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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O movimento Mães de maio vota Dilma


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As Mães de maio assim como muitas pessoas vão votar na Dilma não porque acreditam que seu governo restaurará a inocência perdida no Éden ou que ela vai inaugurar o milenarismo, não. Vão votar na Dilma para evitar o pior, isto é, Aécio Neves, o candidato apoiado pela imprensa venal, pelos neoliberais e por todos os conservadores em geral. O voto em Dilma não é um voto de confiança em seu governo, mas é um voto para tentar frear o crescimento do fascismo e da reação, coisa que já aconteceu este ano no 1º turno quando elegeram o congresso mais conservador desde 1964.

Felizmente o povo das periferias, os pobres, os marginalizados tem uma visão maior de mundo para não cair no idealismo dos abstencionistas, eles abem que voto nulo não resolve, pelo contrário favorece o Aécio & cia. Faço das palavras do Movimento das Mães de Maio minhas palavras.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Democracia representativa

Não creio nem um pouco na democracia representativa. Mas o que é democracia representativa? Democracia representativa é essa "democracia" que de 4 em 4 anos, ou melhor, de 2 em 2 anos (O Brasil tem eleições a cada dois anos, mesmo que votemos a cada 4 anos em prefeitos e vereadores e de 4 em 4 anos em presidente, governadores, senadores e deputados) elege presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. É nisso que não creio e por conseguinte não creio o sufrágio universal. 

Não posso crer que alguém possa me representar. No momento em que eu voto estou admitindo que sou um incapaz e que preciso que alguém pense e aja por mim, reconheço que não sou adulto e dou o poder a essas pessoas para que me governem.

Dizem que o governo democrático é um governo da liberdade onde as pessoas tem liberdade de escolha, será? Que liberdade é essa que no horário de propaganda eleitoral gratuita dá mais tempo para os grandes partidos e um brevíssimo tempo para os partidos pequenos? Como uma pessoa poderá pesar todos os discursos? Na verdade, ela será induzida por aqueles partidos que tem mais tempo, parafraseando aquele dito norte-americano (ou será inglês?) tempo é voto, quanto mais tempo tem um partido mais votos terá. 

Outro fato no governo representativo é que as pessoas sem instrução e de baixa renda não votam conscientemente, não. Pessoas sem instrução (e mesmo as "instruídas") são ludibriadas pelos meios de comunicação ou por líderes religiosos que fazem do púlpito um palanque político. Desse modo pessoas sem instrução acabam votando em quem os pastores apontam como sendo "homens e mulheres de deus". Quanto as pessoas de baixa renda elas vendem seus votos por "favores" como cestas básicas, telhas, areia, cimento e blocos ou por uma vaga numa escola municipal para o filho, um estágio para um filho adolescente e outras coisitas mais. Como pode uma pessoa não vender seu voto se passa necessidade? Como pode uma pessoa  exercer sua cidadania se não tem sequer o mínimo para ser cidadã?

Você nunca parou para pensar por que precisa ser representado? Não acha que em sua comunidade você poderia participar ativamente da política votando e sendo votado? Apresentando propostas e ouvindo outras? Você é "livre" para escolher quem serão as pessoas que te governarão por quatro anos e acha que isso é liberdade. Se a democracia, isto é, o poder popular é representativo, então não é o povo quem governa, isso é uma mentira.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Retirada dos símbolos religiosos

Recebi a mensagem que segue abaixo de minha querida amiga e ex-professora Vera Lúcia Avim, como achei a mensagem forte e inteligente, decidi socializá-la com aqueles que pensam como eu. Ei-la:


“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas…Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.A Cruz deve ser retirada!Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas;

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte; Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quarteis, onde os pequenos são constrangidos e torturados;Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas pobres morrem sem atendimento;É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças; das misérias e sofrimentos dos pequenos; dos pobres e dos menos favorecidos”. Frade Demetrius dos Santos Silva São Paulo/SP – 27.02.2010.