sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Morreu depois que saiu do culto

http://www.tvtribuna.com/videos/?video=27357

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O mito da Criatividade - 70 anos de Batman


Tag Comemorativa

Neste ano Batman faz 70 anos, ou melhor, há este tempo o personagem foi criado por Bob Kane. Quero aqui render-lhe um pequeno tributo, a meu modo. Caramba! O que este cara está pensando? Falar de Batman no intelectualíssimo Bobo da Corte? Sim, eu responderia sim aos puristas e ao fim do artigo espero ter convencido de que valeu a "lauda digital" desperdiçada. Espero que Felix não deseje me matar por escrever aqui sobre isso...


Batman é um herói que marca uma mudança conceitual do tipo herói na DC Comics, uma mudança conceitual também para a cultura ocidental. É perfeitamente o oposto de Superman.


Superman tem seus poderes dada a condição especial sobre que nasceu, assim como outros heróis a um acidente especial que mudou suas vidas, a experiência científica a que foi submetido. Se pensarmos sobre uma análise das idéias que estão envolvidas na composição destes personagens veremos que eles nos falam de nossas próprias noções do herói, do homem de talento, do gênio.


Encurtando, para voltarmos ao Batman, o Superman e heróis com poderes especiais representam a nossa crença antiga em filhos dos deuses como Hércules, a pessoas previlegiadas por inspirações únicas, ao nosso mito cultural sobre a inspiração e a condição de sucesso como uma eleição dirigida por algo superior. Estes heróis são tipos alienantes uma vez que sua mensagem última é que "nós normais devemos deixar de buscar demais sonhos grandiosos, devemos deixar isso para os gênios da ciência, ao Superman, ao Bill Gates, pois isso de herói é para predestinados, para pessoas especiais."


Batman por outro lado, é humano, e aos oitos anos de idade, após uma sessão do filme do Zorro viu seus pais serem brutalmente assassinados. Mas ainda sim, Bruce Wayne é super rico, herdou um império de seu pai. Nada lhe custava abandonar tudo e viver uma boa vida de burguês. 


Wayne, no entanto, criou seu próprio caminho, não quis se calar diante de seu passado, ou contornar a violência sofrida por seus pais. Treinou dias e noites em sua mansão, recluso, foi para as ruas e começou a se preparar. Aprendeu sobre investigação e em alguns anos se tornou o combatente do crime. 


Batman representa a verdade sobre o sucesso, sobre a inspiração, de que Einstein e Darwin não foram previlegiados, (para citar alguns exemplos) mas apaixonados e obstinados por seus ideais. Darwin  colecionou besouros a infância toda, viajou durante cinco anos em pesquisa, publicou mais de uma centena de artigos menores ao retornar a seu país de origem para ganhar espaço e então depois de uma vida de dedicação escreveu "A Origem das espécie".


Batman ensina que basta acordar de seu real estado, sonhar com seu projeto de vida, investir em seu objetivo como seu principal projeto, ser obstinado e resistente as falhas e podemos ser herois.


Bruce Wayne abre o mundo do herói a todos. Celebremos os 70 anos deste grande herói!


Obs: O Mito da Criatividade é o nome do livro de Fábio Zugman, eu recomendo. Este post foi elaborado a partir da leitura do livro.

domingo, 22 de novembro de 2009

MAIS UMA GOTA NO OCEANO...


Boa Noite ao Leitores do Diário de um Bobo da Corte! Estou de volta! espero que não tenha pensado: Nossa, já??
Segue um texto escrito em 2004. Seu tema: Uma análise de Tempos Modernos, do audacioso Chaplin. Caso tenha pensado: Ixi, mais uma interpretação deste filme! Saiba que sim, pois se boas mensagens fosse fáceis de se disseminar, as pessoas saberiam mais frases célebres do que trechos de funk. Por isso sigo martelando...
TEMPOS MODERNOS


O filme Tempos Modernos de Chaplin, possue força sobrecomum no gênero. A possibilidade de significados para os signos utilizados para retratar a crise de 1936 , período entre guerras, se prolonga quase a exaustão; e é com esta força criativa e expressiva que o mesmo atravessa o "salão da casa do tempo", sem se deter, para fixar-se na constelação dos Clássicos.


Clássico é considerado todo produto da atividade artística que por si só estabelece-se como paradigma de seu tempo e para além deste plano se mostra atemporal, sempre atual e necessário. A grandiosidade começa desde a produção do filme, que trás como diretor e no papel de protagonista o insuperável Chaplin, que não satisfeito compunha as músicas de seus Filmes, como Smile (1) (2), que comprovam também a aptidão do mesmo para esta arte.


Obrigado a inserir sons no Filme, Chaplin que considerava o som no cinema como a massificação do mesmo, acaba distorcendo todos os sons existentes, excetuando sua primeira fala no cinema. A distorção além de protesto, contribui de forma notável para contextualizar sua obra, os sons de compreensão confusa são também uma forma perfeita e inovadora de afirmar que a comunicação e por conseqüência a própria razão naquele momento eram na verdade incompreensíveis, ou seja irracionais e não comunicativa, a coroação da razão instrumental.


Nos primeiros instantes surge a cena de um bando de animais, que é sobreposta pela dos operários saindo da fábrica. Esta montagem se mostra rica quando pensamos não somente no imediato, ou seja, que ali se vê a comparação do proletariado, do povo a condição de animais em bando, mas se lembramos que a primeira cena exibida no cinema foi também a da multidão , podemos pensar numa crítica mais ácida, que não se mostra impossível para o brilhantismo de Chaplin.


Ao sobrepor a manada com a cena da multidão é resgatado e criticado o próprio intuito com o qual o cinema principiou. Chaplin estaria a dizer de forma intertextual ao cinema , "olhe o cinema prometeu ser um espelho de seus anseios, mas o que a "indústria cultural, a indústria de massa" vêm desde então fazendo através dele com você é massifica-lo, torna-lo  uma regra, um animal, desrespeitando sua dimensão humano, a favor de uma situação "maquinal".
Outro aspecto interessante refere-se aos três ambientes onde a história se desenrola: A rua, lugar de manifestação, a cadeia, para onde o Estado mandava todo que representasse abertamente perigo a forma imposta e por último A fábrica, espaço de alienação e exploração, esgotam por completo a crítica a sociedade e os problemas da época. Chaplin assim enreda todas as possibilidades possível e relevantes, conseguindo tratar das três classes da época, e seu comportamento: à saber, o Estado e os poderosos, os militares e o proletário.


Momentos antológicos também não faltam. O protagonista na linha de produção apertando parafusos, não consegue nem mesmo no descanso, ou como será  mostrado mais a frente, nem mesmo fora da fábrica, abandonar os movimentos repetitivos, que demostram-se não só um desrespeito a criatividade humana, mas também algo que é capaz de arruiná-la. O homem nesta condição perde sua própria dimensão humana, sua liberdade, e sua forma de lidar com o mundo, com sua vida em sociedade, suas escolhas passam a ser determinadas pela sua forma de produzir, em uníssono com a noção marxista do processo de trabalho (1) (2).


A imagem do homem destruído pelo Sistema chega ao absurdo quando aparece a máquina de automatização de alimentação. Neste ponto a alimentação que é não só uma atividade fisiológica, mas de sociabilidade, entendendo-se aqui almoçar com os amigos e família,  deve ser automatizada para fins de produtividade. Não basta mais o homem chegar a empresa e trabalhar maquinalmente, para o sucesso da máquina, o ser deve se tornar máquina, e a máquina deve se tornar sua forma de pensar, de agir, de se alimentar.


Ocorrido mais alguns eventos novamente a imagem construída por Chaplin, se enche de significado. O protagonista que é engolido pela máquina da linha de produção, é também representado no Judas, o obscuro, de Thomas Hard,  o homem diante do nietzschiano  dragão de milhares de escamas, onde se vê escrito "tú deves", contextualizado para a época como máquina, mas universalmente inserido na problemática humana. Uma alusão ao processo de reificação do homem, a redução do ser diante da linha de produção a condição de coisa, também de engrenagem para os fins do processo.


Se não fosse a sutileza de Chaplin, a incapacidade do protagonista em lhe dar com as personagens femininas, fariam saltar lágrimas aos olhos. A mulher, representando a dimensão social, a afetividade, o mundo dos sentimentos reforçam a incapacidade do homem-máquina da época em lhe dar com sua própria natureza. A anulação de si mesmo que o processo causou, esta mesma anulação que torna tal sistema sustentável apesar de seu absurdo.


Por fim preso ao ser confundido como líder de uma manifestação, o protagonista se vê desrespeitado e tratado como nada ao ser regurgitado pela máquina. Mais a frente, o contra-senso, a mais triste realidade. Tratado como máquina, sugado pela fábrica e enfim descartado, o ser não encontra perspectiva possível, senão voltar ao seu lugar na linha de produção, ou em qualquer outro canto do mesmo Sistema que o descartou e tornou doente. A sua lógica é a da fábrica e do trabalho e para eles voltará, não é uma vida agradável em absoluto, mas já não pode enxergar para além do que viveu. O Sistema quer a miséria do maior número de indivíduos possíveis, pois a miséria é quem gera a ignorância e oprime. A ignorância é quem cega e a opressão, quem cala.


Seriam ainda inúmeras as imagens e as abordagens possíveis, tantas que perdem o propósito para um texto breve. Em fim Chaplin deixa-nos contudo uma visão de esperança. A cena final, onde o protagonista caminha de mãos dadas com a orfã, deixa em nossas mentes a possibilidade, a impressão de que em algum ponto do caminho, que percorrem em direção ao sol, serão felizes. Uma mensagem de esperança para seu tempo e o nosso.


Escrito originalmente em:12/05/2004. O texto não foi devidamente revisado.

Plantão Médico Homeopático

Vi esse vídeo na minha página de orkut, entre as atualizações de meu amigo Eli Vieira.

O serviço irracional da saúde por Richard Dawkins

Richard Dawkins faz uma abordagem acerca das medicinas alternativas e demonstra como são falsas e as "curas" realizadas por elas são apenas placebo.










quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Apresentação


Boa Noite ao Leitores do Diário de um Bobo da Corte!


Meu nome é Chris Robers e fui convidado para escrever no presente blog por meu amigo Fernando Rodrigues, ou Felix. Este é meu primeiro post grande novidade no blog!! e irei me limitar a falar um pouco de mim e qual minhas expectativas para os textos no blog.


Primeiro: Eu não sou comunista, socialista... nem sou anti...
Sou autor e proprietário dos blogs:
Olha o merchandising!!

A minha abordagem nos escritos para o blog serão, como indica a tag no topo do artigo, contracultural. Ah, fiz a tag para que facilite a identificação dos meus artigos assim fica mais fácil pularem o artigo tão logo vejam a figura.


Não gosto de senso comum e menos ainda de common sense. Assim como não gosto de verdade, por isso o que pretendo em meus escritos é apenas recolocar interrogações onde os demais já enxergam um dos sensos.


Pretendo postar uma vez por semana ao menos. Para meus posts irei usar sempre a tag contracultural.


Sou viciado em leitura e mulher, estudo livremente filosofia desde muito novo, me identifico com as idéias (ou boa parte delas) de Nietzsche, Sartre, Adorno, Horkheimer, entre outros. Mas também especialmente influenciado por minha formação Cristã, sem que isso me faça um religioso, mas sim um espiritualista. Religião é uma instituição, espiritualidade (definição grosso modo em psicologia) é o sentimento de que somos parte de um todo.


Um souvenir, já que falamos de religião e espiritualidade:
Costumo dizer que: religião é como culinária. Enquanto ser vivente temos uma necessidade essencial que é a fome - precisamos de nos alimentar-, mas o que defini se iremos devorar ovas, carne, frutas apenas, e se prepararemos o alimento cozido, frito, á moda indiana, ou se simplesmente iremos degustar crua, é a culinária. A forma de preparo do alimento é um fenômeno cultural, que não necessariamente tem por objetivo a necessidade essencial.
O mesmo se passa com a religião, esta é apenas uma manifestação cultural (que responde a outros anseios que não o natural) assim como a culinária. A necessidade essencial é a de integração, de encontrar-se no mundo, isto é espiritualidade.
Quem chegou até esta linha, muito obrigado pela paciência e até a próxima postagem!

Evolucionismo X fetichismo criacionista: resposta ao arrivista Malafaia. Parte 01












Meu velho pai, homem judicioso e sábio, costumava a dizer: Quem tem um olho, em terra de cegos vira rei.

E assim o é.

Em terra de analfabetos, qualquer sabichão que saiba falar díficil, afetar a voz e gesticular profusamente, acaba atraindo multidões e fazendo escola...

Tal o caso do Brasil.

Afinal quantos dentre nós gostam verdadeiramente de ler e se esforçam por compreender tudo quanto é lido?

Leitores até temos.

Leitores de hosróscopos, de revistinhas, de Paulo Coelho, do código Da Vinci, etc

Potenciais soletradores de traduções bíblicas por sinal...

Entretanto quão poucos são, entre nós, os leitores críticos e reflexivos ou seja aqueles que sabem dialogar com a obra que estão a ler.

E no entanto qualquer um desses soletradores de traduções bíblicas pode muito bem apresentar-se como iluminado por Deus e arvorar-se em pastor de almas...

Com o direito de pronunciar-se e de dar a palavra final sobre todos os assuntos possíveis.

De modo que tornou-se uma moda entre nós os pastores semi-analfabetos dogmatizarem sobre praticamente tudo: história, geográfia, biologia, física, química, direito, política...

Ora afirmam que seu sistema remonta ao tempo de Cristo (quando sabemos que foi inventado pelo fanfarrão Martinho Lutero no século XVI ou seja mil e quinhentos anos após a ascenssão de Cristo), ou que a terra não tem mais de seis mil anos, ou que as formas de vida sejam fixas, ou que é impossivel mensurar o carbono ou a radioatividade, ou que a lei de Moisés é superior a todas as legislações modernas, ou que aqueles que se recusam a votar no 'homem de deus' arderá eternamente no inferno...

De fato as pretenssões dos pastores protestantes parecem ilimitadas... é o frenesi teocrático...

Acreditando ouvir vozes celestiais o pastor acredita ser ensinado diretamente por deus sobre todas as coias. Por isso não teme abrir a boca para falar as maiores besteiras e disparates sem um pingo de constrangimento.

Vez por outra os pastores protestantes se lembram de que existe ciência ou Filosofia e tais lembranças bastam para suscitar um ódio mais do que feroz em seus corações mesquinhos.

Pois graças a Ciência e a Filosofia um número cada vez maior de pessoas tem aprendido a pensar, a raciocinar, a refletir, ao invés de se deixarem dominar, controlar, escravizar e estorquir pelos líderes religiosos sem consciência.

Graças a ciência e a filosofia o mundo deixou de ser teocrático para ser secular e livre. Com isto os pastores perderam grande parte de seus poderes e influência, mas milhares e milhares de vidas foram salvas...

Refiro-me aqueles que eram queimados como heréticos ou como bruxas em seus autos de fé.

Graças a ciência e a Filosofia um número cada vez maior de pessoas tem logrado emancipar-se da credulidade, da superstição e dos terrores inspirados pela falsa religiosidade.

Isto significa que quanto mais a Filosofia e a ciência se expandem pelo mundo afora, declina o número de dizimistas e contribuintes a custa dos quais vivem pastor, pastora e pastorzinhos vida fácil e folgada.

Daí a necessidade dos pastores sairem a liça em defesa de seu ganha pão, ou seja dos idiotas que lhes oferecem no mínimo um décimo de rendimentos já por receio de arder nas chamas do inferno, já com a intenção de obter graças e milagres de mancheia...

Afinal das contas Malafaia e seus comparsas apresentam-se como sendo os intermediários em tais negociatas nas quais os fiéis adquirem os favores da divindade através de contribuições financeiras. São eles os corretores espirituais responsáveis pelos investimentos invisiveis da congregação... novos vendedores de indulgências e outras mercadorias que não somos capazes de ver.

Como a ciência e filosofia põe em dúvida e existência de tais mercadorias invisiveis, os pastores voltam-se necessariamente contra elas e lançam mão de todos os expedientes possiveis com o pérfido intuíto de achincalha-las e de manter submisso o alavão que roja a seus pés.

E como os pastores afirmam em alto e bom som que são perfeitamente capazes de intervir magicamente no meio natural, fazendo com que brotem novos membros aos aleijados ou que mortos em estado de putrefação tornem a vida, não há doutrina mais apropriada, com o intuito de fundamentar suas alegações seão aquela segundo a qual o Supremo feiticeiro, numa manifestação vulgar de poder, produziu todas as coisas prontas, perfeitas, acabadas e imutáveis no decorrer de seis dias de vinte e quatro horas, após os quais exausto, teve de descansar...

Foi quando os pastores assumiram seu lugar e passaram a reformar a natureza seja produzindo novos membros, casando solteirões e solteironas encalhados, conseguindo emprego para os membros do mercado de reserva, etc

Por outro lado, caso a sabedoria divina, tudo esteja criando através daquele processo a que chamamos evolução, não há porque falar em intervenções ou em quebras daquelas leis naturais firmadas pelo próprio Legislador Supremo como expressão de sua vontade.

Pois não há necessidade de mudanças ou de alterações bruscas e artificiais onde elas já se sucedem, lenta, gradativa e naturalmente tendendo a perfeição.

Diante da beleza do processo evolutivo uma conclusão se impõe: a existência de milagres no decurso de toda a História humana ou seja no tempo presente não é somente desnecessária mas certamente oposta aquela sabedoria divina patenteada pelo curso natural das coisas.

Milagres não existem e se milagres não existem não precisamos de vendedores de milagres ou de traficantes de indulgências. Se milagres não existem a figura do pastor é de todo dispensável, pois o pastor só existe para iludir e alienar aos tontos com vãs promessas de milagres em troca de grana ou como dizem de dízimos.

Tal o fundamento de toda essa falsa e vã religiosidade: o pagamento de dízimos com o intuito de 'subornar' ao Deus de Jesus Cristo. Tal o fruto da falsa, vil e deletéria crença em milagres, não nos de Cristo certamente, mas nos de Malafaia e seus sequazes...

E tal a razão do ódio, do rancor e da colera que os pastores abrigam em seus corações com relação a Filosofia e a ciência a ponto de apresenta-las inclusive como manifestações diabólicas. E depois eles ainda reclamam e se fingem de vítimas quando lhos acusamos de obscurantismo!

Nós porém, que já fomos o que eles são, conhecemos muito bem seus truques, táticas, estratégias e por isso não fugiremos ao grave dever que se nos impõe: desmascara-los e mostrar ao povo que não passam de mentirosos, desonestos, intrujões, charlatães e trambiqueiros.

Afinal a própria escritura que vivem a citar lhos descreve perfeitamente como pastores de si mesmos que tosquiam as ovelhas e lhes chupam o sangue!

De um lado estão os pastores que oprimem e debilitam as ovelhas e do outro lado estamos nós...

De um lado estão aqueles que ganham rios de dinheiro graças a fábula criacionista e a boçalidade daqueles que lhos seguem em busca de bençãos, graças e mercadorias invisiveis e do outro nós que não ganhamos um mísero centavo furado assumindo a defesa do evolucionismo, mas que o fazemos por amor já ao próximo, já a verdade, já a nós mesmos enquanto seres pensantes.

Pois nem da ciência, nem do evolucionismo fazemos nosso ganha pão. Nosso pão ganhamos com o suor do próprio rosto, trabalhando duramente ao invés de estorquir e fraudar nossos semelhantes.

Não é nosso redimento ou nosso ofício que defendemos, mas a causa do Evangelho puro e verdadeiro, isento de fábulas e doutrinas estravagantes, a causa da ética e a causa da razão.





- Diz Malafaia: "Antes de tudo cumpre definir o que é Ciência e quais são seus métodos."

Comm.: Até aqui estamos de acordo.


- Diz Malafaia: "Não há definição única sobre o que é Ciência. Até mesmo entre os cientistas existem controvérsia, então vôce não tem uma definição única do que seja ciência."


Comm.: Já aqui o ministro protestante começa a destilar sutilmente sua peçonha, insinuando que a noção de ciência flutua ao sabor do relativismo pelo simples fato de que existem algumas variantes no que diz respeito a definição da mesma.

Ressente o pastor assembleiano de que não haja unidade no que diz respeito a definição do conceito de ciência.

E no entanto podemos dizer ao atilado líder religioso, que há muito mais unidade entre os cientistas a respeito do que seja ciência do que entre todos os pastores da face da terra a respeito do significado de um único texto bíblico ou melhor dizendo de um único versículo.

Partisse tal insinuação malévola de um Bispo ortodoxo ou de um sacerdote papista e não soaria assim tão mal, como soa de fato ao partir de quem parte: o seja de um ministro protestante... pois todas as pessoas medianamente bem informadas sobre assuntos de natureza religiosa sabem muito bem que se há uma coisa que não existe no protestantismo é unidade religiosa.

Afinal trata-se duma forma religiosa que só nos EUA comporta onze mil seitas diferentes, cada qual com a mesma tradução da Bíblia mas com uma doutrina ou um credo totalmente diferente dos demais...

Por ai se vê que entre os protestantes sequer há uma definição única de protestantismo (!!!), igreja, Cristo, alma, etc

Há cinco séculos que as seitas beligerantes estão em pé de controvérsia, sem que hajam chegado a um acordo sobre um único artigo de fé!!! Os sectarios protestantes já se queimaram uns aos outros, já se apedrejaram, ja se afogaram, já se agrediram a pauladas, etc mas tais ações não produziram resultado algum...

O Luterano lê a Bíblia de um modo, o calvinista de outro, o anabatista de outro, o wesleyano de outro, o congregacionalista de outro, o cristadelfo de outro, o glassita de outro, o adventista de outro, o jeovista de outro, e cada uma das centenas ou milhares de seitas pentecostais de outro...

Já os romanistas diziam e com plena razão que circulavam centenas de interpretações entre os protestantes a respeito da passagem: este é o meu corpo! Cinco termos e centenas de interpretações diferentes, imagina então quantos milhões e milhões de interpretações não devem grassar entre os protestantes com relação a totalidade das escrituras...

Se um pequeno texto basta para cindi-los assim, imagina o calhamaço todo...

Basta dizer que entre as duas maiores seitas pentecostais do Brasil: a Assembléia e a CCB - ambas guiadas pelo espírito santo - não há acordo sobre o véu, sobre o dízimo, sobre o modo de orar, sobre a maneira de se evangelizar, etc Para não falarmos das demais seitas...

Dir-se-ia que entre dos protestantes sequer pode haver acordo sobre o que é Cristianismo...

Não os protestantes não possuem definição alguma em comum e já foi dito que tomadas as suas seitas biblicistas em conjunto temos diante de nós a regeição de todos os artigos de fé pertinentes ao Cristianismo Histórico, para não falarmos nos novos artigos de fé, caracteristicos de cada seita...

Unitários, Cristadelfos, Jeovistas e judeus messiânicos regeitam a divindade do Verbo... jeovistas, adventistas, anabatistas e diversas seitas pentecostais regeitam a imortalidade consciente da alma humana... adventistas, jeovistas e diversas seitas pentecostais regeitam a doutrina do solifideismo... todos menos os calvinistas regeitam a teoria da presdestinação... etc, etc, etc

Dir-se-ia que estamos numa nova Babel na qual ninguém se compreende... e leem todos a mesma tradução do mesmo livro!!!

Como pois ousa o Malafaia insinuar que não há unidade no que diz respeito a definição de ciência proposta pelos filósofos?

Unidade não há no que diz respeito a fé protestante... segundo já Lutero dizia: Há tantas crenças quanto cabeças...

E o pastor ainda ousa atirar pedras ao telhado da ciência!!! Quanto cinismo, quanta cara-de-pau, quanta safadeza!

Caso Malafaia respeitasse de fato a doutrina do Evangelho teria primeiro tirado o argueiro de seu próprio olho, tratando de conciliar as disparatadas opiniões de todos os biblicistas, livre exaministas e protestantes do universo, para somente depois ter o direito de vir soprar o cisco do olho alheio!





Malafaia procura definir a ciência nestes termos:

"Ramo de estudos ligados a um corpo de verdades apresentada como fatos e organizadas sistematicamente."

Gostaria de saber de onde o egrégio ministro religioso tirou esta afirmação capenga, mas, como era de se esperar ele não fornece bibliografia alguma a seus ouvintes.

Afinal conhecendo-os como conhece-os sabe que não se trata de pessoas sérias, capazes de exigirem fontes e referências, mas de gente humilde e simples disposta a engolir tudo quanto saia de sua boca como oráculos baixados do céu. Do contrário, caso nosso conferencista tributasse ao menos um pingo de respeito para com sua assistência, haveria de indicar a publicação da qual extraiu a definição em questão.

De minha parte sustento que a definição de ciência fornecida pelo pastor saiu de sua cabeça ôca como Atena saiu da cabeça de Zeus seu pai...

Afinal a ciência não é um ramo de estudos, mas um "Conjunto de fatos,fenômenos e/ou saberes constatados por via de experimentação, racionalmente expressos em termos de de leis e teorias e sistematicamente organizados num só corpo."

A ciência não é um estudo mas objeto de estudo e basicamente pesquisa.

Seu método - Malafaia descreve-o pouco mais a frente - consiste na observação, da experimentação, na formulação da hipótese, lei ou teoria e na aplicação, geralmente sob a forma de previsibilidade e controle de situações.



Malafaia - "É importantíssimo salientar que a observação e a experimentação são os pontos chaves do método científico ou seja o paradigma ou môdelo de pesquisa a ser seguido... Sem observação e experimentação não pode haver ciência."


Embora tais palavas expressem a verdade no que diz respeito ao método científico, nem por isso expressa toda a verdade.

Afinal todo charlatão que se preze deve fazer uso da velha tática das meias verdades.

Na maioria das vezes é até mais produtivo dizer meias verdades do que propalar mentiras, pois as mentiras acabam vindo a luz enquanto que as meias verdades teem o condão de fazer com que os incautos repousem tranquilos sobre elas.

Daí a definição incompleta do sr Malafaia sobre os métodos científicos da observação e da experimentação. Certamente que o ministro protestante leu o livro por inteiro, limitou-se porém a recortar o que era de seu interese com o intuito de confundir, misturar, embaralhar e enganar aos mais ingênuos... leu tudo, mas só revelou a metade ao auditório, calando sobre o resto.

Afinal em qualquer livro de epistemologia científica que se preze nos deparamos com a menção aos dois tipos de observação: a observação direta ou imediata dos fenômenos ou seres a nós concomitantes e a observação indireta ou mediata dos fênomenos que ocorreram antes de nós em qualquer parte do tempo passado.

O primeiro tipo de observação é realizado no próprio ser ou fenômeno, daí o termo: observação direta, enquanto que o segundo é realizado nos vestígios deixados pelo ser ou pelo fenômeno ou em sua descrição.

Pouco mais a frente retomaremos esta demonstração e a desenvolveremos.



Malafaia - "Os evolucionistas dizem que a matéria é sempre eterna e que dela se originam todas as coisas."


Penso que neste passo o Malafaia esteja delirando.

De qualquer forma delirando ou não o Pastor esta mentindo e violando descaradamente a lei do Evangelho.

Mentindo e mentindo descaradamente pois são os materialistas e não os evolucionistas que afirmam a eternidade da matéria.

Alias Malafaia esta cansado de saber que apesar de suas maldições e pragas há um número gigantesco de Cristãos, religiosos, teistas, agnóstas, aditos a teoria evolucionista e que nenhum deles afirma a eternidade da matéria, bem como os cientistas.

Pois a maioria esmagadora e quase que total dos cientistas - como o mestre Hawking -admite não saber nada sobre o periodo anterior ao Big Bang e a origem da matéria, abstendo-se de especular sobre a questão.

Afinal a grande maioria dos cientistas é positivista ou agnósta, enquanto que o materialismo não passa de especulação metafísica, a qual a grande maioria dos cientistas é infensa e com a qual jamais nos deparamos em seus livros.

Portanto ao atribuir a especulação metafisica da eternidade da matéria aos evolucionistas e cientistas, Malafaia falseia por completo a verdade e atribui desonestamente ao adversário as idéias e teorias que prentende 'refutar'.

Pura desonestidade e patifaria, condenável sobretudo quando parte de alguém que tem o displante de apresentar-se como ministro ou discípulo daquele que condenou a mentira e que classificou aos mentirosos todos como Malafaia, como filhos do Diabo.



Malafaia - "Que o processo da evolução é tão lento que não pode ser observado... mas o que não pode ser observado não é ciência. Como é que se chega a conclusão segundo os evolucionistas que a bilhões e bilhões de anos houve uma explosão que deu origem a tudo isto se não havia ninguém lá para ver? Pela revelação da imaginação dos cientistas, portanto revelação não é como já falei um método científico. PORTANTO O EVOLUCIONISMO COMO JÁ FALEI NÃO PODE SER CONSIDERADO CIÊNCIA."


Ninguém pode negar que tais palavras e espressões são belas e que até haja verve nelas. Julgo inclusive que se tivessem permanecido confinadas ao estreito círculo de analfabetos e boçais a que foram direcionadas acabariam sendo entusiasticamente aclamadas como soberbas e geniais...

Afinal qual crente fanático não haveria de gritar amém e de se deliciar até mesmo com os erros de português e os barbarismos proferidos por seu guia espiritual?

Desgraçadamente - para o Silas - e felizmente - para nós - uma boa alma achou por bem dar tais palavras ao público, e como dar palavras a público é submete-las a crítica só nos resta a nós cumprir o triste ofício de urubus e de mergulhar em toda essa imundície fétida e pestilencial...

Afinal o que é manjar para uns não passa certamente de lavagem para outros.

Quando Malafaia afirma que o processo de evolução é tão lento que não pode ser imediatamente observado, mente mais uma vez.

É vezo dos criacionistas empregar uma linguagem toda artificiosa com o objetivo de insinuar que a evolução é algo finalizado, algo do passado ou algo que se encerrou há milhares ou milhões de anos, de modo a fazer-nos crer que não podemos observa-la de forma alguma.

Afinal recuado o termo da evolução para antes do surgimento da ciência ou da escrita, torna-se impossivel de observa-la de qualquer forma.

Já os padres da igreja, e após eles todos os escolásticos e teólogos até o século XIX, sustentavam que as fontes históricas legadas pelos antigos hebreus eram anteriores a todas as outras fontes legadas pelas antigas civilizações já porque se supunha que Moisés - que viveu no século XV a C (segundo os antigos bem antes) - o suposto e tradicional autor do pentateuco, fosse anterior aos escritores gregos mais antigos, como Homero. Foi deste modo que durante quase dois mil anos as fábulas compostas pelos hebreus a partir do décimo século a C, foram tidas em conta não só de História, mas de História sagrada...

Todavia quando no século XVIII os primeiros orientalistas puzeram-se a traduzir para as linguas ocidentais os monumentos dos indianos e chineses, a situação dos judaizantes ficou bastante díficil, a ponto de Voltaire e dos demais iluministas tripudiarem das ditas fábulas, tendo em vista a semelhança existente entre algumas delas e as recentemente coletadas no extremo Oriente de cuja vetusta idade se começava a suspeitar, em detrimento da dita 'história sagrada'.

No entanto não foi possivel chegar a qualquer conclusão definitiva, senão no decimo nono século quando os hieroglifos do antigo Egito e a escrita cuneiforme da antiga suméria foram decrifrados e exumados uma pleiade de registros milhares de anos mais antigos do que os registros hebraicos e dos quais os mesmos registros eram culturalmente dependentes e tributários. Neste momento toda essa balela de 'História sagrada' referente a origem do homem e do mundo caiu por terra...


Historicamente os registros hebraicos são mais recentes do que os registros babilônicos, assirios, egipcios e sumerianos, merecendo portanto menos credibilidade na medida em que se referem ao passado tanto mais longuinquo, não observado e tampouco conhecido pelos bárbaros hebreus.

Atualmente os criacionistas adotaram a mesma estratégia de apresentar a evolução ou qualquer fenômeno referente a terra como anterior ao surgimento da ciência ou da escrita e logo como impossivel de ser observado, apreendido e descrito.

Partem alias de crença segundo a qual tudo está definitivamente pronto e acabado, estando o mundo imutavelmente em estado de repouso.

Sabemos no entanto que não é assim, pois ainda que de modo constante ou segundo os mesmos processos, 'tudo flui' - ja o dizia Heráclito - tudo se transforma, tudo se modifica... é pois o universo dinâmico e não estático como desejam os criacionistas que não lho conhecem.

É pois absolutamente falsa a afirmação segundo as revoluções que deram origem a forma atual de nossa terra, cessaram... como é absurda, cretina e sobretudo falsa e desonesta a alegação de que o processo da evolução dos seres vivos encerrou-se a milhares ou a milhões e milhões de anos.

Queremis dizer com isto que todas as transformações porque tem passado a terra, a vida e o homem, são continuas e que estão a ocorrer ainda hoje, exatamente agora.

Neste axato momento não há fixidez alguma em sentido absoluto, nem com relação a terra nem com relação a vida. Tanto a terra esta se fazendo e refazendo, quanto a vida esta assumindo novas formas, se alterando e evoluindo... não há pois nada de 'pronto, acabado ou imutável' como pretendem os criacionistas.

O fixismo é uma ideologia falaciosa que só existe nas mentes fanatizadas de seus adeptos e não na realidade sensivel que nos cerca.

Portanto se não posso observar tais fenômenos 'in totum' ou seja em toda a sua abrangência e amplitude multisecular, que como afirmou o sofista Malafaia, pode chegar a bilhões e bilhõe de anos, posso observar a parte do processo que perdura até o dia de hoje ou melhor dizento uma parcela ou um fragmento dele.

Da pura e simples expansão do nosso universo, concluimos que não ocupava a totalidade do espaço que ocupa neste instante... Logo quanto mais recuamos no tempo recuamos necessariamente no espaço, até chegarmos a origem do tempo e do espaço que é o Big Bang. Assim pela mensuração do espaço e se sua expansão podemos calcular matematicamente o tempo em que a dita expansão se originou...

Certamente que ninguém pôde contemplar o primeiro impulso da grande explosão ou seu impulso inicial. Podemos no entanto observar e constatar os límites de nosso universo finito e dinâmico em franca expansão.

Logo sr Malafaia, a grande explosão, é em parte observável, logo ciência, enquanto o sr é um falastrão!

O mesmo se dá por exemplo com a formação das grandes planícies aluvionais do Indo, do Tigre e Eufrates, do Nilo ou mesmo do Amazonas... certamente que não podemos observar o inicio da formação das mesmas, podemos observar no entanto como continuam a ser formadas e ampliadas ainda hoje por meio de depósitos trazidos pelos rios e depositados nas fozes! Logo partindo do volume de lôdo depositado no terreno durante uma determinada parcela de tempo podemos calcular matematicamente e com cem porcento de certeza, a época em que tais planícies começaram a ser formadas recuando a milhares e milhares de anos.

É este dinamismo constante que ainda hoje determina a redução de carbono nos vestígios orgânicos ou de radioatividade em certos minérios e elementos ou ainda o acrescimo paulatino de sal nos leitos dos oceanos... Ora esse dinamismo constante é perfeitamente observável em nossos dias e pela mensuração de seu ritmo ou fluxo podemos calcular matematicamente a idade dos seres e das coisas com plena certeza.

Portanto o fluxo das transformações que ainda hoje ocorrem na terra - como depósitos de sal, erupções, formação de planicies aluvionais, radioatividade de certos minérios, diminuição de carbono em vestígios orgânicos, etc - depõe unanimemente contra a cronologia mais larga dos registros hebraicos segundo os quais a terra em que vivemos não teria mais do que sete ou oito mil anos na melhor da hipóteses.

Logo a História criacionista só pode ser a estórinha do Pitéco, na qual dinossauros e animais viveram juntos até que veio o dilúvio e afogou os primeiros seja porque Noé não se lembrou deles ou porque não coubessem na divina arca...

Do mesmo modo podemos observar transformações nos animais ou seres vivos e de fato os criacionistas desde os tempos de Linneu - Cuvier e Agassiz (o último criacionista de vulto nos pódromos da ciência) - tem admitido que as atuais formas de vida estão sujeitas a transformações e que portanto não são fixas.

Linneu que era um homem sábio e honesto mandou riscar da derradeira edição de seu "Systema Naturae" a afirmação segundo a qual nenhuma nova espécie poderia surgir e não o fez sem razão pois todos sabem que cavalos e zebras teem cruzado e produzido híbridos férteis...

Há séculos que os seres humanos tem 'transformado' artificialmente diversos tipos de plantas alimentícias a ponto de alterar sensivelmente suas caracteristicas originais, tornando-as inclusive mais resistentes em detrimento de matrizes originais que acabaram por extinguir-se quase que totalmente.

Os zoologos a seu tempo teem observado e descrito um sem número de transformações porque diversas espécies e animais teem passado no decorrer das últimas centenas de anos...

Portanto somente uma diminuta fração dos criacionistas mais fanáticos, agindo desonestamente, tem ousado negar os fatos e afirmar o fixismo. Creio que nenhum cientista metido a criacinista ouse afirmar o fixismo.

E no entanto o criacionismo deve ser fixista por coerência, como percebeu intuitivamente o arrivista Malafaia. Portanto todo o criacionista que se preza deveria afirmar com ele que as espécies foram produzidas prontas e acabadas... ou seja imutavelmente fixas.

Afinal porque Deus haveria de produzir algo de inacabado ou de criar algo de imperfeito?

Pois tudo que se transforma tende a perfeição, logo não é perfeito.

Por outro lado se os seres criados podem atingir a perfeição por meio de transformações e alterações em suas estrutura porque todos eles não podem ser fruto de transformações sucessivas ocorridas numa única célula original?

Se deus criou seres que são imperfeitos e logo capazes de se transformarem e de evoluir em demanda da perfeição, porque se deu ao trabalho de criar tais seres ao invés de produzir uma única matriz da qual todas partissem por transformação evolutiva?

Ou o criacionismo se tornará fixista nos termos em que foi concebido pelos bárbaros hebreus, ou morrerá no instante em que for condescendente com os fatos.

Pois os fatos testificam insofismavelmente que as formas de vida não são fixas, nem acabadas, nem imutáveis como afirma cinicamente o sr Malafaia, estando ainda hoje sujeitas a diversos modos de alteração.

Foi justamente este conjunto de transformações acumuladas durante milhões e milhões de anos que produziu novas espécies. Hipótese que foi corroborada já pelo estudo da embriologia, já pelo estudo dos orgãos vestigiais, já pelo estudo comparativo dos fósseis... assim os vestigios observados pelos cientistas corroboraram este fragmento ou parcela do processo que nos é dado verificar ainda hoje. Afinal o que se altera e transforma hoje bem pode ter se alterado e transformado ontem e sempre.

É totalmente falsa portanto a afirmação de Malafaia segundo a qual a evolução dos seres vivos não é observável. É duplamente observável sim já pelas transformações que ainda hoje se processam nos seres, já pelos vestígios das transformações que ocorreram no passado.

Observável, logo científico.

É pois científico, real e absolutamente verdadeiro o processo evolutivo e falsa a teoria magico/fetichista do criacionismo, a qual por sinal jamais foi ensinada por Jesus Cristo.