terça-feira, 28 de julho de 2026

Os fundamentos do liberalismo econômico segundo Adam Smith

 Avalio como patético e instigante que Smith, na 'Teoria dos sentimentos morais' tenha, em oposição ao materialismo estrutural ou economicista, admitido que seu sistema econômico individualista - O liberalismo econômico ou Capitalismo. - só seria exitoso num sólido contexto ético, algo totalmente esquecido hoje 


Ele não acreditava que a estrutura econômica ou material garantiria o funcionamento do sistema. O que os ecomonomistas materialistas, seus sucessores, puseram de lado, tal e qual os neo kantianos, foi o aspecto ético da coisa... O que seria repetido ainda pelos neo positivistas de Litreé.


Então o drama do Capitalismo é que nasce já aleijado ou capenga. Aliás nem se pode obrigar ou constranger a pessoa a ser ética ou a viver eticamente...


O pior, todavia, é que Hume, partindo de um ceticismo radical, já vibrou um primeiro golpe na concepção ética essencialista comum a Sócrates e ao Evangelho. Outros sucessivos golpes serão deferidos por Max Stirner, Nietzsche e, como já foi dito, sobretudo, pela gente de Litreé...


Todo pensamento posterior a Smith e simpática ao liberalismo econômico, esforçou por alija-lo justamente do elemento ético que segundo o teórico escocês, deveria dar-lhe sustentação e conservar-lhe a vida e, o resultado disto, foi a criação de uma estrutura materialista e economicista jamais pensada por ele.


Quiçá funcionasse na perspectiva de Smith. Sob a forma atual, dada sobretudo pelo positivismo anti metafísico, não funciona... Sob o estro do materialismo ou do economicismo falhou miseravelmente.


Curiosamente Smith, Kant e Comte não eram materialistas perfeitos ou coerentes, mas, decididos partidários de uma vida ética objetiva. Nem preciso dizer que foram avaliados como ingênuos, toscos e incoerentes por seus continuadores, os quais, a exemplo de Litreé, lançaram o conteúdo ético as urtigas, por ser necessariamente metafísica.


A outra opção, a única possível, o utilitarismo de Bentham, recauchutado por Mill (Numa perspectiva social ou coletiva, com retalhos do Evangelho.) e rebatizado por James, recusando qualquer conteúdo idêntico, jamais logrou opor-se decididamente ou com sucesso as mazelas do sistema concebido por Smith e ora desfigurado.


A modernidade quiçá tenha privado o Capitalismo de suas bases ou fundamentos, imateriais e absolutamente necessários. Tal a percepção de Smith, o pioneiro ou fundador. Também a democracia liberal de Locke fora falsificada pela suposição de que, após as eleições, um parlamento leviano ou infiel torna-se senhor absoluto da sociedade por uns tantos anos, não podendo ser dissolvido, o que é o oposto do que o cientista político preceituou.

Nenhum comentário: