Quando acertamos, ninguém se lembra. Quando erramos, ninguém se esquece.
Este ano meus colegas de trabalho e eu tivemos dificuldades em lidar com um aluno de um 6º ano. O aluno em questão era indisciplinado, praticava bullying, tinha baixos rendimentos e faltava muito. Esse aluno foi advertido várias vezes e sempre apresentou um comportamento rebelde. A diretora e todos os professores desse aluno se reuniram com a mãe, estando o aluno presente, e posso garantir que o aluno foi bombardeado por todos os professores, não tinha um professor que não tivesse queixa. A mãe, é claro, ficou desolada.
Depois da bronca coletiva que o garoto levou, ele ficou quieto, melhorou e isso aconteceu antes do recesso escolar (férias). Eu tinha notado que esse aluno tinha melhorado antes das férias e que após as férias, ele era outro, não bagunçava, respetava os professores e mais, participava das aulas. Fiquei contente e o elogiei, e o incentivei para que continuasse assim, o garoto ficou feliz pelo elogio e pelo incentivo.
Como a mudança operada nesse aluno já tinha algum tempinho, resolvi procurar a coordenadora pedagógica e contei o que estava acontecendo com o aluno, então aproveitei a oportunidade para pedir à coordenadora que chamasse a mãe do garoto, não pra que levasse bronca, mas para que fosse parabenizada e o seu filho fosse elogiado.
A coordenadora foi até a sala do aluno e contou para ele, que eu o tinha elogiado e que tinha chamado a sua mãe, o garoto só faltou explodir de tanta felicidade.
A mãe veio à escola e a coordenadora pedagógica e eu conversamos com ela, e como eu havia apostado com meus botões, a mãe iria tratar melhor o filho e o mesmo, iria melhorar ainda mais.
No dia seguinte o aluno me contou que sua mãe havia feito um bolo e conversou muito comigo, eu o havia conquistado.
Só fiquei triste porque somente eu, o elogiei, o parabenizei e o agradeci por colaborar com seu comportamento e participação nas aulas. Os outros professores só massacraram o aluno sem dó nem piedade, mas quando ele acertou, só eu percebi. Isso me lembra aquela passagem do evangelho no qual Jesus cura dez leprosos, mas somente um volta para agradecer. Prefirimos ver e criticar o erro alheio do que elogiar as ações boas e certas. Mas aonde eu quero chegar? Chegar na transformação das pessoas através do amor e da compreensão, eu creio que o amor, a compreensão pode transformar as pessoas.
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sábado, 7 de agosto de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A escola dá tudo exceto educação
A escola pública hoje dá material escolar, mochilas e algumas até uniforme! Muito pais acham isso maravilhoso, mas eu não quero escola que dê material escolar, quero escola que dê educação de qualidade e isso a escola não dá, por isso a escola pública mascara isso dando quinquilharias e os alunos e seus pais ficam boquiabertos com a "generosidade" do sr. governador e/ou do sr. prefeito, tal como outrora os portugueses davam miçangas e espelhos aos índios que ficavam estupefatos com esses objetos comuns, e trocavam essas porcarias por pau-brasil.
O que adianta dar livros, cadernos, canetas, estojos, mochilas, uniformes se não se dá uma educação de qualidade? Os alunos sabem gramática? Sabem escrever de acordo com a norma culta da língua? Sabem ao menos as quatro operações? Sabem ler um mapa? Não, não sabem nada dessas coisas e os pais tampouco se importam. O que importa é que eles não precisam gastar mais com material escolar, e isso é bom.
Há escolas que há classes com 40 alunos ou mais, há escolas que o aluno pode infernizar a vida do professor e este não pode ser posto para fora da sala de aula, porque isso é um constrangimento e a ECA ( é a eca mesmo e não o eca) defende o direito do aluno bagunceiro ficar dentro da sala de aula, infernizando o professor e os colegas que querem aprender. O aluno não pode ser suspenso, não pode ser transferido, nada. A única coisa que a diretora de tais sistemas de ensino podem fazer é tentar convencer as mães com que mudem seus filhos de escola, mas se elas não quiserem, então nada feito!
Pois é, os pais ficam embasbacados com o material escolar gratuito tal como os tupiniquins diante de miçangas. Os pais dos alunos não veem que com esses sistemas degenerados seus filhos nada aprenderão, pois a escola lhes dá não liberdade, mas a licenciosidade para fazerem ou não fazerem o que bem entenderem. E o professor, como fica? Se o aluno vai mal nos estudos, é culpa do professor!!!
Mas é isso que o governo burguês quer, enquanto a burguesia põe seus filhos nas melhores escolas, escolas essas onde há disciplina, a escola para os menos abastados e carentes é uma escola onde reina a indisciplina para que assim a burguesia possa ter no futuro mão de obra barata. Mas poucos enxergam essa triste realidade. Hoje liberdade sem limites, amanhã a pior das escravidões!
O que adianta dar livros, cadernos, canetas, estojos, mochilas, uniformes se não se dá uma educação de qualidade? Os alunos sabem gramática? Sabem escrever de acordo com a norma culta da língua? Sabem ao menos as quatro operações? Sabem ler um mapa? Não, não sabem nada dessas coisas e os pais tampouco se importam. O que importa é que eles não precisam gastar mais com material escolar, e isso é bom.
Há escolas que há classes com 40 alunos ou mais, há escolas que o aluno pode infernizar a vida do professor e este não pode ser posto para fora da sala de aula, porque isso é um constrangimento e a ECA ( é a eca mesmo e não o eca) defende o direito do aluno bagunceiro ficar dentro da sala de aula, infernizando o professor e os colegas que querem aprender. O aluno não pode ser suspenso, não pode ser transferido, nada. A única coisa que a diretora de tais sistemas de ensino podem fazer é tentar convencer as mães com que mudem seus filhos de escola, mas se elas não quiserem, então nada feito!
Pois é, os pais ficam embasbacados com o material escolar gratuito tal como os tupiniquins diante de miçangas. Os pais dos alunos não veem que com esses sistemas degenerados seus filhos nada aprenderão, pois a escola lhes dá não liberdade, mas a licenciosidade para fazerem ou não fazerem o que bem entenderem. E o professor, como fica? Se o aluno vai mal nos estudos, é culpa do professor!!!
Mas é isso que o governo burguês quer, enquanto a burguesia põe seus filhos nas melhores escolas, escolas essas onde há disciplina, a escola para os menos abastados e carentes é uma escola onde reina a indisciplina para que assim a burguesia possa ter no futuro mão de obra barata. Mas poucos enxergam essa triste realidade. Hoje liberdade sem limites, amanhã a pior das escravidões!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Mãe

Pode ser que o leitor pense que vou falar sobre a obra de Máximo Gorki: A Mãe. Não caro leitor que me lê, não é dessa obra nem dessa mãe que eu quero falar, é de outra mãe, ou melhor, é de outras mães que vou falar.
Na escola onde trabalho às vezes somos obrigados a chamar os responsáveis dos alunos indisciplinados e quando conhecemos suas mães acabamos por conhecer a causa da indisciplina. Para o meu desprazer tive a infelicidade de atender duas mães que defenderam seus filhos pelo único fato de serem seus filhos. Infelizmente a maioria das mães, estraga os filhos e chego a conclusão que a guarda de muitos filhos deveria ser tirada de certas mães e pais também.
Mas voltando ao assunto para não perder o fio da meada. Uma das mães, tem um filho que éo cão chupando manga superindisciplinado. Pois bem, o inspetor trouxe a mãe até a sala de aula. E aí a mãe acusou os professores de estarem perseguindo "o santo", o "mártir" de seu filhinho, e que por causa dos professores ele levou uma surra do pai, etc... Disse ainda que os outros alunos bagunçam e que ninguém vê isso, e que o seu filho não é mau, antes é mal-entendido pelos professores que são verdadeiros carrascos de Dachau e Auschwitz (ela não disse isso, estou a usar um recurso literário para que o tom fique mais dramático).
Agora passo a falar da outra mãe que tive a imensa insatisfação de conhecer nesta semana. É uma criatura arrogante, petulante, egoísta que se julga a dona da verdade. Ela é aquela criatura que não educa os filhos, a única coisa que sabe fazer é estragar os filhos.
A mãe ficou toda cheia de melindres ao ser convocada e já chegou a escola numa postura agressiva, defendendo o filho antes que eu pudesse mostrar a ocorrência de seu "anjinho". Tentei falar mas a mãe com toda a deseducação que lhe é peculiar me cortava o tempo todo, e uma coisa que poderia ser resolvida em menos de 5 minutos, levou 20 minutos, tempo esse precioso para mim, tempo no qual poderia estar lecionando, ao invés de ouvir a biografia do "santo" em questão.
A mãe disse que não admite ameaças ao filho como se eu tivesse ameaçado o seu filho, e ainda questionou o meu trabalho, disse que eu sou todo "nervosinho e já entro na aula estressado gritando com os alunos" (sic). Foi isso que o seu filho lhe contou. A minha sorte é que na sala dos professores estava o inspetor de alunos que me defendeu dizendo que o "professor Fernando é tranquilo até demais e um dos melhores professores da escola" (sic). Uma outra professora que estava lá, também me defendeu, senão a mãe descontrolada, terminaria o seu julgamento, me condenaria e me executaria caso pudesse fazê-lo.
Aí perdi minha compostura e disse-lhe: "Mãe o problema é esse, esse e aqueloutro, estou pedindo sua colaboração para resolvermos esse problema porque quem vai perder não sou eu, uma vez que se o seu filho aprende ou deixa de aprender, vou continuar recebendo o meu salário. Outra coisa eu não saio de minha casa para vir à escola para fazer "futricas" de alunos, o meu interesse é ensiná-los e para isso preciso de uma classe disciplinada. Caso a senhora não esteja satisfeita com o meu trabalho, vá até a SEDUC e me denuncie por escrito.
Após isso a mãe, disse que não queria dizer isso, mas não admite injustiças e que os outros alunos são bagunceiros, etc... Apresentei o caderno de ocorrências e a fiz assinar, arrependido de a ter chamado à escola.
Moral da história: Fazer filhos é fácil, difícil é educá-los!
Na escola onde trabalho às vezes somos obrigados a chamar os responsáveis dos alunos indisciplinados e quando conhecemos suas mães acabamos por conhecer a causa da indisciplina. Para o meu desprazer tive a infelicidade de atender duas mães que defenderam seus filhos pelo único fato de serem seus filhos. Infelizmente a maioria das mães, estraga os filhos e chego a conclusão que a guarda de muitos filhos deveria ser tirada de certas mães e pais também.
Mas voltando ao assunto para não perder o fio da meada. Uma das mães, tem um filho que é
Agora passo a falar da outra mãe que tive a imensa insatisfação de conhecer nesta semana. É uma criatura arrogante, petulante, egoísta que se julga a dona da verdade. Ela é aquela criatura que não educa os filhos, a única coisa que sabe fazer é estragar os filhos.
A mãe ficou toda cheia de melindres ao ser convocada e já chegou a escola numa postura agressiva, defendendo o filho antes que eu pudesse mostrar a ocorrência de seu "anjinho". Tentei falar mas a mãe com toda a deseducação que lhe é peculiar me cortava o tempo todo, e uma coisa que poderia ser resolvida em menos de 5 minutos, levou 20 minutos, tempo esse precioso para mim, tempo no qual poderia estar lecionando, ao invés de ouvir a biografia do "santo" em questão.
A mãe disse que não admite ameaças ao filho como se eu tivesse ameaçado o seu filho, e ainda questionou o meu trabalho, disse que eu sou todo "nervosinho e já entro na aula estressado gritando com os alunos" (sic). Foi isso que o seu filho lhe contou. A minha sorte é que na sala dos professores estava o inspetor de alunos que me defendeu dizendo que o "professor Fernando é tranquilo até demais e um dos melhores professores da escola" (sic). Uma outra professora que estava lá, também me defendeu, senão a mãe descontrolada, terminaria o seu julgamento, me condenaria e me executaria caso pudesse fazê-lo.
Aí perdi minha compostura e disse-lhe: "Mãe o problema é esse, esse e aqueloutro, estou pedindo sua colaboração para resolvermos esse problema porque quem vai perder não sou eu, uma vez que se o seu filho aprende ou deixa de aprender, vou continuar recebendo o meu salário. Outra coisa eu não saio de minha casa para vir à escola para fazer "futricas" de alunos, o meu interesse é ensiná-los e para isso preciso de uma classe disciplinada. Caso a senhora não esteja satisfeita com o meu trabalho, vá até a SEDUC e me denuncie por escrito.
Após isso a mãe, disse que não queria dizer isso, mas não admite injustiças e que os outros alunos são bagunceiros, etc... Apresentei o caderno de ocorrências e a fiz assinar, arrependido de a ter chamado à escola.
Moral da história: Fazer filhos é fácil, difícil é educá-los!
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