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domingo, 3 de setembro de 2017

O problema da neutralidade em Ciências humanas II

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Chegados aos domínios da História tornasse o tema da neutralidade ou da isenção ainda mais polêmico na medida em que os teóricos do positivismo, levando adiante seu ideal meramente descritivo, proíbem a introdução de todo e qualquer juízo de valor em relatórios, monografias e até mesmo artigos e livros.

E no entanto além das enfermidades Psicológicas, e das condições sociais, o Historiador ainda depara com certo resíduo ou com certa quantidade de atitudes ou comportamentos irregulares quais sejam, roubos, assassinatos, estupros, etc os quais não poucas vezes envolvem elementos humanamente frágeis e desprotegidos quais sejam animais, crianças, idosos, deficientes, etc e degeneram em pura e simples crueldade ou sadismo. Mesmo diante de cenas e situações como estas o positivismo não se abala e pede que elaboremos uma simples crônica em forma de narrativa, fugindo aos juízos de valores como o diabo foge da cruz.

Agora qual o pôrque de tudo isto???

Quais os pressupostos do positivismo???

Grosso modo os positivistas ingênuos costumam declarar que a tarefa do Historiador esgotasse ao reconstituir os fatos Históricos. Logo o que ultrapassa a simples reconstituição espraia-se pelos domínios do subjetivismo puro ou do relativismo, representando mero ponto de vista individual, a que não devemos atribuir maior valor.

Num segundo momento dirá nosso positivista que semelhante avaliação cabe a Ética e não a História, o que muitas vezes equivale a dizer que não cabe a ninguém e que devemos mesmo enquanto homens, nos conformar com aquilo que é ou com a realidade, uma vez que toda e qualquer crítica ou discordância supõem metafísica. A qual só se foge tornando-se acrítico ou conformista.

Não levo a mal que nas obra do gênero, especialmente no prefácio, a distinção seja não só marcada mas salientada i é a distinção entre o Pesquisador que reconstrói objetivamente a História resgatando os fatos, e entre o homem que avalia. Não levo a mal o Filósofo da História, pensador ou Historiador mais comedido, que opte pela crônica ou simples narrativa deixando ao leitor a apreciação crítica ou valorativa dos fatos. Não levo a mal que no próprio livro o trabalho do Historiador e a apreciação do homem, sejam rigorosamente estabelecida.

No entanto a exigência de que o Historiador abdique de todo e qualquer juízo ético ou valorativo mesmo enquanto homem ou ser racional só pode partir de teóricos que repudiam formalmente a hipótese de uma Ética objetiva ou essencial enquanto forma de conhecimento válido ou verdadeiro, abraçando o dogma - também presente na Sociologia - do relativismo cultural. Aqui de fato é Ética encarada como pura e simples produção cultural - relativa apenas a determinada sociedade - ou mesmo subjetiva perde todo seu valor. Tal não é no entanto a perspectiva do humanismo socrático, cujo entendimento é bem outro.

Claro que nós esperamos e desejamos que cada leitor e que cada leitor faça sua opção em termos de ética, identificando-se com determinados princípios e valores, a partir dos quais julgue a realidade. Tal esperança no entanto esta longe de impedir-nos de opinar ou de manifestar nossos pontos de vista, buscando orientar o homem para uma direção ética que julgamos ser a mais acertada ou correta; não como Historiador, mas como ser humano que reflete criticamente sobre as ações e exemplos humanos oferecidos pela História.

Significa isto que não podemos ser neutros em termos de princípios e valores ou mesmo de ideologia?

Se em termos de ciências exatas uma neutralidade absoluta, do começo ao fim, é bastante questionável, em termos de ciências humanas é certamente impossível, senão indesejável.

Ser neutro diante das inquisições papista e protestante, da Jihad islâmica, das situações de miséria produzidas pelo capitalismo, das atrocidades cometidas pelos nazistas, das guerras, da tortura, etc equivaleria a ser sádico, desumano e cruel.

Enquanto historiador tudo quanto o homem visa é compreender determinada situação Histórica e podemos compreender perfeitamente bem o pôrque de cada um dos eventos acima citados, sem no entanto buscar justifica-los ou absolver as pessoas envolvidas. Não cabe ao Historiador enquanto tal justificar, apenas compreender. Enquanto homem e cidadão no entanto lhe é permitido julgar partindo de seus princípios e valores.

Neste caso que lhe é proibido e a que ponto chegamos?

Nada impede ou deve impedir um homem de avaliar determinado fato Histórico segundo suas crenças e ideias. Como nada impede ou deve impedir alguém de identificar-se com determinada visão de mundo ou ideologia.

Tanto o Sociólogo quanto o Historiador é defeso ter sua opinião, seu ponto de vista ou sua ideologia. O que ele não pode permitir é que esta ideologia interfira em seu trabalho de pesquisa social ou de reconstituição histórica, fazendo com que altere ou manipule os dados da pesquisa ou as informações tomadas as fontes históricas selecionando-as arbitrariamente seja inventando umas ou ocultando outras. Tocamos aqui ao nervo da questão ou a Honestidade cientifica.

Não pode o homem ser neutro no sentido de que seja isento de princípios e valores ou mesmo de ideologias, como uma tábua rasa. No sentido de que não traga consigo uma visão de mundo ou como diz Brinton um esquema mental preparado. No sentido de que enquanto homem não possa opinar sobre suas próprias descobertas ou que isto lhe seja vedado...

Mas deve ser disciplinado e honesto a ponto de evitar que seus pontos de vista interfiram na pesquisa científica a ponto de selecionar ou manipular os fatos.

Portanto o que esta em seu acesso e garante a objetividade de seu trabalho enquanto pesquisador não é uma suposta e absurda neutralidade valorativa ou ideológica, e sim o que chamamos de honestidade intelectual e que podemos definir como a capacidade para administrar suas opiniões preconcebidas, atendo-se antes de tudo aos fatos sejam eles biológicos, geográficos, psicológicos, sociológicos, históricos, etc Honestidade intelectual é o esforço exequível para ouvir os fatos e permitir que falem sem deixar-se cegar pelas próprias opiniões e crenças.

Tendo chegado ao término da questão devemos considerar que a neutralidade ou imparcialidade deva ser encarada como um ideal possível APENAS SE ENTENDIDAS NO SENTIDO DE NÃO INTERFERÊNCIA COM RELAÇÃO A PESQUISA HISTÓRICA, SOCIAL... e mesmo assim - ao menos na Sociologia, que lida com causas gerais - na esfera reduzida dos fatos ou leis; porquanto a dinâmica da formação de uma teoria é bem mais complexa. 

No entanto caso compreenda-mo-las no sentido corrente de isenção, no sentido do pesquisador não trazer consigo determinados princípios, valores, crenças e ideias; qual fosse uma tabua rasa, é absurda, ingênua, grosseira e tosca. Como ser humano o cientista não só trás ideias capaz de influencia-lo como é normalmente sugestionado por elas caso não passe por um treinamento bastante sério na acadêmia. Resulta disto que a imparcialidade ou neutralidade relativa - DEFINIDA EM TERMOS DE HONESTIDADE CIENTÍFICA - não seja algo fácil de ser conquistado demandando resolução, esforço e sobretudo certos pressupostos derivados da Ética.

Sobretudo não devemos compreender Neutralidade no sentido positivista de abster-se de avaliar criticamente os fatos na perspectivas da Ética da pessoa. Julgar as ações e situações sociais é natural, humano e absolutamente normal. Neutralidade relativa ou HONESTIDADE CIENTÍFICA resume-se em não fabricar ou manipular fatos ou leis tendo em vista o favorecimento de qualquer teoria que nos agrade. A desonestidade não consiste em julgar ou avaliar eticamente mas em falsear a realidade.

Conclusão: Nas ciências do homem a neutralidade absoluta ou isenção compreendida já como a pura e simples inexistência de um aparelho conceitual anterior a pesquisa, já como a necessidade de se evitar a qualquer custo juízos de natureza valorativa é pura e simples utopia.

Já uma neutralidade relativa (Imparcialidade formal) ou HONESTIDADE INTELECTUAL compreendida como a possibilidade de controlar a investigação e impedir que seja influenciada pela ideologia tal até a seleção e manipulação dos dados e distorção da realidade, julgamos ser perfeitamente exequível embora demande como já dissemos um firme ideal de ética associado a um treinamento acadêmico e a uma prática constante. Segundo julgamos esta Honestidade Intelectual é o fundamento da objetividade no terreno das ciências humanas.

Afinal as ciências humanas, fugindo tanto ao prever - seus fenômenos são mais e mais imprevisíveis na medida em que entra em jogo a qualidade humana da vontade livre - quanto aos justificar, tem por objetivo recompor e compreender um determinado aspecto da realidade, o qual, uma vez recomposto e compreendido sempre poderá ser apreciado valorativamente por qualquer homem, inclusive pelo Psicólogo, pelo Sociólogo e pelo Historiador, os quais certamente são homens. Importa distinguir bem uma coisa da outra, colocando os pingos nos is.

Por fim se a Sociologia será meramente descritiva para o Sociólogo enquanto Sociólogo, será certamente normativa para o mesmo Sociólogo enquanto pessoa ou ser humano i é numa perspectiva mais ampla. E ele, o sociólogo, sempre poderá expressar-se já quanto cientista social que investiga e descobre, já como ser humano que avalia sua descoberta e pensa a sociedade. Bastando para tanto que estabeleça a distinção.

Sobre a elaboração das teorias em ciências humanas, reservaremos um artigo a parte.

sábado, 31 de outubro de 2015

Do capitalismo e do comunismo como padrões binários de pensamento.

Tanto os capitalistas ou liberais economicistas e Comunistas pura e simplesmente ignoram a existência do domínio socialista ou de uma terceira solução para os problemas sociais.

Parece haver uma espécie de acordo tácito em virtude do qual os Comunistas enxergam apenas do Capitalismo e os Capitalistas apenas o Comunismo.

Para os comunistas quem não for membro do partido é e será sempre encarado como 'capitalista' enrustido. Já para os liberais tantos quantos ousem questionar os dogmas proclamados pela econômica 'clássica' e seu valor ontológico, merece ser classificado como comunista.

E não adianta discutir com eles, admitiu qualquer nível ou grau de controle ou limitação fica-se sendo bolchevique ou marxista ortodoxo!!!

Diante de tão grande falta de pudor só nos resta exclamar; pobre Leão XIII, pobre Maurras, pobre Hitler, pobre Keynes, pobre Henry George, pobre Scott Nearing, pobre Tosltoi, pobre Kropotkin, pobre Lammenais... todos matriculados em bloco nas fileiras do leninismo!!!

De fato a má fé dos liberais só pode ser comparada a daqueles ateus fanáticos que costumam publicar listinhas de 'correligionários' em que constam os nomes de Montaigne, Bacon, Descartes (!!!???), Voltaire, Diderot, Comte, Huxley, Darwin (!!!???)... e por ai afora...

Dir-se-ia que não escrevem mas estupram as folhas de papel...

Tendo em vista tais desatinos, tentarei, pela segunda vez lançar alguma luz sobre o assunto, buscando definir quais sejam os posicionamentos possíveis na esfera da econômica:

  • LIBERALISMO (pop Capitalismo): Doutrina segundo a qual o Mercado, enquanto sistema circulatório de riquezas, regula-se por leis próprias ou autônomas de caráter interno. Segundo a tônica desta ideologia a iniciativa econômica deve ficar entregue a iniciativa dos indivíduos, cuja ambição não deve nem pode ser limitada; excluindo-se deste modo qualquer tipo de intervenção externa, social ou política. Temos aqui um sistema marcadamente individualista e irredutível a qualquer tipo de limitação externa. Não pode o liberalismo admitir qualquer nivel ou grau de limitação externa ou de controle político ou social sem deixar de ser o que é. Daí ser classificado como um sistema de livre iniciativa que objetiva a maximização dos lucros.
  • SOCIALISMO: Doutrina que advoga qualquer nivel ou grau de intervenção externa - social ou política - com o objetivo de limitar a iniciativa individual ou regular um Mercado de cuja auto regulação desconfia. Não importa aqui em que medida este ou aquele teórico, desta ou daquela escola, pretende intervir na dinâmica interna do Mercado. Uma vez que a auto regulação e autonomia do mercado é repudiada estamos no terreno do socialismo. Agora existem inúmeras formas, escolas ou correntes de socialismo; umas mais suaves outras mais rigorosas, segundo os princípios e valores que inspiram-nas; assim solidarismo, personalismo, social catolicismo, corporativismo, comunitarismo, social democracia, libertarismo... nem se pode negar aqui que o Keynesianismo e a própria doutrina social da igreja romana sejam formas de socialismo, inda que mais amenas ou centristas; pois admitem e postulam certa medida de controle externo incompatível com as pretensões da teoria liberal.
  • COMUNISMO: Tipo particular, específico ou rigorista de socialismo, que para além do controle externo do mercado postula:
  1. A tomada do poder por um golpe violento a que chamam Revolução.
  2. A substituição do modelo democrático por uma ditadura do proletariado numa perspectiva monopartidária e totalitária, caracterizada pela negação dos direitos essenciais a pessoa.
  3. A supressão de todas as formas de propriedade, inclusive da propriedade pessoal pertencente ao trabalhador. Na prática ignoram a distinção entre propriedade dos meios de produção e propriedade pessoal.
  4. A eliminação radical do padrão salarial.


    Disto resulta que se o COMUNISMO é um SOCIALISMO; nem todas as formas de SOCIALISMO correspondem ao COMUNISMO.

    Pois via de regra (cf Lizandro de la Torre "Questão social e Cristãos sociais") os socialismos sustentam que:


  1. A parte de alguma realidades específicas em que as situações de injustiça tenham atingido níveis insuportáveis, devem os militantes inserir-se na via institucional, buscando por meio dela implementar reformas educativas, sociais e políticas que ampliem as liberdades, consolidem a cidadania e enfraqueçam o poder do capital. DONDE OS SOCIALISTAS SÃO PROPENSOS A SOLUÇÕES PACÍFICAS E DESCONFIAM DA MÍSTICA REVOLUCIONÁRIA ALIMENTADA PELOS COMUNISTAS.
  2. É necessário instaurar ou consolidar, pela via que for mais oportuna, uma ordem cada vez mais democrática (no sentido da democracia direta ou popular) cidadã ou libertária; assegurando os direitos essenciais a pessoa humana e protegendo os grupos sociais minoritários. DONDE OS SOCIALISTAS RECONHECEM O VALOR DAS LIBERDADES PESSOAL E POLÍTICA EM OPOSIÇÃO AOS COMUNISTAS.
  3. É necessário socializar ao máximo a posse dos meios de produção, salvaguardando no entanto a propriedade pessoal do trabalhador como coisa 'imexível'. DONDE OS SOCIALISTAS RECONHECEM O VALOR ESSENCIAL OU ONTOLÓGICO DA PROPRIEDADE CUJA POSSE RESULTA DO TRABALHO. (Henry George).
  4. É necessário reduzir o quanto possível as relações fundamentadas no padrão salarial. Onde não for possível é necessário adotar o critério humanista do salário mínimo pautado nas necessidades familiares do trabalhador. Da mesma maneria é dever do grupos social ou da comunidade implantar, desenvolver e consolidar formas 'heterodoxas' de produção como corporações e cooperativas estas destinadas a gerir os grandes latifúndios. Implica ainda em restabelecer os egidos ou terras comunais. DONDE OS SOCIALISTAS NÃO SE OPÕEM RADICALMENTE AO PADRÃO SALARIAL.

Além disto os socialistas, ao contrário dos Comunistas não costumam envolver-se diretamente com a questão religiosa e muito menos com questões metafísicas em torno da existência ou não de Deus, dando por suposto que pertençam a esfera da liberdade ou decisão pessoal. Aqui o único compromisso do socialismo é com o caráter laico do estado e a implementação de um ensino rigorosamente científico.

O socialismo só costuma encarar como problema o fanatismo religioso, fundamentalismo enquanto ideologia oposta ao padrão científico de pensamento e as formas teocráticas de pensamento. A religiosidade em si mesma, sobretudo quanto equilibrada e sóbria, não é encarada como antagônica ao modelo socialista.

Donde o socialismo não endossa o materialismo, a irreligiosidade e muito menos o ateísmo; opondo-se terminantemente a qualquer tipo de perseguição religiosa. Mesmo porque certo número de socialistas inspiram-se em princípios e valores relacionados com algum tipo de espiritualidade.

Outra questão controversa diz respeito ao tecnicismo.

Sem proclamar a tecnologia como má, o socialismo enquanto forma de humanismo, desconfia do tecnicismo seja de direita ou de esquerda, liberal ou comunista, capitalista ou bolchevique... buscando relacionar a técnica com as fontes de matéria prima, a emissão de resíduos, as condições do planeta. Os socialistas pensam que é necessário ultrapassar esta 'rivalidade' ou emulação arquitetada em torno da técnica antes que a terra seja completamente destruída. É necessário voltar a técnica, não menos que o mercado para as necessidades humanas (não necessariamente econômica)... O comunismo parece ter perdido este sentido...

O capitalismo jamais acalentou tal sentido!

Não lhe cabendo o direito de fazer reproches ao comunismo.

Toda tônica deste sistema tem girado em torno do mercado, do luxo, do supérfluo, do consumo... sem quaisquer considerações em torno do humano, quanto mais em torno do ecúmeno.

A ciência é boa em si mesmo enquanto conhecimento válido e verdadeiro em oposição ao estado de ignorância.

O capitalismo no entanto, sistema que tudo suja e contamina, tem promovido um tipo de ciência indesejável e funesta: uma ciência sem consciência, irredutível a ética e sempre dócil as necessidades artificiais ou mesmo cruéis do mercado. Este mercado de algum modo tem emporcalhado nossa ciência e a tornado indesejável.

Neste sentido o comunismo soviético limitou-se a entrar numa competição acrítica, esquecendo-se por completo do fenômeno humano e contribuindo em certa medida para a degradação da mãe natureza.

O socialismo, que é uma expressão do humanismo e que se afirma como padrão essencialmente ético, distancia-se de ambos os sistemas rivais e assume os pressupostos de uma visão ecológica de mundo.

O socialismo nutre a nobre ambição de conciliar as necessidades econômicas com a demanda ecológica em termos de fauna e flora não hesitando por o dedo na ferida e deixar em aberto a possibilidade de uma contenção ou limitação de nosso progresso técnico ou material. Mais cedo ou mais tarde teremos de rever o ritmo de nossos progressos ou...

Ademais já esta mais do que na hora de pormos o que já foi criado e conquistado a serviço das imensas massas humanas que ainda vivem em condições mais do que miseráveis.

Resumindo:

  • Existe apenas uma forma de liberalismo econômico, a qual consiste em atribuir a ação econômica a atividade dos indivíduos e repudiar, em maior ou menor grau, toda e qualquer tentativa de limitação ou controle externo imposta pelo grupo social ou pelo domínio do político. Tal da doutrina pétrea da auto regulação do Mercado.
  • Existem inumeras formas de socialismo, todas sustentando a conveniência ou necessidade da planificação externa da econômica ou o controle do Mercado pelo grupo social em termos de intervenção, o que implica repudir formalmente a teoria da auto regulação do mercado e da ilimitação dos lucros.
  • Existe uma forma específica de socialismo radical cognominada comunismo, bolchevismo, marxismo ortodoxo ou leninismo, ou ainda stalinismo, centralizada em torno da fé numa revolução golpista e sangrenta, na implementação de uma ordem totalitária, na erradicação de todas as formas de propriedade, na eliminação do padrão salarial, na militância ateística, na competição tecnicista com o mundo do capital, no igualitarismo absoluto e outros elementos que os socialistas encaram como essencialmente perniciosos.


Diante disto só nos resta dizer e declarar face aos liberais que as acusações hipocritamente lançadas contra os bolchevistas de modo algum atingem todas as formas de socialismo.

Digo o mesmo aos comunistas radicais e pequenos fanáticos que classificam-nos como capitalistas...

Enquanto ambas as partes não conseguirem superar o pensamento binário ou dualista, a que por questão de oportunismo, permanecem presas, merecerão ser apresentadas como farinha do mesmo saco, ao menos sob o ponto de vista da ética.

A este tipo de estratégia desonesta os socialistas não precisam recorrer, teem propostas concretas com que sanar os males provocados pela desordem capitalista sem chegar as delírios proféticos do comunismo. Teem sugestões, tem planos, tem hipóteses consistentes... e quem for honesto, curioso, benigno de coração, poderá encontra-los nas obras de: Henry George, L Tolstoi, Kropotkin, Kagawa, Mounier, Bastos D Avilla... dentre muitas e muitas outras.

De todas as correntes é certamente a socialista a mais original, criativa, rica e sugestiva.

Sabiam portanto que existe uma terceira solução ou via entre os extremos - que como diria o Filósofo, tocam-se - do comunismo e do liberalismo econômico.

Tudo quanto nós socialistas pedimos ao amigo leitor, justo e benevolente, é que seja conhecida e analisada com a devida atenção.

O Socialismo só pede ser conhecido e julgado com justeza!



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Era Karl Marx um hipócrita?



Não preciso ser comunista para defender a idoneidade do Sr Karl Marx.

Como o jurista Sobral Pinto não precisou ser ou fazer-se comunista para assumir a defesa de Carlos Prestes.

Outros mais fariseus ou escribas do que Católicos certamente não o fariam por questões de ordem ideológica.

No entanto a justiça ou a ética não conhece ideologia.

Assim o nobre advogado deve ter se lembrado da memorável frase de Vieira:

"Justiça seja feita até ao Diabo!"

As quais ficariam muito bem nas bocas de um Sócrates, de um Platão ou de um Jesus Cristo meus senhores e mestres aos quais folgo imitar.

Ao invés dos neo católicos que preferem imitar ao fideísta Martinho Lutero ou ao fariseu João Calvino...

Eu no entanto fico bem com o Sobral, o Platão...

Antes de tudo acho curioso o fato de que geralmente parte das pessoas que reproduzem tais clichês não passam de Cristãos que recusam-se a viver o Evangelho de Cristo.

Esses coitados pensam que achincalhando a memória do socialista ateu ficam autorizados a acumular toda sorte de bens neste mundo e a viver suntuosamente.

Basta-me abrir o Evangelho e tomar as palavras daquele que dizem ser o deus deles para frustrar-lhes o pérfido intento:

"Não acumuleis tesouros neste mundo... ACUMULAI TESOUROS NO CÉU!"

"Não podei servir a dois senhores, não podeis cultuar a Deus e as riquezas."

"É mais fácil uma corda passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus."

Agora pergunto a querida platéia, quem é que proferiu condenação tão rigorosa, Marx?

Não. Jesus de Nazaré, o qual a cristandade nominal declara ser deus, mas não leva a sério nem obedece!

Quem anatematizou a doutrina do lucro máximo? Engels????

Não, o humilde carpinteiro de Nazaré...

Quem decretou castigos espirituais e punições divinas contra os endinheirados, Kautsky?

Não, o pobre filho de Maria, a Virgem...

Apesar disto como vivem os Cristãos que censuram o sr Karl Marx???

Como surdos e infiéis, juntando bens neste mundo a não poder mais e sustentando teoricamente a doutrina do acumulo ilimitado nos mesmos termos que os ATEUS Friedman e Haiek.

Que dizer então aos cristãos hipócritas e petulantes que pretendem corrigir Marx mas que recusam-se a viver o Evangelho?

Quem estão a soprar cisco em olho alheio enquanto tem uma trave ou melhor um poste fincado em seus olhos...

Marx não vivia o que ensinava...

Tampouco os neo cristãos vivem em conformidade com a doutrina de Cristo ou seja, cultivando uma vida sóbria segundo os preceitos da temperança aos quais até mesmo os antigos pagãos pertencentes ao círculo de Sócrates estavam habituados.

Os neo Cristãos no entanto aspiram viver como sofistas, a moda de Antifonte de Ramnunte, de Shilock, do Harpagão... enquanto tecem refinadas críticas ao sr Karl Marx.

Neste caso meu primeiro recado vai para esses cristãos hipócritas, pastores embusteiros, traficantes de indulgências, charlatães, ilusionistas, enganadores, empresários da fé, SIMONÍACOS, etc: daremos ouvidos as críticas feitas por vocês quando forem honestos e passarem a viver como Jesus Cristo preceituou...

Em segundo lugar declararei que se Marx era vagabundo por jamais ter exercido trabalho braçal ou manual também Platão, Aristóteles, Teofrasto, Cícero, Sêneca... ENFIM A QUASE QUE TOTALIDADE DOS FILÓSOFOS GREGOS NÃO SÓ ERAM VAGABUNDOS mas canalhas, uma vez que alguns deles, inclusive, tiravam rendas do trabalho escravo!!!

E no entanto os mesmos senhores que criticam Marx, leem as obras de Sêneca, Ovídio, Virgílio, etc sem se incomodarem ou atira-las ao fogo...

Nem ouço-os mimoseando Demócrito, Parmênides ou Apolônio com os epítetos de: vagabundo, poltrão, hipócrita, safado...

E no entanto uns e outros não só dedicavam-se a trabalhos de natureza intelectual ou material - o único trabalho digno do homem livre inserido na cultura greco romana - como encaravam o trabalho material ou braças como degradante, enfim como coisa de escravo...

Acontece que Karl Marx trabalhou sim como pesquisador, escritor, pensador, jornalista, articulista, etc Chegando a ler todos as obras da Biblioteca central de Londres consagradas a economia. Tarefa nada desprezível... e a escrever vultoso número de obras, algumas inclusive de caráter científico como o odiado 'Capital', além dos aludidos ensaios e artigos.

Agora se ser jornalista ou escritor é ser vagabundo que eram Stuart Mill e Herbet Spencer??? Pedreiros ou marceneiros??? Não que eu saiba...

E esses articulistas e jornalistas de péssimo gosto a exemplo do sr Reinaldo Azevedo, do sr Constantino, do sr Gentili; que nada de útil ou produtivo fazem além de respirar, comer, beber e excretar, como mereceriam ser qualificados???

Se por vagabundo compreende-se quem não é operário ou trabalhador braçal Marx terá de dividir seu título com uma multidão de charlatães, que sequer leram 1% da Biblioteca de Londres...

Quanto aos mais...

Que Marx jamais tenha pisado numa fábrica é crítica mais do que pueril e desonesta pois até onde sabemos participou de diversas mobilizações sindicalistas no termo final de sua existência.

Que tenha vivido as largas e outra mentira da qual os religiosos e toda gente honesta deveria abster-se. Uma vez que após o fechamento da Gazeta renana passou a enfrentar sérias dificuldades financeiras, a ponto de ter de ser socorrido pela bolsa do fiel F Engels...

Agora não me venham dizer que vivia as custas de Engels uma vez que o querido Herbert Spencer, sendo de origem humilde, teve de ser - em diversas ocasiões - socorrido pela bolsa de Stuart Mill que era de origem abastada e amigo seu.

A diferença aqui é que Spencer por ser liberal pode encontrar e exercer ocupação enquanto que Marx por ter ousado defender ao sua maneira e moda, os direitos de quem não tinha direito algum, passou a ser sistematicamente boicotado e, consequentemente impedido de encontrar ocupação (trabalho). Donde lhe veio em auxiliou o amigo Engels por admirar-lhe a tempera.

Ademais, contamos com o testemunho insuspeito de Savage Landor, o qual na afamada entrevista descreve a residência de Karl Marx como simples e suas maneiras como dignas e sóbrias. Parece que entre o lar de Marx e o do filho de Sofronisco não havia lá muita diferença...

Verdade seja dita: o pai do comunismo jamais habitou num palácio, num castelo ou numa vivenda glamorosa.

É verdade que casou-se com uma nobre falida; Jenny, cuja família melindrou justamente devido a suas atividades sociais. Foi um dos poucos casamentos do tempo feitos por amor - tanto que faleceu pouco tempo depois da morte da esposa, segundo dizem 'deprimido'  -  e do qual não lhe adveio qualquer vantagem pecuniária.

Muito mais abastado do que Marx era certamente Von Mises, o qual por sinal alinhou-se ideologicamente com os abastados... Não Marx.

Resta-me advertir ainda que se as calúnias e invenções reproduzidas no panfleto acima fossem consistentes o hipócrita seria Marx, a pessoa de Marx e não o comunismo, que não é uma pessoa mas uma ideologia.

A confusão feita aqui entre a pessoa e a teoria beira ao ridículo.

Partindo deste argumento miserável poderíamos seria fácil lançar ao fogo todas as obras de Martim Heiddeger, o filósofo portátil de Hitler e nem mesmo papai Mises por ter integrado o governo fascista de Dollfuss... além de ter apoiado o regime de Mussolini (Raico 1996 'Mises sobre o fascismo..,'). E sempre poderíamos acusar o islam e o protestantismo de assassinos pelo simples fato de Maomé e Lutero terem cometido assassinatos...

No entanto entrar diretamente por este caminho, confundido pessoas com ideais, seria desonesto e apelativo.

Coisa de quem não tem argumentos com que combater o Comunismo.

Então apelam a jargões imbecis... típicos da sifilização yankee.

Resta-me dizer que se Marx jamais foi proletário e lhe faltava experiencialidade neste sentido, sobejava a mesma experiencialidade a Católica Simone Weil, a qual com não menos veemência denunciou em nome do Sagrado as atrocidades perpetradas pelo materialismo economicista. Isto após ter abandonado sua vida burguesa e folgada para trabalhar durante mais de um ano numa fábrica, ficando com a saúde comprometida para o resto de seus dias.

Então se não nos demove o testemunho do ateu Marx arrasta-nos o testemunho da devota Simone Weil.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jesus é um plágio de outros deuses?


O texto a seguir é do Kaio Costa presidente da Sociedade Racionalista, Kaio é ateu portanto insuspeito, não tem interesse em defender o cristianismo. Eu pedi permissão do Kaio para publicar o seu texto. Segue o texto.

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Hórus [1]:

Alegação:

“Nasceu no dia 25 de dezembro de uma mãe virgem, com uma estrela no oriente, foi apresentado por 3 reis, professor aos 12 anos, batizado aos 30, possuía 12 discípulos”.

Refutação:

Hórus não nasceu de uma virgem – ele era filho de Osíris com Ísis. A afirmação de que a mãe de Hórus, Isis, era uma virgem é facilmente refutada com uma pesquisa rápida. A Enciclopédia Mythica mostra que seu nascimento foi totalmente sexual. Depois que seu pai Osíris foi assassinado por Seth, seu corpo foi cortado em pedaços, e Isis ficou com a missão de recuperar seus pedaços. Ela, então, “fecundando-se com corpo de Osíris, deu à luz Hórus nos pântanos de Khemnis no Delta do Nilo.”

Hórus não nasceu dia 25 de dezembro. De acordo com a mitologia egípcia, há três datas para o nascimento de Hórus, e a mais fundamentada é 15 de novembro.

Não há nenhuma referência que Hórus tenha sido batizado, nem Hórus, nem nenhum outro deus egípcio, e Hórus não teve um “ministério”. Ele “se tornou rei” após a assembleia dos “deuses” decidir apoiá-lo contra Seth.

Hórus nunca ensinou nada a ninguém, nem muito menos aos seus 12 anos. Ele permaneceu escondido durante toda sua infância. Somente quando se tornou adulto ele se revelou e lutou contra Seth para vingar seu pai. Hórus só tinha 4 discípulos, e não 12, e estes eram chamados de “Heru-Shemsu”.

O nascimento de Hórus não foi anunciado por nenhuma estrela e não havia três reis magos presentes no nascimento.

Mithra [2]:

Alegação:

“Nasceu no dia 25 de dezembro, fazia milagres, possuía 12 discípulos, morreu e ressuscitou após 3 dias.”

Refutação:

Mithra nasceu do cruzamento do deus Ahura-Masda com uma pedra, e não de uma virgem. Foi sincretizado pelos soldados romanos vindos do oriente com o deus “Sol Invictus”, surgindo a religião chamada “Mistérios de Mitra”.

Os mitras não deixaram textos, só imagens. Mithra não ressuscitou, mas sim sacrificou uma espécie de “touro sagrado” dentro de uma caverna. As histórias sobre Mithra contam que ele teve apenas um ou dois discípulos. Todavia, há uma gravura em pedra que ilustra Mithra matando o touro com 12 espectadores assistindo.

Dionísio [3]:

Alegação:

“Nasceu no dia 25 de dezembro, fazia milagres, era rei dos reis, o Alpha e o Omega e ressuscitou”.

Refutação:

Esse, realmente, me fez pensar se a pessoa que criou essa imagem realmente estava falando sério. Acho que ele procurou no Google pelo nome “Dionísio”, pegou a primeira imagem que apareceu e colou. Ali não é Dionísio deus grego, e sim Dionísio O Areopagita, um cristão discípulo de Paulo.

Seu nascimento era celebrado em 6 de janeiro e não 25 de dezembro.

Dionísio, a divindade Greco-romana, que também era conhecido em Roma como Baco, o deus do vinho, era representado por um jovem nu, o que difere totalmente da foto postada, que é de um ancião de barba e vestido até na cabeça.

Outro erro grotesco: Como Dionísio poderia ser reconhecido como “o rei dos reis”? Onde fica Zeus nessa história? Ele estava abaixo de Zeus, de Hera, de Apollo e etc. Nem de longe era “o rei dos reis”.

Como ele poderia ser o alpha e o ômega se ele foi criado por Zeus? Como é que ele poderia ser o primeiro e o último se existiam vários na frente dele, inclusive Zeus, que era o maior de todos?

Na mitologia greco-romana, os deuses são imortais. Como ele ressucitou, se era imortal e nunca poderia morrer? Além do que nunca foi dito que algum deus grego tenha se tornado humano propriamente alguma vez.

Attis[4]:

Alegação:

“Nasceu de uma mãe virgem, crucificado e ressuscitou ao terceiro dia.”

Refutação:

Pra inicio de conversa: Attis não era um homem, era uma mulher.

Segundo, não há notícia de que a mãe de Attis era virgem. A fecundação da mãe dela se deu depois que o deus Agdistis, que tinha nascido com os dois órgãos sexuais, cortou o órgão masculino jogou na terra e caiu em uma amendoeira e, depois que os frutos dessa amendoeira ficaram maduros, Nana, que era filha do deus-rio Sangarius, pegou uma amêndoa e deitou no seu seio. Então ficou grávida de Attis. Logo ela nasceu de uma reprodução sexuada.

Attis nunca foi crucificada. Ela era também uma deusa frígia da vegetação, e em sua auto-mutilação, morte e ressurreição, ela representa os frutos da terra, a qual morre no inverno para só reviver novamente na primavera. Ou seja ela se mutilava, suicidava e ressurgia.

Krishna [5]:

Alegação:

“Nasceu de uma mãe virgem com uma estrela no oriente. Fazia milagres e ressuscitou.”

Refutação:

Essa divindade não nasceu de mãe virgem. A mãe de Krishna teve vários outros filhos e filhas antes dele, portanto não era uma virgem. Krishna era da família real de Mathura e o oitavo filho da princesa Devaki e do marido Vasudeva, um nobre da corte.

Não há nenhum relato de tal estrela.

Krishna foi morto quando um caçador o atingiu no pé com uma flecha envenenada. Ele não ressuscitou.

Sobre os milagres, é óbvio que todos os deuses da imagem (e todos os deuses do mundo), em suas histórias, faziam milagres. Qual seria o objetivo de um deus se ele não fizesse milagres? Ser presidente de um país?

Conclusão:

Jesus, o homem humano, se existiu ou não, não cabe a este post. A intenção aqui não foi validar a existência ou não de Jesus, mas sim de mostrar que essa imagem – e de onde ela foi tirada – é falsa.

Referências:

[1] Hórus:
http://www.pantheon.org/articles/h/horus.html
www.reshafim.org.il/ad/egypt/osiris.htm#horus
http://tektonics.org/copycat/osy.html
http://www.thenazareneway.com/index_egyptain_book_dead.htm
The Eye of Horus – THURSTON, Carol.

[2] Mithra:
http://www.newadvent.org/cathen/10402a.htm
www.pantheon.org/articles/m/mithra.html
http://www.tektonics.org/copycat/mithra.html

[3] Dionísio:
Representação do deus grego Dionísio:http://2.bp.blogspot.com/-xKYdR8GKLSc/T7G4DHx-XMI/AAAAAAAAAlo/bZ-WAWTjajI/s400/mg-deusdionivinhpraz.jpg
http://www.pantheon.org/articles/d/dionysus.html
http://www.greekmythology.com/Other_Gods/Dionysus/dionysus.html

[4] Attis:
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/42255/Attis&usg=ALkJrhjKjMdHIHA-47Z-kk6TSns_aajh8g
http://www.tektonics.org/copycat/attis.html

[5] Krishna:
http://www.pantheon.org/articles/k/krishna.html
http://hinduism.about.com/od/lordkrishna/a/krishna.htm

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Não divulgue erros.
Kaio Costa – Presidente da Sociedade Racionalista.

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P.S.: Originalmente publicado aqui ==> http://consciencia.blog.br/2013/12/kaio-costa-refutacao-a-imagem-que-faz-associacoes-falsas-entre-jesus-e-outras-divindades.html