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domingo, 11 de abril de 2010

Verdade, uma coisa da qual ninguém gosta

Outro dia no Twitter (para quem não sabe deletei o meu antigo) uma senhora ficou indignada com o artigo "Nossa Senhora de Fátima desmascarada" escrito por Rafael Daher e que publiquei aqui. Cheia de melindres, disse que a ofendi, porque ela crê em Nossa Senhora de Fátima, eu tentei explicar que não tive a intenção de ofender ninguém e não tive mesmo. Minha intenção é fazer as pessoas refletirem, mas isso nem sempre dá certo, porque comunicação não é aquilo que eu falo, mas o que o outro entende.

Disse que aquilo que fora postado era a mais pura verdade, até porque tinha referências bibliográficas para a pesquisa, caso ela quisesse pesquisar. Lamentei o fato da senhora não gostar da verdade e que eu não iria me calar pelo simples fato da mesma sentir-se ofendida. Uma coisa é ofender e outra sentir-se ofendido. (Ora eu posso me senir ofendido por ver um cara com uma bela mulher e eu estar solteiro, a questão é: ele me ofendeu?)

Quero dizer a quem quer que seja que não vou mudar meu jeito de ser para agradar a quem quer que seja e que não tenho medo de rótulos: imbecil, idiota, radical, intolerante, chato, feio, bobo, etc... Há quem goste de viver com a moral de rebanhos, não é o meu caso. O intuito dessa senhora (penso eu) era que eu apagasse o artigo, mas se foi esse o seu intuito, perdeu o tempo e também as esperanças.

Vivemos numa sociedade em que é tabú questionar assuntos relacionados à fé. Se você questiona querem logo lhe vestir com o sambenito e mandar à fogueira.
A maioria das pessoas tem medo de questionar, de ter um pensamento crítico, porque tem medo da verdade e precisam de suas fantasias para viver.

Certas pessoas lêem o que escrevo e nem param para refletir se aquilo é verdade, se procede, se é coerente, se é digno de ser discutido. Nem querem ler com a intenção de refutar o que escrevi. Funcionam à base de sentimentalismo, de melindres.

Se eu fosse ter que agradar todo mundo que conheço eu não poderia abrir minha boca nem escreveria mais. Pois se escrevo contra o Big Brother Brasil há quem fique indignado; Se falo que certas torcidas organizadas são violentas, cometo um crime; Se falo que odeio o PSDB proferi uma blasfêmia, e daí por diante.

Caso não goste de meus escritos, não diga: "você me ofendeu", isso não funciona comigo. Não gostou, achou que escrevi coisas incoerentes, então tenha maturidade e refute-me. Em sendo refutado, acatarei a verdade. Caso contrário não posso fazer nada.

Caro leitor, minha consciência não está à venda.