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quinta-feira, 15 de julho de 2021

Problemas naturais em torno do emprego social da violência.

Admitir o emprego circunstancial da violência no âmbito social não pode equivaler a repousar em berço esplêndido. 

Pois para o intelectual como para o Cristão autêntico neste mundo não há nem pode haver repouso. É mundo de fenômenos e transformações o mundo em que vivemos e assim fonte de incômodos.

O milionário cuida ser imune a essa loteria sinistra. Desenvolve ELA ou Kreutzfeld Jacob, recorre ao suicídio... Que se há de fazer? Não há quem seja imune aos tentáculos do azar e por isso já foi a vida comparada e um jogo ou a uma roleta.

Evoluímos ou nos adaptamos impulsionados pela dor, daí o rifão: Quem não se emenda pelo amor se emendará pela dor.

Temos uma psicologia sinistra, a ponto de só valorizar o que perdemos. E com grande dificuldade alteramos as estruturas sociais.

Ilusão imaginar como fácil ou trivial o manejo social e circunstancial da violência. Ao sujeito crítico e reflexivo planteia ele problemas que devem ser analisados com toda atenção.

Para começo de conversa devemos acentuar o quanto nossa apreciação sobre a violência defere da apreciação feita pelos revolucionários, os quais por meio do entusiasmo chegam a construir uma mística em torno da violência. O voluntarismo e o irracionalismo conduzem ao odinismo ou melhor são suas fontes. Nós no entanto não aprovamos recurso a violência cega, mas aspiramos a um emprego planejado, calculado, sóbrio, limitado e racional da violência. 

Por isso noutros ensaios comparamos o emprego da violência a manipulação dos venenos ou das drogas assim da radioatividade. 

É algo cujas doses devem ser medidas e muito bem medidas.

Algo que se faz, devo dizer, a contragosto. Pois comporta sérios riscos.

De fato o primeiro problema que se coloca aqui é de ordem psicológica. 

Materialistas e contaminados em maior ou menor grau pela baboseira positivista é de presumir o quanto nossos revolucionários sejam ignorantes em termos de psicologia. Outro bordão nosso: Nos domínios da psicologia é o positivismo uma aberração.

Aqui ou ignorasse ou mistificasse.

Importa saber que devido a fatores de ordem psicológica, alias elementares, o uso da violência corre o risco de sofrer os mais terríveis abusos ou de degenerar.

Advirto que o próprio Sorel reconheceu como nada recomendável o uso da violência na esfera das relações pessoais. Deve a violência permanecer restrita a esfera do social para ser lícita ou digna. 

É a advertência soreliana preciosa.

Afinal o quanto podemos observar quanto as Revoluções no curso da História são abusos. 

Nem é preciso ser gênio ou intelectual de grande calado para deduzir e constatar que equivalendo as Revoluções, sedições, guerras, conflitos e batalhas socialmente a situações de anomia, propiciam facilmente a passagem da violência do âmbito social para o âmbito pessoal, abrindo um leque de possibilidades criminosas, assim assassinatos, tortura, estupro, etc impulsionados pelo rancor, pelo ódio ou pelo desejo de vingança, as quais dificilmente seriam exequíveis numa situação de normalidade.

Vou além por declarar ainda que o emprego indiscriminado, descontrolado e irracional da força ou da violência podem inclusive favorecer a ação de neuróticos e psicopatas afetados pela própria atmosfera de violência. Possibilitando que calculem e cometam seus crimes com mais facilidade do que em condições habituais. 

Ocorre-me uma narrativa clássica ou ao menos bastante conhecida registrada nos escritos religiosos dos antigos judeus. Quase todos haverão de recordar a estória de Urias, oficial do rei Davi, o qual vindo a cobiçar sua esposa determinou que, durante uma situação de violência ou guerra, fosse ele colocado na linha de frente de modo a morrer e... Podendo então o 'querido' rei fornicar com Betseba, sua viúva. Não digo ser isto factual, mas bem poderia ter sido.

Do mesmo modo e maneira os escritos clássicos estão repletos de narrativas sobre vinganças pessoais ou desforras entre inimigos sucedidas nas guerras - É quase como um lugar comum.

Por isso dizemos e repetimos: Manejo racional da violência e não explosões irracionalistas de violência. Pois o subconsciente apresenta-se sinistro mesmo através da arte moderna, irracional e psicologista. 

Ocioso mencionar os abusos a que ficaram sujeitas as populações antigas por ocasião das guerras.

Refiro-me aos ataques a população civil presentes na narrativa da Guerra de Tróia com os habituais estupros, assassinatos, torturas, etc 

A bem da verdade se considerar-mos que a coisa começou com os assírios é fato que persas, gregos e romanos, foram depurando a prática. Embora durante a antiguidade tudo dependesse do carater dos reis ou generais, e se houve um Ciro entre os Persas houve igualmente um L Mumio entre os romanos e, sabido é o que fez a Corinto e sua população. Já o 'afável' Alexandre fez o mesmo a Tebas e a Tiro, e quanto a primeira salvou-se apenas a casa do Poeta Píndaro.

Com a chegada dos povos teutônicos houve, na Europa ocidental, como que um retorno ao padrão assírio e um reforço a violência. O título de 'flagelo de Deus' conferido a Átila já nos revela algo sobre ele e seus Hunos. As coisas só principiaram a melhorar devido a Trégua de Deus estatuída pelo monge Gerardo a luz do Santo Evangelho e desde então, embora muito lentamente, a situação foi melhorando. Até que em algum momento da Idade moderna, foram os civis colocados fora da guerra, a qual converteu-se em ofício de soldados a ser resolvido num campo de batalha. De fato chegamos aqui a um progresso imenso. No entanto desde o século XIX devido aos novos armamentos, assim bombas e metralhadoras, cunhou-se o conceito de Guerra total, tornando a ser a população civil ameaçada. E tivemos aqui um retrocesso.

Por isso aqueles que se referem aos excessos como coisa do passado, do tempo dos reis ou do antigo regime estão totalmente equivocados. Pois temos aqui uma questão humana que toca a nossa condição psicológica que toca as fontes mais obscuras da personalidade humana e ao que chamamos de atavismo. Enfim de algo que sendo feito sob pressão e com grande risco afeta drasticamente o comportamento.

Fato é que sendo o conflito ou a sedição apoiado pela maior parte dos cidadãos de uma dada república, a guerra civil, diferira essencialmente da guerra propriamente dita. Pois o inimigo pertencerá não a outra cidade mas a outra facção, partido ou classe, quando não de outra cepa em termos de Ética. E para fazer petição a violência devemos ter certeza de que tal elemento é sempre minoritário. 

Todavia nem por isso a retaliação afetiva, ligada a ideologias e rancores pessoais, deve ser excluída. Podendo sempre atingir familiares e apoiantes dos que controlam o poder. 

Sorel, embora não esteja totalmente equivocado, tento racionalizar (Ele que era irracionalista) o fenômeno. Atribuindo os excessos cometidos pelos revolucionários a um otimismo idealista e romântico em torno da condição humana. Todavia os marxistas e fascistas, que passam por realistas ou pessimistas nesse plano não foram mais comedidos do que os jacobinos. Por isso digo e repito que o problema da violência, de seu manejo e excessos ou abusos é mais complexo do que se supõem sendo suas raízes psicológicas e afetivas.

Importante para aqueles que aspiram manejar a violência pensarem em mecanismos de controle tendo em vista tais abusos, impedindo assim que a violência se generalize no sentido de ultrapassar as fronteiras do social. 

Mesmo quanto armados e preparados para lutar pela melhoria da República devem os cidadãos ser exortados, no sentido de não cometerem tais abusos, sabendo que serão punidos com o máximo rigor da Lei, bem cabendo a tais excessos, a pena capital. Não se pode usar a guerra ou manejar a violência, destinada a promover a justiça, contra civis indefesos ou mesmo prisioneiros imobilizados. Pois seria desnaturar o emprego da violência além de torna-lo sempre questionável por parte dos pacifistas radicais.

Outra questão importante diz respeito a como recorrer a violência social em caso de necessidade se a legislação, limitando o porte de arma, dificulta que a população como um todo possa armar-se ou estar armada?

É tema ou problema que comumente se coloca. Especialmente quando somos governados por um odinista teocrático como Bolsonaro. O qual aspira armar até os dentes sua milícia de crentes fanáticos e lança-los contra as instituições democráticas. No entanto, do outro lado, nazistas, fascistas, comunistas e mesmo alguns grupos anarquistas esperam armar-se também, valendo-se da mesma 'lei' que facultaria aos civis livre acesso a armas e munições. Destarte poderiam eles formar suas milicias ou organizações paramilitares e deflagrar a tão sonhada revolução ou contra revolução. Posto está, e de modo bem claro, que esses diversos 'exércitos' armados levariam a república ao caos, criando mais um inferno sobre a terra, e desta vez sobre a terra de Santa Cruz. De fato seria uma tragédia ou calamidade assistir fundamentalistas, capitalistas, comunistas, fascistas e anarquistas enfrentando-se uns aos outros a bala em cada praça ou esquina, e denunciando os cidadãos como comparsas de um ou outro dos grupos rivais com o objetivo de justiça-los.

Mas é o que digo, do outro lado há ideólogos radicais ou expoentes revolucionários que concordam em gênero, número e grau com a política odinista do Bolsonaro.

Partidários da violência social, racional e circunstancial junta-mo-nos aqui aos pacifistas de toda casta para dizer um categórico não ao armamento dos civis. 

E por que?

Simples - Porque enquanto não se eclode a tal da Revolução e as armas permanecem nos lares tendem a ser usadas na esfera pessoal sempre que  estoura algum conflito, seja no recôndito da família ou entre vizinhos, facilitando a execução de crimes ou potencializando a gravidade dos mesmos. Ocorre-me ter discorrido largamente sobre a menor letalidade das armas brancas e maior chances de escape e defesa quanto aqueles que por elas são atacados em comparação com as armas de fogo e de fato não se compara nem de longe o potencial mortífero de um rifle ou de uma metralhadora com o de uma faca. Já pensou atacar alguém que maneja uma metralhadora com um porrete ou taco de beisebol? Outro o caso de alguém empunhando uma tesoura ou facão. 

Além disso da existência de armas em casa tem resultado alguns acidentes muito tristes envolvendo crianças, quando não tem resultado em autênticas carnificinas. Vira e mexe lá nos EUA um cinema, uma escola ou mesmo um edifício religioso é invadido por um psicopata que acaba metralhando algumas dúzias de inocentes. O que da mesma maneira tem ocorrido por ocasião as guerras e conflitos, ou mesmo após seu término, por parte de ex combatentes afetados.

Neste caso, quanto o emprego social da violência, devemos concordar com certo grupo de comunistas que preconizam a 'conversão' ou formação ética, diria eu, dos militares e policiais, no sentido de alinharem-se com as aspirações populares. Aqui uma postura maniqueísta como a que demoniza os militares e policiais não ajuda em nada. Pois nas situações de crise caberia a eles treinar os civis, entregar-lhes as armas e combater com eles. 

Quanto aqueles que me classificarem como utópico enquanto postulam a tal abolição do "Estado" ou das "Classes" só lhes posso rogar para que tirem as traves de seus olhos antes de virem soprar meu cisco. 

Pois embora pertençam as organizações problemáticas militares e policiais também são seres humanos, com habilidades e competências humanas, ao menos em potência.

Outro seria o caso de facilitar a posse de armas para todos: Psicopatas, pentecostais, sunitas, nazistas, fascistas, comunistas, anarquistas, capitalistas, nazistas, etc e nossa sociedade está já tão fragmentada e cristalizada em torno de grupos ou setores beligerantes, que admitida esta solução só poderíamos esperar não um manejo racional da força e sim um estado de guerra generalizado, bem no estilo ou nos termos de um Hobbes. Um tipo de conflito como esse, generalizado, não desejo.

Exaradas tais considerações devo por fim a este artigo, pois já me estendi em demasia e consegui registrar minhas razões, sempre na perspectiva equilibrada do realismo. 

Enfim uma coisa é admitir o manejo ocasional da violência na esfera social. Outra coisa, e bem, distinta é vibrar com as explosões da violência cega e descontrolada. Quanto a esta mística da violência não comungamos dela. A violência pela violência ou a simples percepção de que a violência é a chave ou gatilho com que acionar as mudanças porque aspiramos em termos estruturais equivale ao mais venenoso dos enganos. 

Quando manejada por pessoas éticas poderá a violência conseguir algo, retardar o avanço do mal ou mesmo servir como paliativo. Já manejada por espíritos turbulentos e inescrupulosos converter-se-a na pior das maldições ou na nêmesis da civilização. 













segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Brasil - Paraíso das bundas inferno dos Museus...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Qual será o segredo de Donald Trump???





No exato momento em que escrevemos estas linhas não poucas das pessoas que vivem ao redor deste pequeno globo devem estar se perguntando como e por que o candidato republicano a presidência dos EUA, Donald Trump ganhou uma eleição em que parte significativa do eleitorado progressista empenhou-se a favor de 'Hilaria' Clinton e para cuja vitória ela era a mais cotada...

Todos esperavam que a esposa do ex presidente Clinton fosse eleita, não sem certa dificuldade, mas eleita; o que de modo algum aconteceu gerando revolta e frustração por todo planeta especialmente entre os mais comprometidos com o humanismo, a justiça social, a ecologia, a paz, etc

Sabemos no entanto que a sra Clinton, chame-mo-la assim, esforçou-se bastante para perder ou como costumamos dizer em 'Terra brasilis' deu tiro no pé.

Via de regra mostrou-se tão inábil para compreender os temores e anseios das massas quanto nossos socialistas tupiniquins ou os comunóides e anarcóides europeus.

Ao menos na Europa e nos EUA uma multidão imensa de pessoas aguarda por respostas concretas no que diz respeito do problema do islã. Sim, pois milhões de pessoas não são capazes de encarar como algo absolutamente comum a possibilidade de serem explodidas ou fuziladas na esquina de casa porque fizeram algum comentário mais livre a respeito de Maomé ou do Alcorão ou ainda porque usam roupas demasiado 'curtas', comem carne de porco, bebem álcool...

Crianças temem ser surradas impiedosamente por seus pais...

Homossexuais receiam ser sumariamente enforcados...

Mulheres temem ser castradas ou estupradas...

Dissidentes religiosos tremem de pavor ante a perspectiva de serem decapitados...

E toda Civilização Ocidental mais ou menos livre receia ser suplantada não pela fé mas pela lei de Alá ou sharia, que é uma lei de preconceito, machista, adultista, homofóbica, escravista, belicosa, intolerante...

E no entanto os 'respeitáveis' clérigos muçulmanos passam aos milhares ao Ocidente no afã de intensificar o proselitismo religioso, arabizar todos os continentes e implantar a universalidade da Umma. Compreenda-se universalidade da Umma como a conquista do mundo não pela fé mas pela vontade e lei de alá, i é, a inquestionável e toda poderosa sharia...

Aspecto curioso do islã é que ele exige a aceitação de seu padrão, de seus emblemas e de seus costumes pelo Ocidente - chegando mesmo a ponto de censurar arrogantemente nossas instituições e costumes - enquanto impede - por meio de ameaças - a introdução dos elementos da cultura ocidental em seu meio. Assim as mulheres muçulmanas lutam para que possam desfilar veladas por nossas ruas e praças enquanto as turistas ocidentais não podem ostentar suas pernas, braços, pescoços ou mesmo cabelos nos países 'islâmicos'. Da mesma forma proíbem qualquer tipo de proselitismo religioso em suas terras - punindo as conversões a outras religiões por meio da Murtad que é a pena de morte por 'apostasia' - enquanto revindicam para si e seus lideres o direito de fazer proselitismo entre nós...

Basta dizer que a simples reunião de judeus, budistas, cristãos ou hindus na Arábia, mesmo que num edifício 'civil' ou sem ornamentos e objetos de culto é rigorosamente proibida - quanto mais a construção de igrejas, sinagogas ou templos - na Península arábica, enquanto entre nós eles porfiam em edificar mesquitas ou salas de oração.

O islã é uma religião que dogmatiza em torno de seus privilégios enquanto que a civilização democrática sendo igualitária não pode suportar o privilégio!

Todavia nossa Civilização democrática franqueia todas estas liberdades aos fanáticos, aceita este estatuto de inferioridade ou desigualdade, curva-se face as exigências dos 'califas' e finge nada perceber. E por que?

Simples, porque se o islã é desacatado em suas pretensões arrogantes seu piedosos profitentes passam a agressão, a violência, a matança, etc com todas as bençãos do Corão e dos hadiths...

Tal o estatuto proposto pelo livro e não pode ser questionado. Se você questiona é irreverente e já sabemos o que aconteceu com aquele grupo de jornalistas franceses irreverentes há alguns anos...

Ao que parece tal condição tem sido recorrente na Europa e exasperado parte da população...

Afinal quem esta disposto a admitir a simples possibilidade de que seus filhos ou pais, ou cônjuges sejam explodidos no metrô por um grupo de psicopatas, neuróticos, dementes ou fanáticos religiosos com seu livro - seja a Torá ou o Corão - debaixo do braço???

Quem se sente seguro ou confortável sabendo que em sua vizinhança há pessoas que acreditam ser perfeitamente justificável agredir, torturar ou massacrar alguém porque diverge de si em termos religiosos???

Você aspira viver ao lado de pessoas cuja religião sanciona a agressão ou abençoa o assassinato por motivos credais?

De minha parte preferiria viver ao lado duma selva habitada por animais selvagens e ferozes, como leões, tigres, hienas, etc Seria certamente bem mais seguro do que viver ao lado de pessoas que estão dispostas a matar em nome de deus ou de um livro qualquer; enfim em nome da fé.

Já estou ouvindo meu objetor - tipo eleitor da Hilaria - dizendo que nem todos os muçulmanos matam e que são bilhões. Certamente que muçulmanos e fundamentalistas bíblicos instados no Ocidente não podem cumprir o que é recomendado pela Torá ou pelo Corão e queimar ou enforcar os dissidentes religiosos pelo simples fato de serem contidos pelo exército, pela polícia e acima de tudo por nossas leis que classificam tais atos como criminosos e puníveis.

Por outro lado, quando algum de seus companheiros mais instruídos nos domínios da fé e mais coerentes, ousam matar apenas muito raramente deparamos com um número significativo de muçulmanos protestando ou lamentando a respeito de um ato que muitos de seus líderes classificam como divino. Sim porque a 'Jihad' ou guerra contra os infiéis, tendo em vista a afirmação da sharia e a eliminação dos oponentes, é tida em conta de sagrada!

Também costumam dizer que há certo número (não a maioria ou a totalidade) de muçulmanos leais da democracia ou progressistas AQUI NO OCIDENTE (???!!!???).

Mas o ocidente, como dizem, constituem o Império do rabudo...

Vejamos agora o que se passa nas Repúblicas muçulmanas, onde eles constituem a maioria e detém o poder! Quantos lá ousam sair as ruas para protestantes contra os atentados terroristas cometidos contra os fanáticos nos EUA, Inglaterra ou França??? Quantos heim??? Cadê as multidões gigantescas de piedosos muçulmanos lamentando contra os atentados empreendidos contra o Chalie lá na Indonésia ou no Paquistão, no Egito ou na Síria, no Iraque ou na Argélia????

Cadê as multidões de muçulmanos democratas, laicistas e nimbados pelo espírito científico no Afeganistão ou no Iemen???

Pelo contrário, a cada atentado, a cada agressão, a cada morticínio, cometido no velho mundo assistimos verdadeiras multidões de fanáticos liderados pelos xeques saindo as ruas de seus países para manifestar contentamento e apoio, i é, solidarizando-se com aqueles que assassinaram e mataram com o objetivo de vingar seu profeta ou de implantar sua sharia.

Cansei de falar sobre o islã, esse islã muito mal conhecido e ignorado pelos humanistas religiofóbicos ou catolicófobos da Europa e EUA...

Os fatos estão ai para quem quiser ver e as Sociedades querem respostas!!!

Que fazer a respeito do Islã?

Dum islã que dia após dia envia contingentes de refugiados a Europa...

Dum islã que exporta clérigos fundamentalistas como o Brasil dos 900 exportava café...

Dum islã que não só contesta como desafia nossa cultura e aspira por controlar ditatorialmente a Sociedade...

Abrir a santa boa para falar em capitalismo não resolve nada, absolutamente nada.

Conhecemos absolutamente o capitalismo e suas mazelas.

No entanto, historicamente falando, o islã com sua jihad, murtad, sharia, etc é em mil anos anterior ao advento e afirmação do sistema de mercado.

E se querem saber se até então sua índole era dócil perguntem ao Patrício Gregório de Cartago ou a rainha Kahina!
Blaise Pascal costumava dizer que os muçulmanos não conquistaram o mundo morrendo ou sendo martirizados, mas na ponta das lanças e espadas, matando aos gritos de: Converte ou morre!

As opressões decorrentes do sistema capitalista, assim a miserabilidade e a ignorância, bem podem ter agravado a situação. Não a provocaram no entanto porquanto uma causa não pode ser posterior ao efeito e a afirmação do capitalismo não pertence ao contexto do massacre perpetrado em Keibar ou das batalhas de Ohod e Mutah.

Na Europa certos setores da direita tem sido sensíveis ao problema e acenado com a possibilidade de restringir a entrada de muçulmanos. E não devemos nos admirar de que parte considerável da população identifique-se com eles...

A esquerda com sua miopia religiosa e seus discursos embolorados em torno da inquisição papista (não chegaram nem as inquisições protestantes as quais em todos caso também inexistem no contesto atual) do século XVI (!!!???!!!) tem se mostrado totalmente inábil sequer para considerar o problema do islã. O único problema para ela é o capitalismo...

Anarquistas e liberais fanáticos i é democratas formais vão pelo mesmo caminho apresentando os muçulmanos como ovelhas inofensivas...

Diante disto como censurar o povo por aproximar-se da direita se as esquerdas e alguns setores democráticos recusam-se a considerar ou mesmo a examinar suas aspirações e a dialogar com ele???

O medo, o temor, o desespero, a angústia, o receio, a insegurança fazem e farão com que as multidões lancem-se mais uma vez nos braços de uma direita bastante esperta. Enquanto as esquerdas e os libertários tapam seus ouvidos e gritam: Islamofobia???

Mas desde quando o islã é povo ou etnia i é algo geneticamente dado???

Islã é crença, fé, religião; fenômeno que pertence aos domínios da liberdade e com o qual bem se pode romper ao menos no ocidente, num contexto democrático.

Desde quando opiniões, teorias, crenças, doutrinas e ideologias que temos em conta de errôneas não podem ser detestadas??? Assim o nazismo, o fascismo, o comunismo, os totalitarismos todos, o individualismo, o relativismo, o subjetivismo, o machismo, o adultismo, etc, etc etc

Assim o islã enquanto fé que ou discurso religioso que sanciona não apenas a agressão mas toda uma casta de preconceitos por nós já apontados!

Diante disto como não te-lo em conta de errôneo ou melhor de mau??? E como, sendo mau, não odia-lo??? Bendita alma de Sócrates que ensinou o homem a amar o bem e odiar o mal, a estimar a virtude e detestar o vício, a aspirar pela excelência e sentir repulsa pela vulgaridade!

Claro que não nos referimos a pessoa do muçulmano. Pois bem pode haver entre eles quem ame a paz e esteja de boa fé. Nossa questão é com uma fé ou crença que sempre poderá ser abandonada pelo simples fato de não fazer parte constituitiva da pessoa!

Evidentemente que podemos sentir asco, repulsa ou como se diz fobia por uma religião qualquer que faça do criacionismo um de seus fundamentos mais sólidos e que apresente a divindade como jogando baldes de água sobre a terra durante os dias de chuva!

De modo geral no entanto o homem ocidental é 'islamofobo' por questões de natureza mais simples ou prática como o risco de serem massacradas pelos homens bombas de alá... Diante disto só mesmo a esquerda alienada para censurar este homem...

Le Pen, Trump e outros tem acenado com algumas propostas concretas, explorado este filão e conquistado o apoio de muitos.

Trump sugeriu impedir a fixação de muçulmanos nos EUA e não seremos nós, conhecedores do islã e seus objetivos, que iremos vaia-lo, mas antes aplaudi-lo, pois propôs alguma coisa a pessoas que desejavam ouvir algo.

Ao menos a ideia de restringir ou acesso de clérigos ou de homens muçulmanos a nossas sociedades democráticas deve ser considerado e discutido com a Sociedade. Com uma Sociedade que esta assustada e exige respostas.

Ao menos a questão do proselitismo muçulmano nos países ocidentais há que ser analisada fria e racionalmente.

Ao menos a sugestão de um juramento democrático por parte das mulheres e crianças a serem acolhidos em nossas repúblicas europeias, americanas e africanos tem de ser criticamente examinada.

O que não se pode mais tolerar é esse êxodo interminável de muçulmanos adultos do sexo masculino destinados a converter os ocidentais não apenas a sua fé mas antes de tudo a seu 'modus vivendi'.

De um modo ou de outro a questão da intolerância religiosa, do fundamentalismo, do proselitismo, da sharia, etc terá de ser, mais cedo ou mais tarde, problematizado. Ao invés de continuar sendo eternamente ignorado.

Até que cada pais da Europa ou da própria América de converta em califado ou sultanato...

A direita saiu na frente pois acenou com medidas concretas...

E por isso ganhou eleitores dentre aqueles que temem o islã.

Alias por ser policrata, socialista, trabalhista, humanista... Não deixo de temer o islã.

Um islã que como um fundamentalismo bíblico corta pela raiz e impossibilita por completo a construção de uma Sociedade mais livre, mais fraterna e mais feliz.

Enquanto isto que faz a candidata democrata sra Hilária???

Compromete-se, na esteira do desmiolado George Bush, a depor o 'ditador' sírio Bachar al Assad, que como Saddan no Iraque dos anos 80, é um fator de estabilidade e adversário poderoso do ISIS. Enquanto a Rússia porfia em destruir o Estado Islâmico, que é um dos mais perigosos inimigos da civilização democrática e livre, a sra Clinton, fragilizando ou depondo o Assad, propõem-se a fortalecer o Estado islâmico com a desculpa esfarrapada de que o islã é uma religião de paz e que tudo ficará bem!!!

Diante de tanta estupidez como admirar-se da vitória do candidato republicano, sob diversos aspectos bisonho mas, ao menos quanto o problema islâmico (que é uma demanda social e política nos EUA e na Europa) atento e sensível???

Doravante, após os sucessivos e repetidos ataques de radicais na Europa e o 11 de Setembro nos EUA, o problema do terrorismo e consequentemente do fanatismo islâmico e da emigração são saíra de pauta tão cedo. Levou a Inglaterra a estremecer as relações com o Continente, levou os cidadãos norte americanos a elegerem Trump e talvez venha a ser responsável pelo triunfo de Le Pen na França, em que pese o choro dos esquerdopatas islamófilos...

Como o fundamentalismo pentecostal no Brasil, a presença do islã na Europa e nos EUA será pedra de toque em termos sociais e políticos e sempre encontrará uma clientela interessada. O ideal no entanto seria que os países do Mediterrâneo, i é os mais próximos da intifada islâmica, fossem os primeiros a examinar o tema e a impôs restrições ao fluxo de populações muçulmanas.

Angola, um pequenino pais da África, é neste sentido um exemplo para o mundo.

Angola nos indica o caminho a ser seguido se aspiramos por manter, aprofundar e alargar as instituições democráticas e igualitárias.

Te é bem possível discordar
Mas difícil te será refutar!!!




domingo, 1 de novembro de 2015

O que o CUnha tem a ver com a SÉ???

Dizem que para além de Deus, só a ignorância humana é infinita.

A ponto de já terem feito dela um oitavo sacramento e de se terem escrito obras enciclopédicas a respeito!

Se existe um campo em que os homens superam-se de fato deve ser o da ignorância.

Penso todavia - e nisto não posso deixar de concordar com o Arnaldo Jaburu! - que ninguém seja capaz de levar palma aos comunistas e anarquistas.

Claro que há alguns comunistas e anarquistas bem inteligentes e informados. Com os quais se possa discutir exaustivamente sobre a 'Crítica ao pacto de ghota', o 'Manifesto' ou o 'XVIII Brumário'; ou sobre a Ética de Kropotkin ou O que é a propriedade de Proudhon.

De minha parte digo que não raras tais personalidades... bem informadas, coerentes... que já se deram ao trabalho de investigar as fontes do comunismo e/ou do anarquismo. A estes apenas e por estes, em que pesem as discordâncias, nutro não só respeito mas sincera admiração. Admiro e venero o espírito de investigação onde quer que se encontre, até mesmo nos domínios do conhecimento religioso, pois a paixão pelo conhecimento acaba se convertendo em hábito que conservamos pelo resto da vida em que pese as retratações e correções ideológicas.

Por experiência no entanto conheci poucos comunistas e anarquistas que deram-se ao trabalho de investigar criticamente as raízes ou fontes de suas respectivas correntes ideológicas.

Grosso modo poderíamos até enveredar pelos meandros da sociologia e reconhecer que se trata de vezo comum a nosso povo, ao povo brasileiro. Que é o de apegar-se a frases de efeito ou a certa pomposidade discursiva e jamais tocar ao fundo dos problemas ou investigar as questões com maior propriedade. De fato parece que aos nossos agrada se supérfluo isto é permanecer sempre a superfície dos problemas embora opinando sempre a respeito de tudo.

Faz graça ver como os comunistas e anarquistas adoram discursar sobre lugares comuns, sendo o mais pisado e repisado deles, a tal revolução ou golpe a respeito do qual falam e discutem a todo momento embora apreciem discutir também sobre o tema da propriedade. Agora se se menciona o tema da revolução total ou da propriedade pessoal sentem-se já incomodados por fugirem tais doutrinas ao senso comum...

Pude observar o mesmo fenômeno estranho tanto no domínio religioso quanto no profano.

Não há fundamentalista religioso (Cristão) que não perca as estribeiras caso rebatamos cada uma de suas alegações preconceituosas citando trechos do Evangelho ou as palavras de Jesus Cristo; com as quais, diz acertadamente Maurois (História da Inglaterra) são pouco familiarizados, por preferirem as partes mais vulgares do antigo testamento. Assim na medida em que o interlocutor vai demonstrando ter certo conhecimento a respeito das fontes legitimamente Cristãs, vai o fanático se sentido mais e mais incomodada até retirar-se...

Percebi amiúde o mesmo tipo de incomodo entre os comunistas sempre que recorri as obras de Marx e Engels e entre os anarquistas sempre que recorri aos escritos de Bakhunin e Kropotkin... aos quais uns e outros atribuem as doutrinas mais disparatadas. Costumo encerrar tais diálogos perguntando se por acaso meu interlocutor havia se esquecido desta ou daquela passagem de Marx ou Kropotkin... merecendo ouvir quase sempre algo semelhante: Estou mais preocupado com a ação ou a praxis do que com o conhecimento de X ou N... até ser classificado como 'intelectual de gabinete'...

Nos terrenos do comunismo e do anarquismo investigar as fontes parece corresponder a uma espécie de vício e defeito. Daí a ignorância quase que absoluta e vergonhosa demonstrada por eles em torno das fontes...

Diante disto como esperar que se destaquem noutros ramos do conhecimento ou do saber superando o senso comum???

Confesso no entanto ter ficado estupidificado ao saber que os 'críticos' do fanático Eduardo Cunha PICHARAM A CATEDRAL DA SÉ!!!

Como é que é???

Isso mesmo leitor...

Após o LÍDER PROTESTANTE Eduardo Cunha ter restringido o acesso a pílula do dia seguinte, certo grupo de ativistas, PICHOU UM TEMPLO CATÓLICO!!!

É mais ou menos como se o presidente do Corintians tivesse xingado os torcedores do Santos, ai os torcedores do Santos vão e atacam OU PICHAM A SEDE DO PALMEIRAS!!! Oh Loco!!!

Da próxima vez que a bancada 'Evangélica' ou protestante, aprovar outra lei em oposição aos direitos e liberdades dos cidadãos esses energúmenos não queimar crucifixos (!!!) ficando as Bíblias completamente a salvo...

Tal e idiotice de nossos ativistas.

Os quais parecem ignorar que as igrejas romana e protestante são mais ou menos inimigas, ou no mínimo bem distintas...

De minha parte fiquei puto justamente porque os movimentos sociais de que fazemos parte costumam receber invariavelmente certo apoio por parte dos setores mais progressistas da igreja romana, e; evidentemente apoio algum desses pastores da prosperidade - tipo Malafaia, Everaldo, Felicianus, etc - sempre associados ao que há de mais canalha e reacionário em torno de política e sociedade, como o Cunha.

Neste caso pichar a catedral implica insultar algo significativo para tais setores do catolicismo,a afasta-los dos movimentos sociais e perder uma apoio precioso.

Que merda de ativistas vocês são, afastando as pessoas ao invés de atrai-las e fortalecer a causa da liberdade e dos direitos.

Pichar o Templo de Salomão, sede da IURD ou a sede da Assembléia de deus vocês não vão né???

Malafaia, Felicianus, Everaldo, CUNHA, devem estar aplaudindo a iniciativa de vocês porque não odeiam menos a igreja romana, nem podem deixar de encarar o progressismo Cristão como herético!

Então, me permitam dizer, vocês não estão exercendo oposição ao CUNHA, mas pactuando com ele.

CUNHA não é romano ou católico, nem a bancada que lhe dá apoio.

CUNHA faz parte da bancada fundamentalista, protestante ou bíblica; que constitui o setor mais reacionário da Sociedade brasileira.

Que apresenta-se como o mais eficiente antidoto contra a infecção do progressismo religioso.

Que afirma-se como a mais segura garantia social face as aspirações satânicas e infernais do comunismo, do anarquismo e da ciência.

Que encarna oficialmente os valores essenciais da ordem e moral burguesas como monogamia, machismo, adultismo, homofobia, etc

E que tem um plano teocrático para o Brasil, i é, a pretensão de longo prazo restringir ou negar direitos essenciais a pessoa em nome da Bíblia ou melhor da Torá (antigo testamento).

Outro é o caso da igreja romana, que apesar de suas limitações e defeitos, conta ainda hoje com um setor progressista, pautado em princípios e valores humanistas.

Pelo simples fato deste setor possuir uma teologia, uma orientação escolástica, certa visão científica, etc torna-se perfeitamente possível dialogar com ele, a exemplo do lider comunista italiano L L Radice, dentre outros.

O mesmo não se dá com aqueles que como os muçulmanos ou nossos pentecostais apegam-se fanaticamente a um livro que creem ser infalível de capa a capa.

Com base na autoridade de um livro composto a 1400 ou a 3000 anos atrás e enquanto veículo de uma cultura primitiva sacralizada, toda e qualquer esperança de diálogo fica frustrada.

Grosso modo parte dos fiéis católicos já consegue encarar o interlocutor discordante como um ser humano equivocado ou errado. Enquanto nossos fundamentalistas continuam apresentando os dissidentes como endemoninhados, possessos, condenados, etc

Outro erro cabal constitui em profanar símbolos católicos ACREDITANDO COM ISSO EXASPERAR OS FUNDAMENTALISTAS E FANÁTICOS PROTESTANTES, os quais como disse Malafaia: NÃO TEM SÍMBOLOS!

Alias não só não tem símbolos como - sendo essencialmente intolerantes - odeiam os símbolos religiosos pertencentes as comunhões rivais, aplaudindo sua destruição, como fizeram em 1789 durante a Revolução Francesa, quando as grandes catedrais católicas foram atacadas e abatidas! Mesmo odiado os materialistas e ateus que demoliam as igrejas romanas os protestantes não deixaram de ovacionar a demolição das mesmas como devem ter vibrado com a pichação da catedral da Sé!

Pura e simples noção de justiça, elementar e básica; exigia que os adversários de Cunha atacassem e pichassem antes de tudo a igreja frequentada por ele ou outros templos protestantes; mas de modo algum os templos Católicos uma vez que Cunha não só não é ovelha do papa Francisco como deve encara-lo como uma espécie de anti Cristo ou Satanas como boa parte dos protestantes.

Desejavam de fato atingir o Cunha, o Malafaia, o Felicianus e outros que ASSOLAM NOSSO PARLAMENTO NACIONAL E ASPIRAM POR TOMAR O PODER??? Fizessem uma fogueira com Bíblias! Simples assim... e a bancada protestante, o Cunha, o Malafaia, o Everaldo e toda consciência fundamentalista deste pais se sentiria atingida no coração!!! É ao deus deles que deveis agredir, digo a Bíblia, e não as catedrais dos papistas...

Fácil é atacar o povo católico, o qual segundo Kafka, costumava suportar as maiores atrocidades sem jamais rebelar-se... mostrando-se quase sempre docil por amor a paz.

Quero ver esses machões ou machonas, essa gente audaciosa e cheia de coragem, os paladinos do anti cristianismo atacarem as sinagogas e templos protestantes, picharem o templo de Salomão do Edir Macedo, queimar Bíblias nas praças públicas, jogar ovos e tomates no Felicianus ou no Malafaia... PORQUE NADA TENHO VISTO NESTE SENTIDO...

Apenas insultos a um velho que habita na Península itálica, que não se envolve na política brasileira, que tem certos pensamentos progressistas, que ousou apontar as iniquidades produzidas pelo capitalismo...

Ou se trata de gente medrosa, que de fato conhece e teme o fundamentalismo... ou de gente imensamente burra, como os que veem o Geraldo fechando as escolas e culpam a Dilma rsrsrsrsrsrs

Acredito que se meu velho pai fosse vivo, em que pese seu ateísmo, gritaria:

Mas que tem o CU a ver com as calças???

Mas o que tem a ver o Cunha ou a bancada protestante (evangélica) com a catedral da Sé???

Diria a meu pai que certamente tais pessoas cagam pelo cu, mas passam o papel nas calças...

E que a ignorância delas e ilimitada.

No momento em que as pessoas, direi massas, já não sabem mais distinguir o pentecostalismo do Catolicismo... o judaísmo do Islã... Não há como deixar de suar frio e de temer pelo futuro da Sociedade.

Não, não chegaremos ao fundo do poço. Já estamos nele!



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Problemas em torno do anarquismo: anarquismo, socialismo e individualismo I

I - A questão dos golpes ou das Revoluções


Não costumo a apresentar-me como anarquista. Todavia como tenho o costume de apresentar-me como Socialista libertário, Socialista liberal (em política não em economia), Socialista democrata (não do partido brasileiro que ostenta este nome nem na acepção moderna ou representativa mas à la grega) ou Policrata, poderia muito bem apresentar-me como Socialista anarquista ou Anarco socialista.

Como anarquista apenas jamais me apresentaria e por um motivo bem simples: a existência dos anarco individualistas e dos ANACAP.

Trata-se no entanto de um motivo apenas. Há outros.

Começando como sempre pela questão dos meios. A mesma que nos separa dos comunistas.

Politicamente aspiramos por um fim bastante próximo ou semelhante. Que eu coloco em termos de democracia direta.

Os anarquistas no entanto, digo-o de modo geral. Estão cindidos em duas facções ou grupos: os que cedem a tentação de apressar a História e apostam no golpe (no passado classificados como libertários) como os comunistas e os que apostam no abstencionismo, boicotando a democracia indireta ou representativa julgando ser possível produzir um colapso em termos de política e destruir o sistema.

Eu não pertenço a qualquer destes grupos.

Encaro o golpe/golpismo (idéia de Revolução sangrenta) como uma traição ao realismo ou como dizem ao materialismo na medida em que pretendem instaurar uma ordem para qual a Sociedade não esta culturalmente preparada ou que não faz sentido para aquela Sociedade. As verdadeiras Revoluções se de fato existem são levadas a cabo pelo povo ou pela Sociedade como um todo e não por Elites... e massas inconscientes e amorfas por elas cooptadas. Todas as Revoluções da modernidade tem sido golpes de carater elitista, alheios ou até opostos a vontade popular.

Tudo quanto temos construído a custa de suor, sangue e lágrimas em termos de política, tem sido artificial, superficial e por isso malbaratado.

É o golpismo atitude essencialmente elitista, ilusória, idealista e trágica. É essencialmente idealista porque recusa-se a acompanhar o ritmo do processo Histórico e a dinâmica da cultura. São indivíduos ou grupinhos que acreditam ser capazes de alterar o curso da História com suas espadas, lanças, rifles ou canhões quando a História só pode avançar dentro de certos límites quando se altera ou muda o espírito, a idéia, os princípios, os valores, as crenças; enfim a cultura.

É a alteração da consciência coletiva que produz novas estruturas sociais. Agora depende esta alteração de diversos fatores quais sejam a educação, a fé religiosa, a ética, etc

Por ignorar tal sentido a Revolução mostra-se ingênua. O golpe não pode deixar de acontecer como um virus não pode deixar de produzir uma infecção dentro do organismo. As Revoluções não são, creio ei evitáveis... Isto não significa que devamos aspirar por elas, colaborar com elas, aplaudi-las ou sauda-las como um evento cósmico de natureza redentora ou como uma panaceia.

Revoluções não são terapias, jamais foram. Revoluções, golpes e movimentos bruscos no corpo da sociedade são mais sintomas ou moléstias do que outra coisa. A cura vem depois... de maneira dialética, incorporando novos valores de certo modo divulgados e trazidos pela revolução. Os quais criam um mundo diferente, de que farão parte elementos do antigo regime e do novo, da revolução e da reação. Após a revolução sempre há certo saudosismo e certa medida de reação. Daí os recuos... Não duvidamos que permaneça algo de bom.

Agora se a Revolução foi hecatombica, como a de 89 e a de 17, ceifando multidões de seres humanos e aniquilando dezenas de milhões de vidas. Se o saldo de mortes foi bastante elevado. Então somos levados a nos perguntar se valeu a pena ou se a humanidade não chegaria aos mesmos resultados ao cabo de alguns séculos produzindo uma economia significativa de sangue.

Que restou? Que foi obtido? Quais os resultados concretos? Quantas vidas se perderam? Quanto de nosso patrimônio histórico e cultural foi sacrificado? Quantos bens foram destruídos?

São perguntas problemáticas que impõem-se aos apóstolos da Revolução.

De minha parte repugna contemplar tanta carniçaria.

Dirão alguns, com Max Nordau, que o regime anterior a Revolução matava lenta e sutilmente, por meio da opressão, sem efusão de sangue, abreviando a tempo de vida dos dominados. Assim os camponeses franceses de 89 debilitados pela fome... assim os proletários e mujiks de 17. Seria necessário fazer a conta bem como adicionar a dor de ser decapitado ou fuzilado. Sim porque a maior parte das mortes produzidas pela Revolução parecem ser violentas e dolorosas. Então devemos considerar a dor... e a consciência de estar em perigo ou de estar fadado a morrer. A situação pode até matar. Mas a revolução, quase sempre, acrescenta a morte um conteúdo dramático que poucos seres humanos estariam dispostos a aceitar.

Pessoas não desejam morrer estouradas por bombas ou queimadas por Napalm. Preferem viver um tiquinho mais, inda que seja de vida abreviada e precária.

Já vi Revolucionários classificando tais pessoas como covardes e acomodadas. É julgamento de muito pouco valor, que ignora supinamente as razões alheias. Ademais o juízo de quem lança bombas ou fuzila é essencialmente diverso do juízo das vítimas civis. As quais parecem aborrecer qualquer tipo de Revolução ou golpe, seja de direta ou esquerda. Quem combate em qualquer um dos lados costuma a encarar a morte como heróica. O bom povo, em sua simplicidade e covardia bem sabe que não há nobreza alguma na morte e que quase toda morte é dolorosa, imunda e feia.

Toda e qualquer cultura militar ou marcial, seja de direita ou de esquerda mistifica em torno da morte, buscando encobrir seu lado trágico. O povo simples por instinto abomina a morte. Prefere inclusive sofrer a morrer porque a vida trás esperança... Prefere mesmo viver sob o jugo da servidão a morrer, porque na vida há esperança. A morte no entanto conhece gêneros dolorosos porquanto há diversas formas e modos de morrer. Nem preciso dizer que a revolução trás em seu bojo vários tipos artificiais de morte...

Eis porque o senso comum abomina quaisquer Revoluções ou estados próximos a anomia. Preferindo uma segurança precária. Revoluções são situações de descontrole radical, em que possibilidades de excessos em termos de injustiças, vinganças, crueldades, etc tornam-se mais fáceis, senão oportunas ou reais. Ocorre-me a execução de um Lavoisier por mera intriga!

Penso que hajam guerras, conflitos, batalhas, revoluções necessárias; sobretudo quando a injustiça torna-se crônica e as o número de mortes por carência de condições materiais vultoso. Mas... tampouco creio nessa mística produzida em torno da violência, do golpe e das revoluções. Mística que não contabiliza a soma de vidas perdidas e que desconsidera o fator do sofrimento. Mística que recusa-me a fazer cálculos. Mística que chega as raias do sadismo! Desta mística segundo a qual a Revolução é sempre oportuna, boa ou necessária não partilho. Desta mística segundo a qual ela é sempre o melhor ou o único caminho a ser trilhado não comungo.

Revolução deve ser encarada com um purgante ou remédio amargo e não como xarope.

Admito que algumas revoluções, golpes e distúrbios sejam impossíveis de serem evitados dadas as condições de determinada sociedade. Mas não posso encara-los com entusiasmo. Não posso testemunhar tais cenas de iconoclasmo e destruição com um sorriso nos lábios como não poderia encarar de tal modo a destruição do Templo de Diana pelos gôdos, a queima do fórum romano pelos bárbaros germânicos, a aniquilação da Biblioteca de Alexandria por Amru Al Ass, o saque da Biblioteca do Vaticano pelos lasquenetes alemães em 1527... Por natureza aborreço a fúria, os excessos e os abusos e por isto suspeito das revoluções.

Nisto aparto-me da maior parte dos anarquistas e dos comunista.

Não sou um Revolucionário no uso comum do termo. O que busco resignificar, transformar, subverter, reformular, etc é o universo das ideais. O que busco incendiar, demolir, extirpar, etc são teorias, opiniões, palpites, doutrinas, crenças e não pessoas. O que desejo revolucionar de fato são os princípios e os valores.

Nem por isso sou pacifista ingênuo e radical. Já disse que diversas situações justificam o emprego da força, a resistência, a defesa, a reação, a subversão. Há que se lutar e que se combater, mas também há meios mais seguros e prudentes, como a desobediência civil de Thoureau, as greves, passeatas, manifestações, etc Inumeras possibilidades a serem esgotadas antes de se partir para o conflito aberto.