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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Comunistas, anarquistas e humanistas e a Revolução ou Revolução, Ética e Liberdade.

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Um dos problemas postos por Jonh Gray em torno da Ética, que não crê ser universal, mas relativa é a suposta incompatibilidade existente entre as exigências da paz e as exigência da justiça. A argumentação do autor, aparentemente ao menos, justifica-se tendo em vista duas opções extremistas e excludentes - A do pacifismo crasso, assumida por certo número de Cristãos de boa vontade, e a do revolucionarismo atrabiliário, professado por diversas correntes sociais de vanguarda.

Assim se os primeiros sempre sacrificam as exigências da justiça em troca duma paz não gloriosa e tampouco digna os demais fazem muito pouco caso da paz e da vida. O que segundo Gray, aponta-nos soluções éticas antitéticas, excludentes e inconciliáveis... A situação - ao menos para ele - é esta, e não há solução.

Diante disto a questão proposta por nós assume a seguinte forma - Será possível, do ponto de vista ético, conciliar os interesses da paz com os interesses da justiça? Até quando será possível manter a paz? Quando será necessário sacrificar a paz em nome da justiça ou melhor quando uma virtude deverá ceder espaço a outra? Como pugnar por uma luta ou por uma revolução ética? Será isto possível? Adotada a solução policrática, como conciliar a estrutura de uma organização revolucionária com as exigências da liberdade humana?

Num primeiro momento devemos ter consciência, e mesmo o homem pacífico e bem aventurado, de que a paz é um bem desejável, mas relativo. Na hierarquia de valores há valores superiores a ela e um deles é a justiça. E não é possível aconselhar a alguém que suporte a injustiça em nome da paz. A paz só assume a conotação de um valor absoluto quando identificada com a 'não agressão'. Da mesma forma o pacifismo consistente deve significar sempre 'não agressão', é filho da paz aquele que podendo atacar opta livremente por não faze-lo, como é filho da paz aquele que se defende ou que recorre a violência defensiva. É tão inimigo da paz aquele que ataca quanto aquele que comete qualquer injustiça.

Por isso Ihering define a injustiça como uma profanação da dignidade humana. Todo injustiçado é de alguma forma profanado...

Diante disto como exigir deste homem violado no mais íntimo de seu ser que se conforme???

Apesar disto milhões de Cristãos, mal orientados, declaram que a injustiça é coisa que se deva suportar. Uma vez que o Mestre de todos disse: "Aquele que te bate numa face dá a outra face."

Querendo dizer que jamais é lícito defender-se ou exercer a violência defensiva; e que nos devemos deixar esmurrar em quaisquer circunstância.

Antes de tudo devemos compreender que aquele que é agredido ou esbofeteado repentinamente perde o controle e que ao perder o controle foge-lhe a razão. Ele voa sobre o outro, o outro voa sobre ele, começa ai uma briga e não poucas vezes destas brigas resulta uma morte ou dano mais grave. Já aquele que ao ser subitamente agredido ou atacado logra controlar-se adquire um bem relativamente valioso - O auto controle ou controle de si mesmo, o qual lhe permitirá avaliar a situação com serenidade, e tomar a melhor decisão possível.

É significativo que esse texto seja precedido pela fórmula de talião - Olho por olho, dente por dente. O que nos levaria a concluir que o vício condenado por Jesus é a vingança e não a defesa. Ademais está Jesus referindo-se a conflitos pessoais que sucediam amiúde nos ermos da Judeia, degenerando em brigas... com as consequências que acabamos de descrever acima. Neste caso por que colocar a própria vida ou a vida de outro em risco devido a posse de uma túnica? Se a vida de qualquer homem vale mais do que uma túnica???

Diversa é a situação em que o agredido que logrou controlar-se, deduziu ter sido injustiçado e chamou a polícia ou recorreu a lei - assim em Roma, na Grécia ou nas atuais nações civilizadas. Vinganças, brigas, linchamentos, explosões irracionais de violência, etc parece ser tudo quanto Jesus quisera condenar. Não a busca da justiça por meio das leis numa sociedade civilizada ou o recurso a violência defensiva em casos premeditados.

Claro que a solução dada por Jesus refere-se a conflitos pessoais ocorridos em sociedades demasiado arcaicas ou primitivas. Não a conflitos sociais ou impessoais sucedidos em sociedades civilizadas, e que correspondem a uma demanda pela justiça. Claro que tais situações fogem a 'cena' descrita pelo Mestre e assumem outra conotação.

Aqui importa uma única coisa - O sentido mais profundo da paz enquanto não agressão. Antes de ser aquele que em tese suporta qualquer tipo de agressão como um cordeiro, é o Cristão cordeiro que jamais agride. Assim caso existam Cristãos que agridam a outros Cristãos ou mesmo aos não Cristãos É DEVER DA IGREJA REPRIMI-LOS DURAMENTE, ATÉ A EXCOMUNHÃO. Não é ao agredido ou ao que sofre violência que a igreja deve dirigir sua voz para apaziguar, mas ao agressor, para condenar! E não se trata de reprimir apenas o mais comum dos tipos de agressão, a agressão física, mas de reprimi-la sob todas as formas, inclusive a econômica. A igreja não pode tolerar agressores em seu seio.

Por outro lado a sociedade pluralista não é guiada pela lei ética dos Cristãos. Tolerará ao menos a agressividade sútil, que atingirá cristãos e não cristãos, colocando-os num mesmo plano. Deve aqui a igreja condenar os Cristãos que juntamente com os não Cristãos pugnam pela justiça? Certamente que não, como não pode condenar a guerra justa. Assim, o máximo que a igreja pode e deve fazer é gerenciar essa luta ou essa guerra fornecendo uma diretriz ética que exclua a vingança e a tortura; é o quanto bastará por merecer os aplausos da humanidade. Uma vez que os guerreiros após terem pelejado como leões no campo de batalha, devem tratar os vencidos e prisioneiros com cordialidade e doçura.

Importa que numa crise social todos os recursos possíveis sejam empenhados no sentido de manter a paz sem sacrificar a justiça. Todavia esgotados os recursos, a guerra torna-se justa e enquanto justa boa, e enquanto boa desejável. O Cristão não deve avaliar a violência, a guerra ou a revolução enquanto tais ou fins em si mesmas - a violência pela violência será sempre inaceitável já dizia Sorel - mas como meios ou instrumentais para superar uma situação insuportável de injustiça. A injustiça é que fará delas algo absolutamente necessário. Devemos compreender que os conflitos bélicos e as revoluções acontecerão e fornecer uma critério ou padrão ético porque o Cristão possa julga-las. Este padrão é a justiça.

Em certos casos abster-se é colocar-se ao lado dos iníquos e fortalece-los. O Cristãos sempre combaterá ao lado dos atacados, dos agredidos, dos injustiçados, dos oprimidos, dos explorados, etc Sem se preocupar com as facções ou bandeiras ideológicas. Caso a sociedade em que vive agredir ou atacar alguma outra, então poderá não apenas abster-se de lutar em favor dela mas combater tal guerra por meio da pena e da palavra, exercendo oposição ideológica. Nenhuma guerra de conquista deverá contar com o apoio dos Católicos.

Quanto a própria comunidade o critério mais seguro face a uma Revolução - daí o termo violência defensiva - é a quebra da ordem democrática por meio de um golpe, como acabou de acontecer no Brasil, em 2016, com a deposição da presidente legitimamente eleita. O que equivale a uma situação de agressão e injustiça, justificando a resistência ou a sedição. Quanto a tais situações, chamadas golpe de estado, julgo que haja suficiente clareza, uma vez que se trata de eventos de ordem política. Outras situações não são tão claras, na medida em que envolvem a conjuntura econômica ou negação de direitos por meio de massacres e tortura.

Claro que mesmo uma situação de guerra justa ou revolução, inda que desejável, não basta para despertar o que chamam de entusiasmo. Se as crises correspondem a situações anômalas - como as enfermidades ou doenças na vida de um ser humano normal - as revoluções e guerras só podem corresponde a remédios amargos, cauterizações ou cirurgias... Situações relativamente necessárias, não idílicas. Por isso estamos tão longe do contra revolucionarismo tosco quanto da mística revolucionária. Quando esgotadas todas as outras possibilidades aceitamos as situações de Revolução sem nos deixar iludir ou entusiasmar e sem esperar demais... Não cremos que da Revolução ou de qualquer guerra surgirá uma nova sociedade totalmente diversa da anterior ou um paraíso sobre a terra. Não nutrimos sonhos futuristas ou milenaristas em torno das Revoluções, tudo quando esperamos é uma ordem menos iníqua ou suportável.

Por fim enquanto policratas e simpatizantes com aqueles poucos anarquistas bem informados que sabem ser o anarquismo uma luta pela democracia direta  -  acima de tudo a nível de micro estado ou municipalismo - e pela esfera intangível da liberdade pessoal (mencionada por Rousseau nas primeiras páginas do 'Contrato') temos de nos perguntar a respeito de como será a guerra justa ou a revolução. A pergunta se faz necessária porquanto os nazistas, fascistas e comunistas e todos os demais liberticidas acham-se em seu terreno e os amigos da liberdade política não, quando falamos em militarismo ou em algo do tipo militar, como supõem uma revolução ou uma guerra bem sucedida.

Observemos antes de tudo os conflitos gerenciados pelos anarquistas. Primeiramente aquele tipo individualista chamado propaganda pelo fato. De que resultou uma tempestade repressora por parte do estado burguês. Colocando em risco a causa socialista como um todo e alienando não apenas as massas mas o bom povo quanto a tão justa causa. Caso passemos as conjurações, que os anarquistas tomaram ao jacobinista e totalitário Blanqui através de Proudhon, temos o exemplo malfadado da comuna de Paris. Enfim quanto a Revolução espanhola temos um federação de guerrilhas ou conjurações muito mal coordenadas, cada uma atuando a seu modo... Claro que nenhum desses tipos de 'revolução' poderia dar certo.

As guerras e as revoluções que acontecem no cenário de um macro estado unificado exigem um nível mínimo de coordenação, de um comando centralizado e o que é pior de obediência mecânica ou de submissão, sem os quais não podem sair vitoriosas. No entanto esta obediência mecânica, num nível maior, choca-se tanto com os princípios anarquistas quanto com os princípios cristãos ou humanistas de larga tradição filosófica. As relações militares durante uma guerra são em certo sentido arbitrárias, intuitivas e irracionais... As massas incultas conformam-se com elas sem questionar. O Filósofo dificilmente. Não foi por acaso que Carnéades e seus companheiros foram corridos da Roma militarista pelo grande Catão... De modo geral os belicosos romanos, senhores do mundo, encaravam os gregos, com seu apego a arte e a filosofia, como um 'povo' degenerado.

Amigo algum da liberdade, Cristão, anarquista ou humanista, consciente de sua dignidade pessoal, pode deixar de sentir este dilema como a um espinho na carne. Pois dificilmente estará disposto a curvar-se face ao que julgar não passar de caprichos de seu superior... E no entanto a tática da guerra parece depender disto, deste deixar-se controlar por um superior que conhece melhor o conjunto. O sucesso da Revolução ou da guerra parece depender do mando e da submissão e de um cérebro que esteja acima de todos coordenando tudo... Face as este cérebro os mais deveriam estar paralisados, passando a agir como braços e pernas. É exatamente aqui que surgirão conflitos de consciência e tumultos no caso dos Cristãos... Caso se lhe peça que torturem ou massacrem já prisioneiros, já civis inocentes, coisa que ele não poderá fazer em hipótese alguma. Julgo que alguns anarquistas de boa vontade e humanistas concordarão com eles. Formarão objetores de consciência... Isto terá de ser discutido previamente. De modo a obter-se algum tipo de acordo. Não sendo assim a Revolução ficará comprometida.

Mesmo em alguns outros casos surgirão problemas entre os amigos da liberdade. Pois certamente haverá quem se recusará a massacrar animais. Como quem se recusará a comer carne... O anarquista, o católico, o humanista, dificilmente se deixará padronizar. Já as operações de guerra bem sucedidas parecem depender das massas ou dos homens padronizados e sem vontade própria. Levantemos a hipótese segundo a qual tais homens se deixem controlar caprichosamente apenas durante o período em que durar a Revolução - a qual pode prolongar-se por alguns anos ou mesmo décadas. Quem garante que esta situação não servirá como um treino destinado a amestrar homens livres tendo em vista a instauração de uma ordem despótica ou totalitária. Neste caso não estaríamos a nos adaptar antecipadamente, sacrificando nossos ideias, princípios e valores???

Não quero dizer que as Revoluções devam ser contidas.

Estruturas econômicas, religiosas, políticas, etc entrarão em colapso e criarão situações potencialmente revolucionárias para as quais devemos estar preparados. Daí a necessidade de levantar a discussão, inclusive em torno de uma ética revolucionária. E de indagar sobre como seria o futuro post revolucionário e a distribuição dos poderes... Temos de saber antes de tudo que uma Revolução bem sucedida não ocorre as vésperas, exige tempo, planejamento, armamento, técnica, disciplina pessoal, treino, etc, etc, etc Supõem um corpo de guerrilha preparado... Quase todo discurso revolucionário feito pelos místicos de hoje tem sido leviano e espontaneísta. Nada muito sério. O que nos faz nutrir séria reservas quanto a viabilidade de tais revoluções mais parecidas com as grotescas conspirações blanquistas criticadas por Engels em 1895. Não se faz revolução com drinques, pizza, cigarro, maconha, etc Não se faz mesmo... Os profetas da revolução atual bem fariam ler a vida de Marighela.

As revoluções acontecerão. Mas também poderão abortar ou ser sufocadas por falta de seriedade e comprometimento.

Como poderão dar vezo a surtos de psicopatia e crueldade; assim como resultar em totalitarismo e barbárie...

Comportam riscos.

Por isso dissemos - Elas só serão viáveis em situações de injustiça extrema após esgotados todos os outros meios: Ação parlamentar, greves, protestos, marchas, desobediência civil... Só serão aceitáveis como respostas a um golpe ou a um massacre. Será respostas a determinadas situações ou conjunturas históricas, jamais receitas de bolo ou bulas de remédio.

Certamente a mística revolucionária que anima o Comunista, o nazista ou o fascista não deverá contagiar o Cristão ou o humanista; mesmo o anarquista, na esteira de um Kropotkin ou de um Tolstoi acalentará maior ou menos nivel de reserva face a ela.

Ps.: Reservamos outro artigo para dialogar com G Sorel.

sexta-feira, 18 de março de 2016

As manifestações de 15 de Março, qual seu objetivo?







A meu querido ex aluno e amigo James!


Desde a condução coercitiva do ex presidente L I Lula da Silva até hoje havia optado por abster-me de publicar qualquer coisa.

Sentia-me e sinto-me ainda um pouco abatido moralmente, pois não passo de um simples professor público.

Ao observar que as opiniões de um Dalmo de Abreu Dallari, de um Bandeira de Mello, de um Yves Gandra, de um Luiz F Veríssimo, de um Janine Ribeiro, de um Leandro Karnal, de um Fernando de Morais, de um M S Cortella, de um Nicolelis e de outros tantos homens sábios, ponderados e ilustres; tem sido pura e simplesmente ridicularizadas pelas massas incultas deste pais, fico-me preso de uma pungente e grande dor.

A qual se torna ainda mais intensa ao perceber que as tolices vomitadas por pastores como Malafaia e Felicianus bem como por artistas e esportistas estúpidos como Lobão, Roger, Susana Vieira, Ronaldo, Neymar, etc e enfim por colunistas contratados como Azevedo, Mainardi, Kataguirri... tem encontrado ampla acolhida nos corações populares.

Diante disto não posso deixar de sentir-me abalado.

Pois se não creem nos ensinamentos dos estudiosos e eruditos mais abalizados como haverão de crer na minha palavra sendo como sou um professor obscuro????

Também ansiava porque esta situação calamitosa revertesse pacificamente. Tinha esperança...

Agora não tenho mais...

Cuido que haverá um golpe de estado, não militar mas institucional i é a lá Collor e sob a forma de impeachment urdido por um Congresso essencialmente corrupto, alias, presidido por um Corsário i é o Cunha.

Diante deste abismo que se abre aos pés da República...

Abismo representado pelo Mal caráter que é Eduardo Cunha, pelos pastores fundamentalistas, por Bolsonaro e seus fascistas, pela máfia do PSDB DEM; enfim por todo este lixo histórico que espera reconquistar o poder sem ter de recorrer a eleições livres.... Diante deste abismo horrendo não posso deixar de escrever ou omitir-me, pois poderei ser cobrado pelas gerações futuras, por minha consciência e enfim pelos supremos poderes espirituais que regem a natureza.

Assim sendo a pedido de alguns ex alunos a que muito estimo e que perplexos estão, vou tentar escrever uma 'breve' analise das mané infestações rsrsrsrs e sobre o que esta acontecendo em nosso pais.

Interrogado por uma de minhas alunas a respeito do objetivo das manifestações, respondi que o objetivo primordial era o impedimento da Presidente sra Dilma Russef.

Ao que outra aluna não menos inteligente atalhou com a seguinte pergunta: Por que motivo querem destituir a presidente?

Respondi e disse que a desculpa deles era a corrupção.

Dilma e PT seriam sinônimo de corrupção.

No entanto, caso examinemos as 'fichas' dos políticos pertencentes a oposição, que haviam organizado as mané infestações ou estado presente nelas verificamos que a quase que totalidade deles está envolvida em denuncias de corrupção ou sofrendo processo.

Assim R Caiado, A Maia, G Alckmin - notório ladrão de merenda! - FHC, Serra, Pimenta da Veiga, Aécio, Paulinho da força, Cunha, Cunha Lima, Magno Malta, Heráclito Fortes, Arruda, Azeredo, Sampaio, etc

Nada mais insólito do que tantos corruptos protestando contra a corrupção.

Então fica claro que estão protestando demagogicamente ou seja contra a corrupção dos outros e em favor da sua.

E que o verdadeiro motivo porque buscam depor a presidente legitimamente eleita é bem outro...

Alias não existe um único motivo pelo simples fato de que os manifestantes de Domingo formavam um grupo heterogêneo de composição bastante sinistra.

Segundo pudemos apurar, dentre os que sairam as ruas para bater panelas no dia 13 haviam:

  • Neonazistas
  • Fundamentalistas capitaneados por seus pastores: Malafaia, João Campos, Everaldo e Felicianus.
  • Bolchevistas do PSTU
  • Neo fascistas ou militaristas
  • ANACAPS e acima de tudo, é claro
  • PSDbestas, os quais compunham significativa maioria.
  • FIESP e seus lacaios
  • Maçons   
  • A TFP (!!!????)

Cada um destes grupos acalentando um interesse peculiar, assim:

  • A oficialização do racismo tendo em vista a pureza racial.
  • A formulação de leis bíblicas ou de exceção religiosa.
  • A implementação de um governo ultra liberal que crie condições para o florescimento da Revolução comunista segundo a fórmula consagrado do 'Quanto pior melhor'
  • A implantação de uma ditadura militar ou de um golpe nos moldes de 64.
  • A destruição de todo e qualquer tipo de governo e a destruição de todos os liames sociais.
  • A retomada do poder por meio de um golpe institucional ou impedimento e a consequente retomada de um programa neo liberal (cujo carro chefe seriam as privatizações)
  • A redução das leis trabalhistas.
  • A reconquista dos espaços de poder perdidos e do prestígio.
  • A preservação do latifúndio.


Como se pode ver trata-se de uma imensa gama de interesse, todos divergentes e até onde me é dado perceber sem qualquer relação com os interesses populares.

Francamente, uma convenção de bruxas me pareceria menos assustadora do que semelhante pauta: ditatorial, racista, teocrática, capitalista, classista, demagógica, etc

Caso qualquer um destes grupos lograsse derrubar a presidente e assomar o poder não percebo em que as condições sociais melhorariam, mas tenho absoluta certeza de que agravar-se-iam intensamente.

Não melhoraríamos a qualquer título, pioraríamos.

O povo sobretudo seria imensamente oprimido fossem quais fossem os novos senhores.

Agora me pergunto sobre o que verdadeiramente leva tais grupos a odiarem o PT e a desejarem a queda da presidente e o fim da democracia.

E já respondo:

  1. As políticas públicas de afirmação ou compensação voltadas para as minorias raciais, até então social e politicamente desamparadas.
  2. A consolidação do caráter laico do estado.
  3. A esperança de que uma convulsão social intensa descambe numa Revolução sanguinolenta.
  4. A incapacidade de lidar com os pressupostos da liberdade ou o medo da liberdade.
  5. Interesses de caráter econômico.
  6. A cobiça pelo poder.
E outros tantos fatores cuja gênese apenas Freud, Adler ou Fromm seriam capazes de explicar!

No frigir dos ovos nenhum dos grupos presentes nas mané infestações do dia 15 de Março tem em vista combater a desigualdade econômica, implementar a justiça social, investir na promoção humana, consolidar as garantias e liberdades, reformar a estrutura política, etc

São pautas necessárias e benéficas que eles no entanto, não assumem.

Porque não estão preocupados com o bem comum, ou seja, em criar leis sábias e humanitárias, extinguir os preconceitos, reduzir ao máximo a opressão, garantir os direitos da pessoa humana, etc

Os interesses acalentados por eles são referentes ao próprio grupo ou particulares, não sociais.

Estavam ali marchando juntos por ódio a mais um governo que ousou olhar um tiquinho ao menos para o povo e suas necessidades, o que bastou para exaspera-los.

A pauta progressista aceita em maior ou menor medida do PT foi responsável pela destilação de todo este ódio venenoso e não a corrupção que eles sempre cultivaram e alimentaram, e engavetaram...

Peculiar aos golpistas explorar o tema da corrupção nas instituições democráticas: foi a tônica da Alemanha pré nazista, da Itália ante fascista e das propagandas anti Getúlio, anti Jango, anti Brizola... os quais foram acintosamente caluniados pela imprensa venal e classificados como ladrões, corruptos, assassinos, desleais, etc

Tudo quanto podemos observar hoje sucedeu-se já, ao menos em parte, em 32, 54 e 64 quando foram empregadas as mesmas estratégias anti éticas e imorais por parte da imprensa contratada e corrupta.

Basta dizer que o pecado original do PT foi investir uma parte mínima do erário em programas sociais voltados para a promoção humana como: Minha casa minha vida, mais luz, bolsa família, Prouni, mais médicos, etc enquanto o governo anterior, dissipou quantias maiores, doando-as a banqueiros parasitas como Calmon de Sá, Cacciola, Wagner Canhedo, etc bem como a meios de comunicação privados como a TV Globo e a editora Abril, era assim que administravam o erário: investindo em industriais e empresários multi milionários e não na saúde, na educação, na habitação, etc

De que resultou, dentre diversas consequências: a diminuição da fome, a redução da mortalidade infantil, diversas melhorias no âmbito da educação (exceto nos estados do PSDB como S Paulo, Goias e Paraná).

Já o pecado pessoal do novo governo foi amparar toda casta de políticas destinadas a das combate a diversas formas de preconceito como o machismo, a homofobia, o adultismo, o racismo, etc implementando leis como a Lei menino Bernardo!

A ideia de que animais, mulheres, crianças, homossexuais, etc sejam sujeitos de direito ainda é capaz de assustar muita gente nesta república dominada pela ignorância e a fé cega.

Adiciono por fim um terceiro elemento que é a conservação dos royalties do pre sal em nosso pais e a manutenção da Petrobras enquanto empresa estatal.

Há certamente outros fatores menos significativos como a ascensão do Brasil em termos de política internacional (a ponto de peitar a prepotência de Israel), a consolidação do BRICS, o alinhamento com o bolivarismo... O ACENO PARA REFORMA POLÍTICA E O PACOTE ANTI CORRUPÇÃO ENVIADO HÁ MAIS DE UM ANO PELA PRESIDENTE AO PARLAMENTO NACIONAL e engavetado por iniciativa do sr E CUnha...

Não faz sentido algum um movimento oposto a corrupção organizar manifestações contra o único governo que ousou enviar ao Congresso um pacote de medidas destinadas a dar combate efetivo a corrupção... soa a pura hipocrisia.

O próprio Delcídio em sua delação achou por bem salientar não só a inocência da sra Dilma Russef como seu empenho em sanear os órgãos públicos e garantir a autonomia das investigações!!!!

Já o candidato da oposição, apresentado como herói pelos manifestantes, foi pentadelatado!!! Sem que no entanto os juízes e promotores tomassem qualquer providência contra ele...

Pelo que não podemos observar uma abordagem igualitária em termos de corrupção, apenas, como já dissemos clamores furiosos contra a corrupção do outro, ainda que suposta...

Em certos contextos corrupção parece equivaler a virtude.

"Cunha é corrupto mas é dos nossos." ou "Somos milhões de Cunhas." foram mensagens amplamente significativas que puderam ser lidas em alguns cartazes e que meditadas, tudo põem a luz...

Substitui-se a Dilma pelo Temer ou o que é pior pelo gangster do Eduardo Cunha, engaveta-se a Lava a jato e tudo fica como sempre foi... os corruptos que não são 'vermelhos' escapam as punições que merecem e o Brasil e os brasileiros ficam com a eterna vergonha. Evidente que até certo ponto as mané infestações tem em vista amparar um golpe institucional cujo fim último é impedir que, sob influxo popular, a lava a jato atinja os coronéis do DEM, do PSDB e do PMDB...

Não é para acabar com a corrupção que organizaram essas passeatas sinistras mas pelo temor de virem a ser castigados e tendo em vista acabar com o 'movimento' anti corrupção implementado pelo governo do PT. É derrubar o governo do PT, legitimamente eleito, para santificar a impunidade... a lá 'engaveté'.

Portanto não posso deixar de classificar tais mané infestações como procissão de fariseus: demagógicas, hipócritas, sinistras e golpistas!

Colocar o Temer ou o Cunha no lugar da Dilma é como limpar a bunda com merda ou limpar o chão com lama. Não faz qualquer sentido!

Caso houvesse pingo de sinceridade nessas pessoas teriam revindicado igualmente a dissolução do Parlamento (Câmara e Senado), a deposição imediata do Cunha, a renuncia de todos os governadores, A CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES GERAIS e SOBRETUDO A REFORMA POLÍTICA!!! Mas não foi o que observamos!

Nem um boneco sequer co CUnha, do Aécio, do Alckmin ladrão de merenda, etc Selfs tiradas ao lado de políticos corruptos, denunciados, processados e condenados...

CASO fosse um clamor pela renúncia de todos os políticos do pais teríamos termos aceitáveis...

O que temos no entanto é a indignação hipócrita contra a suposta corrupção de um só partido. E o pedido de renuncia de uma titular, até que se prove ao contrário, inocente! Protesto contra a corrupção de um só grupo num clima de corrupção generalizado nada tem de honesto e muito menos de democrático.

Alias nem poderiam ter sido democráticas manifestações onde parte dos componentes pediam intervenção militar ou interrupção do processo democrático, afinal que tem de democrática a interrupção da democracia???

Encerro esta breve exposição considerando que a Av Paulista e a Orla de Copacabana não são O BRASIL, o Brasil inteiro, o Brasil total, o Brasil nação é muito, mas muito maior que Paulista, S Paulo capital, Estado de S Paulo ou mesmo o Sudeste do estado, reduto histórico do udenismo e, consequentemente do partido derrotado nas últimas eleições, o PSDB.

E concluo enfatizando o que havia sido levantado pelas pesquisas de campo: cerca de 76 % dos protestadores de Domingo eram eleitores do candidato derrotado Aécio Neves... os demais certamente da demagoga Marina Silva... o que é perfeitamente compreensível num reduto tradicional do PSDB. Foi uma procissão sinistra formada em sua maior parte por eleitores despeitados do candidato democraticamente esmagado e portanto golpistas sim!