quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Umma: Um projeto em construção e a vulnerabilidade das Sociedades Ocidentais





Umma em árabe vem de Umm ou mãe e significa algo parecido com sociedade, congregação ou como dizemos igreja.

Podemos definir a Umma como a Sociedade de todos os muçulmanos piedosos que observam a sharia i é a lei islâmica que representa a vontade do próprio alá.

Parafraseando o Evangelho a Umma começou como uma semente: Cadja, Ali, Oma... Os cerca de oitenta que fugiram para a Etiópia, a cidade de Iatreb que hoje chamam Madinat al Nabi, Macca, a Península arábica, o Norte da África, a Síria, a Pérsia, a Península Ibérica, Sogdiana, Aracosia, Bactriana...

Cerca de 730 a 740 a Umma encontrou seus termos definitivos: A África negra (então impenetrável) ao Sul, Toullon ao Norte, o Atlântico a Oeste e os grande impérios da Índia e da China a Leste. Tal o mundo e tais os impérios que limitavam a Umma: Europa, Bizâncio/Rússia, Índia e China, para não falarmos nos reinos negros.

Eram quatro espaços impenetráveis para o islã.

Mas não era ainda o mundo.

Pois faltavam a quarta e a quinta parte ou seja América e Oceania.

E suas expressões políticas: EUA, Brasil e Austrália.

Tais centros políticos constituíram barreiras fechadas para o islã ao menos até 1776 quando os EUA adotaram o modelo laicista de separação entre a religião e o estado. Teoricamente abriu-se um primeiro nicho para a expansão islâmica e a retomada daquele ideal de construção da Umma. No entanto entre EUA e Oriente médio havia uma distância imensa, um mar Oceano, leis de imigração, antinomias culturais, etc Ficando esta penetração do islã nos EUA impraticável.

Assim a penetração do islã no Brasil. Pais que adotou a separação entre igreja e estado em 1891. Assim para os países Católicos do Sul da Europa como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, etc cuja assimilação do modelo laicista é bastante recente...

A URSS até 1989 era comunista...

A China pragmática e tradicionalista como é a um tempo controla a expansão do islamismo em sei território e a outro, pura e simplesmente, mostra-se irredutível a ele por uma questão de cultura. Assim a Índia, cuja rivalidade face a República islâmica do Paquistão é bastante conhecida. Japão e Coréia também constituem outras províncias culturais ou outros mundos.

Diante disto a partir da exploração e colonização da África negra pelas potências europeias do século XIX e a consequente fragilização e dissolução dos reinos negros, encontrou o islã um novo nicho ou espaço porque espraiar-se: Foi tirando vantagem das exações cometidas pelo Europeu 'civilizado', destilando ódio e inserindo-se cada vez mais na África negra dando origem a um processo de expansão a que ainda hoje assistimos.

Acontece que o Cristianismo, em especial o Catolicismo inserindo-se a partir da costa do Atlântico alastrou-se em direção do Leste enquanto que a resistência dos cultos ancestrais também foi estimulada. Cerca dos anos 80 e 90 o Cristianismo vindo do Oeste e os cultos gentílicos radicados no centro do continente negro atalharam a a expansão islâmica, sobrevindo os choques cada vez mais comuns que hora testemunhamos. E como já não pode o islã avançar por bem ou pacificamente em meio a populações católicas ou pagãs e tampouco tolerar a presença resistência delas passamos a assistir um número cada vez maior de conflitos em sua maior parte provocados pelos muçulmanos fanáticos. Os quais folgam de atacar (jihad) em especial as populações pagãs e pacíficas em nome de sua sharia.

Por outro lado a resistência tem sido cada vez mais consciente e organizada. Nem são os povos primitivos e as culturas ancestrais tão covardes como o homem 'civilizado' do Ocidente. Disto resulta que a tarefa do islã não tem sido nada fácil e que não esta prestes a unificar espiritualmente a África como seus líderes acreditavam estar perto de acontecer há cerca de meio século.

Além disto o islã - que é uma fé por assim dizer 'Católica' (como o Cristianismo e o Budismo) ou universal, no sentido de que pretende persuadir e converter a todos os povos, nações e culturas da face da terra - tem encontrado dificuldade no sentido de despejar o conteúdo sempre excedente (devido a instituição da poligamia) das populações árabes no território da África equatorial ou tropical, inóspito para tais populações. Restando a necessidade de converter as populações negras que encontra na direção do Oeste, o que como já dissemos, constituem um desafio.

Atualmente, face aos ideais expansionistas da Umma, temos os seguintes blocos:

  • EUA e Norte América
  • Brasil e América do Sul

    Estes dois blocos estão socialmente desguarnecidos, contam no entanto com a barreira natural do Mar Oceano.
  • África Ocidental (onde empenha uma de suas frentes de combate e recorre amiude a Jihad)
  • Europa 
  • Rússia e´
  • Índia
         Todos estes blocos estão em conexão territorial com as Sociedades islâmicas do que resulta uma vul-
         nerabilidade territorial.

  • China. A China esta até certo ponto protegida pela barreira natural das montanhas e dos desertos.
  • Austrália. A qual também é uma Ilha ou continente isolado.


    Dos Blocos em conexão territorial com o Islã Rússia e Índia constituem culturas dificilmente permeáveis e em estado de tensão face as pretensões islâmicas ou a construção da Umma.


    De tudo quanto registramos acima salta a vista que nas atuais circunstâncias apenas um dos blocos elencados acha-se totalmente desguarnecido e plenamente vulnerável a expansão islâmica: A Europa.

    O islã tem plena consciência disto e seus olhos postos sobre o continente de Homero, Sócrates, Platão, Aristóteles, Cícero, Virgilio, Ambrósio, Hilário, Aquino, Dante, Da Vinci, Galileu, Shakespeare, Camões, La Fontaine, Moliere, Bethoveen, Marx, Darwin, Freud, Jung, Weber... e tantos outros espíritos fontes que plasmaram a civilização e a cultura ocidentais.

    Como há meio milênio o califado tinha seus olhos postos em Constantinopla, cuidado jogar com a cultura e fragilizar a consciência ocidental, hoje os olhos do islã pairam ávidos sobre Atenas, Roma, Paris, Sevilha, Lisboa, Londres... metrópoles porque cuidam seus xeques a fé coorânica avançará em cortejo triunfal.

    Totalmente corrompidos e entorpecidos pelo veneno relativista economicista ou pelo veneno subjetivista comunistas e anarquistas folgam depreciar a cultura ancestral, a qual para eles não tem o mínimo valor... produzida por gregos e romanos é primitiva e tosca; pelos medievos é Católica e sumamente odiosa, pelos renascentistas e iluministas é burguesa e cruel. Enfim nada se salva...

    A perspectiva do islã é mais realista. Odeiam um cultura que sabem ser forte em escala mundial e caso venham a suplanta-la em seu próprio terreno, arabizando a Europa - e convertendo teatros, catedrais, museus, galerias de arte e centros de pesquisa em mesquitas - não deixarão de explorar a vitória obtida e de alegar que nossos pensadores, cientistas, artistas, sábios e santos foram derrotados em 'casa'... evidência de que o espírito do islã é mais forte e o mais forte do universo.

    Não é por questão de espaço ou mesmo de número que a Europa precisa ser conservada e mantida em termos de democracia, laicismo, tolerância, direitos humanos, justiça social, etc

    Não é mesmo pelos Museus, bibliotecas e galerias de arte.

    E menos ainda por considerações de ordem financeira.

    A Europa deve ser considerada irreligiosa, Católica, pagã, seja o que for mais livre do islã e imune a seu espírito obtuso por uma questão de sentido.

    Não podemos perder este nicho cultural porque é estratégico. O lugar de Homero e Einstein é de suma importância para a cultura, pois é matriz de uma cultura universal de que procedem valores como: A policracia, a liberdade ou a democracia, a pessoa, a justiça social, o bem comum, a racionalidade, o empirismo, a evolução das espécies, a arqueologia, o estudo e compreensão da cultura, a evolução das espécies, o estado de bem estar, a aceitação do corpo, a ruptura com os preconceitos, etc, etc, etc Enfim é tanta mais tanta coisa em jogo...

    O próprio comunismo e anarquismo não surgiram nem poderiam ter surgido noutros contextos como no califado abássida... ou na corte de Maomé IV.

    Diante disto precisamos saber porque nossas democracias, dos EUA, Brasil, Austrália, Europa, estão desguarnecidas (face a intifada islâmica e construção da Umma enquanto ideal salafita por excelência) e nossa civilização - certamente problemática mas em todo cado a menos ruim - esta em grave perigo...

    E saber antes e acima de tudo que precisamos fechar a porta do Ocidente ao islã tratando-o não como que ser tratado, arrogantemente, como especial ou superior, mas exatamente como encara e trata a nossas sociedades Ocidentais e nos mesmos termos da mais absoluta igualdade!

    Segue! 

Qual será o segredo de Donald Trump???





No exato momento em que escrevemos estas linhas não poucas das pessoas que vivem ao redor deste pequeno globo devem estar se perguntando como e por que o candidato republicano a presidência dos EUA, Donald Trump ganhou uma eleição em que parte significativa do eleitorado progressista empenhou-se a favor de 'Hilaria' Clinton e para cuja vitória ela era a mais cotada...

Todos esperavam que a esposa do ex presidente Clinton fosse eleita, não sem certa dificuldade, mas eleita; o que de modo algum aconteceu gerando revolta e frustração por todo planeta especialmente entre os mais comprometidos com o humanismo, a justiça social, a ecologia, a paz, etc

Sabemos no entanto que a sra Clinton, chame-mo-la assim, esforçou-se bastante para perder ou como costumamos dizer em 'Terra brasilis' deu tiro no pé.

Via de regra mostrou-se tão inábil para compreender os temores e anseios das massas quanto nossos socialistas tupiniquins ou os comunóides e anarcóides europeus.

Ao menos na Europa e nos EUA uma multidão imensa de pessoas aguarda por respostas concretas no que diz respeito do problema do islã. Sim, pois milhões de pessoas não são capazes de encarar como algo absolutamente comum a possibilidade de serem explodidas ou fuziladas na esquina de casa porque fizeram algum comentário mais livre a respeito de Maomé ou do Alcorão ou ainda porque usam roupas demasiado 'curtas', comem carne de porco, bebem álcool...

Crianças temem ser surradas impiedosamente por seus pais...

Homossexuais receiam ser sumariamente enforcados...

Mulheres temem ser castradas ou estupradas...

Dissidentes religiosos tremem de pavor ante a perspectiva de serem decapitados...

E toda Civilização Ocidental mais ou menos livre receia ser suplantada não pela fé mas pela lei de Alá ou sharia, que é uma lei de preconceito, machista, adultista, homofóbica, escravista, belicosa, intolerante...

E no entanto os 'respeitáveis' clérigos muçulmanos passam aos milhares ao Ocidente no afã de intensificar o proselitismo religioso, arabizar todos os continentes e implantar a universalidade da Umma. Compreenda-se universalidade da Umma como a conquista do mundo não pela fé mas pela vontade e lei de alá, i é, a inquestionável e toda poderosa sharia...

Aspecto curioso do islã é que ele exige a aceitação de seu padrão, de seus emblemas e de seus costumes pelo Ocidente - chegando mesmo a ponto de censurar arrogantemente nossas instituições e costumes - enquanto impede - por meio de ameaças - a introdução dos elementos da cultura ocidental em seu meio. Assim as mulheres muçulmanas lutam para que possam desfilar veladas por nossas ruas e praças enquanto as turistas ocidentais não podem ostentar suas pernas, braços, pescoços ou mesmo cabelos nos países 'islâmicos'. Da mesma forma proíbem qualquer tipo de proselitismo religioso em suas terras - punindo as conversões a outras religiões por meio da Murtad que é a pena de morte por 'apostasia' - enquanto revindicam para si e seus lideres o direito de fazer proselitismo entre nós...

Basta dizer que a simples reunião de judeus, budistas, cristãos ou hindus na Arábia, mesmo que num edifício 'civil' ou sem ornamentos e objetos de culto é rigorosamente proibida - quanto mais a construção de igrejas, sinagogas ou templos - na Península arábica, enquanto entre nós eles porfiam em edificar mesquitas ou salas de oração.

O islã é uma religião que dogmatiza em torno de seus privilégios enquanto que a civilização democrática sendo igualitária não pode suportar o privilégio!

Todavia nossa Civilização democrática franqueia todas estas liberdades aos fanáticos, aceita este estatuto de inferioridade ou desigualdade, curva-se face as exigências dos 'califas' e finge nada perceber. E por que?

Simples, porque se o islã é desacatado em suas pretensões arrogantes seu piedosos profitentes passam a agressão, a violência, a matança, etc com todas as bençãos do Corão e dos hadiths...

Tal o estatuto proposto pelo livro e não pode ser questionado. Se você questiona é irreverente e já sabemos o que aconteceu com aquele grupo de jornalistas franceses irreverentes há alguns anos...

Ao que parece tal condição tem sido recorrente na Europa e exasperado parte da população...

Afinal quem esta disposto a admitir a simples possibilidade de que seus filhos ou pais, ou cônjuges sejam explodidos no metrô por um grupo de psicopatas, neuróticos, dementes ou fanáticos religiosos com seu livro - seja a Torá ou o Corão - debaixo do braço???

Quem se sente seguro ou confortável sabendo que em sua vizinhança há pessoas que acreditam ser perfeitamente justificável agredir, torturar ou massacrar alguém porque diverge de si em termos religiosos???

Você aspira viver ao lado de pessoas cuja religião sanciona a agressão ou abençoa o assassinato por motivos credais?

De minha parte preferiria viver ao lado duma selva habitada por animais selvagens e ferozes, como leões, tigres, hienas, etc Seria certamente bem mais seguro do que viver ao lado de pessoas que estão dispostas a matar em nome de deus ou de um livro qualquer; enfim em nome da fé.

Já estou ouvindo meu objetor - tipo eleitor da Hilaria - dizendo que nem todos os muçulmanos matam e que são bilhões. Certamente que muçulmanos e fundamentalistas bíblicos instados no Ocidente não podem cumprir o que é recomendado pela Torá ou pelo Corão e queimar ou enforcar os dissidentes religiosos pelo simples fato de serem contidos pelo exército, pela polícia e acima de tudo por nossas leis que classificam tais atos como criminosos e puníveis.

Por outro lado, quando algum de seus companheiros mais instruídos nos domínios da fé e mais coerentes, ousam matar apenas muito raramente deparamos com um número significativo de muçulmanos protestando ou lamentando a respeito de um ato que muitos de seus líderes classificam como divino. Sim porque a 'Jihad' ou guerra contra os infiéis, tendo em vista a afirmação da sharia e a eliminação dos oponentes, é tida em conta de sagrada!

Também costumam dizer que há certo número (não a maioria ou a totalidade) de muçulmanos leais da democracia ou progressistas AQUI NO OCIDENTE (???!!!???).

Mas o ocidente, como dizem, constituem o Império do rabudo...

Vejamos agora o que se passa nas Repúblicas muçulmanas, onde eles constituem a maioria e detém o poder! Quantos lá ousam sair as ruas para protestantes contra os atentados terroristas cometidos contra os fanáticos nos EUA, Inglaterra ou França??? Quantos heim??? Cadê as multidões gigantescas de piedosos muçulmanos lamentando contra os atentados empreendidos contra o Chalie lá na Indonésia ou no Paquistão, no Egito ou na Síria, no Iraque ou na Argélia????

Cadê as multidões de muçulmanos democratas, laicistas e nimbados pelo espírito científico no Afeganistão ou no Iemen???

Pelo contrário, a cada atentado, a cada agressão, a cada morticínio, cometido no velho mundo assistimos verdadeiras multidões de fanáticos liderados pelos xeques saindo as ruas de seus países para manifestar contentamento e apoio, i é, solidarizando-se com aqueles que assassinaram e mataram com o objetivo de vingar seu profeta ou de implantar sua sharia.

Cansei de falar sobre o islã, esse islã muito mal conhecido e ignorado pelos humanistas religiofóbicos ou catolicófobos da Europa e EUA...

Os fatos estão ai para quem quiser ver e as Sociedades querem respostas!!!

Que fazer a respeito do Islã?

Dum islã que dia após dia envia contingentes de refugiados a Europa...

Dum islã que exporta clérigos fundamentalistas como o Brasil dos 900 exportava café...

Dum islã que não só contesta como desafia nossa cultura e aspira por controlar ditatorialmente a Sociedade...

Abrir a santa boa para falar em capitalismo não resolve nada, absolutamente nada.

Conhecemos absolutamente o capitalismo e suas mazelas.

No entanto, historicamente falando, o islã com sua jihad, murtad, sharia, etc é em mil anos anterior ao advento e afirmação do sistema de mercado.

E se querem saber se até então sua índole era dócil perguntem ao Patrício Gregório de Cartago ou a rainha Kahina!
Já Blaise Pascal costumava dizer que os muçulmanos não conquistaram o mundo morrendo ou sendo martirizados, mas na ponta das lanças e espadas, matando aos gritos de: Converte ou morre!

As opressões decorrentes do sistema capitalista, assim a miserabilidade e a ignorância, bem podem ter agravado a situação. Não a provocaram no entanto porquanto uma causa não pode ser posterior ao efeito e a afirmação do capitalismo não pertence ao contexto do massacre perpetrado em Keibar ou das batalhas de Ohod e Mutah.

Na Europa certos setores da direita tem sido sensíveis ao problema e acenado com a possibilidade de restringir a entrada de muçulmanos. E não devemos nos admirar de que parte considerável da população identifique-se com eles...

A esquerda com sua miopia religiosa e seus discursos embolorados em torno da inquisição papista (não chegaram nem as inquisições protestantes as quais em todos caso também inexistem no contesto atual) do século XVI (!!!???!!!) tem se mostrado totalmente inábil sequer para considerar o problema do islã. O único problema para ela é o capitalismo...

Anarquistas e liberais fanáticos i é democratas formais vão pelo mesmo caminho apresentando os muçulmanos como ovelhas inofensivas...

Diante disto como censurar o povo por aproximar-se da direita se as esquerdas e alguns setores democráticos recusam-se a considerar ou mesmo a examinar suas aspirações e a dialogar com ele???

O medo, o temor, o desespero, a angústia, o receio, a insegurança fazem e farão com que as multidões lancem-se mais uma vez nos braços de uma direita bastante esperta. Enquanto as esquerdas e os libertários tapam seus ouvidos e gritam: Islamofobia???

Mas desde quando o islã é povo ou etnia i é algo geneticamente dado???

Islã é crença, fé, religião; fenômeno que pertence aos domínios da liberdade e com o qual bem se pode romper ao menos no ocidente, num contexto democrático.

Desde quando opiniões, teorias, crenças, doutrinas e ideologias que temos em conta de errôneas não podem ser detestadas??? Assim o nazismo, o fascismo, o comunismo, os totalitarismos todos, o individualismo, o relativismo, o subjetivismo, o machismo, o adultismo, etc, etc etc

Assim o islã enquanto fé que ou discurso religioso que sanciona não apenas a agressão mas toda uma casta de preconceitos por nós já apontados!

Diante disto como não te-lo em conta de errôneo ou melhor de mau??? E como, sendo mau, não odia-lo??? Bendita alma de Sócrates que ensinou o homem a amar o bem e odiar o mal, a estimar a virtude e detestar o vício, a aspirar pela excelência e sentir repulsa pela vulgaridade!

Claro que não nos referimos a pessoa do muçulmano. Pois bem pode haver entre eles quem ame a paz e esteja de boa fé. Nossa questão é com uma fé ou crença que sempre poderá ser abandonada pelo simples fato de não fazer parte constituitiva da pessoa!

Evidentemente que podemos sentir asco, repulsa ou como se diz fobia por uma religião qualquer que faça do criacionismo um de seus fundamentos mais sólidos e que apresente a divindade como jogando baldes de água sobre a terra durante os dias de chuva!

De modo geral no entanto o homem ocidental é 'islamofobo' por questões de natureza mais simples ou prática como o risco de serem massacradas pelos homens bombas de alá... Diante disto só mesmo a esquerda alienada para censurar este homem...

Le Pen, Trump e outros tem acenado com algumas propostas concretas, explorado este filão e conquistado o apoio de muitos.

Trump sugeriu impedir a fixação de muçulmanos nos EUA e não seremos nós, conhecedores do islã e seus objetivos, que iremos vaia-lo, mas antes aplaudi-lo, pois propôs alguma coisa a pessoas que desejavam ouvir algo.

Ao menos a ideia de restringir ou acesso de clérigos ou de homens muçulmanos a nossas sociedades democráticas deve ser considerado e discutido com a Sociedade. Com uma Sociedade que esta assustada e exige respostas.

Ao menos a questão do proselitismo muçulmano nos países ocidentais há que ser analisada fria e racionalmente.

Ao menos a sugestão de um juramento democrático por parte das mulheres e crianças a serem acolhidos em nossas repúblicas europeias, americanas e africanos tem de ser criticamente examinada.

O que não se pode mais tolerar é esse êxodo interminável de muçulmanos adultos do sexo masculino destinados a converter os ocidentais não apenas a sua fé mas antes de tudo a seu 'modus vivendi'.

De um modo ou de outro a questão da intolerância religiosa, do fundamentalismo, do proselitismo, da sharia, etc terá de ser, mais cedo ou mais tarde, problematizado. Ao invés de continuar sendo eternamente ignorado.

Até que cada pais da Europa ou da própria América de converta em califado ou sultanato...

A direita saiu na frente pois acenou com medidas concretas...

E por isso ganhou eleitores dentre aqueles que temem o islã.

Alias por ser policrata, socialista, trabalhista, humanista... Não deixo de temer o islã.

Um islã que como um fundamentalismo bíblico corta pela raiz e impossibilita por completo a construção de uma Sociedade mais livre, mais fraterna e mais feliz.

Enquanto isto que faz a candidata democrata sra Hilária???

Compromete-se, na esteira do desmiolado George Bush, a depor o 'ditador' sírio Bachar al Assad, que como Saddan no Iraque dos anos 80, é um fator de estabilidade e adversário poderoso do ISIS. Enquanto a Rússia porfia em destruir o Estado Islâmico, que é um dos mais perigosos inimigos da civilização democrática e livre, a sra Clinton, fragilizando ou depondo o Assad, propõem-se a fortalecer o Estado islâmico com a desculpa esfarrapada de que o islã é uma religião de paz e que tudo ficará bem!!!

Diante de tanta estupidez como admirar-se da vitória do candidato republicano, sob diversos aspectos bisonho mas, ao menos quanto o problema islâmico (que é uma demanda social e política nos EUA e na Europa) atento e sensível???

Doravante, após os sucessivos e repetidos ataques de radicais na Europa e o 11 de Setembro nos EUA, o problema do terrorismo e consequentemente do fanatismo islâmico e da emigração são saíra de pauta tão cedo. Levou a Inglaterra a estremecer as relações com o Continente, levou os cidadãos norte americanos a elegerem Trump e talvez venha a ser responsável pelo triunfo de Le Pen na França, em que pese o choro dos esquerdopatas islamófilos...

Como o fundamentalismo pentecostal no Brasil, a presença do islã na Europa e nos EUA será pedra de toque em termos sociais e políticos e sempre encontrará uma clientela interessada. O ideal no entanto seria que os países do Mediterrâneo, i é os mais próximos da intifada islâmica, fossem os primeiros a examinar o tema e a impôs restrições ao fluxo de populações muçulmanas.

Angola, um pequenino pais da África, é neste sentido um exemplo para o mundo.

Angola nos indica o caminho a ser seguido se aspiramos por manter, aprofundar e alargar as instituições democráticas e igualitárias.

Te é bem possível discordar
Mas difícil te será refutar!!!




terça-feira, 8 de novembro de 2016

A mania de rotular as pessoas





Se é verdade que o 'Bom filho a casa torna' eu voltei...

Após ter reservado um tempo a leitura e ao estudo, eu voltei...

Precisava reabastecer-me. Movimentar o fluxo das ideias, oxigenar a mente, exercitar os neurônios... Afinal água que não corre, apodrece e máquina que não se movimenta enferruja.

Assim o pensamento que não se abastece com leituras, estudos, informações.

Realmente não sei se fiz alguma falta, mas, pro via das dúvidas...

Voltei e começarei chutando o 'pau' ou melhor o suporte da barraca. Pois quero ver a casa, digo, algumas casas virem abaixo, e estrondosamente.

Durante as Idades Média e Moderna o barato era classificar o outro como Herege ou Herético. O que jamais foi privilégio dos papistas, também os protestantes, luteranos, calvinistas, zwinglianos e mesmo anabatistas costumavam empregar o termo sem um pingo de moderação. Mais ou menos como dizemos hoje 'Filho da puta' ou, lamentavelmente, capitalista, comunista, fascista, anarquista, macumbeiro, etc

De fato nos últimos dois séculos termo herege ou herético foi substituído, com relativo sucesso, por maia dúzia de rótulos cujo fim ou objetivo é pura e simplesmente satanizar certa categoria de seres humanos e de torna-los odiosos e odiados, exatamente como nas Idades pretéritas.

De modo que as pessoas jamais deixaram de ser rotuladas, apenas foram criados alguns outros rótulos. No entanto por parte daquele que recorre ao rótulo o objetivo é sempre e eternamente o mesmo: Tornar seu oponente ou desafeto ideológico odioso.

Não, não sou, nem de longe relativista.

Pelo simples fato de que o relativismo, levado as últimas consequências, tudo desculpa, tudo absolve, tudo sanciona; inclusive o nazismo, o estupro, a tortura, a teocracia.

Sou pela ética da Essência e portanto por uma epistemologia realista e objetiva, que conceba existência a verdade e sirva de respaldo para condenar o erro enquanto erro e condena-lo irremissivelmente. Certas ideologias ou culturas de morte, certos venenos ideológicos, certas teorias anti humanas e humanistas precisam ser irremissivelmente condenadas em nome do fenômeno humano e sua dignidade impar.

Lamento proferir verdades amargas, mas, se de fato o ateísmo e o materialismo crasso tudo fragmentam, tudo isolam e tudo tornam individual, subjetivo e relativo, temos de discutir sobre as ilações ou decorrências Éticas de semelhante ponto de vista e retomar o tema socrático da universalidade e atemporalidade do Bem e do Mal.

De fato tenho minhas ideias, opiniões, teorias; as quais julgo serem verdadeiras na medida em que estejam embasadas no mundo da concretude por via da experiência. Tenho meus pontos de vista muito bem definidos. Minha religiosidade, um modelo de organização social, uma plataforma política, uma doutrina econômica, uma concepção de mente ou personalidade, certo sentido em termos de História, etc

Tenho portanto ideologias, certas ideologias, fruto de acurada investigação, resultado de anos e mais anos de estudos, produto de diversas leituras, etc E como disse a pouco não posso crer que todas as ideologias sejam absolutamente iguais ou que a policracia e o fascismo sejam equivalentes...

De minha parte não temo definir-me honestamente como Cristão Católico (Ortodoxo não romano), aristotélico ou realista, socrático ou humanista, policrata (partidário da democracia direta - a longo prazo e a ser construída a partir da democracia que temos.), solidarista, keynesiano ou trabalhista, construtivista, eclético ou semi freudiano, etc Não tenho qualquer dificuldade em apresentar-me e em apresentar as verdades que acredito serem válidas e valiosas.

Mais, procuro viver o que acredito numa linha de coerência.

Implica admitir que não posso deixar de encarar as ideologias opostas: o protestantismo, o relativismo kantiano, os anti humanismos (assim o nazismo), os totalitarismos (comunismo e fascismo), o individualismo, o capitalismo, o idealismo, o materialismo crasso, o behaviorismo, o ateísmo, etc como equivocadas, perigosas e indesejáveis. E tampouco deixar de opor-me a elas e as instituições que as representam e defendem.

Assim, a 'igreja' calvinista, a 'assembléia de deus', o movimento neo nazista, o partido fascista, o partido comunista, o PSDB, o PMDB, o DEM, o instituto Von Mises, o regime de mercado, a FIESP, a Polícia militar, o Exército, a ATEA, etc, etc, etc

Segundo meu ponto de vista associar-me a qualquer ou das instituições acima - dentre muitas outras - ou colaborar com elas equivaleria a trair sordidamente os ideais a que professo aderir.

A consciência obriga-me antes de tudo a examinar e a - sempre que for possível - abraçar as soluções ou iniciativas propostas pelos padrões católicos, pela plataforma centro socialista, pelos libertários ou policratas, pelos humanistas e solidaristas e assim ecologistas, defensores dos direitos da infância, feministas, paladinos da liberdade sexual, etc, pelos educadores progressistas, pelos realistas, objetivistas, semi pacifistas, etc Embora realize sempre um exame crítico sinto-me obrigado a iniciar meu exame partindo das propostas das organizações que representam tais valores, e posso declarar que quase sempre satisfazem-me.

Por isso - como ex protestante - sempre folguei em opor-me ao movimento ecumênico (Que implica assimilar certa doze do espírito protestante), por isso jamais tenho votado em candidatos filiados a partidos de direita, por isso jamais colaborei com coletivos ou organizações de matriz totalitário, por isso tenho denunciado todas as associações culturais de caráter puritano ou preconceituoso, por isso tenho evitado o simples ato de falar a plateias ou clubes de viez liberal, patriótico, militar, etc Tenho buscado selecionar as organizações, instituições e grupos a que falo partindo duma linha de coerência e já cheguei a ser escrupuloso inclusive!

Hoje no entanto, sendo mais flexível, permitindo-me algumas exceções.


Assim, em que pese minha repulsa pelo espírito protestante e tudo quanto representa, não hesitaria em ir a uma apresentações de música sacro erudita num templo luterano ou metodista. Como não deixaria de ir a uma exposição cultural sobre os EUA na sede do DEM ou sobre a Rússia ou a Ex URSS na sede do P C. Tampouco deixaria de assistir a uma palestra sobre qualquer tema interessante no Palácio da Polícia ou a uma exposição filatélica no B C. E se me permitem escolher um tema e falar livremente, aceito falar a qualquer platéia.

Como bom Socrático ou (até mesmo) seguidor do velho Platão (ao menos quanto a este aspecto) continuo acreditando que o mal merece ser odiado e o Bem apenas ou o que é Bom, amado, assim da verdade. Pois não creio que o Bem subsista separadamente da verdade e da beleza (Kalokagatia).

Estou firmemente persuadido de que certos ensinamentos e doutrinas errôneas devam ser detestados pelo homem virtuoso e submetidos a sua crítica. Não acredito que cada qual tenha sua verdadezinha individual, que todas as opiniões sejam igualmente aceitáveis, que esteja obrigado a concordar com todas as teorias (inclusive as opostas) e que nada haja de universalmente válido e seguro.

Portanto devo dizer que odeio o erro, bem como as opiniões erradas e as teorias, e as ideologias falaciosas. Se dissesse que não odeio de todo meu coração e que aborreço ao racismo, ao nazismo, a tortura, a pena capital, ao fanatismo religioso, ao fetichismo, o machismo, o adultismo, a injustiça, a repressão sexual, a homofobia, etc e que amo tudo quanto esteja em oposição a tais ideologias não me sentiria humano ou sequer racional.

Para tapar a boca do abismo que esta a nossos pés é necessário ultrapassar ou transcender o imaginário individualista e retomar o discurso da essencialidade. Condenar esta ou aquela cultura de morte em termos meramente individuais e subjetivos numa perspectiva relativa é pura e simplesmente admitir que nossa condenação esta firmada na força ou no poder... Portanto caso o fascismo, o comunismo ou o nazismo obtenham o poder condenar-nos-ão segundo o mesmo princípio e pelo poder ou a força farão sancionar suas opiniões... Se nada há no mundo além de opiniões.

Não pode o nazismo ou o comunismo sem falso sem que a policracia seja verdadeira em termos de essência e não de consenso opinativo ou poder.

Agora por odiar o protestantismo, o judaísmo antigo ou farisaico, o islamismo, o fetichismo, o ateísmo, o materialismo crasso, o relativismo, o subjetivismo, os totalitarismos, os individualismos, etc direi que todos os partidários dessas ideologias não passam de vilões?

Podemos dizer que todas as pessoas favoráveis ao nazismo, ao fascismo, ao comunismo, ao capitalismo, ao anarco individualismo, ao protestantismo, ao sectarismo, ao islamismo, ao ateísmo, ao materialismo, ao relativismo, ao subjetivismo, sejam más?

Será lícito confundir as pessoas com as ideologias que professam ou com as instituições de que fazem parte?

Permitam-me a mim acreditar que de modo geral a maior parte das pessoas esta acima da ideologia que declaram professar, que pessoas honestas professam opiniões falsas e que boas pessoas possam pertencer a instituições odiosas!

Permitam-me crer que pessoas possam estar de boa vontade e sinceramente equivocadas!

Permitam-me julgar que até mesmo nas piores seitas protestantes como nos partidos nazista, fascista e comunista possa haver certo número de pessoas que acreditam ter dado com o bem, o belo e a verdade, e que se deixaram enganar ou iludir pelas aparências???

Acaso me dirão que todos os alemães filiados ao Partido Nazi (e eram dezenas de milhões), que todos os russos filiados ao P C nos anos 50, que todos os habitantes do Belt Bible, que todos os muçulmanos ou empresários (burgueses) espalhados pela face da terra tenham plena consciência a respeito do que creem ou fazem???

Haverá quem o diga. Quem diga sim e conclua que a imensa maioria dos seres humanos pratique o mal ou sustente o erro conscientemente pelo simples prazer de mentir ou de fazer o outro sofrer. Que há um sadismo ou uma crueldade difusa na espécie humana. Lutero, Freud e até certo ponto Lênin, certamente pensavam assim. Eu no entanto prefiro partilhar o otimismo de um Sócrates ou de um Jesus e a crer que se alguns deleitam-se em praticas conscientemente o mal, a maioria age quase sempre inconscientemente i é crendo professar a verdade e fazer o bem.

Isto quando não são enganadas pelos líderes religioso, políticos ou sociais; exploradas em sua boa fé e manipuladas em sua angústia abissal.

Por mais que odeie o protestantismo, o capitalismo, o comunismo, o nazismo, etc não me peçam para concordar com o uso dos termos: protestante, capitalismo, empresário, burguês, fascista, comunista, nazista, etc como o equivalente a mostro ou a ser humano privado de dignidade e direitos.

Não me peçam para sancionar o uso desses 'nomes' com o intuito de coisificar as pessoas ou de converte-las em espantalhos!

Num primeiro momento sou levado a crer que aquele sectário religioso, muçulmano, empresário, comunista, fascista, relativista, subjetivista, etc não passa de um alienado, de um ignorante, de um mal informado e manipulado pelo sistema a que pertence. O que deve levar-me não a uma atitude agressiva, violenta, feroz e sim a uma atitude cordial, carinhosa, amena, voltada para o diálogo e buscando esclarece-lo.

O sentimento que devemos nutrir face aos que pensam ou creem diferente não é sentimento de ódio pelo homem.

Doutrinas e crenças não só podem como devem ser odiadas, mas pessoas, sempre que possível (esgotadas todas as possibilidades) devem ser compreendidas e amadas. E este sentido de amor, carinho e compreensão para com uma pessoa que perdeu o caminho deve conduzir-nos a troca de ideias ou ao diálogo nos termos do grande Sócrates ou do divino Jesus e não ao ataque e a agressão...

Ei-a! Pessoas não são opiniões, não são ideologias, não são erros, não são organizações, não são igrejas e tampouco clubes ou partidos; são pessoas.

Podemos e até devemos discordar delas, mas isto não nos obriga a crer que são desonestas, safadas, canalhas, maldosas ou mentirosas. Uma coisa é discordar teoricamente e outras conhecer os motivos mais íntimos e profundos que conduziram aquela pessoa a determinada posição teórica ou intelectual! Aqui temos de proceder com a máxima prudência e se não conhecemos a pessoa, e se lidamos com uma multidão de seres humanos EVITAR QUALQUER TIPO DE GENERALIZAÇÃO APRESSADA.

Se não temos contato pessoa com a pessoa, abstenha-mo-nos de julga-la ou de ataca-la. Permaneçamos no campo da doutrina apenas!

"Odeia o erro e ama o que errou." é norma e regra formulada milênio e meio pelo Bispo de Hipona e julgo que hoje seja mais atual do que nunca.

Pois com o objetivo de fomentar a cólera, a raiva, a paixão, o ódio, o instinto de agressividade, a ferocidade atávica... nossa sociedade manipula nomes, joga com palavras e rotula seres racionais e livres fazendo-nos crer que são monstros e que devam ser exterminados.

Foi assim que usaram o termo herege, o termo judeu, o termo burguês, o termo comunista e o termo fascista; dentre outros. Claro que essas condições todas existem. Claro que algumas são odiosas e outras (judeu) não. Saibamos no entanto distinguir os homens nossos irmãos, membros da mesma família e representantes do mesmo gênero das ideias erradas que possam vir a endossar.

E tenhamos sempre em nossos corações o fato de que pessoas não são ideias e ideias não são pessoas. Que uma coisa podes e deves detestar (os 'ismos') e a outra deves buscar compreender.

Assim o papista não é um inquisidor, o herege não é necessariamente um pecador, o judeu não envenena poços, o burguês não é necessariamente insensível, o comunista não come criancinhas... Abandonemos os estereótipos antes que seja tarde.


sábado, 13 de agosto de 2016

SANTO AMBRÓSIO LIVRO SOBRE NABOT DE JESRAEL (ML 14,784)


Por acaso vocês estão orgulhosos do tamanho de seus palácios? Isto deveria ser muito mais motivo de sofrimento, porque, mesmo que pudessem abrigar toda a população, estes palácios os isolam dos clamores dos pobres. Também de nada lhes adianta ouvir os pobres, porque nada fariam. Seus palácios deveriam constituir motivo de vergonha, porque, construindo-os, vocês pretendem aumentar suas riquezas e, sem dúvida, não querem parar.
Vocês revestem suas paredes e despem os homens. O pobre clama nu diante de sua porta e nem sequer olham para ele. É um homem nu que lhes implora e vocês se preocupam com os mármores que revistirão suas paredes. O pobre lhes pede dinheiro e não o obtém. trata-se de um homem à procura de pão, enquanto seus cavalos mastigam freios de ouro. Vocês se comprazem com vestes preciosas, enquanto outros não têm o que comer. Que julgamento severo está preparado para vocês, ó ricos! O povo tem fome e vocês fecham o celeiro. O povo suplica e vocês exibem suas jóias. desgraçado daquele que tem meios de libertar tantas vidas da morte e se recusa a fazê-lo! As pedras de seu anel teriam salvo as vidas de toda uma população.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SANTO AMBRÓSIO SOBRE O LIVRO DE TOBIAS (ML 14,800)


Assim são, ó ricos, os seus benefícios: quanto menos dão, tanto mais exigem. É esta a humanidade de vocês: espoliam, inclusive quando dizem que estão socorrendo. Até o pobre é utilizado como fonte de seus ganhos. Sujeitam o pobre á usura, obrigando-o a pagar, embora ele não tenha sequer o suficiente para suprir as próprias necessidades. Vocês são verdadeiramente misericordiosos! Libertam o pobre de outro e o prendem a vocês mesmos! Existe algo de mais perverso? O pobre procura remédio e vocês lhe oferecem veneno; pede pão e lhe dão uma espada; suplica a liberdade e lhe proporcionam a escravidão; quer se ver livre de suas correntes e o atam com um laço insolúvel.

sábado, 30 de julho de 2016

SANTO AMBRÓSIO LIVRO SOBRE NABOT DE JESRAEL (ML 14, 770)



"E terei -diz -uma horta cheia de hortaliças". Este era o motivo de toda a sua loucura e furor -procurava uma horta para vis hortaliças. Vocês, ricos, não desejam tanto possuir o que é útil quanto tirar dos outros o que eles possuem. Visam mais espoliar os pobres, do que obter vantagens para vocês mesmos. Consideram-se injuriados, se o pobre possuir algo que vocês julgam digno de ser possuído pelo rico. Creem que tudo pertence ao alheio constitui prejuízo para vocês. Por que os atraem tanto as riquezas da natureza? O mundo foi criado para todos e uns poucos ricos tentam açambarcá-lo todo para si. Reclamam para seu uso não só a posse da terra, como até mesmo o céu, o ar e o mar. Este espaço que vocês encerram em suas amplas possessões, que grande multidão não poderia alimentar!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

SANTO AMBRÓSIO LIVRO DE NABOT DE JEZRAEL (ML 14, 767)




A história de Nabot aconteceu há muito tempo, mas se renova todos os dias. Que rico não ambiciona continuamente o alheio? Que rico não pretende arrebatar do pobre sua pequena posse e invadir a herança dos seus antepassados? Nem é Nabot o único pobre assassinado. Todos os dias se renova seu sacrifício, todos os dias se mata o pobre.
Transtornado pelo medo, o pobre abandona suas terras e emigra em companhia de seus filhos, dom do amor. Segue-o sua mulher chorosa, como se acompanhasse seu marido à sepultura... Até onde pretendem os ricos levar sua cobiça insensata? Por acaso são os únicos habitantes da terra? Por que expulsam de suas posses quem tem uma natureza igual à deles e reivindicam só para si a posse de toda a terra? A terra foi criada indistintamente para todos, ricos e pobres. Por que se arrogam o direito exclusivo do solo? Ninguém é rico por natureza, pois esta gera a todos igualmente pobres. Nascemos nus, sem ouro nem prata. Nus vemos a luz do sol pela primeira vez, necessitados de alimento, roupa e bebida. A terra recebe nus os que dela saíram e ninguém pode levar consigo para o sepulcro todos os seus bens. Um pequeno pedaço de terra é bastante na hora da morte, tanto para o pobre quanto para o rico. E a terra, que não foi suficiente para acalmar a ambição do rico, cobre-o completamente.