Terminamos o artigo precedente considerando a ambiguidade (As vezes oportunista) do termo conservador. Termo tão vago e impreciso quanto esquerdista, socialista ou mesmo anarquista. O qual por isso mesmo suscita diversas abordagens e imprecisão.
Conservar o que do que... Quais nossos parâmetros de tempo ou espaço para manter... Qual o modelo sócio\cultural a ser escolhido...
Continuo insistindo que os termos progressista e reacionário são mais felizes e melhor cunhados.
Alias sou reacionário em certos nichos como a política (Pois sou favorável a democracia direta ou a policracia dos antigos gregos, face ao arranjo anglo saxão - Parlamentar ou representativo - feito para agradar os patrões ou pioneiros do capitalismo, em detrimento da qualidade política.) a Epistemologia, a Ética ou a Estética (Aqui caminho com os antigos gregos ou melhor com Sócrates e Aristóteles) e decididamente progressista no campo da moralidade ou do comportamento humano e consequentemente do direito, e conservador quanto a cultura pré capitalista constituída em torno da micro sociedade, alias com conotações primitivistas, etc
Afinal se alguns conservadores, pequena parte infelizmente, são na verdade reacionários voltados para as instituições pré reforma ou ante capitalistas da Idade Média ou de uma Idade Média um tanto idealizada\romantizada, a maior parte parece querer conservar outra coisa, assim o que temos, e portanto a sociedade capitalista ou mesmo americanista, sicut modelo 'Americann way of life' - E aqui não temos mínimo acordo uma vez que considero este modelo de sociedade\cultura, produzido pelos pais peregrinos, com base no individualismo e no antigo testamento, como um dos mais venenosos já produzidos, juntamente com os modelos islâmico e sionista, devido a seu conteúdo anti humanista, em oposição aos direitos essenciais, inerentes a pessoa humana, posto que sou, decididamente (Contra Kelsen e turma) jusnaturalista.
Tudo isto é já problema quando aparece diante de nós o brasileiro deslocado ou brazundunga, assumindo justamente um modelo norte americano de sociedade e cultura que não é seu.
Devemos cogitar em conservar o que é nosso por herança ou o que nos foi transmitido por nossos nobres e excelentes ancestrais sejam eles lusitanos, espanhóis, italianos ou mesmo franceses. Falo portanto em termos de latinidade. Embora nossos ancestrais indígenas, num segundo momento, algo nos possam ensinar, em termos de uma economia natural, voltada mais para o ser do que para o ter. Penso alias que o discurso do cacique norte americano Seattle seja tão rica em sabedoria quanto a declaração de independência dos EUA. Que muito nos tenha a ensinar. E que seja vergonhoso a um cristão leal (Refiro-me em especial aos Cristãos apostólicos - Ortodoxos ou romanos) ignora-lo.
Seja como for, quanto a nós brasileiros, é apropriado dizer que não temos quaisquer relação com esses calvinistas chamados país peregrinos. Os quais abandonaram a Inglaterra apenas porque não sabiam, queriam ou podiam conviver com os símbolos alheios> Assim com os sinos, cruzes e torres dos Bispos anglicanos, diante dos quais seus ancestrais se haviam curvado por dezenas de séculos, mas que eles, no entanto, aspiravam destruir...
Nossa cultura, ao menos em parte, está relacionada com Cabral, Manoel; o Venturoso, Nóbrega, Anchieta, Camões, Bernardes, Vieira, Mathias Aires, José Bonifácio, Teixeira de Freitas, Góis de Vasconcellos, Cansanção Sinimbu, S Vicente, Inhomirim, Pedro II, Luiz Gama, José do Patrocínio, Rio Branco, Nabuco de Araújo, Machado de Assis, José de Alencar, Lima Barreto, Aluísio Azevedo, Eduardo Prado, Quintino Bocaiuva, Evaristo de Morais, Clovis Bevillacqua, Pontes de Miranda, Sobral Pinto, Victor Mirelles, Casimiro, Castro Alves, Pedro Américo, Vicente de Carvalho, Martins Penna, Maricá, Tobias Barreto, Farias Brito, Arthur Ramos, Teodoro Sampaio, Câmara Cascudo, Darcy Ribeiro, Fernando de Azevedo, Gilberto Freire, etc Tais as nossas referências e os homens base da nossa cultura, da nossa consciência ou do nosso espírito.
E caso desejássemos referências mais remotas teríamos - Pe Juan de Mariana, Cervantes, Dante, Tasso, La Fontaine, Racine, P Corneille, La Rouchefoucauld, La Bruyére, Hugo, Daudet, Mauriac, Bernanos, Cesbron e mesmo um Dostoievsky ou um Tolstoi estão muito mais próximos de nós e de nossa cultura do que qualquer ideólogo iankee alinhado.
Isto é nosso, nossa herança comum, nossa cultura, nosso espírito, legado pelo Cristianismo antigo ou Catolicismo, pela Filosofia clássica (Socrática ou aristotélica) e enfim pelo direito romano, fontes supinamente ignoradas ou depreciadas pela república protestante do Norte.
Por via do Cristianismo apostólico ou histórico, do aristotelismo e da estrutura política do império romano herdamos as instituições preciosas da paróquia e do município e com o municipalismo e o conselho, uma democracia de base ou uma base democrática. Como explicou Moulin havia democracia nas estruturas de nossas ordens religiosas ou conventos. Assim em nossas cortes que limitavam o régio poder. E tínhamos Ordenações (Afonsinas, Manuelinas e Filipinas) impregnadas de espírito comunal ou coletivo. E os rocios e terras públicas do município. Enfim toda uma riqueza de instituições sociais, infensas ao individualismo nórdico e norteadas por um espírito gregário que tendia ao equilíbrio social.
Aqui, a chaga, ao menos no Nordeste, segundo se diz, imposta pelo meio, mas tragicamente imposta e injustificável, foi a escravidão. A qual, ao contrário dos EUA, sem efusão de sangue ou guerra fratricida, abolimos vinte anos depois deles. Pagamos, por essa instituição criminosa um preço social bastante caro até os dias de hoje e trazemos suas marcas no espírito da cultura, quiçá as cotas nos ajudem a obter alguma redenção. Quanto aos povos originários ao menos tivemos aqui conosco os padres jesuítas, graças aos quais houve certo grau ou nível de mistura, ao invés de extinção total - Executada no Oeste dos EUA em pleno século XIX, após a afirmação dos direitos essenciais da pessoa humana!
Em que pesem seus vícios e defeitos eu me orgulho de ter herdado esta cultura: Latina, ibérica, lusitana, brasileira e em parte indígena. Face a cultura de morte vigente nos EUA, cultura engendrada pelo anti humanismo protestante ou melhor calvinista, fonte também do 'Destino manifesto', da 'Identidade cristã' e do Apartheid (Este na África do sul). Assumo portanto uma cultura que desde sempre valorizou os laços sociais, o espírito comunal, a fraternidade, a solidariedade, a cooperação, o mutualismo; não o individualismo, o egoísmo ou a concorrência.
Foi esta cultura que cunhou as expressões 'Metron ariston' e 'Aurea mediocritas' ainda antes da manifestação do Evangelho de Cristo. Isto em oposição ao acúmulo irrestrito de bens, o qual nada tem de racional mas de passional - Segundo concluíram os dois maiores escritores ingleses: Swift e Defoe, cujas obras acidamente críticas a respeito da civilização econômica então emergente, podemos com proveito ler.
Nós brasileiros herdamos tudo isto e tal herança, lealmente assumida (Em particular pelos que se dizem conservadores ou patriotas) nos deveria conduzir a uma prática social ou a um tipo modelar de convívio totalmente distinto daquilo que nos é dado pela Republica anglo saxã do Norte.
Naturalmente que não ignoramos a principal causa de toda esta confusão dos infernos.
Deve-se ela, permita-me dizer sem peias ou rodeios é a introdução intencional e calamitosa da fé protestante entre nós (O que corresponde a um projeto político internacional que satisfaz a diversas demandas: A do sionismo, a da maçonaria, a do imperialismo iankee é claro...). Fé por meio da qual pretendem os pastores destruir nossa cultura ancestral e substitui-la pela cultura iankee. Fé por meio da qual esperam introduzir em nosso meio toda constelação cultural daquela sociedade: Individualismo, capitalismo, minimalismo, democracia formal, Estado policial, odinismo, etc E o que temos aqui é uma invasão ou guerra cultural - Tal e qual sucede na Europa atual face ao islã.
E a audácia dos pastores e ideólogos protestantes é tão descarada que ao tomar a expressão Cristianismo querem dar a entender que foi nossa cultura produzida pelo protestantismo ou por algo similar a ele. O que é absolutamente falso e tendencioso. A visão ou cosmovisão e projeto social das igrejas apostólicas, do Catolicismo Ortodoxo (Vide a Rússia atual que novamente se volta para os padrões de Dostoivesky, despertando o ódio do iankee.) ou do papismo é totalmente distinta da visão ou do projeto protestante calcado no antigo testamento ou no israelitismo antigo (Do que é expressão o 'Reconstrucionismo' vigente no 'Bible belt', entre as seitas fundamentalistas e na 'Identidade cristã'). São projetos opostos e inconciliáveis ainda que o projeto papista, por via do Ecumenismo moderno, tenha cada vez mais perdido sua identidade própria e até se perdido. O modelo autenticamente Cristão é o da afirmação da fraternidade e da consolidação da solidariedade tendo por referencial a Encarnação de Deus no mundo.
Perceba-se que as exóticas exigências do Mercado - Surgidas na Inglaterra do século XVIII, em torno de um status diferenciado ou superior, se estão de pleno acordo com aquele éthos individualista presente já no protestantismo, com sua insistência de uma redenção individual ou separada da comunidade dos fiéis, estão em franca contradição com a concepção cristã em torno de uma redenção social ou coletiva, relacionada com uma sociedade orgânica chamada Igreja, com a comunhão dos Santos ou ainda com o padrão social vigente em todas as culturas antigas, especialmente com o ideal grego romano da Polis.
Ociosa a ideia de buscar pela existência de um Mercado a parte da sociedade, da política ou da lei em qualquer sociedade antiga, pelo que somos autorizados a declarar que antes do século XIX jamais existiu qualquer coisa semelhante a capitalismo. Equivocado afirmar o mesmo sobre a estrutura democrática, a qual remonta, no mínimo a Clístenes (509 a C), senão, como quer Aristóteles, na Constituição, ao próprio Sólon. Pelo menos, em certo sentido (Puramente econômico) o tal comunismo de fato existiu nas culturas primitivas, por meio da posse comum da terra e dos meios de produção, de que temos exemplo, inclusive, no Genos grego. Neste sentido pode-se dizer que é o liberalismo econômico uma súbita novidade portadora de um ideal utópico.
Repito, um mercado relativamente livre e mais ou menos limitado, existe desde os tempos mais remotos ou desde os primórdios da civilização. De modo algum o conceito ou a proposta de um Mercado situado acima das instituições sociais, o que, como percebeu Pilanyi, lhe conferiria um status privilegiado ou de dominação e conferiria a sociedade um caráter economicista. Insistir sobre tal status ou superioridade implica dar início formal a construção de uma infra estrutura puramente material ou econômica nos termos postos por Marx. Com todas as implicações culturais embutidas na criação de um novo modelo totalmente distinto do modelo religioso ou do modelo metafísico. E como o ser humano possui certa tendência a arroubos místicos, o liberalismo econômico ou capitalismo presta-se a também ele a portar uma tal mística, em torno do acúmulo ou da riqueza, destinada a eletrizar almas vazias e rasteiras. E aqui fraterniza-se com os nacionalismos exaltados e sobretudo com o comunismo, com o anarquismo, com o fascismo, o nazismo, etc
Na medida em que todas as atividades da vida humana passam a ser avaliadas em termos de (Confúcio diria 'Comprar e vender') de preço ou lucro, vai esse éthos (Materialista) penetrando e transtornando todos os setores da sociedade, estabelecendo umas relações orgânicas e afirmando-se como centro totalizante. Quero dizer que todas as atividades da vida humana, antes centralizadas em torno de outros padrões, geralmente imateriais, abstratos ou metafísicos, passam a ser centralizadas em torno da produção e distribuição de bens, assumindo as características peculiares a esse padrão. A constelação cultural não gira mais em torno de deuses, do além túmulo, da estética, do conhecimento ou na lealdade, porém em torno do lucro ou do acúmulo de coisas materiais num plano, como o nosso, que é circular e portanto estável, limitado e finito.
Ainda não abordei a questão lançada por Arendt sobre a redução do espaço político ou do exercício da cidadania - Sobretudo por meio da solução representativa ou parlamentar. - e sua decorrente perda de qualidade. Mas é um dos múltiplos aspectos do economicismo. Reconhecemos o valor ou a validade das instituições democráticas, porém não damos a mínima quanto a formação do ser humano democrata, em posse de uma consciência democrática, conduzido por princípios e valores democráticos, destinado a sacrificar-se pela ordem democrática. Desdenhamos quanto a formação deste cidadão na medida em que permitimos > Em nome de interesses econômicos privados, o aumento da desigualdade social, a proliferação da miséria e, consequentemente a condensação da ignorância, enfim a criação de seres humanos mutilados, despersonalizados, desumanizados, alienados, etc com direito ao voto ou a cidadania. Por onde jamais chegamos a Democracia e sim a Oclocracia ou a uma profunda desilusão face a política. A quem este ceticismo, essa frustração, esse desleixe ou este abandono interessam...
Após tanta enrolação, passemos agora a Scruton.
Começa a pag 8 enaltecendo a 'Democracia parlamentar' e 'caridade privada'.
Bom advertir que não é esta a Democracia grega ou mesmo o landsgemeinde suíço, modelos bem mais funcionais. Via de regra (Vide Sartori) os teóricos alegam que a existência do macro estado impede a adoção do modelo direto ou da policracia (Uma vez que Atenas não passavam de uma Polis ou cidade). Penso que seja apenas uma meia verdade. Afinal existem países ou condados, aos quais cabe decidir alguma coisa... Logo, mesmo na esfera do macro estado, as demandas cantonais ou municipais sempre poderiam ser discutidas e aprovadas pela comunidade. Por outro lado o surgimento do mundo digital, da internet, da virtualidade, etc abrem novas possibilidades no que diz respeito a comunicação, e, consequentemente a vida democrática. Exemplo disto é a Democracia estendida ou Demoex criado em 2002 na Suécia.
O problema aqui, desde o surgimento do representativismo parlamentar, foi a questão do trabalho ou da economia, noutras palavras, a participação dos produtores, trabalhadores ou operários nas discussões e deliberações da vida política implicaria em algum tipo de ajuste quanto a jornada de trabalho, em termos de ausência ou rotatividade, o que implicaria por sua vez na redução do progresso, leia-se da produção e dos lucros. O que é inaceitável ainda hoje, no século XXI, imagine só no século XVII... Se em 2025 ainda há quem queira aumentar a jornada de trabalho e diminuir o tempo disponível ou ocioso dos cidadãos, imagine então os tempos pretéritos...
A acomodação, como sempre, feita foi para satisfazer os interesses dos patrões ou empreendedores, com perda da funcionalidade e o que é pior, a possibilidade de um controle maior ou digamos de sabotagem por parte dos mesmos patrões, os quais sempre poderia, de alguma maneira, influenciar a escolha dos tais representantes. Tal e qual o pastor banqueiro Vorcaro financiou a eleição de Bolsonaro ou sua propaganda com o objetivo de influenciar a vida política nacional e obter vantagens. É assim que a perniciosa indústria de armas ou bélica, por meio de gorjetas e propaganda, influencia a política norte americana, expondo os cidadãos inocentes (Que deveriam ser sempre protegidos) a constantes massacres por parte de psicopatas ou delinquentes.
Além disso, possuí o representativismo um vínculo estrutural, posto que uma transferência definitiva de poder possibilita a simples traição sob pretexto de mudança. Nada mais comum do que um candidato tal apresentar-se ao povo como seu protetor ou como defensor de seus direitos, seja a liberdade dos cidadãos ou as leis de proteção ao trabalho, até que vendo-se eleito e recebendo estipêndios criminosos muda quase que de imediato os seus princípios e valores, passando a defender o minimalismo ou a privataria. E fica tudo por isso mesmo - Posto que ninguém jamais se pergunta sobre o porquê de tão súbita mudança, investiga sua agenda ou sonda sua o saldo de sua conta bancária.
Naturalmente que um homem prudente como Locke estipulou que em tal caso, em que o interesse do eleitorado seja ameaçado e o povo sordidamente traído, deveria ser aquele parlamento dissolvido pela autoridade competente, realizando-se novas eleições. No entanto esse dispositivo importante contido nas obras do citado autor, por questão de mera conveniência, jamais foi suficientemente lavado a sério, sofrendo outra acomodação ou arranjo. De modo que após a 'transferência do poder' o povo cessa de meter o bedelho na tomada das decisões, ficando os tais senadores ou deputados firmados no cargo por três, quatro ou cinco anos i é até o fim do prazo legal determinado, façam eles o que bem quiserem, o que sucedeu entre nós nos anos noventa, durante o espetáculo das reformas e privatizações, em que o governo comprava os votos dos tais representantes a olho nu.
Quanto a caridade privada temos aqui outro erro funesto, caso a anteponhamos ao Bem comum enunciado por Aristóteles, identificado com a paz ou a concórdia, fruto enfim de uma relativa igualdade ou da justiça social. A caridade decerto, entra pelo domínio da Ética, correspondendo, até certo ponto, a uma deliberação livre. Outro o caso da justiça, cuja satisfação, pertencente a esfera das coisas impositivas, precede a caridade privada, sendo digna do cuidado e da ação política.
Scruton não fala aqui sobre o Bem comum ou a justiça social, porque talvez seja assunto alheio a sua tradição. Quanto a nós, já dissemos que a noção de Bem comum não somente remonta a Aristóteles como praticamente esgota a finalidade da ação política. A existência do Estado só se justifica enquanto meio mais eficaz para a consecução do Bem comum e da harmonia ou unidade social. Reduzido a mera estrutura policial destinada a perpetuar o status de entidades particulares, torna-se anti ético, alheio ao bem comum e não apenas inútil porém pernicioso. Assim o estado minimalista ou neo liberal, a serviço de interesses privados que perpetuam ou acentuam desigualdades.
Alias, nem se pode separar a noção de um Estado policial que se limita a conter as possíveis tentativas de subversão por parte dos escravizados, pauperizados, miseráveis, explorados, oprimidos, etc da proposta de Kelsen em torno de um direito sem ideais abstratos ou metafísicos de comportamento i é sem aquela Ética representada pelo Direito natural. Ao qual devem se ajustar, por força da Lei, todas as instituições humanas. Pois a negação do jusnaturalismo, também ela, implica aceitar passivamente e acriticamente os decretos ou ações políticas ditadas por um determinado Estado, ou como dizem, a realidade dada, seja ela qual for. Tudo isso implica não apenas conformar-se com as situações de injustiças, como se fossem desejáveis, como consolida-las e amplia-las.
Como diz Aquino a caridade privada só pode cumprir com sua finalidade adicional ou completiva após a afirmação radical da justiça, a qual por ela não pode ser substituída sem alterar negativamente a ordem natural das coisas.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
O convidado que chegou atrasado ou dialogando com Roger Scruton (Como ser um conservador) II
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
O convidado que chegou atrasado ou dialogando com Roger Scruton (Como ser um conservador) I - Como me defino eu> Um sócio conservador kkkk
Após ter lido Russel Kirk e a "Anatomia" de John Gray eis que estou a ler o recentemente falecido Roger Scruton (Como ser um conservador, 12 Ed, Record, 2020) e consequentemente a dialogar com ele, posto que toda leitura crítica é um diálogo e a única leitura reverente ou acrítica que faço é a do Evangelho (Não disse bíblia ou antigo testamento ou mesmo Novo Testamento, mas apenas e tão somente Evangelho i é as palavras de Jesus Cristo).
No entanto antes de iniciar meu dialogo com o sr Scruton desejo fazer algumas observações bem humoradas sobre mim mesmo e sobre o conservadorismo, assim sobre o conservadorismo brasileiro.
Principio registrando que a sociedade brazundanga adora falsos dilemas, radicalidades inúteis, extremismos tolos, etc
De modo que faz eco das inanidades 'made in EUA' (E de Scruton)> Quem não é capitalista é um comunista ou bolchevista e quem não é bolchevista deve ser, necessariamente um entusiasta do liberalismo econômico (Nome científico do Capitalismo - Afinal os cientistas não dizem 'Limão' porém 'Citrus limonum' e tampouco 'gato' mas 'Felix catus'). Para nossos 'civilizados' brazundungas, encantados pelos pastores yankees, não há socialismos, ou anarquismo ou mesmo algo próximo de uma doutrina social da igreja, porém apenas liberalismo econômico e comunismo diabólico e se você se recusa a admitir o batismo e canonização do lib. econ. naturalmente que está do lado do capeta...
Naturalmente que não me enquadro nesse esquema simplório e dualista, fruto de mentes rasas e infantis.
Comunista não são por diversos motivos, especialmente devido a tal ditadura do proletariado. Quanto a isto tenho é - Ainda que leves e críticas. - tendências anarquistas (Lamentavelmente Scruton não preparou capítulo com o título: 'A verdade no anarquismo') e consequentemente repudio todo e qualquer tipo de ditadura, tirania, despotismo, etc seja de direita, esquerda, centro, etc E concordo com Scruton e outros quanto a liberdade corresponder a um valor essencial e inegociável que nos foi legado pela civilização. E quando me refiro a liberdade no seu contexto político me refiro a democracia e ao liberalismo político, com as decorrentes limitações éticas impostas pelos direitos essenciais da pessoa humana.
Nem creio que possam, a justiça ou a liberdade, serem outorgadas, dadas ou concedidas por qualquer elite, grupos, quadros, etc
E tampouco creio em qualquer tipo de Revolução iconoclástica capaz de alterar a dinâmica da cultura por meio da violência ou da força. Admito sim a aplicação controlada da violência, atrelada ao conceito de sedição, ou na eliminação de uma ordem insuportável e cruel. Não a mística de uma violência desbragada com poderes mágicos quanto as estruturas culturais estabelecidas, e quanto a isto sou um cético absoluto. As revoluções são todas falaciosas - Desde a revolução primordial, i é, o protestantismo, até as mais recentes, i é, o comunismo. - já devido ao montante humano sacrificado (Vejam só o Paul Pot citado por Scruton) já porque revertem. Portanto a questão do custo benefício é especiosa, mesmo quanto as mais bem sucedidas, como a francesa e a russa.
O que não quer dizer que não venham a acontecer. Sendo quase que inevitável sua afirmação. Não por culpa dos revolucionários malévolos, como talvez suponha o sr Scruton, e sim por culpa da ordem precedente e de seus vícios insuportáveis. De modo que se, como dizem foi a dita reforma protestante (Eu discordo) uma resposta a condição do papismo na Europa ocidental, com mais razão foi o comunismo uma amarga resposta a uma ordem ainda mais amarga i é a do liberalismo econômico em seu auge. (E aqui eu concordo).
Por não crer na Revolução não sou anti revolucionário no sentido de fazer oposição ou dar combate violento a qualquer revolução. Creio na profilaxia social, toda a revolução se evita com sábias e oportunas reformas - Já dizia o sábio chinês Confúcio... Outras até merecem adesão e apoio, não porque se creia em seus objetivos gerais, certamente utópicos, mas apenas por se oporem a uma ordem excessivamente injusta e cruel. Há quem aqui prefira a neutralidade, eu no entanto me recordo da lei grega de Sólon sobre os que não assumem facção ou tomam partido.
Seja como for não creio em Revoluções e as tenho por trágicas, assim a guerra de modo geral, embora não a possamos evitar tendo em vista as exigências da justiça.
Outro aspecto que me põem em acordo com Scruton é que essas místicas sociais ou ideologias, adotam um modelo social geométrico, com propósitos demasiado abstratos e uniformes além de planos que implicam uma hierarquização e centralização excessivas ainda quando pretendem das combate a alguma tirania e até mesmo conquistar certas liberdades. Tudo muito burocrático e metódico, a parte da estrutura ou da realidade social e na dependência de um futuro aparelho repressor.
É o quanto me basta para incompatibilizar com o comunismo, mesmo quando alguns de seus membros aspirem sinceramente pela redenção do homem, i é, pela erradicação da injustiça social, pela supressão da miséria, pelo fim da exploração assassina, contra a desumanização, a alienação, a massificação, etc Ainda que nosso objetivo fosse similar, como declara o profo Lizandro de la Torre, nossos métodos seriam sempre distintos, senão opostos. É o que diz Scruton sobre os esquerdistas companheiros de seu pai: "As queixas de meu pai eram reais e bem fundamentadas, mas as suas soluções eram fantasiosas." Op cit pag 13.
É exatamente isto que distingue e separa as inúmeras correntes socialistas (O termos remonta a Owen ou Leroux) - Entre as quais me situo no plano da economia ou da produção e distribuição de bens. - do comunismo, por mais que a opinião pública desleal e o próprio Scruton busquem oculta-lo ou mesmo nega-lo, tudo lançando debaixo da senha 'esquerdista'.
É por isso que gosto de Dietrich Von Hildebrand, o qual dissertou magnificamente sobre quão vaga é a senha direita e esquerda. Naturalmente que há quem se encaixe perfeitamente na caixinha, se adapte e fique contente. Todavia bem pode o homem superior ser de direita aqui e de esquerda acolá, e em diversos nichos variar de posição... Tal o meu caso. E já o veremos.
Analisemos brevemente a questão econômica que cinde a humanidade em dois campos> Liberalismo econômico ou capitalismo e Socialismos.
Analisemos isto com a seriedade que bem merece.
E o façamos a partir dos pressupostos teóricos do liberalismo econômico, cujos fundamentos foram lançados - Ainda que doutro modo (Diz Scruton na abertura do capítulo II, intitulado 'Começando de casa' aludindo a obra mal querida de Smith "Teoria dos sentimentos morais") - por Adam Smith e, posteriormente por Ricardo, Petty, Bastiat, Molinari, etc Qual a linha condutora, o primeiro princípio, a ideia geradora, etc nesses teóricos... A ideia da não intervenção social e\ou política nas operações econômicas, dando espaço ao que chamam de livre iniciativa.
Naturalmente que os primeiros teóricos, como Smith, tiveram em mira aquele amplo conjunto de regulamentos arbitrários e caprichosos legados já pela idade média ou pelas monarquistas absolutas, que de fato travavam uma saudável iniciativa social no plano da produção e distribuição de bens. No entanto desde logo surgiram reivindicações e propostas no sentido de que não houvesse limitação ou controle algum desse setor ou seja em torno de uma ilimitação ou de um descontrole absolutos, como seja a produção econômica constituísse um setor a parte da sociedade ou mesmo da humanidade.
Nem temo dizer que o ANCAP é decorrência ou desenvolvimento natural deste tipo de pensamento.
A ideia aqui, e o ideal de sociedade perseguido, era o de uma não interferência absoluta por parte da sociedade ou do poder político no setor da economia e de uma independência total. O que de pronto se situa nos termos de uma utopia, como o comunismo, o anarco individualismo.
Podemos portanto, ao menos teoricamente, e com toda justiça, definir como Socialismo, qualquer ideologia ou proposta que exerça oposição ao ideal acima descrito, que admita qualquer nível ou grau de interferência externa no plano econômico e a simples existência de leis destinadas a regular o Mercado (Como por exemplo a Lei antitruste - No Brasil n 12.529 - 2011), o recolhimento de impostos ou as relações de trabalho, ainda que de número bastante reduzido.
A própria existência de um ministério da economia ou de um Banco central, com decorrente emissão de moeda, choca-se com o ideal livre economicista em sua puridade.
Destarte a simples concepção de um liberalismo econômico ou de um capitalismo controlável externamente em qualquer medida é antitética ou contraditório.
Propor um capitalismo externamente controlável pelo poder político ou pela sociedade, como capitalismo ou como terceira via é algo inteiramente desonesto. As expressões terceira via ou Estado de bem estar social, cunhadas para batizar as soluções derivadas do Keynesianismo são de fato falaciosas. O que temos na doutrina de J M Keynes é também socialismo, gostem ou não os defensores do salvador do 'capitalismo'. Keynes nada salvou na medida em que foi contratado pelo Estado mais próximo do modelo liberal economicista tendo em vista um plano de intervenção estatal e decorrente legislação, que salvasse o monstro agonizante> E o que Keynes fez, foi justamente criar regras tendo em vista uma ação externa manobrada pelo Estado.
Conclusão: Tudo quanto foge a utopia liberal economicista da ilimitação absoluta não pode ser visto como capitalismo ou liberalismo econômico, mas como um tipo de socialismo, variando apenas o nível, o grau ou a forma de intervenção.
É o que se sucede desde os tempos das reformas sociais implementadas desde Urukagina de Lagash, há quase quarenta e cinco séculos, passando por Faléas da Calcedônia (Citado por Aristóteles na Política), até chegarmos aos padres romanos Mably e Morelly no século XVIII, sem falar em S Tomás Morus e no Padre Th Campanella. Tais os socialismos sagrados ou de matriz religiosa, totalmente alheios a cepa materialista criticada pelos papas romanos e outros líderes religiosos.
No entanto é tudo, repito e insisto, o mesmo socialismo: O modelo bizantino, o modelo ocidental controlado pela igreja romana (Que proibia por Lei a cobrança de juros), o modelo inca, o modelo dos padres franceses acima citados, os modelos que os comunistas ferretearam como 'utópicos' e os de 'água benta' iniciados por Von Ketheller de Magúncia e continuados por Darboy de Paris, Daens, E Mc Glynn, Ireland, Mercier de Malines, Mother Jones... até as doutrinas de fundo tomista, pautadas na noção aristotélica de Bem Comum, legadas pelos escolásticos da Idade Média, em particular por Aquino e que inspiraram a Rerum novarum de Leão XIII, a qual, por sua simples existência, implica em categórica negação das pretensões liberais economicistas. Aos quais se juntaram mais tarde a proposta de Maritain, a de Bastos de Ávila, com o solidarismo, o comunitarismo, o cooperativismo, o distributivismo de Belloc e Chesterton, o já citado georgismo de Henry George, o personalismo de Mounier, etc
Quanto a outras propostas de vária inspiração temos as de Leroux, J Jaurés, L Herr, Nitti, L Blum, De Gaulle, Marcel Deat, etc, O fabianismo dos Webb, que contou com o apoio de Shaw, Wells, Lodge, Ellis, Russel, etc Todas são socialismos, a começar por Keynes ou passando por ele. Pois o que há de comum a todos esses pensadores é que há algo de profundamente errado com o conceito de ilimitação e sua prática - O que alias, o próprio Sidwyck observou e constatou.
Portanto lançar todas essas ideias riquíssimas, destinadas a combater uma efusão de injustiças e crueldades agravadas pelo novo modelo econômico a cabo de mais de século, na mesma sarjeta que o comunismo, com sua ditadura do proletariado e mística revolucionária, me parece o cúmulo da desonestidade intelectual, coisa digna apenas de pastores ignorantes ou fanáticos que buscam satanizar o outro. Declarar que é tudo o mesmo 'esquerdismo' de inspiração residual anarquista é algo que não se pode dar por sério ou aceitar.
Neste sentido - Face a repulsa pelo modelo capitalista ou pela ideologia do liberalismo econômico (Não de um mercado relativamente livre> Regulado porém livre.) posso declarar-me socialista, ou social democrata, ou socialista religioso, ou socialista humanista, ou, caso o termo aterrorize alguém, posso declarar-me fabianista, georgista, solidarista, comunitarista, distributivista, etc
Não porque defenda a extinção da propriedade privada pessoal (A qual considero de direito natural e portanto sagrada) e sim porque questione sua origem, uso, acumulo, limite... (Quanto a posse dos bens de produção, considero a questão neutra, assim quanto a questão do regime assalariado). De modo a que possa, esse modelo de propriedade (Pessoal) ser democraticamente ampliado e consolidado ou porque busque sua disseminação.
Mas sobretudo porque seja partidário decidido da regulação do trabalho por um Estado cada vez mais democrático. Isto por considerar indesejável o quanto sucedeu na Inglaterra na Idade de ouro do que chamamos liberalismo (O que sabemos ter sido o mais próximo possível do ideal da não interferência) e foi descrito pelo talentoso e honesto Ch Dickens, o qual, até onde sabemos, não tinha qualquer relação com o partido comunista ou com a revolução bolchevique. Basta dizer que alguns escritores avaliaram a situação dos trabalhadores de Manchester e dos principais núcleos industriais ingleses daquele período (1830 a 1880) como pior ou sensivelmente mais grave do que a dos escravizados africanos no Brasil.
O que não logro entender é porque tantos conservadores tardam em perceber ou jamais percebem (Deveriam ter lido "A grande transformação" de Karl Polanyi) que tudo quanto dizem amar intensamente: A micro sociedade, a paróquia, a piedade religiosa, a arte, o artesanato, o patrimônio histórico, o folclore, a família e até mesmo a própria natureza, a puridade dos ares, águas, etc a vida dos animais e vegetais, foi destruído sem misericórdia ou melhor triturado por esse poder econômico que se queria colocar acima de todas as leis e que por isso mesmo transformou-se num outro padrão cultural, chamado economicismo, no qual, como diz Scruton, nada tem valor intrínseco porque tudo tem preço e etiqueta para se comprar ou vender.
Grande a cegueira dos ditos conservadores em sua maior parte, quando a esse aspecto da ação de um mercado todo poderoso e descontrolado, até alterar o ritmo ou a dinâmica das relações sociais e destruir aquela cultura ancestral que todos amamos - Eu em primeiro lugar, aquela cultura dos quadros de Paul Nash que nos preservava do tédio, da angústia e da depressão.
Amigo Scruton, esteja onde estejas, devo dizer-te> Aquele mundo foi votado a morte antes de tudo pela reforma protestante, mas, sobretudo pelo modelo capitalista.
Foi ele que removeu os camponeses de suas terras, onde bem ou mal viviam em certa proximidade com a natureza e junto aos túmulos e relíquias de seus ancestrais, mesmo quando faziam suas manufaturas ou bordavam seus panos.
Antes de tudo, em todos os lugares a que chegou a ideologia de mercado, onde quer que existissem terras comunais, sejam egidos ou rocios, foram estas terras vistas como fontes de renda e sujeitas a especulação para que servissem como pastos ou granjas modelos em que animais fosse criados intensivamente para serem devorados pelas massas empobrecidas, aumentando ao máximo o lucro dos granjeiros - Isto a custa dos pobres que foram expulsos a força, da natureza que foi destruídas e dos animais torturados e mortos, sobrando a terra poluídas pelos resíduos, muitas vezes venenosos dessa produção que objetivava ter por ter...
Para o conforto dos empreendedores, os quais instalaram suas fábricas nas proximidades das minas, foram os operários i é os co produtores da riqueza, instalados em 'cidades' não planejadas a parte do mundo natural e desumanizados ou despersonalizados tanto pelo contato prolongado com as máquinas quanto pela separação forçada dos animais e vegetais que até então formavam seu entorno e tornava a rotina da vida menos penosa. Nem puderam mais pescar algum peixinho, a sombra de uma macieira, junto a ribeirões de água cristalinas, passando a viver cercado por fétidos canais cheios de esgoto.
Presos a máquina por um período de tempo não regulado e sujeitos ao controle mecânico do relógio, passaram essas multidões a ser de tal modo drenadas pela dura rotina de trabalho que só lhes sobravam mínimo tempo para dormir. Como poderiam dedicar-se ao artesanato, ao lazer ou mesmo as atividades da paróquia, acabaram-se portanto, para esse homem apanhado pelo mercado livre, os feriados, as diversões, as tradições e a vida religiosa ou paroquial. Foi o operário e ainda hoje o é - Apartado da vida paroquial: Das confrarias, das procissões, das rezas e ofícios, etc chegando a empobrecer e alterar tremendamente a vida espiritual da Igreja.
E nem mesmo a família, como constataram Le Play e seus sucessores, escapou inume a sanha das máquinas e de seus proprietários sedentos por mais e mais lucro. Pois sendo o chefe ou pai da família remunerado apenas para sobreviver e inexistindo o que ora chamamos 'salário família' (Uma conquista dos rebeldes socialista e não um presente dos simpáticos empreendedores.) tanto a esposa\mãe, quanto os avós e os filhos, todos enfim, deviam fazer turno da fábrica para complementar a renda doméstica. Ficando alienados uns dos outros durante a maior parte do tempo e só se encontrando no momento de dormir, quando estavam em frangalhos e tomados pelo sono. Então deveria ser excelente e estimulante convívio...
Agora imagine o sr Scruton, que com razão, repito com razão, ficou horrorizado com as condições de vida no Leste europeu, controlado pela URSS, por serem infensas a liberdade de pensamento e de expressão, a condição de seus conterrâneos ingleses de cem anos passados, os quais não tinham leis, logo não tinham justiça e por não terem justiça não tinham pão - Quero dizer, o mínimo para viverem com dignidade e pensarem nas maravilhosas liberdades inglesas. Pois ali, entre os operários ingleses que viviam sob a nova realidade ('promissora') da liberdade do mercado, o que faltava não era algo abstrato (Concedo, essencial, porém abstrato) como a liberdade (Pela qual certamente devemos lutar e morrer!) mas comida, roupa limpa, espaço, saúde, distração, normalidade mental... enfim absolutamente tudo. Sendo aquele mundo áureo do liberalismo econômico ou do capitalismo um mundo de miséria e crueldade como raramente foi visto na história humana (Digo, quanto a ação intencional dos seres humanos.).
Onde penetrou esse poder ou essa força de uma economia descontrolada ou soberana todo esse idílio do sr Scruton em torno das pequenas comunidades em comunhão com o meio e dotadas de vida espiritual acabou-se, dando lugar ao cenário de horror, descrito com precisão e vivacidade pelo renomado autor de "Um conto de Natal". Pois não pode a bela 'Lei comum' fazer frente aos Scrooges da vida, e não houve final feliz. E de fato não puderam as leis antigas e tradicionais fazer frente a esta catástrofe ou diluvio de calamidades pelo simples fato de não poderem oferecer qualquer resposta a um fenômeno social (O liberalismo econômico) que até então inexistia - Não preciso ler Cujas ou Savigny para saber que a Lei não pode solucionar um problema a seu tempo inexistente. E é exatamente por isso sr Scruton que precisamos de novas leis, para solucionar os problemas causados pelos novos fenômenos sociais que simplesmente surgem.
As leis tradicionais podem nos fornecer pressupostos para as novas leis, porém se mostram inevitavelmente inoperantes face a qualquer novo modelo social que venha a surgir. Daí a necessidade de que aparecesse - Não os comunistas ou a tropa revolucionária de Marx e Engels ou melhor de Lênin. - desde Davi Ricardo (Possivelmente ele próprio) ou Leroux, essa turba multa de intelectuais de classe média, religiosos ou racionalistas, que movidos por algo a que ora chamamos empatia ou alteridade, se compadeceram do operariado e, assumindo o nome de socialistas, combateram politicamente nos parlamentos para que tal condição fosse radicalmente alterada, digo a condição do trabalho - Lançando ao vinagre as pretensões dos empreendedores e seus fâmulos (Os teóricos) em torno do dogma da não intervenção ou do caráter 'imexível' da produção e distribuição das riquezas.
Acontece, nobre escritor, que até hoje, os paladinos do livre mercado, ainda não se conformaram com a realidade da restrição externa (A Tatcher foi um perfeito exemplo disto) jamais cessando de tentar reverte-la, inclusive financiando a eleição de agentes políticos (Por meio do Lobby) ou comprando-os, enquanto simultaneamente continua a destruir nossos maiores tesouros: O patrimônio histórico (Por meio da especulação imobiliária > Veja o triste exemplo da Avenida Paulista na capital do Estado de S Paulo em que as mais belas construções do Brasil foram criminosamente demolidas apenas para serem substituídas por horrendas caixas de sapatos!), o patrimônio cultural (Rezas, procissões, confrarias, etc) e por fim o patrimônio ecológico ou natural (Escuso dar eu a lista de animais e vegetais extintos devido a explotação!)...
Ao contrário da maior parte dos conservadores não posso encarar o liberalismo econômico ou o capitalismo como algo inocente ou como algo menos perturbador do que a objeção comunista. Do contrário o que teria de mim seja um tonel de Danaides...
Caso de fato queremos manter ou conservar o patrimônio estético, tradicional ou cultural e ecológico legado por nossos ancestrais tendo em vista fruição de nossos descendentes não há como deixar de analisar criticamente a ideologia economicista da ilimitação, jamais posta de lado pelos teóricos do sistema, alias açulados pela ideia nada racional ou melhor bastante passional de um progresso científico ou econômico ilimitado (Uma das místicas mais destrutivas já produzida por nós). Pois há espectros do positivismo ou do cientificismo cercando-nos, apesar de J S Mill e sua economia estacionária, único modelo realista e racional de que dispomos.
Por todas essas razões por mais que tenha os mesmos sentimentos de conservação que os conservadores quanto a todas essas coisas, não me encaro como um e não posso deixar de ser, antes e acima de tudo, um socialista de água benta ou 'pequeno burguês' saudosista, como dizem os sectários comunistas. E assim o é. De fato os radicais até me classificam como 'conservador', posto que estou com vocês conservadores quanto a questão da cultura e o repúdio ao relativismo cultural, criado ou concebido não pelos comunistas, mas por liberais ou semi anarquistas como Boas, Benedict e Herskovits. Como estou com vocês e até os ultrapasso quanto a questão da objetividade estética e a repulsa ao modernismo, o qual encaro (Não menos que os odiosos e odiados nazistas) como uma degeneração. E estou ainda com vocês contra o relativismo metafísico ou contra toda essa pseudo filosofia contemporânea de procedência Alemã, e assim ao primado do subjetivismo, do solipsismo ou do ceticismo, posto que partidário decidido da Filosofia clássica ou perene da escola de Sócrates e enfim da do estagirita. E naturalmente que estou com os mais ajuizados de vocês quanto a sociedade secular ou quanto a objeção a qualquer forma de teocracia (islâmica ou protestante\calvinista) como fundamento pétreo da civilização.
Temos muitas, muitas coisas em comum, em que pese minha adesão ao socialismo e repúdio decidido ao liberalismo econômico, por encara-lo com destruidor do quanto amamos e desejamos conservar tendo em vista o deleite das gerações futuras.
É como disse, junto com um mundo livre, aspiro também, como Sócrates na República e contra Trasímaco, por um mundo justo, e limpo, e belo, e digno... Liberalismo é importante, necessário, fundamental, porém insuficiente.
Termino este artigo confessando que para mim Conservador é um termo ainda mais vago que socialista ou esquerdista.
Conservar o que de que época ou de que lugar...
Conservar tudo ou a sociedade paralisada, sabemos ser impossível.
Então que valerá a pela ser conservado e transmitido. Que selecionar para ser conservado.
Aqui nos separamos talvez.
Pois acho banal um brasileiro, lusitano ou latino querer adotar ou conservar qualquer coisa de inglês ou pior de Norte americano, dada a diversidade da cultura.
Sem constrangimento algum encaro alguns aspectos da cultura europeia como objetivamente superiores face a aspectos de qualquer outra cultura e assim a Filosofia clássica ou perene de um Aristóteles ou a Ética socrática ou ainda o ideal estético grego, assim o direito romano, assim o que chamamos de Cristianismo apostólico.
Outro o caso da cultura Norte americana derivada da rebelião individualista protestante e do liberalismo econômico, que é sua extensão. E não vejo, por coerência, como um brasileiro se possa dizer conservador de um modelo cultural que não é seu e que não lhe pertence.
Não vejo pingo de coerência em ser um conservador brasileiro e adotar um repertório iankee ou mesmo inglês.
De fato capitalismo não faz parte de nossa cultura ou pensamento social e econômico, protestantismo ainda menos.
Teríamos aqui, por força da coerência tornar as fontes e valorizar o que é nosso.
Naturalmente que nem tudo é possível ou mesmo desejável, como a atrocidade do escravismo ou as agressivas relações que estabelecemos com os povos originários. Naturalmente que tais equívocos devem estar fora da pauta e devemos tornar a noção essencialmente cristã e católica de um direito natural inerente a pessoa humana (Segundo a forma de Francisco de Vitória). Temos que direcionar nosso conservadorismo as fontes humanas e humanistas de nossa cultura, o que nos separará do iankee e de sua cultura.
Para mim esse conservadorismo de improviso focado na 'American way of life' que incluí o modelo yankee do século XX com o imaginário calvinista de uma guerra fria (Alias tendo a Rússia, não mais comunista, como vilã) e o universo capitalista não tem sentido algum no Brasil. Pois não faz parte de nossa experiencialidade histórica ou de nossa realidade. Outro tipo de conservadorismo pelo qual tenho vivo horror é o modelo moralista individualismo ou puritano, frequentemente associado ao fundamentalismo religioso, uma vez que aderindo a corrente de pensamento Cristão sistematizada, em certo sentido por Vitória e desenvolvida até os teóricos do iluminismo, adiro firmemente os direitos essenciais da pessoa humana em sua escala mais amplas. Por fim deploro igualmente qualquer padrão político ingênuo de conservadorismo como o daqueles monarquistas que julgam poder mudar radicalmente a sociedade ou faze-la retroagir por meio de uma solução monárquica. Hoje nada tenho a objetar quanto a uma monarquia constitucional desde que esclarecida e progressista, porém não acredito em qualquer possibilidade de alteração cultural significativa e encaro essa postura dos monarquistas como algo bastante próximo do misticismo revolucionário dos comunas e anarcos.
Como disse as vezes o termo conservador me parece vago e movediço, tipo qualquer um decide conservar o que deseja ou o que quer. Portanto um conservadorismo acrítico sempre poderia ser portador de valores exógenos a nossa cultura, como o modelo iankee e quanto ao que tem de pior: O Capitalismo, ou até mesmo o protestantismo.
Talvez por isso, apesar de ser progressista no campo da moralidade e da ciência e conservador no campo da arte ou da estética e mesmo da epistemologia, quiçá no campo da política (Com a policracia ou democracia direta e do socialismo) prefira dizer que sou reacionário. Fujo a banalidade. Escapo a caixinha em que tantos estão fechados ou ao sectarismo. Assumo-me como eclético - Não como sincrético e quiçá seja não uma metamorfose ambulante porém certamente um mosaico ambulante no qual existe uma presença objetivista, realista e conservadora bastante forte, e eu me orgulho dela. Há em meu peito ou em minha alma um conteúdo conservador, mas não coaduna com o que percebo no conservador brasileiro médio, antes conflita com ele conflita.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
EXTRA, EXTRA, EXTRA EVENTO IMPERDÍVEL E AULA DE HISTÓRIA INESQUECÍVEL TOTALMENTE GRATUÍTA SOBRE A ESCRAVIDÃO PROTESTANTE - NÃO PERCA!
Vamos falar sobre Nathan Bedford, F Malan, Jerry Falwell e outros canalhas...
AS 20 HORAS!
Extra, Extra - A todos os interessados sobre História, História das Religiões, Sociologia, etc estaremos promovendo, como resposta a Live descarada do Lucas Banzoli sobre a escravidão papista, nossa Live sobre a escravidão protestante, com uma farta documentação... Aguardem para conhecer os arcanos vergonhosos de uma escravidão ainda pior do que as escravidões papista, judaica e islâmica, e o cúmulo da crueldade humana praticada em nome da 'bíblia' ou do antigo testamento, i é, a consequente, sacrílega e blasfema negação do Evangelho redentor.
Convidamos a todos - Protestantes de boa vontade, enganados por Banzoli e outros panfletários, Ortodoxos, apostólicos romanos, espíritas, budistas, judeus, deístas, agnósticos, ateus, etc de modo a que possam conhecer melhor ou com detalhes a verdadeira face dos 'eleitos'.
"ANTES DE SOPRAR O CISCO NO OLHO DO TEU IRMÃO, TIRA PRIMEIRO A TRAVE DE TEU OLHO." Jesus de Nazaré, no Evangelho.
"QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO LANÇA PEDRA NO TELHADO DO VIZINHO." Rifão popular.
Divulgue, espalhe, convide - Vamos salvar nosso querido Brasil do fundamentalismo protestante e juntos impedir que se converta num califado bíblico.
https://www.youtube.com/watch?v=0USV1aeEhu0
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
A farsa da Educação em S Paulo e munícipios (S Vicente) - Como professores sem consciência são comprados por um Bônus, os resultados são fraudados e o ESTADO FABRICA INTENCIONALMENTE MASSAS IMBECIS...
Certamente aqueles que leem meus repetitivos artigos sobre o problema da máfia ou farsa da Educação pública no Estado de S Paulo e munícipios colaboracionistas, professores sem consciência, etc devem estar se perguntando porque o ministério público ou o poder público ainda não abriram uma oitiva ou fizeram qualquer coisa diante da situação, alias, creio eu, fácil de averiguar. Por que ainda não me convocaram para depor, etc Porque eu adoraria faze-lo e não tenho receio ou escrúpulo algum quanto a isto - Sou socrático e creiam, mais fanático que qualquer anarquista ou comunista, sou cristão apostólico ou 'Católico' ortodoxo e das antigas, e tido em conta de pequeno burguês arrogante - Em suma não tenho o que temer e adoraria chutar o pau da barraca, no português chulo.
Acontece que neste país, quanto as coisas sérias e prementes (Como a imbecilização em massa por meio do desmonte ou da manipulação do ensino em todos os sentidos, e a facilitação do trabalho das seitas estrangeiras que sabotam nossa cultura > Proliferando em meio desses imbecis fabricados pelo e para o sistema.) faz-se um total e surdo silêncio, quando não encaram o 'denunciante' ou 'narrador' como louco, doido, desajustado, maluco, etc Nada de novo debaixo do sol e só não sou internado num hospício (Tal e qual os inconvenientes era internados em mosteiros durante a alta Idade Média) porque ao menos formalmente ainda temos Direitos humanos, democracia, liberalismo político, Constituição, etc Instituições que eu mesmo tenho assumido e defendido com unhas e dentes por representarem a civilização.
Tornemos porém ao tema e numa outra perspectiva.
Porque não adianta apenas culpabilizar o governo, e um governo muitas vezes posto a serviço do mercado e consequentemente em sintonia cultural com as seitas norte americanas e sua ideologia da estupides. Há que se olhar o outro lado, o dos colaboracionistas e eu jamais o ignorei em minhas análises.
Compreenda o leitor que não existe possibilidade de democracia, como não existe possibilidade e amparo trabalhista ou simples qualidade de ensino, sem combate ou luta. Parte de nossos ancestrais estava consciente disto, e lutou, para termos o que temos. Eu por exemplo sou descendente de pessoas que assumiram as causas iluminista, abolicionista e republicana... Então sei perfeitamente do que estou falando quando digo que nada, absolutamente nada foi dado de presente ou caiu dos céus. Nossas liberdades 'burguesas', como dizem alguns, foram pagas e compradas e muito bem compradas com coragem, ação e até sangue. Não foi talvez uma História bela ou romântica, foi porém digna.
Alias ainda hoje eles nos conhecem a avaliam pelo vocabulário ou pelo estilo, e estão certos, pois são espertos.
Lamentavelmente as pessoas, cada vez mais imbecilizadas por defeitos, justamente na área da educação, passaram a idealizar um Estado ou uma sociedade romantizada, em que os políticos cuidam delas - Daí o conformismo, a falsa confiança e o paulatino despojamento de direitos na malsinada direção da Inglaterra ultra liberal do século XIX - Leiam Ch Dickens e despertem... Não apenas os demônios estão de volta (E as fogueiras certamente!) - Como diziam Sagan e Quevedo - mas também os 'amáveis' patrões e tudo mais...
Portanto os acomodados e colaboradores são um grande problema.
Trabalhei no Estado de S Paulo por exatos dezessete anos, quase a totalidade deste tempo como professor concursado, alias nos primeiros lugares, que optou (Por idealismo) efetivar-se numa escola de periferia e nela trabalhou por cerca de quase quatorze anos. Durante este tempo assisti o desmonte de uma estrutura razoável legada, pasme por ditadores (!!!) ser destruída gradativamente por 'liberais' num cenário democrático e tenho para mim que o desmonte da escola pública do Estado de S Paulo foi proposital ou consciente i é com objetivos bem delineados, o que o torna ainda mais hediondo.
Tendo sido aprovado em concurso de promoção\premiação e lecionando a adolescentes interessados um conteúdo que me era agradável (Filosofia) ali me mantive até a sinistra reforma da previdência, sempre acreditando que as coisas mudariam ou tomariam outro rumo - Pois é desesperador assistir o desmonte da escola pública contemplado por um clientela inerte e inativa (Sic). A partir daquele momento, percebi que não havia saída e chamado passei a uma outra prefeitura.
Portanto tenho eu perfeito conhecimento de causa. Pois fui testemunha ocular de tudo quanto aqui narro, testemunha e em certo sentido participante. Naturalmente que como professor público municipal participo ou participei também dos Conselhos parciais e finais das escolas que pertencem a esse nicho da Educação. Cuja prática não posso ignorar.
Posso dizer então que o Estado, que não cuida de ninguém, mas, que na atual conjuntura, cuida apenas e tão somente do mercado i é dos patrões, dos afortunados, dos multi milionários e dos interesses deles, cumpre ou tenta cumprir com seu papel quando pugna contra a qualidade educacional. O Estado de S Paulo executa com máxima perfeição aquilo que é demandado por empresários, pastores e demagogos: Priva nossas crianças e adolescentes da possibilidade de virem a exercer um pensamento crítico sobre bases consistentes apenas porque tal clientela se tornaria questionadora.
Assim a gestão, conectada organicamente ao Estado, quando DESIGNADA, repito quando designada, ou não concursada\efetivada, executa as ordens que lhe são dadas, até onde pode. E precisamos entender como as coisas funcionam.
Gestão concursada, quando pautada em princípios e valores éticos, resiste e não poucas vezes recusa em pressionar os educadores para promover automaticamente o aluno i é a inventar notas para passa-lo sem saber. Outro o caso dos designados, os quais podendo ser removidos arbitrariamente, não costumam resistir, mas obedecer.
Aqui um aspecto importante da máfia ou do esquema fraudulento responsável pela massificação a que assistimos no tempo presente.
Ao Estado de S Paulo e a prefeitura de S Vicente repugna convocar e empossar candidatos aprovados em concurso público para vagas de diretor, assistente e coordenador pedagógico ou seja para a equipe. Protelam, violam prazos e tudo fazem para manter seus queridos colaboradores que eles mesmos designam com o propósito de promover aqueles que não atingiram o mínimo, inclusive semi analfabetos, e assim manobrar os índices oficiais.
Portanto o papel daquele que é arbitraria e caprichosamente designados, em prejuízo dos cidadãos que foram bem sucedidos nos concursos é relevante. Daí inclusive a iniciativa de alguns quanto a combater a estabilidade do funcionário público para melhor controla-lo, manipula-lo e destarte, falsear as metas com maior eficácia ou em escala ainda maior, eliminando resistências e consolidando a máfia. Veja como a iniciativa de eliminar a estabilidade do funcionário público beneficia seu controle arbitrário pelo poder político e facilita as coisas, para eles...
Agora o poder político controlando diretamente todo processo educativo e particularmente a promoção, estabelece um círculo vicioso, pois ele: Estabelece as metas, avalia e promove. E cessando de reprovar, além de economizar mais dinheiro para ser desviado, obtém os índices que ele mesmo deseja com o objetivo de aplaudir a si mesmo e obter recursos sejam Federais ou Internacionais. Porque as meta da aprovação automática e irresponsável em todos os níveis é também a obtenção de dinheiro, pelo governador, pelo prefeito, pelos vereadores, pelos diretores, pelos coordenadores e até por parte de docentes. Virou tudo negócio, em termos de compra e venda.
Das esferas nacional e internacional procedem recursos. Aqui e ali investimentos privados. Para as Escolas ou equipes uma verba maior (Desde que cumpram com as tais 'metas' que são sempre reprovar menos ou não reprovar quem quer que seja.) e até mesmo para os colaboradores professorais uma infame gorjeta chamada bônus - O qual sendo desvinculado do salário, só é alcançado e atribuído tendo em vista o cumprimento das metas, uma das quais é a fixação de um número mínimo de alunos a serem reprovados, ficando 'proibido' reprovar os demais, ainda que nada saibam em termos de conteúdos. Logo esse bônus nada mais é do que uma forma de comprar os professores, como verbas e recursos adjudicados com base na aprovação compra os diretores ou a equipe, e ficam todos pagos ou comprados.
Que seja tudo isto anti ético - Tá por assim dizer na cara.
Os que não são designados e paus mandados são comprados por meio do tal bônus... Tudo dentro da maior legalidade ou da forma, porque o tal bônus e as tais metas de aprovação dadas os professores são objeto de lei.
Porém qual o fim disso tudo> Através do professor que aspira pelo bônus, do coordenador que espera pela gorjeta, do assistente designado, do diretor que aguarda por verbas, quem de fato decide quem será aprovado e na prática impede o educador consciente de reprovar quando seja necessário são os supervisores, os secretários da educação e enfim os prefeitos e governadores, enfim o poder político, que controla escrupulosamente a aprovação e a reprovação de alunos com o sórdido objetivo de mascarar resultados. Claro que tal não é feito em todo lugar, porém é feito...
É monstruoso pois o que temos de buscar em nossas escolas são resultados educacionais e formativos (Sabendo que aqui a reprovação faz parte do processor e é, não poucas vezes, necessária.) e não resultados políticos.
Bem, o que aqui me choca, é a colaboração dos professores, os quais no Conselho não hesitam sabotar os colegas com maior grau de consciência, fabricando notas que não existem (Mudando ou distribuindo notas por pressão da equipe gestora.) para promover os que não atingiram as metas e obter o bônus ou, no caso do Estado de S Paulo, boas notas e aprovação do gestor designado.
Importante destacar que essa dependência do bônus tem, também ela, uma explicação. Para que o professor cobice essa gorjeta ou propina deve ser antes seu salário desvalorizado ou seja deve ser esse profissional pauperizado ou proletarizado. Assim é a má remuneração ou a remuneração irrisória que o torna retira sua autonomia, tornando-o receptivo ao controle ou escravizado. Caso contrário, i é, caso fosse bem pago, seria bem capaz de resistir em nome de seus princípios e valores e consequentemente de furar o cerco e estourar a bolha criada por um Estado corrupto.
Molesta-me sobretudo a atitude dos colegas proletarizados que se deixam guiar pelo desejo do bônus. Da gestão nada espero em absoluto. Dos colegas de trabalho esperaria mais consciência, ética e responsabilidade. No frigir dos ovos parte dos colegas não querem se dar ao trabalho de fazer os relatórios necessários tendo em vista a reprovação do aluno - E dão semelhante trabalho por exaustivo e inútil mormente quando após terem feito os tais relatórios, elencado provas, tombado trabalhos e enfim terem executado tudo quanto deveriam ter executado, tornam-se voto vencido no conselho final porque a maior parte dos colegas, cedendo a pressão feita pelo gestor, prefere DAR ou fabricar a nota e, por voto, obtendo maioria, aprovar o dito cujo sem nada saber. É de fato algo desestimulante ou frustrante testemunhar essa burla, do aluno ser promovido pelo Conselho porque muitos dos colegas, para poder levar ao dito Conselho 'criaram' a tal nota 'Ex nihilo'. É coisa que se espera do governante ou do gestor, não de um par...
Insisto que a causa disto é a desvalorização do salário, sem a qual o tal bônus, aliciaria apenas pessoas naturalmente inclinadas a venalidade. No entanto torna-se ele cobiçado para pagar contas, o carro novo, o celular, etc Daí a necessidade de se obtê-lo e assim de demonstrar um resultado de trabalho que é falso, sim, falso, porque aquele aluno obtém o diploma ou papel sem estar em posse do conhecimento. Já porque é o trabalho docente intencionalmente sabotado pelo excesso de alunos em sala de aula (No Estado cheguei a testemunhas turmas com mais de cinquenta alunos!), pela inserção de alunos com necessidades sem apoio, por sobrecarga de exigências burocrática ou papelada inútil, pela subtração formal dos meios de controle necessários a disciplina, etc Sem contar com as mazelas da sociedade e com a condição familiar do educando - Tudo quanto foge a esfera do educador.
A resultante desse complexo de fatores incontroláveis é que parte dos educandos não atingirá as metas propostas em termos de aquisição de conhecimentos elementares para prosseguir no roteiro de estudos, e que deverão ser reprovados de modo a poder adquiri-los. Pois sendo promovidos com deficit carrega-lo-ão e o ampliarão para o resto de suas vezes, uma vez que implica salto, lacuna ou supressão de fase.
Falseando os dados, municípios e estados (Como o de S Paulo) dão a entender que tudo está bem. E nem adianta falar em provas ou verificação de saberes, uma vez que até mesmo as provas aplicadas pelo governo Federal, são de talhe pós modernista, minimizando o conhecimento formal necessário ao progresso do aluno, nos termos de uma pedagogia responsável que é a pedagogia crítica de conteúdos. O aluno, como ser humano e tendo em vista sua formação integral, a sequência nos estudos e a integração no mundo do trabalho, faz jus a obtenção de conteúdos - Os quais lhe são criminosamente negados por um Estado em que a estrutura da Educação é JÁ EM SUAS LEIS (Em torno de algo como o tal Bônus) viciada e a massificação institucionalizada.
Quais as consequências disto: Apesar de provas e avaliações pós modernistas e inúteis em torno de identitarismos, os brasileiros, como evidenciam as pesquisas, jamais leram tão pouco, jamais estiveram tão alheios a literatura nacional, jamais foram tão negacionistas quanto o conhecimento científico, jamais interpretaram tão mal, jamais foram tão manipulados por demagogos, líderes religiosos e, é claro, patrões... E jamais foram tão ignorantes, Posto que o poder público está a fabricar massas e a fugir de seu principal dever que é educar. Não adianta reservar $$$ %%% a uma estrutura que é, em sua essência, viciada.
Enfim o que temos, ao invés de uma democracia que deveria contar com a participação de cidadãos instruídos, críticos e conscientes. O que temos são apenas formas i é urnas, votos e eleições de tantos em tantos anos, e uma quase oclocracia i é um controle quase férreo exercido por massas acríticas manipuladas pelos demagogos, pastores e patrões... Uma quase oclocracia onde o que resta de povo consciente, por ser ínfima minoria, já não tem voz. Uma quase oclocracia onde imbecis, que não veem sentido algum no voto, são por lei obrigados a votar, apenas para trocar o dito voto por um quilo de feijão, dois quilos de arroz, uma caixa de cerveja, uma garrafa de pinga, cinquenta reais, um encaixe na repartição tal como designado, etc
Enfim o que estou a denunciar aqui não são meus colegas proletariados e portanto, ao menos em parte vítimas de vícios estruturais. O que pretendo denunciar aqui são brechas ou descuidos quanto aos leis, que permitam ao próprio Estado gerenciar, julgar e intervir no resultado de um processo educativo que ele mesmo oferece - O que se dá por Leis safadas como a desse bônus por metas estipuladas em torno da aprovação dos alunos... Uma vez que órgão algum deveria julgar a si mesmo ou seja aquilo que produz ou oferece.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Contra las tinieblas Yankees - Defensa de la Soberania Venezoelana y del derecho internacional - Contra as Trevas Yankees - Defesa da soberania Venezuelana e do Direito internacional. (Português)
Afinal quem deve julga-lo é seu país, a Venezuela ou um tribunal internacional, sob a forma de um processo regular.
Israel é praticante de terrorista e Netanyhau é genocida, o que se pôs ou se está pondo em prática é crime contra os direitos essenciais da pessoa humana...
E, diante disto, que fez a auto proclamada polícia do mundo Ocidental...
O que temos ali é o massacre de civis> Mulheres, crianças, deficientes, idosos, etc em larga escala, comparável aos campos de concentração hitlerista. Algo muito mais grave do quanto se passe na Venezuela ou entre qualquer outro país na face da terra...
Pois bem, que providência tomou o auto proclamado tribunal de justiça internacional...
E como procedeu a grande república protestante do Norte...
Apoiou e defendeu, decididamente, o Estado criminosos de Israhell, inclusive alegando a doutrina da soberania! Mesmo quando um organismo internacional reconhecido, a ONU, ousou interpela-la.
Alias enquanto tal sucedia, os europeus desorientados, só faziam criticar a Rússia - Apenas por não ter permitido ou consentido, vergonhosamente, que o império, manobrando a inútil OTAN, criasse um quintal a seu lado (Na Ucrânia) para quem sabe, posteriormente, tentar invadi-la sob qualquer pretexto ou a partir de uma denúncia qualquer.
E então, seria a Rússia esbulhada de suas posses e riquezas, por alegações democráticas ou por ser (Ela apenas kkkk) governada por um tirano rsrsrsrs. Como se tiranos, terroristas e genocidas não pudessem ser eleitos e usar tintas de democracia...
Assim já foi feito diversas vezes por aquela 'santa' republiqueta calvinista do Norte - Caso o leitor impugnante ou bolsocagado saiba ler inglês, recomendo o clássico G Bancroft... Sendo medíocre, recomendo a leitura do nosso Eduardo Prado "A ilusão americana" outro clássico escrito não por K Marx ou qualquer bolchevista maléfico, mas pelo um devotado patriota e monarquista. Por um prudente defensor da nossa cultura, cujo nome - Mesmo sendo nós ultra democratas. - pronunciamos com todo respeito. Leiam-no, foi aqui proibido pelos 'liberais' (Rsrsrs) recém empossados, mas editado na França e historia com detalhes e precisão os crimes perpetrados pelos bárbaros yankees nas nossas repúblicas latinas, do Norte, Centro e Sul deste nobre continente. Tudo inspirado numa ideologia tão bem construída quanto o comunismo, o anarquismo ou o nazismo, chamada Doutrina de Monroe ou Destino manifesto > Tal o presente que nos foi ofertado pelos "White men".
Preferem literatura estrangeira> Pois bem, sirvam-se do argentino Manoel Ugarte: "El porvenir de America Latina", do mexicano Carlos Pereyra: "La doctrina de Monroe: El destino manifesto y el imperialismo" e "El mito de Monroe", do colombiano Vargas Vila: "Ante los barbaros: El yanki - He ahí el inimigo" e "Hombres y crímenes del Capitolio", do uruguaio José E Rodó: "Ariel" e do cubano José Martí: "Nuestra américa", Artigos, Ensaios, Cartas, etc Aqui temos um Peronista, um positivista, um anarquista e dois idealista ecléticos, nenhum comuna ou bolchevista.
E fatos é claro, uma Enciclopédia imensa em termos de crimes e patifarias cometidas pelo tenebroso império de Washington.
Para além disso devemos lembra que é bastante comum que Estados e indivíduos, tomem algum objetivo nobre e virtuoso como mero pretexto para perpetrar ações, assim remover um verdadeiro ditador não para outorgar liberdade ao povo, mas para domina-lo, substituindo o ditador, para enfraquecer politicamente aquele Estado, para sabotar sua cultura ou simplesmente priva-lo de suas riquezas naturais.
Importa saber que um país qualquer, por decisão unilateral, invadir o território de um outro país, equivale a um cidadão qualquer, pelo simples fato de querer, invadir a casa de um vizinho qualquer. É ser anárquico no pleno sentido da palavra, é agir na ilegalidade, é fazer baderna... Posto que um indivíduo qualquer não tem o direito de atuar como juiz ou delegado, como exército ou polícia, como autoridade ou padrão, apenas porque é mais forte ou porque quer.
Proceder assim é dar razão a Trasímaco contra Sócrates abjurar da civilização ou da legalidade e tornar a barbárie. Não podemos combater a barbárie com barbárie mas somente com a ética, com as leis e com a civilização.
Tal o papel das Leis internacionais, desde os tempos de Grotius e Puffendorf.
Antes de tudo devemos compreender que a parte de Trasímaco ou da força bruta e da vontade arbitrária, todas as nações soberanas deste planeta são iguais. Ponto pacífico numa visão ética ou democrática, como queiram chama-la.
Consequentemente, nenhuma delas, por 'motu proprio' deve proceder como juiz ou como delegado face a qualquer outra, emitindo juízos ou invadindo-a, sem que deixe isto de ser agressão ou crime, por violar-lhe a soberania.
Mesmo tendo uma sido agredida por outra, deveria a nação agredida recorrer a um organismo supra nacional, rogando que este julgasse sua causa e lhe fizesse justiça. Já que não pode o cidadão comum fazer justiça com as próprias mãos ou vingar-se de seu agressor, devendo sempre recorrer ao aparelho judicial. Agora como se tolera de um determinado Estado (O qual deveria servir de exemplo ao cidadão) atacar outro qualquer, sem sequer ter sido por ele atacado...
Implica a doutrina da soberania - A parte de massacres, como o que foi perpetrado na Gaza por Israhell. - que os países devam eles mesmos resolver seus problemas internos. O que corresponde a um processo civilizatório natural. Afinal a História, por diversos exemplos, nos tem mostrado que interferir de forma invasiva na esfera política de uma dada sociedade é quase sempre contraproducente.
No entanto, se for necessário intervir (Diante de um genocídio) há um rito ou procedimento legal a ser seguido. Sendo necessário que uma organização internacional (A ONU) dê início a um processo, norteado pelos princípios do contraditório e da ampla defesa. Após o que seria realizada, segundo a forma democrática, uma votação no plenário geral e decidida a questão. A seguinte tarefa seria compor uma força internacional de paz, com o objetivo de realizar a intervenção e solver o problema.
É o que a soberania dos povos e isonomia das nações preceitua. É a legalidade. É a civilização.
Julgo que nada disto seja difícil de se entender. E que só terá dificuldade para tanto aquele que ignora serem os próprios direitos inalienáveis da pessoa humana, uma garantia para si mesmo e para todos os cidadãos i é um benefício comum. Certamente Odoacro, Amru, Gêngis, Tamerlão, Henrique VIII, Stalin, Hitler, Bush e outros flagelos da humanidade não seriam capazes de entender algo assim tão simples...
Sabido é que o juízo e controle de um só equivalem apenas ao capricho.
Quanto aos objetivos escusos dos EUA, um deles certamente consiste em atemorizar outros países, em especial os da América latina (O qual habituou-se, a luz da infame 'Doutrina de Monroe') a encarar como quintal seu. Penso antes de tudo na Colômbia, cujo presidente ousou denunciar a inércia da comunidade internacional face aos desmandos e crimes cometidos por Israel, e talvez no Brasil, com o propósito de obter a liberação do golpista, totalitário, apátrida, assassino, leviano, irresponsável Bolsonaro, americanista confesso e aliado dos fundamentalistas teocráticos.
Quiçá a ideia tenha sido até mesmo estimular ou impulsionar nossos crentelhos bolsonáricos a rebelião... Importa que não nos acovardemos e que qualquer tentativa de golpe teocrático que envolva pastores e bíblias seja contida a bala ou com efusão de sangue - Como tributo a nossa sofrida democracia, ainda sem espírito ou brios.
Imagina que já há por aqui patriotas invertidos ou negacionistas culturais aplaudindo a jihad trumpista... Pois é - Tais os patriotários nossos de cada dia...
Certamente a intimidação, contida na irrupção virulenta do ataque, faz parte da estratégia política do império em decadência ou crise. E até pode ser avaliada como uivo ou estertor.
Todas essas seitas adversárias da nossa cultura não passam, como demonstrou Décio Monteiro de Lima em "Os demônios descem do Norte" de um exército yankee de reserva. Pronto a combater contra a soberania da pátria e de acolher as hostes do império uma hoste de libertadores ou heróis. Destinados a nos salvar do fantasma do comunismo, que os pastores enfiaram em seus miolos. Afinal sem satanização o puritano não concretizaria seu projeto... O calvinista ou o yankee só vence por meio do medo produzido pelo terror, daí a necessidade de um diabo ou da diabolização.
Bem, aqui está o protestantismo, se esforçando por destruir nossa mentalidade e por substitui-la por uma consciência protestante, antes de tudo favorável ao capitalismo. E como o pacote não poderia deixar de vir completo, temos ainda a ação da maçonaria. Não menos funesta quanto sútil.
Cumpre-nos falar por fim sobre a base ou a ideologia matriz, que impulsiona esse surdo e dissimulado ataque a nossas instituições e soberania.
Que impulsiona a intifada ou jihad islâmica aqui na América do Sul ou na América latina.
Devemos entender que graças a Bomba não pode mais se meter com a Coréia do Norte. Graças a bomba H não se pode esbater contra a China. Graças aos bilhões e tanto não pode afrontar a Índia. E por fim abortou seu plano maligno de, por meio da inútil OTAN e da decrépita Europa islamizada, transformar a Ucrânia em quintal com que 'levar a democracia' a Rússia, ameaça-la ou invadi-la. Resta portanto ao espectro do mal tornar a assombrar a América para ver se consegue alguma coisa...
Da cornucópia protestante ou capitalista brotarão instrução, saúde, habitação, segurança, etc e uma nova américa já purificada do indigenismo e do papismo principalmente, posto que este último falhou miseravelmente em termos civilizatórios, deixando de aniquilar o comunismo materialista (Rsrsrsrs) e dando suporte a regimes socialistas...
Reza, por fim, a lenda, que o primeiro Roosevelt tendo chegado aos confins da Patagônia, sentou-se numa pedra e pôs-se a chorar. E ao ser inquirido a respeito da origem de seu pranto, respondeu o potentado iankee dizendo que ao se lembrar de que todas aquelas terras, desde o México pertenciam a igreja papal, considerou que jamais integrariam o grande império protestante do Norte.
Agora, mais de cem anos depois, após o Vaticano II, o ecumenismo e o declínio do papado, o império, auxiliado pelas seitas protestantes, considera a possibilidade de assimilar-nos.
Apeguemo-nos portanto a nossa cultura, a nossa tradição e a nossas raízes.
domingo, 19 de outubro de 2025
Europa a sombra dos minaretes - Que fazer... II
Uma vez exposta a situação temos de considerar o que fazer.
Pois assistir passivamente esta calamidade, que é o avanço do islã (Organizado pela própria ONU) pela Europa é algo que não podemos cogitar.
Pois no momento em que o crescente arvorar sobre a acrópole de Atenas, no fórum romano ou sobre os Túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo as bases da autêntica cultura ocidental estará morta.
Pois terá deslocado a Filosofia clássica, o Direito romano e a Ética do Evangelho e destruído nossa identidade, nossas raízes e nossa tradição.
No momento que as noções de racionalidade, livre arbítrio e amor ao próximo forem deslocadas e substituídas pelo irracionalismo, o determinismo e a agressividade tornaremos a barbárie e o islã será a porta.
Antes de tudo devemos estar aptos e treinados para contestar a ideologia pós modernista, por estar ela na base dessa conjuração.
Apesar do capitalismo e de outras misérias (Que nos conduziram a beira do abismo.) temos democracia, temos direitos inerentes e portanto igualdade jurídica, temos a noção de bem como ou justiça social, etc e portanto temos sim um padrão cultural superior em comparação ao autoritarismo totalitário, a teocracia, a uma hierarquia social arbitrária, etc - Ainda que limitássemos essa superioridade ao espaço de nossa própria cultura.
A menos que considerássemos o casamento de garotas com velhos, a castração de mulheres, o enforcamento de gays, a agressão aos pequeninos, a opressão dos dissidentes religiosos, o emprego generalizado da força, etc como práticas desejáveis temos de afirmar a superioridade da cultura europeia atual e de reconhece-la como propulsora no mínimo da forma de convívio menos ruim que existe.
Alias desconfio que certas pessoas justificam o islã justamente porque aspiram viver a sua moda e devo avaliar qualquer cidadão ocidental ou europeu que deseje tratar sua esposa ou seu vizinho cristão segundo a lei islâmica como um canalha.
Mais, a mim me parece que tanto entre os filo protestantes fundamentalistas no Brasil quanto entre os simpatizantes do islã na Europa sobressai um perfil sinistro: O desses homens maduros, machistas, homofóbicos, tarados, etc que aspiram enforcar gays e estuprar menininhas...
Antes de tudo devo dizer que sou a favor de que os refugiados sejam recebidos ou acolhidos de braços abertos em qualquer parte do mundo desde que não sejam eles fundamentalistas religiosos, islâmicos ou cristãos, capazes de colocar as vidas dos demais cidadãos em risco. E não posso admitir por meio algum que a segurança dos cidadãos que vivem num determinado espaço sejam privadas de paz e segurança pela introdução de qualquer outro grupo social.
Os cidadãos ou contribuintes que pagam impostos fazem jus a segurança, a proteção e a paz; sendo dever do Estado garantir essas condições sob pena de quebrar o pacto vigente, tornar-se inútil, ocioso e ser confrontado pelos cidadãos.
Portanto receber em suas fronteiras qualquer grupo composto por fanáticos, teocráticos ou fundamentalistas, os quais venham a colocar em risco as vidas e bens dos cidadãos implica traição inaceitável.
Devem portanto os árabes e outros que aspiram instalar-se na Europa adotar a cultura local e tal preceito deve ser indiscutível. Implica essa atitude abandonar os hábitos arraigados e assumir os hábitos comuns ao grupo em que se pretende viver. Implica abdicar de qualquer atitude no sentido de introduzir hábitos ou costumes árabes. Implica sobretudo em comprometer-se a não introduzir a Sharia e implica por fim aceitar que não serão construídas novas mesquitas.
Seria ridículo ter eu de dizer que de modo algum devem os refugiados confrontar as práticas, costumes ou tradições das populações locais, profanando seus santuários, invadindo seus locais de culto, destruindo seus símbolos ou colocando em risco suas pessoas sob pena de serem rigorosamente punidas ou castigadas na forma da Lei.
E segundo penso todas as violações acima por parte dos hóspedes deveriam ser punidas com deportação ou expulsão da comunidade em questão - Pois tratam-se de crimes contra os direitos inerentes das pessoas os quais não podem, sob quaisquer alegações, ser tolerados numa sociedade civilizada.
Vou além e opinarei que apenas as mulheres, os idosos, as crianças e os deficientes provenientes de sociedades islâmicas sejam acolhidas na Europa, e mesmo assim com a devida cautela. Quanto aos homens adultos, julgo haver precedentes graves para que deles se exija o abandono do islã ou um compromisso fundamental no sentido não tentarem impor a sharia ou construir mesquitas.
O mais recomendável no entanto é que os homens adultos do islã não sejam recebidos nos países europeus e sobretudo que clérigo ou imame sunita algum seja recebido. Naturalmente que a poligamia deve ser rigorosamente proibida nos territórios não islâmicos pois costumam ele dar o 'golpe' da barriga ou crescer pelo ventre até suplantar a população local. Também seria aconselhável a exigência de que limitem o número de filhos por casal sob pena de não serem aceitos - No caso dos homens adultos serem recebidos.
Necessário que seus filhos sejam obrigados a frequentar a escola local, de preferência pública e laica de modo a serem introduzidos na cultura vigente. Devem além disto aprender a falar a lingua local e valoriza-la.
Outra medida de suma importância é proibi-los de formarem bairros, guetos ou pequenas comunidades fechadas e obriga-los a dispersarem entre a população 'comum', convivendo ou comunicando-se com ela, de modo a favorecer as trocas culturais.
Tais algumas sugestões concretas que já deveriam ter sido implementadas quanto esse tipo específico de população. Afinal hóspedes só podem ser acolhidos sob nossos tetos sob determinadas condições estipuladas pelos proprietários...
Importante que tais leis sejam fixadas e que toda e qualquer violação implique na deportação ou no retorno compulsório ao local de origem. Quanto a isto não deve haver relaxação ou contemplação alguma, especialmente em se tratando de delitos inspirados pela fé e contra a fé alheia e seus símbolos.
Deve haver todo um programa destinado a fazer com que os hóspedes assimilem os princípios, os valores, os costumes e a cultura local ou que no mínimo exerçam rigorosa tolerância face a ela, abandonando toda e qualquer hostilidade.
Super importante que a decisão de acolher essas pessoas passe pela comunidade local e que a nível nacional seja objeto de referendo ou de aprovação direta pela população e jamais uma imposição feita por órgãos internacional como a ONU ou a OTAN uma vez que são controlados por outros países e poderes.
Importante que seja uma atitude política democrática i é sancionada pela população nacional e local e gerenciada por elas através de leis específicas destinadas a manter a cultura e promover a paz.
Um aparte> A questão do conforto, da miséria e do crescimento populacional na polêmica Malthus\Godwin
Advertindo desde já que se trata de um tema bastante polêmico e complexo uma vez que não temos como investigar todas as invariantes e variantes no curso do tempo.
Ao tempo que Godwin editava suas publicações defendendo a tese do bem estar social ou de máximo bem estar para o maior número possível de pessoas, Malthus alegava que uma Sociedade de bem estar estimularia o aumento da população, agravando o problema da busca pelo alimento, ou, como diríamos hoje, o problema do espaço e das relações com o meio ambiente.
O que, de acordo com Malthus desestimularia ou travaria o crescimento populacional acelerado seriam justamente as condições sociais adversas, ou seja, catástrofes naturais, epidemias, guerras, etc
No entanto, a exceção das catástrofes naturais, que eram e ainda são inevitáveis, os demais fatores mencionados, como a guerra e as epidemias, tal e qual a miséria e as injustiças sociais, estavam na mira de reformadores sociais como Godwin, os quais defendiam sua eliminação ou atenuação, e, a adoção de um modelo de Bem estar generalizado.
Havendo dentre eles quem ainda encare a guerra e as calamidades naturais como males necessários tendo em vista o equilíbrio populacional.
Naturalmente que a projeção de um equilíbrio econômico ou de uma situação de bem estar numa realidade de crescimento populacional é absurda. E que a primeira coisa a ser feita aqui é controlar ou limitar o crescimento populacional da humanidade.
O que nos leva a investigar os fatores naturais e sociais que estimulam o crescimento da população. E portanto a polêmica Malthus X Godwin.
Pois bem - Respondeu Godwin a Malthus (Num contesto anterior ao surgimento do que cognominamos anti concepcionais.) alegando que a afirmação do bem estar social através da erradicação ou da diminuição da miséria resultaria no desfrute de uma instrução de qualidade e portanto numa assunção de consciência, a qual implicando na fruição de prazeres tanto mais refinados, sejam intelectuais ou estéticos, redundariam na contenção do prazer sexual e enfim na estabilização ou na diminuição do crescimento populacional.
De algum modo ou maneira concluiu Godwin - Em oposição a Malthus. - que a exploração, a miséria e a ignorância estimulando a carga sexual humana como uma espécie de válvula de escape, potencializavam o crescimento populacional. E que o progresso da civilização em termos de bem estar, criando condições para a fruição dos prazeres classificados como imateriais, implicaria numa redução da carga sexual e consequentemente na contenção do crescimento populacional. E a argumentação de Godwin parece ser psicologicamente atilada, senão verdadeira.
Que as condições econômicas adversas, como a miséria e a ignorância estimulem a libido ou a sexualidade me parece mais do que simples sugestão. Pois não me parece que as massas incultas sejam capazes de racionalizar ou de raciocinar em tais condições. Portanto a proliferação da miséria, associada a paz social e a oferta de vacinas e suprimentos alimentares é que me parece desastrosa - E se algo deve ser erradicado aqui, parece-me que deva ser a ignorância e a miséria.
Ao menos quanto a contemporaneidade ou as sociedades pós anti concepcionais, parece que as elites econômicas e intelectuais tenham chegado ao que chamamos de estabilidade ou gerado menos filhos, e que o crescimento parta quase sempre dos setores mais baixos - Daí a palavra> Proletariado, os que fazem filhos, muitos filhos.
E embora não o possamos demonstrar, parece que, por razões óbvias, sempre tenha sido assim no curso da História ou seja, que as elites econômicas e intelectuais tenham chegado a estabilidade mesmo antes que os anti concepcionais tenha sido inventados e oportunizados.
Portanto tudo parece validar a sugestão indicada por Godwin, exceto é claro quanto as calamidades naturais, guerras e vacinas. Quer dizer isso que a falta de reformas sociais ou de bem estar o mesmo
Absurda a tese da igreja romana, em torno de um controle voluntário, natural ou racional por parte das massas desumanizadas. Como esperar a afirmação da racionalidade ou do heroísmo por parte de pessoas criadas em condições adversas e as quais foi oferecida uma educação precária... Não se trata aqui de negar que a graça do Cristo venha em socorro da natureza e sim de afirmar que a natureza humana não só pode como deve ser ela mesma bem formada e preparada tendo em vista os socorros sobrenaturais da divina graça. A maneira como se concebe a graça aqui, excluindo a livre vontade ou o preparo social da natureza é fetichista, mágica e inaceitável.
Consequentemente só podemos pensar no remendo do controle populacional imposto por lei e não nos podemos, de forma alguma, opor a ele. Do contrário estaremos colaborando com a destruição do mundo natural ou com a extinção das espécies numa realidade em que a humanidade reivindica mais e mais espaço para produzir seus alimentos. Caso queiramos preservar algum espaço para as demais formas de vida é necessário chegar a ideia de contenção populacional.
Resta-nos abordar aqui uma outra questão ventilada pelos sociólogos que é a da diminuição de certos grupos humanos em situações sociais adversas como domínio, conquista, perseguição, etc
O quanto podemos dizer sobre isto é que as situações de controle político\econômico e domínio cultural por parte de um grupo maior sobre grupos minoritários tende a reduzir o crescimento dos grupos minoritários, quiçá por deliberação calculada tendo em vista as situações de opressão e a falta de esperança. O que implicaria a fixação de um tipo de atitude psicológica generalizada que se torna social, a qual é produzida pela insegurança e pela angústia generalizadas.
Portanto o que temos aqui, enquanto elementos causais não são a miséria absoluta ou a ignorância porém a sensação de decadência, a dominação cultural e o controle social arbitrário, associados a total desesperança quanto a algum tipo de emancipação futura.

