Mostrando postagens com marcador Extinção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Extinção. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Crônicas de uma subida... De Santos a São Paulo - SP

Como frequentemente faço embarquei pela manhã, alias manhã ensolarada, no Terminal Rodoviário de Santos - SP, rumo a S Paulo Capital. 

Trajeto que há dois séculos passados levaria mais de um dia e nos séculos XVI/XVII cerca de dois dias.

Horrendo era o caminho do Pe José, o qual parece que subia de penedia em penedia através de colossais torrões de barro... As coisas só vieram a melhorar no final do século XVIII com a calçada do Lorena e, em seguida, com o aterra do Cubatão e o caminho novo ou do Imperador, embora D Pedro I tivesse seguido pela calçada do Lorena. Depois vieram a Estrada velha, a Anchieta e enfim a nova Imigrantes, pela qual fazemos o mesmo percurso em menos de uma hora e sem quaisquer solavancos.

Excepcionalmente - Ao menos para mim que subo algumas vezes por mês - era possível contemplar, em meio ao azul oceânico, a distante Ilha da Moela. Na qual Paulo Freire de Andrade assentou o primeiro Farol do Estado de São Paulo em 1830, isto sobre um cômoro de noventa metros de altura. Uma bela e grandiosa visão. - A qual não tardou a desfazer-se...

Pois assim que chegamos ao Planalto pudemos observar ao lado esquerdo, praticamente dentro da Mata Atlântica uma espécie de bairro cuja presença ainda não havíamos detectado, o qual pela extensão e pela visão do barro remexido nos pareceu ser recente. Tenho certo para mim que aquele espaço é de preservação. Pois como disse é uma espécie de ilha no meio da Mata... 

E assim, de uma visão celestial, produzida pela natureza, chegamos a uma visão infernal produzida pelos seres humanos: A destruição da natureza...

Pois é enquanto alguns parasitas sem consciência tomam um foguete e vão passear pela estratosfera é esta terra, sobre a qual pousamos os pés, diariamente agredida e desfigurada.

Afinal se ao subir a serra do Mar, no curso da nova Imigrantes, e, de dentro de um ônibus, somos capazes de perceber o crime abominável, como crer que as policiais - Ambiental, militar ou civil não o percebam? Ou será o caso - Mais grave ainda - de que o tenham percebido e, se omitido, nada tenham feito? Agora se nada querem fazer por que raios não acionaram as autoridades ambientais, o ministério público, etc Não se sentem seguros para realizar uma operação? Por que então não recorrem ao Exército, a propósito do qual é costume recorrer a propósito de qualquer coisa neste país?

Hábeis para agredir e surrar professores, trabalhadores, cidadãos que protestam contra o governo tirânico, alienados mentais, etc, etc, etc por que temem defender a mãe natureza e, se necessário for, remover aqueles que porventura tenham ocupado espaços de proteção ou reservas?

A resposta face a omissão do Estado, da Sociedade e dos poderes públicos parece ser simples: A natureza não fala, a flora não grita, a fauna não berra... É a natureza muda e nós surdos face a seus clamores. Ficando ela sujeita a toda sorte de abusos e crimes monstruosos.

Inútil criar leis e estabelecer decreto se a natureza não pode clamar por proteção, assim falar, gritar, berrar, denunciar os crimes cometidos contra si e clamar por providências. Quem deveria fiscalizar, falar, gritar, berrar e clamar por ela somos nós... E por isso vai mal e muito mal a situação.

Pois a maior parte de nós ou daqueles que se dizem Sapiens ainda não conectaram nossa sobrevivência a sobrevivência do planeta.

Cegos pelo antropocentrismo cultural acreditamos pertencer a uma espécie a parte e poder viver sem a natureza. 

De fato a maior parte de nós é ignorante, burra, desinformada, estúpida, imbecil, tola, idiota... semi alfabetizada, etc tendo muito dificuldade para compreender o ciclo do ar ou da água. Mais fácil imaginar nosso Bom Deus lançando água a terra com um regador gigante ou fabricando ar... 

Tais os alienados, que se preocupam mais com a sexualidade alheia, com o cardápio alheio, com o traje alheio, etc do que com o que realmente importa: A condição da natureza, o crescimento populacional e a miséria - Já por que a miséria interage com o crescimento populacional, estimulando-o... e dando origem a um ciclo vicioso mortal. O que deveria chocar os seres verdadeiramente humanos, racionais e conscientes não é nudez alheia mas a extinção de qualquer espécie vegetal ou animal, o que infelizmente, encaramos como algo trivial... Sim, para nós o desaparecimento de uma forma de vida que levou milhões e milhões de anos para manifestar-se não passa de banalidade> A novela, o futebol, o carnaval e o frenesi religioso parecem bem mais importantes do que condição da terra nossa mãe.

Classificarei socraticamente a gente acima como parte das massas alienadas.

Há no entanto aquele outro perfil ou tipo de gente, ignorado pelo moralista grego. 

Refiro-me aos malvados i é aos voluntariamente maus.

Asim aquele que diante deste grande problema, que é o problema ecológico (O mais premente dentre todos!), limitam-se a dar com os ombros e a cogitar: Após mim o dilúvio, julgando que quando a catástrofe começar não mais estarão por aqui. Aqui o pior tipo de gente, a gente individualista, egoísta e desalmada, a qual não se importa sequer com o futuro de seus próprios filhos, netos e descendentes. Pouco se lhes dando que vivam em cercados por uma atmosfera poluída, em meio a excessos de calor, caminhando sobre uma terra contaminada, servindo-se de água suja, sujeitos a situações de fome e contemplando um cenário de imensa feiura... Tais os arquitetos do inferno, do inferno concreto, do inferno real, que desde alguns séculos aperta seus tentáculos em volta desta pobre terra.

Essas pessoas respeitáveis, que pensam somente em trabalhar, vencer, lucrar, enricar e desfrutar. Essas pessoas maravilhosas que pouco se informam sobre as condições do planeta e se recusam a criticar o sistema. Essas lindas e mimosas criaturas que folgam em negar o óbvio, estão condenando os homens e mulheres do futuro próximo a uma morte lenta, indigna e dolorosa num cenário de horror. Pois estão sujando, poluindo, emporcalhando e devastando nosso ambiente, nossa casa, nosso lar... Mesmo quando sabem muito bem que não dispomos de outro, ao menos fora da ficção científica.

Aquele que se recusa a considerar o futuro de seus próprios filhos, carne de sua carne e sangue de seu sangue, só pode ser visto como pérfido mau caráter, como canalha e como sacripanta. Afinal quem não tem compaixão de seus próprios descendentes, recusando-se a pensar neles, como haverá de se preocupar com os demais seres humanos? Desde que eu esteja bem, os demais que se ferrem... Tal o lema dessa gente para a qual a causa a ecologia é ociosa. Pois aqui já não estamos mais diante dos devaneios metafísicos de comunistas e anarquistas em torno da querida revolução, e sim diante de um problema palpável e real, que diz respeito ao futuro da espécie. 

Curioso que os marxistas ortodoxos, sejam comunistas ou anarquistas, tenham de fato admitido tão estúpida e cruel premissa segundo a qual deve o capitalismo desenvolver-se ao máximo sem quaisquer empecilhos ou atenuantes, quando de tal desenvolvimento só poderia resulta a calamidade e ora temos a desdita de contemplar: O colapso da mãe natureza, a agonia do planeta, a destruição de Gaia... Do desenvolvimento estrondoso das forças de produção capitalistas - Em que pese o imenso esforço de reformistas de toda casta no sentido de conte-lo. - o quanto resultou foi termos acionado a sexta grande extinção em massa. A qual, não fossem o empenho de gerações e gerações de socialistas parlamentares, reformistas utópicos, sociólogos de gabinete e humanistas de casta, teria já explodidos há dois ou três séculos, essa bomba mais letal do que milhares de bombas de neutrons.

Sejam os créditos atribuídos ao capitalismo, mas também aos marxistas etapistas, materialistas e deterministas, com sua política diabólica do 'Quanto pior melhor' ou de dar corda ao capitalismo e sabotar o reformismo. 

A bem da verdade o capitalismo, esse monstro de avareza e irracionalismo, jamais devería ter vindo a luz do sol. Deveria ter permanecido trancafiado no abismo em que fora posto pela Igreja antiga e lá ficado, contido e preso. A Reforma no entanto destampou a caixa... Enquanto os etapistas julgaram proveitoso contemplar o crescimento da Hidra... O que vemos hoje é, repito, a mãe natureza agonizando. Chegamos as portas do abismo e nada de gatilho metafísico ou de transformação mágica. Nem depois, nem antes, posto que a URSS foi o que tinha de ser: Um estrondoso fracasso. Assim o México e a China... Enquanto tais peripécias aconteciam era a natureza atacada por todos os lados, como continua sendo atacada hoje, uma vez que não pode defender-se ou gritar.

A força ou melhor dizendo a violência foi aplicada na direção errada. 

Pois poucos cogitaram ou cogitam defender os vegetais e animais que sofrem violência por parte dos homens irracionais.

Poucos, muito poucos tem cogitado não em revolução mas em algo bem mais simples, i é em proteção, em proteger a natureza nossa mãe contra o terrorismo do capital.

Capitalistas, comunistas e parte dos anarquistas são culpados face da destruição do planeta e o extermínio de tantas formas de vida. 

Bem, tornando a serra do Mar, a Baixada, a S Paulo, devo dizer que antes de chegar ao Planalto, ainda na Baixada ou Cubatão também pude observar que a comunidade carente que fica localizada a esquerda da Imigrantes se tem alastrado ainda mais em direção do Manguezal, que é um bioma protegido por Lei. Mas quando não se trata de bater em professores ou grevistas onde está a Lei? Quem ousa ir até lá fiscalizar, conter, remover??? Ninguém... Ninguém... Pois o manguezal não fala, não grita, não pede socorro - Agoniza lentamente... E para muitos sequer passa de um lugar lamacento ou sem importância alguma.

Cadê o exército? A polícia civil? A política ambiental? O ministério público? Os políticos gananciosos por votos? Os cidadãos??? 

Ao subir a baixada e observando como ocupações ilegais proliferam de cima abaixo fico a pensar sobre quanto tempo o entremeio i é a mata existente na escarpa da Serra sobreviverá - Pois houve ou há ali uma Vila Parisi... Quanto tempo levará para que, face a conivência das autoridades, passem os desterrados a ocupar as as margens do Rio Quilombo, o Vale e em seguida todos os declives daquela selva ou melhor, daquele paraíso terrestre tão poeticamente descritos por um Mawe, por um Pinck, por um Zaluar, etc Naquele triste dia, graças a omissão geral que lavra neste tempo, as árvores e cachoeiras se tornarão tão históricas quanto as figuras de um Anchieta ou de um Pedro I, e existirão apenas enquanto vestígios do passado. Será que ainda existiremos nós enquanto espécie? E qual será a condição de nossos filhos?



domingo, 27 de junho de 2021

Como transformar vermes em homens e uma carcaça num planeta...




Estimulada já por um Mercado insaciável na dependência de um 'exército de reserva', já por instituições religiosas ambiciosas e sem consciência tem nossa espécie se multiplicado de forma irresponsável e comprometido, quiçá de maneira irreversível, a existência da vida, como um todo, em nosso planeta.

Guiada pelo espírito da avareza, aqui aberta ali dissimulada, a criatura racional, projeto grandioso, foi revertendo ao que fora em seus primórdios, assim a condição de predador.

De fato nossos ancestrais, tendo se multiplicado em demasia e atingido certa cifra, não mais podiam manter sua dieta habitual sem levar a mega fauna a extinção. 

Do que resultou a extinção de um sem número de espécies e a invenção da agricultura, resultado de uma mudança em termos de dieta imposta pela necessidade.

Em não havendo mais brioches tiveram nossos ancestrais de comer pães ou melhor plantas, folhinhas, mato, couves... A falta de mamutes e rinocerontes lanudos teve a salada de entrar no cardápio.

Nem bastavam os sobreviventes do reino animal para nutrir-nos sem os dons de Ceres e nos tornamos mais onívoros. Houve existência e sobrevivência e até mesmo algum equilíbrio.

Nós no entanto, por milênios não nos abstemos de procriar ou, melhor dizendo, não cogitamos e sequer poderíamos ter cogitado, em limitar a procriação - Que um Malthus primitivo era inimaginável. 

Não poderia um Malthus ter surgido tão precocemente. Tampouco deveria ter chegado meio atrasado.

No entanto o uso indiscriminado de madeira e a criação de bois foi restringindo cada vez mais o espaço da natureza 'in natura' i é das matas e florestas. 

Substituíram a madeira, que é orgânica, pelo plástico, pela borracha e pelo alumínio... Saindo a emenda pior do que o soneto. Do que resultou imensa sujidade até no espaço, sem falar no fundo do mar. Emporcalhamos tudo pois ou damos cabo com a madeira ou acumulamos outros tantos resíduos caso não reciclemos.

Imperativo é reciclar. Reciclar porém é paliativo que não toca o fundo da ferida ou o âmago da questão.

E nos humanos não apreciamos atingir o âmago da questão.

Como disse, afirmada a falsa segurança ou a segurança aparente, nos tornamos mais e mais carnívoros. A ponto de sermos assombrado pelos peidos dos bois.

Parece anedótico mas não é.

Somos bilhões de carnívoros ou predadores. Na dependência de centenas de milhões de cabeças de gado, ou seja de uma hoste de bovinos.

E os bovinos peidam i é excretam algo parecido com o metano. O que reflete nas condições do clima...

Imaginem então os pastos!

Imaginem em seguida quantos pastos, campos de cultivo, bosques plantados são necessários para suprir as necessidades de sete bilhões de seres humanos.

Muitos dos quais vivem já como miseráveis.

E nem estamos falando em qualidade de vida para todos mas somente em pura e simples sobrevivência.

Agora onde enfiaremos os resíduos por nós produzidos?

Mesmo fumaça ou cinzas...

Para onde irão tantas cinzas e tanta fumaça, somada alias a fumaça expelida por nossos automóveis?

Percebe que o quadro já é mais do que tenebroso?

Considere agora que ainda precisamos encontrar espaço para a natureza 'in natura'.

Então já são pastos, bosques artificiais, campos de cultivos, lugares de despejo, espaços naturais e é claro locais onde possamos viver ou morar - E são sete bilhões de pessoas... E sete bilhões. 

Quem não vê e percebe que com o aumento da população em milhões, 8, 10, 12 ou 15 a demanda por alguns destes espaços aumenta enquanto outros espaços diminuem...

É o vegetarianismo outro paliativo, como a reciclagem...

No entanto onde haveis de conseguir espaço para cultivar vegetais destinados a alimentar 12 ou 15 bilhões de seres humanos???

De modo que os campos serão tudo, e não restará espaço para mais nada.

Bem, paliativos temos, quiçá a macheia. 

Reciclagem, vegetarianismo, naturismo...

E todavia caso nosso ritmo de crescimento populacional continue sendo o mesmo paliativo algum fará a diferença.

Dezenas de milhões de veganos, recicladores, naturistas, etc dá na mesma. E não poderá a mãe terra sustenta-los.

Assim é o socialismo, bem entendido como uma economia voltada para o homem ou para a justiça social, será também um ideal instável caso não solucionemos, antes de tudo, o problema da procriação. Embora muitos sociólogos considerem que a própria miséria estimule a procriação, hipótese que nos levaria a um sinistro círculo vicioso. Pois não é menos verdade que o excesso de pessoas agrava, senão produz a miséria...

Então temos de botar o dedo lá no fundo da ferida que é um abismo.

E tornar a Malthus. 

Tudo vai em progressão aritmética, produção de alimentos, políticas públicas, tomada de consciência - Alias tomada de consciência vai a galope de lesma ou a passos de tartaruga.

A população no entanto cresce em ritmo exponencial e o pouco que cresce torna a situação mais grave.

Menos espaço para animais e vegetais, mais lixo, mais poluição, mais resíduos, mais miséria, mais fome, mais sofrimento... E mais consumo, o qual irracionalmente estimulado converte-se em pregação. Enchemos nossas bocas para falar em progresso mas, enfrentamos o mais terrível dos retrocessos ou crises já experimentadas pela espécie... Anunciamos o paraíso sobre a terra e estamos as portas do único inferno, o inferno do calor, da sujeira, da fome, da violência, da fealdade...

Pois mais que os catastrofistas (Que com isto aspiram apressar - Acredite se quiser - o retorno do divino Mestre Jesus.) vibrem e aplaudam a situação não será nada agradável, e as únicas coisas que os arrebatará a fome, a peste e a guerra...

Contra uns e outros: Demagogos religiosos, fanáticos, avarentos, políticos maquiavélicos, etc temos d bradar em alto e bom som: O crescimento populacional terá de ser contido, a família planejada e a natalidade controlada. Eis o único meio capaz de converter os vermes em homens, em seres racionais, éticos e virtuosos - Dispostos a viver em comunhão com a mãe natureza.

Caso o ritmo do que chamamos progresso econômico não seja condizente com a condição do planeta teremos de adotar um postulado oposto ao de Bush e Trump: Sacrifiquemos o mercado, a economia, o ritmo do progresso técnico e salvemos o planeta, a fauna e a flora, a mãe terra, a nossa casa e nosso lar. Como Ulisses e os seus tapemos os ouvidos face ao canto falacioso das sereias...

E como lamentavelmente a consciência não avançará tão célere como gostaríamos neste direção teremos de pensar na força das leis, democraticamente sancionadas pela parte mais consciente ou sensível ao problema.

Quero dizer que é defeso a espécie e a sociedade humana, tendo chegado ao ponto a que chegamos, por meio de leis e coerção, determinar o planejamento familiar e o controle de natalidade.

Como diante de uma peste, praga ou epidemia não há que se considerar os caprichos da 'liberdade' individual. Todos os elementos da sociedade humana devem ser convocados a colaborar, tendo em vista a contenção populacional. 

Trouxe-nos a maldita pandemia uma cara lição.

Doutrinas e opiniões há que por afetarem drasticamente as vidas de milhões de pessoas não devem ser toleradas mais reprimidas, assim esse 'pensamento' conspiracionista infenso a vacina. Relacionado de perto com as pérolas do terraplanismo, do geocentrismo, etc Pois nenhuma dessas crenças imbecis é ingênua. Como não é ingênuo o criacionismo, o qual - Ao menos - já devia ter sido condenado firmemente pelas Igrejas apostólicas e históricas. e condenando por um poder espiritual, tendo em vista suas cominações aberrantes.

Neste soturno quadro encaixasse muito bem a pregação ou ideologia 'procriacionista', a qual avalio como uma das mais graves ameaças ideológicas a conservação da espécie. Multiplicando-nos, não duvidemos, pereceremos por completo.

Pondo filhos e mais filhos no mundo, irresponsavelmente, chegaremos ao colapso, pois a natureza não mais poderá suportar tal hoste de consumidores, de predadores, de vermes vorazes.

Por hora os gafanhotos somos nós e só deixaremos de se-lo quando contermos não somente nossa propagação mas também nossas aspirações financeiras e tecnológicas. Teremos de analisar e rever todo nosso modo de vida, de produção, de distribuição e sobretudo de relação com o ecúmeno. Se o Comunismo, por falacioso, não funciona, o funcionamento do capitalismo é mais do que péssimo.

Homens ilustres penaram por não terem encontrado qualquer solução para tal impasse, o problema do século, ou melhor, do milênio - Que digo - da História. 

De fato não cogitaram em Anarquismo, Comunismo, Fascismo, Nazismo, etc - Tampouco nós, que não cremos em quaisquer dessas ideologias de morte, como não cremos no capitalismo, pois estaríamos a crer no anti Cristo, no sedutor, no falso profeta, na besta imunda; filha de Lúcifer. Honremos o primado do espírito e confessemos: O Capitalismo é isto, embora alguns o cubram com vestes de anjo de luz e o disfarcem. Mas é isto e disto não passa: Pois separou os irmãos uns dos outros, instilou egoísmo e estimulou a avareza.

Onde estará então a solução?

Falemos em Ética, ou melhor, nas fontes da Ética. Olhemos para trás e façamos a verdadeira revolução, com a munição do espírito!

A solução está nas singelas lições do Evangelho e também da Memorabilia sobre Sócrates e nas obras do divino Platão a respeito deste Mestre excelente. Olhemos ainda para Aristóteles, Buda, Confúcio, Basílio, Bento, Francisco e alguns outros mestres do passado. 

Os quais nos ensinaram a não sermos acumuladores de quaisquer coisas e a não juntar tranqueiras em demasia sejam edifícios, automóveis, moedas, papéis, etc mas apenas e tão somente boas ações. Os quais nos ensinaram a pensar no outro, a colocar-nos no lugar do outro, a ajudar o outro e sobretudo a ama-lo. Os quais nos ensinaram a ser sensíveis, justos, fraternos... E a viver na dimensão do bem, da verdade e do belo, em comunhão com nossos irmãos animais e no respeito pela mãe terra - Enfim os quais nos ensinaram a viver racionalmente e a planejar o futuro!

Cada um destes homens é um Salvador ou Redentor para esta vida, para a vida social, o convívio e a sobrevivência neste mundo. Cada um deles é profeta e pregoeiro da verdade. Cada um deles nos convida a reforma da mente e a peleja do espírito.

Podemos progredir sim, mas noutras direções, que não na da matéria, da economia e da técnica apenas. Podemos estabelecer outros roteiros, mais sensatos, mais simples, mais humanos e não menos ricos. Foi para viver em comunhão com a mãe terra e em sintonia com o planeta que viemos a luz da existência. Foi para caminhar e crescer juntos que nos manifestamos não para devorar, predar, devastar e destruir - Quem compreende-lo será humano, ser racional e digno da liberdade. Quem não o compreender continuará sendo vil gusano rastejante, guiado pela fome insaciável. A partir de então teremos um planeta para nossos filhos, netos e descendentes, para que vivam bem e com qualidade de vida.


sábado, 26 de junho de 2021

Ser Racional ou Predador sem consciência?



Há dois milênios e meio, a sombra dos propileus do Hecatompedon, Sócrates, Platão e Aristóteles, especialmente este último, afirmaram um novo ideal de Homem, o Homem Racional, capaz de pensar, de refletir, de tomar decisões judiciosas e de planejar seu próprio destino.

A sombra de suas Stoas, há cerca de vinte e cinco séculos, alguns gregos conceberam um ideal harmonioso e bem ordenado em oposição ao caos. 

E antes dos albores da Era Cristã esboçaram um ideal grandioso de civilização, de que faziam parte o Canon de Polikleitos, o princípio de contradição, o Teorema de Pitágoras, Pinacotecas, Museus, Universidades - Enfim todo um universo de dourados sonhos, há muito anuviados pela bruma do passado... 

Poucos como Hume, Freud, Marx, Darwin... ousaram desconfiar da proposta grega, supondo-a falaciosa. 

De fato não somos apenas razão, tal nossa cruz e caldeirinha. 

E operam em nós outras forças, poderes e princípios que nos estão conduzindo, como espécie, ao fim.

De fato a vida racional, consciente e ética jamais passou de um projeto, do qual dependerá não somente nossa sobrevivência, caso haja tempo. Projeto grandioso, nobre, belo e excelente, porém projeto e projeto ameaçado. 

Já o sabia Aristóteles como Confúcio. Como o sabiam Buda, Sócrates, Jesus, Paulo, Basílio, e mais tarde: Mably, Morelly, Bouchez, Bloy, Berdiaeff, Maritain, etc - Os quais de um modo ou outro teceram críticas mais ou menos duras a nosso costume de acumular coisas, acumuladores que somos de riquezas inúteis, as quais não poderemos carregar para onde iremos ou levar a tumba.

Ao menos se fossemos egípcios ao modo dos que viveram antes de Cristo, poderíamos acumular para levar a tumba, onde após termos ressuscitado, viveríamos eternamente comendo, bebendo, jogando, etc 

Nós no entanto ousamos dizer que cremos no primado do espírito! Belo primado...

Não me surpreende a incoerência dos ateus e materialistas que denunciam o acúmulo exagerado de bens. Antes surpreende-me muito mais as dissertações com que uma hoste de 'cristãos' defendem este pernicioso vício que faz sangrar a natureza... Quando o Mestre de todos disse em alto em bom som: Não acumuleis tesouros neste mundo! Parte de seus seguidores no entanto não pensa outra coisa senão acumular fortuna ou enriquecer... E quando os denunciamos com o Evangelho nas mãos, principiam a gritar: Comunista! Comunista!

É o que está acontecendo exatamente agora neste país enfermo que a propósito de tudo imita a cultura podre dos Estados Unidos da América do Norte, envenenada pelo individualismo protestante.

E no entanto, apesar de reconhecermos a importância de Marx e a justeza de suas críticas a um sistema que está, efetivamente, conduzindo nossa espécie a um suicídio certo, não precisamos dele ou reconhecemos sua necessidade. Aristóteles foi mais profundo, Freud mais agudo, Scott Nearing mais coerente e nosso Jesus, ah nosso Jesus, foi bem mais insidioso ao dizer que tal como a corda não passa pelo fundo da agulha rico algum entrará em seu reino. 

Reino Comunista?

Respondendo com Paul Valery e com Julien Benda, direi: Não, reino do Espírito, reino da excelência, da beleza, da profundidade do Ser.

Tornemos a Confúcio: O que só se preocupa em comprar e vender, ou seja, em lucrar, é um ser vulgar que não entende coisa alguma.

O materialismo está muito mais no sentido rasteiro da avareza do que nas teorias sofisticadas do judeu alemão, o qual, como disseram alguns 'padres', limitou-se toma-lo ao liberalismo econômico ou ao positivismo. Marx apenas assumiu o materialismo reinante que ainda ai está e que nada tem de socrático ou de aristotélico e menos ainda de Cristão.

Torno a Aristóteles, o qual muito antes de Freud já havia enunciado a tolice que é acumular ilimitadamente num sistema que já se sabia finito, e que, fora da ficção científica ainda o é.

Uma hora chegaríamos a exaurir a mãe natureza...

Esse belo sistema, que partindo de uma falaciosa dicotomia, é apresentado como nosso melhor face ao tenebroso comunismo.

Muita treva há no Comunismo, no Nazismo, no Fascismo, no Anarquismo... Não há menos treva porém oculta por trás de um sistema que estimula ao máximo um princípio que todos os Mestres da Ética, unanimemente, apresentaram como um veneno, a avareza... Assim a beldade a que chamamos capitalismo.

Se o capitalismo é o que temos de melhor, melhor perder toda esperança de redenção, aceitar a destruição inevitável e cruel da espécie e adiantar-se a ela.

Deixe-me dizer em alto e bom som: É feio, é feio, e feio porque mais do que o comunismo, o anarquismo, o fascismo e mesmo o nazismo conduziu-nos todos as portas da destruição. 

Enquanto escrevo estas despretensiosas linhas prepara-se a ONU para editar (Em 2022) um relatório em que descreve com vivas tintas as condições a que o lindo capitalismo conduziu nosso Planeta.

Será algo semelhante a Filme de terror, em que as vítimas serão as diversas espécies de animais e vegetais que a evolução tem demorado centenas de milhões de anos para produzir, o que cognominamos 'Extinção em massa'. 

Torno a Aristóteles: Não é possível explotar ilimitadamente um sistema finito, exaure-se. 

A flora e fauna exaurem-se...

A constatação é da ONU... 

Não do PC soviético!

Face a tal estado de coisas escora-se a cultura Norte Americana no fundamentalismo protestante, instilando a baba pútrida do conspiracionismo por toda parte... Tendo ela se convertido em dilúvio no Brasil...

Para os empresários e seus fiéis escudeiros, os pastores, transformou-se a ONU em valhacouto do Comunismo...

E comunistas são José Bonifácio, Vargas, o Papa romano, etc tudo quanto não se solidariza com o liberalismo econômico ou apoia-o ativamente. 

Critica-lo então equivale a formar fileiras com Marx e Engels, como se as palavras de Jesus tivessem sido proferidas por eles, o Evangelho escrito por eles ou o sentido oposto ao que costumamos ler.

É vezo do livre exame.

Os protestantes leem o Evangelho e atribuem o sentido que querem ou o que mais lhes agrada.

E fica Jesus sendo mega empresário, banqueiro, milionário... como poderia ficar sendo até um pizza.

Pouca seriedade, respeito e sacralidade...

Enfim vozes que destoem desta mediocridade são imediatamente condenadas.

Bem, ainda que não tivesse o Capitalismo, conduzido-nos a borda do precipício, nos teria indubitavelmente - Dirá um conservador desanimado do mundo como T S Elliot, um poeta como Valery, um prosador como Hermann Hesse, etc - ao reino da vulgaridade ou aos confins dessa coisa sinistra chamada arte moderna, assim a rasteira cultura das massas.

Antes de converter-se em algoz da espécie humana foi o liberalismo econômico, como não podia deixar de ser - Por ser materialista e utilitário - algoz da excelência ou da cultura refinada.

Resta dizer que nada há de racional em acumular riquezas ou bens materiais. 

E que não passa de um impulso irracional advindo das zonas obscuras que Freud analisou.

Não sei exatamente porque Scott Nearing pôs fim a sua vida. 

Alguns dizem que suicidou-se por ter 'descoberto' em que esse impulso nefando transformou aquele ser racional idealizado pelos antigos gregos há dois mil anos e meio, e em que esta metamorfose transformou nosso planeta...

Sei no entanto que numa de suas obras relacionou a febre ou delírio consumista de que padecemos com o medo da morte. Da vida nada levamos em termos materiais, privando-nos a morte de tudo... Para negar a morte apega-mo-nos aos objetos ou as coisas, e passamos a junta-los, como se garantissem nossa permanência definitiva por aqui...

Pelo temor da morte o ter chegou a triunfar do ser. 

Combateu-se a metafísica do ser, e criou-se uma nova metafísica, uma falsa escolástica, uma outra mística - A do lucro, a do capital, a do dinheiro, a da riqueza, a da fortuna a do acúmulo.

Curioso - Caso você acumule gravatas é acumulador e neurótico ou doido, caso acumule dinheiro, como o tio Patinhas em sua Caixa forte, é são e não apenas são mas modelo de empreendedor.

Desde que deu com tal fator na gênese psicológica do acúmulo Nearing passou a cultivar na mais alta intensidade o desapego, por meio de uma vida sóbria. E como se tal não bastasse decidiu ele mesmo desfazer-se da vida, quando lhe parecesse conveniente. E a natureza colaborou, fazendo com que atingisse cem anos.

Nearing pode enfim desprender-se ou suicidar-se. Pois teve uma vida longa e digna. Havia combatido o bom combate ou semeado o bem. Havia pugnado pela Ética e se colocado ao lado da justiça. Um homem assim bem pode sair da existência quando quiser, pois pagou seu tributo a civilização ideal ou república de Santos e Filósofos.

Cada qual tem sua consciência e conhece seus límites. 

Quero morrer como o comandante daquele navio holandês que enfrentou e venceu a fúria do Kakratoa, com suas ondas de cem metros! Morrer amarrado ao Timão do Barco e resistir até a derradeira gota de sangue pelo combate da civilização ideal, da civilização Ética... Em comunhão com a fauna e com a flora... em sintonia com a mãe natureza.

Enquanto houver capitalismo tal será impossível.

Pois devorador algum pode ser sustentável.

Por outro lado se deve ser limitado ou contido, lamento, não é mais liberalismo econômico ou capitalismo. O capitalismo pleiteia total ausência de controle ou liberdade absoluta para as atividades econômicas. É xipofago do cientificismo positivista e irredutível a um controle Ético/ideal, o qual coloque sobre si e acima de si direitos inalienáveis a pessoa humana. 

Daí economicismo, cientificismo, etc e não humanismo.

Resta-nos descrever que espectro Nearing teria antevisto, ao menos segundo alguns críticos.

 Ao que parece anteviu ele justamente aquilo que o citado relatório da ONU reserva a nossos olhos e que com tão vivas tintas pintou... 

Em que nos transformou esse pecado (Pois o Evangelho e toda Tradição Cristã - Abandonada pelo Protestantismo - apresentam-no assim), o pecado da avareza? - Que é a alma do capitalismo...

A comparação é chocante...

Porém não é obra da fantasia cavoucar o homem a terra em busca de minérios abrindo-lhe uns túneis ou fístulas e furando o ventre que nos trouxe a luz...

E tampouco deixa de ser verdade que, ao menos nos grandes centros urbanos (Em que impera o capitalismo) nos movemos num ritmo que chega ser alucinante - Ocorreu-me agora o delicioso Playtime de Jacques Tati. da casa ao trabalho e do trabalho a casa ou as lojas...

E também nos nutrimos da fauna e criamos para abater, e introduzimos mudanças mais do que discutíveis nas teias alimentares ou no mundo natural. 

Bem, por tudo isto e mais um pouco (Pois há muito mais e há quem queira torturar animais em laboratórios ou caçar baleias!) Nearing tería dito a sua esposa que este mundo não passa de uma Carniça infecta ou nauseabunda e que nós, os seres racionais do estagirita e caniços pensantes de pascal, não passamos de uns vermes ou larvas a pulular sobre a carniça...

Após testemunhar pessoalmente a especulação imobiliária exercida no local em que vivo - De que resultou a quase total destruição do mundo natural! (Isto para não falar na sacrílega destruição de nossa memória representada pelo Patrimônio Histórico.) A destruição do Pantanal. O tráfico de madeiras nobres na Amazônia. O envenenamento de onças... etc, etc, etc seria temerário duvidar de Nearing...

Parece que o impulso do acúmulo - Deflagrado pelo medo da morte ou pela pobreza interior do ser. - a que chamamos avareza transformou muitos de nós ou mesmo a maioria de nós em vermes ou gusanos... Aos quais não restou pingo de alma ou espírito. A ponto de usarem o Natal e a Páscoa, com o pretexto de comprar coisas, de consumir, etc exaurindo mais e mais a mãe natureza e acelerando a destruição de tantas e tantas espécies que vieram a luz ao cabo dos séculos... A isto chamam aquecer o Mercado, uma população que se tendo tornado irracional ou mesmo louca, não cessa de se multiplicar...

Quanto aos remédios amargos de que ainda dispomos o primeiro deles corresponderia, já o dissemos, num rigoroso controle populacional em termos de limitação de natalidade. Projeto sempre sabotado pelas grandes religiões com sua sede de poder... quem conta com dezenas de milhões de adeptos ou contribuintes ou dizimista mais quer que suas ovelhas façam sexo irresponsável e se multipliquem...

Do outro remédio Nearing mesmo tomou: Trata-se de um decidido retorno a vida simples e natural, em que os objetos sejam degradáveis ou recicláveis. Não dá mais para tanta gente continuar fazendo uso de alumínio ou plástico... Há que se voltar a madeira, ao barro e outros elementos do tipo. 

Outra atitude a que a mãe natureza daria boas vindas seria o vegetarianismo ou melhor dizendo o semi vegetarianismo, em que há espaço para o consumo de mel, ovos, leite e moluscos, isto é, de quaisquer seres vivos desprovidos de sensibilidade neuronal e consciência. 

O que todavia ficaria sempre na dependência da redução da natalidade. Do contrário jamais haveria espaço para tanta plantação de cereais e árvores bem como para a conservação das florestas. Por mais que reflitamos topamos sempre com a necessidade de planejar a família e reduzir a natalidade, e isto sim deveria ser estimulado pela ONU, com a recusa de quaisquer programas de ajuda ou benefícios sociais aos países que fugissem a esta regra ditada pela necessidade.

Para que retomemos um ritmo saudável de vida, no qual cada família possa ter seu pomar, sua horta, seu quintal, seus bichos, bem como um pedaço de mata por perto é imperativo reduzir a população humana. Para que a população seja humana e viva humanamente terá de ser menor ou reduzir-se.

O que chamamos de progresso não passa de escatologia Cristã secularizada. Não nos levará ao paraíso na terra mas a destruição da terra, ao único e verdadeiro inferno que nos espera e aos mais acerbos sofrimentos numa planeta seco, sujo e sem água limpa. 

Caso seja isto que você deseja para seus filhos, netos e descendentes meus parabéns!

Sinta-se um arquiteto ou construtor do inferno.

Pois o sistema que você defende com unhas e dentes continua a estimular, através das religiões sem consciência, a propagação irresponsável da espécie, apenas para manter um exército de reserva e controlar o preço do trabalho. 

Aqui a ambição e o fanatismo associam-se para lançar mais uma pá de cal no cadáver fedorento da mãe terra...

Não. Eu nem me desespero, nem me sinto ou me assumo como um destes vermes. Pois tenho tomado por regra de vida as autênticas e fiéis lições do Evangelho, de  Sócrates, de Buda, de Confúcio, de Francisco de Assis e sobretudo deste novo Francisco de Assis que foi Scott Nearing. Pois decididamente não acredito na explotação infinita de um sistema finito, na mística furada de um progresso técnico incessante, em regras imanentes ao Mercado, em milagres ou na necessidade de uma catástrofe que facilite a segunda vinda de Jesus... O qual a meu ver impos-nos o dever de criar um mundo melhor e de lutar por isso com unhas e dentes. 

Sem compactuar com os erros do Comunismo e demais culturas de morte tampouco direi que está tudo bem ou que estamos em posse do melhor sistema social em termos de possibilidade. Não, não me conformo. Sou dos oponentes ou dos críticos os quais acreditam num tipo ideal, mais humano, mais racional e mais excelente. Sou dos que apostam em algo Ético, assim superior a ciência, a técnica e ao mercado... Em meio a tantos vermes rastejantes tento caminhar com Cristo e manter-me humano.