Mostrando postagens com marcador Cruzadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cruzadas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de abril de 2017

Sobre o caráter e missão dos povos germânicos no contesto Ocidental II

Resultado de imagem para battle of tours ou poitiers



Na perspectiva de um helenizante ou 'grecizante' Cristão (Católico evidentemente - alias tome-se Católico por seu autêntico sentido Ortodoxo!)



Embora são sejamos germanófilos ou germanizantes, cumpre-nos tentar ser justos em nossas apreciações a respeito do valor dos fatos históricos e assim das invasões teutônicas do século V. Averiguando que nos trouxeram de ruim e que nos trouxeram de útil, bom ou proveitoso.

A respeito do aspecto negativo de tais invasões, relacionado com o eclipsar da cultura grego romana e portanto tanto do espírito filosófico quanto do espírito científico e ainda das letras e das artes, já nos pronunciamos no artigo precedente.

Quanto a perda inútil de vidas e efusão de sangue, como Cristãos deploramos sinceramente, mas reconhecemos que desgraçadamente assim tem sido século após século e - aqui o pior - que assim o é no tempo presente, em que um psicopata como D Trump, posando como dono do mundo, propõem-se a atacar a Coréia do Norte, com grave risco para toda humanidade e bilhões de vidas humanas. Tudo em nome do oportunismo, da vaidade, da arrogância, etc E tais sociedade ousam declarar-se Cristãs!

Ao menos a maior parte senão a quase que totalidade dos invasores germânicos eram pagãos ou arianos, e portanto infensos ao Dogma da Encarnação ou da divindade de Cristo, que é o padrão niceno ou atanasiano de fé. Hoje afetam adorar o Cristo, e matam e torturam, e roubam - pilhando nações inteiras - em seu nome! Onde chegamos!

Mas passemos sem delongas a ulterior missão dos povos germânicos na Europa.

Pois preservar o Europa era preservar o Catolicismo - Ao menos até a irrupção da falsa Reforma no século XVI - preservar o Catolicismo, preservar a parcela que este tomou a cultura antiga, grego romana, e preservar esta, preservar os fundamentos mais remotos de nossa Civilização. Os quais como já vimos deitam suas raízes mais remotas no antigo Egito e na antiga Suméria. Trata-se portanto de lutar por nossas raízes e por nossa identidade.

Sucede no entanto que por volta do século IV, após três séculos de ostensiva perseguição por parte do Império dos Césares, haviam os Cristãos desenvolvido um culto destemperado, uma mística ou mesmo um delírio, em torno do martírio.

Longe de nós negar a importância deste fenômeno da esfera pessoal da vida Cristã, quando organicamente relacionado com a confissão de fé, no seio de uma Sociedade não Cristã.

Equivoco no entanto, e dos graves, é transplantar a mesma dinâmica para uma Sociedade já Cristianizada ou para uma Sociedade pluralista e tolerante em que os Cristãos gozem de plena liberdade. Nem Jesus jamais pretendeu dar lições de política ou sociologia nos Santos Evangelhos, nem devemos nós transplantar o ideal do martírio para tais setores da existência. Permitindo ou assistindo passivamente a destruição de uma sociedade livre ou cristianizada por hordas de bárbaros sem educação. Isto não é Cristianismo e nada tem de Cristianismo, é moleza ou covardia.

O mesmo Cristão que em sua vida e em suas relações pessoais, tem o dever de dar a outra face quando agredido por outrem - E jamais negamos isto - no contesto de uma Sociedade Cristã ou tolerante ameaçada ou invadida por pessoas de mentalidade fanática, tem o grave dever, de como cidadão, empunhar armas e colaborar ativamente tendo em vista a defesa desta Sociedade. Pensando mormente nos idosos, nas crianças e nas mulheres e nos agravos que tais categorias de pessoas teriam de sofrer as mãos de um conquistador cruel.

A Solidariedade social constrange o Cristão a lutar por sua liberdade e pela liberdade de todos no contexto político ou imanente.

Tal a luminosa doutrina da guerra justa ou da legítima defesa na esfera social da existência. O Cristão não só pode como deve abdicar da livre resistência, e antes morrer do que matar, quanto a confissão de sua fé ou suas relações pessoais; jamais quando a sociedade se encontra em perigo. Aqui o outro é prioridade, especialmente os mais vulneráveis, e é necessário lutar e morrer por eles. O que demanda força, não apenas de corpo ou física, mas sobretudo de alma, em termos de valentia, coragem ou ousadia. Pois em certar situações é a coragem grande virtude.

É exatamente aqui que tocamos aos povos germânicos.

Pois representavam exatamente isto: Força física e valentia ou coragem. Predicados indispensáveis tendo em vista a contensão do flagelo muçulmano.

Como já dissemos devido a uma compreensão equivocada de martírio, a uma noção errônea de paz, a uma passividade estúpida que conduzia a inação e ao servilismo os antigos Cristãos 'romanos' não pareciam estar a altura de resistir a um inimigo tão formidável quanto o islã com sua jihad alimentada pelo fanatismo. Fazia-se mister injetar sangue novo nas veias do império para torna-lo forte e resistente.

A Cristandade e Civilização salvaram-se porque em 732, em Poitiers nas Gálias, os sectários de Maomé depararam-se não com uma multidão de Cristãos narcotizados por um entendimento errado a respeito do martírio, mas com os francos, fortes e corajosos capitaneados pelo Prefeito do Palácio, Carlos Martel. Do contrário teriam sido os cristãos ineptos ou covardes, esmagados e a Europa ocupada de ponta a ponta, até os confins da Alemanha ou da Bulgária pelo islã, fechando o roteiro do Mediterrâneo, erradicando por completo o Catolicismo e com ele as fontes clássicas ou pagãs de nossa ancestralidade e cultura.

Teríamos um Ocidente aniquilado. E decerto não estaria escrevendo estas linhas ou sendo lido por vós, uma vez que não existiriam computadores ou Internet. Descoberta da América ou Colombo. Aviões, automóveis, trens ou tecnologia... Pois tudo isto é fruto ou resultado de outros caminhos, decisões e desdobramentos culturais; os quais não partiram do islã nem poderiam ter partido dele. Uma vez que a própria Mutazzila - um apropriar da Filosofia grega pelo primitivo islã - foi completamente exterminada pela Ortodoxia corânica ou sunita, firmada pelos imames Achari e Gazali.

Não passaríamos de uma sucessão de minaretes e muezzins enfileirados de Múrcia a Upsala ou Atenas! Com suas multidões de fanáticos curvados em direção da Meca recitando a shahada. Seria o fim inglório, trágico e patético duma saga iniciada 4000 anos antes no Egito e na Suméria. E o Epílogo teria sido em Tuors ou Poitiers em 732, onde poderíamos lavrar uma placa a guiza de epitáfio e marcar: Aqui jaz a Civilização Clássica * 3500 a C a + 732 a C.

No entanto fomos salvos da catástrofe total pelos germânicos ou francos em 732 e novamente no século XII graças as Cruzadas. As quais, ao contrário do que se ensina vulgarmente, jamais consistiram num ataque ou numa agressão, mas numa resposta necessária a jihad iniciada pelos fanáticos muçulmanos em 634 desta Era e jamais encerrada ao cabo de meio milênio. Tratou-se portanto de um mecanismo de defesa social ou duma iniciativa legítima. Duma resistência absolutamente necessária face a um inimigo insidioso.

O qual já havia arrebatado parte do antigo Império a ponta da espada e imposto violentamente suas crenças aos vencidos. Segundo a norma e regra assaz conhecida do: Converte ou morre! Práticada por eles ainda hoje, em pleno século XXI. Os Yazeds e Mandeus que o digam...

Lamentavelmente, temos de admitir, a antiga Cristandade latina não estava a altura do desafio lançado pela fúria dos maometanos. Não reconheciam que em certas situações extremas pode a força ser administrada para o bem na perspectiva da liberdade e da justiça. Chegando a ter a passividade e a inércia em conta de virtudes. O que veio a degenerar num pacifismo crasso e acrítico, o qual de modo algum é Cristão.

De fato o Cristão ama a paz e justamente por isto abastem-se de atacar a quem quer que seja. Mais: Se atacado, responde com nobreza, voltando a outra face ao agressor. E se sua fé é ameaçada, morre alegremente por ela. E afirma e divulga sua crença pura morrendo, jamais matando ou supliciando em nome de Cristo. Todavia se a Sociedade Cristã ou civilizada e tolerante é atacada, dispõem-se a resistir heroicamente, e a dar combate aos fanáticos e fundamentalistas, de modo a que não venham oprimir os mais fracos. Quando o que esta em jogo o grupo social e o regime da liberdade, postos sob o fogo da teocracia abjeta, então o Cristão, amante da paz, devera combater e lutar valorosamente.

A sociedade romana ou ante germânica não tinha esta compreensão.

Tiveram-na os povos germânicos ou construíram-na a partir de sua experiencialidade e devemos compreender esta elaboração como um contributo precioso sem o qual a Civilização iniciada junto aos grandes rios do Oriente jamais teria chegado em linha reta aos dias da ONU ou da Internet, sendo desviada do caminho ou ficando paralisada devido a adoção de um modelo de fé fetichista, teocrático e despótico, incompatível com o espírito de liberdade que conduziu-a até aqui.

Cabendo a nós o grave dever de ser gratos face a contribuição destes povos tendo em vista os ulteriores progressos da Sociedade Ocidental. Nela temos um problema a ser resolvido, que é o Capitalismo. O que não significa que ela mesma seja um problema em seu conjunto. Nós é que temos de distinguir uma coisa da outra, separando os elementos positivos e anteriores ao advento do Capitalismo, dos negativos afirmados a partir dele, ao invés de condena-la como um todo.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sobre o caráter e missão dos povos germânicos no contesto Ocidental I

Resultado de imagem para tomada de roma por alarico 410



Para muitos dos homens e mulheres nascidos em meados do século IV, especialmente para os mais cultos e instruídos, aos quais não faltava pão e carne, o ano de 410 assinalou um evento dramático.

A ponto, diz Aurélius Augustinus Bispo de Hipona de por a prova a fé de muitos Cristãos. Já para o monge Jerônimo de Stridon, que era um poliglota e erudito, tratava-se de um evento cósmico que assinalava o curso dos tempos...

Parece ser verdade que as massas famintas e desesperadas, que já não obtinham pão e circo dos governantes, não sentiram muito e até aplaudiram a queda de um Império decadente, que se limitava a extorquir impostos aos poucos elementos úteis que ainda produziam. Ao invés de refletir sobre os problemas que punham em jogo a existência do secular Império, o degenerado Honório, filho de Teodósio preferia passar o tempo todo em seu palácio de verão em Ravena, acreditem! Brincando com uma galinha!

E um homem vulgar como estes ousou zombar face ao gênio Militar de um Alarico. Levando-o a fazer o que Hanibal não ousara ou seja, a invadir a cidade e eterna e pilha-la.

A população, as grande famílias senatoriais, os generais, os grandes proprietários de terra, o que ainda restava da pequena burguesia, os pequenos comerciantes, a grande massa de povo sustentada - até bem pouco tempo pela rações públicas - soldados, servos, mendigos, religiosos, etc achavam-se todos acotovelados dentro das muralha da grande metrópole do Ocidente.

Compunham, talvez, cerca de 100.000 pessoas.

Alarico referiu-se a elas como erva grossa e boa para ser cortada, embora tenha concordado em proclamar a Basílicas de S Pedro e S Paulo como refúgios invioláveis e pedido a seus soldados para que respeitassem a vida dos homens e a honra das mulheres. Apesar disto parte daqueles que não haviam conseguido chegar as Basílicas acabaram sendo massacrados pelo invasor. Proliferando do mesmo modo os estupros, inclusive de religiosas, as quais Agostinho dirige algumas de suas reflexões.

Os pagãos alegaram que a adoção da fé Cristã havia sido responsável pela queda da cidade, mas numa perspectiva magico fetichista, relacionada com a ira dos deuses antigos e não com a oposição dos Cristãos a guerra e ao escravismo, como seria ventilado por Ed Gibbons. Respondeu-lhe Paulo Orósio na História contra os pagãos alegando, numa perspectiva socrática, que os costumes da velha cidade haviam sido corrompido pelas riquezas e pelo luxo, sem no entanto referi-se explicitamente ao 'pão e circo'.

Tal o marco inicial da nova Idade.

Pois a partir de então os 'Imperadores' até Romulo Augustolo (476) não passarão de fantoches. Mantendo-se um Império de aparências, devido a força das tradições.

A partir do século V, na esteira dos vencedores Godos, diversos outros povos teutônicos fazem-se em marcha instando-se em alguma região ou província do Império romano, do que resultará a formação dos reinos bárbaros num primeiro momento, e, posteriormente a afirmação de uma ordem feudal, característica da Idade média.

Faz-se forçoso reconhecer que nem todos os povos germânicos eram iguais ou achavam-se no mesmo nível em termos de cultura. De fato alguns eram bastante civilizados ou afeitos aos costumes romanos. Assim os que se achavam mais próximos da fronteira, acompanhando o curso do Danúbio, como os Godos. Já outros eram bastante rudes e aguerridos, a exemplo dos Suevos, Saxões, Alanos, Hunos (estes mistos), Vândalos, etc 

Em alguns casos e em alguns momentos os teutônicos, a semelhança dos celtas, parecem ter se instalado pacificamente junto as antigas populações ou simplesmente ocupado o espaço existente sem maiores agravos. Tal o caso dos Godos e Francos em algumas regiões da Gália. Noutras circunstância parecem ter lavado tudo a ferro e fogo. Ao fim de diversas e sucessivas ondas humanas, a parte ocidental do Império romano achava-se quase que totalmente arruinada. E não deixa de ser esclarecedor a inexistência de estátuas clássicas que tenham chegado intactas até nós.

Cumpre reconhecer que todo povo tem suas qualidades, capacidades ou virtudes.

O baixo Império romano havia feito refluir a vida urbana e massacrados os municípios, fazendo a vida refluir para os campos e assumir novamente como dissemos no artg anterior, a forma rural. Melhor agricultor não havia que o germano, apegado ao trato da terra.

Não é que a vida rural seja essencialmente má.

O problema aqui é que perdeu-se o espírito. A cultura mais refinada caracterizada pela existência de diversas agremiações educativas como escolas, museus, bibliotecas, pinacotecas, etc desaparece por completo. Mesmo o simples letramento entra em colapso. Até as termas, hospitais, aquedutos, estradas e portos são por assim dizer arruinados. Que diremos então do espírito científico ou da pesquisa e das conquistas tecnológicas? Enfim do progresso humano e civilizacional?

É toda uma civilização que reverte ou recua; em que pese a habilidade agrícola dos germanos, ou, como decantam alguns, seu espírito disciplinado e honesto no que tange aos costumes pessoais e até comunitários (intra feudal).

Longe de nós classificar os povos germânicos recém instalados e organizados nos antigos territórios do Império como ladrões ou assassinos vulgares.

Sucede no entanto, e não há como disfarça-lo, que aquilo que tornara-se proibido pela religião Católica e pelo influxo da lei romana no seio familiar ou comunitário (feudal) jamais se tornara proibido 'extra' feudo ou 'intra' feudoS. Assim em caso de conflito ou guerra, a população do feudo vizinho poderia - e de fato era - ser assaltada e morta sem que tal fosse considerado ilegal. (Não é o que vemos hoje: assassinato proibido e guerra - ou AssassinatoS - permitida?)

Mesmo quando tal não se sucede por intervenção da igreja, congregam-se os homens, nobres ou guerreiros em miliciais e atacam a milícia do feudo vizinho. Dando largas as carnificina.

E como os feudos associam-se uns aos outros por meio de pactos juramentados, tanto de suserania quando de vassalagem, já se alastram tais conflitos por inúmeros feudos (Não foi exatamente assim que a Europa mergulho nas guerras de 1914 e 1939?) e o estado de violência se torna generalizado, dando lugar ao desordem ou ao caos.

Não bastasse tal situação, os mais ferozes dentre todos os povos germânicos, os Normandos, infernizaram as vidas de seus companheiros cristianizados e sedentarizados, por séculos a fio, entrando pelos rios e massacrando as populações a golpes de machado. O que travou o progresso do Continente ou sua recuperação, por séculos...

Esta condição relacional prevalecente entre os milhares de feudos europeus - Situados principalmente na França, na Alemanha e na Inglaterra -  existentes por exemplo nos séculos XI e XII, resultou numa orgia de duendes não menos pavorosa do que aquela que os germanófilos atribuem ao bérberes habitantes nas montanhas do Norte da África (Em especial Marrocos - século XIX) com seus razzu ou razzias. Tanto um quadro quanto outro faz vertigem, tanto o pintado pelos arabizantes quanto o pintado pelos germanófilos. O pior é que ambos são verdadeiros!

Diante disto não podemos deixar de encarar o invasor germânico do século V como um destruidor em termos de cultura greco romana e mais do que isto como um fator de discórdia, instabilidade social e atraso para a Europa medieval. Foi ele, não o Cristianismo, não a Igreja Católica e depois a romana, que tentaram civiliza-lo, que trouxe as sombras para esta sociedade.

A Igreja, em que pesem seus defeitos, que os teve - me refiro especialmente a romana emancipada no século XI - não nego, demandou não é menos verdade, ingentes esforços com o objetivo, muitas vezes estéril, de educar tais povos e de apaziguar esta sociedade por meio dos decretos baixados pelos sínodos desde o século V e mais especialmente ainda por meio da Trégua de Deus, instituição das mais louváveis que se tem notícia no Ocidente.

Por fim, quando semelhante espírito estava já reduzido ao tolerável, o papado - Já existente desde o século XI - com tato, cálculo e sabedoria invulgares, soube lançar tais hostes, de guerreiros intrépidos, contra os agressores muçulmanos, os quais jamais haviam abdicado de sua jihad iniciada cinco séculos antes. Do que resultou um imenso poder e incrível força, movidos na direção certa. Tal a organização a que chamamos 'Cruzadas' que a seu tempo contiveram a expansão muçulmana e salvaram a sociedade Ocidental e a Civilização, permitindo que assumisse formas ulteriores. As quais jamais teria chegado caso tivesse sido envolvida pelos tentáculos da teocracia corânica.

Sobre esta missão reservada aos povos germânicos, nos estenderemos no próximo artigo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Programa de restauração das fontes da cultura II

A proposta islâmica da Umma


Agora não é por ódio a civilização Yankee e a idolatria do Capital que abraçaremos algo quiçá ainda mais execrável e odioso quanto a proposta islâmica, a qual pode ser definida como uma arabização em termos universais.

Lá é Washington que se converte em capital, centro e polo e um império mundial; aqui é Meca... E continuamos equidistantes de Jerusalém e Atenas, Roma e Alexandria... E talvez ainda mais distantes porque o islamismo, mais do que o calvinismo, faz-se legatário e herdeiro dos mesmos delírios judaicos anti pagãos, iconoclásticos e transcendentes.

Certamente que os muçulmanos são hábeis em citar os crimes dos EUA como o extermínio dos peles vermelhas e a KKK. Nós não pertencemos a esse ocidente traidor e traído e não compactuamos com os crimes desta SIFILIZAÇÃO protestante/capitalista... Sejamos justos no entanto e perguntemos aos maravilhosos sunitas, wahabitas, hambalitas, salafitas sobre quem EXTERMINOU mais de UM MILHÃO DE ARMÊNIOS, meio milhão de GREGOS propontídeos, e mais meio milhão de ASSÍRIOS, todos cristãos Ortodoxos, em 1914??? Também podemos conversar sobre a escravidão ainda vigente em diversas sociedades islâmicas e divinamente imposta em nome do abençoado Corão.... ou sobre a castração de mulheres e meninas... E QUESTIONAR SE TUDO ISTO É MESMO MUITO BONITO E BELO!

É roto falando do mal vestido, assim o islamismo falando sobre os crimes do Cristianismo, em especial do C protestante ou N americano... E com o trave nos olhos vão soprando o cisco do olho alheio...

Mas as Cruzadas! MAS A JIHAD iniciada pelo califa Omar em 643??? E jamais contida até as batalhas de Poitiers e Tallas, as quais salvaram a Europa Ocidental e a China da arabização...

Quem é que atacou primeiro em Mutta, Kadissya, etc, etc, etc Quem iniciou a guerra, a expansão, a conquista, a rapina, o ataque, a agressão, a pirataria, o morticínio, a conversão forçada, etc EM NOME DE DEUS E saiu berrando aos quatro ventos com o alfange em mãos: CONVERTE OU MORRE??? O cristianismo???

Cruzadas foram uma reação e reação necessária, guerra defensiva e portanto justa face as aspirações imperialistas e universalizantes do islã com seu ideal de Umma.

E não fossem elas, mais Poities e Lepanto, TODAS SEM EXCEÇÃO laboradas com sacrifício e esforço pela igreja romana e não pelo protestantismo hipócrita, NEM O TIO LUTERO teria surgido ou o tio Calvino pois todos estaríamos falando árabe e recitando a shahada com o rosto voltado para a Kibla de Meca e nossas mulheres cobertas com burkas e shadores! Se somos filhos da liberdade e damos continuidade a nossa herança grega e combatemos os preconceitos estúpidos e tolos de judaismo antigo e vindicamos os direitos das mulheres, das crianças, dos homossexuais, dos trabalhadores, dos animais, etc é porque lá nas cruzadas e nas guerras de defesa, nossos ancestrais souberam resistir heroicamente combater, e morrer, e tombar por nós para que não tombássemos como um todo face a sharia e não fossemos arabizados.

E não me venhas tu falar no islã liberal da mutazzila, conquistado em parte pela cultura greco romana e 'obscurecido', 'desfigurado', e 'poluído' porque esse 'islã' impuro ou compósito e desarabizado foi prostrado de morte pelos imames Achari e Gazalli, sucedendo a rígida ortodoxia sunita triunfante com seu ideal de fidelidade irrestrita ao Corão e portanto de irracionalismo e fideísmo crasso.

Nada mais sintomático do que vocês discursarem sobre a existência de 'alguns' muçulmanos liberais e emancipados no OCIDENTE, em Paris, N York, Londres, etc Devo perguntar-lhes sobre o porque de não estarem, espalhando o liberalismo em seus países de origem estre os irmãos? Por que raios não estão a instruir seus pares em Islamabad, Riad, Kandahar, Cairo, etc???  Preciso responder que seriam tratados como heréticos, apóstatas, pecadores, etc e submetidos a murtad???

Lamento por tantos quantos alimentam-se de ódio e rancor mas tudo quanto o islã tem a oferecer ao Ocidente, no lugar dos EUA, é a sharia e não vejo como e porque a sharia seria superior ou melhor, ou menos cruel e danosa do que o capitalismo enterrando as mulheres 'adulteras' ou simplesmente acusadas de adultério até o umbigo e lapidando-as sem misericórdia.

Por ângulo algum vejo que a proposta do islã seja melhor ou superior que a dos fundamentalismo bíblicos. É tudo a mesma treva pestilenciosa.

O islã sunita ortodoxo e salafita será o fim da cultura, do pensamento científico, da racionalidade, da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e a cristalização de todos os preconceitos a que combatemos. Será o fim de nossa herança greco romana e a morte do humanismo.

Continua

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Minha defesa das Cruzadas

Enquanto fui pacifista extremo nutri certo preconceito e - apesar de historiador e professor - mantive certa distância do tema.

Jovem, confuso e idealista cuidava que as Cruzadas estavam em oposição ao espírito do Evangelho.

E também confundia o abuso com o uso ou os excessos com a coisa em si.

No momento em que meu pacifismo tornou-se critico e minha compreensão do sentido do Evangelho mais ampla principiei a interessar-me por elas.

Não sei se foi o não por acaso que tal interesse associou-se as pesquisas que iniciara no campo da religiosidade islâmica.

Afinal não sou daqueles que costumam dissertar superficialmente sobre temas que na verdade supinamente ignoram. Aprecio quem opina e julga com conhecimento de causa e por isso costumo a exprimir-se com propriedade ou silenciar. Quando desconhecemos a natureza de determinado assunto é o melhor que podemos fazer!

Investiguei detidamente o islã: o corão, os sahis, algumas obras teológicas clássicas como At Tabari, os heresiólogos, historiadores e enfim algumas obras de natureza crítica. Li Hourani, Le bon, Goldziher e outros...

Assim quando folheei Maalouf  'As cruzadas vistas pelos árabes' - subentenda-se: muçulmanos... - e deparei com queixas em torno da agressividade, da violência, da crueldade, etc pensei logo na jihad, que são as cruzadas ou guerras santas dos maometanos, alias sancionadas ou melhor impostas pelo Corão e a Sunah, em seguida pensei na Djazia que é um imposto destinado a humilhar as minorias religiosas, na murtad que a pena capital a que ficam sujeitos os apóstatas; nos apedrejamentos, enforcamentos e mutilações determinadas pela fik... e no quanto tudo isto é humano, benigno, nobre, elevado...

Coerência continua mandando abraços aos muçulmanos que criticam o catolicismo e aos bons muçulmanos jihadistas que gritam contra as Cruzadas.

Ponhamos então os pingos nos Is.

Existe uma diferença crucial em torno do Cristianismo e do Islamismo.

E ela diz respeito justamente a questão da paz.

Para o Cristianismo quando aliada a justiça social a paz é um grande valor, uma expressão divina.

Por isso que os povos Cristãos não estão autorizados a impor a religião por meio da força e agredir as repúblicas e comunidades não cristãs. Os cristãos como os antigos gregos - por Cristãos compreendo antes de tudo Católicos e Espíritas - inclinam-se mais a persuasão ou ao diálogo e encaram o padrão da força com suspeição.

Concluindo: O recurso a guerra (mesmo em caso defesa) não é um dogma do Cristianismo. Nosso sistema não sacraliza nem abençoa a violência, apenas aceita-a em último caso, tendo em vista a defesa ou a implantação da justiça. Não temos um dogma chamado jihad que incita-nos a agredir ou a atacar os que creem distintamente. As 'Cruzadas' não correspondem a nosso modo de agir comum, mas a uma resposta...

Uma resposta a que???

Uma resposta as condições de violência criadas pela religião muçulmana no século VII desta Era.

Ocasião em que proclamada a Jihad contra os descrentes lançaram-se os árabes islamizados contra todos os povos e nações vizinhos com o objetivo de pilha-los, domina-los e impor-lhes o islã na ponta da espada. Quem iniciou sua expansão violenta em nome da fé foram os muçulmanos, eles é que agrediram e atacaram sucessivamente os impérios Persa e Bizantino, o primeiro Zoroastriano e o segundo Cristão Ortodoxo.

Não foram os 'malvados' cristãos que iniciaram os ataques ou as agressões por motivos credais: impor a fé Católica aos pobres árabes.

Os muçulmanos é que principiaram suas cruzadas ou sua jihad tendo em vista criar um império teocrático e estender a cultura árabe até os confins da terra.

Quem iniciou esta campanha tendo em vista a arabização forçada do universo foram nossos bons muçulmanos vencedores em Qadisyha, Anadayan e Aliarmuque... e pela ponta da espada, cometendo crimes, pilhagens e devastações foram ampliando seu império cultural e religioso.

A partir do século VII duas jihads anuais passaram a ser enviadas regularmente com o objetivo de atacar e saquear as costas da Ásia menor.

Diante deste contexto de guerra permanente levada a cabo pelos bondosos muçulmanos por quase quatro século só podemos compreender as Cruzadas como uma 'guerra justa' ou como um ato de legítima defesa. Fazia-se mister frear, mais uma vez o expansionismo árabe muçulmano, agora as portas da Europa.

A Europa a seu tempo social e economicamente 'estabilizada' após a conversão dos últimos povos pagãos do Norte, podia agora, fazer frente aos sucessivos ataques do islã e buscar dar-lhes competente resposta.

Era necessário fazer as fronteiras do islã recuarem até a arábia. Recuperando os antigos territórios pertencentes ao Império Bizantino como Síria, Palestina e se possível o Egito. E criando uma barreira ou muralha de proteção entre a Europa e a Península arábica.

De modo geral podemos dizer que a ocupação e dominação muçulmana obtiveram sucesso porque parte da população cristã derrotada acreditava ser melhor para si aceitar a derrota e submeter-se aos novos senhores, inda que pertencessem a outra religião. Queremos dizer com isto que não havia qualquer mandamento em torno de uma resistência violenta e menos ainda duma jihad! Nem existe qualquer mandamento cristão que proíba os fiéis de serem governados por pessoas de outra religião.

Ainda após a acomodação do Cristianismo a política imperial, a consciência Cristã ainda era capaz de discernir entre Deus e César.

Em certo sentido a paz afirmada como valor pelo Cristianismo foi compreendida por muitos como pacifismo crasso ou mesmo passividade face ao mal e a injustiça. E esta confusão foi perniciosa.

Outro era e é o sentido dos muçulmanos, que vencidos e conquistados por governante Cristão, recusavam-se terminantemente a aceitar este tipo de senhorio, exercido por um não muçulmano. Do que decorriam sucessivas e intermináveis sedições, rebeliões, conjurações; todas estribadas no dogma violento da jihad. Para os muçulmanos a simples ideia de se viver em paz sob um governo não muçulmano, é abominável. Aceitar a autoridade de um não muçulmano é uma heresia para os adeptos do maometismo.

Temos aqui um dogma que torna os muçulmanos insubmissos além de agressivos. Não só podem como devem governar outros povos impondo a Djazia aos dissidentes. Mas não podem ser governados por não muçulmanos e viver pacificamente sob seu jugo ou tutela. Trata-se de uma fé excessivamente turbulenta, que ignora por completo os pressupostos da paz.

Os islã é uma forma religiosa que aspira ao comando da Sociedade.

Por isso que minadas pela jihad, pela murtad, pela sharia... as cruzadas falharam miseravelmente. Sendo retomado o expansionismo islâmico. Agora pelos turcos seldjucidas... que terminaram por conquistar Constantinopla em 1476, e posteriormente por penetrar o continente europeu ainda nos século XV. No mesmo momento em que era banidos do Oeste (península ibérica) entravam novamente os sectários do Corão pelo Leste, e ameaçavam de conquista em conquista tudo submeter.

No entanto mesmo após a defecção protestante. Supostamente comprada pelo sultão aos reformadores como sugere Mika Watari. Os Católicos lograram frea-la mais uma vez em Lepanto... neste dia, por toda Europa, dobraram festivamente os sinos nos campanários das Igrejas anunciando a salvação.

Já antes disto e oitocentos anos antes (732) em Poitiers, Carlos Martel contivera o avanço deles pelo Oeste. Impedindo que levassem adiante seu plano de arabização da Europa, do qual jamais desistiram por um instante, achando-se até hoje fixado em suas mentes. Forçoso é reconhecer que se não fossem Carlos Martel, os Cruzados e D João da Áustria (em Lepanto) não poderíamos estar aqui hoje escrevendo livremente e divulgando tudo quanto pensamos...

Tendo triunfado o islã na Europa estaria cortado passo a Escolástica, aos Renascimentos, ao liberalismo político e religioso, o iluminismo, ao positivismo, ao socialismo, etc... Nada do nosso ideário secularizado teria sido possível ou melhor concebido. Para bem ou para mal tudo quanto temos a nível de cultura corresponde a falhas ou a sucessos do Cristianismo... o islã não teria conhecido os mesmos sucessos, nem cometido os mesmos erros...

De modo que nossos caminhos seriam os tristes caminhos do Wahabismo e do salafismo...

Filosofia, ciência e cultura; nossas fontes e raízes pagãs constituídas em torno da imanência, da profanidade, do laicismo e da liberdade, seriam completamente aniquiladas pela sharia com sua jihad, Djzia, murtad...

Outra não foi a sorte das decantadas Luzes do Islã, definitivamente apagadas há cerca de mil anos pela Ortodoxia sunita asharita ( Al Ashari e Al Gazalli) arquitetada em torno da insuficiência ou debilidade da razão humana e da inspiração plenária ou absoluta do Corão.

Admitidos tais pressupostos todas as áreas do conhecimento humano passariam a ser definidas por citações do Corão ou dos Sahis, as quais não se poderia questionar sem tornar-se herético e ser supliciado. E tudo ficaria reduzido a questões de exegese em torno do livro!!!

Diante de tudo isto bem posso compreender que os muçulmanos fanáticos e hipócritas teçam filípicas contra as Cruzadas e a Igreja Católica, censurando-lhe a violência que a religião deles SANTIFICA!

O que não compreendo é a facilidade com que os modernos (liberais, comunistas, anarquistas, etc) costumam repetir as mesmas filípicas desde os tempos da reforma protestante. De fato foram os protestantes, que jamais ousando pensar no que seria uma Europa totalmente islamizada, pela primeira vez registraram tão amargas e ingratas críticas a seus audazes ancestrais. Os quais não pouco sangue tiveram de verter nas inóspitas regiões da Palestina para que cá estivéssemos hoje debatendo livremente tais temos num clima democrático ao invés de estarmos recitando versos do Corão diante duma madrassia...

A tantos quantos divisam algum valor na liberdade e no socialismo, na ciência e na reflexão filosófica; e que diante disto não hesitam avaliar a cultura européia - matriz de nossa cultura - como superior face a cultura fundamentalista e teocrática do islã sunita ou wahabita com suas burkas, direi que chegamos até aqui graças a Carlos Martel e as Cruzadas, e que se não fosse a resistência exercida pelos Cruzados nossa realidade não seria em nada diferente da do Sudão, do Iraque, do Paquistão...

A História de nossa Sociedade e Cultura passa pelas Cruzadas.

E nem mesmo o protestantismo teria vindo a luz caso o islã viesse a atalhar os passos do romanismo e a extirpa-lo da Europa como fez a Ortodoxia no Oriente.

De modo que até mesmo os vaidosos reformados tem uma dívida irremissível face a tais expedições defensivas.

A tal respeito confirma-se o veredito do poeta:

"O homem viu uma cobra
Pelo frio entorpecida
Teve dó dela e no seio
Lhe volveu calor e via
Porém logo que a serpente
A consciência cobrou
afiadíssimos dentes
Em seu benfeitor cravou."

Assim a atitude dos modernos para com a Igreja romana e as Cruzadas.

Aos que de nós discordam propomos a experiência de irem proclamar seus ensinamentos religiosos, sociais e políticos em Meca, Medina ou Riad...

Se sobreviverem nos daremos por plenamente convencidos a respeito da maravilhosas luzes do islã! Dizemos isto porque enquanto escrevemos estas linhas os amáveis sauditas acabam de condenar mais um Blogger ao 'tronco'...