O rap não é a arte pela arte, mas a arte denúncia, a arte que mostra as desigualdades e injustiças sociais. O rap é diferente do funk que faz apologia ao crime, que desvaloriza as mulheres, o funk é uma luta de rebeldes sem causa. O funk já chegou a burguesia, as novelas mostram bailes funks, a TV patrocina os funkeiros, mas os rapers tem um alto conteúdo filosófico e social, além da poesia e do som que eu adoro.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Do não cumprimento do mandato integral
Se tem uma coisa que me deixa puto revoltado é o não cumprimento integral do mandato dos políticos. Isso, é fazer pouco do eleitor. É disso que vou falar hoje.
O não cumprimento do mandato integral existe praticamente em todas as escalas do poder. Exemplo: O candidato a vereador é eleito, dois anos depois se candidata a deputado federal. Como pode acontecer isso? O candidato não trai aqueles que nele votaram? O candidato não se elege para um mandato de dois anos ou para um mandato que o tempo fique a seu talante. Eu, quando voto, voto para que o candidato que escolhi cumpra rigorosamente os quatro anos de mandato.
Se o candidato ganha as eleições para deputado caso seja vereador, deixa dois anos de mandato sem cumprir, mas se perde a eleição, ele volta para seu mandato como se nada tivesse acontecido. Eu não confio em gente que se candidata para um cargo de quatro anos e cumpre dois, para poder disputar cargos nas esferas mais alta do poder. A quem representa um indivíduo desses?
Quero ver algum candidato decente fazer um projeto de lei que proíba vereadores, prefeitos, deputados e governadores entre outros de largarem seus mandatos pela metade. Deveria ser obrigatório o cumprimento integral do mandato ou então que renuncie ao cargo para o qual foi eleito.
O que leva um vereador largar o mandato para disputar um cargo mais alto? O amor pelo povo, o patriotismo? Duvido. Não duvido que tenha amor... pelo dinheiro, é claro. Caro leitor, se você gostou da ideia, espalhe, divulgue, pois o que há de mais nobre do quem socializar boas ideias?
O não cumprimento do mandato integral existe praticamente em todas as escalas do poder. Exemplo: O candidato a vereador é eleito, dois anos depois se candidata a deputado federal. Como pode acontecer isso? O candidato não trai aqueles que nele votaram? O candidato não se elege para um mandato de dois anos ou para um mandato que o tempo fique a seu talante. Eu, quando voto, voto para que o candidato que escolhi cumpra rigorosamente os quatro anos de mandato.
Se o candidato ganha as eleições para deputado caso seja vereador, deixa dois anos de mandato sem cumprir, mas se perde a eleição, ele volta para seu mandato como se nada tivesse acontecido. Eu não confio em gente que se candidata para um cargo de quatro anos e cumpre dois, para poder disputar cargos nas esferas mais alta do poder. A quem representa um indivíduo desses?
Quero ver algum candidato decente fazer um projeto de lei que proíba vereadores, prefeitos, deputados e governadores entre outros de largarem seus mandatos pela metade. Deveria ser obrigatório o cumprimento integral do mandato ou então que renuncie ao cargo para o qual foi eleito.
O que leva um vereador largar o mandato para disputar um cargo mais alto? O amor pelo povo, o patriotismo? Duvido. Não duvido que tenha amor... pelo dinheiro, é claro. Caro leitor, se você gostou da ideia, espalhe, divulgue, pois o que há de mais nobre do quem socializar boas ideias?
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Cota
Um assunto muito polêmico é o que trata das cotas para negros em universidades ou em concursos.
Devemos nos inquirir qual é o fim das cotas, para que servem, caso queiramos ser coerentes.
Por isso a postagem abaixo segue os padrões de diálogo feitas por Platão.
- Mas dar cotas aos negros não é chamá-lo de burros?
- Quem diz isso é a burguesia. Os negros não são burros e precisam das cotas.
- Por que precisam das cotas?
- Para corrigir uma injustiça histórica. Pois os negros foram tirados à força de suas terras pelasifilização civilização cristã. Trabalharam como escravos até quase o fim do século XIX. Quando foram "libertos" pela "generosa" princesa Isabel. E quando os negros foram libertos graças à "benevolência" da princesa, eles não foram indenizados nem foram contratados por aqueles que foram seus senhores. Saíram das fazendas apenas com a roupa do corpo. E foram para onde? Para os lugares onde se encontram as grandes favelas, este assunto já foi tratado aqui com maestria pelo professor Domingos, aqui.
Toda injustiça tem que ser desfeita, isso chama-se satisfação. Os negros foram espoliados, roubados, enfim explorados, logo o sistema de cotas não é acepção de pessoas, como querem os idiotas. Não, o sistema de cotas não é um privilégio, mas justiça. Se essa injustiça tivesse sido corrigida ainda no império (que durou pouco mais de um ano após a abolição) ou nas primeiras décadas da república os negros não precisariam das cotas.
- Ah, mas os negros hoje tem as mesmas chances que os brancos, e além do mais tem brancos pobres.
- É mesmo? Não é isso o que diz o estudo da Dieese, pelo contrário afirma que os negros mesmo tendo a mesma escolaridade que brancos ganham menos. Então lhe pergunto: Que bosta de igualdade é essa? Se o salário é desigual entre negros e brancos, quanto mais o acesso à educação.
- O negro se estudar pode competir de igual para igual com o branco.
- Sei, com o branco que estuda no Objetivo, que estudou nas melhores escolasb e teve os melhores professores.
- Mas há brancos pobres, então por que cotas?
- Se fosse me provar que alguma vez na história do Brasil tivemos oficialmente escravidão branca, então eu mesmo serei contra o sistema de cotas. O que eu sei é que os negros não foram indenizados, não foram contratados com o fim da escravidão, pelo contrário os grandes fazendeiros contrataram italianos, e por mais que sofressem não eram escravos e não sofriam os preconceitos que os negros sofrem até o presente dia.
- Eu tenho olhos azuis e tenho ascendência negra, então eu tenho direito ao sistema de cotas?
- De modo algum.
- Por que?
- Você já foi chamado de crioulo, de macaco e de outros nomes ofensivos ao povo negro?
- Não. Então você não é negro. Além do mais diga-me, você seria escravo no século XIX no Brasil escravocrata?
- Não.
- Mas o sistema de cotas acirra ainda mais o racismo.
- Por que diz isso, acaso antes das cotas os brancos eram mais tolerantes com os negros?
- Não. Mas acho que vai piorar.
- Ah, vai piorar se corrigir uma injustiça e se ajudar que os negros realmente tenham direitos iguais.
- Mas isso é passado. Águas passadas não voltam atrás.
- Engano seu, a justiça não é baseada no presente mas no passado. Os tribunais não jugam o que acontecerá, ou o que acontece, mas o que aconteceu. Seguindo sua lógica, o casal Nardoni não deveria ser punido, uma vez que a morte da Isabela é passado, como se o crime tivesse deixado de existir. Essa sua lógica destruiria a justiça por inteira.
- E os judeus que sofreram na Alemana nazista não deveriam ser indenizados?
- E quem disse que não foram ou estão em vias de serem?
- Mas passado é passado.
- Quer dizer se alguém lhe assaltar você não vai prestar queixa, porque quando for fazer a queixa o assalto já será coisa do passado, certo?
- Não. Mas isso traz sérias complicações.
- E por trazer "sérias complicações" devemos deixar as coisas no pé em que estão e deixar a desigualdade reinar?
- Não, mas existem outros meios?
- Quais?
- ........
- Mas dar vagas para negros nas universidades não é chamá-los de incapazes, de incompetentes?
- Como disse acima os negros ganham menos que brancos, então significa que devem trabalhar mais que os brancos, sendo assim tem menos tempo de estudar, deve ser isso o que você chama de incompetência.
- Estou confuso e não sei o que pensar.
- Pense no que é certo, no que é justo e nada mais.
Devemos nos inquirir qual é o fim das cotas, para que servem, caso queiramos ser coerentes.
Por isso a postagem abaixo segue os padrões de diálogo feitas por Platão.
- Mas dar cotas aos negros não é chamá-lo de burros?
- Quem diz isso é a burguesia. Os negros não são burros e precisam das cotas.
- Por que precisam das cotas?
- Para corrigir uma injustiça histórica. Pois os negros foram tirados à força de suas terras pela
Toda injustiça tem que ser desfeita, isso chama-se satisfação. Os negros foram espoliados, roubados, enfim explorados, logo o sistema de cotas não é acepção de pessoas, como querem os idiotas. Não, o sistema de cotas não é um privilégio, mas justiça. Se essa injustiça tivesse sido corrigida ainda no império (que durou pouco mais de um ano após a abolição) ou nas primeiras décadas da república os negros não precisariam das cotas.
- Ah, mas os negros hoje tem as mesmas chances que os brancos, e além do mais tem brancos pobres.
- É mesmo? Não é isso o que diz o estudo da Dieese, pelo contrário afirma que os negros mesmo tendo a mesma escolaridade que brancos ganham menos. Então lhe pergunto: Que bosta de igualdade é essa? Se o salário é desigual entre negros e brancos, quanto mais o acesso à educação.
- O negro se estudar pode competir de igual para igual com o branco.
- Sei, com o branco que estuda no Objetivo, que estudou nas melhores escolasb e teve os melhores professores.
- Mas há brancos pobres, então por que cotas?
- Se fosse me provar que alguma vez na história do Brasil tivemos oficialmente escravidão branca, então eu mesmo serei contra o sistema de cotas. O que eu sei é que os negros não foram indenizados, não foram contratados com o fim da escravidão, pelo contrário os grandes fazendeiros contrataram italianos, e por mais que sofressem não eram escravos e não sofriam os preconceitos que os negros sofrem até o presente dia.
- Eu tenho olhos azuis e tenho ascendência negra, então eu tenho direito ao sistema de cotas?
- De modo algum.
- Por que?
- Você já foi chamado de crioulo, de macaco e de outros nomes ofensivos ao povo negro?
- Não. Então você não é negro. Além do mais diga-me, você seria escravo no século XIX no Brasil escravocrata?
- Não.
- Mas o sistema de cotas acirra ainda mais o racismo.
- Por que diz isso, acaso antes das cotas os brancos eram mais tolerantes com os negros?
- Não. Mas acho que vai piorar.
- Ah, vai piorar se corrigir uma injustiça e se ajudar que os negros realmente tenham direitos iguais.
- Mas isso é passado. Águas passadas não voltam atrás.
- Engano seu, a justiça não é baseada no presente mas no passado. Os tribunais não jugam o que acontecerá, ou o que acontece, mas o que aconteceu. Seguindo sua lógica, o casal Nardoni não deveria ser punido, uma vez que a morte da Isabela é passado, como se o crime tivesse deixado de existir. Essa sua lógica destruiria a justiça por inteira.
- E os judeus que sofreram na Alemana nazista não deveriam ser indenizados?
- E quem disse que não foram ou estão em vias de serem?
- Mas passado é passado.
- Quer dizer se alguém lhe assaltar você não vai prestar queixa, porque quando for fazer a queixa o assalto já será coisa do passado, certo?
- Não. Mas isso traz sérias complicações.
- E por trazer "sérias complicações" devemos deixar as coisas no pé em que estão e deixar a desigualdade reinar?
- Não, mas existem outros meios?
- Quais?
- ........
- Mas dar vagas para negros nas universidades não é chamá-los de incapazes, de incompetentes?
- Como disse acima os negros ganham menos que brancos, então significa que devem trabalhar mais que os brancos, sendo assim tem menos tempo de estudar, deve ser isso o que você chama de incompetência.
- Estou confuso e não sei o que pensar.
- Pense no que é certo, no que é justo e nada mais.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Marx não morreu!
Navegando pela internet e pesquisando ora sobre o grandioso Marx ora sobre o capitalismo encontrei alguns vídeos maravilhosos, sobre Marx e o marxismo.
O ator Fenton Wilkinson interpreta Karl Marx da obra do historiador Howard Zinn.
Vídeos para todos os que desejam entender a Marx e sua obra, para os que acham que entendem de marxismo e também para os fanáticos que acham que Marx é um profeta e sua obra uma espécie de revelação.
O ator Fenton Wilkinson interpreta Karl Marx da obra do historiador Howard Zinn.
Vídeos para todos os que desejam entender a Marx e sua obra, para os que acham que entendem de marxismo e também para os fanáticos que acham que Marx é um profeta e sua obra uma espécie de revelação.
"Capitalismo Uma História de Amor" - Documentário de Michael Moore
Capitalismo Uma História de amor é um documentário fascinante de se assistir. É um vídeo obrigatório para quem é educador, para quem se preocupa com os destinos de sua nação e do mundo, um vídeo obrigatório para cientistas, religiosos e ateus. Enfim um vídeo para quem gosta de filosofia, para quem gosta de questionar porque as coisas são como são.
Já assisti ao vídeo e realmente a sagacidade de Michael Moore suscita cada vez mais minha admiração por sua pessoa e obra. Quem assistiu Farenheit 9/11 e Sicko sabe do que estou falando.
No que documentário que o leitor irá assistir poderá ver como Moore desmascar o capitalismo e mostra que o verdadeiro terrorismo é aquele que é produzido pela burguesia reinante. Mesmo não sendo marxista ele dá uma lição sobre economia, creio eu, que se Marx fosse vivo, recomendaria este filme para quem quisesse entender o que é o capitalismo e como funciona.
Um tema tratado por Moore é o cristianismo, ele mostra que a burguesia adulterou a mensagem de Cristo, Moore procura alguns padres e estes lhe mostram como o capitalismo é avesso ao cristianismo. Moore ainda faz uma sátira a caricatura de Cristo inventada pelos fariseus hipócritas que são os burgueses.
Não vou dissertar mais sobre o filme, assista o leitor e conclua de per si, como disse Jesus: "Quem tem ouvidos, ouça".
__________________
Disclose.tv - Capitalismo - Uma História de Amor_1-2 Video
Disclose.tv - Capitalismo - Uma Historia de Amor_2-2 Video
Já assisti ao vídeo e realmente a sagacidade de Michael Moore suscita cada vez mais minha admiração por sua pessoa e obra. Quem assistiu Farenheit 9/11 e Sicko sabe do que estou falando.
No que documentário que o leitor irá assistir poderá ver como Moore desmascar o capitalismo e mostra que o verdadeiro terrorismo é aquele que é produzido pela burguesia reinante. Mesmo não sendo marxista ele dá uma lição sobre economia, creio eu, que se Marx fosse vivo, recomendaria este filme para quem quisesse entender o que é o capitalismo e como funciona.
Um tema tratado por Moore é o cristianismo, ele mostra que a burguesia adulterou a mensagem de Cristo, Moore procura alguns padres e estes lhe mostram como o capitalismo é avesso ao cristianismo. Moore ainda faz uma sátira a caricatura de Cristo inventada pelos fariseus hipócritas que são os burgueses.
Não vou dissertar mais sobre o filme, assista o leitor e conclua de per si, como disse Jesus: "Quem tem ouvidos, ouça".
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Disclose.tv - Capitalismo - Uma História de Amor_1-2 Video
Disclose.tv - Capitalismo - Uma Historia de Amor_2-2 Video
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Vote Tiririca pior do que tá não fica.
Eu não acreditaria se não visse o vídeo. De Gaulle tinha razão quando disse que "O Brasil não é um país sério". É por isso que muita gente não gosta de política, porque transformaram a política em politicalha. E o horário político que deveria ser sério se torna um show ora religioso ora leviano com humoristas falidos.
Um partido que aceita Tiririca como candidato é um partido de
Claro que um partido que aceita um candidato inepto como o sr. Tiririca, não tem compromisso nenhum com a nação. O candidato a deputado federal confessou a sua ignorância ao dizer: ""O que faz um deputado? Eu não sei! Mas se você votar em mim, eu descubro!".
Se o Tiririca for eleito, então tenho que dar razão a frase atribuída a De Gaulle.
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