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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Resistência cultural, qual a melhor opção (Como escapar ao protestantismo e ao islã - Ao Brasil e a Europa.) II - ContinuaçãoGuardar

Seja-me permitido dizer com absoluta fraqueza. E por sinal como Historiador que folga estudar antiguidades clássicas e orientais a cabo de três décadas - Face aos assédios protestante e islâmico ideologia naturalista alguma nos poderá valer ou salvar.

Pois nem mesmo as Ideologias mais fortes e belas da antiguidade puderam salva-la da dissolução.

Refiro-me a obra daquele que Rousseau, contrapondo a Jesus Cristo, apontou como o maior ser humano de todos os tempos: Sócrates. Bem como a obra daquele outro grego que segundo afirmam os sábios era capaz de pensar por no mínimo cem homens: Aristóteles.

Em vão procuraríamos por melhores doutrinas ou por ensinamentos mais excelentes. E no entanto... Foram, um e outro, socratismo e aristotelismo, incapazes de salvar três ou quatro milênios de civilização.

Foi o aristotelismo, após uma magnífica floração e contra todas as expectativas, suplantado pelo platonismo, o qual acabou por ceder passo ao neo platonismo e enfim a teurgia ou feitiçaria... De fato foi aquele sóbrio realismo aristotélico engolido pelas toscas conjecturas de Platão e estas consumidas pelo irracionalismo e pelo ceticismo até chegarmos a Jâmblico e a magia, encantamentos e coisas do tipo. De modo que quando o herético Justiniano determinou o fechamento da quase milenar academia não passava ela duma tenda espírita...

Já a figura de Sócrates não tardou, nos primeiros séculos desta nossa Era a ser substituída pelas patéticas figuras de Apolônio de Tiana e Alexandre de Abonútica, o segundo ao menos - Segundo Luciano de Samosata - um mistagogo charlatão.

Enfim nem mesmo os ensinamentos humanos mais puros e elevados foram capaz de manter aquela ordem de coisas e de regenerar aquela cultura pluri milenar. De modo que tudo veio fragosamente abaixo e sucumbiu.

Porém não sucumbiu por inteiro.

Pois ao tempo de Octaviano César, o 'Augusto', apareceu neste nosso báratro sublunar um homem virtuoso e exemplar, o qual não hesitou apresentar-se como o Ente Supremo, Legislador, organizador e mantenedor dos Universos. 

Viveu de modo digno e irrepreensível no meio da gente mortal e emulando com o ateniense, com Buda e Confúcio, enunciou o padrão de Ética mais elevado que até hoje possuímos, fundamentado na empatia, alteridade ou solidariedade. tolerância a respeito dos que creem de modo


Por meio da palavra e do exemplo sancionou a diverso (Ao recusar fulminar com raios a aldeia dos samaritanos.), um amor heroico que se estende até os contrários, um ideal crítico de paz, um escrupuloso zelo pela justiça, o culto piedoso da verdade, a disponibilidade ao perdão irrestrito, a lei divina da liberdade, a fraternidade universal, etc

Tão elevada a puridade de seus ensinamentos que não poucos objetores decidiram, arbitrariamente, lança-lo no mundo dos mitos, bani-lo da História e negar sua existência real (Dupuis, Strauss, E Bossi, Bernacchi, Antonio Miranda...) Enquanto outros, agindo como doidos (O dr Binet Sanglé) chegaram a questionar sua sanidade mental, pelo simples fato de se ter apresentado como Deus Nosso Senhor, mantenedor do Universo. Pois de fato esse grande homem foi, ainda é e sempre será uma pedra de escândalo, especialmente para seus falsos seguidores, adversários do Evangelho redentor.

Mesmo para o islã é ele uma pedra porquanto o livro deles o reconhece como 'Palavra de Deus', nascido miraculosamente de Virgem, enquanto que Maomé, nasceu de modo humano e natural de Abdullah e Aminah. 

Ademais enquanto este Jesus foi fiel aquela Lei que declara: Não assassinarás, Maomé tornou-se conhecido por ter mandado amarrar Umm Quirfa de Banu Faraza (A qual era uma mulher idosa!) a dois camelos e partida viva em dois pedaços, após o que foi esquartejada, decapitada e sua cabeça oferecida como 'mimo' ao 'santo' homem, o qual teria declarado na ocasião: "Um povo liderado por uma mulher jamais obterá sucesso.". Por mais caras de pau que tenham os maometanos não podem negar tais fatos, uma vez que constam na "Sirat rasul Allah" de Ibn Isahq (Sessão 980) e no Hadith de At Tabari (VIII,96).

E no entanto os ideólogos que costumam colocar em dúvida a existência de Jesus, Buda ou Sócrates (kkkk) nem de longe questionam a existência do líder desses bandoleiros saídos dos desertos com suas cimitarras...

Para a crítica imparcial dos ateístas, apenas aquele que decretou explicitamente a destruição dos ateus, materialistas e irreligiosos e que condenou a liberdade, tanto política quanto religiosa, tem direito a existência. 

Agora, tornando a Jesus, sejamos francos - sua existência, similar a de Çakia Muni, Confúcio ou Sócrates e digna de grandes civilizações, como a Índia, a China ou a Grécia, não faz sentido algum nos confins da Palestina ou nos desertos da Judéia. A de Maomé ou a de 'Moisés' ali se enquadram perfeitamente... A de Jesus melhor estaria em Mileto, Atenas, Antioquia e sobretudo Alexandria. Pois supõem a convergência de tradições culturais que só poderiam ser encontradas juntas naquela soberba Biblioteca, o centro do saber antigo. E no entanto, tais doutrinas e ensinamentos (Que lhes são atribuídos pelo Evangelho ou pela Igreja antiga.), a serem humanamente extraídos, suporiam décadas de pesquisa, e demandariam a atividade frenética de um Eratóstenes ou de um Calímaco e não de um bando de pescadores semi analfabetos de Cafarnaum... cf "Jesus, o mestre de Nazaré" Aleksandr Mien

E que resulta disto...

Resulta disto que o Cristianismo - Opondo-se tanto a guerra injusta quanto ao escravismo. - faz deitar o machado a raiz da árvore podre, como assevera E Gibbon no "Declínio e queda do império romano"

E no entanto, ao contrário do islã iconoclástico cf Robert Reilly "O fechamento da mente muçulmana" - o estro do Catolicismo Ortodoxo, ao mesmo tempo que conduz aquele mundo a seu fim, dissolve-o e destrói-o, igualmente preserva o que nele havia de mais precioso, para recompor e, sobre outras bases (Éticas), criar uma nova civilização. Cf Th Cahill "Como os irlandeses salvaram a civilização" (1995) 

De fato, o Catolicismo Ortodoxo (Em seguida, no ocidente, a igreja apostólica romana.) tudo recompõem, em torno dos mistérios de Jesus Cristo:


 A Ética: Politicamente liberal, religiosamente tolerante, anti escravista ou abolicionista, justicionista face ao poder do dinheiro ou ainda trabalhista, feminista ou a favor da igualdade de gênero, pacifista crítica ou não agressiva, ecologista, disponível, sensível, fraternal, solidária e assim voltada para as condições específicas da criança, do deficiente, do idoso, etc buscando suavizar as dores do mundo e converte-lo num lugar mais digno e melhor. 

A estética: Estimulando os ofícios da música, da arquitetura, da pintura, da escultura, do drama, da poesia, etc representados por Palestrina, Bach, Bruckner, Gnoud, J B Neumann, P A Vignon, J F Millet, F V E Delacroix, Gericault, B Thorvaldsen, J R de Hita, Gil Vicente, Petrarca,
 Shakespeare, Corneille, Racine, Dante, Camões, Cervantes, La Fontaine, T de Tasso, L Ariosto. cf Chateaubriand "O gênio do Cristianismo" 

E sobretudo na área do conhecimento, sustentando até o Vaticano II, o legado de Anaxágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Antíoco de Ascalon e outros sobre a demonstração da verdade e seu critério. E sem embargo produzindo novas e dignas contribuições, com R Descartes ou Rosmini, dentre outros. Cf Fulton J Shenn "Filosofia da religião"

E ainda na área do que chamamos ciência - Sobre a qual escreveremos um artigo a parte.

Ora, tudo isto foi feito e pronto já estava, graças a ação profícua do Catolicismo Ortodoxo ou da igreja romana, antes que o protestantismo aparecesse no horizonte, como verdadeira Revolução, destinada a interromper bruscamente o rumo das coisas e imprimir-lhes uma outra direção: Cética, naturalista, materialista, economicista, relativista, ateística, modernista, nacionalista, etc numa só palavra: Perversa... e precipitar a infeliz Europa nos braços do islã.

O que o Cristianismo, com tanto esforço e trabalho fez, a rebelião protestante desfez... lançando os fundamentos de um mundo caótico e incapaz de manter-se face a barbárie muçulmana. 

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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

O protestantismo como ponto de partida da civilização 'moderna' - Os aplausos dos 'cientistas', pensadores, etc

Acho curiosas essas apologias, escritas por autores protestantes, os quais folgam proclamar o protestantismo como uma espécie de cornucópia donde saiu a civilização moderna. Ainda me recordo das obras de E Levelleye, nas quais aponta a alfabetização e a concentração dos protestantes na leitura da bíblia como elementos propulsores do progresso. 

Os protestantes naturalmente que vibram com isso...

Vamos porém examinar tudo isso mais de perto.

Pois o que ora percebemos, neste momento, são massas protestantes compostas por: Terraplanistas, geocentristas, criacionistas da terra jovem, etc Calvinistas proclamando que sua reforma deve ser levada a Biologia, a Geografia, a Sociologia, a Psicologia, e a todas as áreas do conhecimento humano, tendo por base a bíblia - Leia-se Antigo Testamento... 

Peixes engolem seres humanos, mamíferos são apresentados como aves, e por aí se vai - Bela ciência essa que saí da cornucópia protestante. O que ora podemos observar no protestante mediano, seja brasileiro ou Yankee é seu ódio e sua oposição a ciência. Isto a ponto de nomes como Darwin, Freud, Malthus, Einstein, etc serem tabus e dos líderes, a exemplo de R R Soares, orientarem suas ovelhas a jamais fazerem quaisquer cursos universitários...

De fato em certas partes da Europa a alfabetização em larga escala, encetada pela reforma protestante parece ter encetado algum resultado aparentemente positivo. Mesmo porque o ser alfabetizado pode abrir portas, aumentar as possibilidades, aumentar o conhecimento e conduzir ao pensamento crítico... Portanto a tese de que uma religião do livro, que insiste sobre a alfabetização elementar, a primeira vista parece consistente. 

Porém não são os fatos sociais assim tão simples. 

A simples sugestão de que a leitura ou a alfabetização, como causa primária e imediata, teria acionado o avanço científico europeu nos levaria a plantear questionamentos bastante difíceis de serem respondidos. Pois ao que tudo índica a metalurgia de fundição foi inventada e desenvolvida pelas culturas ágrafas ou iletradas dos Andes e posteriormente recebida pelas nações letradas das Américas central e do Norte.

Também a organização do Império Inca - Cultura ágrafa, parece ter sido, em certo sentido, mais complexa e desenvolvida que a das cidades Maias ou mesmo que a do Império Asteca, como sabemos culturas letradas. 

Outro o caso dos países islâmicos, posto que é o islã uma religião centrada no livro e na leitura, e portanto na alfabetização há mais de mil anos... E no entanto revolução ou explosão científica alguma surgiu ali. E a exceção de Alhazém e Ibn Khaldun as contribuições do islã em termos de criatividade e pesquisa são quase que nulas - Outro é o caso de seu status enquanto transmissor de cultura, o qual não discutimos.

Os dados acima nos levam a problematizar a questão da leitura entre os primeiros protestantes e o papel da alfabetização nos primórdios de sua Reforma como explicação monocausal para o advento da ciência europeia. 

O quanto podemos conjecturar aqui é que um dos fatores responsáveis pela expansão do conhecimento científico na Europa do século XVI pode ter sido, e provavelmente foi, o hábito de leitura e a alfabetização. Logo não foi a leitura por si só e de modo algum a leitura da bíblia, e menos ainda a mentalidade protestante, que provocou essa escalada científica - O quanto aqui temos é que a leitura, estimulada pelo protestantismo, foi um fator, agindo em comunhão com diversos outros.

Grosso modo a leitura no seio do protestantismo, associada a bibliolatria ou a orientação para concentrar-se apenas na leitura da bíblia, entendida muitas vezes como antigo testamento, criou uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo que facultou a alguns a possibilidade de ampliar o saber, também forjou uma servidão similar a maometana. 

E aqui chegamos ao ponto nevrálgico: Pois a mesma leitura - Que produziu muitas vezes o abandono não apenas da bibliolatria, do antigo testamento e da judaização (Sem dúvida um imeso benefício.) quanto a diversos cientistas promissores {E tornaremos novamente a isto mais a frente.} produziu da mesma maneira o abandono do Evangelho ou da fé e forjou os primórdios da incredulidade em que tombamos.

Agora por que em um grupo seleto a leitura ou a alfabetização acionada pelo protestantismo potencializou a práxis e o pensamento científico enquanto que, noutro, i é, nas massas, produziu o exilio de Nicolas Steno, a condenação de Nils Celsius (Upsala - 1679) e a destruição do laboratório de J Prestley???

Certamente porque a estimulação dos primeiros dependeu não apenas da leitura, mas de outros tantos fatores ou de condições preexistentes. 

Agora quanto ao cultivo da ciência no decorrer do processo, há indicações consistentes de que parte dos sábios protestantes (Especialmente a partir do século XVIII) tornaram-se grande parte céticos ou descrentes mantendo, na maioria das vezes, uma adesão meramente externa e formal a suas comunidades. O que era facilitado tanto pela falta de 'poder' por parte das seitas quanto pelo livre exame. Newton por exemplo, apesar de teísta era unitário, tendo inclusive impugnado o Deão Sherlock. Muito apocalíptico porém muito pouco niceno, atanasiano ou leal ao Evangelho de Cristo. Ora Newton não era uma singularidade quanto a isso... E já os iluministas franceses costumavam registrar, em meados do século, que por volta de 1700 a quase que totalidade da elite intelectual inglesa era descrente ou irreligiosa.

Após termos apontado tais incongruências temos de nos perguntar sobre o que é civilização, progresso, desenvolvimento, etc Sobre quem está tecendo tais elogios ao protestantismo. Sobre as intenções e objetivos de quem elogia, etc uma vez que cada uma dessas definições e desses elogios é portador de uma enorme carga de subjetividade.

Há muito pouco tempo ainda era o desenvolvimento mensurado pelo PIB ou soma de riquezas produzidas por uma dada sociedade, como se vê um critério meramente econômico que ignora a questão de como tais riquezas são divididas entre os setores que compõem essa sociedade, se são tais riquezas divididas e de como vivem tais pessoas.

E imagine só o leitor squantas e quantas polêmicas inúteis foram travadas em torno desta definição unilateral...

Daí o padrão ou critério atual a partir do qual avaliamos a condição de uma dada sociedade não ser mais o PIB e sim o IDH i é a qualidade de vida oferecida aos cidadãos i é Alimentação, habitação, saneamento, saúde, educação, etc

Da mesma maneira convém questionar o tal desenvolvimento ou o tal progresso e seus mentores...

Surpreendentemente esses senhores que costumam aplaudir o protestantismo não são apenas incrédulos como seus ancestrais porém ateístas militantes, materialistas e cientificista, a exemplo do Dr Dawkins, o famigerado autor de 'Deus um delírio'. Cito Dawkins aleatoriamente pois há um grande número de ateus e cientificistas admiradores do protestantismo e detratores das igrejas apostólicas, o que tem uma razão de ser.

Talvez você pense ou imagine que o testemunho dos cientificistas e ateus é um testemunho insuspeito, e desinteressado, logo indubitável e leal. Porém não é bem assim e posso te assegurar que há aqui um interesse calculado, uma tática ou estratégia.

Pois sabem os cientistas, e perfeitamente bem, que é o protestantismo uma crença frágil, inconsistente e bastante fácil de ser impugnada, haja visto o conteúdo mitológico hebraico, derivado da inspiração plenária\linear.

De fato os cientificistas ateus estão muito bem informados sobre a condição do protestantismo e  habilitados para confrontar o fetichismo vétero testamentário. Consequentemente eles nada temem do protestantismo e parte de seu quadro, alias, é composto por ex protestantes...

Por ter substituído a pessoa do Cristo e a mediação da Igreja pala suposta infalibilidade absoluta da bíblia tornou-se o protestantismo alvo predileto de uma crítica irreligiosa fundamentada na ciência. E essa crítica é bastante bem sucedida.

Para o protestante médio, que chega a identificar o Cristo ou o Cristianismo com a bíblia, demonstrada a inexistência de Dário, o medo, da torre de Babel, de gigantes, de serpentes com asas ou patas, dos sátiros, do Leviatã, do Beheemot, da Lilith, das compostas do céu, dos pilares da terra e de tantas outras bizarrices fica comprometida a existência de Deus ou a Credibilidade de Cristo e por ext., o Cristianismo como um todo... 

Em suma, devido a um único erro vétero testamentário, a questões de mitologia/cultura hebraica, fetichismo, etc converte-se o bibliólatra em ateu fanático ou materialista radical e, não poucas vezes, entusiasta do cientificismo, o qual abraça com fervores místicos.

Avanço nesta análise sugerindo que parte significativa do ateísmo militante e proselitista deriva justamente dos 'conversos' oriundos do protestantismo. Os quais mesmo quando repudiam a existência de Deus ou do mundo invisível, conservam a mesma mentalidade fanática tornando-se irreligiosos fanáticos. Mudam de teoria, ideia, conceito, fé, etc porém mantém o mesmo tipo de espírito...

Alias acontece a mesma coisa com os protestantes convertidos ao papismo ou a Ortodoxia. Os quais costumam trazer para a igreja e nela introjetar seus vícios, como o apreço pelo antigo testamento, gosto pelos mitos judaicos, cosmovisão amenricanista, etc

Saem essas pessoas do protestantismo, porém o protestantismo - Enquanto mentalidade ou cultura. - não sai delas. Por isso costumo a dizer que trocar de fé ou de ideologia é, muitas vezes irrelevante. Necessário é ser coerente.

Ainda sobre os conversos ao ateísmo, e geral os ateus oriundos do espiritismo, do papismo, da ortodoxia, e de outras opões religiosas são fracos, dóceis, tolerantes, pacíficos... Enquanto que os ateus oriundos do protestantismo são extremamente agressivos, ferozes e acintosos.

Tornando aos cientistas que costumam a aplaudir o protestantismo, tudo quanto querem é favorecer a passagem dos Ortodoxos, Papistas ou espíritas ao protestantismo - Justamente porque o protestantismo, sendo tanto mais frágil e vulnerável, está no acesso da incredulidade.

Sendo cada erro do antigo testamento uma brecha no sistema protestante, sabem os profetas da incredulidade que há no protestantismo centenas ou milhares de brechas que podem produzir um 'choque de realidade' - E deste choque de realidade: Ao se perceber que o homem não foi feito a partir de um boneco de barro ou a mulher de uma costela.. - a apostasia...

Outro o caso das Igrejas apostólicas ou do Cristianismo antigo - Imune a qualquer choque de realidade, posto que quando puro e esclarecido, fundamentado ou centrado no mundo invisível, sobrenatural, transcendente, imaterial e inacessível aos sentidos. 

Da mesma maneira como conhecem - Os ateus, materialistas e incrédulos. - perfeitamente bem, o protestantismo (E seu calcanhar de Aquiles, que é o antigo testamento ou a inspiração plenária\linear.) também conhecem suficientemente bem o Catolicismo Ortodoxo e o papismo (Mesmo pós Vaticano II ou esculachado.), tendo-os por mais resistentes a sua propaganda.

Nesse caso, qual o caminho mais indicado para atingir os Ortodoxos e romanistas... Por meio do protestantismo, aproximando-os do protestantismo... Pois a mesmo que o indivíduo seja imensamente burro ou ignorante não engolirá essas baboseiras de bonecos de barro, costelas, sátiros, leviatãs, etc e tomará o caminho da incredulidade.

Como disse, tudo não passa de tática ou estratégia e elogiar o protestantismo significa no fim das contas encaminhar os espíritos para um padrão de Cristianismo tanto mais rude e grosseiro quanto indefensável de Cristianismo. É elogiar um Cristianismo que não se pode defender com sucesso da propaganda ateísta ou cientificista. É buscar fortalecer um inimigo tanto mais fácil de combater e buscar enfraquecer os inimigos tanto mais difíceis de dar combate.

Antes de lançar um ataque frontal contra a cidade de Cristo, os ateus e materialistas aspiram enfraquece-la ou destrui-la por dentro - Querem como que nela introduzir um vírus que a debilite e esse vírus é o protestantismo, com sua bibliolatria tosca, seu meio ceticismo, seu subjetivismo crasso, etc 

Pois o que encaram como 'civilização' ou desenvolvimento outra coisa não é que o próprio ateísmo, o materialismo ou no mínimo o positivismo\cientificista i é a substituição não apenas da fé religiosa, mas inclusive da Filosofia, do racionalismo ou da metafísica pela ciência - Essa instituição tão servil face aos interesses do mercado ou aos poderes econômicos, que jamais confronta. 

Tecem os ateus, materialistas, incrédulos e cientificistas rasgados elogios ao protestantismo justamente por estarem convencidos - E quanto a isto não estão equivocados. - que o protestantismo foi e é a Revolução primordial que conduziu parte do Ocidente ao ateísmo, ao materialismo, a incredulidade, etc Aplaudem o protestantismo porque sabem ter sido ele o caminho para a derrocada do Cristianismo...

Pelo simples fato de ter ele, o protestantismo, injetado o vírus do ceticismo em suas veias... Lançando dúvida sobre os ensinos da Igreja. Logo lançando dúvidas sobre a Igreja (Apostólica.) Para em seguida duvidar de seu fundador e esposo! Pois quem haverá de acreditar num 'deus' que fundou uma igreja descartável ou com prazo de validade...

Não devemos portanto, nós Cristãos legítimos, filhos das igrejas apostólicas, invejar os elogios e aplausos que a incredulidade tributa ao protestantismo. Pois como colaborador ele faz jus a eles. Ele os merece. 

Da Ortodoxia ou mesmo do papismo jamais sairiam capitalismo, comunismo, anarquismo, nazismo, positivismo, modernismo e outros tantos rebotalhos...

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sábado, 25 de novembro de 2023

Religião e Moralidade - Cristianismo e moralidade > Reflexão oportuna

 

O FALIBILISMO MORAL DA IGREJA.


Aspecto que já tornei público em diversas ocasiões: Apesar de me ser atribuído um eclesiasticismo radical, no sentido de que afirmo e reconheço ser a Igreja Católica Ortodoxa (E em menor proporção seus galhos rotos i é as igrejas romana e anglicana.) mãe, senhora, guardiã e mantenedora infalível dos mistérios de Cristo, sabem muitos que não reconheço a infalibilidade da igreja em matéria de ética ou moralidade, setor com relação ao qual afirmo resolutamente sua falibilidade.

Quem quiser ousar ou demonstrar o oposto, prepare-se e venha... Aceitamos contraponto.
Quanto a monges bobões, clérigos ou mesmo Bispos devotos, que em seu zelo cego e irrefletido queiram aumentar ao máximo a autoridade da igreja, devo dizer que nada se deve acrescentar ou adicionar as coisas divinas. Nem disse eu que o sábio não deva ouvir, considerar e ponderar sobre os ensinamentos da igreja nesse campo. O que disse e repetirei a exaustão é que tais ensinamentos não não infalíveis. Podem bem ser úteis e proveitosos
mas não são infalíveis.
E por que não são infalíveis?
Há séculos o protestante Barbeirac demonstrou quão pouco acordo há entre nossos homens base )Os Santos Padres.) sobre questões de moralidade. De fato a variedade é imensa e nada do quanto varia pode ser considerado divino ou dogmático. (Nossa norma e regra é a uniformidade.)
Temos porém acesso a fonte mais pura da Ética e da moralidade, que são as palavras de Jesus Cristo Nosso Senhor, fontes do nosso Evangelho escrito. Dirá você, caro amigo, que se tal recurso, não tem valor quanto aos mistérios de Cristo, tampouco servirá como guia em matéria de moralidade, haja visto os estragos provocados pelo livre exame.
Digo e respondo que o problema não está no exame em si - Acalentado por uma boa e piedosa intenção. - mas no livre. E que mesmo para nossos Ortodoxos, quanto os mistérios de Cristo, há imenso proveito estudar ou examinar o Santo Evangelho na perspectiva da tradição ou em comunhão com a Igreja. Tanto mais proveito trará um tal estudo no campo das moralidades e para a vida pessoal, caso o estudioso não tenha pretensão de criar doutrinas ou fundar seitas para os outros. Pois o veneno está justamente aqui.
Quem estuda moralidades estude discretamente para si mesmo ou sem alarde, indo diretamente a prístina fonte Evangelho. Não ao novo testamento, nem a Paulo e jamais ao antigo testamento, mas as palavras sagradas de Jesus - E não ficará desorientado. (Sobre a técnica ou uso do texto grego inspirado já escrevemos em demasia.)
No entanto as doutrinas metafísicas ou os mistérios de Jesus Cristo, foram entregues a Igreja viva e visível dos apóstolos, mestra incorruptível da verdade e a respeito da qual está escrito: 'As portas do inferno não prevalecerão contra ela... '    Pois será perpetuamente guarda fiel da Integralidade da Revelação divina.



A RELIGIÃO, O CRISTIANISMO E O CONTROLE DA SEXUALIDADE HUMANA.

Não foi ou é a troco de nada que a igreja politiqueira e as seitas politiqueiras, tem ultrapassado a Lei de Jesus Cristo e buscado controlar a sexualidade humana.
Controlada a sexualidade humana por terceiros, fica o ser humano sendo miserável escravo ou algo tão manipulável quanto a cera de uma vela.
Eis porque o sistema de controle chamado islamismo levou esse policiamento ao máximo grau.
Felizmente os Cristãos estudiosos do Evangelho ou das tradições apostólicas sabem que Jesus Cristo não estabeleceu qualquer polícia sexual. De fato não é nosso Evangelho qualquer coisa semelhante a um Kama Sutra invertido ou uma coleção de tabus sexuais como a Torá. E Jesus Cristo amiúde passa a largo desses tabus sexuais, alimentares ou pertencentes ao traje, que faziam o banquete daqueles fariseus hipócritas que o crucificaram. E mesmo quando Nosso Senhor toca em tais assuntos, é quase sempre perceptível alguma questão de Ética por trás deles. Logo não é questão de pura e simples sexualidade porém algo mais e bem podemos dizer que Jesus Cristo não se importa com a sexualidade humana ou que não está fixado nela promulgando tabus. Portanto é um campo ou domínio que fica sempre pertencente a liberdade pessoal. O que as pessoas fazem dentro de quatro paredes diz respeito somente a elas e a mais ninguém. Nada mais miserável do que uma moral religiosa ou espiritual focada doentiamente na sexualidade humana.


RELIGIÃO E MORALISMO.


Devem as crenças religiosas conter alguma moralidade sumária e sobretudo uma orientação Ética. 

Pois uma fé que não tornasse a humanidade melhor ou que não colaborasse poderosamente para a criação de um mundo melhor, i é, mais justo, solidário, fraterno, etc seria totalmente inútil e dispensável. 

Felizmente é o Evangelho antes de tudo e sobretudo uma Ética ou uma coleção de princípios e valores gerais a serem aplicados pelos fiéis as mais diversas circunstâncias, o que por sinal honorifica a racionalidade dos mesmos. 

E no entanto esse precípuo fim não fundamenta a religião ou comunica-lhe vida, pois a vida das religiões é sempre metafísica ou derivada de certos mistérios, dogmas ou artigos de fé.

Portanto se o objeto da fé é Ético a vida da fé procede de elementos como a Trindade, a Encarnação, a Graça divina, os Sacramentos, a Eucaristia, a Comunhão dos Santos, etc e são estes, por assim dizer, o tutano ou o filé da religião. 

Torna-se o Cristianismo moralista, quanto nega ou minimiza tais mistérios, substituindo-os pela moralidade ou colocando a moralidade acima deles. E, via de regra, uma moralidade rasa, externa, mecânica e formal; bem a gosto dos escribas e fariseus que assassinaram nosso Bom Jesus. 

E um tal quadro só pode ser descrito como inversão, subversão e perversão no campo da Revelação divina - Cuja hierarquia deve ser mantida imaculadamente.  

Que fazem os fanáticos moralistas... 

Destroem a Revelação divina ou a religião, como se estivessem plantando um árvore enterrando seus galhos e regando suas raízes...

E ao plantar a árvore ao contrário, matam-na. De fato corresponde o moralismo ou a fixação em regras formais, no plano espiritual, ao declínio e a morte das religiões.


PROTESTANTISMO E MORALISMO.


Procede a infecção moralista ou moralizante, do Protestantismo - Com seus ideais puritanos! - por via da Igreja romana, infectada desde o século XVI e totalmente tomada (Pelo puritanismo.) desde o século XIX ou a Era vitoriana. E daí passa a Ortodoxia ou ao Catolicismo Ortodoxo e até ao espiritismo... e vai essa lepra maligna cobrindo toda Igreja de Cristo.

Mas como veio a afirmar-se no seio do protestantismo...

Eis uma pergunta interessante e digna de investigação.

Observe, amigo leitor, o islamismo e o judaísmo. Por certo não contam tais religiões com um vasto acervo de mistérios, dogmas e artigos de fé como os Cristianismos apostólicos... Sendo muito mais pobres metafisicamente falando, a ponto de até passarem por monoteísmos naturais... A não ser - No caso do judaísmo antigo e do Islã. - pelos dogmas horrendos do destino, do inferno, dos diabos, etc 

Para compensar a imensa pobreza metafísica de que padecem, judaísmo e islamismo, afirmaram-se no campo da moralidade como sistemas jurídicos ou legais.

Outro o caso do Catolicismo Ortodoxo ou das Igrejas apostólicas, romana e anglicana, que concentraram-se nos mistérios da fé ou numa vida metafísica expressa por dogmas como: Trindade, Encarnação, União hipostática, Eucaristia, Maternidade divina, etc - O que por sinal engendrou outro tipo de vida e de cultura, ora em declínio > Lamentavelmente.

Esse tipo de reflexão exigia uma Educação de alto nível ou vastos conhecimentos em matéria de Filosofia e a Sociedade falhou miseravelmente em tais campos.

O protestantismo é produto dessa falência - Provocada remotamente pelo agostinianismo no Ocidente. - e começou, como é sabido, eliminando paulatinamente esse conteúdo metafísico (Distintivo do Cristianismo) até chegar a Encarnação e a Trindade. O que restou foi algo semelhante ao islamismo ou ao judaísmo antigo: Uma imensa miséria ou um vácuo colossal. E os protestantes, voltados para o antigo testamento, não tardaram a preencher esse vácuo ou essa lacuna com preceitos formais, normas e regras tomados a Paulo ou mesmo a Torá de Moisés. - Assim a observância do Sábado ou de um Domingo sabático, diversos tabus sexuais, alimentares, etc E condenaram em nome de Cristo a tatuagem, o cigarro, o consumo de alcool, etc TAIS AS ORIGENS DO PURITANISMO e provém do espírito da própria reforma...

Que a Ortodoxia, o papismo ou o anglicanismo tomem o mesmo rumo é uma perigosa tragédia.

Ps.: No Oriente, é o puritanismo instilado nos Cristãos pela abominação islâmica com sua sharia, ou seja, procede da cultura. Outra tragédia. (Pois nossos Cristãos sequer são capazes de atinar que os professores de moralidade islâmica apresentam nosso Bom Deus Jesus Cristo como pura e simples criatura ordinária.)

E por ai vai. 

As fontes e veículos do moralismo hipócrita, indicam que ele não é uma direção saudável para o povo de Cristo. 


Alguns pensamentos sobre religião.


O FANATISMO RELIGIOSO.

Por que abomino o fanatismo religioso?

Porque todo fanático acredita que os demais cidadãos, inclusive os que não creem como ele ou em 'Seu livro', devem viver exatamente conforme seus pontos de vista.

E a simples ideia de que aqueles que não creem como ele vivam, cada qual sua moda, exaspera-o.
Daí aspirar pelo poder político, com o objetivo de controlar os dissidentes, o que não passa de vil dominação.
Por não exercer o poder, e oprimir, o fundamentalista julga-se perseguido, e chega a vitimizar-se.


O LIVRE EXAME DA BÍBLIA.


Já afirmei diversas vezes, porém é sempre bom repetir: Entregar traduções do antigo testamento nas nãos de pessoas semi analfabetas e despreparadas foi uma catástrofe.


OS 'CRISTIANISMO 'S'.

Pode-se hesitar entre o anglo catolicismo (Igreja alta), o romanismo\papismo ou o Catolicismo Ortodoxo, se bem que as credenciais pertencem a este; o protestantismo no entanto carece por completo de quaisquer vínculos históricos com o Cristianismo antigo ou primitivo. Por isso em se tratando de uma fé que 'historiza-se' ou de um Deus que se limita ou restringe por entrar no mundo e inserir-se no Tempo e no Espaço, adotando um critério historicista, fico com a Ortodoxia. Para mim é 'Ortodoxia ou nada', i é, Ortodoxia ou repúdio ao Cristianismo e certamente a qualquer outra religião revelada.



GRANDEZAS E FALHAS DO ESPIRITISMO.
Aprecio sobremodo diversos aspectos do espiritismo Kardecista ou Kardequiano. Assim sua antropologia positiva, sua soteriologia e sua escatologia, grande parte similares a visão Ortodoxa ou a visão patrística oriental. De fato nesses três campos ou áreas da divina revelação o espiritismo esta bem mais próximo da Ortodoxia do que o papismo e o protestantismo. Também admiro a Ética espiritista, muito mais próxima do Evangelho do que a ética do nosso Cristianismo histórico... e cuido que os Cristãos apostólicos muito teriam e tem a aprender, em termos de Ética e vida Cristã, com os pupilos de Kardec. E no entanto esse mesmo espiritismo é inaceitável como um todo ou como sistema fechado e eu jamais seria espírita. Pois quanto a concepção ou ideia de Deus é o espiritismo neo platônico e transcendentalista, tal e qual o judaísmo e - Pasmem! - o islamismo... Também os espíritas adoram ou prestam culto a um Ser absolutamente transcendente ou separado do universo material. Outro o caso dos Catolicismos ou das igrejas apostólicas - Encarnacionistas. As quais afirmam que Deus se fez homem ou que Deus se encarnou, assumindo nossa natureza e condição. Há um AVATAR para os Cristãos apostólicos ou Católicos. Avatar por meio do qual o divino se aproxima do humano, o Sagrado se une ao natural e a Transcendência toca a Imanência... No Cristianismo histórico não há separação, posto que em Cristo Transcendência e Imanência caminham junto.


O PROTESTANTISMO E O MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO.

Outro o caso do protestantismo. Setor do Cristianismo nominal em que o sentido da Encarnação foi gradativamente sendo eliminado devido a leitura ou ao exame imprudente do testamento velho. Pois essa malsinada reforma começou eliminando todos os elementos da fé voltados para a imanência - Por encara-los como contaminação pagã! - e a transcendentalizar nosso Cristianismo até desestoriza-lo por completo e produzir algo novo. Foi um processo de espiritualização. Porém o Cristianismo é o oposto disso... Pois para espiritualizar os homens Encarnou-se Deus. O Cristianismo é aproximação do mundo material ou Encarnação, o protestantismo é desencarnação. Por isso o protestantismo encontrou-se com o judaísmo e enfim com o islamismo - Como fora percebido pelo humanista francês Guillaume Postel no século XVI - o qual anuncia e cujos caminhos prepara... Um triste desígnio. Apenas os Catolicismos levaram por assim dizer o Mistério da Encarnação as últimas consequências, impondo-se como sistemas orgânicos e coerentes. Na medida em que o protestantismo eliminou a Eucaristia, a Mãe de Deus, a iconofilia, etc removeu os sinais da presença de Cristo no mundo... Kardec tomou ao protestantismo essa visão equivocada.