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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Carta a um entusiasta da lusitanidade e das letras portuguesas

I - A circulação da cultura, o cosmopolitismo e a distinção entre a cultura grega e a cultura latina

Trocas ou permutas culturais sempre existiram e são certamente o 'motor' da evolução humana. Por meio destas trocas diversos universos culturais entram em choque e se fazem opções e julgamentos, o que pode ser saudável. Se você adota uma linha de análise racional ou científica, embora isto não seja tudo.

Parece ou deve existir uma espécie de seleção natural da cultura. Nós, homens ou pessoas refinadas precisamos de padrões, princípios e valores para julgar as culturas. O curioso é que estes padrões já fazem parte de uma dada cultura. Penso que haja certa objetividade em algumas culturas e que possam, elas e seus elementos, ser organizados hierarquicamente.

Você mencionou a cultura romana. De fato, não poucos, confundem a cultura grega com a cultura romana. E já foi dito que ao conquistarem os gregos pelas armas foram os romanos conquistados pela cultura grega. Isto é verdade, mas apenas em parte. Uma elite, parte de outra elite bem maior, formada pelos melhores romanos, absorveram o pensamento ou como queiram, a cultura grega em sua puridade. No entanto de modo geral não foi assim e temos de compreender isto muito bem para saber o que é e porque é o nosso mundo.

Sim os latinos tem suas virtudes e dou-os, ou seu temperamento por muito superior ao nórdico ou anglo saxão, de cujo bojo saiu o americanismo que hora nos polui e contamina a todos, não só a nós mas a Europa, ao velho mundo, arrancado de suas tradições, cultura e raízes pela reforma e pelo capitalismo. Os latinos eram práticos e excelentes administradores, tinham certas criatividade técnica que faltava aos gregos e sua arquitetura é até mais bela.


II - Humanismos Grego, Romano e Renascentista - Modelos distintos



No entanto esses mesmos latinos eram mais ou menos toscos e impermeáveis a contemplação do espírito. Interessavam-se mais por jogos do que pelo teatro e mais por espetáculos de gladiadores do que por esportes, a ponto de encarar os gregos como um povo degenerado ou corrupto.

Em termos de humanismo os romanos não assimilaram tudo, e o quanto assimilaram obscureceram. Clássica é a exposição de Aulus Gelio sobre a Humanitas romana, retomada pela renascença, e a Humanitas grega ou helênica. Para os gregos o ideal humanista não se restringia a erudição ou as letras, enfim a nossos belos versos de Virgílio ou Stacio, mas comportava o desejou ou a aspiração de beneficiar todos os seres humanos, inclusive os bárbaros ou de, de algum modo, promover o homem, o humano e de promove-lo integralmente.

Os romanos eram neste sentido mais ou menos semelhantes aos Norte americanos, que tratavam seus escravos com mais dureza do que os nossos. Os gregos até onde nos é dado saber eram mais suaves para com seus escravos. Assim quando as batalhas e combates. Os romanos eram mais agressivos, mais insensíveis e mais violentos do que os gregos. Sem chegarem a ser uns individualistas consumados ou terem consciência ideológica disto, eram indiferentes aos sofrimentos e miséria alheias, ao menos durante o declínio do Império e foi este declínio de uma orientação basicamente egoísta ou hedonista.

Veja nobre Wilson que estes romanos, que este ilustri vir escandalizou-se do Cristianismo nascente e dele mofou justamente devido a seu conteúdo fraternalista ou solidário. Estas nova consciência social, que recordava o socratismo, foi muito mal avaliada pelos senhores da cultura latina. Luciano de Samosata, Fronton, Filostrato, Juliano, Porfírio, Jamblico... qual o teor de suas críticas a nova fé? Que os cristãos assistiam os pobres, os aleijados, os enfermos, os escravos, os encarcerados, etc Então já sabes porque o Nazareno foi cognominado Novo Sócrates ou Sócrates redivivo e não novo Cícero ou novo Terêncio, ou novo Plauto. Para os romanos Humanitas era escrever ou falar bem, amar as artes, brilhar nos salões. Eles esvaziaram e empobreceram o conceito grego retomado por Jesus.

Mas a Renascença, após a I Média, retoma o conceito romano, não o grego. E introduz, a parte de benefícios, como a liberdade, a racionalidade, o pensamento científico... uma certa doze de alienação face ao outro. Lamentavelmente, fora as exceções - como S Tomas Morus - este 'vir' renascentista que temos de admirar e aplaudir já não é homem completo ou perfeito, ao contrário do Santo medieval que embrenha-se no leprosário ou cria hospitais, ele se aparta das multidões sofredoras. Claro que a multidão ou a massa é sempre fastidiosa ao homem culto, mortifica-o e penso que até Jesus foi mortificado pelos apóstolos e pelo povo. Mas ele cumpriu seu dever e é nosso exemplo. O Santo medieval é mais sublime do que nosso 'Vir' porque mesmo não sendo instruído identifica-se e compadece-se. Reteve o bem ou a ética, a melhor parte. O homem renascentista ficou com a casca ou com a aparência, i é com a arte ou a beleza, no máximo com uma verdade 'fria', assumiu um legado dos antigos romanos e não dos gregos ilustres. O Kalokagathos é um homem mais completo...
 
III - Tentativas de síntese, afirmação do protestantismo e do capitalismo e a falsa civilização norte americana.


Por um instante dos admiráveis Jesuítas acenaram com este ideal completo de homem completo ou do Kalokagathos. Assumiram o que havia de eterno e sublime na grande Renascença e associaram a ética Evangélica ou Cristã, afirmando um humanismo Cristão. Passou-se isto em algum momento entre os séculos XVI e XVII. Mas, lamentavelmente, não foram estas sementes que desabrocharam e plasmaram a nova cultura. O estrago estava já feito pela reforma protestante e o mundo protestante ou anglo saxão, movido por um individualismo ideológico e consciente, a caminho da nova ordem capitalista. Aquilo foi o dobre de finados para o projeto Jesuíta e mesmo a 'grande portugalidade' ou a Hispanidade apartaram-se logo dele...

As tendências ancestrais ou romanas que definhavam e poluiam a Renascença foram categoricamente reafirmadas pela pseudo reforma e a própria igreja romana, que já chafurdava no pântano do agostinianismo, assumiu a perspectiva solifideista numa proporção cada vez maior. O espiritualismo descarnado ou idealismo, associados ao individualismo crasso produziram uma outra 'civilização' ou uma anti civilização, americanista e de matriz já protestante, já capitalista. Nesta cultura de morte o anti humanismo converteu-se em lei. Deus não foi substituído pelo homem como sonhavam tantos e tantos e sequer pela razão ou pela ciência, mas pelo que há de mais vulgar e rasteiro: O amor ao dinheiro, o capital, o lucro, pelo que chamam de mercado enfim.

Claro que diante deste novo padrão, mesmo o padrão romano ou lusitano, mostra-se infinitamente superior. Os franceses até certo ponto adotaram o programa Jesuítico. Aspiraram produzir um Cristianismo letrado e brilhante. Parte dos anglo Católicos do outro lado da mancha também. Na Inglaterra após a morte do grande W Laud e na França apesar de S Vicente de Paulo, a insensibilidade e a indiferença; senão o hedonismo é que associaram-se as letras, artes e ciências e já não havia consciência social ou humanidade. Nossos Católicos não se deram conta disto, produziram um monstro e prepararam a Revolução, mesmo com toda sua erudição clássica ou refinamento. E tudo isto já apontava para algo ainda pior e mais feio - A afirmação absoluta do individualismo economicista nos séculos XIX e XX.

É incrível mas mesmo parte das elites educadas pela Igreja, não se puderam manter a parte deste fluxo cultural. Os Católicos racionais, racionalistas ou semi racionalistas foram um refresco caso compare-mo-los aos Católicos 'positivistas' ou mancomunados com o cientificismo. Mas isto não era o pior, pois antes de surgiram os malsinados Católicos comunistas apareceram em cena - ideologicamente porque já eram 'velhos' - os Católicos capitalistas ou liberais economicistas que é o tipo mais escandaloso e irreverente pelo simples fato, de segundo J Maritain, relacionar-se com o solifideísmo protestante. Pois são Católicos que cessaram de investir nos irmãos, na caridade, na assistência social, etc para investir no tal mercado ou católicos que trocaram os irmãos pelas riquezas - Católicos materialistas!!! Avarentos! Idólatras!!! Agora diga-me como o Católico poderia deixar de por seu tesouro nos céus??? E de empenhar todas as suas energias na construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno; conforma a ótica e ética do nosso Evangelho.

Tudo isto já prenunciava o triunfo fácil do veneno que nos mata e do mal que nos assola - O americanismo!


IV - Crise e conflito de Civilizações: Nossa herança grega X americanismo


A grande luta do século, do milênio, da Era e da civilização não toca ao latinismo ou mesmo ao lusitanismo e o americanismo; exceto quanto a Portugal e Brasil talvez, mas entre nossas fontes e raízes mais remotas - Nossa herança grega, o humanismo pleno (com Ética da alteridade), a Kalokagathia, a autêntica Arete e a pseudo civilização protestante, capitalista e Norte americana.

Advertência que já editamos diversas vezes: Não existe civilização ou cultura Ocidental. O que é vendido como tal é o projeto Norte americano, culturalmente imperialista é claro. Ele não corresponde nem ao projeto latino, nem ao projeto Cristão/Católico, ao projeto helênico ou a qualquer síntese feita a partir destes elementos. Não corresponde a nossa autêntica e legítima cultura. A Nossas tradições e raízes. A nosso legado ancestral... Mas a um elemento estranho, que introduziu a confusão. Vivemos um conflito de culturas, mais do que um conflito de classes talvez. Crise porque temos uma sobreposição de civilizações e culturas. Crise porque temos um agregado artificial de elementos conflitantes. Crise porque temos vivido um sincretismo irracionalista e tosco.

Temos duas culturas em choque ou conflito e temos de afirmar e de gritas e de divulgar isto. Não vivemos o projeto de Sócrates, Aristóteles, Platão ou Jesus... Através dos meios de transporte e comunicação, valendo-se do poder do dinheiro os Norte americanos tem divulgado um outro projeto e vendido como nosso ou como projeto comum do Ocidente - assim sem anti comunismo boçal... É gato por lebre. Nosso projeto é outro e distinto de ambos. É reacionário em grande parte por ser antigo, mas, paradoxalmente, revolucionário e progressista por opor-se a esta confusão ou a este mistifório a que vende por civilização europeia ou comum.

Que há de Dante, Cervantes, Camões ou Tasso nela??? Nada, absolutamente nada e até a arte foi corrompida e obscurecida por meio da arte psicologista ou moderna, santuário do subjetivismo e do relativismo reinantes, frutos de uma cultura ou de uma civilização deterioradas, assim como o ceticismo. Sem querer ser Spengleriano, tudo em nossa volta fala de crise, ruína, decomposição, morte...Vivemos o ocaso da cultura porque a cultura deteriorou em suas novas formas. O Comunismo leva estes germes de morte adiante... Porta os velhos germes de morte do positivismo e do tecnicismo.


V - Os fundamentos religiosos de nossa Civilização e a crise do 'Catolicismo' Ocidental

Certamente que a portugalidade como a romanidade religiosa, foram superiores ao anglicismo e ao protestantismo. Mas, Roma caiu, assimilou modos protestantes - Doutrinas, princípios e valores protestantes. E não podemos ter a ilusão de fazer algo a partir dela.

Portugal e Brasil, e Espanha, e França, e Itália, do passado foram o que foram graças a Igreja romana. Se você abstrai deste elemento nada se produz em termos de cultura.

Veja que estes povos já se tornam protestantes meu caro! Como não queres que ass
umam uma cultura alienígena e de origem protestante cujos elementos são a democracia indireta ou representativa e o capitalismo ou livre mercado? Como escapar a este Imperialismo cultural ou a artificialidade desta cultura sem algo como a Igreja papalina?

Impossível - It's impossible...

O resto da cultura não se sustenta sem o substrato religioso do qual depende. Não vejo esperança de resgatar a latinidade exatamente como era, a hispanidade ou a lusitanidade. Teremos de fazer outras reelaborações com o material a partir de algo mais antigo e seguro - a Igreja Católica Ortodoxa e o Socratismo/Aristotelismo (nossa herança grega). Temos de produzir outra síntese, como diria Toynbee, e opo-la ao americanismo e seus aparelhos e aparato. Teremos de rezar para que se efetue a Mimesis ou para que esta reelaboração seja aceita pelas elites intelectuais e chegue até as massas perpassando todo corpo social. É um desafio e tanto e por isto devemos estar conscientes dele.

Temos de pugnar pela cultura restabelecendo suas fontes, as quais, ao contrário do que disse K Marx, são religiosas. cf Coulanges, Dawson e Butterfield.


VI - O idioma e a poesia não nos salvarão


As linguas comunicam-se, transformam-se, alteram-se, evoluem, declinam, sofrem influxo de outras linguas e do mesmo modo a cultura. A lingua é como uma casca. Importante manter a norma culta para fazer-se compreender e evitar duvidas e conflitos. Mas a lingua não salvará a cultura. A salvação da cultura exige um elemento estável e o mais estável de todos que é a religião e a religião tradicional, especialmente a que afeta 'imutabilidade'. Ela sempre será o melhor suporte para a cultura e por isso precisamos é debruçar-nos sobre o terreno religioso. E decifrar o Cristo, e compreender o Evangelho, e conhecer sua ética, e encarar a crise da igreja romana, e saber o que significa protestantismo, e precisar quando e porque a crise começou. Isto é fazer diagnóstico.

Nem as armas e munições, nem a lingua, nem mesmo o Estado e as leis, produzem a cultura que lhes da suporte. Volte-se para o fenômeno religioso e a esfinge soltará a lingua e lhe falará e quem sabe você poderá fazer algo de grandioso e imortal pela pobre humanidade, assim como Paulo, Fócio, Aquino, Mohler, etc


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Tal a crise do Império romano, tal nossa crise...

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Tempos de crise, forja de pseudos salvadores.

"Oh quem poderá salvar-nos?" é pergunta que se ouve pelas esquinas.

Movida por falsos dilemas a mente binária ou dualista vacila entre soluções extremistas.

Foi exatamente assim as vésperas da queda do Império romano. Quando alguns cortesões, nobres e intelectuais colocavam a redenção comum nas mãos do despotismo imperial, quanto parte das massas depositavam suas esperanças de salvação nos bárbaros germânicos...

Assim havia quem pretendia salvar-se lambendo as botas do déspota imperial e quem estava prestes a abrir as portas de Roma a Alarico.

Lamentavelmente, para os desaventurados romanos, atidos a um padrão de pensamento pré científico, parece que inexistiam outras opções ou possibilidades. E que de fato se achavam entre a cruz e a caldeirinha.

Não tinham a mínima ideia a respeito dos fatores que haveriam de conduzir o Império a morte.

Não estavam aptos para diagnosticar as enfermidades que achacavam a administração pública.

Ignoravam supinamente a gênese ou causalidade dos males que afligiam a Sociedade.

Destarte, pouco ou nada podiam fazer para salva-la.

Os romanos, haviam chegado ao fim do túnel da história. Uma vez que o exercício da reflexão intelectual não lhes podia oferecer quaisquer respostas ou alternativas.

Viviam numa época pré sociológica. Na qual a investigação e a reflexão não haviam tocado ainda a constituição da Sociedade, e em que, mesmo as reflexões políticas de um Aristóteles ou de Dicearco de Messina, era conhecidas por um público bastante restrito.

Ciência política, sociologia, economia e filosofia da História, aquele tampo ou inexistiam ou não estavam no acesso da maior parte da população.

A precariedade os meios de comunicação e da própria estrutura educativa, era dramática. De modo que a crise não deixou de atuar sobre elas desde o começo.

Nem o imperador e seus auxiliares estavam a altura do desafio de salvar o Império romano, pelo simples fato de jamais terem assumido o tipo de governante filósofo ou de governante cientista, preconizado pelo sábio Platão. Via de regra jamais colocaram-se acima do tipo 'bon vivant' comum a tantos e tantos governante e por assim dizer bailavam a beira do abismo que devia engoli-los.

Os gregos ainda tentaram, por meio de um imenso esforço educativo - Inda que posterior a invenção democrática - formar um povo cidadão ou ao menos uma elite cidadã. A estrutura política concebida por eles, ainda que genial, acabou, por questão de funcionalidade administrativa, sendo absorvida pelo Império de Alexandre. Sua cultura jamais. Jamais a cultura grega desamparou os gregos, mesmo quando foram conquistados e dominados pelo turco. Jamais...

A romana no entanto, perdeu-se em certa medida juntamente com o Império. E quando Renasceu posteriormente não pode ser plenamente assumida. Por ter sido atalhada pela reforma protestante. A qual levou nosso mundo para outra dimensão e para uma dimensão absolutamente oposta aos ideais não só romanos, mas gregos e tradicionais de civilização.

A negação de nossa herança romana e grega parto do Ocidente para a Europa e da Europa para a Grécia contemporânea. Tal o roteiro de nossa apostasia cultural. Da Inglaterra, transpondo o Oceano, para a América do norte, e especialmente após o fim da primeira Grand Guerra, da América do Norte - Transpondo novamente o Oceano - a Europa, em seguida a Grécia e Rússia contemporâneas.

Sem querer, chegamos naturalmente ao nosso tempo. Tempo de crise, e como já foi dito de extremos.

Havendo quem encare o Trump, os EUA, a cultura Yankee - E pasme leitor benevolente, o liberalismo econômico (Capitalismo) - como salvadores e quem encare como o islamismo - Isto mesmo amigo leitor, o Islamismo! - como salvador.

É para ser desesperar!

O Trump ou os EUA nos salva dos muçulmanos, ou os muçulmanos nos salvam do Trump ou dos EUA. Eis o ouvimos da parte das massas...

Melhor desesperar de toda salvação!

Tudo quanto nos é posto aqui consiste em escolher alguém a quem servir ou em optar por um senhor: O Yankee ou o Turco.

Maldita servidão!

A coisa toda se restringe em escolher por quem deixar-se escravizar...

Americanizar-se ou arabizar-se por completo, eis as belas opções que nos são oferecidas.

Jamais dei com tanta e tão miserável miséria.

É escolher entre merda ou bosta! Nem mais nem menos.

Pois se o capital reinar sobre nós trará a miséria, a ignorância e o enxame de seitas pentecostais e criacionistas vindas do Norte.

Agora se o turbante ganhar teremos a mais repugnante e vil das opressões representada pela Sharia com sua murtad, djzia e outras impurezas.

Aqui ou se abdica da liberdade de consciência, abraçando um sistema tão absurdo e estúpido quanto o islã, para ter acesso a alguns direitos muito sumários e a cidadania, ou o homem fica sendo sempre cidadão de segunda classe, ou como dizem Dimy.

Não haveria quadro pior, mesmo a título de imaginação, e estaríamos nós também no barco furado de nossos excelentes ancestrais não fosse por um ponto apenas!

Estamos ou melhor nos encontramos numa Época científica e portanto pós sociológica! Existe já ciências políticas como existe ciências econômicas e até Filosofia da História. Século V d C é página virada e até contamos com a Internet para trocar ideias, reflexões, informações, experiências, etc Elevando nossas vistas e horizontes muito acima do pensamento dualista, binário ou extremista que ainda teima em gritar: TRUMP ou ZARQAWY, EUA ou EIIS, MERCADO ou CALIFADO, CAPITALISMO ou CORÃO.

Capital ou turbante é uma ova companheiro.

Pois hoje o cenário científico e intelectual é mais amplo, vasto e profundo do que sua vã filosofia de botequim pode imaginar.

E para além dos extremos da imbecilidade contamos com uma imensa gama de possibilidades sociais.

Sem precisar mencionar anarquismo, comunismo ou fascismo; que são sistemas viciados, mencionarei apenas a riqueza contida nas diversas propostas socialistas.

Jamais o cenário intelectual contou com tantas elaborações humanistas, destinadas a promover o fenômeno humano.

Mais do que no passado longevo, temos hoje, graças aos meios de comunicação virtuais ou a Internet, a possibilidade de realizar o sonho de nossos ancestrais ou seja da democracia direta ou não representativa e de criar uma Sociedade policrática e cidadã numa escala até então impossível. Atualmente a Democracia direta já não precisa conformar-se com os limites da cidade estado, pode transcende-los e ultrapassa-los. Eis uma visão grandiosa face a teocracia dos asiáticos e a democracia arranjada, aparente, venal e burguesa dos Yankes, a qual jamais passou de plutocracia disfarçada.

De minha parte encaro a policracia como o melhor caminho para a realização do ideal socialista. Na medida em que permite ao povo tornar-se agente de sua própria História.

O que quero dizer é que o mundo ou panorama da cultura é imensamente maior e mais amplo do que Islã ou EUA.

Tudo quando temos ai são culturas problemáticas e estruturalmente defeituosas que jamais deram ou darão certo. Pelo simples fato de serem anti humanistas. Uma por inspiração religiosa e vício econômico, sobrepor o Ter ao Ser ou o Capital ao homem e outra por vício religioso, a intolerância.

Felizmente a História nos oferece outras lições e possibilidades.

Certamente que ela não se repete nos mínimos detalhes ou não vota 'in totum' atrás.

O que não nos impede, enquanto sociedade, de retomar certos princípios e valores presentes em nosso passado e assumir outra direção.

Se a História não pode ser reeditada a cultura certamente pode renascer.

Prova disto são os diversos renascimentos culturais experimentados por diversos povos e sociedades do curso da História. Assim no antigo Egito a Renascença Saíta, cujo objetivo foi retomar os princípios e valores presentes no dealbar daquele pais. Assim a sucessão de Renascimentos ocorrida na Europa durante a baixa Idade Média e começo da Idade Moderna.

Seria possível a afirmação de outros Renascimentos no futuro?

Por que não se já ocorreram no passado?

Por que não aproveitar-se duma cultura que no passado já deu certo ao invés de permanecer atrelado a padrões de cultura que sempre deram errado?

Por que ir em direção da KKK ou do Belt Bible... por que ir em direção do machismo, do adultismo, do odinismo, da homofobia, etc? Se podemos recuperar e resgatar nossas raízes gregas, na direção da liberdade e da vida Ética; numa perspectiva Humanista?

Por que não resgatar nossas raízes autenticamente Cristãs e Católicas em termos de amor ao próximo, de amor a justiça, de amor a paz, de solidariedade, de fraternidade, de igualdade???

Por que ter vergonha de reconhecer que erramos, que nos desvíamos do bem, que temos feito um percurso errado... e de reconciliar-nos com nossas raízes?

As vezes, as vezes é necessário voltar atrás e retroceder para avançar. Pois partindo de um caminho errado ou de um desvio jamais atingiremos a meta ou o objetivo certos.

É as fontes de nossa cultura humanista que temos de tornar.

É a Atenas, Roma, Jerusalém, não Wittemberga ou Mecca, não Genebra ou Medina, não Washington ou Riad... Nossas referências são outras.

Temos de resgatar, de recuperar, de reafirmar o quando houve de positivo na cultura européia antes do advento dos tempos modernos.

Trata-se de uma reapropriação necessária face aos arroubos do islã e do americanismo com suas propostas viciadas. Não encontraremos paz ou redenção aderindo a modelos sociais incompatíveis com nossas raízes. Não encontraremos estabilidade adicionando outros tantos elementos díspares e aumentando a tensão em termos de cultura. Não encontraremos ou acharemos qualquer resposta num hibridismo amorfo e polimorfo.

Nossa cultura carece de homogeneidade e sentido, os quais só lhe podem ser introduzidos pela Filosofia e pela Religião, cujos elementos, em parte, ainda se acham presentes em seu universo. É por isso que temos de retornar a Filosofia clássica, a Sócrates, a Platão e sobretudo a Aristóteles; mestres de nossos ancestrais; e a Jesus Cristo, a seus apóstolos, a seu Evangelho, a sua tradição e a Igreja Antiga, Ortodoxa e Católica. Tais os elementos sobre os quais nossa Sociedade foi edificada há dois ou dois mil anos e meio. E cuja remoção impiedosa tem produzido tantos e tão clamorosos tumultos.

Pois uma casa ou construção não pode subsistir sem seus fundamentos e o fundamento de nossa vida social foi a um tempo Clássico e a outro Cristão. Nossa consciência foi alimentada por tais elementos, e agora mingua e morre a falta deles. Enquanto o ceticismo que se lhes sucede não constrói nada de absoluto e duradouro.

Se queremos recuperar nossa civilização cambiante, temos de começar recuperando nossa identidade e repondo as coisas em seus lugares.

Nem o ateísmo e nem o teísmo transcendente serão capazes de substituir o ideal de um Deus Encarnando e presente, como este que foi introjetado em nossas mentes pelo Catolicismo antigo e que nossos ancestrais encararam como ponto de partida para uma ação e transformação social e termos radicais. A maioria dos analistas superficiais parecerá um elemento supérfluo ou mesmo estúpido. Quando nos primeiros séculos e mesmo na Idade média correspondeu a um princípio catalizador das energias humanas e a luz do qual as estruturas legadas pela antiguidade começaram a ser poderosamente transformadas, concretizando, ao menos em parte o ideal preconizado por Sócrates.

Multiplicar palavras a respeito de tais transformações sociais, seria chover no molhado...

Quem quiser torne atrás e leia o quanto já foi escrito por nós a respeito da sociedade bizantina ou da idade média Ocidental...

Tudo quanto pretendemos expressar por meio deste artigo foi nossa recusa em compactuar com os extremistas. Para os quais nós nos deveríamos alinhar ou com os Americanizantes ou com os arabizantes; aderindo ao Trump ou ao Califa... E renunciando por completo a nossa orientação cultural e cortando pela base nossas raízes.

Quando este falso dilema já presente nas mentalidades as vésperas da queda do Império romano certamente não faz sentido algum num mundo já iluminado pelos clarões da Sociologia e das Ciências políticas, especialmente quando temos acesso ao mundo virtual da Internet, que é o meio de comunicação por excelência, e que nos permite elaborar uma discussão sobre a cultura a nível global ou universal.

Podemos, portanto e devemos buscar soluções mais ricas, inteligentes e interessantes fora deste miserável esquema binário. E não nos precisamos alinhar com quem quer que seja ou apoiar a quem quer que seja.

Por mim quero mais que os radicais islâmicos e Yankes exterminem-se una aos outros. Do que resultará um bem enorme para o resto da humanidade. Nem alla nem Mercado ou capital mas liberdade e justiça. Tal meu ponto de vista!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Sobre o caráter e missão dos povos germânicos no contesto Ocidental II

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Na perspectiva de um helenizante ou 'grecizante' Cristão (Católico evidentemente - alias tome-se Católico por seu autêntico sentido Ortodoxo!)



Embora são sejamos germanófilos ou germanizantes, cumpre-nos tentar ser justos em nossas apreciações a respeito do valor dos fatos históricos e assim das invasões teutônicas do século V. Averiguando que nos trouxeram de ruim e que nos trouxeram de útil, bom ou proveitoso.

A respeito do aspecto negativo de tais invasões, relacionado com o eclipsar da cultura grego romana e portanto tanto do espírito filosófico quanto do espírito científico e ainda das letras e das artes, já nos pronunciamos no artigo precedente.

Quanto a perda inútil de vidas e efusão de sangue, como Cristãos deploramos sinceramente, mas reconhecemos que desgraçadamente assim tem sido século após século e - aqui o pior - que assim o é no tempo presente, em que um psicopata como D Trump, posando como dono do mundo, propõem-se a atacar a Coréia do Norte, com grave risco para toda humanidade e bilhões de vidas humanas. Tudo em nome do oportunismo, da vaidade, da arrogância, etc E tais sociedade ousam declarar-se Cristãs!

Ao menos a maior parte senão a quase que totalidade dos invasores germânicos eram pagãos ou arianos, e portanto infensos ao Dogma da Encarnação ou da divindade de Cristo, que é o padrão niceno ou atanasiano de fé. Hoje afetam adorar o Cristo, e matam e torturam, e roubam - pilhando nações inteiras - em seu nome! Onde chegamos!

Mas passemos sem delongas a ulterior missão dos povos germânicos na Europa.

Pois preservar o Europa era preservar o Catolicismo - Ao menos até a irrupção da falsa Reforma no século XVI - preservar o Catolicismo, preservar a parcela que este tomou a cultura antiga, grego romana, e preservar esta, preservar os fundamentos mais remotos de nossa Civilização. Os quais como já vimos deitam suas raízes mais remotas no antigo Egito e na antiga Suméria. Trata-se portanto de lutar por nossas raízes e por nossa identidade.

Sucede no entanto que por volta do século IV, após três séculos de ostensiva perseguição por parte do Império dos Césares, haviam os Cristãos desenvolvido um culto destemperado, uma mística ou mesmo um delírio, em torno do martírio.

Longe de nós negar a importância deste fenômeno da esfera pessoal da vida Cristã, quando organicamente relacionado com a confissão de fé, no seio de uma Sociedade não Cristã.

Equivoco no entanto, e dos graves, é transplantar a mesma dinâmica para uma Sociedade já Cristianizada ou para uma Sociedade pluralista e tolerante em que os Cristãos gozem de plena liberdade. Nem Jesus jamais pretendeu dar lições de política ou sociologia nos Santos Evangelhos, nem devemos nós transplantar o ideal do martírio para tais setores da existência. Permitindo ou assistindo passivamente a destruição de uma sociedade livre ou cristianizada por hordas de bárbaros sem educação. Isto não é Cristianismo e nada tem de Cristianismo, é moleza ou covardia.

O mesmo Cristão que em sua vida e em suas relações pessoais, tem o dever de dar a outra face quando agredido por outrem - E jamais negamos isto - no contesto de uma Sociedade Cristã ou tolerante ameaçada ou invadida por pessoas de mentalidade fanática, tem o grave dever, de como cidadão, empunhar armas e colaborar ativamente tendo em vista a defesa desta Sociedade. Pensando mormente nos idosos, nas crianças e nas mulheres e nos agravos que tais categorias de pessoas teriam de sofrer as mãos de um conquistador cruel.

A Solidariedade social constrange o Cristão a lutar por sua liberdade e pela liberdade de todos no contexto político ou imanente.

Tal a luminosa doutrina da guerra justa ou da legítima defesa na esfera social da existência. O Cristão não só pode como deve abdicar da livre resistência, e antes morrer do que matar, quanto a confissão de sua fé ou suas relações pessoais; jamais quando a sociedade se encontra em perigo. Aqui o outro é prioridade, especialmente os mais vulneráveis, e é necessário lutar e morrer por eles. O que demanda força, não apenas de corpo ou física, mas sobretudo de alma, em termos de valentia, coragem ou ousadia. Pois em certar situações é a coragem grande virtude.

É exatamente aqui que tocamos aos povos germânicos.

Pois representavam exatamente isto: Força física e valentia ou coragem. Predicados indispensáveis tendo em vista a contensão do flagelo muçulmano.

Como já dissemos devido a uma compreensão equivocada de martírio, a uma noção errônea de paz, a uma passividade estúpida que conduzia a inação e ao servilismo os antigos Cristãos 'romanos' não pareciam estar a altura de resistir a um inimigo tão formidável quanto o islã com sua jihad alimentada pelo fanatismo. Fazia-se mister injetar sangue novo nas veias do império para torna-lo forte e resistente.

A Cristandade e Civilização salvaram-se porque em 732, em Poitiers nas Gálias, os sectários de Maomé depararam-se não com uma multidão de Cristãos narcotizados por um entendimento errado a respeito do martírio, mas com os francos, fortes e corajosos capitaneados pelo Prefeito do Palácio, Carlos Martel. Do contrário teriam sido os cristãos ineptos ou covardes, esmagados e a Europa ocupada de ponta a ponta, até os confins da Alemanha ou da Bulgária pelo islã, fechando o roteiro do Mediterrâneo, erradicando por completo o Catolicismo e com ele as fontes clássicas ou pagãs de nossa ancestralidade e cultura.

Teríamos um Ocidente aniquilado. E decerto não estaria escrevendo estas linhas ou sendo lido por vós, uma vez que não existiriam computadores ou Internet. Descoberta da América ou Colombo. Aviões, automóveis, trens ou tecnologia... Pois tudo isto é fruto ou resultado de outros caminhos, decisões e desdobramentos culturais; os quais não partiram do islã nem poderiam ter partido dele. Uma vez que a própria Mutazzila - um apropriar da Filosofia grega pelo primitivo islã - foi completamente exterminada pela Ortodoxia corânica ou sunita, firmada pelos imames Achari e Gazali.

Não passaríamos de uma sucessão de minaretes e muezzins enfileirados de Múrcia a Upsala ou Atenas! Com suas multidões de fanáticos curvados em direção da Meca recitando a shahada. Seria o fim inglório, trágico e patético duma saga iniciada 4000 anos antes no Egito e na Suméria. E o Epílogo teria sido em Tuors ou Poitiers em 732, onde poderíamos lavrar uma placa a guiza de epitáfio e marcar: Aqui jaz a Civilização Clássica * 3500 a C a + 732 a C.

No entanto fomos salvos da catástrofe total pelos germânicos ou francos em 732 e novamente no século XII graças as Cruzadas. As quais, ao contrário do que se ensina vulgarmente, jamais consistiram num ataque ou numa agressão, mas numa resposta necessária a jihad iniciada pelos fanáticos muçulmanos em 634 desta Era e jamais encerrada ao cabo de meio milênio. Tratou-se portanto de um mecanismo de defesa social ou duma iniciativa legítima. Duma resistência absolutamente necessária face a um inimigo insidioso.

O qual já havia arrebatado parte do antigo Império a ponta da espada e imposto violentamente suas crenças aos vencidos. Segundo a norma e regra assaz conhecida do: Converte ou morre! Práticada por eles ainda hoje, em pleno século XXI. Os Yazeds e Mandeus que o digam...

Lamentavelmente, temos de admitir, a antiga Cristandade latina não estava a altura do desafio lançado pela fúria dos maometanos. Não reconheciam que em certas situações extremas pode a força ser administrada para o bem na perspectiva da liberdade e da justiça. Chegando a ter a passividade e a inércia em conta de virtudes. O que veio a degenerar num pacifismo crasso e acrítico, o qual de modo algum é Cristão.

De fato o Cristão ama a paz e justamente por isto abastem-se de atacar a quem quer que seja. Mais: Se atacado, responde com nobreza, voltando a outra face ao agressor. E se sua fé é ameaçada, morre alegremente por ela. E afirma e divulga sua crença pura morrendo, jamais matando ou supliciando em nome de Cristo. Todavia se a Sociedade Cristã ou civilizada e tolerante é atacada, dispõem-se a resistir heroicamente, e a dar combate aos fanáticos e fundamentalistas, de modo a que não venham oprimir os mais fracos. Quando o que esta em jogo o grupo social e o regime da liberdade, postos sob o fogo da teocracia abjeta, então o Cristão, amante da paz, devera combater e lutar valorosamente.

A sociedade romana ou ante germânica não tinha esta compreensão.

Tiveram-na os povos germânicos ou construíram-na a partir de sua experiencialidade e devemos compreender esta elaboração como um contributo precioso sem o qual a Civilização iniciada junto aos grandes rios do Oriente jamais teria chegado em linha reta aos dias da ONU ou da Internet, sendo desviada do caminho ou ficando paralisada devido a adoção de um modelo de fé fetichista, teocrático e despótico, incompatível com o espírito de liberdade que conduziu-a até aqui.

Cabendo a nós o grave dever de ser gratos face a contribuição destes povos tendo em vista os ulteriores progressos da Sociedade Ocidental. Nela temos um problema a ser resolvido, que é o Capitalismo. O que não significa que ela mesma seja um problema em seu conjunto. Nós é que temos de distinguir uma coisa da outra, separando os elementos positivos e anteriores ao advento do Capitalismo, dos negativos afirmados a partir dele, ao invés de condena-la como um todo.

domingo, 16 de abril de 2017

Leon Metchnicoff - A civilização e os grandes rios históricos

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Contribuições há, feitas a História, que não podem permanecer esquecidas, devido a sua continua, para não dizer eterna, atualidade.

Assim a de Leon Metchnicoff, irmão dos igualmente célebres Ellie e Ivan, na humilde e ao mesmo tempo colossal obra 'A civilização e os grandes rios históricos' dada a imprensa, post mortem, em 1889. O autor havia falecido no ano anterior 1888.

Trata-se a meu ver de uma dessas obras imortais e que marcam época a exemplo da Decadência do Império romano de Gibbon (Assim as obras QUASE homônimas de Sismondi e Ferrero) da História da conquista da Inglaterra pelos Normandos de Aug Thierry, da História dos Gauleses de Amadeu Thierry, da História do direito de Savigny, da História do povo alemão de Jahnsen, da História das Cruzadas de J F Michaud, da História da Reforma na Alemanha de Doellinger, da História da conquista do México, História da Conquista do Peru e da História do reinado de Fernando e de Isabel, a Católica por W H Prescott, dos Tempos pré históricos de John Lubbock, do Regime municipal do Império romano no século V de Guizot, da História dos monges no Ocidente de Montalembert, da História do helenismo de Droysen, da Sociedade antiga de L H Morgan, da História dos Papas de Leopold Von Ranke, da Cidade antiga de Fustel, da História das perseguições religiosas no Império romano de Paul Allarddos Primeiros habitantes da Europa de Arbois Jubainville, do Marco Aurélio e o fim do mundo antigo de E Renan, da História da Civilização na Inglaterra de Buckle, do Fim do Paganismo e da África romana de Gaston Boissier, dos Gauleses de André Lefevre, do Espírito do Capitalismo e a Ética protestante de Max Weber (Dentre todos o primeiro!), das obras de Denifle e Grizar sobre Lutero, da História da Igreja antiga de Louis Duchesne, da Historia da Literatura latina na Africa de Paul Monceaux, do Maomé a Carlos Magno de Pirenne, do Amanhecer da consciência de Breasted, da Sociedade Feudal e da Apologia da História de M Bloch, da História da incredulidade no século XVI e da Europa: gênese da civilização de Lucien Febvre, do Outono da idade Média de Huizinga, da Trilogia de V G Childe, do Renascimento de Edith Sichel, da História da riqueza do homem de Huberman, do Feudalismo de Ganschoff, da História social da criança e da família e da História da morte no Ocidente de Aries, das Fontes democráticas nas ordens religiosas da Idade Média de Leon Moulin, do Processo civilizatório de Norbert Elias, da Trilogia de Duby (1976/1978/1981), do Novo conceito de Idade Média de Le Goff, do Mediterrâneo de F Braudel, da Civilização do Renascimento por Jean Delumeau, da Conquista da América por Todorov, do Cristianismo, tolerância social e homossexualidade e Uniões do mesmo sexo na Europa pré moderna de John Boswell, de Como os irlandeses salvaram a civilização por Th Cahill, da Democracia bizantina de Kaldellis, etc

Assim A civilização Egea e a Cidade grega de Gustav Glotz, a História de Roma por Mommsen bem como os estudos subsequentes de Leo Homo e Pierre Grimal; Os aztecas de Solustelle, as obras de Paul Lemerlle e Runciman sobre Bizâncio, as de Christopher Hill sobre a Revolução Inglesa, as de Lamartine, Thiers, Sybel, Jaures, Soboul e outros sobre a Revolução Francesa, as de Robert Darnton sobre o iluminismo e as brilhantes sínteses cultuais elaboradas por Christofer Dawson e Butterfield.

Isto só para lembrar algumas leituras clássicas indispensáveis em termos de compreensão Histórica.

Há muito que se falar, debater, dialogar e discutir sobre cada uma delas.

No entanto, para este Domingo, escolhemos a obra de Metchnicoff justamente por ser pouco conhecida e divulgada entre nós. Apesar de contar já com mais de século.

Assim se Le Goff revolucionou o conceito de Idade Média, evidenciando que as tais 'trevas' - Saídas da pena protestante, logo partidária ou preconceituosa - não passavam de fábulas, se Elias salientou as teias de interdependência cultural, se V G Childe mantendo a ideia de um progresso linear e contínuo admitiu a existência de recuos, durante as crises; além de descrever a ampliação do círculo da cultura no Oeste da Europa, se Breasted cunhou o termo 'crescente fértil', se Max Weber conceituou as afinidades eletivas, o mérito de Metchnicoff consiste em ter relacionado a propagação da cultura com o meio, postulando certas 'rotas' culturais.

E nem poderia ter sido mais exato, preciso e ponderado pelo simples fato de que antes dos romanos terem estabelecido suas estradas por toda Europa - investindo em meios de transporte e comunicação enquanto disseminadores da cultura a serviço do poder - já os persas haviam construído sua estrada real, que ligava o gigantesco Império de Susa, junto ao golfo Pérsico, a Sardes na Ásia menor, cortando cerca de 2.700 Km. A cuja extensão haviam associado um primitivo serviço de malas postais ou Correio, idealizado por Dário, o grande.

Já os gregos, habituados, por tradição, a navegação, espalhavam-se, a exemplo de seus predecessores fenícios e Minoicos, pelas bordas do Mar, acompanhando o litoral do Mediterrâneo ou do Mar negro, e semeando-os com inúmeras cidades ou colônias.

Faz pleno sentido que assim tenham procedido quando as vias para o interior ainda não haviam sido franqueadas na Europa Ocidental. Naturalmente que sempre existiram veredas ou caminhos, semelhantes aos que eram percorridos por nossos índios aqui na América antes da chegada do Europeu. E até caminhos mais largos e bem cuidados, a exemplo do nosso Peabiru. Rotas, como a do âmbar ou das conchas, existiam desde os tempos imemoriais.

Não de trata no entanto, de vias suficientemente amplas e cuidadas a ponto de permitirem um tráfego de carros rápido e eficiente; ou a rápida marcha de um povo, montado ou desmontado. Bem como o transporte de bens materiais e tecnológicos em quantidades relevantes. Tal só se deu após a conquista romana.

Fica posto o problema dos meios de transporte ou das comunicações - e portanto da transmissão e dilatação da cultura - onde não haviam rios caudalosos o suficiente para permitir a navegação.

Via de regra as grandes migrações pré históricas, as maiores, ao menos, devem ter acompanhado os cursos dos grandes rios navegáveis, fossem o Danúbio, o Pó, o Garona, o Ebro, o Tejo; as primeiras vias de transporte fornecidas pela própria natureza, e as primeiras rotas de cultura.

Penso que não seja preciso insistir muito a respeito de que as primeiras grandes civilizações do Velho mundo: Egipcia, Sumeriana, Indiana e Chinesa desenvolveram-se todas, no final da Idade Primitiva, junto aos grandes rios, sejam o Nilo, o Tigre e o Eufrates, o Indo e o Ganges ou o Huang Ho.

Não porque pudessem explorar o potencial hidráulico de tais correntes, mas porque podiam explora-lo tendo em vista a irrigação das terras ribeirinhas, aumentando a produção de alimentos, e consequentemente o acumulo de suprimentos. De que resultou singular benefício: Que alguns elementos daquelas sociedades não precisassem plantar, colher ou pastorear, podendo exercer outros misteres e, consequentemente especializar-se. Tais os albores da ascensão artística e científica característica da Revolução Urbana.

Desde então alguns puderam ser pedreiros, marceneiros, oleiros, tecelões, sapateiros, médicos, padeiros, cervejeiros, cantores... Recebendo em paga por seus serviços uma determinada quantidade de alimentos.

Esta dinâmica nos ajuda a compreender porque as primeiras vilas ou cidades tornaram-se tão atrativas aquele homem recém saído no neolítico. Porque havia oferta de serviços até então desconhecidos e portanto vantagens ou benefícios em termos de qualidade de vida. Ali apenas havia acesso a uma série de produtos ou serviços - quais fossem sapatos, vestimentas, pães, cerveja, medicamentos, etc - especializados e portanto executados com maior esmero. Bastando para adquirir tais produtos ou serviços estar em posse de algum excedente em termos de suprimento, ou recebe-los como pagamento oferecido pelo sacerdote rei.

Alias nada mais promissor do que dominar alguma espécie de saber ou aprende-lo. Pelo simples fato de poder empregar-se no palácio, antes de tudo uma enorme oficina e depósito de produtos administrada pelo rei sacerdote.

Devido a tudo isto a cidade, desde sua invenção, converteu-se no objeto dos sonhos das populações mais afastadas e rudimentares fossem sedentárias ou não. Todos aspiravam habitar nela de modo que elas atraíam multidões cada vez maiores, e se alargavam, e cresciam junto as margens dos grandes rios.

Isto a ponto de no Egito, pelos idos de 3500 a C coligarem-se em diversas federações, em dois reinos mais ou menos extensos - O do Norte ou baixo e o do Sul ou alto Egito - os quais acabaram unindo-se pelos idos de 3000 a C sob o cetro de Menés ou Narmer, o primeiro Faraó. Evidentemente que antes disto, e bem antes - Ao tempo do rei Escorpião (Alto Egito - 3200 a C) - a administração dos grandes reinos, do Sul e do Norte, exigiam já a formulação de um código escrito.

Afinal a produção ou coleta - o primitivo imposto - bem como a distribuição - o primitivo salário - precisavam ser anotadas e controladas de modo que o pagamento dos serviços jamais superasse a arrecadação produzindo 'deficit'. Daí a necessidade de medir, contar, pesar e classificar... Sem a qual, um tipo tão complexo de organização social não podia manter-se.

Mesmo nas cidades autônomas, e sem embargo grandes, da Suméria, do Indo e da China, um tal tipo de controle se fazia indispensável e por isso, a partir de tal necessidade, nos deparamos com a formulação de códigos linguísticos escritos - os primeiros do planeta - aparentemente, sem que houvesse qualquer relação de dependência.

Ainda hoje as escritas Egipcia, Sumeriana, Indiana e Chinesa aparentam ser diferentes umas das outras e não inter relacionadas.

Alias ao tempo em que vieram a luz - cerca de 3200, 3000, 2500, 2200 a C pouco antes ou depois - achavam-se tais pólos de cultura mais ou menos isolados; a exceção talvez do Egito e da Suméria.

A maior parte dos assiriologistas e sumerólogos considera que quando estabeleceram-se relações comerciais entre as cidades Sumerianas e as cidades do Indo (Harapinas) por volta de 2400 a C, ja ambos os modelos de escrita achavam-se elaborados. Podendo-se dizer o mesmo sobre o Vale do Indo e o Vale do Huang Ho, separados ou melhor dizendo, isolados por cordilheiras e desertos ao tempo em que ambas escritas haviam sido inventadas.

Atualmente a tese da difusão, da origem comum e da inter dependência dos primeiros modelos de escrita torna-se cada vez mais vulnerável e indefensável.

Seja como for, por volta de 2000 a C senão antes, estamos diante de quatro civilizações letradas ou polos difusores de cultura.

Quanto a Mesopotâmia apenas, devemos considerar diversos elementos, indispensáveis ao avanço posterior da Civilização como um todo. Assim o arado, a roda, a roda do oleiro e talvez o Bronze, seja como for procedente daquele entorno.

Quanto ao Egito temos o vidro, o papel, a medicina...

Tocando a tais elementos culturais é que chegamos a Metchnicoff. O qual nos oferece a melhor ferramenta para compreendermos porque a Europa Ocidental chegou a ser o que é ou porque o Mediterrâneo foi o que foi.

Para tanto faz-se necessário acompanhar os cursos destes grandes rios ou a direção que cada um deles percorria. Porque a cultura acompanhou tal direção e disseminou-se a partir das fozes de tais rios, e as vezes até a partir das nascentes.

Assim o caso do Eufrates ou Puratu, o qual era facilmente navegável contra corrente até Kish - Logo por toda Suméria - e relativamente navegável até Mari, cidade cujo Reino, chegou a estender-se até as proximidades de Halab a atual Alepo, já as portas da Ásia menor.

De fato a saída cultural sumeriana foi dupla e a princípio, ao menos aparentemente sua cultura foi despejada no Golfo Pérsico já em Dilmun, já no Elam. Embora alguns escritos deem a entender o sentido oposto i é de Dilmun - possível ponto de partida ou origem dos misteriosos 'cabeças negras' - e/ou Elam para a Mesopotâmia e desta, indo contra corrente, a Assíria, ao Reino de Mari, a Síria, e enfim - Di-lo Sargão - ao Chipre e a Anatólia, já na Ásia menor.

Sargão por sinal, orgulha-se de ter lavado sua espada nas águas do grande Mar, ou seja do Mediterrâneo.

Temos aqui uma direção cultural bastante esclarecedora, que partindo da Suméria ou mesmo - Quem o sabe? - de Dilmun e Susa, atinge a Ásia menor, em cuja costa Ocidental haviam de se estabelecer os Jônios, corridos pelos Dórios cerca do século XII a C. Estamos portanto ao lado da península balcânica ou da Grécia.

Indiretamente, assumido e levado adiante por babilônicos, assírios, sírios, palestinos, hititas e fenícios sucessivamente o legado cultural dos antigos sumérios acabou por impor-se no que chamamos atualmente de Turquia, enfim no espaço que mais tarde viria a ser ocupado pelo tronco grego dos jônios.

Perguntemos agora que rumo tomou o patrimônio cultural do antigo Egito?

Se a um lado atingiu Meroé e Sudão, dissipando suas energias na África negra até ser removido pela islamização, a outro pela foz, atingiu a costa leste ou oriental do Mar Mediterrâneo, irradiando-se pela Palestina, até dar com a Fenícia, onde encontrou-se com a cultura sumeriana, trazida pelo Eufrates.

Primeiramente através dos minoicos, depois indiretamente, através dos fenícios e enfim diretamente por iniciativa dos próprios gregos chegou esta cultura até a Ásia menor e Península balcânica, onde misturando-se a cultura mesopotâmica deu origem a primeira grande síntese cultural elaborada pelos gregos. Síntese que foi contributo particular ou específico do gênio grego, quiçá ensaiada já pelos fenícios... Não foram estes que legaram-nos o alfabeto? De fato não sabemos o quanto nós ou os gregos devemos aos antigos fenícios, posto que só temos conhecimento do quanto  produziram através dos gregos, seus sucessores e rivais.

Seja como for a grande alavancada proporcionada por essa convergência - Alias coisa única no mundo - entre duas culturas magníficas, aconteceu na Grécia. O que herdaram dos egípcios e sumérios, eles levaram adiante ou desenvolveram. Se não arquitetaram esta síntese - Hipótese em que teriam-na recebido dos Fenícios - ao mesmos tornaram-se dignos depositários dela tornando-a fecunda.

Já as culturas chinesa e indiana, seguindo os cursos de seus caudais e atingindo mares geograficamente isolados, perderam-se por eles e jamais puderam encontrar-se. A espacialidade geográfica impossibilitou que tais culturas convergissem para o mesmo ponto e formassem brilhante síntese. Tal e qual a cultura egípcia refluindo pelo interior da África, diluíram-se e perderam-se assim as culturas Indiana e chinesa, mesmo considerando que tenham civilizado diversas Ilhas. No caso da China por sinal Japão e Coréia. No caso da Índia o Ceilão, as Filipinas e a Indonésia.

Que teria produzido um síntese entre ambas as culturas, Chinesa e Indiana, tal a pujança de cada uma, é o que jamais viremos a saber?

Foi no Mediterrâneo que Eufrates e Nilo despejaram o legado cultural de dois povos essencialmente criadores: Babilônia e Egito...

Como já dissemos acontecimento único e singular proporcionado pelo meio.

A partir da Jônia, passou este legado a Península Balcânica, onde já havia sido ensaiado muito provavelmente pelos fenícios.

E a partir da Península balcânica, como já dissemos, no dorso das naus de casco negro, os gregos foram disseminando tal espírito ou cultura por todo circuíto do mediterrâneo de Trapezunt a Emporiae passando evidentemente por Massilia.

E foi a partir de tais cidades que os conquistadores romanos, adotando como sua a cultura helênica, levaram-na - em termos de idioma comum, filosofia, ciência, teatro, etc - até a coração da Europa, civilizando-o. Também empreenderam-no na África até os confins do Saara. Em todo circuíto do mediterrâneo. A partir do qual, com os Portugueses e Espanhóis, ao fim da Idade Média, despejou-se pelo Mar Oceano, ou pelo Atlântico, atingindo o Novo Mundo e propiciando outras sínteses culturais não menos interessantes no México, a partir de um substrato Azteca bastante rico e mais ainda no Peru e adjacências, onde encontrou-se com a multi milenar e ultra sofisticada civilização peruviana, contributo de diversas culturas quais sejam Chavim, Paracas, Nazca, Mochica, Chimu, Wari, Inca, etc

Foram caudais de culturas desembocando uns nos outros sempre a partir dos grandes rios, seguindo seus cursos e precipitando-se primeiramente nos mares e depois nos Oceanos até dilatarem-se pelo mundo afora. Encontro de que resultou não poucos conflitos, mas, cremos nós, numa perspectiva futura e global, propiciou também a chave para o progresso das Sociedades humanas, o qual só se faz pela troca de experiências culturais.

Este fascinante caminho, provido pelo meio ou pela sorte, foi devassado, a menos de cento e trinta anos pelo brilhante cientista Leon Metchnicoff em A civilização e os grandes rios históricos, leitura ainda hoje proveitosa que a todos recomendamos.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Programa de restauração das fontes da cultura II

A proposta islâmica da Umma


Agora não é por ódio a civilização Yankee e a idolatria do Capital que abraçaremos algo quiçá ainda mais execrável e odioso quanto a proposta islâmica, a qual pode ser definida como uma arabização em termos universais.

Lá é Washington que se converte em capital, centro e polo e um império mundial; aqui é Meca... E continuamos equidistantes de Jerusalém e Atenas, Roma e Alexandria... E talvez ainda mais distantes porque o islamismo, mais do que o calvinismo, faz-se legatário e herdeiro dos mesmos delírios judaicos anti pagãos, iconoclásticos e transcendentes.

Certamente que os muçulmanos são hábeis em citar os crimes dos EUA como o extermínio dos peles vermelhas e a KKK. Nós não pertencemos a esse ocidente traidor e traído e não compactuamos com os crimes desta SIFILIZAÇÃO protestante/capitalista... Sejamos justos no entanto e perguntemos aos maravilhosos sunitas, wahabitas, hambalitas, salafitas sobre quem EXTERMINOU mais de UM MILHÃO DE ARMÊNIOS, meio milhão de GREGOS propontídeos, e mais meio milhão de ASSÍRIOS, todos cristãos Ortodoxos, em 1914??? Também podemos conversar sobre a escravidão ainda vigente em diversas sociedades islâmicas e divinamente imposta em nome do abençoado Corão.... ou sobre a castração de mulheres e meninas... E QUESTIONAR SE TUDO ISTO É MESMO MUITO BONITO E BELO!

É roto falando do mal vestido, assim o islamismo falando sobre os crimes do Cristianismo, em especial do C protestante ou N americano... E com o trave nos olhos vão soprando o cisco do olho alheio...

Mas as Cruzadas! MAS A JIHAD iniciada pelo califa Omar em 643??? E jamais contida até as batalhas de Poitiers e Tallas, as quais salvaram a Europa Ocidental e a China da arabização...

Quem é que atacou primeiro em Mutta, Kadissya, etc, etc, etc Quem iniciou a guerra, a expansão, a conquista, a rapina, o ataque, a agressão, a pirataria, o morticínio, a conversão forçada, etc EM NOME DE DEUS E saiu berrando aos quatro ventos com o alfange em mãos: CONVERTE OU MORRE??? O cristianismo???

Cruzadas foram uma reação e reação necessária, guerra defensiva e portanto justa face as aspirações imperialistas e universalizantes do islã com seu ideal de Umma.

E não fossem elas, mais Poities e Lepanto, TODAS SEM EXCEÇÃO laboradas com sacrifício e esforço pela igreja romana e não pelo protestantismo hipócrita, NEM O TIO LUTERO teria surgido ou o tio Calvino pois todos estaríamos falando árabe e recitando a shahada com o rosto voltado para a Kibla de Meca e nossas mulheres cobertas com burkas e shadores! Se somos filhos da liberdade e damos continuidade a nossa herança grega e combatemos os preconceitos estúpidos e tolos de judaismo antigo e vindicamos os direitos das mulheres, das crianças, dos homossexuais, dos trabalhadores, dos animais, etc é porque lá nas cruzadas e nas guerras de defesa, nossos ancestrais souberam resistir heroicamente combater, e morrer, e tombar por nós para que não tombássemos como um todo face a sharia e não fossemos arabizados.

E não me venhas tu falar no islã liberal da mutazzila, conquistado em parte pela cultura greco romana e 'obscurecido', 'desfigurado', e 'poluído' porque esse 'islã' impuro ou compósito e desarabizado foi prostrado de morte pelos imames Achari e Gazalli, sucedendo a rígida ortodoxia sunita triunfante com seu ideal de fidelidade irrestrita ao Corão e portanto de irracionalismo e fideísmo crasso.

Nada mais sintomático do que vocês discursarem sobre a existência de 'alguns' muçulmanos liberais e emancipados no OCIDENTE, em Paris, N York, Londres, etc Devo perguntar-lhes sobre o porque de não estarem, espalhando o liberalismo em seus países de origem estre os irmãos? Por que raios não estão a instruir seus pares em Islamabad, Riad, Kandahar, Cairo, etc???  Preciso responder que seriam tratados como heréticos, apóstatas, pecadores, etc e submetidos a murtad???

Lamento por tantos quantos alimentam-se de ódio e rancor mas tudo quanto o islã tem a oferecer ao Ocidente, no lugar dos EUA, é a sharia e não vejo como e porque a sharia seria superior ou melhor, ou menos cruel e danosa do que o capitalismo enterrando as mulheres 'adulteras' ou simplesmente acusadas de adultério até o umbigo e lapidando-as sem misericórdia.

Por ângulo algum vejo que a proposta do islã seja melhor ou superior que a dos fundamentalismo bíblicos. É tudo a mesma treva pestilenciosa.

O islã sunita ortodoxo e salafita será o fim da cultura, do pensamento científico, da racionalidade, da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e a cristalização de todos os preconceitos a que combatemos. Será o fim de nossa herança greco romana e a morte do humanismo.

Continua