quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O preço do amanhã




No último domingo assisti ao filme "O preço do amanhã". O filme se passa em 2051 num mundo onde tudo é regido pelo tempo e com esse mesmo tempo se paga tudo. As grandes massas que são pobres tem que correr contra o tempo literalmente.

Nesse futuro próximo as pessoas não passam de 25 anos, isto é, ninguém envelhece mas as pessoas pagam caro por isso e quem não tem dinheiro morre. O preço das coisas necessárias à vida sobem todo dia, e muitos não conseguem acompanhar o ritmo do mercado e morrem por falta de tempo, isto é, morrem porque o tempo se esgota pelo fato de não terem conseguido comprar o tempo de sobrevivência. As pessoas já nascem com um relógio no antebraço marcando o tempo de vida, daí para frente é se comprar o tempo.


Trata-se de um filme de ação mas nem por isso fútil, o filme é altamente filosófico questionando o capitalismo, o darwinismo social e abordando temas caros à anarquia. Will Salas luta para roubar tempo dos ricos e distribuí-lo entre os pobres. E ele pergunta: "É roubo se já foi roubado?", fazendo referência à Proudhom.

No final, ele consegue desetabilizar o sistema e se vê pessoas sem correr, sem trabalhar, aproveitando o tempo como querem os anarquistas.

Vale a pena assistir ao filme.

3 comentários:

Mi disse...

Fernando
Gostei da dica. Não sou fã de filmes de ação, mas tua resenha despertou meu interesse. Quem sabe num destes dias de folga eu não arrisco assistir, não é?

Ps: Encerrei o blogue "Meus Devaneios" (que em breve sairá na versão em livro) e iniciei um novo espaço. Caso queira continuar me lendo (contos, crônicas e poesias), o endereço é: http://contemuitosdramas.blogspot.com/.

Um abraço,
Michele P.

Lua disse...

Ah, eu vi o trailer em outro blog antes. Parece muito bom mesmo!
Beijos!

Ravick disse...

Ótima metáfora. Estava escrevendo uma comédia onde a metáfora era "dar o cu", mas nem Rabelais seria tão escatológico, haha Daí parei.