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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os primórdios do islamismo - JEAN PATRICK GRUMBERG

Texto de Jean Patrick Grumberg - Site www.dreuz.info 24/08/2014 - Traduzido do Francês pelo profo Domingos Pardal Braz articulista deste Blog

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Os primórdios da história do Islã apresentam aparentemente dificuldades insuperáveis ​​pois são em grande parte resultado do que podemos classificar como 'história oficial' elaborada, com intuitos propagandístico e proselitista a partir dos nono e décimo séculos d C pelos califas abássidas.

Este, tendo tomado posse do imenso império legado pelos Umayas, aspiravam sobretudo manter a coesão interna.

E havia uma forte razão para isto. Os milhões de seres humanos que se achavam sob seu poder não eram todos muçulmanos, mas judeus, zoroastrianos e em grande parte Cristãos. E, ao contrário do Islã tais credos achavam-se intimamente relacionados com as civilizações do passado e a cultura antiga, levando grande vantagem intelectual. Apesar de terem sido subjugados a força pelo conquistador árabe, os vencidos não estavam disposto a abrir mão de suas identidades, podiam inclusive debater com os vencedores e demonstrar a natureza primitiva e grosseira do islã.


O FIASCO MUTAZALITA 
O vencido, mesmo sem saber, quase conquistou seus conquistadores, pois a corrente da Mutazila, por muito pouco não mudou o curso da História. Professando a ideia de um Corão criado e não eterno ou imutável como o próprio Deus, alguns intelectuais muçulmanos acabaram se deixando conquistar pela Filosofia Clássica.

As obras de Platão e Aristóteles induziram alguns deles a introduzir os conceitos de racionalidade e livre arbítrio na nova fé. Evidentemente que a Mutazila não teria se afirmado não fosse a imensa miséria doutrinal e intelectual do islã a par da forte influência Cristã. Para quem estava na posse do poder era evidente que a fé islâmica estava em desvantagem, recuando-se e abandonando a arena das ideias. 
(Ao menos em algum momento houve real ameaça de helenização por via do Cristianismo, em especial do aramaico - Siríaco e Assírio; e depois pelo Bizantino) O parentético é nosso!
Da mesma forma como o vácuo antes existente foi preenchido pelo corpo das leis islâmicas ou sharia, havia a real necessidade de preencher do mesmo modo o vácuo doutrinal ou teológico e a própria estabilidade o Império o exigia. Os mutazilitas puseram-se a elencar argumentos favoráveis a tese de um Corão criado e portanto contingente e sujeito a sucessivas readaptações. Eles estavam cônscios sobre a existência de diversas versões contraditórias do Corão e estavam dispostos a discutir honestamente com seus rivais judeus e Cristãos.
Assumiram a fragilidade dos textos sagrados e demonstrando coragem e honestidade intelectual optaram por ir além da letra do livro permitindo que a razão humana fixasse um sentido melhor. No entanto este movimento de vanguarda, suscitando o pensamento crítico, não pode deixar de suscitar discussões e tumultos; o que o poder político estabelecido menos queria. O pretexto para a reação surgiu após um califa mutazila mais fervoroso ter recorrido a força para reprimir os mais arabizantes e tradicionais.

Posteriormente, quando os tradicionais, favorecidos pelo clero, retomaram o poder a perseguição religiosa estourou violenta. Sob a inspiração dos imames
Achari e Gazali a mutazila foi simplesmente exterminada ao cabo de um século, e nem mesmo as ideias dos mutazilitas sobreviveram a eles. 

A crítica dos cristãos

E
sta controvérsia principiou no século VIII, cem anos após a morte de Maomé. Até então, os numerosos manuscritos cristãos que descreviam a religião dos conquistadores referem parcamente a qualquer texto sagrado. O Islam em seus primórdios não estava fundamentado em escrituras ou exegese e o conteúdo da fé não está definido.  E ele não passava duma forma sincrética em que entravam elementos do paganismo árabe, tradições talmúdicas e alguns elementos de doutrina Cristã.
Abd el Massih al Kinda (Banu Kinda) é um dos primeiros polemistas Cristãos. Floresceu pelos idos de 820 e focou sua crítica no texto do Corão alegando ter sido ele criado. Eis o que ele declarou: Após a morte de Maomé, as lutas entre Abu Bakre e Ali levou este último a vindicar seu direito a sucessão. Um dos meios que ele encontrou - Para adquirir legitimidade - foi mandar escrever os fragmentos dos oráculos ou palavras de Maomé num códice. Isto serviu de pretexto para que os demais membros da Shahaba i é os companheiros do profeta, compusessem também eles diferentes versões do Corão, a ponto de surgirem tantos corões quanto cabeças. 
Diante disto Ali angustiado, voltou-se para seu predecessor Otman rogando que pusesse fim aquele indecoroso estado de coisas. Eis a decisão de Otman: Decretou que todos aqueles códices e versões fossem levados até ele e mandou queimar todos, inclusive o de Ali  conservando apenas quatro, cujo texto canonizou. No entanto como ainda circulassem diversas cópias em versões em Madaim, Hajjaj ibn Yousuf, que era válido sanguinário, sentindo-se turbado diante de tantas controvérsias e discussões, mandou reunir todas as cópias restantes e queimar tudo. Não sem antes ter tomado as parecidas, canonizadas por Otman, e alterado diversas passagens e corrigido o texto, produzindo uma versão autorizada em seis cópias.

Diante de tais condições como demonstrar materialmente a diferença entre o conteúdo original e as versões dadas a luz posteriormente? Como rastrear um conteúdo original que foi suprimido? Como estabelecer uma crítica do livro?
(Sendo assim falar em Unidade do Corão é muito fácil não?) Parentéticos nossos!
No entanto a crítica de Al Kinda não parou por aiO conteúdo do Corão não foi poupado e o califa Mutazila Al Mamun teve de engolir da parte dele as seguintes palavras:

"Tudo quanto disse sobre o Corão são fatos e as evidências são de teu conhecimento. Para tanto demonstramos que o texto desse livro é desorganizado, confuso e incoerente. As diversas passagens são contraditórias e sem qualquer sentido. Como, sem trair sua ignorância, podes apresenta-lo como mensagem revelada e divina semelhante as de Moisés e Jesus? Certamente qualquer pessoa com um pouquinho de bom senso haverá de tirar tais conclusões a menos que ignore os rudimentos da História e da Filosofia. Eis porque não abandonamos nossa fé e não nos deixamos mover por tão falaciosos argumentos." 
Passados quase dois séculos a crítica de Al Kinda não envelheceu nem perdeu seu valor. 


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O PEC 99/2011 e a deslaicização do Estado Brasileiro

Folgam os protestantes em apresentar seu sistema religioso como paladino de todas as liberdades modernas e com isto, ao cabo dos séculos, tem atraído a simpatia dos liberais mais ingênuos.

Embora folguem de interpretar livremente a Bíblia, ou seja, de forjar suas próprias crenças tomando por base o entendimento que eles mesmos teem da Bíblia - o que de modo algum é a Bíblia - os protestantes jamais puderam encarar com bons olhos aqueles que fazendo uso da mesma liberdade, descartam a autoridade da Bíblia. Torce-la a vontade... massacra-la... deturpa-la... manipula-la... é perfeitamente lícito ou melhor absolutamente necessário! Arrenega-la não...

De minha parte, como ex protestante, penso que a Bíblia seja mais honrada por aqueles que a negam do que por aqueles que a interpretam assim tão livremente a ponto de ser possível sustentar qualquer coisa - escravidão, racismo, estatolatria, machismo, homofobia, adultismo, intolerância, capitalismo... - em seu nome. Se eu acreditasse na divindade da Bíblia jamais poderia crer que sua interpretação pudesse ser atribuída a todos os homens sem distinção!

Apresentam-se os protestantes como principais advogados ou defensores do livro justamente porque lhes dói a consciência e sabem ser seus piores adversários. É graças ao biblicismo estreito, ostentado por eles, que muita gente boa faz pouco caso do livro... Verdade seja dita: a igreja antiga tinha pudor! E sabia que a maior parte dos seres humanos tinha pudor ou inteligência... O protestantismo apostou na estupidez humana e por algum tempo conheceu relativo sucesso entre os idiotas. No entanto como é impossível enganar todos durante todo tempo... Arruinou-se o Reino da Bíblia.

A Igreja antiga, mais realista, ocultava certas partes menos nobres do antigo testamento, já 'facilitadas' pela tradução dos LXX. Os latinos jamais puderam compreender bem o sentido da Septuaginta. Apresentaram-na e apresentam-na ainda como tradução, quando trata-se na verdade duma adaptação, isto mesmo duma adaptação a mentalidade dos antigos gregos. Adaptação sem a qual os gregos jamais teriam se aproximado dos livros judaicos tendo em vista sua vulgaridade ou grosseria.

No entanto como em larga escala, mesmo esta adaptação mostrava-se insatisfatória, socorreram-se os primeiros padres Cristãos, a exemplo de Origênes, da exegese simbólica ou alegórica, que Filon, escolarca hebreu de Alexandria, tomara aos platônicos. Outra não é a estratégia empregada pelo Pe Jouffroy, face aos questionamentos de Pecuchet, nos 'Patetas iluminados' de Flaubert: Moisés abrindo os braços em cruz é figura de Jesus Crucificado, o cordeiro encontrado por Abraão entre os espinhos é figura de Jesus Crucificado e coroado de espinhos, Jacó ferido no lado pelo anjo é figura de Jesus ferido no lado pelo centurião... 

A tentativa, centrada no dogma Cristão, até que foi excelente e nobre. Apenas não condizia como o sentir original do autor, sendo portanto falsa... Era no entanto uma falsidade bela, em comparação com a realidade feia do sentido literal.

No entanto o que não podia 'adaptar' ou alegorizar, a igreja sabiamente ocultava... poupando seus fiéis.

Assim a espiritualidade romana ou 'Católica' pode passar a largo dos bebes lançados contra os rochedos, das ursas que devoraram os meninos, do sanduíche de esterco degustado pelo profeta, do tamanho dos pênis dos egipcios, etc

Diante de tantos mitos, fábulas e narrativas grotescos a igreja antiga preferia silenciar. Sabia que insistir a respeito redundaria em incredulidade. Nossos coevos sabem ser infinitamente mais idiotas do que os medievos... por menos nossos ancestrais teriam lançado o papado as urtigas; como a humanidade dia após dia vem lançando a Bíblia e o protestantismo.

O protestantismo foi intemperante na medida em que pretendeu impor aos cristãos a Bíblia toda, literalmente recebida, como dogma de fé. Antes de conhecerem a Bíblia toda de capa a capa os estúpidos acreditaram que o negócio era vantajoso e que seria melhor acreditar no livro 'caído do céu' do que nos trinta e poucos dogmas propostos pela tradição apostólica ou pelo papa romano.

Atalhou-lhes a candura da crítica Bíblia, a partir da qual puderam ter acesso a versão hebraica não depurada, e... desde então os que dignaram-se a pensar perderam a fé, enquanto que os demais - refugiados em alcouçes como a assembléia de deus ou pocilgas como a CCB - tiveram de acostumar-se a ser classificados como tontos ou imbecis!

Afinal, continuam jurando de pés juntos, em pleno século XXI, que um homem adulto pode viver por três dias dentro do ventre de um peixe! Que existem um mar superior acima dos céus! Que os anjos de deus desceram a este nosso mundo para coabitar com mulheres! Que de semelhante conúbio nasceram gigantes! Que o Everest foi coberto pelas águas do dilúvio! Que os dinossauros jamais existiram ou morreram afogados! Que uma jumenta foi capaz de falar! Que Goliath foi assassinado por três pessoas diferentes! Que os antigos israelitas ofereceram e não ofereceram sacrifícios da jau no deserto....

Creia cada qual como quiser e no que quiser... outra coisa é querer exigir que os outros encarem-no como um homem sério ou instruído.

Da caturrice protestante em torno de todos estes dogmas mil vezes mais toscos e estúpidos que os dogmas do papa, é que surgiu a incredulidade contemporânea.

Os protestantes no entanto jamais puderam perdoar os incrédulos ou aqueles que negaram-se a endossar os ensinamentos da Santa Bíblia.

E apesar do discurso oportunisticamente liberal, destinado a atrair os Católicos liberais ou os liberais de modo geral, jamais deixaram de acalentar o sonho puritano ou ortodoxo de 'propor' e sancionar leis Bíblicas ou destinadas a honorificar a Bíblia e a humilhar os laicos, isto é, os que não creem.

Todas as vezes que os papistas ou liberais mais atilados, lançaram-lhes este sinistro projeto em face, os pastores brasileiros juraram pela mesma Bíblia que tudo não passava de calúnia, fruto da maldade, e que eles, protestantes, eram os mais fiéis partidários das liberdades democráticas E OS MAIS SINCEROS PALADINOS DO LAICISMO!!!

Passados uns cinquenta anos no entanto, damos com o PEC 99/2011, destinado a POR A FÉ em pé de igualdade com o conhecimento natural ou científico e a BÍBLIA no mesmo nível que a Constituição.

Se bem que cada república conheça uma só lei e que o fundamento desta lei deva ser sempre natural para ser laico!

A bancada protestante ou evangélica no entanto cuida por outro fundamento e um fundamento particular: a Bíblia...

E sabemos por lição de História onde tais iniciativas costumam dar...

Não se trata aqui de PERMITIR que os religiosos vivam a sua moda ou maneira, PELO SIMPLES FATO DE QUE JAMAIS FORAM IMPEDIDOS DE ASSIM VIVER POR FORÇA DE NOSSAS LEIS.

A lei brasileira, ao contrário das leis Mosaica e Maometana ou seja da Torá e do Corão, jamais pretendeu proibir alguém de repousar no sábado, de peregrinar a Meca, de evocar os espíritos dos ancestrais, de cultuar representações... ou tencionou constranger alguém a consumir carne de porco, beber sangue, trajar determinado tipo de roupa, ouvir jazz, casar com pessoas do mesmo sexo, abortar, etc A lei não interfere no que diz respeito a vontade pessoal dos cidadãos. É liberal e daí sua grandeza!

Esta lei a todos reconhece o direito de viverem como bem entenderem e de regular suas vidas por meio de seus livros sagrados, desde que abstenham-se de causar dano ou prejuízo aos semelhantes.

Que desejam então nossos fundamentalistas uma vez que nossas leis reconhecem-lhes o direito de viverem como bem entendem???

Como já controlam o Congresso, mas não o STF, e estão dispostos a tentar passar LEIS retiradas de sua Bíblia, precisam passar a PEC 99/2011. Do contrário todas as leis fundamentadas na Bíblia serão declaradas CONFESSIONAIS, anti democráticas, anti constitucionais e invalidades pelos juízes do STF. Daí a necessidade da bancada fundamentalista esmagar o STF. Enquanto o STF deter a primazia, toda e qualquer lei fundamentada na Bíblia, estará sob ameaça.

Considere agora caro leitor que o objetivo da lei num país democrático não é regular o privado, intervindo na vida pessoal do cidadão e cerceando sua liberdade. Mas ampliar ao máximo a liberdade NA ESFERA DO POLÍTICO OU DAS COISAS COMUNS. Trata-se aqui de criar e atribuir direitos naturais e não de imiscuir-se nos domínios da vida privada.

Agora justamente porque a lei diz respeito a esfera da Política ou das coisas comuns é que deve partir de fundamentos NATURAIS tais como demandas sociais, experiencialidade, razão, etc JAMAIS DE FONTES RELIGIOSAS OU LIVROS SAGRADOS. Sob pena de ser sobrenatural e religiosa, chocando-se com o caráter PLURALISTA, democrático ou LAICO DO ESTADO. Não pode a lei tomar por base determinado registro sagrado pelo simples fato de que a sociedade é composta por elementos ou cidadãos de diversas crenças ou fé, cada qual com seu livro sagrado e os mesmos direitos.

Não compete ao estado ou a esfera do político emitir juízo sobre determinado livro religioso concedendo-lhe um status privilegiado. Nada mais oposto ao caráter laico do estado, face ao qual todas as religiões e crentes são absolutamente iguais.

No entanto o esforço da bancada protestante consiste justamente em arvorar a Bíblia ou o livro, como fonte válida no sentido de pautar nossas leis e regular as vidas de todos os cidadãos. Eles até creem que a Bíblia seja em todos os sentidos superior a nossa Constituição e que nossa Constituição deva ser substituída pela Bíblia deles. Nutrem tais pretensões mesmo constituindo minoria religiosa... imaginem só caso viessem a constituir maioria? Agora no plano político estão bem articulados em torno deste proposito.

Agora que significa propor leis inspiradas ou pautadas na Bíblia?

Significa tomar por padrão social a sociedade proto israelítica do século IX a C restringindo ao máximo todas as liberdades, garantias e direitos dos cidadãos e implementando uma série de preconceitos monstruosos.

Implica querer regular ou controlar a vida dos outros ou de todos a partir de sua própria fé ou pontos de vista. Todos deveremos conformar externamente nossas vidas com o antigo testamento ou a torá de Moisés, crendo ou não nela! Nada mais sujo, arrogante e opressor! Devemos respeitar a Bíblia mesmo sem crer nela porque eles assim exigem, querem e determinam. Entendeu???

Por meio do PEC 99 2011 os protestantes estão exigindo a submissão ou a capitulação da sociedade laica apenas de modo mais sutil que os muçulmanos com sua sharia, e alias, abrindo esta senda para os futuros radicais islâmicos deste país ou facilitando as coisas para eles!
Observemos o que diz o relator deste capicioso projeto: "O STF expressa um preconceito contra argumentos de ordem religiosa dando preferência a argumentos científicos."

Qual o significado disto?

Que o SFT deveria apreciar os argumentos de NATUREZA SOBRENATURAL, CREDAL ou RELIGIOSA com a mesma seriedade que encara os argumentos DE NATUREZA NATURAL ou CIENTÍFICOS, NO QUE CONCERNE A FORMULAÇÃO DAS LEIS. Sim, pois não estamos tratando da ordenação da vida privada mas da coisa pública ou de nossas leis.

As leis no entanto como são feitas para todos devem estar por questão de necessidade fundamentadas na esfera COMUM da NATUREZA, e não da esfera PRIVADA ou PESSOAL da SOBRENATUREZA.

A ciência satisfaz plenamente esta questão na medida em que não é uma religião ou uma fé fundamentada na  autoridade de um livro ou dum homem, mas uma ideologia fundamentada nas capacidades da percepção e do raciocínio, as quais são comuns a todos os seres humanos: ATEUS, CRENTES, MUÇULMANOS, ESPÍRITAS, BUDISTAS, PROTESTANTES, CATÓLICOS, HINDUS, ETC

De fato este tipo ou gênero de conhecimento faz sentido para pessoas pertencentes a credos e ideologias bem distintos uns dos outros. Apenas certo número de muçulmanos e protestantes fanáticos, tendo em vista suas opiniões caprichosas, é que negam-se a reconhecer o espaço próprio da ciência e aspiram por impor suas concepções disparatas a todos os demais seres humanos! Isto no entanto já não é questão de mera estupidez mas de arrogância e dominação.

Não é porque meia dúzia de idiotas tomam a Bíblia ou o Corão por critério científico, que seremos obrigados a concordar com eles e SUBSTITUIR O PADRÃO COMUM DA CIÊNCIA POR SEUS QUERIDOS LIVRINHOS TENDO EM VISTA A FORMULAÇÃO DE NOSSAS LEIS.

As leis deduzidas da ciência, da experiencialidade e da razão apenas é que satisfazem o quesito democrático da neutralidade religiosa. Neste sentido o objetivo da PEC 99 2011 é justamente introduzir o primado da Bíblia, profanando o equilíbrio religioso, promovendo a intriga, sabotando a paz... Uma vez que cada religião pretenderá usar seus livros com o intuito de erigir novas e estranhas leis! A menos que o MONOPÓLIO POLÍTICO SEJA CONCEDIDO A BÍBLIA PROTESTANTE... e que os demais cidadãos deste país curvem-se face a tais exigências...

Até o dia em que os protestantes, como já fizeram no século XVI, façam decretar leis iconoclásticas e demolir as igrejas romanas, anglicanas, ortodoxas, as tendas de umbanda, os templos budistas, hindus, etc

É necessário examinar o passado, pensar no futuro e opor-se decididamente a projetos como o 99 2011, cujo extremo fim serão novos autos de fé, inquisições, violações de direitos, etc

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O puritanismo religioso como porta de entrada do Islã

Quando ouço ou leio esses discursos centrados em torno de unidade familiar, abstinência alcoólica, dieta, ocultação do corpo, etc postos em circulação pelos fanáticos protestante em nome de sua bíblia, confesso que fico com medo, muito medo.

É um discurso que até certo ponto alimenta e aprofunda uma tendência implantada entre nós por alguns representantes do clero papista e que não é nem um pouco saudável.

O protestantismo bíblico alimenta este desejo ou aspiração pela implantação de formas morais comuns e pela repressão da imoralidade.

É certo que devido a diversos fatores como:

  • O livre examinismo
  • A multiplicidade das seitas
  • A influência do Evangelho, etc
Não pode o protestantismo cumprir com as promessas a que acena.

Inspira ou insufla em suas ovelhas tais promessas e desejos.

Que ao que parece só o islã é capaz de concretizar por meio da sharia.

Nasci e fui criado protestante e sei que o ideal utópico de parte considerável dos pentecostais é substituir a 'lei do homem' pela lei de deus compreendido não como o Evangelho de Cristo mas a Torá de Moisés com suas punições draconianas.

Os protestantes transportaram este projeto da Inglaterra para os EUA.

Sonhavam com uma sociedade sem Bispos, cruzes e sinos; a salvo da inquisição papista.

Mas com uma inquisição Bíblica a serviço da dignidade Bíblica.

Até coisa de duzentos anos atrás era proibido duvidar da Bíblia ou questiona-la nos rincões protestantes dos EUA. Podia-se sempre questionar o papado e ultraja-lo. Mas não o deus retangular de papel. A democracia e a pluralidade, alimentadas AO MENOS EM PARTE, pelo protestantismo trouxe em seu bojo o questionamento. Márcia Bronw e Carlota Kemper morreram 'exiladas' no Brasil, amaldiçoando de todo coração o liberalismo da terra natal...

Os protestantes fanáticos jamais viram com bons olhos a possibilidade de que a Bíblia pudesse ser livremente questionada pelos incrédulos. Os rótulos podem até ser diferentes, o fato no entanto, é que todos os fundamentalistas obedecem a um mesmo padrão de pensamento em torno da 'intangibilidade' de seus livros sejam o Antigo testamento, as cartas de Paulo ou o Corão. A ponto de se sentirem agredidos ou ultrajados pelo simples fato de nos recusarmos a endossar suas opiniões.

Para uns e outros é sumamente ofensivo o ato de criticarmos seus livros sagrados. Criticamos tais registros e manifestamos nossas opiniões porque na sociedade democrática gozamos de amparo legal. No entanto se a sociedade estivesse sob controle deles tenho certeza de que tais críticas seriam rigorosamente proibidas. Pentecostais e muçulmanos encaram seus livros pretensamente sagrados do mesmo modo e maneira. Sendo completamente incapazes de exercer a mínima crítica. Assim tudo aceitam ou engolem sob o título de 'palavra de deus'.

Apenas o protestantismo ortodoxo já não dispõe de meios para controlar a Sociedade.

Em um dado momento a Sociedade Ocidental produziu um nicho de pensamento incrédulo, frustrando tanto a reação Católica quanto as pretensões demagógicas do protestantismo (que eram de substituir a igreja rival).

O islã apenas, com a instituição da murtad, logrou estabelecer um organismo repressor 100% eficiente e, destarte impugnar toda crítica e impedir a formação de um nicho de pensamento crítico ou incrédulo em seu seio.

O protestantismo desejou-o talvez mas foi atalhado já pela mensagem do Evangelho, já pelas críticas ferinas de papistas e incrédulos. Assim suas inquisições não tiveram mais como sustentar-se. Teve de, ainda que forçadamente, pagar tributo a coerência, e ajustar-se as exigências legitimamente evangélicas. Ficando material e politicamente desamparado. E não mais podendo tiranizar as consciências minguou...

O islã não tem Evangelho. Donde seus líderes e adeptos não podem ser constrangidos por leis de paz e amor. Tampouco leva em conta as criticas que lhe são direcionadas por incrédulos ou infiéis, as quais simplesmente ignora.

O protestantismo quer fazer... Mas não sabe como. O islã sabe muito bem como fazer!

Portanto os sonhos e aspirações acalentadas pelos pentecostais em torno da sociedade bíblica ou mosaísta só o islã pode concretizar. Donde o protestantismo inculca em seus devotos um sentido que mais tarde virá a ser explorado pelos maometanos e redundar em diversas conversões.

O protestantismo será sempre incapaz de implantar a abstinência de alcool. Todo pastor ou pregador protestante honesto sabe ter contra si o Evangelho i é a palavra do divino Mestre, o qual não só transformou água em vinho (não o contrário) como associou o vinho ao mais sagrado de todos os sacramentos! Donde os mais fanáticos ou ignorantes atreveram-se a tomar vinho por suco de uva. Ignorando supinamente que o Evangelho foi escrito em grego, não em português ou hebraico. Maomé foi muito mais incisivo, conhecendo bem a instituição Cristã e o uso do vinho no rito eucarístico, condenou em nome de deus o consumo de vinho.

Implantou pois o islã com sucesso mais uma meta que o protestantismo jamais será capaz de cumprir!

Os protestantes sonham com uma era dourada sem bebidas alcoólicas. Apenas o islã poderá inaugura-la para eles!

Creem além disso de javé tem o monopólio exclusivo da bunda, e que não se pode da-la a outrem sem que o deus sinta-se ofendido.

Apesar disto sabem os mesmos protestantes homofóbicos que Jesus Cristo jamais disse uma palavra sequer a respeito do assunto e que jamais condenou a homossexualidade.

Apelam a Paulo, a Moisés, a este ou aquele... mas sabem que não contam com o apoio do 'deus encarnado' Jesus Cristo, a quem tem em conta de fundador de sua religião. Estão sempre e perpetuamente desamparados pelo Mestre em assunto de homossexualismo, devendo estribar-se para condena-lo na lei ou cultura judaica que significado algum possui para os verdadeiros cristãos!

Os muçulmanos no entanto estão muito bem amparados uma vez que sua lei determina que os homossexuais sejam enforcados. Coisa que devoto algum seria capaz de contestar.

Aqui mais uma vez apenas o islã fornece aos pentecostais os meios necessários para instaurarem uma ordem essencialmente homofóbica. Meios que lhes são e sempre serão negados pela palavra de Cristo.

Reproduzindo os preconceitos acalentados pelo apóstolo Paulo, parte considerável de nossos pentecostais, a exemplo do Pr Marcos Felicianus, tem ensinado que a mulher é inferior ao homem devendo-lhe submissão. Que o marido é a cabeça da mulher e que esta deve cobrir sua cabeça com um véu durante as reuniões (CCB) além de permanecer em silêncio.

Todavia, em que pesem os mandamentos machistas que Paulo tomou a seu mestre Gamaliel, o fariseu, Jesus Cristo além de ter nascido de mulher, teve por auxiliares um grupo de mulheres, além de ter se atrevido a falar a sós com a mulher do poço. Confabulava além disso com Marta e Maria da mesma maneira como com qualquer outra pessoa do sexo masculino. E jamais referiu-se a mulher como a alguém inferior ao homem.

Aqui, mais uma vez Jesus pulveriza Paulo e seus preconceitos.

Agindo como um igualitário ou feminista e não como um machista.

Na lei islâmica é que encontramos melhor fundamento para as pretensões dos pentecostais: O testemunho da mulher, face ao do homem, vale apenas a metade; a mulher não só deve obediência ao esposo como pode ser surrada por ele, não deve circular livremente pelas ruas e dar pitaco em assuntos de natureza religiosa. A tudo quanto o protestantismo embiocado aspira apenas o islã fornece meios para concretizar!

Assim após o véu vem a Burka e após a submissão a porrada!

Caso as mulheres não se oponham decididamente aos dois tipos de fundamentalismos, furando os tambores do pastor e do xeque!

Que lavem eles mesmos suas próprias cuecas e façam suas refeições! Seria um excelente aprendizado!

Tal e qual os muçulmanos os pentecostais judaizantes empenham máximo esforço em cobrir seus corpos, especialmente as extremidades e o sexo cuidando ser libertinagem expor tais partes. Conhecido é o vezo dos hebreus e demais semitas a respeito... e seu espírito maniqueísta.

Outro e bem distinto é o caso do Cristianismo. Pelo simples fato de Jesus ter ensinado formalmente a seus discípulos que o homem é justificado pelo que dele saí ou pelo que faz com relação a seu semelhante e não pelo que come, bebe ou veste como cuidavam os fariseus e escribas. Nem mesmo os apóstolos ou Paulo em suas cartas sancionam determinada maneira de trajar. Tertuliano, já montanista, foi quem atreveu-se a publicar minudências a respeito. Não o Cristo. Este jamais determinou que decotes ou bainhas fossem medidos!

A lei islâmica ainda aqui contempla as aspirações dos fanáticos desamparados pelo Santo Evangelho. Proibindo explicitamente os verdadeiros crentes de exporem as extremidades de seus corpos. A mulher por sinal esta determinado vestir-se como uma freira dos anos 50 e cobrir-se no mínimo com o Icab, deixando apenas seu rosto a mostra. Mesmo aos homens não é dado expor completamente o corpo. Devendo estar envolvidos por um túnica ou vestir calças cumpridas e camisa de manga!

Aqui a única discordância, entre pentecostais e muçulmanos é em termos de monogamia e poligamia. Sendo os pentecostais pela primeira e os maometanos pela segunda. Em que pese a aprovação do antigo testamento a poligamia e o modelo da primeira e incestuosa família do paraíso! E o exemplo dos reformadores Martinho Lutero, Melanchton, Buccer, etc os quais abençoaram e santificaram a bigamia do Landgrave de Hesse! Ambas as partes no entanto desaprovam os relacionamentos livres, os novos modelos familiares, etc

Nem temo dizer que ao menos alguns de nossos pentecostais a exemplo do Pr Jerry Folwes aprovam o apedrejamento de mulheres adúlteras e a escravidão! Posso dizer assim, com toda certeza, que estamos diante de almas completamente judaizadas que acolheriam com imensa alegria a islamização deste país.

Operam em tudo contra a lei do Evangelho e tendem dia após dia para a sharia dos infiéis.

domingo, 20 de setembro de 2015

A propósito do avanço do islamismo e seu significado

Quando penso no abandono do ideal Católico pela civilização ocorre-me quase que de pronto a seguinte passagem do Evangelho: "Quando um espírito mau é expulso de um corpo... instalam-se sete espírito ainda piores."

Era mau o espírito do Catolicismo?

Muitos gritarão que sim e baterão seus pés.

De fato, sob a forma do romanismo e mesmo do anglicanismo no Ocidente, conteve impurezas e imperfeições.

Foram no entanto os outros espíritos superiores a ele ou melhores?

Foram o protestantismo, o capitalismo, o comunismo, o anarco individualismo, o positivismo, o fascismo ou o nazismo melhores do que ele? Foram menos ferozes e agressivos? Foram menos cruéis e desumanos?

Absteve-se cada uma das ideologias acima de provocar guerras, golpes e rebeliões? De derramar sangue? De torturar e oprimir???

Ocorrem-me de passagem apenas:

  • O massacre dos camponeses - P
  • O saque de Roma
  • A guerra dos nobres
  • A extinção dos mosteiros e fim do 'serviço social'
  • A execução de Miguel Servet
  • As guerras da França
  • A guerra dos trinta anos
  • A institucionalização da pirataria
  • A eliminação dos índios Norte Americanos
  • A KKK
  • A doutrina do destino manifesto
  • O Belt Bible criacionista
  • O Apartheid - P
  • O terror durante a Revolução Francesa - Cap
  • A fome e miséria presentes na Inglaterra vitoriana
  • As duas grandes guerras mundiais
  • O colonialismo
  • O neo colonialismo - Cap
  • A Revolução russa - Com
  • Os expurgos de Stalin
  • O Holomodor
  • O regime do Kmer vermelho
  • O index vermelho
  • A eliminação dos judeus na URSS - Com
  • Os atentados a Bomba - A I
  • A servidão dos cientistas para com os governos e empresas - P
  • A invenção e fabricação de armas de destruição maciça
  • Experimentações médicas sem o consentimento ou mesmo conhecimento dos pacientes - P
  • Os campos de concentração - N

Leiam e releiam esta lista meus amigos e fiquem cientes de que 90% das instituições ou eventos acima fizeram correr mais sangue do que a Inquisição papista em toda sua História.

Todas as ideologias responsáveis por sustentar as instituições ou inspirar os eventos acima, tem um telhado de vidro muito fino, embora apreciem lançar pedras contra o telhado da igreja romana!

Todas, todas tem o rabo demasiado sujo, embora apontem para o rabo da igreja papal.

Critique a Igreja romana quem puder: os humanistas, pacifistas, zoroastrianos, budistas, espíritas, etc Aqueles que jamais fizeram apologia da violência ou da guerra sob qualquer pretexto. Estes tem pleno direito de denunciar os erros do Cristianismo.

Agora que direito tem o protestantismo, o capitalismo, o comunismo, o nazismo, o fascismo e para além de tudo o islã.

Fácil é para o Islã acusar o protestantismo Norte Americano por ter perpetrado - apoiando ativamente - o maior genocídio de todos os tempos (cf Dee Bronw 'Enterrem meu coração na curva do rio') que é o extermínio dos povos indígenas. No entanto alguém que conheça bem a História do Islã pode assegurar-nos de que ele procederia de modo diverso, isto é, com suma delicadeza e doçura permitindo que os peles vermelhas continuassem a cultuar pacificamente seus deuses???? De fato a acusação procede e é grave. No entanto será honesto o denunciante???

O protestantismo fez. Sim.

Agora que faria o islã com sua sharia???

Acusar é sempre fácil, pois a lingua humana não conhece qualquer barreira além dos dentes. Dificil é ser coerente e deixar de cometer os mesmos erros.

Por isso digo que em comparação com o papismo, seus pretensos sucessores cometeram muito mais erros. Continuaram a trilhar as veredas obscuras do anti humanismo, e por isso não tenho suas críticas em conta de sinceras.

Ao ver tantas pessoas gritando: inquisição, Torquemada, 'Fora Papa', etc e silenciando a respeito dos crimes do protestantismo, do capitalismo ou do comunismo, sinto-me enojado. E os crimes cometidos em nome da Bíblia, do lucro, do partido, do Estado nacional, da raça... onde é que ficam??? Ousareis dizer-me que o papado apenas soube inspirar crimes hediondos??? Direi que ignorais por completo a História. Direis que defendo a Igreja romana. Direi que busco fazer justiça a quem quer quer seja!

Pois até o diabo, caso existisse, mereceria ser julgado com toda equidade. Justiça é coisa que nunca vai mal e ódio coisa que jamais deveria tomar o seu lugar.

O fanatismo pela justiça arrasta-me a tais causas, tão pouco gloriosas.

Tenho em mentes estas respeitáveis meninas defensores dos direitos da mulher que tiram suas roupas diante do Papa Francisco, que queimam quadros religioso, quebram crucifixos, depredam e profanam os símbolos do Cristianismo, xingam os padres e religiosos, e... BATEM PALMAS PARA OS 'REFUGIADOS' MUCULMANOS que nem mesmo os países árabes quiseram acolher!!! E batem palmas para os adoradores de Allá e seguidores de Maomé. E acolhem de braços abertos o Islamismo. A única religião da face da terra que ousa sustentar, em nome de deus, a inferioridade essencial da mulher.

Vai o papa romano visitar suas ovelhas em qualquer canto deste planetoide. E logo assoma uma hoste ou horda de neo amazonas com o objetivo de lançar-lhe pedras, tomates, ovos, esterco ou sei lá eu mais o que. Congregam-se centenas de muçulmanos na Paris de Voltaire com o objetivo de discutir sobre como as esposas devem ser surradas, e apenas duas ou três feministas sinceras aparecem lá para protestar. Após o que são surradas pelos bons muçulmanos e levadas a delegacia! Sem que apareçam imensas hordas de neo amazonas com o objetivo de sustentar tão nobre causa!!!

O Pr Marcos Felicianus declara que o lugar da mulher é na cozinha e... intifada feminista alguma é proclamada. Ele e mais outra ovelha, sua uma vereadora nordestina, sustentam em alto e bom som que a mulher deve obedecer o marido e que é inferior a ele e as valentes feministas não soltam um peido!!!

O papa romano solta uma leve ventrada e elas gritam!!!

Diga-se o mesmo a respeito da maior parte dos comunistóides e anarcóides que neste exato momento estão recebendo de braços abertos os emigrados sírios em sua maior parte islamitas e portanto fundamentalistas em sua totalidade. Bárbaros, grosseiros, vulgares, intolerantes, violentos, arrogantes... não por serem sírios ou árabes - pois não se trata duma questão racial - mas apenas e tão somente por serem muçulmanos e como tais partidários da universalização da Umma, da implantação compulsória da Sharia, da abolição da democracia, da supressão das liberdades, garantias e direitos, da arabização da cultura e da erradicação dos infiéis.

Já estou ouvindo nossos comunistas, anarquistas, extremistas liberais, feministas, etc replicando que nem todos os muçulmanos são fundamentalistas e que tudo quanto esta acontecendo é culpa dos Estados Unidos. De fato não podemos eximir esta nação capitalista e protestantes de suas culpas. De fato muita coisa é mesmo culpa dos Estados Unidos. De fato a situação não teria chegado onde chegou sem as intervenções oportunistas e desastrosas daquela República... No entanto, é forçoso reconhecer que nem tudo é culpa dos EUA ou mesmo do estado de Israel.

Pois séculos antes de existir Estados Unidos ou da América ter sido descoberta já os muçulmanos capitaneados por Tamerlão exterminavam os infiéis da Índia ao Mediterrâneo, especialmente os Cristãos e particularmente os Ortodoxos. Digam-no os Armênios, cujos padres e monges foram enterrados vivos as centenas ainda que jamais tivessem recorrido a violência contra a dominação islâmica. Digam-nos os infelizes assírios crucificados as portas de Bagdad. Digam-nos enfim os siríacos cujas cabeças foram empilhadas junto as muralhas de Allab (Alepo).

E séculos antes de Tamerlão vir a luz o Califa Al Hakim não proclamou a conversão compulsória de todos os Cristãos Ortodoxos do Egito, os quais compunham mais da metade da população? Não decretou a demolição do Santo Sepulcro? E autorizou o linchamentos dos dissidentes??? Isto cerca do ano 1000...

Passemos agora a Era dourada do Islã e contemplemos o fundador deste sistema religioso sentando num torno, com a pequenina Aiesha (com cerca de doze anos de Idade) em Madinat al Nabi assistindo a execução de oitocentos hebreus responsáveis pelo 'abominável' crime de recusarem-se a admiti-lo como profeta de deus!!! Pelo que foram todos decapitados segundo o decreto sagrado de Alla! E como a esposa e mãe de alguns dos condenados tivesse perdido o juízo e começado a gritar, mandou o vigário de alla que também ela fosse decapitada! A outros tantos judeus que recusavam-se a islamizar Maomé declarou terem sido transformados em ratos, porcos e cães pelo seu deus!!! 

Chegando a proclamar que antes do dia do juízo, o resto dos judeus haveriam de esconder-se detrás das árvores. As quais inclinariam suas copas e gritariam: Fiéis, eis um judeu; assassinai-o! 

Ainda sobre os infelizes judeus temos os seguintes testemunhos:

 "Na manhã seguinte ao assassinato de Ashraf, o Profeta declarou: 'Mate qualquer judeu que caia sob o seu poder." 

"Logo após isso, Masud saltou sobre Sunayna, um dos comerciantes judeus com quem sua família tinha relações sociais e comerciais, e o matou. O irmão do muçulmano reclamou, dizendo: 'Por que você o matou? Você tem muita gordura na sua barriga em função da sua caridade.' Masud respondeu: "Por Alá, se Maomé tivesse me mandado matá-lo, meu irmão, eu teria cortado a sua cabeça." No que o irmão disse: "Qualquer religião que pode levá-lo a isso é realmente maravilhosa!"
É que registram At Tabari e Ibn Ishak!

Além dos oitocentos judeus:

  • Al Nadr ibn al-Harith (Março 624) 
  • Khalid ibn Sufyan (625) 
  • Abdullah bin Khatal (Janeiro 630, durante a conquista de Meca)
  • Fartana  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Quraybah (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca)
  • Huwayrith ibn Nafidh (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Ka'b ibn Zuhayr ibn Abi Sulama  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Al-Harith bin al-Talatil  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Abdullah ibn Zib'ari  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) 
  • Hubayrah  (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca)
  • Ocba
  • Sallan Ibn Abul Huqaiq
  • Kab ibn Ashraf
Também estes foram assassinados por terem ousado criticar o ditador espiritual dos ismaelitas

Tudo isto esta muito bem escrito nas crônicas compostas pelos cadis e ulemás, nos sahis ortodoxos e no Corão.

No entanto você me diz: Nem todos os muçulmanos são fundamentalistas.

E como não posso crer que esteja mentindo só posso concluir que você não conhece o islã, que jamais estudou sua História, leu o Corão, estudou a sunah e os hadits ou sabe que é a sharia. Tantos quantos ousam dizer que nem todo o bom muçulmano é fanático e intolerante fala sem conhecimento de causa! Jamais foi muçulmano! Jamais viveu na companhia deles ou cercado por eles! E por isso idealiza o islã.

É o mesmo que ocorre com os Católicos e Espíritas ingênuos e idealistas que teem a maioria dos protestantes em conta de tolerantes. Eu fui criado no seio do protestantismo, eu fui protestante, eu tenho experiencialidade e por isso posso dizer que não é assim! Então, quem deseja conhecer de fato o carater do islã pergunte a um Armênio, a um Assírio ou a um Grego do Ponto!

Pois foram milhões de Cristãos Ortodoxos Armênicos, meio milhão de Cristãos Ortodoxos Assírios e siríacos e outros tantos milhões de gregos do Ponto torturados e massacrados pelos misericordiosos e pacíficos muçulmanos da Turquia em 1914! No primeiro genocídio perpetrado no século XX, por questões de ordem confessional! Os padres e monges armênios foram mais uma vez enterrados vivos, as mulheres crucificadas, as crianças pequenas lançadas aos rios e os homens fuzilados, decapitados ou mesmo queimados vivos! Tudo mimos do islã não só autorizados mas recomendados pelo Al Corão: 

1 –E quando vos enfrentardes com os incrédulos, (em batalha), golpeai-lhes os pescoços, até que os tenhais dominado, e tomai (os sobreviventes) como prisioneiros. - Alcorão 47:4

2- "Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. ... E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos." - Alcorão 2:191,193

3 -  "Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial" - Alcorão 2:216 

O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo. Alcorão 5: 33

5 - "Eu instilarei terror nos corações dos infiéis, golpeai-os acima dos seus pescoços e arrancai todas as pontas dos seus dedos. Não fostes vós quem os matastes; foi Deus [Alah]" Alcorão 8:13-17

6 - "Mas quanto os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho."

7 - "Combatei-os [os não muçulmanos] e Deus [Alah] os punirá através das vossas mão, cobri-os de vergonha" Alcorão 9:14

Quando quero de fato conhecer o carater de qualquer instituição não é a este ou aquele fiel que devo reportar-me mas a seus estatutos. No caso das religiões a seus livros sagrados. Então se desejo saber se o islã é pacífico ou não é a seus livros, ao Corão e aos sahis que devo recorrer!!! Ao Corão, a Sunah, aos Hadiths e a Sharia! Tomai o Corão e lá vos deparareis com inumeras alusões a jihad ou guerra santa contra os infiéis. Foi feita duas ou três vezes pelos de Madinat contra os de Macca e em nenhuma delas correspondeu a um esforço de natureza interna ou espiritual.

Quase nunca significa. Quase sempre trata-se de batalhas violentas como as de Uhud e Badr! Após as quais seguiam-se as conversões ou os massacres! Como o assassinato da anciã Umm Qirfa cujos membros foram atados as caudas de quatro cavalos até ficar desmembrada! Tal a descrição fornecida por Ibn Ishak. Já Abu Afak por ter se compadecido dos judeus executados e ousado repreender o apóstolo numa de suas sátiras foi morto a facadas por um de seus seguidores embora contasse já com 120 anos de idade.

"O profeta recitou a Surat an-Najm (103) em Meca e prostrou-se enquanto recitava. O mesmo foi feito por todos aqueles que estavam presentes excepto um idoso que pegou em algumas pedras e levantou-as até à sua testa e disse, "Isto é suficiente para mim." Mais tarde eu vi-o a ser morto como um descrente." ajunta Bukahri apud 'Sahi' XIX 173

Asma Bint Marwanid, poetisa e mãe de cinco filhos deu mostra de descontentamento pelo assassinato de Abua Afak foi esfaqueada durante a noite, após o filhinho de dois anos ser-lhe retirado do peito!

Confirma-se pelo Corão e a Sunah o veredito emitido há quase trezentos anos por Pascal em seus "Pensamentos" o Cristãos conquistaram o mundo antigo morrendo, i é sendo mártires, o islã fez todas as suas conquistas espirituais a ponta da espada, matando!!!  É glorioso morrer pela fé, repugnante matar por ela.
No entanto, no islã recebe o título de mártir quem perece destruindo outras vidas humanas em nome da fé e o paraíso é prometido a assassinos, carniceiros e vertedores de sangue humano.

A bem da verdade os mandamentos sangrentos divulgados pelo islã tem por alvo primário os politeístas e Judeus e que no Alcorão 5:85 Maomé tributa sincero elogio aos Cristãos. O que de per si serviria para impugnar qualquer tipo de tentativa de perseguição aos filhos da Igreja. Sucede no entanto que boa parte dos interpretes ou comentaristas, tomando por base a crença Cristã na Trindade, tem inserido os Cristandade no grupo dos politeístas! Autorizando assim o recurso a perseguição.

Destarte as massas incultas que jamais prestaram atenção aquele pequenino fragmento acabam acatando as exortações de seus líderes e exercendo violência contra os Cristãos.

Continua