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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Os mitos da islamofobia, da cristofobia (crentofobia) e a Catolicofobia I I

A catolicofobia


Foi apenas quando cheguei a casa dos dez anos - precisamente na metade dos anos 80 - que vim a conhecer a igreja romana ou como se diz por aqui 'católica'. Muito mais tarde é que vim conhecer os outros catolicismos: a igreja anglicana e a Ortodoxia.

Portanto desde 1984 pude observar discretamente o comportamento dos papistas, embora ignorasse por completo como funcionava a religião deles. Como bom protestante no entanto e interessado por questões de ordem religiosa, sabia quem de nossas relações ia e não ia missa.

Cinco anos depois, quando cheguei aos 15 (para dezesseis), perdi a fé em Cristo, o qual passeia a odiar profundamente. Isto graças as tonteiras do pentecostalismo! Aos dezesseis para os dezessete anos (1991/92) passei pela mesma experiência que Afonso de Ratisbonna e Paul Claudel: ao entrar pela segunda vez na igreja Matriz de minha terra, entrei deísta, odiando a Jesus Cristo e sai papista!

Como já narrei pormenorizadamente a narrativa de minha conversão ao papismo em minhas obras de polêmica contra os protestantes fundamentalistas. Paro por aqui.

Sucede que alguns anos antes de minha conversão ao papismo, cursando o então oitavo ano e depois o E Médio em 90/91 tive ocasião de ouvir, por parte de meus professores de História - Tive uma profa protestante, uma liberal e um profo Marxista  - autênticos sermões ou Filipicas, bastante agressivas contra a igreja romana. Havia ali gente que ia a missa regularmente, gente de cursava a perseverança, membros de famílias devotadas a igreja... sabia que parte de meus colegas não apreciava o que ouvia, no entanto jamais vi qualquer um deles exasperar-se insultar os professores, denuncia-los a direção (como pretendem fazer os criacionistas de hoje ou faria um muçulmano qualquer!)!

Jamais vi os romanistas em quaisquer circunstâncias cunharem o termo catolicofobia, o qual julgo no entanto são seria apenas oportuno, mas justo; porque os ataques eram fortuitos e cerrados; servindo alias para alimentar meu ódio a igreja de Roma.

Havia apenas um rapaz, extraordinariamente culto, de outra classe e escola, que segundo diziam ousava responder educadamente a tais acusações. O qual após minha conversão tornou-se meu melhor amigo.

Jamais este moço ousou negar as acusações que eram pertinentes, buscando apenas aprofundar o assunto (apontando para a existência do mesmo fanatismo e da mesma inquisição nas seitas protestantes e para o caráter violento e feroz dos reformadores) sem no entanto jamais ousar erguer a voz, ameaçar, maldizer, achincalhar ou agredir como é próprios dos fanáticos de hoje!

Noutros liceus havia romanistas fervorosos aos quais com toda razão incomodavam aquelas pregações anti 'católicas', aquele clima de hostilidade e ódio, etc Alguns dos quais mostravam louvável zelo pela verdade dos fatos e paixão pela justiça a ponto de replicar aos professores com exaltação! Nenhum destes porém ousou denunciar seus mestres, insulta-los ou ameaça-los como sói neste nossos tempos de 'luzes'...

Posteriormente dei com a descrição de tais tipos no Pe Liberato de Griez (Catholicismo e protestantismo 1935) p 04:

"Nós Catolicos temos... caridade, delicadeza e educação. NÃO INCOMODAMOS A NINGUÉM POR MOTIVOS DE CRENÇA, E FICARÍAMOS SATISFEITOS SE OS OUTROS NOS DEIXASSEM EM PAZ.

Os hereges, pelo contrário, são atrevidos e petulantes somo sempre foram e a ninguém deixam em paz. Discutem sempre e em toda parte, chegando mesmo a intimidade do lar e santuário da família, sem sombra de caridade, delicadeza ou educação. Apreciam sobremodo atacar a fé e religião alheias..."
 

Foi o que pude observar antes de tudo no protestantismo materno com sua eterna mania de abordar e discutir assuntos de natureza religiosa com o maior atrevimento e posteriormente na delicadeza da maior parte dos papistas, anglicanos, ortodoxos e espiritas que buscam viver suas crenças, sem, via de regra incomodar os outros.

Não estou negando aqui a existência de fanáticos em tais grupos.

Fanáticos por sinal existem em todas as instituições humanas: times de futebol, partidos políticos, escolas carnavalescas, etc

No entanto em algumas há mais e noutras menos. Numa muito mais e noutras bem menos.

É comparar os catolicismos com o protestantismo, o espiritismo com o islamismo, o budismo e o zoroastrismo com hinduísmo ou sikismo.

Algumas religiões alimentam mais o fanatismo enquanto outras buscam conte-lo até certo ponto.

De minha parte como poderia deixar de ser atraído pela delicadeza religiosa dos católicos e espíritas, que os protestantes, islâmicos e outros fanáticos e obscurantistas desonestos buscam apresentar como falta de fé (COMO SE A FÉ FOSSE NECESSARIAMENTE FANÁTICA - neste cado deveríamos abandona-la por completo como dizem os materialistas e ateus partidários desta tese).

Por experiência posso dizer que católicos e espiritas tem tanta fé quanto seus adversários religiosos. A diferença aqui é que católicos e espiritas insistem igualmente na Ética ou no amor ao próximo e consequentemente na tolerância, no convívio fraterno, na paz, etc Repugna a tais pessoas, e com absoluta razão, interrogar os outros sobre suas crenças, imiscuir-se no domínio das opiniões religiosas alheias, abordar assuntos de natureza religiosa sem um pingo de delicadeza, dirigir-se a deus berrando para que os vizinhos sejam informados sobre sua fé, sair catequizando o mundo afora a força de gritos... pelo simples fato de não serem intrometidas e grosseiras até a mais baixa vulgaridade, mas educadas.

Não quero com isto cair no extremo oposto dizer que religião não se discute. Pode e deve a religião ser discutida polidamente entre os iguais, isto é entre as pessoas nobres, equilibradas e instruídas. Desde que no entanto haja intimidade entre elas. Não é religião assunto vulgar a ser abordado com estranhos no meio da rua! A discussão de assuntos de tão elevada natureza exige a existência de sólidos vínculos. Coisa que um fanático, tarado ou compulsivo não pode compreender!

Particularmente, sinto-me mortificado sempre que algum desconhecido, após alguns instantes de prosa, imbrica pela seara da fé ou da religião. Intuitivamente percebo estar diante de mais um sectário com o qual, infelizmente, não é possível criar qualquer vínculo mais estreito e. diante disto, busco desconversar polidamente. Todavia caso não seja possível, digo em algo e bom som que tenho em conta de mal educadas e grosseiras as pessoas intrometidas que gostam de muito saber a respeito da vida alheia. E, se tal não for suficiente, recorro a um curto e grosso 'Passar bem', dou de costas e saio andando.... deixando o troglodita falando sozinho!

Simplesmente não dou a mínima atenção a esses profetas mal educados da modernidade.

Sei dialogar muito bem a respeito da fé, mas não a moda das lavadeiras... que apreciam descrever minuciosamente a roupa suja alheia. Uma discussão improdutiva em termos de roupa suja não me interessa. Debates com fanáticos que só sabem perceber os defeitos do sistema rival não me interessa nem um pouco.

Debater com protestantes e muçulmanos é mais o menos assim...

Atacam a não poder mais a igreja do papa...

Descrevem pormenorizadamente a inquisição; com seu sabido cortejo de horrores, tem o nome do Torquemada na ponta da lingua, apreciam discorrer sobre caso Galileu, etc

E caso os deixemos falar, haja corda!!!

No entanto assim que abrimos a boca com o intuito de refrescar-lhes as memórias e trazemos a baila: o assassinado dos camponeses por Lutero, a execução de Servet por ordem de Calvino em Genebra, os distúrbios causados pelos huguenotes na França, a condenação de Servet pelo próprio Lutero, o caso das Bruxas de Salém, a História do forceps, o caso Scopes, etc ou em se tratando dos muçulmanos os genocídios armênio, assírio e siríaco de 14; os feitos sangrentos de Tamerlão, a fúria de Al Hakim contra os cristãos coptas, o assassinato de Umm Qirfa e Asma Marwad, a conversão forçada de Abu Sufyan, o caso de Safiya, a execução dos 900 judeus, o ISIS, o BOKO HARAM, o TALIBAN, a murtad, a Djzia, o machismo, o escravismo, etc NOSSOS CONTRADITORES TAPAM OS OUVIDOS E PÕEM-SE A BERRAR:

ISLAMOFOBIA - CRISTOFOBIA!!!

Como papagaios ou vitrolas quebradas!


Quer dizer que atacar a igreja romana pode, bem como o anglicanismo e a Ortodoxia. Meter o pau nessas três confissões é digno, justo, bonito! Agora quando os católicos, espíritas ou incrédulos fazem os fundamentalistas beberem do mesmo veneno, expondo publicamente as malignidades perpetradas pelos sistemas a que pertencem, fazem-se logo de vítimas inocentes insidiosamente perseguidas! Oh coitados, criticar os outros eles sabem e com fúria, agora receber a crítica mais leve, transtorna-os!!!

Não entendo essa lógica dos Catolicismos poderem ser criticados livre e as vezes até injustamente e do protestantismo ou do islã serem tabus!

Alguém compreende?

Podem os protestantes e islâmicos se abster de agredir e atacar nossa fé ou a fé alheia?

Não!

Então com que petulância infernal se queixam quando seus sistemas são atacados???

Quantas vezes não tive de ouvir dos protestantes e ja estou a ouvir dos muçulmanos:

Agora o amigo passou dos limites!

Ah???

O que???

Não entendi!

Mas que é que me põe ou dá limites???

Com sua licença sr pastor, sr xeque, mas os srs não me impõem limite.

Vivemos, é sempre bom lembrar, numa sociedade democrática pautada no princípio da igualdade.

Assim o que é permitido aos srs também a mim me é permitido, e se os srs são tão hábeis em criticas as crenças alheias, bem vai que recebam lá uma criticazinhas!

Ah os srs se sentem ofendidos por criticar-mos o Corão ou o Antigo Testamento ou os escritos de Paulo???

Podem chorar a vontade ou até criar um muro das lamentações só para vocês: um protestante e um islâmico!

Limites quem me impõem sou eu mesmo e não lhes devo, felizmente, satisfação alguma.

Se alguém é pastor, xeque ou fanático, não existe para mim.

No entanto eu não preciso como vocês escudar-me por trás de magníficas frases de efeito como 'islamofobia' ou 'cristofobia' que é coisa de gente desonesta e incapaz. Vanglorio-me de ter estudado minuciosamente a História do protestantismo e estar fazendo o mesmo com a História do Islã. Pesquisados recorro as fontes buscando por a luz o que os srs ocultam!

Não preciso recorrer a mentira, ao engano e sequer as meias verdades ou verdades distorcidas como os srs! A igreja romana teve uma inquisição?

Sim teve!

Num determinado momento de sua existência passou a ceifar vidas humanas?

Lamentavelmente!

Em dado momento de sua história apostatou de seus ideais?

Sim!

Agora que proveito podem tirar de tais aduções islamismo e protestantismo????


NENHUM!!!

 E por que???

Porque o protestantismo, com Lutero matador de camponeses e anabatistas, já nasceu matando, já nasceu assassino, ja nasceu carniceiro! E fez carreira na inquisição, do que temos exemplo na morte de Servet...

Porque o islamismo não só nasceu matando - mencionarei apenas o poeta Ibn Afak - como mata e sustenta a doutrina do assassinato até nossos dias. O islã censurar a igreja romana por ter exercido violência no passado seria como Hitler acusando o Al Capone por assassinato!!!

A igreja romana só começo a executar os heréticos a partir do século XIII. Durante mais de mil anos abstivera-se de assassinar, embora o meio fosse extremamente violento após o século V! Protestantismo e islã teem seus berços encharcados em sangue humano!

Cristo não foi assassino! Pedro, primeiro Bispo de Roma, não foi assassino! Gregório, o grande não foi assassino! Maomé foi assassino e torturador - mandou torturar ibn Kynana - e Lutero matador confesso de 30.000 camponeses, sem contar os infelizes anabatistas cuja morte revindicou!

Então a que título sentem-se melindrados esses hipócritas!

Protestantes e muçulmanos não tem pingo de moral para tecer críticas a igreja romana!

Como não tem o sujo pingo de moral para censurar o mal lavado!

Como os fariseus não tinham pingo de moral para denunciar a Madalena!

Como aquele que tem uma trave no olho não é dado soprar cisco em olho alheio!

Que os ateus e materialistas o façam, lá vai...

Que protestantes e muçulmanos descarados ousem faze-lo é o cumulo da patifaria!

Nem por isso acredito que os Cristãos episcopais haverão de berrar: cristofobia!

Não precisam! Tem os fatos a seu favor!

Que gritem: À História!

E ponham os fatos a luz!

Posso ter desertado da igreja romana. Porém jamais cessei de amar a justiça e a equidade!

Assim, se tiver de defende-la contra seus acusadores hipócritas defende-la-ei e sequer precisaria de fé em Cristo ou de ter diante dos olhos a certeza da existência de Deus para faze-lo! Basta-me a voz da consciência e o sentido da ética.

Posso talvez no fundo ter desesperado quanto ao espírito Católico e ser pessimista quanto o futuro da Europa, do Brasil e da humanidade em geral. Agora quem desesperou do espírito do Catolicismo desesperou de tudo e não pode encarar senão como o cúmulo do absurdo a crença segundo a qual espírito do pentecostalismo ou o espírito do islamismo, fariam melhor do que ele pelo gênero humano!!! Não importa tomo por consolo a Filosofia de Aristóteles associada ao ideal ético de Platão! Agora que lá no fundo, bem no fundo, torço por uma revanche católica, ah isto torço! Para qualquer pessoa culta e emancipada seria melhor viver numa sociedade inspirada nos princípíos do Catolicismo do que numa sociedade pentecostal, regira pela Torá de Moisés, ou numa sociedade sunita regida pela sharia.

Tendo estudado com afinco e atenção todos estes credos não poderia pensar doutra forma.



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os mitos da islamofobia, da cristofobia (crentofobia) e a Catolicofobia I

Até nisto islã e pentecostalismo se parecem.

Criando palavras de efeito ou como se dizia outrora frases de vã retórica por detrás das quais possam escudar-se e fugir ao estrondo da opinião pública!

Sustentam obstinadamente uma séria de preconceitos abomináveis e monstruosos. Folgam em atacar e agredir todas as outras fés. Não admitem quaisquer críticas. Atacam e profanam igrejas lá e terreiros cá. Condenam inexoravelmente o regime democrático. Arrogam-se de serem superiores ou melhores do que todos os outros homens. Nutrem a vã pretensão de comandar a vida alheia e de impor seus pontos de vista. Opõem-se a uma visão científica do mundo. Aspiram por destruir tudo quanto possa saber a paganismo. Apresentam ao mundo um deus rancoroso e vingativo. Ostentam um moralismo hipócrita e vão. Apreciam promover tumultos de ordem religiosa.

E por ai vai.

Agora quando colhem os frutos que plantaram uns gritam islamofobia! Outros Cristofobia!!!

Para tudo!

Mas quem é principiou a vindicar a Torá ou o Corão aspirando por regular nossas vidas através de tais livros???

Diz a boa moral, que creio ser perpetuamente válida, que o homem justo deve amar o que é bom e odiar o que é mau! Ninguém pode constranger a natureza racional a amar o que é mau ou a odiar o que é bom!

Portanto se você vem a público com o intuito de apoiar a aprovação de leis machistas, adultistas, homofóbicas, confessionais, etc é natural que me proteja e revindique meus direitos, denunciando sua religião como má.

Alias se não denuncia-la serei omisso e conivente.

Após ouvir o sermão do xeque Omar Bakri sobre a superioridade dos muçulmanos, sobre a beleza da desigualdade, sobre a necessidade dos muçulmanos atacarem os membros de todas as religiões da face da terra, etc você ainda espera que eu fique calado e com o rabo entre as pernas esperando que semelhante discurso emporcalhe minha terra natal ou meu pais convertendo-o num campo de batalha???

É o silêncio, o comodismo e a covardia dos bons que fortalece a tirania dos maus.

Qualquer  religião que pretenda demolir o sistema democrático e substitui-lo pela teocracia merece ser publicamente repudiada e combatida por todos os cidadãos.

Afinal quem deseja que seu filho seja constrangido a abraçar uma fé em que não crê ou que viva como cidadão de segunda classe ou de categoria inferior???

Francamente meus senhores: temos pleno direito de dizer não ao controle da Torá ou da sharia e de apegar-nos a nossas instituições democráticas as quais, se não são perfeitas, ao menos são muito superiores a servidão ou a hipocrisia.

Classifique nossa posição como quiser.

Classifique-a como islamofobia.

Que quer dizer isto?

Que temos horror a ela, que nos opomos a ela, que a odiamos e isto é a mais pura verdade.

Afinal como amar uma fé que trás inculcado em seu bojo valores como o machismo, o adultismo, a homofobia, a discriminação religiosa... que santifica o estupro conjugal, a castração feminina, o estupro de infiéis, a escravidão, a inquisição (Murtad), a ocultação do corpo, a guerra, a dissimulação religiosa... e cujo fim último é a arabização do planeta. Alias que pode haver de mais fascista do que a divinização da cultura árabe promovida pelo islã???

Como respeitar um sistema que não nos respeita e que se vangloria de não respeitar-nos?

Classifique-a como Cristofobia e gritaremos!

Não, não temos horror a Cristo.

Vocês sectários é que não anunciam o Cristo!

Desde quando Cristo deu lições de machismo, adultismo, homofobia, criacionismo, etc como vocês???

O que vocês ensinam é Paulo, é Moisés... Torá, Talmud, doutrinas de fariseus e saduceus...

Mas não o Evangelho que nada sabe a respeito de todas essas imundices atrevidas e que nos convoca a amar nossos semelhantes e a abster-se de julga-los.

Vocês pretendem falar em nome de Cristo mas tudo quanto fazem é santificar os elementos da cultura judaica.

Classifiquem como crentofobia ou pentecostalicofobia e a assumiremos como assumiremos nossa islamofobia.

Nem poderíamos pensar em amar um sistema pseudo religioso cujo fundamento é o tráfico de indulgências ou melhor de milagres. Um sistema fetichista que converteu a mensagem de Cristo em pura e simples pajelança! Um sistema essencialmente charlatanesco que vive de explorar a boa fé alheia, além de fomentar os mesmos preconceitos que o islã.

Religiões como estas não merecem pingo de respeito pelo simples fato de ainda não terem aprendido a respeitar os seres humanos.

Como poderia respeitar  essas fés que aspiram decidir o quanto devo pensar, fazer e ser?

Tenho fobia sim! Fobia da tirania, do despotismo, da opressão, etc especialmente quando afirmadas em nome de deus ou do sagrado.

Tenho íntimo e profundo horror a essas religiões obscurantistas e primitivas cujos líderes afirmam em alto e bom som o direito de atacar e escravizar os infiéis ou melhor desses canalhas que usam o nome divino com o objetivo de sobrepor-se aos outros e domina-los!

Sou islamofóbico e crentofóbico assumido porque ao contrário da condição racial ou social que é dada, a opção religiosa, ao menos no contesto ocidental em que vivemos, é livre.

Portanto se alguém permanece preso e atado a um religião opressora e obstinasse em professa-la, faz esta opção livre e conscientemente, merecendo ser responsabilizado pelas consequências que disto decorre!

Se uma pessoa instruída adere a um sistema religioso grosseiro, primitivo e vulgar manifesta que seus instintos são depravados e que não passa de um psicopata. Se uma pessoa permanece ligada a uma crença indigna é porque esta pessoa é indigna!

A ninguém é dado alterar sua herança genética. Também a condição social, ao menos no contesto capitalista, é um legado que pouquíssimos cidadãos conseguem ultrapassar. A religiosidade no entanto é livre! Podendo o ser humano regula-la como desejar!

Portanto se o cidadão mantem-se ligado a uma crença destrutiva a responsabilidade é dele e não do grupo social. Não é o grupo em que pretende ser inserido que deve tolerar suas loucuras, antes ele é que deve adaptar-se ao grupo ou ser repudiado por ele.

Cidadão algum pode ser constrangido a conviver com homens arrogantes ou pretensamente superiores! Cidadão algum deve ser obrigado a viver ao lado de fanáticos que colocam sua vida, seus bens e sua liberdade em risco! Cidadão algum deve ser constrangido a tolerar pessoas intolerantes!

Ou haverá tolerância de ambos os lados ou haverá um guerra total!

Compreenderia os fundamentalistas e viveria em paz com eles caso optassem por viver apenas eles mesmos sob o jugo da Torá ou da Sharia. Caso se limitassem a viver suas leis não me oporia a eles. Caso estabelecessem pacto e se comprometessem a respeitar nosso modo de vida, não teria porque denuncia-los. O problema é que muçulmanos e fundamentalistas cristãos - e este é o nó da questão - aspiram por impor suas leis a todos os outros. Eles jamais se contentam em poder viver segundo suas leis, simplesmente sentem-se ofendidos porque os demais cidadãos obstinam-se a viver segundo outras leis.

Portanto a pretensão deles é totalitária. Impor a Torá ou a sharia mesmo aos que não creem e portanto dominar!

Apresentam-se como perseguidos e fazem-se de vítimas PORQUE SÃO IMPEDIDOS DE DOMINAR OS OUTROS.

E este sentido é que torna a religião indesejável!

O problema não é usarem o icab, a burka ou o shador aqui MAS PROIBIREM AS MULHERES DAQUI DE trajarem-se como desejam lá.

Os muçulmanos são arrogantes porque pretendem desfrutar nas sociedades ocidentais de uma liberdade que não concedem aos ocidentais instalados em suas terras.

São arrogantes porque nos lugares onde vive pretendem obrigar todos os homens a adotar seus costumes, recusando-se a conviver com as diferenças e aceitar a pluralidade, enquanto que aqui pretendem viver a moda do islã.

São arrogantes porque negam-nos lá o acessoa direitos que revindicam aqui.

Neste caso onde fica a IGUALDADE???

Para eles não há igualdade alguma porque ala jamais sancionou a heresia da igualdade!

Eis porque onde são obrigados a conviver com as diferenças costumam a encarar os demais cidadãos como depravados e a olha-los de cima para baixo! Passando logo aos insultos, ameaças e a agressão quando sentem-se firmes e poderosos!

Não pode haver harmonia ou paz onde uns homens acreditam ser superiores aos demais. Simplesmente não pode, exceto se a outra parte tiver sangue de barata nas veias!

Para que haja paz deve haver mútuo reconhecimento quanto aos direitos comuns?

Esta pronto os islã sunita ou ortodoxo para aceita-lo???

Um a um todos os líderes do islã declaram que não e que as pretensões igualitárias da sociedade democrática ou ocidental não inaceitáveis uma vez que ala proclamou-os, a eles, muçulmanos como superiores a todos os homens!

Se é assim por que raios desejam esses homens superiores passar a Europa ou a América cujo modo de vida os desgosta?

Se é assim por que não imigram para países já dominados pelo islã e subordinados a maravilhosa sharia?

Se é assim por que não instalam-se no Iemen, no Catar, em Omã, na Argélia, na Tunísia, na Árabia maldita, no Qwait, na Turquia, etc??? Porque tanto empenho para instalar-se na França, na Iglaterra, na Alemanha ou na Itália???

Simples!

Exercer proselitismo religioso, procriar aceleradamente e expandir o califado ou seja os domínios da Umma!

Converter os naturais, por bem ou por mal, ao islã!

Implantar a sharia no coração do mundo civilizado!

Exterminar as liberdades nas pátrias de Russeau e Gibbons!

Compreendemos perfeitamente que em alguns casos a situação de fanatismo foi alimentada e potencializada pelo imperialismo Ocidental, especialmente pelas malfadadas intervenções dos EUA!

Compreende-mo-lo muito bem.

Agora uma coisa é compreender uma dada situação e outra justifica-la ou mesmo aplaudi-la.

Só um energúmeno completo para aplaudir a transformação de Paris e Londres em califados regidos pela sharia!

É pelo ideal do socialismo que devemos trabalhar e sacrificar. No entanto este nobre ideal, mesmo sem ser marcadamente ateu e materialista, é certamente incompatível com qualquer tipo de fundamentalismo religioso, podendo dizer-se o mesmo da ordem democrática ou policrática.

Neste sentido o liberalismo, como afirmou Marx, sera sempre um avanço, especialmente face ao pentecostalismo e o islã. Não é igual nem pior em comparação com os sistemas teocráticos, mas insistimos um avanço. Avanço que deve ser mantido e ampliado.









terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Esquisitices - Esquerdices

Se o historiador Eric Hobsbawn fosse vivo eu recomendaria que escrevesse um novo livro: A era do mi mi mi. Sim, leitor(a), A era do mi mi mi, porque a esquerda tem umas idiossincracias que eu nunca vou entender. Eu não sei se é a esquerda do Brasil ou se isso é mundial, acho que é mundial, porque certa vez George Bernard Shaw escreveu: "Só não temos o socialismo ainda por culpa dos socialistas". Chego à conclusão que a esquerda é burra! Sim, leitor(a), a esquerda é burra, idiota, estúpida mesmo! E, olha que me considero progressista e até mesmo libertário... Mas a verdade é que a maioria dos "revolucionários" marxistas nunca leu as obras de Marx nem mesmo as obras mais curtas e fáceis e a maioria dos anarquistas que gostam de citar Bakunin pra cima e pra baixo nunca leu um livro sequer deste autor.

Mas o que espanta-me na esquerda brasileira é que eles defendem o indefensável, e ofendem-se com meras opiniões. Se você apoia o Charlie Hebdo já é motivo para esquerda emotiva e os anarco-emotivos ficarem ofendidinhos e isso é também motivo para que lhe chamem de islamófobo(a). Não se pode criticar o islã, os mulçumanos são uns coitadinhos perseguidos pelo ocidente capitalista e mau. Essa esquerda confunde religião e práticas religiosas com povo. Islã não é povo, islã é religião, assim como o budismo, o cristianismo e tantas outras religiões. Como essa esquerda doentia não quer que eu critique o islã, se vejo que o Boko Haram matou duas mil pessoas na Nigéria, se vejo o Estado islâmico praticando suas barbaridades e se vi a milícia talebã levar o Afeganistão para o século 10 antes de Cristo? E toda essa sujeira veio do islã, não veio do budismo, não veio do catolicismo, não veio do hinduísmo... Mas eles continuarão justificando o injustificável, como diz a sabedoria popular: "o pior cego é aquele que não quer ver". 

Também tive oportunidade de ver no facebook uma página dedicada a defender o pensamento negro criticando mulheres negras que desejam casar com brancos, para essa gente doente, uma mulher negra deve casar com negros, para deixar a "raça" mais pura, ao menos é o que a página dá a entender.



Uma moça negra não gostou do conteúdo da página e o(a) administrador(a) da página no anonimato chama a moça de negropeia.



Então de acordo com essa gente uma mulher negra tem que casar com um homem negro? Se ela casa com um branco, ela é racista? De quem é a vida? Não é da mulher negra? E se ela quiser casar com um branco o que essa página tem haver com isso? Agora querem obrigar as mulheres negras a casarem com negros e as que não fazem isso são racistas e traidoras a ponto de serem chamadas de negropeias. A mim não importa quais motivos levam uma mulher negra a se casar com um branco, isso diz respeito apenas à ela e a ninguém mais.

Tanto comunistas, como socialistas e também anarquistas em geral tem o péssimo gosto de cultivar o feio, alegando que o feio é popular e se alguém desdenha uma arte feia, desdenha o povo pobre. De modo que para ser "comunista autêntico", "socialista de verdade" e "anarquista verdadeiro" é preciso gostar do que o povo gosta, é preciso ser como o povo, se o camarada  ou companheiro não gosta do que gosta o povo então ele é considerado como pequeno-burguês e preconceituoso.

Ontem, eu coloquei uma charge onde Nietzsche opinou sobre o funk carioca, foi o quanto bastou para um debate acalorado e emotivo.



Algumas pessoas começaram a questionar-me porque o funk não era música e eu expliquei porque não tinha ritmo, nem harmonia e que os "cantores" nada cantam, tem vozes horríveis e suas letras são machistas isso quando não reproduzem os valores do capitalismo.

Aí um "libertário" que deve também ser analfabeto funcional escreveu que eu afirmei que funk não é cultura, o que é uma inverdade. Funk é sim cultura, tudo o que é produzido pelo ser humano e que é transmissível é cultura, isso não significa que essa cultura seja bela, boa e verdadeira, segundo a tríade de Platão.

Evidentemente que o "punk" nas entrelinhas disse que sou preconceituoso porque não gosto de funk e porque não considero funk como música, disse-lhe que  gosto de rap, porque como diz a abreviação em inglês, rap é ritmo e poesia, que surgiu na Jamaica na segunda metade do século passado. Disse-lhe que o rap é popular e belo porque bem construído, diferente do funk carioca. Não contente com minhas opiniões o "libertário", o "punk", o "anarquista" deletou-me e bloqueou-me do seu círculo de amizades. Já tive oportunidade de conversar uma ou duas vezes com o sujeito que é pós-modernista, daqueles que negam toda a verdade e toda objetividade. Ele não crê que exista a verdade a não ser aquela verdade de que a verdade não existe. Se nada tem valor absoluto, se nada é absolutamente verdadeiro por que exasperou-se? Por que bloqueou-me? A discussão para mim não foi de preconceito, mas de questão estética, nada mais que isso. Não sou obrigado a gostar de uma coisa artisticamente feia só porque é do "gueto", das comunidades. Não, mil vezes não. Isso nada tem haver com racismo ou preconceito como querem um grande número de idiotas da esquerda seja marxista, seja libertária.

Da mesma forma que eu não gosto de funk, também não gosto da arquitetura modernista (Oscar Niemayer), não gosto da literatura moderna, cito como exemplo de poeta detestável e de mau gosto, Carlos Drumond de Andrade que tem uma "poesia" que diz mais ou menos assim: "No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra...". Isso não é poesia nem aqui nem na China, não tem poesia, não tem significado e não provoca a catarse.  Também detesto as pinturas modernistas, detesto as esculturas modernistas que nada significam porque significam tudo, pois o que vale na contemplação não é o que o artista quis mostrar mas a subjetividade de cada um. Será que os esquerdistas acusar-me-ão de ser anti-povo agora? Mas Niemayer era proletário? Sei que era comunista, proletário nunca foi, até porque proletário não fazia arquitetura na época em que ele estudou. Será que Carlos Drumond de Andrade nasceu e viveu na periferia?

Como o(a) leitor(a) pode perceber não é o preconceito que move-me mas o amor dos cânones da boa escrita, da boa pintura, da boa escultura, da boa arquitetura... Uma arte pode ser bela ou não e isso independe de ser ou não popular. Uma arte pode ser bela ou feia independente de ter sido feita por burgueses. Em arte não se leva em questão o economicismo dos marxistas e nem o emancipacionismo das artes.

O que eu desejo ardentemente é que as classes populares tenham acesso a um teatro de qualidade, que possam ir à orquestras sinfônicas, que possam frequentar pinacotecas, museus, etc... Que essas coisas deixem de ser monopólio dos ricos e sejam patrimônio de todo o povo, mas para isso é preciso que o povo tenha educação de qualidade e não fazer o jogo da burguesia como faz essa esquerda doentia, ensinando-lhes que a cultura do gueto é a cultura do pobre e música clássica é um lixo e tem que ser detestada porque foi criada por burgueses. Quando a esquerda faz isso, priva o povo sofrido das melhores coisas já produzidas pela humanidade. Se isso é ser esquerda, então eu não sou esquerda, se ter um discurso demagógico é ser esquerda então não comungo das ideias dessa esquerda.