O que é o senso comum? Senso comum é um conjunto de opiniões recolhidas por uma determinada sociedade, mas sem validade filosófica, ou seja, acrítica. Essas opiniões são chamadas senso comum porque quem as segue acredita que são válidas para todos os tempos e lugares, que elas são universais e necessárias.
Na verdade, não é bem assim. O senso comum pode mostrar grandes pensamentos assim como pode mover o preconceito.
Exemplo: "Quando um não quer dois não brigam", "Filho de peixe, peixinho é", "Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher", "Roupa suja se lava em casa", "Fazer o bem sem ver a quem", "Lugar de mulher é no fogão", etc...
Todos já ouviram algumas dessas frases no seu dia-a-dia. Algumas delas contem belos ensinamentos enquanto outras estimulam vários preconceitos. O senso comum não deve ser criticado ou destruído, mas superado. Deve-se partir desse conhecimento popular para que superem o senso comum.
O problema do senso comum é que são ideias pré-estabelecidas e que ninguém ousa criticar, são como verdades de fé, inquestionáveis. Enquanto as pessoas não aprenderem que não existem verdades eternas, válidas e universalmente necessárias continuarão a transmitir a seus filhos e netos essas opiniões e estes as reproduzirão.
Mas como superar o senso comum? Através de questionamentos, tal como fez Sócrates pelas ruas de Atenas. Penso que seja desse modo? E você o que pensa disso? Deixe seu comentário.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Cientista também fala besteiras

Faz tempo que não escrevo nada aqui no blog, primeiro porque viajei para o Rio de Janeiro (XIV Congresso Nacional do PCB 09/10 até 12/10), e depois porque voltei gripado do Rio e estou com muito trabalho na escola, como hoje estou mais ou menos folgado e um pouco inspirado resolvi escrever. Eis o resultado logo abaixo, não espero que gostem, espero que esse meu artigo seja desconfortante e provocativo. Boa leitura.
Os cientistas por lidarem com pesquisas e por serem pessoas muito requisitadas não poucas vezes se acham acima do bem e do mal. Acabam por crer que são espécies de semi-deuses e que podem falar de tudo, do cocô à bomba atômica, até porque seu status quo de cientistas o permite.
Respeito os cientistas quando falam daquilo que conhecem, respeito-os naquilo em que são peritos, mas naquilo que não conhecem não merecem aplausos senão vaias. É incrível que mestres e doutores em ciências possam cair no senso comum em outros assuntos e repetir irrefletidamente o que repetem as massas.
Eles (os cientistas) que são tão sérios em pesquisas que não aceitam palpites, nem pitacos, quando abordam temas que não são de sua área quase sempre falam besteira.Quer dizer que os métodos só servem quando é para se pesquisar alguma vacina para debelar tal e tal vírus? Que a seriedade só é válida quando precisamos estudar astrofísica? Para se falar de violência não é preciso estudar? Não é preciso conhecer as causas? Claro que não. Até porque para a maioria dos cientistas, ciências humanas não são ciências. E porque geografia, história, sociologia e economia "não são ciências" pode-se palpitar à vontade.
Outro dia no Twitter, um cientista soltou essa pérola: "Aí alguém acende um baseado e vai argumentar sobre como o capitalismo é o responsável pelo que acontece no Rio". Como se pode ver é uma frase desconcetada da realidade. Uma frase vinda de uma mente que trabalha com uma realidade fragmentada, que aplica os métodos de sua ciência (e isso por vício) às realidades sociais. Se o doutor estudasse ciências políticas e sociais não teria falado tal aberração. Por essa frase bem se percebe que ele não conhece história, nem sociologia, nem geografia, etc... Se estudasse saberia que os negros foram morar nos morros logo após a abolição da escravatura, e que os morros se constituíram favelas, porque os negros tinham que morar longe dos brancos, até porque não tinham dinheiro para comprar casas em áreas nobres, porque a única indenização que receberam do Império foi sua "liberdade". Não foram indenizados com somas vultosas nem mesmo com somas mínimas para manter suas respectivas dignidades. Não foram contratados para trabalhar nas fazendas como os italianos, não sabiam fazer outra coisa do que cultivar. Sem perspectivas de vida o que poderiam fazer?
Os cientistas muito entendem de astros e tubos de ensaio pouco ou nada de ciências sociais, por isso seu mundo é fragmentado, pobre e desvinculado da realidade. Não vá além do sapato, o sapateiro!
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