais precioso, para recompor e, sobre outras bases (Éticas), criar uma nova civilização. Cf Th Cahill "Como os irlandeses salvaram a civilização" (1995) 

De fato, o Catolicismo Ortodoxo (Em seguida, no ocidente, a igreja apostólica romana.) tudo recompõem, em torno dos mistérios de Jesus Cristo:


 A Ética: Politicamente liberal, religiosamente tolerante, anti escravista ou abolicionista, justicionista face ao poder do dinheiro ou ainda trabalhista, feminista ou a favor da igualdade de gênero, pacifista crítica ou não agressiva, ecologista, disponível, sensível, fraternal, solidária e assim voltada para as condições específicas da criança, do deficiente, do idoso, etc buscando suavizar as dores do mundo e converte-lo num lugar mais digno e melhor. 

A estética: Estimulando os ofícios da música, da arquitetura, da pintura, da escultura, do drama, da poesia, etc representados por Palestrina, Bach, Bruckner, Gnoud, J B Neumann, P A Vignon, J F Millet, F V E Delacroix, Gericault, B Thorvaldsen, J R de Hita, Gil Vicente, Petrarca,
 Shakespeare, Corneille, Racine, Dante, Camões, Cervantes, La Fontaine, T de Tasso, L Ariosto. cf Chateaubriand "O gênio do Cristianismo" 

E sobretudo na área do conhecimento, sustentando até o Vaticano II, o legado de Anaxágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Antíoco de Ascalon e outros sobre a demonstração da verdade e seu critério. E sem embargo produzindo novas e dignas contribuições, com R Descartes ou Rosmini, dentre outros. Cf Fulton J Shenn "Filosofia da religião"

E ainda na área do que chamamos ciência - Sobre a qual escreveremos um artigo a parte.

Ora, tudo isto foi feito e pronto já estava, graças a ação profícua do Catolicismo Ortodoxo ou da igreja romana, antes que o protestantismo aparecesse no horizonte, como verdadeira Revolução, destinada a interromper bruscamente o rumo das coisas e imprimir-lhes uma outra direção: Cética, naturalista, materialista, economicista, relativista, ateística, modernista, nacionalista, etc numa só palavra: Perversa... e precipitar a infeliz Europa nos braços do islã.

O que o Cristianismo, com tanto esforço e trabalho fez, a rebelião protestante desfez... lançando os fundamentos de um mundo caótico e incapaz de manter-se face a barbárie muçulmana. 

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sábado, 20 de setembro de 2025

Sionismo e protestantismo, um estranho flerte...




A seculariação do Estado sionista.


 Ao templo que Th Herzl codificou os ideais do sionismo muitos judeus, inseridos no mundo ocidental, a semelhança dos Cristãos - Em especial dos protestantes históricos - já haviam perdido a fé e consequentemente a esperança na vinda de um Messias 'sobrenatural'.

Eram tempos de positivismo e em certo sentido de secularizações. Da mesma maneira como, para alguns romanistas apostatas, a Divindade de Cristo passou a significar a divindade do homem ou o reconhecimento de que nossa espécie é divina, para alguns judeus, considerados por si mesmos como 'emancipados' da fé, passou o Messias prometido a ser identificado com a futura construção política do Estado de Israel, o Estado onipotente e indestrutível.

É justamente por isso que os judeus ultra ortodoxos, homens profundamente religiosos, que mantém viva a fé de seus ancestrais, opõem-se decididamente a essa construção política. Por acreditarem que o advento sobrenatural do Messias é que proverá sua nação de um Estado político. 


O ideal imperialista.

No entanto - Repito - para parte significativa dos judeus secularizados que habitam o Estado de Israel, é esse Estado o Messias e o único Messias. Sem embargo da distinção (Alias bastante significativa, ao menos do ponto de vista Ético.) ambos os ideários são imperialistas: Sobrenatural ou natural, transcendente ou imanente, divino ou meramente político o Messias - Declaram as tradições já presentes nos registros apocalípticos. - haverá de destruir ou submeter Edon, Gog ou Magog, termos compreendidos como os Estados pagãos.

A proposta de Herzl

Por isso Herzl, dirigindo-se tanto a velha Europa a beira do abismo (Da primeira grande guerra.) quanto ao Império protestante em ascensão, acenou com a criação num estado judeu que servisse como ponta de lança da 'sifilização' ocidental (Leia-se anglo saxã ou americanista, jamais greco romana, ibérica ou francesa.) na Palestina ou nos domínios muçulmanos pertencentes ao Sultão da Turquia, outra construção decadente e prestes a desfazer-se.

As guerrilhas judaícas.


Instigada e apoiada pelos sionistas a Dna Inglaterra não tarda a tomar posse da Palestina ou do que hoje é Israel, ocasião sem que os judeus passam em grande número aquele território, formam suas guerrilhas - Haganah, Stern, etc e atacam as populações palestinas (Em parte Cristãs.) empurrando-as, expulsando-as, exterminando-as e cometendo um rosário de atrocidades... E quem quiser ler tais crônicas de sangue que as leia.

Terra prometida ou roubada...

Fundamentados em seus embolorados livros (Em pleno século XX) e argumentando terem sido eleitos pelo deus, exigiram ao mundo, a Inglaterra, EUA, França, etc exigindo a devolução e a posse daquelas terras, ocupadas por outros povos e construções políticas há cerca de dois mil anos, e para a grande vergonha da humanidade foram ouvidos. Não é que não merecessem uma data de terra, certamente, enquanto grupo étnico faziam jus a ela, mas não com base em aspirações religiosas ou credais. Ademais, ao menos os EUA, possuíam terra em quantidade (Tomada criminosamente aos indígenas exterminados.) para dar ao querido Israel e criar um Estado judeu, em seus domínios - Do que resultaria segurança para toda ordem mundial.

O entrave...

E no entanto, apesar da grande carniçaria feita pelos sionistas (Com armas fornecidas por Inglaterra e EUA) na Palestina, e a famosa declaração de Balfour (Extorquida a uma Inglaterra moribunda em 1917.) as coisas não avançaram e o Estado planeado por Herzl não foi criado ou reconhecido durante as quatro primeiras décadas do século passado - Ocasião em que uma alma da estatura de Van Paassen escreveu o "Aliado esquecido" (1943) endossando as revindicações sionistas quanto a Palestina.

Que sucedia então...

A experiencialidade Histórica dos Cristianismos apostólicos.

Velha a questão que opõem o romanismo e por consequência o Catolicismo Ortodoxo ao sionismo e a suas aspirações imperialistas.

Tanto a igreja romana quanto as nossas igrejas apostólicas Ortodoxas são instituições velhas ou multi seculares - Quero dizer que possuem larga experiência em termos de História. Destarte enquanto protestantes, capitalistas, anarcos e comunas estúpidos discutem sobre o islã na Europa, seu crescimento, suas relações com a democracia, refugiados jihadistas, primaveras, etc o Cristianismo apostólico detém na memória a primeira jihad - Que varreu do mapa os impérios Sassânida e Bizantino - assim a presença dos agarenos ou ismaelitas na Grécia ou na Península ibérica... Assim Sharia, e... Djzia, murtad, etc - A respeito das quais essas ideologias ou correntes contemporâneas nada sabe. 

Conclusão: As igrejas apostólicas conhecem por experiência o islã real, enquanto que os modernos idealizam ou romantizam o islã - Enquanto ele se vai estendendo com suas esperanças imperialistas e teocráticas.

Tal a questão do sionismo e suas aspirações.

Conhece-as a igreja antiga muito bem, pois no passado, sempre que o judaísmo teve algum acesso ao poder, fez sua mão pesar sobre os Cristãos. (Cf caput anterior.)


O não do Papa!

Eis a razão porque quando Herzl foi ter com o papa romano Pio X em 1904 (Portanto antes da primeira grande guerra - E quando a Igreja romana ainda desfrutava de um grande poder.) com o objetivo de pedir seu apoio, e consequentemente das nações papistas de então, para a criação do Estado de Israel, recusou-se aquele líder religioso a atende-lo.

Perceba o leitor que desde então a Igreja romana precisava perder seu poder e\ou ser cooptada (Por meio do Ecumenismo sessenta anos depois.).

O jogo da Inglaterra...

A partir daí, lendo "Os dias destes anos" do mesmo Van Paassen, já não podemos ter certeza sobre coisa alguma quanto as causas das duas grandes guerras. Por que de fato o império britânico não agiu enquanto pode... Era o fortalecimento da França ou o fantasma de Bonaparte que ela de fato receava... Por que os EUA jamais interferem senão quando a Europa se acha arrasada... 

Para tornar o tema ainda mais complexo aparecem os comunistas na Rússia com sua ascensão ao poder em 1917. Os fascismos e o nazismo por inabilidade de um liberalismo político subserviente a poderes econômicos... E a Inglaterra joga com tudo isto como se estivesse no século XIX.

Pós guerra - A igreja fragilizada.

Seja como for saiu a igreja romana enfraquecida da primeira grande guerra e os EUA fortalecidos. Já quanto da segunda grande guerra sai a igreja romana pulverizada ou a beira de um colapso - Cedendo lugar ao comunismo, que em parte é secularização da sua Ética ou da Ética social Cristã (Mesmo quando associada a ideias e a meios equivocados.).

Desde então as nações romanas e ortodoxas são cartas fora do baralho. Chegou a vez do poder Norte americano ou do poder protestante e capitalista - E logo no primeiro momento em que se esboça uma tal conjuntura, surge Israel na 'carona'... Coincidência...

A grande incógnita...

Há quem cuide que não e que foi tudo calculado nos bastidores do sistema - Tal a leitura assente nos ''Protocolos dos sábios de sião". Quem pensar sobre tudo isso... 

De minha parte - Mesmo considerando a ação da diplomacia oculta (Yankee ou britânica) e da maçonaria - acho improvável porém não de todo impossível que os sionistas tenham urdido tais acontecimentos com o objetivo de debilitar as velhas igrejas (Romana e Ortodoxa), engrandecer os EUA e tirar os decorrentes proveitos de natureza política. Acho improvável, repito, porém não impossível - Apenas por observar a conjuntura política atual, na qual certamente atua uma poderosa mão oculta.

Quem morreu e quem sobreviveu...

Agora que o sionismo tenha sabido tirar proveito de tais eventos é indubitável. Sendo o principal deles a cagada hitlerista do extermínio. E como tudo deve ser analisado e discutido - Sempre que se trate de fatos concretos ou acontecimentos. - estou a par de que muito se tem discutido sobre os judeus massacrados: Se eram majoritariamente pobres ou sefaradis, etc Naturalmente que as elites (Os asquenases...) tiveram mais facilidade para fugir. Alias há pouco material sobre tais questões mesmo na net o que naturalmente lança dúvidas em meu espírito - Não quanto ao massacre e sim quanto ao caráter das vítimas e possíveis conotações políticas.

Em que pese o tabu ou a cortina de fumaça é absolutamente necessário problematizar tudo isto.

Tenho lido alias que eram os judeus do Leste da Europa, mais religiosos (Parece que os judeus alemães e franceses eram os mais secularizados do continente.)  e resistentes ao sionismo e que o extermínio deles conferiu uma uniformidade quase que absoluta a ideologia em questão. Outra opinião com que deparamos em livros, publicações e ambiente virtual - E esta muito mais consistente. - é que o massacre dos judeus continentais ou do Leste, como se queira, concedeu primazia aos judeus anglo saxões, em especial aos judeus dos EUA, estes intensamente sionistas.


Ecumenismo para quem... A guinada do Vaticano II


Quanto a continuidade do Estado sionista nas décadas seguintes é que sob Pio XII permaneceu a Igreja romana completamente alheia a judaização e ao sionismo. Outro, como sabemos, a situação criada após o Vaticano II - O 'concílio' manobrado pelos norte americanos, protestantes e maçons; com o objetivo de destruir a identidade da igreja romana e sabotar a cultura dos povos romanos. O fim último no entanto parece ter sido enfraquecer os socialismos Cristãos (Dentre eles a D S I e a assim chamada Teologia da Libertação - Enquanto possíveis vias de acesso ao comunismo. sic) e aproximar os povos romanos do americanismo e, consequentemente do sionismo.

Uma atitude peculiar desse 'concílio' foi inserir na nova missa protestantizada uma leitura do antigo testamento, isto com o premeditado intuito de aproximar a ICAR do calvinismo, das seitas judaizantes, do judaísmo e enfim do sionismo como de fato tem acontecido. E já vemos romanistas migrarem em massa a seitas pentecostais e calvinistas e delas ao judaísmo e até ao islã, algo que jamais se viu nos séculos precedentes. Ora tudo isto é decorrente da perda da identidade, do obscurecimento da cultura e do desprezo pela Tradição acionados pelo citado 'concílio' - Nada disto, repito, é alheio a esfera política e econômica da modernidade. 


O cavalo de Tróia da RCC...

Resultou desse 'aggiornamento', com efeito, a RCC, movimento yankee de inspiração protestante\pentecostal e através dela não apenas a bibliolatria, mas a concentração das massas apostólicas romanas alfabetizadas na leitura indiscriminada do AT, a prática do livre exame e, pasme, a substituição do Latim por expressões habraicas, tal e qual nas seitas protestantes mais vulgares. 

Grosso modo o último papa romano a confrontar Israel foi o ultra progressista e modernizado Paulo VI, o qual ousou reivindicar que Jerusalém fosse internacionalizada - E eu, inclusive, lá colocaria a ONU, bem distante dos EUA, do qual é quintal no quintal...

Nos últimos cinquenta anos o mesmo Vaticano, que ousa falar grosso contra a Rússia Ortodoxa (A última protetora da Cristandade.) tem apenas resmungado muito baixinho contra as atrocidades sucessivamente cometidas pelo governo sionista, quase fazendo coro com os yankees e a desorientada Alemanha em torno de um apoio incondicional, sempre tocado pela ladainha do Holocausto... Pois para os sionistas hipócritas criticar as ações terroristas de Israel e suas violações de direito, é sempre sinônimo de anti semitismo rsrsrsrs

Manipulando o extermínio

No tempo presente o único pais Cristão que ousa opor-se as manobras do Estado sionista e a suas crueldades tem sido a Espanha, sujo ministro por sinal acaba de ser classificados pelo sionistas como anti semita rsrsrsrsrs 

Quanto as incestuosas relações entre o sionismo e o estado yankee, é impossível dizer quem pretende manipular quem ou quem ali dá as ordem. Os nazistas sempre pretenderam que seriam os sionistas, eu no entanto estou longe de sabe-lo e assim de concordar com eles. Pois não vejo que sejam os calvinistas e capitalistas uns inocentes ou ingênuos a ponto de serem manipulados pelos espertos hebreus. E considero esse esquema linear como simplista. 

O dispensacionalismo. 

Outro o caso das massas pós dispensacionalistas, com relação as quais bem pode o sionismo auferir grande proveito, na medida em que componham parte significativa da opinião pública Yankee - E eu não sei se isto já foi devidamente analisado e mensurado. 

Digo isto porque o quanto o dispensacionalismo propõe (Sejamos justos) é que, apoiando e fortalecendo o Estado sionista, favoreçam a reconstrução do quarto templo e assim a manifestação do Anti Cristo e consequentemente a segunda vinda de Cristo e a consumação dos tempos... - O que de modo algum implica assumir a identidade ou a cultura judaica. 

Protestantes desorientados.

Todavia, gostando ou não dos judeus, desejando manipular (Como os antigos Maias e Astecas) eventos cósmicos, aspirando adiantar o tal apocalipse, etc fato é que, o dispensacionalismo levou a parte mais ignorante ou despreparada de sua clientela as fronteiras do judaísmo. Isto a ponto de imaginarem a si mesmos como judeus ou os judeus como Cristãos e passarem a usar emblemas judaicos como a menorah e a estrela de Refã. Sem atinarem por um instante que os judeus continuam a encarar nosso Deus Emanuel, como filho natural de uma prostituta com o soldado judeu Ben Pantera e a apresenta-lo como idólatra, feiticeiro e blasfemador que se encontra no mais profundo dos infernos, ardendo em excrementos.


Perspectivas nada agradáveis.

Por fim quanto as aspirações do Estado sionista, as quais giram - No mínimo - em torno da reconstrução 'grande Israel' davídico (O qual não passa de um mito.) dadas agora num contexto islâmico cada vez mais amplo, naturalmente que representam um perigo para a humanidade como um todo ou para nossa espécie. Uma vez que foi dado ao Estado sionista possuir armas de destruição maciça e que juram em Massada jamais capitular, pode o leitor inferir as consequências.

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 

  • Capitalismo
  • Conservadorismo
  • Positivismo
  • Anarquismo
  • Comunismo
  • Fascismo
  • Pós Modernismo
  • Anarquismo
  • Positivismo
  • etc

sábado, 3 de julho de 2021

Católicos pela democracia e a incredulidade dos integralistas.

Começarei dizendo que os integralistas, com sua ideia fixa de união ou mancebia entre a Igreja e o Estado, enunciam uma igreja frágil e um cristianismo miserando, o que por si só equivale a uma tremenda blasfêmia.

De fato todos os unionistas, integristas, puritanos, etc tendem a admitir que a Igreja de Cristo não se sustenta por si mesma, devendo ser amparada pelo Estado secular. Agostinho, contra os demais padres, aproximou-se desta solução e disto - Paradoxalmente - resultou o que há de pior na igreja romana: O poder temporal do papa, do qual resultou imenso topor espiritual para a dita Igreja. Outro fruto podre derivado desta solução foi a Teocracia calvinista de Genebra com seu rosário de crimes. 

Aqui a ideia é predar o Estado ou tomar posse dele e dele servir-se com o objetivo de manter a Igreja viva ou a Cristandade de pé.

Já disse que a blasfêmia aqui é manifesta, pois aquilo que deve ser sustentado ou socorrido por outrem é porque não pode manter-se por si mesmo.

A conclusão é óbvia: O fundamento da fé e da graça foi substituído sacrilegamente pelo Estado, pois esse fundamento onipotente é a divindade de Jesus Cristo.

Que as instituições de Moisés ou Maomé, os quais não passam de mortais inermes, busquem apoiar-se nos poderes políticos deste mundo é perfeitamente compreensível e desculpável.

Outro o caso da Instituição divina da Igreja, fruto da divindade de Cristo.

Ocioso fornecer a Igreja de Cristo uma bengala ou muleta política da qual ela não carece. Pois está firmada sobre a Pedra angular que é a divindade do Verbo!

Não precisa a Igreja de Cristo de quaisquer servições fornecidos pelo Estado, não precisa do controle secular ou do poder político uma vez que seu domínio é o domínio ético dos espíritos, das mentes ou dos corações. O patamar da Igreja é muito mais alto ou elevado, pois procede da eternidade.

Noutras palavras: O integralismo com seus préstimos políticos toma o Cristo por débil e sua Igreja por esclerosada e incapaz de manter-se por si mesmo.

O integralismo desconfia da economia espiritual da revelação, da graça e da fé que são elementos divinos e despenca nos abismos da profanidade. 

Não pode essa Ideologia suportar que o Bem, a Verdade e a Beleza se possam sustentar por si mesmas como coisas Sagradas procedentes do céu.

Porém, toda petição externa a Igreja, a sua lei e a seus Sacramentos, implica justamente isto: Desconfiança, hesitação e incredulidade face a missão de uma Igreja que se mantém e sustenta por si mesma, núncia que é do Autor e Mantenedor do Universo.

O erro aqui é manifesto: Pois não toma a Mãe Igreja sua vida dos tronos, dos tribunais, das baionetas, das algemas, dos cárceres... como as instituições mundanas e terrenais! É do seio da divindade, da Encarnação, do Evangelho, do Amor, dos Sacramentos, da graça, da fé e dos exemplos de virtude que a Igreja tira toda sua força e vida. Fiel e impassível neste caminho divino a Igreja assistirá todos os Impérios, Reinos e Países que presidem a política deste tempo desfazerem-se, uns após outros, como pó. Firme em sua direção - Como disse Lord Macauly - passados mil ou dos mil anos, seja da África, da Índia ou dos Confins da China, contemplará a Igreja de Cristo as ruínas de nossos castelos, palácios e cidades... num mundo totalmente diverso deste.

Observem como vive ainda a Igreja Assíria nos confins do Oriente, toda cercada pelo islã! Observem como vive a Igreja Siríaca nos confins da Síria apesar da sanha maometana que não cessa de sangra-la ao cabo dos séculos. Observem a Igreja Copta, a Igreja da Cruz e vede como ainda hoje sobrevive e resiste na terra dos Faraós hora assolada pelas hostes muçulmanas. 

Tal a missão e vocação da Igreja, cujos filhos não foram gerados da carne ou do sangue para a espada, a lança ou o fuzil, mas de Deus para a redenção do espírito!

Não quero dizer com isto que o Estado democrático e a Cristandade não tenham interesses convergentes ou comuns. Devendo o Estado democrático, apoiado pela Ética da Igreja, resistir ferozmente ao islã e os filhos da Igreja apoiar ativamente o Estado democrático contra quaisquer aspirações ou manobras teocráticas sejam islâmicas ou calvinistas. Todo e qualquer projeto teocrático de dominação deve ser coibido pelo poder do Estado popular com a participação ativa do povo de Jesus Cristo. Estado e Igreja no entanto devem coexistir como duas instâncias separadas e independentes, uma vez que César e Deus, Deus e César jamais se confundem ou misturam. Pois o Estado deve comportar e tolerar diversas instituições credais numa perspectiva pluralista ou liberal, enquanto que a Igreja uma, em seu terreno, que é o do espírito, deve expandir-se livremente pelo mundo afora.

Não pode a Igreja servir-se do Estado a maneira de um braço secular ou apêndice, pois seu domínio é das consciências livres. 

Quem aspira por uma Murtad que vá a Torá ou ao Corão que o Evangelho repudia tudo isso. 

Ignora a Lei dos Cristãos o que seja Jihad, Djzia ou Murtad. A menos que se trate de uma Igreja islamizada ou judaizada até a médula dos ossos... ou duma Igreja apóstata.

Conhece o Evangelho porta de entrada e saída e não visa prender aqueles que não eram dos nossos, i é, os apóstatas, cujos corações não estavam voltados para a verdade.

Não tem a Igreja servos ou escravos como a sinagoga e a mesquita, apenas filhos, cuja liberdade reconhece.

A dignidade ímpar de Jesus Cristo consiste em ser adorado e servido por homens livres e conscientes animados por um intenso amor e gratidão.

Por isso o poder de atração do Senhor está na manjedoura e na cruz, emblemas de seu imenso amor por nós. A manjedoura e a cruz são tolices para os frívolos, porém para os que honestamente creem são força, poder, triunfo e glória de Deus. Tais os poderes e forças que movem as mentes e o mundo do espírito.

Sinal de fragilidade e miséria seria manter a força os que não mais creem, obrigando-os a farsa de uma adoração formal, a qual não parte da alma ou do coração. Pois a hipocrisia, o fingimento e a exterioridade de modo algum agradam ao Bom Deus.

Nada mais sacrílego do que oferecer ao Cristo uma adoração forçada!

Já quanto ao povo Cristão, para que viva submisso a Lei divina do Evangelho, basta-lhe a excomunhão. 

Ao invés de aspirar manter os heréticos no corpo da Igreja - Ao invés de deixar que partam na direção de suas seitas - o que a Cristandade deve fazer é expulsar para fora de si e lançar os incrédulos e hesitantes para fora de sí, impedindo que se sirvam dos Sacramentos. Destarte, caso amem a verdade e reconheçam o Cristo tais gentes se submeterão. Do contrário sejam tidos em conta de pagãos e publicanos. 

Tendo a excomunhão, que toca ao amor e a reverência, não carece a Igreja de tribunais ou cadafalsos. Sendo ínfame assassinar em nome de Cristo, a exemplo dos anti Cristos Torquemada e Calvino! Pois tal não é o caminho indicado por nosso Mestre e Redentor, o qual não mandou supliciar a quem quer que seja em seu santo nome, mas apenas ofertar a graça que por nós mereceu.

E esta graça não se anuncia com espadas, cordas, lançar ou varapaus mas com obras praticadas na verdade.

A verdade tem seu brilho e poder de atração. E um poder de atração superior a tudo quanto haja neste mundo. E um tal poder de atração capaz de confrontar calabouços, poços e fogueiras. Pois tem a verdade a glória de engendrar mártires - Aos quais parece boa coisa perder o mundo inteiro com todos os seus atrativos, tendo em vista conquistar o reino do espírito, ou seja, os domínios da liberdade, da dignidade, do amor, da justiça e da virtude... Isto apenas é a riqueza do espírito, enquanto que a conversão imposta ou a permanência forçada não passam de indigência.

É portanto saudável para a fé que não possa mais a Igreja entrar por mau caminho, buscando assustar e controlar seus filhos por meio de artifícios temporais. Pois tal restrição, digna e justa, fará com que a Igreja se volte para seus próprios poderes e meios, que são os do espírito. 

Retirada a cana quebrada, muleta ou bengala do poder político, terá a Igreja de apoiar-se sobre si mesma ou melhor sobre o Cristo. Investindo no anúncio destemido da verdade, no serviço fraterno, na promoção humana, no cultivo da virtude, na santa piedade... 

Somente quando tais suportes forem removidos é que a Igreja de Cristo tornará a caminhar sobre seus próprios pés. Quando cessar de ser repartição do Estado para converter-se no que é, ante sala do paraíso, vestíbulo dos céus e germe da cidade divina, e fermento celestial, e semente da imortalidade, e sol do eterno dia... Ora, todas estas realidades foram obscurecidas pela treva da estatolatria e pela politicagem conjuradas pelos integristas sem fé.

Nós afirmamos a liberdade, o secularismo e o pluralismo democrático por acreditarmos numa Igreja viva, triunfante e capaz de reconquistas, e de restaurar o mundo.

Não é de uma Igreja acomodada e enjaulada, comprometida com interesses políticos e seculares, que o mundo dos homens precisa mas de uma Igreja viva, livre e forte, cônscia e de seu poder moral, treinada para o combate do espírito, resoluta, purificada pelo sofrimento, intrépida... Somente uma Igreja assim, restituída a sua condição primitiva, será capaz de fazer frente as diversas culturas de morte, ao islã e antes de tudo ao dilúvio protestante...

A vida democrática corresponde justamente a essa arena capaz de exercitar a mãe Igreja na santidade e na virtude. O pluralismo a seu tempo corresponde a livre concorrência, elemento necessário para estimular a Igreja a conquista por meio de um proselitismo saudável e civilizado. 

Negando a vida democrática e a sociedade pluralista os integristas prestam um deserviço a fé, pois buscam submeter a Igreja a um controle político externo ou buscam submeter o Estado ao controle direto da Igreja - Estabelecendo relações igualmente equivocadas e perniciosas. Pois se não deve a Igreja, no campo que é seu, submissão ao Estado tampouco deve o Estado ser diretamente controlado pela Igreja, sendo tal controle típico da mesquita ou da sinagoga, não da Cristandade.

Nada mais digno do que uma Igreja livre numa Sociedade livre.

Pois formando eticamente os cidadãos poderá a Igreja alterar as estruturas da Sociedade segundo o espírito do Evangelho.

E o serviço da Igreja é este: Formar almas. Não dirigir impérios e humilhar imperadores mas educar e formar almas, plasmar mentalidades, moldar os espíritos.

Coisa que os integristas, muito provavelmente tão materialistas quanto os capitalistas, positivistas e comunistas, não podem compreender. Pois são como que toupeiras no mundo do espírito, e o quanto querem manter ou conservar é uma desordem espiritual avessa aos ensinamentos de Jesus Cristo.

De fato muitos deles não ocultam encarar a Igreja como simples meio com que manter o que chamam de ordem social, alias algo muito próximo do moralismo. São quase sempre uns conservadores toscos que aspiram servir-se da Mãe Igreja com o objetivo de conservar seu mundinho doentio - Bastante infectado pelo protestantismo! - e moribundo. Sinistra missão essa que ousam atribuir a Igreja de Cristo, pois nem tudo quanto há neste mundo demasiadamente protestantizado merece ser conservado, mas sem dúvida demolido até os fundamentos. Eles no entanto aspiram parar a roda do tempo, mumificar a sociedade e embalsamar a história com a ajuda do mesmo Cristianismo que segundo Gibbons promoveu a maior transformação de que temos notícia ao dar cabo do Império romano com sua escravidão e suas guerras.

Podem apontar-me algo mais revolucionário (Não em sentido comunista ou físico!) do que isto?

Pertencemos a uma Religião que, mais do que qualquer outra, alterou os destinos do mundo ao invés de conserva-lo.

E no entanto por demolir o antigo não logrou completar sua obra e construir algo não somente de novo mas de definitivo, por ter sido ela mesma atacada e contida por outras forças.

Ainda por mil anos travou a Cristandade imensos combates por um novo mundo, por um mundo mais nobre, melhor e diferente em comparação com o antigo. S Bento, S Fócio, S Francisco, S Antonio e outros são exemplos lapidares neste sentido...

Todavia após a Reforma protestante com seu individualismo e transcendentalismo cessou a Cristandade de combater por esse novo mundo, cedendo espaço ao liberalismo econômico e demais culturas de morte que o sucederam, perdendo a direção da História e seu significado universal. Para converter-se em repartição de Estado com finalidades moralizadoras ou puritanas. Nada mais abjeto para aquela Cristandade apostólica que confrontou e venceu o Império romano, curvar-se ante as veleidades de uma França, de uma Itália ou de uma Espanha, cessando de fomentar novas transformações Éticas e espirituais.

Diante disto cabe acusar o integrismo de se ter conformado com tal estado de coisas prosaico e indigno. 

Não missão do Cristianismo ser lacaio de reinos e nações mas plasmar a Civilização do futuro. Não é a vocação do Cristianismo antigo diluir-se no ecumenismo agostiniano/puritano, e protestantizar-se, e cindir-se numa multidão de seitas, e é escorar-se em alguma republiqueta obscura... Não, tal não Tal é o desígnio do nosso Cristianismo. Pois o desígnio do nosso Cristianismo é atravessar incólume a borrasca protestante, suplantar todas as culturas de morte e enfim esbater-se com o islã e vence-lo, impedindo-o de conquistar e dominar este nosso pobre mundo. Tal missão Redentora do nosso Cristianismo. E não é sendo lacaio de republiquetas e caudilhos que se preparará para desempenhar sua providencial missão.

Portanto que o Cristianismo dê suporte a civilização democrática, enquanto esta, por meio da Liberdade o exercite e depure.