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sábado, 18 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer...

Após uma sucessão de ideologias mortas - Que desde o protestantismo falharam em substituir a Igreja antiga e trazer unidade de espírito a Europa, a fé maometana chegou até ela, com a intenção de abala-la até os alicerces ou de implantar a instituição árabe da Sharia.

Foi já o islã esmagado pela Europa Cristã, Ortodoxa ou papista duas vezes - Em Poitiers e em Lepanto, pelo que não se transformou num califado... Além de ter tido suas aspirações imperialistas travadas também pelas assim chamadas Cruzadas. Parte da Europa - Invadida por seus adeptos! - por sinal foi expurgada deles em no mínimo duas ocasiões, assim a Península Ibéria e a Península balcânica.

Basta dizer que ibéricos e balcânicos conhecem perfeitamente bem que é o jugo do islã.

A primeira das diversas observações a serem feitas aqui é que os invasores, a que os pós modernistas chamam 'refugiados', não são, de modo algum, os civilizados e comedidos xiitas do Irã... Tampouco os economicamente estáveis sunitas da Jordania, do Kwait ou dos Emirados, os quais tem a sorte de viver sobre oceanos de ouro negro ou de petróleo.

Vamos porém ao caso...

Incontestável o fenomeno segundo o qual a miséria ou a massificação estimulam a violencia. 

O que se sucede tanto entre os hindus, quanto entre Cristãos e muçulmanos. Por isso as massas protestantes do Brasil principiam a causar distúrbios... E as massas hindus na India... 

Agora tornando a Ratzel devemos considerar que as áreas ocupadas pelo Islã são majoritariamente (Com exceção da Asia menor ou Turquia e partes da Síria) espaços desérticos, montanhosos ou estepários, que não comportam uma densidade populacional elevada. Tanto que os antigos árabes, anteriores ao islã, enterravam as meninas recém nascidas nas areias do deserto... Tal a responsabilidade da terra ou do solo.

Apesar disso, sancionou Maomé a poligamia, enquanto que o islã, por instigação de líderes religiosos imperialistas ou cálculo, opõe-se ao controle da natalidade. E o resultado aqui é o aumento populacional desregrado... Para piorar ainda mais uma situação já grave, essas multidões miseráveis, ignorantes e fanatizadas costumam criar tumultos de natureza religiosa ou credal com outros grupos religiosos ou minorias, o que afeta as estruturas do governo e os serviços...

Para piorar ainda mais as coisas - Onde sempre existiram conflitos entre Sunitas, Xiitas, Drusos, Mandeus, Samaritanos e Yazeds ou entre maometanos e Cristãos, a Dna Inglaterra ou o sr Balfour, deram de enfiar os sionistas. O que redundou num aumento significativo dos conflitos e no deslocamento das populações tradicionais, em busca, no mínimo, de alguma segurança.

Dessa política internacional irresponsável, firmada pelo ouro sionista e mantida pelos EUA, resultou uma calamidade para as minorias Cristãs de todos aqueles lugares, pelo simples fato de que os sionistas canalhas, expulsando-as, empurraram-nas e lançaram-nas contra essas minorias, as quais passaram desde então a ser atacadas e pilhadas pelos tais refugiados. 

Porém quem ataca e empurra esse excedente de árabes miseráveis para longe de si... Israel... 

O Europeu que lê este artigo entenda perfeitamente: EUA e Israel entregaram a Europa nossa mãe aos jihadistas fugitivos numa salva de prata, tal e qual Herodes entregou a cabeça do batista a Salomé... Abriram um espaço para esses fugitivos na Europa como abriram um espaço para Israel na Palestina e de fato a Europa atual paga o preço do sionismo que apoiou! 

Como uma carcaça imunda abandonada aos vermes foi a Europa lançada a esses tais refugiados espantados e empurrados pelos sionistas.

Tudo partiu do vosso aliado que se acha seguro do outro lado do mundo, da vossa ONU..., da vossa 
OTAN estúpida que ataca os Cristãos russos, da maçonaria, do Vaticano inepto, etc Todos, todos desampararam a Europa, quiçá comprados pelo ouro sionista e Israel fica sendo e é a prioridade mundial kkkkk

Tais são as coisas que precisam ser ditas muito bem francamente, apesar das inquisições seculares do tempo presente.

Surge no entanto uma pergunta que não quer calar...

Por que a Europa se existem tantos países islâmicos como a Arábia, os Emirados, Iemen, etc, etc, etc Por que os irmãos de fé não acolhem seus mimosos pares... Porque os muçulmanos em parte bem situados e civilizados daqueles lugares não estão dispostos a abdicar de seu conforto e acolher em seus territórios essas massas miseráveis, ignorantes, barbarizadas e agressivas das periferias...

Conclusão: Que sejam elas acolhidas pelos Europeus papistas ou Ortodoxos idiotas com as bençãos da OTAN, da ONU ou dos EUA... Que os recebam, paguem pensões, alimentem, vistam, deem emprego, etc enquanto os machos barbados desrespeitam suas esposas e filhas, destroem os túmulos de seus pais, invadem suas igrejas, constroem mesquitas (Com as pensões que recebem o petrodolares vindos das Arábias), afrontam suas tradições religiosas, menosprezam sua lingua e criam comunidades a parte até se sentirem fortes o suficiente para impor-lhes a sharia e assassina-los caso não paguem a Djzia. 

E que é isso senão uma invasão, a princípio mais ou menos pacífica - Exatamente como esses árabes maometanos tem feito ou tentado fazer no curso da História. Estão mais uma vez e ainda hoje, expandindo seu império ou califado por meio da barriga, em plena era dos contraceptivos e com o apoio institucional da ONU, da OTAN, dos EUA e de todos esses líderes maçonicos comprados.

Digo mais: Além de interesses sionistas há interesses diretamente economicos que tocam ao querido capitalismo (O qual tradicionalmente tem vendido o povo, a pátria e a cultura!), ao exército de reserva e a regulação dos salários. Pois onde há oferta de mão de obra barata, o valor do salário diminui e a obtenção do lucro aumenta. Portanto, ao menos para os empresários a entrada dessa multidão de árabes jihadistas na Europa equivale sim a um benefício.

Temos de falar além disso no irracionalismo dos anarquistas e na politicagem da extrema esquerda ou dos comunas - Legião de pós modernistas. - que contam com os votos (Sim, porque os demagogos da Europa também concedem - Pasmem! - direitos políticos aos marmanjos jihadistas partidários da Sharia!) dos invasores para aumentar seu poder representativo no parlamento...

Veja então voce como tantos interesses se unem e conjugam contra os interesses da população europeia em termos de paz e cultura... Sionistas, capitalistas, comunistas e pós modernistas... Tal a realidade que é preciso enxergar.

Fora os sionistas, que já tem dinheiro e poder, todos os demais querem apenas $$$ dinheiro e atuam como prostitutos ou leiloeiros, vendendo a Europa aos pedaços a quem tem mais $$$...

Resta dizer que em tais situações, de massificação e miséria, nem todas as religiões atuam da mesma forma e maneira (Como julgam os ateístas alienados) - Havendo umas, que, devido a motivos internos doutrinariamente estruturados, tentam conter a violencia (Assim o Budismo ou o Cristianismo antigo.) e outras (Como o judaísmo antigo, o islã e o hinduísmo.) que, em maior ou menor proporção, estimulam-na.

Então a questão aqui é o quanto, esta ou aquela religião, é capaz de conter as massas miseráveis em tempos de aflição. Enfim o quanto tal fé gerencia e como gerencia ou regula possíveis tendencias agressivas. Se a reprime ou a potencializa.

E temos que é o islã - Não necessariamente a partir do Corão (O qual parece ser menos violento que a Tanak  por exemplo.) mas certamente da Suna. - juntamente com o judaísmo antigo (Mosaísmo ou israelitismo) e o hinduísmo) uma das crenças que mais estimula a agressividade. 

Portanto não se trata aqui de uma fé cujos princípios pacíficos sejam mal compreendidos ou incompreendidos pelas massas despreparadas e consequentemente deturpados por elas, como folgam afirmar islamicos e islamófilos e sim de registros permeados por conteúdos agressivos, atenuados por leitores economicamente estáveis, inteligentes e civilizados. E a tendencia da Xiia já nos indica essa resposta a partir das condições peculiares ao Irã> Um país economicamente estável há séculos e herdeiro de uma civilização brilhante.

Teve assim o islã, que se adaptar a realidade da sociedade iraniana, atenuando seus ímpetos agressivos - Do que resultou, num determinado momento, a rejeição a um sunismo que, desde os tempos de sua afirmação ortodoxa - Com Achari e Gazail. - se foi tornando cada vez mais mesquinho.

O que nos facilita a abordagem da História islamica ou a apreciação dos períodos iniciais.

Forçoso entender como o declínio da civilização, da estabilidade economica e da instrução tem colaborado ativamente para que o islã se afirme em sua puridade essencial. Atente o leitor que a Ortodoxia acharita, a ascensão do Hambalismo, o Wahabismo e enfim o Salafismo são todos eventos ou fenomenos posteriores a Era de ouro dos califados omíada e abássida - E não podia ser diferente, pois a violencia, a agressividade, a truculencia, etc como os arroubos de fanatismo são típicos dos períodos de decadencia, miséria, ignorancia, etc

Via de regra citamos o genocida e terrorista Tamerlão como protótipo do anti Cristo, sem saber que era ele, não apenas um muçulmano, porém, antes de tudo um bárbaro das estepes ou alguém cuja agressividade o islã não estava posto para conter. 

De fato, apesar dos choques com o Cristianismo apostólico, foi o trato com o conquistador islamico, geralmente cordial. O que remonta ao próprio Maomé e sua suna, na qual temos que os senhores bispos de Nadjarien foram bem acolhidos e tratados com fidalguia. O corão de fato tece elogio aos Rahibs ou monges determinando que sejam acolhidos, respeitados e bem tratados. 

Daí o pacto ou tratado feito com o Santíssimo Sofronius, Batrak de Al Kudush, o qual serviu de modelo para muitos outros. Ocasião em que o próprio califa Omar ibn Katab recusou fazer preces no Santo Sepulcro por um ato de delicadeza. Alias os próprios cristãos ortodoxos do Oriente, oprimidos pelo Império bizantino e sua política (Quem o diz é Mihail, o Sírio, em sua História) chegaram a acolher os conquistadores muçulmanos e obter a paz, pelo menos durante alguns séculos.

A partir daí firmaram-se, como os antigos impérios, os califados acima citados, nos quais não era o islã majoritário ou hegemonico, correspondendo a uma dominação elitista. Dar crédito a Ibn Hazm ou a Sharistanyi, não haviam apenas Ortodoxos ou mazdeistas sob aquela dominação mas um imenso número de seitas Cristãs já conhecidas: Markinyia, Montanyia, Manikyia, Bardaisanyia, etc além de algumas religiões tradicionais, como Yazed e mesmo algumas possíveis populações pagãs... 

De fato o islã dos dois primeiros califados foi um islã cosmopolita e não uma realidade religiosa hegemonica ou ortodoxa como querem fazer passar os sunitas de hoje. Haja visto a forte presenta dos dissidentes Carijitas e Alídas ou Xiias. 

E como disse, fosse porque não havia ortodoxia sunita fixada, fosse porque as facções rivais do islã fossem numericamente equivalentes ou fosse porque o conjunto do islã não passasse de uma minoria, que as relações com os Cristãos fossem cordiais, ao menos até o ano 1.000 ou menos até, cerca de 1.100 i é, a cabo de cinco séculos ou meio milenio, quando de fato azedaram, justamente após a afirmação do sunismo ortodoxo, o qual, a exemplo da Reforma protestante, assumiu o caráter de uma autentica e sucessiva purificação religiosa e cultural.

Importante entender que assessorado por Cristãos - Inclusive clérigos. - Ortodoxos orientais, Harum al Rachid, Mamun e outros, criaram e mantiveram (Durante quase meio milenio.) a 'Casa da sabedoria' em Bagdad e que ela chegou a conservar parte do que se havia perdido com a destruição da grande biblioteca de Alexandria (No século VII). Ao menos até sua própria destruição pelos bárbaros estepários em 1258 - Ocasião em que o último califa foi eliminado, ficando o islamismo sunita sem 'Papa' ou descontrolado...

Importante considerar o domínio ou a liderança de um califa instruído sobre os adeptos do sunismo emergente.

Alias mesmo antes da eliminação do último califa, já a coisa principiara a degenerar sob o controle dos mamelucos ou dos agregados estepários. 

Aqui a baliza face a nova realidade, além da afirmação Acharita, parece ter sido o governo do fatímida Al Haquin, o qual tendo nascido de mãe Malkayia (Alazizah) - Segundo Guilherme, o Frank, e sido batizado as ocultas, mandou converter os Cristãos a força e demolir o Santo Sepulcro. Isso pelos idos do ano 1.000. Desde então os atritos jamais cessaram...

Curiosamente os turcos estepários, inda que sunitas, censuraram os árabes tanto como matadores de profetas ou assassinos dos descendentes de Maomé quanto como covardes face o preceito da jihad e a eliminação do Cristianismo. Sendo assim tomaram a peito, mais uma vez, invadir e conquistar a Europa, ao menos até serem derrotados em Lepanto. 

Ao mesmo tempo ou pouco antes, em decorrencia da afirmação da Ortodoxia acharita, foi a corrente intelectual da Mutazzila eliminada. E, desde então, o racionalismo e o liberalismo teológico foram proscritos como heresia pestilenciosa nos domínios do islã sunita. E temos esse processo descrito com detalhes na obra "A mentalidade muçulmana..." de R Reilly. 

Portanto o islã racional e aberto a cultura, frequentemente descrito pelos adeptos dessa religião, extinguiu-se a quase mil anos, justamente por ter sido reprimido por eles ou por seus ancestrais. 

E porque foi reprimido e destruído...

Porque num dado momento, após a afirmação da Ortodoxia sunita, as lideranças religiosas tomaram consciencia de que o islã da Idade de ouro ou dos dois primeiros cinco séculos era na verdade uma construção sincrética - Derivada grande parte da tradição greco romana. - muito pouco árabe. 

De fato essas lideranças parecem ter percebido o imenso risco de que o legado da razão e do livre arbítrio, tomado aos gregos por intermédio do Cristianismo, prevalece-se e destrui-se os elementos autenticamente semitas. Daí terem empreendido uma luta de morte com o objetivo de expurgar o islã ou o próprio sunita desse conteúdo exógeno - O que de fato equivaleu a uma purificação ou reforma, como a de Josias no judaísmo e a de Calvino no Cristianismo (Embora esta não reporte ao Cristianismo histórico ou primitivo.)...

Desde então ou do século XI foi o islã purificando-se e resgatando sua identidade árabe ou semita e não afastando-se dela. De fato no contexto islamico a direção tomada do Hambalismo ao Salafismo, impulsionada pelo declínio político, pela miséria e pela massificação só pode ser entendida como um retorno as origens - E a anomalia aqui foram os califados ou o islã dourado da mutazzila e dos homens da Casa da sabedoria, os quais só podem ser corretamente analisados em termos de acomodação, contaminação pagã, heresia ou apostasia...

Enfim o salafismo, tal e qual seu pai, o wahabismo, é apenas o islã mostrando sua própria cara, sem cores ou pinturas, após ter sido lavada. 










sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Breve ensaio sobre os escombros> Positivismo, Ceticismo, Etica e Utilitarismo...

 Certa vez ousou Nietzsche declarar que a cultura de seu tempo assemelhava-se a um grande campo juncado por ruínas... E já aludi a esta visão a um tempo feérica e a outro melancólica ou mesmo patética diversas vezes.

Jamais me esqueci de uma ilustração vista numa Enciclopédia ainda quando garoto - A qual mostrava Goethe com o olhar perdido diante das ruínas do fórum romano.

E no entanto Goethe contemplando o passado longevo e glorioso dos Césares e memorando os feitos de Scevolla, Furius, Cincinato, Cléia, Cornélia, etc sabe a um Homero, pois tem grandiosidade Épica.

Outro o caso de Nietzsche, o qual possuído pelo espírito dionisíaco assemelhava-se mais aquele profeta judeu que aspirava tudo arrancar pelas raízes para depois replantar; tudo abater para em seguida reconstruir, começando pelos fundamentos. São homens que empunham o camartelo e estilhaçam o belo mármore sem derramar uma lágrima sequer... Tais os iconoclastas. Os iconoclastas - Recicladores de ideais.

Tal nossa civilização - Campo em ruínas ou cemitério de ideologias putrefatas?

Desde que o Catolicismo, a ortodoxia ou a fé apostólica foi imobilizada e lançada por terra após ter imperado soberana por milênio e meio é possível parafrasear os Atos dos apóstolos e dizer a respeito de cada um dos sistemas que o sucederam: "Onde a pouco caiu teu esposo hás de cair tu também, e eis que os coveiros já se acham as portas."

Efêmero foi o triunfo do protestantismo, com seu furor bíblico e altas pretensões - Pois pelos idos de 1700 era já a intelectualidade inglesa descrita como incrédula pelos habitantes do outro lado da mancha. Que dizer então do outro lado do Reno, onde um Reymarus declarava que apodreceu o corpo de Jesus em alguma cova ignorada após ter sido roubado pelos apóstolos com o objetivo de simular sua ressurreição. Sem mencionarmos o imenso enxame de seitas descrito por Voltaire nas "Cartas da Inglaterra" e a sucessiva falencia do projeto totalitário calvinista...

Substituiu-o efetivamente a ordem materialista do liberalismo econômico ou do capitalismo, a qual, desde então, tem o protestantismo servido como um lacaio.

Entrementes veio o convívio democrático a triunfar num cenário, ainda maior: A França. Assim, em menos de século e meio as ruínas do protestantismo foram adicionadas as ruínas do antigo regime.

Resta-nos mencionar as contradições internas do capitalismo. As quais, como registrou Marx,  não tardaram a produzir miséria ou pauperização e, por consequencia a suscitar uma oposição socialista e por fim o advento do comunismo. E se o liberalismo econômico triunfara na Inglaterra de 1643, com a revolução Inglesa; seu antípoda viria a triunfar na Rússia de 1917 com a Revolução russa

Assim, cerca de 1917 as ruínas do protestantismo, do antigo regine e do capitalismo atulhavam o horizonte da civilização e prenunciavam seu ocaso. 

Em que pese outros colossos terem sido erguidos sobre elas - Ao lado do edifício um tanto combalido, mas ainda sólido, da igreja antiga. Assim o Comunismo, a democracia formal e o Positivismo (Sucessor da fé e da Filosofia) enquanto outros como o Fascismo e o Nazismo estavam a ser edificados, sendo aparentemente promissora a arquitetura do século XX...

E no entanto, abalo após abalo, todas estas construções portentosas estremeceram e vieram abaixo com grande estrondo... Até que não sobrou pedra sobre pedra.

O positivismo, que como sereia augurava as novas gerações um paraíso sobre a terra, começo a ruir pelos idos de 1918, até perder quase que todo seu encanto após a segunda grande guerra. A abominação nazista veio abaixo em 1945 juntamente com o Fascismo. Já o todo poderoso Comunismo resistiu por cerca de setenta anos, esboroando-se em 1990.

E no entanto, o desabamento mais fragoso no entanto deu-se em 1962 - a partir do Vaticano II - com a queda da igreja romana, assediada pela maçonaria, comprada pelo americanismo, flagelada pelo ecumenismo, contaminada pelo protestantismo (Protestantizada) apartada de suas tradições e privada de sua identidade... e reduzida a quase nada > Em comparação com o que fora cinco séculos antes.

E tudo quanto restou de grandioso (Junto com o livre arbítrio - Posto na mira dos ateístas e materialistas) foi a crença infantil e leviana nessa democracia meramente formal ou sem espírito, a qual é mais cria do positivismo do que herança legada pelos antigos gregos. Embora haja quem ouse apresenta-la como algo pronto, acabo e incapaz de ser aperfeiçoado, isto é, como o 'fim da História' ou o Capitalismo de Fukuyama - Pasme o leitor inteligente...

Ora, uma coisa é admitir que corresponda ela, hoje, ao melhor do quanto nos tenha restado (Refiro-me apenas a democracia ou ao liberalismo político, de modo algum ao capitalismo) e outra que não possa ou deva ser aprimorada i é ampliada, aprofundada, etc tornando-se mais funcional, eficaz, direta e popular.

Pois o palpite capitalista, segundo a qual, nossa democracia sem consciencia, se sustentará tal e qual é, ou seja, com suas limitações, vícios e defeitos, demanda uma profissão de fé bastante ousada. A qual não me disponho a fazer.

Alias - Quantos e quantos já não escreveram sobre os seríssimos problemas que envolvem nossa democracia mecanica e sem vida? Revel, Sartori, Bobbio, Ameal, Maurras, Huntington, Lucáks, Poulantzas, Gramsci, Cahn, Lindsay, Moss, Tocqueville, etc 

Há portanto chances bastante concretas de que mais e mais ruínas acumulem-se sobre a seara do velho mundo ao cabo deste século... 

Do capitalismo, que parece recuperar-se, nada devemos esperar, exceto que esgote todos os recursos naturais disponíveis, fabrique mais massas desmioladas paras serem manipuladas, incentive o crescimento irresponsável da população e conduza a humanidade a destruição, caso não entre em colapso.

O irracionalismo reinante todavia, serve-lhe de couraça impenetrável. 

Mesmo considerando que as fontes do Capitalismo ou sua causa eficiente, encontram-se dentro do próprio ser humano ou na esfera da vontade, ainda que a razão estivesse em seu zenite teria de despender considerável esforço para 'conte-lo'. Que dizer então sobre o nosso tempo ou a era do pós modernismo...

Suas contradições internas, ou fazem-no entrar em colapso ou levam nossa espécie a extinção, para a sorte das espécies que não chegamos a extinguir e que talvez sejam contempladas com uma nova chance. Salvo se a disputa pelos tais mercados conduzirem-nos a uma terceira grande guerra nuclear...

Caso o edifício da democracia formal, entre em colapso e venha abaixo, antes de converter-se numa democracia popular, real ou direta as perspectivas me parecem bastante sombrias. Na medida em que virá ela a ser substituída por novos totalitarismos - quiçá religiosos (Teocracia) - ou pelo anarco individualismo, compreendido como dissolução do que chamamos convívio social (O sonho de Max Stirner e Ayn Rand) e aqui temos algo que sequer podemos conceber, uma vez que não podemos imaginar o que jamais existiu.

Mesmo esta democracia precária, e que precisa ser ultrapassada, nos tem de fato beneficiado pelo simples fato de preservar--nos desses dois extremos perigosos representados pela tirania, o despotismo ou a ditadura de um lado e a anomia do outro.

Necessário entender que a democracia, para adquirir vitalidade, deve deixar de ser simples forma ou casca para atuar como espírito ou mentalidade na dimensão da cultura. Deve a liberdade, ao invés de ser negada pelos neuro cientistas levianos e irresponsáveis, converter-se em um valor significativo, em nome do qual as pessoas aceitem viver ou desejem morrer caso preciso for. Caso ela não produza conquistas significativas, caso não desperte amor, lealdade e coragem, caso não melhore as vidas das pessoas, correrá o risco de tornar-se indesejável e inútil.

Já as relações humanas, dentre elas a produção de bens ou seja o setor da economia, devem ajustar-se, acima de tudo as exigências da justiça. Não é o Mercado, porém a necessidade humana que deve determinar o salário, impedido assim a afirmação da miséria e evitando que a divisão social aumente até o conflito entre as classes. Tudo isto implica que a economia reconheça o primado da Ética. Me parece que não há melhor caminho que a liberdade no plano da política e restrição ou contenção Ética no plano da economia.

Resta-nos então alguma esperança?

Sim, certamente há alguma esperança, como também parece haver um poderoso obstáculo

Pois se o positivismo desabou como sistema fechado há no mínimo oitenta anos, permanece ainda vivo e pujante no plano da cultura, a partir de seus elementos dispersos ou dos escombros reaproveitáveis.

Mas qual será o problema do positivismo? Perguntará o católico ou o ortodoxo estúpido que só tem olhos para o comunismo, para o anarquismo e quem sabe para o capitalismo...

Cumpre dizer em primeiro lugar, que este modelo, pautado nas ciências exatas e biológicas, tudo envenenou e desvirtuou ao inserir-se nos domínios das ciências humanas, questão examinada com propriedade de Dilthey a Poincaré (Convencionalista) ao cabo de décadas. Mas quem hoje lê Dilthey ou presta atenção a Poincaré ou a seu cunhado Boutrou...

Observemos de passagem os estragos que causou apenas nos campos da Psicologia e da Sociologia. Quanto ao primeiro deu ele origem a toda uma corrente espúria chamada Behaviorismo - Uma análise superficial do Behaviorismo encontra-se no livro de Marilynne Robinson 'Além da razão' ed Nova Fronteira 2011 capítulo I pg 17. Já no campo da Sociologia a diversos sistemas, todos materialistas e mecanicistas, como os de Marx e de W Pareto.

Alegadamente é o positivismo (Mesmo o francês, herdeiro do iluminismo e portanto destemperado desde o berço!) enquanto filho do criticismo kantiano e do ceticismo Humeano, uma forma de agnosticismo. 

O que deveria força-lo - A respeito de tudo quanto ultrapasse da demarcação imediata dos sentidos (A empiria) - a restrição e ao silêncio, como enfatizaram os ingleses Huxley, Mill Spencer.

Apesar disto, foi o positivismo de Litreé (Alegadamente anti metafísico) sob a forma cientificista, endossando cada vez mais abertamente o materialismo, até vende-lo como científico, enquanto que a ciência, sendo estritamente empírica, é por assim dizer agnóstica face a tudo quanto ultrapasse a simples materialidade. 

Dado por inverificável o quanto esteja para além dos sentidos, fica inviabilizado ou impugnado o discurso materialista. Uma coisa é declarar que o campo da investigação científica restringe-se ao campo da materialidade ou que a ciência seja material e outra, totalmente distinta, é assegurar que não exista qualquer coisa para além da matéria - O que justamente não se pode investigar por meio dos sentidos ou da percepção. Pois dado que existisse algo para além da matéria jamais poderia ser percebido.

É coisa de simples entendimento - Sucede todavia que nem todos os cientistas são versados em Gnoseologia ou Epistemologia...

Diante disto, ao cabo de todo século XX o positivismo, sob a forma acintosa do cientificismo, tornou-se porta voz do materialismo. 

Nada contra os materialistas que tem a lealdade de fugir ao positivismo ou ao kantismo e de apresentarem-se como metafísicos.

Obviamente que tal não é o caso dos positivistas - Os quais aspiram promover a ideologia ou a elaboração mental\conceitual do materialismo como 'ciência' ou dado empiricamente constatado... Aqui há quem pretenda inclusive ser cético (rsrsrs) e ateu, cético e materialista, cético e positivista... 

No plano da cultura o quanto foi dito a respeito do ceticismo por Victor Brochard, em sua extensa monografia sobre os céticos gregos foi reproduzido em gênero, número e grau pelo insuspeito G Sorel.

O qual também pode verificar que é o materialismo - E ainda mais o ceticismo - uma ideologia 'de crise', a qual ele vinculou ao fim do mundo antigo... Antes do mundo antigo ter se lançado aos braços do mitracismo, do gnosticismo e do Cristianismo havia se lançado nos braços do ceticismo e do materialismo. 

Não passou em sua totalidade da razão a fé ou ao fanatismo, mas, a partir da segunda metade do século III d C do irracionalismo ao misticismo (No qual o próprio neo platonismo se havia transformado) e enfim as crenças; sendo recuperado para a razão ou a teologia, por um Cristianismo (A Ortodoxia oriental a partir do século VI d C) que havia incorporado Aristóteles e que viria dar origem as diversas escolásticas. 

Embora alguns digam que este homem antigo fartou-se da razão, parece que foram mais propriamente as condições sociais adversas que fizeram este homem dela desconfiar até a negação ou ainda que a dúvida insuperável e pessimista foi potencializada pela situação externa do mundo, (Assim por calamidades naturais, conflitos bélicos, epidemias, miséria, etc) a qual parece ter repercutido negativamente nos domínios do intelecto, fazendo com que muitos passassem a desconfiar até mesmo de si próprios.

Assim o homem de hoje é precipitado pela crise do tempo presente nos braços das ideologias negativas que reforçam essa mesma crise. 

O homem angustiado ou neurótico da Sociedade do capital - Que trocou a família pelo culto ao trabalho e a viu sucumbir. - chegou a duvidar seriamente de sua capacidade e a sentir-se de todo incapaz ou inábil. 

Isso a um tal ponto que bastou a falsa religião apresenta-lo como culpado, impuro, corrupto e isento de qualquer qualidade para ele acreditar e encarar a si mesmo dessa forma.

Desde então a própria sociedade, enquanto convívio dos homens, não encontra regeneração... Uma vez que a partir do nada ou do vazio não se constrói coisa alguma. Uma vez que o nada o torna ainda mais frustrado. Uma vez que a impotência produz apenas decepção. 

Mesmo antes de ter tirado sua máscara e assumido aquele viés materialista que haveria de caracteriza-lo posteriormente, o positivismo, desde os tempos de Litreé, tendo declarado guerra a metafísica ousou repudiar a viabilidade da Ética enquanto valor universal e unificador. 

Já Brochard, em sua já citada obra, havia registrado que os antigos céticos costumavam ficar exasperados quando seus contraditores embrenhavam-se pelo caminho da ética, uma vez que nada tinham a oferecer e eram levados a admitir que absolutamente tudo era permitido... 

O que evidentemente assombrava seus contraditores, embora de modo algum assombre o homem leviano do século XXI. 

Mason acaba de morrer e esse Mason que acaba de morrer, foi quem urdiu o assassinato de Sharon Tate, seu filhinho e seus hóspedes, alegando que 'Tudo era permitido' uma vez que ele e seus seguidores não admitiam que assassinar, roubar, etc era errado... E como nada de externo ou de objetivo ao individuo além da sociedade falível... Como não há uma Ética transcendente, universal e unificadora... Com que direito podemos nós, a partir de nossos princípios e valores individuais, subjetivos e relativos julgar um Mason, um Streicher ou um Maníaco do parque e com que direito os podemos julgar e punir...

O que nos faz julgar e punir, com absoluta propriedade, tanto um Hitler quanto um Goebels ou um Himler é uma lei natural, essencial e comum que transcende a cada individuo e é fonte de direitos inerentes para todos os seres humanos. É sobre este conceito ou noção que se assentam os fundamentos mais remotos de nossos aparelhos judiciários.

Eliminado esta lei natural e estes direitos inerentes, como querem Kelsen Ross, apenas a instância social ou o poder político sobrepõe-se a pessoa.

Aparentemente semelhante doutrina não parece apenas inofensiva mas até sensata... 

E no entanto quantos não foram os crimes cometidos pelas sociedades, estados e organizações políticas ao cabo da história... A escravidão negra nos EUA, o Apartheid na África do Sul, os Campos de concentração nazistas na Alemanha, etc 

Daí Thoureau ter elaborado a doutrina da desobediência civil, embasada na consciência pessoal, a qual é tão digna e nobre quanto o poder político o é. 

Assim se Ross Kelsen personificam CreonteAntígona é feita valer pelo autor de Walden. Importa que hajam valores objetivos, comuns e essenciais acima de Antígona, Creonte, Ross, Kelsen, Hitler ou Mason... Aos quais se possam reportar todas as pessoas e sociedades.

O positivismo, todavia - E por questão de crenças ou de metafísica. - não o pode admitir...

Afinal Justiça e Liberdade são conceitos puros, que não podem ser experimentados, vistos, pesados, medidos, contados, etc E, sendo assim não existem apenas nos diferentes indivíduos, porém de diferentes formas. E o que é liberdade para um já não o é para outro... Nada de objetivo e externo aqui. 

Caso a justiça exista externamente e tenha uma forma comum, terá de existir e de subsistir imaterialmente... 

O que o positivismo não pode admitir. 

Sendo assim todo essencialismo ético, todo universo socrático/platônico é fundamentalmente abalado pelo positivismo. Pois é metafisico duma metafisica imaterialista ou espiritualista sem a qual a solução ética formulada pelo filho de Fenarete vem abaixo e desabada fragosamente. Enquanto ali, ao lado, diante dele, está Trasímaco, partidário de Creonte ou da força, do poder arbitrário.

Lamento te-lo de repetir pela milésima vez neste tempo em que se fala, tanto e tão levianamente, sobre ética. 

Afinal o grande mérito do pós modernismo anti positivista foi dar razão aos Católicos e reabilitar o tema da ética. Sem no entanto saber ou poder soluciona-lo, pela via do irracionalismo. Posto que por via do irracionalismo nada se soluciona ou conclui. 

Seja como for do positivismo jamais partiu qualquer sistema de ética, e ele jamais ocupou-se da ética mesmo quanto não chegou a nega-la honestamente com Litreé... O máximo a que seus profitentes chegaram foi a identificar a ética ou os valores com uma dada cultura humana, o que nos leva, não apenas ao relativismo, mas, como já foi dito, a instância da sociedade, como sendo o padrão com que nos deveríamos conformar. 

Ao postular o relativismo Etico ou cultural Durkheim, Levy Bruhl e os seus, ao menos remotamente, forneceram um suporte perfeito para Kelsen e este um suporte perfeito para a estatolatria e conformismo típicos do ceticismo enquanto negação de um modelo ideal. 

Foi assim com Pirro na antiga Grécia, e, ninguém mais conformista e conservador do que ele, dirá o citado Brochard... e não poderia ter sido diferente, pois como assevera Recaséns Sichens, não há crítica ou resistência, ou oposição possível a um dado concreto sem que haja uma instancia ideal. 

Negando doentiamente essa instância ideal e portanto, na mesma medida, a correção ou mudança, ceticismo e positivismo (Um Ceticismo ametafísico ético e estético.) tendem a ser conformar com o que é e a fazer com que nos submetamos docilmente a um veredito social que nem sempre é certo.

Remova a ética no entanto e que nos restará: O racismo, o escravismo, a tortura, o machismo, a pedofilia, a guerra, a matança de animais, etc

Irrelevante ou mesmo ocioso condenar tais monstruosidades em nome do individuo, da autoridade ou do grupo social. Pois alguém mais atilado, como um Mason, percebendo o logro, sempre poderá classificar tal condenação como mera opinião e discordar. 

É necessário condenar o machismo, o racismo, o odinismo, o adultismo, o especismo, o escravismo, etc em nome de um princípio objetivo, comum e superior a todos. De modo que a condenação seja categórica e o castigo justo.

É necessário fulminar tais vícios com uma condenação absoluta e  irretorquível. 

A qual independa da anuência ou da vontade dos indivíduos. 

Em nome de uma lei a que eles não poderão furtar-se porquanto sob quaisquer alegações.

O que sempre nos levará ao conceito de Lei natural, digo de que a Etica corresponde a uma Lei natural tão impositiva quanto a Lei física ou a Lei biológica.

O materialismo jamais ultrapassara o utilitarismo crasso i é aquele de Benthan, o da pior espécie... Mesmo porque Benthan, por questão de princípios jamais poderia considerar algo de unificador num universo puramente material. O quanto podia ele ver eram apenas elementos dispersos: Arvores, animais, casas, grupos sociais, culturas, opiniões, pontos de vista, etc sem qualquer mínima conexão ontológica.

Todos estão fartos de saber que o utilitarismo original, concebido por Benthan a partir do ateísmo ou do materialismo foi um utilitarismo individualista capaz de justificar Mason, Hitler, Tamerlão, etc

O que forçou J S Mill inserir naquele sistema o elemento da alteridade ou da empatia, o qual ele disse ter tomado ao catecismo ou ao Evangelho. Que os ateus, materialistas e positivistas (Não me refiro a bíblia ou antigo testamento e nem mesmo as cartas dos apóstolos porém as lições de Jesus ou a suas palavras assentes nos quatro Evangelhos - Quero deixar isto bem claro.) encaram como uma produção grosseira.

Solidariedade ou empatia empiricamente falando nada é. 

Por via do materialismo somos seres separados uns dos outros e não podemos jamais fugir ao individualismo com todas as suas funestas decorrências. 

Mas temos os mesmos corpos! 

Não, não temos os mesmos corpos. O que temos são corpos semelhantes quanto a forma ou a constituição, mas diversos quanto a extensão e por isso a dor sentida por um não jamais se propaga ao corpo do outro... 

Mas eu talvez venha a passar pela mesma situação... Isto continua sendo sempre uma mera suposição, a qual, rigorosamente falando não nos obriga a coisa alguma. 

Todo e qualquer sistema de ética que parta do materialismo jamais conseguirá opor-se com sucesso ao individualismo. Serão individuos buscando suas vantagens, bem a gosto do darwinismo social, o primo cientificista do utilitarismo benthaniano por sinal.

Considere o leitor o caso de tais indivíduos terem que matar, roubar, mentir, trair, etc 
para obterem os resultados a que aspiram, se realizarem e assim conquistar a felicidade? 

Fará voce um belo sermão dizendo que cada um deles deve abrir mão da própria felicidade ou imolar-se... Com base em que experiencia ou constatação empírica... Só se for com base nos romances da Bárbara Cartland...

Dirás que o direito deles termina onde começa o do outro... Que devem se colocar no lugar do outro... Que é errado... Etc

Pois bem, onde e por que modo são tais afirmações comprovadas pela ciencia.

Pelo contrário> O que mais vemos nesse curioso mundo são cientistas de tendencia darwiniana (Pobre Darwin) ou darwinistas sociais, publicando livros nos quais declaram que a traição, a mentira, etc corresponderam a mecanismos ou a estratégias evolutivas...

Teme ao menos - O criminoso, dirá voce. - ser apanhado pela justiça, ser descoberto, ser preso, ser punido, etc

O conselho até seria bom caso não deixa-se implícito que um crime não descoberto ou punido nada significa. 

Aqui, o quanto nosso defensor da 'Teoria pura' esta fazendo é, na prática, estimular o crime perfeito, por parte dos que se acham habilitados. Provavelmente voce responderá dizendo que não existe o crime perfeito - Ao que posso objetar: Alguns crimes são de fato tão perfeitos a ponto de voce, ignorando-os poder negar confortavelmente sua existencia. Direi no entanto que antes do DNA inumeros crimes foram 'relativamente' perfeitos e que outros só foram descobertos décadas após as mortes de seus autores, os quais de fato jamais responderam por eles ou receberam punições conseguindo burlar a justiça humana.

Naturalmente que se alguns conseguiram, alguns outros que tem perfeito conhecimento dos fatos e que se julgam competentes - Já dizia Cecília Meirelles Nada mais comum do que alguém atribuir a si mesmo excessivo valor... 

Sendo assim, ao menos para algumas pessoas pretenciosas a  impunidade por si só, face as autoridades humanas, equivaleria sempre a um estímulo ou a uma permissão, para que cometessem crimes.

Senso assim a doutrina utilitarista individualista corresponde, sob todos os aspectos possíveis a um fiasco completo.

Hume merece certamente ser aplaudido por sua honestidade e franqueza, quando partindo de seu ceticismo inveterado, teve de concluir que o assassinato não constitui um mal em si mesmo e que a única coisa que o transforma em crime é a lei baixada pela sociedade. 

Portanto não havendo punição ou lei externa não haveria crime.

Tortura e estupro tampouco seriam males condenáveis em si mesmos, exceto se condenados pela sociedade. 

Agora imaginem uma Sociedade que aprovasse a tortura, como a Comunista, a Fascista, a Nazista - ou uma outra, como a islâmica, onde estupro de vulnerável ou de infiel fosse autorizado... 

Eis para onde nos levam Hume e o querido ceticismo...

Agora reflitamos sobre o que sucederia caso as pessoas, em especial as massas ouvissem-no e o levassem a sério.

Reflita! 

Imagine uma Sociedade em que o sistema de Mill fosse adotado sem os atavios tomados ao Cristianismo (Tornando a ser o de Benthan) com sua ética revelada... Sim, pois o outro nome do utilitarismo individualista é darwinismo social; amiguinho Benthan e amiguinho Spencer estão de mãos dadas... E nessa sociedade regida por princípios egoístas; compaixão, amor, justiça, etc não apenas carecem de todo sentido ou são meros nomes como representam desvantagens em conflito com as investigações científicas.

Agora veja um clamoroso exemplo ou reflexão que tomo Peter Singer - Por que raios continuamos a torturar e matar animais inteligentes, como cobaias, ratos, macacos, cavalos, cães, gatos, etc com as bençãos dos cientistas positivistas e dos patrões ou empresários apenas para emprega-los em 'experiencias' (Torturas escabrosas, repito) e ter uns sabonetes, perfumes, xampus e desodorantes, e medicamentos, melhores ou ainda para adquirir uns certos conhecimentos... Por que continuamos a fazer isso após sabermos que tais seres não apenas são sensíveis, como auto conscientes, resistentes a morte e sobretudo inteligentes...

Trasímaco responde: Fazemos isso primeiramente porque podemos ou temos força, armas, etc e em segundo lugar porque obtemos vantagens ou benefícios> Eis ai o belo utilitarismo produzindo seus frutos podres i é uma autentica hecatombe! E os cientistas acríticos e negadores da Etica e de lei natural, executam, aplaudem e defendem tudo isso, para depois criticarem os religiosos ignorantes e iletrados que sacrificam animais a seus deuses... Eis a estirpe dos evoluídos positivistas...

Observem mais uma vez este trágico quadro - Utilitarismo, Individualismo e Darwinismo social... 

E reflitam sobre de que maneira poderiam tais doutrinas servir de anteparo as culturas de morte do Anarco individualismo, do Fascismo, do Nazismo e do Comunismo... 

O positivismo, o cientificismo, o ceticismo, o materialismo e sobretudo o ateísmo jamais poderão servir de fundamento a qualquer sistema de Etica nimiamente humanista i é capaz de proteger, valorizar e promover o ser humano face aos clamores das culturas de morte acima citadas! Que dizer então sobre uma Etica supra especista capaz de vindicar os direitos dos animais acima citados!

Afinal sempre serão sistemas estruturais ou funcionalistas a que sempre se poderá escapar. 

Não cogitam em eles em liberdade ou justiça e por isso jamais serão capazes de inserir vida em nossa democracia semi morta ou de reformar as instituições econômicas produzindo uma sociedade mais solidária e fraterna. 

Não devemos esperar qualquer redenção do positivismo ou de seus tentáculos, tampouco do empirismo e do ceticismo e enfim do pós modernismo. Desse balaio não saí Etica alguma. 

Assim enquanto mais e mais escombros vão caindo sobre nossas cabeças (E diante do cenário feérico que é este imenso campo, coberto por ruínas monumentais.) só nos resta ir bater a outras portas...

Seremos capazes de reconstruir alguma coisa??? Não sei, não sei, não sei; mas certamente devemos tentar...

Poderemos aproveitar algum material?

Mármores e pórfiros sempre podem ser reaproveitados com sucesso...

Reciclagem é sinal de inteligência...

Algo há que possa ser recuperado?

Veremos, veremos...

Precisamos porém de um elemento coordenador...


Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Protestantismo
  • Capitalismo
  • Comunismo
  • Anarquismo
  • Conservadorismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc

O abismo pós modernista

Aqui algo de ao menos parcialmente novo.

Pois se no papismo, no protestantismo (Apesar de seu conteúdo cético!), capitalismo, comunismo, anarquismo, conservadorismo e fascismo temos a afirmação de algum conteúdo, com o pós modernismo> Ceticismo, subjetivismo e relativismo, chegamos as portas do nihilismo ou ao nada absoluto.

Até o iluminismo, empirista ou materialista, tínhamos ainda alguma fé, fosse mais forte com a ortodoxia, o episcopalismo ou o papismo, mais fraca com o protestantismo, absoluta e cega com as seitas... havia fé.

Restou-nos por pouco tempo a Filosofia ou Metafísica, de pronto abatida por Hume, na Inglaterra, por Kant (Arauto de Lutero) na Alemanha e enfim por Comte na França... Cerca de 1840\50 removeram-nos o racionalismo.

Porém, desde Condorcet restou-nos a Ciência, com suas douradas e paradisíacas promessas para o futuro. Até a explosão das duas grande guerras... E foi-se a ciência. Todavia, ao menos no Leste, restavam a velha mística em torno da ciência, associada ao comunismo e suas visões futurescas - O que perdurou até a queda do mudo de Berlim em 1989 e ao colapso da URSS no ano seguinte.

Então o nada> A negação da realidade, a pós verdade, o domínio das narrativas, o 'imaginário coletivo', a 'construção social'... 

Sucessivamente foram as ilusões (Em torno de alguma verdade) caindo, uma após outra> Fé\Religião, Filosofia (Ética e Estética), Ciência e Revolução... A ponto do insuspeito Nietzsche contemplar uma Europa coberta por escombros e ruínas.

Parece que o comunismo e o positivismo não deram cumprimento a suas promessas, tal e qual haviam falhado o capitalismo e o protestantismo antes deles. 

Mas a questão aqui não é essa...

Pois apesar das sucessivas infidelidades e desmoronamentos sempre havia alguém disposto a coletar os cacos e construir um novo castelo ou fortaleza: Smith, Marx, Condorcet, Comte, Proudhon, Bakunin, Maurras, Mussolini... 

E era a utopia levada adiante...

Até que com Stirner, Nietzsche, Derrida, Foucault, Rand, etc chegaram os demolidores.

Após os quais restaram apenas escombros e ruínas, ou mesmo algum pedaço de carne fresca que o gusano ateísta busca devorar ou consumir com voragem... Referi-mo-nos aqui ao livre arbítrio ou da livre vontade, atacada com ferocidade por Skinner, Pinker, Roth, Sapowsky... Com efeito a neurociência dos 'ateistas' opõe-se decididamente a existência do livre arbítrio por ter dificuldade de explica-lo a partir de sua ideologia ou metafísica podre.

Assim, se o livre arbítrio não se encaixa muito bem como nosso materialismo mecanicista tosco, bora repudia-lo... 

Portanto - Mesmo no escuro reino do nihilismo, expandem-se as negações, sendo a negação dada por verdade...

Nada de novo debaixo dos céus - Há dois ou três séculos os céticos encantam os idiotas ao por tudo em dúvida, exceto o ceticismo, a que se apegam como um dogma. 

Aqui, sem sermos materialistas temos de admitir que, ao menos em certa medida, a atmosfera social exerce relativa influência sobre o mundo das ideias. 

Um franco realismo obriga-nos a admitir que quando uma sociedade está a progredir, avançar, a evoluir, etc Cria ou produz ideologias com um conteúdo bastante rico ou ideologias de afirmação, de certeza, de posse; enfim ideologias otimistas.

Outro o caso das sociedades quando abaladas por alguma calamidade social ou das sociedades fracas e decadentes. As quais tendem a abraçar, reproduzir ou criar ideologias de negação postas para o desespero.

O que já sucedeu mais de uma vez.

Assim os séculos IV e III a C > Período em que os planos de Aristóteles, assumidos por Alexandre, principiaram a dar errado, na medida em que Diadocos e Epígonos disputavam os restos de seu império e mergulhavam toda aquela parte do mundo num mar de fogo e sangue - Debutou o ceticismo de Pirro.

E novamente, quando o Império romano veio abaixo, tivemos o florescimento da Teurgia i é da feitiçaria ou da bruxaria (Com Jâmblico) em plena academia de Platão! E era isso o neo platonismo, ao menos em sua derradeira fase... E temos no campo da Teologia, o maniqueu Agostinho de Hipona, com seu pecado original e sua corrupção total da natureza, enquanto é Roma conquistada por Alarico e seus Godos...

Assim se Orígenes é o Teólogo otimista daquela Roma ainda forte e segura sob Aureliano, Agostinho...

Mesmo nos domínios da infidelidade islâmica, Gazail fez seu ataque a razão, aos racionalistas mutazzilas e aos escolásticos quando o califado estava já sendo estraçalhado pelos mamelucos fanáticos desde 909, culminando esses desastres com a ascensão de Al Haquim e enfim com a destruição da casa da Sabedoria de Bagdad em 1258. Foi este período um período de crise política, dissolução, violência, guerras, etc o qual resultou na consolidação definitiva do fideísmo irracionalista acharita.

Fácil compreender que para a Europa contemporânea, foram das duas grandes guerras mundiais, eventos similares aos conflitos que marcaram o período helenístico, a queda do império romano ou a dissolução do califado abássida, isto do ponto de vista do impacto psicológico. Se a guerra dos Trinta anos abalou a fé Cristã e as guerras napoleônicas atingiram a fé romana, as duas grandes guerras além de terem abalado mais uma vez a fé romana, destruíram da noite para o dia a fé positivista na ciência e ainda conseguiram respingar alguma lama sobre a fé capitalista... 

Daí a ascensão do ceticismo, do relativismo e do subjetivismo, enfim do modernismo e do pós modernismo enquanto doutrinas de negação. O quanto restava do outro lado do muro, como já sabemos, desabou pelos idos de 1989, provocando outra onda de desapontamento ou de ceticismo, entre os ocidentais.

Disto resultou, a partir dos anos 90 e nas duas primeiras décadas do terceiro milênio na afirmação do pós modernismo ou da pós verdade, etc, etc, etc

Parece que no fim das contas não havia mais sinal de esperança nos domínios da cultura ocidental. Por fim a construção das ideologias cessou, e parece que o nazismo foi a última delas. O quanto basta para demonstrar como a construção degenerou... Talvez muitos tenham concluído que era já a hora de parar. E que essas elaborações metafísicas ou racionais eram uma autêntica calamidade.

A impressão que se tem é que as grandes guerras produziram uma aversão a qualquer tipo de proposta ou ideário mesmo que suavemente reformista supostamente derivado da reflexão. Os conservadores de matriz agostiniano ou luterano tornaram a apontar a razão ou o racionalismo como sendo o vilão... Os resistentes do positivismo editaram mais uma vez o discurso em torno da 'coisa dada'... E todos os demais abraçaram o novo credo iconoclástico e vazio do pós modernismo, alegando que tudo quanto existia ou sobrevivia era o discurso, a narrativa, o imaginário coletivo ou a construção social, enfim a pós verdade...

Em seguida, o dilúvio...

Abriram-se as velhas comportas cerradas há séculos com portas de aço, e desde então, sem concorrência alguma, foram entrando os fios e as ondas do fundamentalismo religioso, espantando para a periferia do mundo.

Na conta do pós modernismo, com sua negação da verdade, seja científica, metafísica ou religiosa, devemos creditar a afirmação e expansão da treva fundamentalista no ocidente, seja ela protestante (Nos EUA e na América) ou islâmica, na Europa. 

Afinal que poderíamos opor nós as falsas verdades alegadas pelos fanáticos de plantão... Narrativas, discursos, versões... kkkk A moeda falsificada só se pode opor com sucesso a moeda verdadeira. 

Por mais que o pós modernismo negue, é fato que o intelecto humano está posto para a verdade, que pugna por ela e que ela apenas o satisfaz. 

Inútil oferecer coisas reformadas para a contemplação do intelecto racional, como intentou o protestantismo. Verdade seja dita quem se deleitaria  com com um sapato, uma camisa, uma moto ou mesmo uma casa reformada, podendo ter uma nova?

Nem mesmo comida requentada ou refeita apreciamos, quanto mais verdades divinas requentadas ou reformadas. 

Tanto pior para nós a ausência ou negação da verdade. Naturalmente que uma bananeira ou um limoeiro não se podem sentir frustrados caso não frutifiquem ou deixem bananas ou lições.

Outro o caso da criatura, ao menos em parte racional e sensível, que desespera de obter algum conhecimento válido e consistente. Negado ao Homo Sapiência o conhecimento, tudo quanto lhe resta é a decepção. Seguida pela frustração, pela angústia e enfim, por vezes, a alienação mental e o suicídio. 

Pois não existe o ser humano para o nada ou o vazio porém para a posse. 

E sua condição não se conforma por completo com a ausência.

A posse de ao menos algumas poucas e elementares verdades certas, válidas, indubitaveis e consistentes é indispensável a sanidade mental e a construção de uma personalidade forte.

Nem é possível constatar se a proliferação das doenças mentais no mundo contemporâneo é um sintoma ou uma das causas dessa calamidade. 

O problema crucial é que a falta da verdade pode produzir compulsão. A ponto da pessoa angustiada aceitar qualquer coisa, aliás duvidosa e infundada. Como mitos religiosos de talhe fetichista, conhecimentos alegadamente reformados ou enfim ensinamentos anti éticos ou mesmo bárbaros.

Não nos surpreende portanto que um cético ou negacionista radical passe facilmente ao extremo oposto i é a aparência de uma verdade totalitária que estimule a intolerância.

Afinal todos sabem muito bem como se comportam, a maioria dos humanos após longo período de fome ou jejum...

A Europa atual, desnutrida e famélica, por conta da brincadeira pós modernista, chegou já a esse ponto... De regastelar na lavagem do fundamentalismo árabe...

Então você já sabe perfeitamente bem o que produziu o avanço e potencial triunfo do califado islâmico na Europa> O pós modernismo, com sua leviana negação da verdade e repúdio ao conhecimento.

Creio porém que ainda haja tempo para fazermos uma arqueologia dos saberes ou regressão da cultura, recuperar nossos fundamentos e por assim dizer 'salvar' este projeto de civilização que ainda se não concretizou.

E é claro que não estou me referindo a protestantismo ou capitalismo, os quais representam o desvio quase inicial e o início da 'crise' porém a nossas raízes clássicas: Socrático/Aristotélica e talvez, ao Cristianismo antigo ou episcopal. 

Reflitamos...

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domingo, 3 de dezembro de 2023

Oclocracia ou, quando a Democracia desanda...

Dever nosso, i é, dos que sustentam os ideais do Liberalismo político e da vida democrática, velar para que nossa democracia não se venha a converter numa qualquer outra coisa ou em algo que os antigos chamavam Oclocracia, ou seja, o domínio das massas imbecis.

De fato um conceito sadio de democracia supõe sempre algo a que se chame povo ou um conjunto de cidadãos. Em contraposição a povo temos massa, algo inconsciente e formado por homens e mulheres ignorantes, idiotizados, acríticos e manipuláveis. 

As massas não parecem ter ideais muito elevados e por isso mesmo contentam-se em ter satisfeitas suas necessidades mais elementares como comer, beber, fumar, procriar e curtir, nada muito além... Via de regra são as massas miseráveis ou carentes de quase tudo, e por isso seus ideais são básicos ou elementares...

Isentas de qualquer ideal político as massas não oferecem qualquer perigo para os poderosos ou para os demagogos. 

Já por serem extremamente dóceis e manipuláveis.

Por questão de necessidade as massas se vendem e vendendo-se são contidas.

Basta que o líder ou os lideres lhes deem> Pão e circo i é Pão, churrasco, cerveja, sexo fácil, fumo e ruídos para que se satisfaçam e não incomodam. As massas contentam-se com migalhas ou esmolas ofertadas pelos demagogos e por isso são oportunas.

O cidadão, tendo uma condição de vida média e satisfeitas suas necessidades básicas, bem pode alçar-se as regiões do abstrato, idealizar algumas coisas - Como a partilha do poder! - e aspirar por elas. Por ter atingido certo nível de consciência é o cidadão uma ameaça para o demagogo e também para o patrão, para o mago...

As massas e o zumbi, não incomodam a quem quer que seja, não representam ameaça alguma, não são causa de inquietação...

E no entanto a questão que aqui se coloca é a do acesso ao poder.

Pois desde que mundo é mundo, são as massas, sutil ou declaradamente, controladas.

A bem da verdade são compradas por meio das migalhas ou esmolas que recebem.

E sendo as massas o que são, não vejo outra solução possível.

Por isso a Democracia atribui o acesso e o controle do poder a outra entidade, a que chamamos Demos ou Povo, uma agremiação formada por cidadãos conscientes, a cidadãos formados por um processo educativo ou emancipatório.

Agora para que tal elemento político - O Povo, exista de fato, é necessário um ingrediente econômico.

As massas alienadas tanto hoje quanto nos belos tempos do Império romano, são formadas pelos miseráveis, pelos que quase nada tem e pelos que, quase nada tendo, sequer podem satisfazer suas necessidades básicas. Posto que a miséria produz a dependência e a falta de acesso a educação produz a conformidade.

Uma economia que produz miséria impulsiona o processo de massificação e tira vantagem da massificação, gerando um círculo vicioso reforçado pelo fundamentalismo religioso e pela tirania ou pela demagogia. 

Para que haja povo ou um conjunto de cidadãos conscientes, devem eles, economicamente falando, gozar de uma condição média > A qual lhes franqueie acesso a certo nível de comodidade ou conforto, e possibilite a formação do espírito por meio da instrução.

No tempo presente, as estruturas econômicas, a situação política e certas expressões religiosas, conjugaram-se, tendo em vista a produção de massas ou de pessoas sem consciência. Isto porque almejam controla-las econômica, política e socialmente, tornando sua servidão invencível.

Se o setor responsável por gerir o processo educativo, curva-se diante dos poderes econômicos e diante dos clamores suscitados pelo sectarismo religioso, não se deve esperar coisa alguma dele, a exceção de uma instrução aparente.

Oferecer as massas uma educação de qualidade ou uma instrução esclarecedora equivaleria a entregar aos presos a chave da cela, e o carcereiro, imbuído de sua vocação, não o fará.

Temos massas, fabricação acelerada de massas, despersonalização, desumanização... E temos um discurso politicamente liberal ou democrático, o qual, dentro de certas condições é não apenas válido como desejável.

Eu aspiro por ideais democráticos e por uma vida democrática que garanta, na perspectiva mais ampla, o exercício das liberdades.

Porém democracia só se faz com povo ou é feita, é construída, é implementada, pela atuação de cidadãos conscientes. Alias quanto mais direta um democracia é, melhor é.

Com massas o que temos jamais será democracia porém Oclocracia. Algo em entram diversos ingredientes, como demagogia, certo nível de manipulação ou dominação sutil e acordos.

Implica a Oclocracia, que as massas tenham certo nível de acesso ao poder ou que obtenham algo em troca - Como o cão, a quem o gatuno atira um osso, para poder ter acesso a casa que pretende roubar... As vezes esse osso poder até ser um pedaço de carne ou mesmo um suculento bife - Uma vez que o assaltante obterá ouro...

É uma espécie de troca. 

Por meio da qual as massas alienadas obtém os 'bens' que, por absoluta, falta de educação ou instrução, veio a desejar - Pois caso fosse educada aspiraria por outras coisas ou por verdadeiros bens.

Contentam-se as massas com - Futebol, carnaval, novelas, showzinho gospel, falsas moralidades, cachaça, fumo, drogas, sexismo, etc enquanto os demagogos rapinam o erário. Fornecido o ópio ou o circo, as massas não se mexem, não se movem, permanecem inertes...

O Estado demagógico, por meio da cultura, condiciona as massas a fruírem de tais 'bens', inclusive ocultando-lhes outros bens, que de fato são bens. Apenas para em seguida fornecer-lhes tais bens, e assegurar a paz: "O que eu quero é ser feliz na favela onde eu nasci.".

Mas só é feliz na favela e nela deseja viver, quem por ignorar horizontes mais amplos, cuida ser ela, a favela, o mundo...

Ocultem o mundo, o outro mundo, aos aprisionados, e eles se sentirão super felizes dentro da caverna...

A Educação hoje consiste basicamente nisso: Em mostrar o que já se conhece e jamais apresentar o que não se conhece ou ignora. E nem podemos aspirar pelo que ignoramos.

Mantemos o discurso em torno da democracia e do liberalismo político, mas não concedemos as massas pleno acesso ao poder.

É o caminho da Oclocracia. 

A passagem para o caos.

Pois em certo momento poderão as massas exigir mais.

E se um dia, por obra do deus acaso, conquistarem o poder e exercerem o controle...

Conhecemos, lamentavelmente, a ditadura de um ou de alguns.

Que seja ditadura de um grupo social ou uma ditadura de massas, ignoramos supinamente.

O quanto quero dizer é que ao fabricar massas podemos estar forjando um futuro terrível ou pior que tudo quanto já vivenciamos.

Deveríamos estar instruindo, educando, formando cidadãos críticos, dirigindo para a Ética, personalizando, humanizando... 

O que o Estado, a serviço do lucro e da superstição, tem feito é semear a miséria, despersonalizar, desumanizar, promover a ignorância, expandir a alienação, etc - Com o que se solapa a democracia e se suscita críticas intempestivas, não poucas vezes justas.

Não poucas vezes o que se repudia e combate não é a Democracia ou o tipo ideal de vida democrática porque aspiramos e sim essa corrupção chamada Oclocracia - O domínio das massas idiotizadas. 

Muitas vezes o que se rejeita e combate é apenas sombra de democracia ou uma democracia degenerada e decadente.

Tal o quadro sinistro das coisas...

Nossa democracia se vai desacreditando.

O clamor das massas imbecilizadas e satisfeitas aumenta dia após dia. Como nuvens que prenunciam uma tempestade...

No Brasil parte das massas identitárias ocupa-se de coisas totalmente inúteis, como em elevar o Funk e o 'ripe rope' ou a dança de rua, as alturas... Enquanto o outro lado, deseja a instauração de uma Teocracia bíblica...

De extremo a extremo vagam as massas... 

E não sabemos no que resultará tudo isso.






segunda-feira, 26 de julho de 2021

A farra do Borba Gato... Bolsonaro... Nem Revolução nem origem periférica...

A esquerda cirandeira finalmente pegou Borba Gato, com quase trezentos anos de atraso...

Chegado no entanto o momento de acertar as contas foi o implacável bandeirante surrado como Judas em sábado de aleluia e em seguida atearam-lhe fogo.

Claro que o velho safado nada sentiu, posto que morto e apenas representado em sei lá o que. Pois não gastei meu precioso tempo com o saber se era a dita estátua de mármore, granito, pórfiro, etc

Tampouco me dei ao trabalho de averiguar se possuía ela algum mérito estético.

Afinal a tal estátua não me importa muito. 

Sim o ato da esquerda pós modernista comemorar sua destruição, prenúncio, segundo eles de uma Revolução que, pasmem, virá da periferia... Da mesma periferia a um lado dominada pelo crentismo e cada vez mais conservadora e a outro guiada pelos 'acordes' do Funk ou do Baile na Favela, alias, para a vergonha dos brasileiros musicalizados, executada nas Olimpíadas de Tóquio... - Tal a aurora da Redenção cósmica chamada Revolução, quiçá feita com as nádegas ou os peitos balançado, quiçá feita com gestos que aludam ao coito, pelos tigrões e pelas cachorras.

Os marxistas 'ortodoxos' com seu etapismo mecanicista, filho do vezo materialistas, decerto equivocam-se a respeito de muita coisa. Sem no entanto ser ser esdrúxulos como a degenerada esquerda pós moderna...

Com seu funk, sua queima de estátuas, seu identitarismo sectário (Não sou como os marxistas ortodoxos contrário ao identitarismo porém contra o identitarismo sectário cujos membros costumam olhar apenas e tão somente para o umbigo do próprio clã - O que encaro como inevitável abuso ou excesso.), etc

E no entanto, dirão eles, tais estátuas são símbolos de poder... 

Pera lá sr cirandeiro, símbolos do poder de quem ou de qual poder?

Do poder bandeirante ou dos bandeirantes?

Diga-me então onde está ele?

Onde estão os Anhangueras, os Gatos, os Fernão Dias, etc???

Só se exercem algum poder no cemitério, ou no além túmulo. 

Caso em que caberia uma intervenção espirítica e não uma intervenção material.

No entanto, diz o sr cirandeiro, teve tal poder continuidade...

Um momentinho sr cirandeiro. Sou educador e licenciado em História... Escusado dar-me aulas e expor-me como aos bandeirantes sucedeu - No estado de S Paulo pelos anos de 1890 ou mesmo antes. - uma venenosa cultura bandeirista e como inspirou ela a princípio o PRP, em seguida a ARENA, o PDS, o PFL e o nosso DEM... sendo alias incorporada elo PMDB e pelo PSDB. 

Efetivamente esse poder, apenas disfarçado ou maquilado, ai está representando pelo Jorge Dória, fabricante de inúmeras maldades... 

Agora em que fazer churrasquinho de Borba Gato atinge o PSDB ou o Dória.

Quando Getúlio Vargas foi trucidado pelos imperialistas em 1954 a gente simples foi não somente mais ousada como muito mais inteligente que nossos revolucionários da periferia, pois ao invés de queimar ou quebrar estátuas, monumentos, etc dirigiu-se a Sede dos Diários Associados do pulha Chateaubriand e passou tudo a ferro e fogo... Não deixando inclusive de quebrar as sedes de alguns partidos liberais anti varguistas. 

Enquanto Balsonaro e Dória, e L. Hang fazem suas maldades a esquerda cirandeira, vanguarda da tão sonhada Revolução, tira a desforra numa velha estátua posta num parque, e na estátua de um celerado morto há mais de três séculos, o qual por sinal, agia conforme o espírito bronco de sua época... E isto é celebrado nas tendas pós modernistas como prenúncio da Revolução... Diante disto chego até a compadecer-me dos comunistas ou marxistas sérios. De fato é algo humilhante...

Ao que parece está a esquerda cirandeira para o comunismo como os doidos carismáticos para a Igreja Tridentina ora molestada pelo papa Francisco...

Tudo delírios frenéticos de carismáticos, funkeiros, carnavalescos e demais irracionalistas. Sentido algum em tais atos. Como sentido haveria se os revolucionários periféricos se dirigissem ao Palácio do Planalto e chamassem Bolsonaro as contas em nome de toda nação, o que com o Pe Mariana SJ, temos de admitir: Seria justo e digno de apoio. 

Algo até certo ponto relevante caso se dirigissem os tais revolucionários cirandistas ao Congresso com o objetivo de apoiar ou cobrar a CPI ou ainda de enfrentar a brigada genocida lá entocada. Aqui ainda haveria alguma nobreza e valor.

Não sendo tão corajosos bem que poderiam nossos cirandistas toscos ir a qualquer loja da Havan e expurga-las dos elementos favoráveis ao imperialismo estado unidense, o que deveriam alias ter feito nos tempos do Trump... Por que não chamam as contas esse empresário pérfido, traidor de nossa cultura e sim a estátua do velho Borba Gato? Eis o que não possa entender.

Claro que nem por isso e nem de longe sou a favor de que o poder público financie estátuas e monumentos destinados a exaltar figuras anti éticas ou maléficas como os tais bandeirantes. Visar ergue-las no tempo presente é de fato coisa que não pode ser tolerada. Guardem portanto suas forças e entusiasmo para despedaçar e queimar futuros ídolos dedicados aos Aécio Neves, Alckmins, Serras, Dórias, Bolsonaros e a toda essa canalha degenerada. 

O que num passado de ignorância foi feito por pessoas sem consciência fique relegado ao desprezo até cair por si mesmo...

Ademais são documentos ou registros históricos que comprovam a existência de tais personagens sejam eles bons ou maus. 

Quanto ao deflagar da tão sonhada Revolução no tempo presente devo ser suficientemente claro e terminante: É o Brasil, em especial suas cidades, periferias e favelas, um pais em processo de protestantização, do que só pode resultar mesmo bolsonarismo... Jamais ocorreu qualquer Revolução em qualquer sociedade protestante pelo simples fato de serem elas ultra conservadoras. Marx, Lênin e Sorel erraram feio ao supor que o parto cósmico aconteceria na Alemanha, na Inglaterra ou nos EUA, o que não aconteceu nem poderia ter acontecido. Tomem pingo de vergonha e folheiem Max Weber ou Werner Sombart o qual há cem anos perguntava a si mesmo porque Revolução alguma estoura em qualquer país protestante. Caso o futuro do Brasil seja protestante a única 'revolução' que os senhores verão será a revolução fundamentalista ou teocrática cujo modelo é a Genebra de Calvino, onde Miguel Servet pereceu queimado - Tal o ideal de boa parte dos pastores fieis ao padrão bíblico, vetero testamentário ou judaizante.

Enfim quanto ao outro lado da periferia, ainda não cooptada pelo sectarismo protestante, não é a toque de Funk ou pancadão que fará sua querida Revolução. As novelas, o futebol e o carnaval não o permitirão... A maior parte dessas pessoas permanecerá em sua caixinha por força da alienação, apenas imaginando que por quebrarem ou ignorarem as regras da arte acadêmica porão fogo ao mundo. No entanto uma coisa nada tem a ver com a outra. E não será a arte moderna, a arte popular ou o funk que moverão a tal Revolução, na qual alias não acredito.

Resta dizer que tampouco esse sectarismo identitário a deflagará. Na medida em que divide e fragmenta os que são economicamente explorados, lançando nos olhos de muitos uma cortina de fumaça. Há mais de dois milênios o estrategista romano proclamava: Divide em impera, pondo a realidade em pratos bem limpos. Perdido aquele vínculo a que os comunistas atribuíam o termo de consciência de classe, o simples ideal de Revolução vai pro vinagre ou pelo cano abaixo. Digo isto porque o fato segundo o qual existem diversas formas 'sui generis' de dominação não é de forma alguma mais sério ou relevante do que o fato segundo o qual cada uma dessas formas são - No momento presente. - alimentadas e estimuladas pelo poder econômico. O que exigiria por parte de todos os oprimidos uma ação comum e articulada em torno do inimigo comum. Ora certas formas ou certo grau de identitarismo tem frustrado essa ação comum e tornando cada vez mais distante o vulto amado da tal Revolução.

Bastando que algum desses oprimidos seja aceito ou admitido, enquanto indivíduo, nos altos níveis do sistema - Assim por meio do esporte ou de medalhas olímpicas. - para perder o foco e abandonar o tal ideal Revolucionário. Quanto aos marxistas, comunistas, anarquistas e outros que folgam discursar contra o socialismo parlamentar ou verberar contra o imediatismo trabalhista, deveriam antes de tudo voltar seus olhos para o papel do esporte e da estrutura midiática como elementos aparentemente destinados a integrar os oprimidos e identitários, afastando-os decididamente do tal ideal revolucionário. 

Uma coisa é certa: Revolução alguma virá do BBB, do Funk, do Carnaval ou das Olimpíadas, eventos dos quis aufere o Mercado imensos benefícios, alias com a solidariedade dessa esquerda cirandeira, a qual chega a ser mais desprezível do que a seita dos comunistas. Como disse pelo menos os comunistas não chegam ao ridículo.

Da próxima vez pensem em gastar papéis, esqueiros, palitos de fósforo, etc com o Bolsonaro, o Dória ou o Hang, quero dizer no Palácio do Planalto, no Palácio dos Bandeirantes, nas Sedes do DEM, do PSL, do PSDB, etc Afinal, parafraseando Eça de Queirós, de tais lugares só sairá luz quando de fato arderem. 


segunda-feira, 2 de março de 2020

Nótulas sobre o pensamento atual

- Resta declarar, quanto ao século XIX, que há muita coisa boa: Maine de Biran, Damiron, Jouffroy, Victor Cousin, Mme De Stael, e muita coisa excelente: F A Trendelemburg, Franz Brentano, R Eucken, Dilthey, Nartorp, Brochard, Windelband, H Rickert, Deat, Zeller, Mauss, Simmel, Weber, L Bloy, Pe Thiago Sinibaldi, o próprio Lênin (Nos domínios da gnoseologia cf "Materialismo e empiro criticismo"),etc a par de muita porcaria, como os já citados Fichte, Schelling, Feuerbach, Stirner, Nietzsche, Mach, Avenarius, Guyau, etc O século seguinte (XX) escolheu e valorizou o que havia de pior e mergulhou de cabeça no irracionalismo, digo, no absurdo nihilista.

Tivemos ainda alguma coisa boa - M Buber, M Scheler, Berdiaeff, Maritain, Sciacca, Mondolfo, Mounier, K Jaspers, G Marcel, Dawson, Butterfield, Voeglin, etc Todavia, de modo geral, predominou a herança irracionalista ou anti metafísica alardeada por Kant e o kantismo conheceu o status de dogma. Após Kant reinaram Marinetti, Gattari, Deleuze, Foulcault, Barthés, Lyotard, Baudrillard, todos herdeiros de F Nietzsche, para o qual há apenas discurso, jamais verdade. E a Filosofia, que a partir dos positivistas tornara-se analítica, converteu-se agora em exercício de hermenêutica ou em Semiótica ou semiologia com Pierce e Saussure. A busca agora é pelo significado, não pela realidade concreta ou pela verdade. Após a fé, razão e percepção foram postas de lado, restando apenas o nada ou o vácuo absoluto. O pós modernismo ou o irracionalismo retirou-nos tudo e não ofereceu coisa alguma em troca, pois ele sequer ousa afirmar-se como verdade, a exemplo de seu irmão gêmeo, o ceticismo.

- Dentre os principais teóricos irracionalistas temos:
Jacobi, Goethe, Fichte, Schelling, Stirner, Nietzsche, Wallas, MacDougall, Bergson, Heiddeger, Sartre... além dos pós modernistas acima citados, os quais em sua maioria são céticos. Os demais tomaram por critério o sentimento, a vontade, o ego, o inconsciente, a intuição, além é claro da fé, critério como vimos já adotado por Montaigne.

- Firmado nos EUA o pós modernismo tratou logo de forjar um vocabulário próprio: Lugar de fala, apropriação cultural, etc invadindo é claro as esferas da História e da Sociologia e arrebatando a esquerda fanfarram ou carnavalesca, especialmente no Brasil, onde até os Comunistas abandonaram o sóbrio realismo gnoseológico de Lênin e aderiram a moda. Claro que os pivôs ou as pontas de lança desta corrente espúria foram os anarquistas, os quais do plano político - Onde tinham alguma razão de ser - passaram ao Filosófico ou gnoseológico, criando - A partir de Fayerabend - o anarquismo epistemológico ou gnoseológico. Segundo esta corrente ideológica ou metafísica todos estavam errados desde Descartes, inclusive Comte, e Marx e sobretudo o velho Aristóteles... Nada de Método experiencial, de Lógica ou de Dialética, pois o conhecimento dispensa quaisquer métodos.

- Ao refugo acima esta ligado o relativismo, seja epistemológico ou cultural, e os pós modernistas fazem grande bulha a respeito disto. Quanto ao primeiro sentido querem dizer que tudo é verdade, pelo que não existe verdade ou erro que se lhe oponha. Se as verdades são todas relativas não pode haver qualquer verdade absoluta... Assim pensam eles. E sendo tudo mera produção subjetiva da consciência nada há de objetivo. Forjamos nossas experiências, como forjamos nossa lógica e produzimos o que chamamos de conhecimento objetivo, projetando-o nos objetos. Tudo no entanto é produto nosso - Da imaginação, da fantasia, do inconsciente, do ego... E vivemos apenas de ilusões ou aparências.

No plano da cultura isto significa que o próprio conceito de progresso ou evolução histórica, social e cultural é falacioso. A contrapartida é simples: Não há cultura melhor ou pior, superior ou inferior, mais ou menos evoluída... Todas são absolutamente iguais, dos Bosquimanos e Ianomamis a Grécia antiga ou a França do século XVII, passando pela Suméria, pela Índia e pela China antigas. Nada é melhor ou mais valioso e se você ousar discordar deles gritarão dizendo que és racista, posto que confundem maliciosamente o conceito de cultura com o de raça ou etnia. No momento seguinte, caso o amigo leitor ouse afirmar que entre a cultura do antigo israel e a cultura assirio/babilônica vai um abismo ou que a cultura clássica produzida na hélade é superior a qualquer coisa produzida na floresta herciniana de então, classificar-lhe-ão como fascista... E por força de rotular seus opositores, os dogmatizadores do pós modernismo vão espalhando o terror aqui e ali. Se você discorda quanto a teoria monstruosa e grotesca do relativismo cultural eles te impõem o ferrete de racista ou fascista... E com que sanha.

- Aos poucos tais aberrações, já dizia R Barthés, vão destruindo um projeto educativo multi secular e impregnando nossa vida cultural, desde o nível superior ao fundamental, posto que penetram o currículo e impõem a versão do igualitarismo cultural absoluto ou do relativismo cultural. No Brasil a moda consiste não em apresentar nossos diversos núcleos de cultura como uma amalgama - muitas vezes sincrética - de elementos indígenas, africanos e europeus, de informar objetivamente sobre as culturas ameríndia e africana. Não nos opomos ao estudo da cultura indígena pré cabralina ou da História africana. É benefício conhecer a pluralidade das culturas justamente para poder julgar livremente seu processo formativo, ao invés de repetir-se automaticamente dogmas pós modernistas... Não somos contra a presença destes estudos e culturas no currículo, mas sim contra a forma - relativista - como tais conteúdos são apresentados. Temos o direito de discordar e de assumir uma perspectiva evolutiva ou progressivista, avaliando as diversas culturas a partir de determinados critérios e julgando que umas são mais avançadas ou melhores do que outras. Importa saber onde surgiram a Filosofia ou a Ciência ou onde foram concebidas e produzidas determinadas regras em torno das artes ou ainda determinada normatividade Ética... Onde o teatro veio a luz ou o direito foi sistematizado... Se tudo isto é irrelevante ou deve ser desconsiderado admito nada ter compreendido em termos de História... O próprio comunismo e mesmo o anarquismo surgiram num contesto histórico e social bem definido, não em outro...

Apesar disto os profetas do pós modernismo amam viver entre nós, em meio a nossa Civilização tóxica (A qual afetam odiar) e mais particularmente ainda amam pontificar nas cátedras da Sorbonna ou de Oxford, receber comendas, medalhas, menções honrosas, 'honoris causa', etc Caso aconselhe-mo-los a trocar o terno ou o paletó por uma tanga e banquetear-se com larvas no meio da floresta, viram a tromba e recebem tal conselho como tipo de insulto. Eles que vivem publicando as glórias das culturas tribais sejam africanas ou ameríndias... Mas viver estas culturas e assumi-las verdadeiramente não querem, e vivem longe da 'praxis'... Limitam-se a forjar um discurso pomposo destinado a agradar a opinião pública. Caso acreditassem no que ensinam teriam abandonado a muito o padrão cultural que tanto criticam e se exilado nos desertos, campos e florestas, distantes das grandes metrópoles... Não é o que se observa ou vê. De minha parte tendo e desconfiar daqueles que não vivem seus próprios ensinamentos...

Como T S Elliot e Eric Voeglin, dentre outros, deploro não apenas o anarquismo epistemológico quanto o relativismo cultural, elementos pertencentes a mesma salada ou sopa pós modernista e indigesta.

- Não temos pensamento atual mas quase que total ausência de pesamento. Por isso estamos em crise e a merce de tantos fundamentalismo religiosos. Ao destruírem nossa confiança na percepção e na razão os pós modernistas desarmaram-nos face aos sectarismos e extremismos religiosos. Abriram um alçapão e os homens caíram no abismo da fé cega. Urge reabilitar imediatamente a razão e a percepção, assim a boa Filosofia, com metafísica e a uma Ciência que não seja cientificista.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O marxismo, a verdade e o relativismo. Ensaio epistemológico.

Habitualmente ouvimos ser o marxismo ou sua epistemologia, serem apresentados como relativistas e, os marxistas rebaterem, dizendo que não é bem assim. Daí a necessidade de pontuarmos o assunto e verificar que é o marxismo face a verdade ou qual seja sua perspectiva epistemológica.

Grosso modo podemos dizer que é o marxismo um relativismo, porém de modo algum um relativismo crasso ou individualista, análogo ao relativismo pós moderno, que é dentre todos o mais virulento.

No relativismo individualista nada há que transcenda as unidades individuais e isoladas, pelo que a fragmentação é total ou absoluta. Aqui a única referência que temos é o indivíduo separado de todos os outros - Tal é o critério de todas as coisas!

"O homem é a medida de todas as coisas." Que homem? A espécie enquanto receptáculo de uma capacidade racional ou o indivíduo pautado em sua vontade??? O relativismo pós moderno responde dizendo que cada homem constrói sua verdade, válida apenas para si e que não existe qualquer verdade comum, transcendente ou absoluta. O marxismo não chega a tais confins... quero dizer ao 'vir a ser'... a instabilidade plena... a fragmentação total... ao Caos, conservando alguma unidade, ainda que não seja transcendente.

Privado de fundamentos metafísicos, abstratos, espirituais; assim essenciais e perpétuos, a exemplo da 'Filosofia perene' ou das teorias das formas elaboradas por Platão ou Aristóteles, nem por isto o marxismo dissolve-se por completo num relativismo individualista, atomizando-se.

Assumindo-se como uma espécie de meio termo entre o 'vir a ser' e a 'essência' apresentando-se como um relativismo, mas, como relativismo social, fruto de uma conjuntura histórica muito mais estável do que as impressões individuais. O marxismo admite impressões estáveis e comuns, inda que mutáveis a longo prazo.

De fato julgam os marxistas - A partir de seu materialismo dialético - que a realidade cultural e assim a própria compreensão humana do que seja verdadeiro ou real (superestrutura) esteja assentada sobre uma infra estrutura definida em termos de relações econômicas de produção. Tais relações possuem formas estáveis e comuns em determinadas fases da História humana, as quais perduram por considerável espaço de tempo (Muito mais amplo do que o tempo fruído por algumas gerações humanas.) i é até que as relações de produção sofram alguma alteração significativa.

Delas resulta uma compreensão perdurável em termos de mundo a qual, mesmo sem tornar-se metafísica ou perene nem por isso chega a diluir-se por completo num aos de impressões, emoções, gostos ou opiniões. Destarte a noção de verdade proposta pelos marxistas, sem tornar-se imutável e perpétua como a Socrática, a Aristotélica ou a Católica, nem por isso deixa de possuir certa consistência e durabilidade. Estamos portanto diante duma perspectiva totalmente diversa e não do mesmo e exato relativismo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Breve crônica do nosso tempo... Aetatis tenebrae!!!

Resultado de imagem para donald trump absolvido




As trevas estão aqui... Vivas, densas e presentes. Mesmo quando temos nossos olhares voltados para as vidraças de nossos ancestrais medievos...

Ocioso declarar que não há democracia sem Ética. Além de algum preparo, é claro. Sócrates jamais criticou a forma democrática em si mesma mas o despreparo técnico e sobretudo Ético dos democratas. A democracia, mais do que qualquer outro sistema, demanda cidadãos intensamente éticos... Democracia sem Ética será sempre qualquer outra coisa: Plutocracia, Oligarquia, Oclocracia... menos Democracia. Não fosse aquela policracia aparente ou degenerada e Sócrates teria sido absolvido. Ele era o médico ou terapeuta, com o diagnóstico em mãos. Posteriormente as coisas só pioraram... Mas ele tentou fornecer um padrão seguro a Ética, assim a Democracia.

Diante disto como não ficar o homem estarrecido diante do que contempla???

Trump, após ter cometido patente crime, de abuso de poder, tão levianamente absolvido pelo Senado dos EUA quanto Dilma foi levianamente condenada pelo nosso. Aqui e lá os fundamentos da democracia sofrem rude abalo. Quando os homens públicos exercem juízos ideológicos e partidários em detrimento deste fundamento pétreo do Estado que é a justiça tudo esta perdido. Chegamos ao fundo do poço, mesmo quando nosso discurso seja aparentemente democrático. Também a geração que fez Sócrates ingerir a taça de cicuta ela hábil e eloquente em tecer discursos democráticos... E no entanto toda aquela aparência formalística foi rolando de abismo em abismo... Terrível lição que ainda não aprendemos. Pois não se trata aqui, como julgam os sectários e ideólogos, do PT ou do Partido Democrata... Você simplesmente não pode salvar ou redimir qualquer coisa partindo de uma perspectiva injusta.

O que aqui assistimos no Brasil, a partir das denúncias de alguém tão culpado quanto Eduardo Cunha, quanto o que lá assistiu-se: Uma absolvição precoce, movida por preocupações partidárias e a negativa escandalosa de se dar ouvido a testemunhas põem em choque os fundamentos espirituais de nossas instituições. Temos um edifício belo assentado sobre a areia ou o lodo! Não é contra Marx ou Engels que se peleja, mas contra Sócrates, Platão e Aristóteles, lídimos paradigmas da justiça e próceres de nossa cultura. É contra nossa herança grega, clássica e humanista que pugnamos em nome de preocupações artificiais e vazias!

Mais grave todavia que a absolvição leviana do demagogo Conservador N. Americano é o apoio que continua a receber por parte das multidões sem dignidade e consciência, sempre conduzidas por motivações imediatistas, pragmáticas ou financeiras: Se a economia vai bem, tudo está bem! - E depois ainda reclamam quando classificamos esta 'sifilização' como economicista e apóstata... De fato o homem econômico 'Nada sabe além de comprar e vender', como dizia Confúcio. E perdeu ele, por completo, o sentido da vida ou a noção de que sejam os fundamentos do convívio!

Se a economia vai bem podemos nos conformar com a injustiça... Especialmente de um petista ou democrata qualquer está do outro lado do banco. Com a mesma lógica maligna, infernal e desumana os sectários partidaristas que apresentam-se como Messias redentores mandariam seus desafetos, as toneladas, ao cadafalso. Em seguida apresenta-se Kelsen com sua turma para declarar: Deixai passar... Sem incomodar-vos com questões metafísicas em termos de justiça. Discordo de Grotius quando condena a neutralidade face aos juízos de qualquer organização humana, inda que supra nacional. Posto que não há organização incorruptível ou infalível. Mas concedo que não é digno manter-se neutro face a qualquer forma de injustiça, mesmo que para tanto nos devamos opor não apenas a juízes e tribunais, mas inclusive a parlamentos nacionais e supra nacionais, como o da ONU.

Não preciso ser petista para identificar-me com a injustiçada Dilma Russef ou estar matriculado no partido democrata para solidarizar-me com os cidadãos N. Americanos que se opõem aos abusos cometidos por Trump, basta-me ser humano, ter consciência, ser digno, buscar ver além das fronteiras partidárias ou ideológicas. Difícil é entender porque os demais seres humanos não podem compreender algo tão simples...

Enquanto tais atrocidades, alimentadas já pelo capitalismo, já pelo fundamentalismo religioso e cego, vão sucedendo por este pobre mundo, quase hospício, 'nossa' esquerda 'radical', infectada por um gérmen de morte vai embarcando mais e mais no barco furado do pós modernismo, a ponto de glorificar não apenas o Carnaval mas até mesmo, pasmem, o B B B... Da até então odiada Rede Globo, talvez agora convertida em instrumento de emancipação das massas ou do proletariado.

Haja visto que a Revista Fórum acaba de publicar referências embevecidas a este espetáculo massificador voltado para as massas. Como alguns dos competidores, buscando agradar a audiência e abocanhar o prêmio milionário, fizessem algumas declarações favoráveis ao feminismo, foi o quanto bastou para serem aclamados como gênios, intelectuais, heróis, etc enfim como protótipos do 'revolucionário', e quanto a este último elogio nada tenho a declarar ou que duvidar rsrsrsrsrs. Agora quanto a relevância intelectual destes moços muito teria a dizer... Mas a revista Fórum deu de imaginar que o B B B equivale a Acadêmia de Platão, o Liceu de Aristóteles, o Pórtico, o Concílio Ecumênico, a Sorbonne, a A B L ou sei mais eu ao que...

Bem poderia a dita publicação dar espaço a autênticos estudiosos ou intelectuais, envolvidos em pesquisas em inúmeras acadêmias... E desenvolvendo belos trabalhos as áreas de Ética, Ciências Políticas, Sociologia, Psicologia, História, Literatura, etc Não poucos em favor da dignidade humana, da promoção social, do bem comum, etc E no entanto onde vai ela beber 'sabença' no B B B, cujos participantes, servem-se de todo um aparelho conceitual ou vocabulário pós modernista e anti científico procedente é claro dos E U A, a pátria do irracionalismo (Bem como do Capitalismo, do fundamentalismo, do formalismo democrático e doutros tantos venenos!) ou do anti intelectualismo. E a esquerda carnavalesca do Brasil vai de comboio... A constatação é óbvia: Com essas babaquices ineptas como 'lugar de fala', apropriação cultural (Chamamos isto de circulação de cultura!), etc não se chegará a lugar algum, e não se deve esperar qualquer redenção desses falsos profetas.

Como queriam Platão, Quintiliano, Feltre, Russeau, Freire... dentre tantos outros, devemos investir é na Educação ou no esforço educativo, numa Educação destinada a questionar e superar o pós modernismo com sua sopa irracionalista: Cética, relativista, subjetivista, etc Somente questionando a epistemologia apresentada por uma civilização decadente e em crise poderemos chegar a algum lugar. Precisamos restabelecer a confiança do homem em si mesmo, em suas capacidades cognitivas, em sua percepção, em seu raciocínio... sob pena de sermos, em pouco tempo, engolfados pelo que há de pior: O fundamentalismo religioso. Ao sectarismo ideológico ou partidário inspirado por culturas de morte como o agostinianismo, o maquiavelismo, o capitalismo, o comunismo, o fascismo, o anarquismo, o nazismo, etc temos de opor a velha cultura clássica ou socrática posta para a verdade metafísica, seja gnoseológica, estética ou sobretudo Ética, em termos de uma Ética essencial, não ilusória ou aparente.

Enquanto finalizo estas linhas sou informado de que a mesma Gleisi Hoffman que repudiou qualquer aliança em torno de Ciro Gomes e do PDT teria sinalizado a possibilidade de alianças com DEM e PSDB... A notícia foi desmentida pela própria G. H há dois dias, mas a questão ficou mal esclarecida. Seja como for os petistas esqueceram de vetar PSC rsrsrsrsrsrs Mas que há para se admirar quando o próprio Lula, aos modos de macaco imitando o Freixo, declarou ser necessário aproximar-se dos 'Evangélicos' i é do mesmo setor religioso e fundamentalista que traindo o PT, promoveu ativamente o golpe contra Dilma entre as massas... Pelo jeito os esquerdistas folclóricos não aprenderam nada com a História recente e estão dispostos a repetir os mesmos erros funestos!!! Supondo-se a viabilidade da união com os fanáticos religiosos, que haverá de monstruoso em unir-se a DEM e PSDB ou PMDB, famigerados valhacoutos dessas ideologias abomináveis??? PT, PSOL e aliados não tem qualquer noção precisa em termos de cultura ou de dinâmica religiosa. Sequer leram Engels, quanto mais Max Weber... Triste, Triste... Buscar apoio nessas canas quebradas que são as seitas protestantes, pontas de lança culturais do Capitalismo e do Minimalismo. Mas PT não aprende mesmo e é inútil tentar convencer seus quadros...

Já o Paulo Guedes, afirmando seu compromisso ideológico e cultural com os E U A, apresenta os funcionários públicos deste pais, em parte consciência alerta deste corpo social, como parasitas ou vagabundos, como sanguessugas que sugam o erário... Como admirar-se em tempos de estado mínimo??? Tolo o funcionário público que esperava rosas ou algo de bom deste governo neo liberal economicista... A prioridade aqui é destruir qualquer tipo de consciência sócio intelectual e produzir massas no acesso do fanatismo. Só assim o P S L poderá manter-se ou florescer. PSDB e DEM assim já brincavam. Negócio é demolir a Educação pública convertendo-a em beabá. Para em seguida proletarizar o funcionário público, obstruindo sua formação educativa e humana. Assim é que fabricam-se massas anencéfalas ou eleitores servis e acríticos. Dos militares, políticos e juízes que fazem aprovar regularmente o aumento do próprio salário, já colossal, o nobre ministro bolsonarista não se lembra...

Cuida ele, que ocupa cargo designado e vive ora viajando pelo mundo afora, ora com o copinho de água geladinha debaixo do ar condicionado, que tal seja a condição de todos os funcionários públicos da República, em especial dos professores públicos. Comece comparando os salários sr Guedes, para constatar quem é o demagogo... Contemplando o concursado e o designado já em termos de salário quanto de regalias e privilégios clamorosos bem se vê quem seja parasita, quem onere os cofres públicos... E quem o Guedes quer que pague a conta. A mira do ministro americanizante são os funcionários públicos estaduais e municipais que não foram flagelados pela sinistra reforma da presidência. Eis a carne de fogueira cobiçada pelo grande inquisidor financeiro ou capitalista: O funcionário público concursado, contra quem ele, habilmente, espera lançar as massas arguindo privilégios... Olhem os cidadãos para os militares, políticos e juízes, isto é, para as verdadeiras castas que proliferam pelo pais afora, cuidando caçar seus privilégios que são monstruosos além de clamorosos.

Oxalá, diante de tanta insanidade poder dizer ao mundo: Pare mundo que quero saltar... Alias, mundo não, hospício...