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sábado, 18 de março de 2023

Psicologia, psicanálise, Freud e a questão da multiplicidade de existências - Reflexões sobre a obra de Hermínio C Miranda 'A memória e o tempo' Edicel 1984 - Parte VII


UM AMONTOADO DE PRECONCEITOS - O MATERIALISMO, O DOGMATISMO E A RECUSA.


           Certa vez o conselheiro Aksakoff assim se expressou a propósito dos fenômenos paranormais ou 'heterodoxos': "Os fenômenos correm atrás dos cientistas e os cientistas fogem dos fenômenos.". Já a mistagoga Blavatsky referiu-se a certos acadêmicos como "Psicofobos" talvez parafraseando Platão. 

            Ao contrário do que se poderia pensar não era a importância do cérebro e sua conexão com o pensamento ignorada pelos antigos. Bastando para tanto mencionar Herófilo de Kalkedon e Eresístrato de Chios. Eresístrato no entanto, juntamente com os hormônios ou fluídos cerebrais um Pneuma que pode ser compreendido como força vital ou espírito.

              Efetivamente uma teoria materialista ou atômica foi elaborada pelo pensador Demócrito de Abdera, mas não com base empírica ou pautada em observações fisiológicas em torno do cérebro. 

              No entanto, ao que parece, a ideia de que o pensamento corresponde a uma espécie de secreção produzida pelo cérebro, surge apenas na segunda metade do século XVIII. Impõem-se no entanto a alguns cientistas como dogma ou princípio fundamental e indiscutível.

               Sobre a primeira síntese materialista contemporânea, o "Sistema da natureza" (1770) do Barão de Holbach temos duas apreciações que falam por si mesmas: A primeira é a do Marquês de Sade (A respeito do qual disse o ultra insuspeito Michel Onfray "Fazer de Sade um herói é intelectualmente bizarro.") segundo o qual era esse livro - Que lera seis vezes e de cujo sistema se considerava um 'mártir' - um "Livro de ouro" que "Deveria estar em todas as bibliotecas e cabeças."

               Necessário dizer que o Sistema de De Holbach sendo determinista e mecanicista excluía por completo a noção de livre arbítrio ou de liberdade. Eis porque, para Sade, imoralidade e crime eram palavras vazias uma vez que todas as ações humanas eram fruto da necessidade, assim o estupro, a tortura, a agressão, o assassinato, etc

               Afinal, como ensinava o profo Carus, o materialismo "sendo mecanicista por necessidade, tudo explica por combinações e agrupamentos de átomos. Sendo assim todas as variedades de fenômenos existentes: O nascimento, a morte, etc não são senão o resultado puramente mecânico das composições e decomposições, mera manifestação externa de átomos que se agregam e separam." Não há portanto outras opções ou possibilidades e tudo, absolutamente tudo, inclusive o crime - Como ensina Sade - torna-se não apenas necessário mas inevitável. 

               Vejamos agora que diz o grande Goethe sobre a obra prima de De Holbach: "Quintesência da velhice enfadonha e insípida." 

                Moleschott no entanto concorda perfeitamente com De Holbach e Sade "Caso uma razão ou personalidade dirigisse a matéria a um determinado fim, A LEI DA NECESSIDADE DESAPARECERIA da natureza, e cada fenômeno seria apenas possível."

                Agora demos a palavra a Pierre Cabanis: "Vemos as impressões chegarem ao cérebro por intermédio dos nervos; elas se acham, então, isoladas e sem coerência. O órgão entra em ação, age sobre as impressões e as reenvia metamorfoseadas em ideias que se manifestam, exteriormente, pela linguagem da fisionomia ou do gesto, pelos sinais da palavra ou da escrita. Concluímos, com a mesma segurança, que o cérebro DIGERE, DE ALGUM MODO, ESSAS IMPRESSÕES; E QUE REALIZA A SECREÇÃO DO PENSAMENTO." Eis o que diz o homem... e o que dá por demonstrado - Sem que o seja.

             Completa-o Carl Vogth "Os pensamentos tem com o cérebro a mesma e exata relação que a bílis tem com o fígado e a urina com os rins." só faltou completar: E as fezes com os intestinos...

              Ouçamos agora a Broussais: "Desde que eu soube, pela cirurgia, que o pus acumulado à superfície do cérebro destruía nossas faculdades, e que a saída desse pus lhes permitia o reaparecimento, não as pude considerar mais de outras forma, as ideias, como produtos do cérebro vivo, mesmo sem saber que era cérebro e que o que era vida." Testamento.

               Observem agora a lógica desse senhor - Tens um revólver que não funciona porque está enferrujado, removes e ferrugem, ele funciona... pronto, o tiro é produzido apenas pelo revólver, se necessidade de uma gente humano que lhe puxe o gatilho...

                Demos no entanto a palavra a Moleschott: "O pensamento não é mais que um fluído, assim como calor e som, é um movimento, uma transformação da MATÉRIA CEREBRAL, a atividade cerebral é uma propriedade do cérebro, tão necessária como a força, por toda parte inerente a matéria, de que é caráter essencial e inalienável. É IMPOSSÍVEL QUE O CÉREBRO INTACTO NÃO PENSE, COMO É ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL QUE O PENSAMENTO SEJA LIGADO A OUTRA MATÉRIA QUE NÃO O CÉREBRO." 

                     E noutra parte continua: "Bem sabeis que a abundância excessiva do líquido céfalo raquidiano produz a idiotice, a apoplexia é seguida pela aniquilação da consciência, a inflamação no cérebro causa o delírio, a síncope - Que diminui a circulação do sangue, no cérebro provoca a perda do conhecimento, a afluência de sangue venoso provoca alucinações e vertigens, uma completa idiotia é efeito necessário e inevitável da degeneração dos dois hemisférios cerebrais; enfim toda a excitação nervosa na periferia do corpo só desperta sensações conscientes no momento em que repercute no cérebro." Até aqui Moleschott.

                   
Passemos a palavra ao Dr H Tutlle "Tudo - diz ele - desde a lagarta que dança aos raios de sol até a inteligência humana que EMANA DAS MASSAS MEDULOSAS DO CÉREBRO, é submetido a princípios fixos, isso pelo simples fato de inexistir um deus." 

                    Ouçamos também a Dubois Reymond "O pensamento nada mais é além de matéria em movimento."

                    "Esse negócio de espírito nada mais é do que uma força da matéria que resulta imediatamente de atividade nervosa - Mas donde provém... Do éter em movimento nos nervos." assevera Hermann Schaffle.

                   Tudo perfeitamente aceitável, como Filosofia ou especulação Metafísica.

                   Como dado científico, tudo perfeitamente discutível. 

                   Inclusive para pensadores ou cientistas honestos como Bruchner, o qual assim responde a seus companheiros: 

                   "Em que pese o MAIS ESCRUPULOSO EXAME, não podemos encontrar analogia entre a secreção da bílis ou da urina e o processo porque se forma o pensamento no nosso cérebro. A urina e a bílis são elementos materiais palpáveis, ponderáveis e visíveis; e mais ainda, são matérias excrementícias que nosso corpo usou e agora rejeita. O pensamento, o espírito, a alma, pelo contrário, nada têm de material, não são substâncias, mas o encadeamento de forças diversas que formam unidades, o efeito do concurso de muitas substâncias dotadas de força e de qualidades.
                       Quando uma máquina feita pela mão do homem produz um efeito qualquer, põem em movimento seu mecanismo ou outros corpos, dá uma pancada, indica a hora ou coisa semelhante, esse efeito considerado em si mesmo é coisa essencialmente distinta de certas matérias excrementícias que ela produz, talvez, durante essa atividade.
                         Assim é o cérebro, princípio, fonte, ou melhor dizendo, causa única do espírito ou do pensamento; mas não é por isso seu órgão excretor. Ele produz algo que não é rejeitado, que não perdura materialmente e que se consome no momento mesmo de sua produção. O trabalho ou atividade dos rins ou do fígado se realiza sem que o saíbamos... mas a atividade do cérebro não pode existir sem que dela haja consciência completa..." 

                           
O que o nobre professor Bruchner jamais logrou esclarecer - Como lhe foi solicitado pelo Dr Janet no "Materialismo dos dias atuais, uma crítica ao sistema do Dr Bruchner" - é como o cérebro, sendo um agregado de células materiais, produziria pensamentos imateriais ou o fenômeno da consciência... 

                             Mais adiante de Moleschott foi o professor Bayson que para demonstrar que o cérebro produzia ou excretava pensamentos dava-se ao trabalho de pesar todos os sulfatos e fosfatos que consumia por meio da alimentação, após o que dedicava-se a algum trabalho mental e por fim contabilizava a quantidade de sais presentes em suas excreções i é fezes, urina e suor, visando demonstrar que a quantidade de sais excretados aumentava após qualquer trabalho intelectual...

                              Meio século passou-se até que um outro Nobel, e portanto para que um pesquisador sério, Henri Bergson repudia-se expressamente a doutrina ou ensinamento segundo a qual é a mente humana produto do cérebro ou que o pensamento seja exclusivamente elaborado por ele. O espírito, declara ele, não é matéria e não está demonstrado que seja ele mera função do cérebro. 

                              Todavia, como não houvesse um Bergson a Ideologia materialista impregnou de tal modo a ciência e suas instituições ao cabo dos séculos XIX e XVIII, que elas chegaram a substituir o Vaticano e a Inquisição com suas denuncias por heresia, excomunhões, interditos, etc enfim com seus meios de controle.

                               E já veremos como Mesmer teve seus pedidos de pesquisa ou análise aprioristicamente negados por tais Instituições, o que por si só é comprometedor. Posto que é dever dos cientistas e instituições científicas investigar.

                               Todavia, tanto mais se apegavam a certos princípios apriorísticos ou metafísicos, tanto mais esses acadêmicos temiam a realidade e suas manifestações - Justamente por não se enquadrarem em seus sistemas. Do que resultava a recusa ao exame... 

                                Os tais sábios limitavam-se a cruzar os bracinhos e declarar: Tal coisa não pode ser real - Determinando se algo podia existir ou não, conforme o esquema de mundo vigente.

                                 Foi atitude que vigorou por mais de século e infectou vários homens ilustres, a começar por Lavoisier o qual, apelando a tais e tais princípios, tachou os camponeses de simplórios ou imbecis, por insistirem que pedras caiam do céu. Feito isso compôs a famosa memória contra a existência de meteoritos e enviou-a a Academia, onde foi ovacionada pelos guardiães da ciência. Trinta anos depois tiveram os mesmos guardiões que dar razões aos camponeses imbecis - Que apesar disso tinham olhos e sabiam observar! - e admitir a existência de meteoritos! 

                Passado um século foi a vez de Th Edison, após ter apresentado seu Phonógrafo, quase ser agredido por um acadêmico francês, o qual aos gritos de - Não passais de um ventríloquo! - buscava desmascara-lo.

                Tais os tempos.

                O mais grave no entanto era a peremptória recusa, por parte de alguns, a investigar. 

                De fato, quando o fenômeno das mesas girantes chegou a França, Foulcault, no "Journal des debats" apelando a determinados princípio, não apenas negou o fenômeno, como após ter declarado que era absurdo e impossível, declarou que sequer deveria ser examinado por um cientista sério.

                 No entanto passados mais de cento e vinte anos, pudemos ler com gosto num Carl Sagan que todo e qualquer fenômeno, por insólito que fosse - A exemplo dos discos voadores ou OVNIs - deveria sim ser investigado, sendo dever faze-lo. 

                  Muito antes de Sagan, tanto o estadista Agenor de Gasparin quanto o poeta Victor Hugo - Legítimos expoentes do pensamento crítico e científico. - deram competente resposta ao grande físico -

                   "Substituir o exame pela zombaria é muito cômodo, mas bem pouco científico. O fenômeno da velha trípode, como o da atual mesa, tem, tanto quanto qualquer outro, direito a observação." Hugo in "William Shakespeare

                    "Não, eles não lerão essas coisas, mas julgarão! Julga-las-ão sem mais nem menos, do alto de suas cátedras e apelando a um argumento irrebatível: Não creio porque não creio - Simples, fácil e peremptório. Não admito tais coisas porque são impossíveis. Sendo assim perdeis vosso tempo transmitindo tais narrativas!" De Gasparin
in "Des tables tournantes, du surnaturel en général et des esprits." 

                   Acho absolutamente válido discutir teorias, explicações, hipóteses, etc discutir, por em dúvida ou negar a atuação de espíritos... Postulando a Hiperestesia, a objetivação de tipos ou a Prosopopese metagnomia, os resíduos mentais ou tulpas, desdobramentos psíquicos, etc desde que fatos não sejam aprioristicamente negados e pesquisas seriamente realizadas desdenhadas, pois aqui topamos com a desonestidade. E o fruto da desonestidade e da negação dos fatos será o descrédito da própria ciência, mormente num tempo em que os fundamentalistas e ocultistas buscam desacredita-la.

                        
                                
               



                  

             

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Refletindo sobre o carnivorismo e suas causas...

Impossível amar a Deus sem amar o que dele procede.

Impossível amar verdadeiramente a Deus sem amar os seres que chamou a existência.

Impossível amar autenticamente a Deus nosso Pai sem amar igualmente a mãe natureza.

Pois é a mãe natureza uma manifestação da mente divina.

E nosso lar expressão de sua sabedoria eterna.

Apesar disto há teístas, há religiosos e Cristãos há que odeiam a natureza, e que profanando-a cometem o mais nefando de todos os sacrilégios.

Odeiam-na porque fazem dela objeto de intensa e irracional explotação. A ponto de nós últimos milênios terem conduzido a extinção milhares de espécies de animais e vegetais, cada uma delas única.

Conduzir uma espécie a extinção outra coisa não é que aniquilar um projeto do Espírito Sagrado ou destruir um pensamento divino - Repito: Profanação e Sacrilégio.

Como pode o homem amar o Criador que não vê e odiar as criaturas que vê. Contraditório e impossível.

É pelo amor que dedicamos as obras de Deus que se mede o amor que dedicamos a Deus.

Quem diz amar a Deus que demonstre amar as obras de Deus, a primeira das quais é a natureza, a fauna e a flora, os animais e as plantas.

E no entanto temos de nos alimentar deles dirás tu.

De fato a natureza estabeleceu um laço de dependência entre nós e os demais seres vivos, os quais devemos consumir.

Todavia por sermos seres racionais e livres bem podemos escolher os seres de que nos havemos de alimentar ou selecionar, dentre muitos, os que melhor nos convém.

Não somos obrigados a consumir tudo, digo todos os tipos de animais e vegetais. 

Portanto se algum deles apresentam sensibilidade e auto consciência sempre nos podemos abster de consumi-los. E é exatamente o que devemos fazer.

Por consumir camarões, mariscos, siris, berbigões, etc os quais acredito não serem dotados de conexões neuronais elaborados - E portanto de sensibilidade a dor - não sou obrigado, por qualquer via, a consumir cães, gatos, bois, ovelhas, cabra e outros animais cuja sensibilidade e auto consciência está suficientemente demonstrada. Há portanto que ser criterioso e selecionar: Nem consumir tudo, como os que são movidos apenas pela sensibilidade do paladar, pela gula ou pela vontade, e tampouco tudo rejeitar a exemplo dos veganos, embora o veganismo - Verdade seja dita - a ninguém prejudique e corresponda a um ideal nobre quando livremente assumido por pessoas humildes (Outro o caso dos veganos ensimesmados e arrogantes!).

Aos que me perguntam por que costumo a bater repetidamente na tecla do vegetarianismo ou da dieta ética respondo que o ser racional não pode tomar suas decisões por base no gosto ou no paladar assim na vontade. Ao 'Como porque tenho vontade' ou 'Como porque quero' qualquer um poderia opor 'Mato porque tenho vontade' ou 'Roubo porque quero'... Sem que pudéssemos condenar os assassinos e ladrões... Para não falarmos nos canibais!

E, no entanto, quando colocamos qualquer consumidor de carne contra a parede tal é a resposta que obtemos.

Como carne porque a carne é saborosa ou porque meu paladar exige.

E assim fica decidida a questão.

Comemos porque gostamos, porque queremos e porque podemos.

Diante disto como poderíamos condenar um Hanibal Lecter ou um Andrei Chikatilo?

Canibais acham-se no direito de consumir a muito saborosa carne humana, japoneses se acham no direito de caçar baleias porque são gostosas, coreanos comem cães e vietnamitas comem gatos pelo mesmíssimo motivo!!!

Nós condenamos os canibais, os indígenas, os coreanos e os japoneses enquanto mastigamos bife de 'vaca'.

E no entanto o boi (Ou a vaca), a ovelha, a cabra e especialmente o porco não são menos inteligentes do que nossos cães e gatos, golfinhos e baleias... Alias os porcos, cabras e ovelhas não nos dariam animais de estimação inferiores. Mata-mo-los e come-mo-los apenas porque não convivemos com eles, tomando-os por animais de estimação. Pois como disse nossos cães e gatos nada tem de superiores 
se comparados com eles... Nós é que estabelecemos, hipocritamente, uma distinção que não existe entre cães, gatos, porcos, coelhos, cabras e ovelhas. Do ponto de vista da natureza são praticamente iguais, e todos auto conscientes e sensíveis. Uma ovelha sabe que é uma ovelha e que vive enquanto que um porco pode dar-nos tanto carinho quanto um cão - Nós no entanto queremos assassinar ovelhas e porcos por exigência de nosso paladar. Quem nos pode assegurar no entanto que um gato ou um cão não sejam tão saborosos quanto?

Difícil entender como o mesmo homem que se recusa a consumir carne de cão, de gato ou de qualquer outro humano tome o paladar por critério na hora de consumir a carne de um porco ou de um boi. 

Afinal se não consumimos carne humana ou praticamos canibalismo é por saber que os outros seres humanos são tão sensíveis e auto conscientes quanto nós mesmos.

E se não consumimos nossos pets é por saber quem tem sentimentos e nos dão carinho.

Quanto a tal 'ciência positiva' ou os testes, está já fartamente demonstrado que elefantes, golfinhos, macacos, cavalos, camelos, porcos, bois, etc não são apenas sensíveis e auto conscientes mas inteligentes.

Já quanto aos cães e aos gatos todos o sabemos igualmente e há muito por obra e graça do convívio.

Portanto a velha desculpa segundo a qual tais seres não pensam, são desprovidos de inteligência, não sentem, etc não é de hoje que mostrou-se falaciosa - Pelo simples fato de ter sua origem na crença dos antigos hebreus, os quais nada sabiam sobre espírito ou alma; bem como nas suposições absurdas do Estagirita, excelente lógico e Filósofo, péssimo ou raso psicólogo. De fato, verdade seja dita, a psicologia Aristotélica - Se é que podemos por a coisa em tais termos. - é tão grosseira quanto as crenças dos primitivos israelitas. Avaliar a condição dos animais partindo de tais fontes chega a ser aberrante...

De quantas distinções estabelecemos por puro preconceito nenhuma é mais frívola e tola do que esta, segundo a qual os grandes mamíferos de que nos alimentamos sejam desprovidos de auto consciência, sentimentos e inteligência...

E no entanto usa-mo-la ou usam-na com objetivos puramente econômicos, culturais, sociais e políticos. Com o objetivo de dar suporte ao carnivorismo, e justificar nossas consciências.

É pelo churrasco, pela kafta, pelo Steak tartar ou pelo molho a bolonhesa que nos apegamos seja as baboseiras religiosas do Oriente ou as lucubrações ineptas do Perípato.

Pois admitir que os animais de que nos alimentamos após termos matado tem espírito vivo como nós ou a simples capacidade para sentir e amar equivale a assestar o mais duro golpe na prática carnivorista com os decorrentes reflexos na deusa economia.

Não nos iludamos ou busquemos enganar nossas consciências! - Afinal matar criaturas que sabem que existem, que temem a morte, que sentem dor, que pensam e criam laços de afeto não pode deixar de ser o que é: Puro e simples assassinato.

Lamento dize-lo assim tão sem cerimônia querido leitor, porém, não nos limitamos a matar bois como quem mata pulgas ou baratas, assassina-mo-los como nossos ancestrais, os índios, assassinavam seus contrários para degustar-lhes a carne. Nem mais nem menos...

Nada mais estranhos que admirar-se dos festins canibalescos descritos por Staden, Thevet, Lery, e outros, enquanto se degusta uma bife mal passado respingando sangue...

Agora me diga, qual a diferença entre você e um caribal?

A única diferença é que contra todas as evidências e contra o testemunho da ciência, você consome a carne de seres que conhecem, sentem e são capazes de corresponder ao afeto que porventura lhes dedicamos - Enquanto que os indígenas nada sabiam em termos de pesquisa e ciência... Acreditando inclusive que os outros povos fossem resultados de criações a parte. Quando sabemos nós que todos somos aparentados e que os mamíferos são nossos irmãos: Mesma carne, mesmo sangue, mesma estrutura óssea e as mesmas capacidades cognitivas ainda que num grau inferior.

No entanto, tirar a vida de seres conscientes, sensíveis, inteligentes e afetivos será sempre assassinar.

É exatamente por isso que temos o desplante de permanecer voluntariamente nos domínios da ignorância, quando como geocentristas e terraplanistas não ousamos negar, pura e simplesmente, o testemunho da ciência para apelas a crenças obscuras ou a psicologias isentas de fundamento. 

Tudo isto é puro voluntarismo.

Queríamos ter escravos - Justificávamos o racismo. Queríamos explorar o trabalho feminino - Justificávamos o machismo. Queríamos aniquilar os judeus - Compusemos imensos volumes com dissertações sociológicas, econômicas, etc Queremos continuar comendo carne vermelha - Assim, numa época em que a ciência não mais pode ser manipulada só nos resta nega-la... Para refugiar-nos na caverna, na caverna do mito ou dos fundamentalismos. O Churras bem vale um mito!!!

Podendo ou tendo força matamos e matando em tais circunstância pomos em prática a lei do mais forte.

Matamos os bois porque aspiramos come-los e porque somos mais fortes.

Matamos os bois porque os bois não se podem defender.

Matamos os porcos porque os porcos não fabricam rifles.

Matamos porque queremos, porque nos agrada, porque somos mais fortes...

Fugindo assim ao conceito racional e ideal de justiça - Justiça que sacrificamos ao gosto ou ao paladar.

Afinal desde quando pode um boi ou um porco clamar por justiça?













terça-feira, 3 de outubro de 2017

A moda do politicamente incorreto


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OLHEM A FONTE DE INSPIRAÇÃO DE TODA ESSA PORCARIA!


Uma vez que a moda do 'politicamente incorreto' chegou ao próprio STF, e isto a ponto de achincalhar o fundamento pétreo de qualquer sociedade democrática que é a laicidade, faz-se mister deslindar o mais profundo significado da mais recente frase de efeito ou shahada dos imbecis...

Desta vez não vou ocupar o precioso tempo do amigo leitor com minhas arqueologias ideológicas, mesmo porque a moda do politicamente incorreto, é de origem bastante recente e só podia mesmo ter sido cunhada neste imenso hospício a céu aberto que é a 'terra brasilis'. Evidentemente que ele surgem em oposição a clássica expressão do 'politicamente correto'.

A expressão 'politicamente correta' pode ser compreendida como esforço do poder político para assumir determinados princípios e valores em termos de ética da pessoa humana. Compreendido que o sentido do politicamente correto gira de em torno dos direitos e garantias essenciais da pessoa humana, opondo-se a tentativa de racionalizar e argumentar em torno do anti ético ou do desumano, não faz sentido algum em opo-lo a liberdade de expressão ou de discussão.

O argumento reverte contra os conservadores pelo simples fato de viverem gritando que tudo tem medidas. Certamente o discurso deve ter medida. Tal o escopo a ética.

Por trás da ideia de que os limites impostos pelo 'politicamente correto' são danosos a liberdade de expressão subjaz sempre qualquer teoria subjetivista/relativista em termos de ética ou de pessoa, e um maior ou menos grau de desprezo pela ética essencialista da pessoa, cujos fundamentos remontam a Sócrates e não são estranhos ao Evangelho de Cristo.

Tempos de incoerência. Jamais falou-se tanto em ética e jamais a essencialidade da Ética foi atacada com tanta ferocidade como nestes nossos dias.

Querem discutir o valor da pessoa humana, querem discutir os direitos e prerrogativas do homem, querem discutir os fundamentos da Ética justamente porque para eles nada existe de concreto em termos de Ética - Trata-se duma construção cultural e nada mais...

Para eles a essencialidade não faz qualquer sentido e a lei natural não passa duma quimera urdida pelos escolásticos.

Assistimos a retomada dos velhos e repisados erros do positivismo.

A liberdade que revindicam é liberdade para trazer a público os já conhecidos temas da superioridade/inferioridade racial, da submissão feminina, da dominação ou tirania religiosa, da discriminação sexual, etc Já do lado da 'esquerda' temos a não menos imbecil mística do aborto (não me refiro a possibilidade do aborto em certas situações mas apenas ao 'libera geral')...

A ideia é argumentar racionalmente em torno de tais temas alimentando o racismo, o machismo, o adultismo, a homofobia, o odinismo, o abortismo, etc, etc, etc Uma coisa é discutir tais temas em sala de aula ou na escola sob a direção de um bom professor e outra totalmente distinta é permitir que políticos sem consciência transplantem esta pauta monstruosa para o Parlamento com o objetivo de legaliza-la.

Escolas, veículos da Imprensa, etc estão ai enquanto cenário de diálogo aberto.

Coisa bem distinta é levar tais temas aos Parlamentos com o objetivo de produzir leis de exceção que deem respaldo a tais preconceitos.

É justamente o que pretendem os adeptos do 'politicamente incorreto', para os quais qualquer aberração poderia e deveria ser discutida e votada em nossos Parlamentos.

Neste terreno não há que se ter quaisquer limites, declara toda essa gente irresponsável.

Convém perguntar a respeito de onde pararemos com essa febre de discussões - Ou teremos de discutir seriamente a exposição de crianças, o cárcere privado, a agressão a mulher por parte do marido, o estupro, a tortura, a escravidão, a eliminação de deficientes físicos, a inquisição, a castração de homossexuais, o apedrejamento de adúlteros, etc Será esta bela pauta assumida sinceramente pelos partidários do 'politicamente incorreto'???

Temo que sim.

Então o que temos aqui é uma negação radical face a Ética da pessoa humana e seus postulados essenciais. Um projeto de demolição do homem posto em prática diversas vezes por teocráticos, nazistas, fascistas, comunistas, etc com o velado apoio dos traidores liberais. De fato a suprema miséria do liberalismo econômico é fazer causa comum com quaisquer desses grupos (exceto com o último - o Comunista) sempre que pressionado pelos socialistas ou sociais anarquistas.

Todos os totalitários conhecem muito bem a suprema fraqueza do liberalismo e sabem quão fácil é 'convencer' os oportunistas liberais a restringir as liberdades dos cidadãos ou mesmo a retirar-lhes os direitos produzindo de antemão um clima favorável a afirmação do totalitarismo. É o liberal acuado que costuma a lançar os fundamentos não só do totalitarismo laico, mas até mesmo da odiosa teocracia na medida em que se vai lançando nos braços dos fanáticos religiosos, tal e qual estamos vendo no Brasil de hoje.

Começa portanto a democracia a desmanchar-se num contexto formalmente democrático do 'politicamente incorreto' e na mesma medida em que sanciona certos discursos inaceitáveis como o racismo, o machismo, o adultismo, a homofobia... Digam o que disserem mas o legítimo o espírito democrático é incompatível com qualquer tipo de discurso que negue as minorias étnicas, religiosas e sexuais o direito de ser e existir. Não é democrático caso não seja absolutamente igualitário. É a democracia regime em que todos tem ou deveriam ter voz. Supõem a democracia que todos os cidadãos livre e pacíficos tenham o direito de viver a seu modo sem serem molestados pelos demais. Democracia sem tolerância religiosa, cultural, cívil e pessoal não existe, é democracia espúria, de fachada.

E no entanto a deterioração do espírito democrático que é a afirmação metafísica da igualdade absoluta entre todos os cidadãos sem consideração alguma de gênero, opção sexual, raça, classe ou religião, tem sua fonte naquele formalismo tosco e anti ético segundo o qual todo discurso é bem vindo... Esta errado porque a democracia não é apenas uma forma ou estrutura vazia mas ou ideologia que supõem fundamentos metafísicos sem os quais não pode subsistir. E este fundamento metafísico é a absoluta igualdade entre todos os seres humanos e por ext entre os cidadãos da república, igualdade essencial fundamentada no uso da razão e na capacidade do livre arbítrio, e em nada, nada mais.

Portanto aqueles todos que aspiram criar leis de exceção cujo fim seja excluir tal e tal categoria de cidadãos do exercício da cidadania ou o que é pior autorizar situações ou contextos sociais de opressão, são sórdidos traidores do liberalismo político. Discriminação racial, cárcere privado, agressão física, infanticídio, abandono de idoso, tortura, escravidão, etc são crimes e portanto situações que a lei sequer tem o direito de autorizar. A lei positiva não tem como quer a escola de Kelsen o direito de contrariar a lei natural. Apanágio é da justiça premiar a virtude e castigar o crime e esta ordem é fixa e inalterável. Não tem o homem sob quaisquer pretextos o direito de praticar crimes seja em público ou as ocultas devendo sempre ser denunciado e punido, jamais estimulado. O crime não existe para ser legalizado mas para ser execrado e proibido pois implica a sobreposição indevida de uma liberdade a outra. Nossa liberdade termina quando começa a alheia. Neste sentido toda sobreposição é essencialmente danosa ou prejudicial e aquele que produz o dano, criminoso.

Não existe e sequer poderia cogitar-se em existir liberdade para o crime. Quem pratica qualquer crime pratica-o contra a liberdade ou a integridade de algum cidadão, e na liberdade ou integridade deste cidadão atinge e profana a dignidade de todos os elementos do corpo social ou de todos os seres humanos. A solidariedade humana exige sua punição, desde que seja crime verdadeiro, enquanto produção de dano a alguém que nada tenha feito ou de reação desproporcional face ao dano produzido.

Absurdo clamoroso permitir que situações de criminalidade sejam discutidas livremente no Parlamento, entre homens que se supunha serem estudados e civilizados, e o que é pior ainda, com o objetivo de converte-las em leis, leis destinadas a acobertar crimes ou a reconhecer situações de opressão!!! Tal a pauta do discurso 'politicamente incorreto', introduzida - pasmem - no STF (Rui Barbosa a estas horas deve estar a rolar em sua fria tumba!) e da qual decorreu - pasmem novamente - decisão favorável ao exercício do PROSELITISMO RELIGIOSO OU CONFESSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS PAGAS COM O DINHEIRO DE TODOS OS CIDADÃOS, o que como se aduz é manifesta injustiça.

Diante de tão monstruosa aberração, os cidadãos devem perguntar-se a respeito de quando o 'venerável' parlamento virá a discutir a punição dos dissidentes religiosos ou dos incrédulos, o estabelecimento de uma Inquisição bíblica, etc??? Outra questão não menos interessante é como o nosso STF apreciaria o fenômeno tão politicamente incorreto de uma 'ditadura' com repressão, tortura, assassinato e tudo mais; afinam que pode ser mais politicamente incorreto??? E a corrupção do golpista Temer por que não a absolvem mais uma vez pelo simples fato de que condena-la seria adotar a norma, repugnante, do politicamente correto???

Será que os togados do Supremo não percebem que adotar a solução do politicamente incorreto implica subverter por completo nossa jurisprudência, nossas instituições e nossa legalidade, sempre guiada pelo princípio salutar da reverência pelo que é correto ou bem fundamentado??? E que ignorar este princípio implica abrir o bueiro da História para dele extrair tudo quanto existe de mais abjeto???

Jamais me surpreendi ao dar com tão miserável chavão na boca de um patife como o Malafaia ou nas linguas malevolentes desses fedelhos filiados ao MBL... Afinal correspondem a negação dos princípios democráticos que, assumindo nossa tradição ancestral, defendemos, mantendo-nos rigorosamente fiéis a doutrina clássica do liberalismo político. Perplexidade e pavor me causa o ver o mesmo chavão na boca daqueles aos quais caberia justamente velar pelos fundamentos mais remotos de nossas instituições democráticas. É como se o câncer tivesse passado do ânus ao cérebro e produzido metástase... Muito havendo para recear, no sentido de que o enfermo (O Brasil, ou nossa democracia) baixe a cova.

Nós no entanto nos negamos a reconhecer esta decisão pavorosa do STF. A qual conspurca vergonhosamente o caráter laico do Estado Brasileiro, e evidencia, mais uma vez, estarmos vivendo um estado de exceção produzido por um golpe de estado e quem sabe o prólogo de mais uma ditadura. Não reconhecemos o primado da injustiça, não reconhecemos a doutrina do 'politicamente incorreto', não reconhecemos a validade de qualquer lei ou instituição oposta a dignidade da pessoa humana e concitamos todos os cidadãos nobres, justos e virtuosos a que se oponham a semelhante estado de coisas exercendo a desobediência civil, aderindo a quaisquer mobilizações de caráter geral ou mesmo tomando armas nas mãos e combatendo, direito por sinal reconhecido pela própria Constituição dos EUA. A violação da ordem democrática justifica plenamente o levante por parte dos cidadãos.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Religiões: Sintomas de vida e morte... A agonia do Cristianismo e o fim da civilização humanista - Conclusão

Há mais de século tem o liberalismo moral Católico pugnado heroicamente contra o moralismo puritano assumido pela igreja. Juntamente com o liberalismo moral protestante tem suportado o repuxo das seitas bíblico puritanas. Tem assistido inclusive a formação de um moralismo difuso de origem naturalista ou secular. Em termos de convergência o liberalismo moral Cristã tem enfrentando uma reação sem precedentes.

É todo um esforço consciente ou inconsciente no sentido de identificar o Cristianismo com o moralismo e apresenta-lo como um sistema repressor destinado a policiar a sociedade e manter a 'ordem' estabelecida em termos de costumes.

A todo instante o moralismo lança seus ataques contra aqueles que tiveram a audácia ou a coragem de rebelar-se buscando desacredita-los e apresenta-los como não cristãos. Neste sentido contam igualmente com a solidariedade dos neo ateus, materialistas e incrédulos, os quais não esforçam-se menos para apresentar os cristãos anti maniqueus ou anti puritanos como ingênuos e incoerentes.

O resultado desta campanha é um esvaziamento progressivo em termos de número por parte do liberalismo moral.

Especialmente em seus principais centros que são a Europa e o Norte dos Estados Unidos. Isto porque o liberalismo moral encontra-se na dependência de uma cultura teológica elevada e esta na dependência do grau de instrução vigente numa determinada sociedade, noutras palavras do refinamento cultural.

Em certo sentido o liberalismo moral tem sido reforçado por uma posse tradicional da cultura cristã e por uma reflexão levada a cabo por sucessivas gerações. Tira suas forças dum processo histórico e experiencial que demanda tempo. Não é algo que surge do nada ou de improviso.

Dai sua ocorrência e predominância em centros tradicionalmente nimbados pela cultura Cristã há séculos ou milênios.

No entanto como após o abandono das formas litúrgicas e a deterioração da teologia a passagem dessas populações - pressionadas pelo moralismo 'Cristão' - para a incredulidade e para o materialismo tem sido cada vez mair rápida podemos observar uma defasagem cada vez maior do liberalismo Católico face as aspirações puritanas.

O que estamos assistindo no dealbar do século XXI é justamente a afirmação de um 'romanismo' ou papismo cada vez mais conservador, maniqueísta, moralista, puritano e intragável; ao menos para as populações esclarecidas do Norte.

De minha parte não desespero quanto a reconquista das populações do hemisfério Norte pela cultura Católica, desde que sejam satisfeitos os seguintes requisitos:

  • A restauração das antigas formas de culto (como expressão de contra cultura anti americanista) pré tridentinas, tridentinas, etc 
  • A adoção de uma teologia objetiva, sóbria, refinada, etc sob o influxo direto dos padres da igreja, especialmente dos padres gregos, e a consequente revisão de certos pontos quais sejam:
  1. O infernismo ou a doutrina das penas eternas
  2. O agostinianismo ou doutrina do pecado original e depravação total com todas as suas decorrências
  3. A monarquia papal ou infalibilismo
  • A superação do padrão maniqueista/puritano

Este último item é de importância capital tendo em vista suas ilações práticas.

Os ocidentais mais instruídos sempre serão capazes de assumir a ética do Evangelho e sua moral sumária em torno do Decálogo ou do Sermão do Monte.

No entanto jamais virão a abraçar, ao menos enquanto Sociedade, os modos de vida de um Moisés ou de um Calvino mesmo quando apresentados e impostos em nome do Cristo. O Cristo será sucessivamente repudiado e combatido porquanto estes fardos esmagadores não pertencem a ele.

Foi a imposição deste padrão estreito e irracional que tornou o nome de Cristo odiado por parte da população Ocidental determinando o esvaziamento paulatino da religião Cristã.

Assim o ponto de partida para a recristianização da Europa contemporânea deverá ser a revisão daquilo que chamamos moral Cristã.

Diria que é chegada a hora. Pois enquanto há vida (espiritual inclusive) há esperança, de abandonarmos os fundamentos primitivos e ultrapassados da moral judaica - enquanto puro e simples resíduo cultural - e elaborar uma moral 100% Cristã fundamentada no Evangelho ou seja nas palavras e ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o único caminho viável para a Cristandade futura mas implicará romper com o padrão maniqueísta ou puritano pelo simples fato de não esta fundamentado no Evangelho.

Quanto mais os líderes Cristãos insistirem em afirmar e impor os elementos da cultura proto israelítica e das tradições rabínicas ao povo de Jesus Cristo mais fortalecida saíra a incredulidade na medida em que a instrução avançar.

No entanto o cenário que estende-se diante dos papistas não é nada bom.

Uma vez que suas hostes avançam cada vez mais na África e na Ásia, além de conservarem-se ainda na América. Culturalmente falando a África é um celeiro de conservadorismo moral pelo simples fato de que a maior parte de suas sociedades, em maior ou menor grau, sofreu certa influência por parte do islã. Os africanos que aderem já crescidos ou adultos a fé Católica trazem para dentro da igreja sua moralidade e esta moralidade é quase sempre uma moralidade maniqueísta e puritana que ao menos em parte toca ao islã. Quando o Cristianismo atinge as tribos mais afastadas a moralidade livre e natural dos ancestrais extinguiu-se já devido a pressão social externamente exercida pelos povos arabizados.

A vida do islã e seus ideais de estrita moralidade alastram-se com mais rapidez do que a fé muçulmana e ao cabo deste roteiro vem desaguar na Igreja romana, islamizando-a a partir das igrejas locais existentes na África. Disto resulta a posição ultra conservadora assumida pelos cleros africanos (alto e baixo) em torno dos temas familiares e sexuais. Em tais tradições particulares de origem recente machismo, adultismo e homofobia são como que palavras de ordem.

Esta visão é completada entre eles pela teologia calvinista do Corão Cristão. Para as Cristandades do terceiro mundo a abordagem da cultura parece não fazer qualquer sentido... E seus Bispos e Padres continuam citando Paulo ou o que é pior a Torá como se fossem palavras de Jesus. Para eles a moralidade protestante ou muçulmana equivale a palavra de Deus! Não, eles não estão a altura do centralismo evangélico ou da soberania Evangélica, por simples questão de educação. A cultura em que estão inseridos não lhes permite compreender a realidade cultural da 'Escritura' em termos de variedade e complexidade. Ali tudo se resolve em termos de inspiração plenária ou linear e duma moralidade puritana, de que os africanos fazem-se campeões.

Outra não é a realidade de certas Sociedades asiáticas tradicionais como a chinesa e a nipônica com suas tradições igualmente patriarcais, machistas, adultistas, etc Que eles folgam ver reproduzidas na Tanak dos judeus e buscam reforçar quando aderem aos padrões católicos reforçando a reação moralista. Tal a perspectiva dos Cristãos indianos, que por rancor ou ódio, criaram uma moral de oposição marcada ao hinduísmo e portanto fortemente maniqueista, puritana e repressora.

Tal a situação alarmante em que se acham as freguesias 'Católicas' orientais, que a partir de tais posicionamentos, não podem deixar de encarar os diversos graus de liberalismo moral presentes nos Catolicismos ocidentais como uma 'heresia' formulada por homens brancos contaminados ao menos em parte pelo materialismo e o ateísmo. Entre as Cristandades niponizadas e islamizadas o liberalismo moral parece ser sempre índice de incredulidade.

Na medida em que o romanismo cresce em tais regiões sou levado a temer que se torne mais e mais conservador em termos de moral, interrompendo sua evolução e vindo a somar forças com o fundamentalismo protestante e o islamismo tendo em vista a afirmação de uma moral maniqueísta e autoritária. Ele tem diante dos olhos o luminoso exemplo do anglicanismo, do espiritismo, do budismo, etc No sentido de reconciliar-se com o corpo, a sexualidade, a vida, a ciência, etc E o triste exemplo das massas cooptadas e escravizadas pelo pentecostalismo e o islamismo...

Qual direção haverá de tomar???

Fica difícil calcular...

No entanto seja qual for ela não poderá deixar de influir poderosamente sobre diversas Sociedades.

Por isso esperamos que a igreja romana afaste-se cada vez mais do moralismo e do puritanismo, assumindo posicionamentos cada vez mais humanos, ditados pelo Evangelho de Cristo e pela rica experiencialidade presente em sua consciência histórica.

Expulsar o moralismo farisaico do corpo físico e visível da igreja histórica, tal o exorcismo que precisamos!

Que vá de retro o espírito essencialmente maligno do maniqueismo, pelo simples fato de apresentar como mau aquilo que esta em Deus porque Deus quis chamar a existência. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Qual será o segredo de Donald Trump???





No exato momento em que escrevemos estas linhas não poucas das pessoas que vivem ao redor deste pequeno globo devem estar se perguntando como e por que o candidato republicano a presidência dos EUA, Donald Trump ganhou uma eleição em que parte significativa do eleitorado progressista empenhou-se a favor de 'Hilaria' Clinton e para cuja vitória ela era a mais cotada...

Todos esperavam que a esposa do ex presidente Clinton fosse eleita, não sem certa dificuldade, mas eleita; o que de modo algum aconteceu gerando revolta e frustração por todo planeta especialmente entre os mais comprometidos com o humanismo, a justiça social, a ecologia, a paz, etc

Sabemos no entanto que a sra Clinton, chame-mo-la assim, esforçou-se bastante para perder ou como costumamos dizer em 'Terra brasilis' deu tiro no pé.

Via de regra mostrou-se tão inábil para compreender os temores e anseios das massas quanto nossos socialistas tupiniquins ou os comunóides e anarcóides europeus.

Ao menos na Europa e nos EUA uma multidão imensa de pessoas aguarda por respostas concretas no que diz respeito do problema do islã. Sim, pois milhões de pessoas não são capazes de encarar como algo absolutamente comum a possibilidade de serem explodidas ou fuziladas na esquina de casa porque fizeram algum comentário mais livre a respeito de Maomé ou do Alcorão ou ainda porque usam roupas demasiado 'curtas', comem carne de porco, bebem álcool...

Crianças temem ser surradas impiedosamente por seus pais...

Homossexuais receiam ser sumariamente enforcados...

Mulheres temem ser castradas ou estupradas...

Dissidentes religiosos tremem de pavor ante a perspectiva de serem decapitados...

E toda Civilização Ocidental mais ou menos livre receia ser suplantada não pela fé mas pela lei de Alá ou sharia, que é uma lei de preconceito, machista, adultista, homofóbica, escravista, belicosa, intolerante...

E no entanto os 'respeitáveis' clérigos muçulmanos passam aos milhares ao Ocidente no afã de intensificar o proselitismo religioso, arabizar todos os continentes e implantar a universalidade da Umma. Compreenda-se universalidade da Umma como a conquista do mundo não pela fé mas pela vontade e lei de alá, i é, a inquestionável e toda poderosa sharia...

Aspecto curioso do islã é que ele exige a aceitação de seu padrão, de seus emblemas e de seus costumes pelo Ocidente - chegando mesmo a ponto de censurar arrogantemente nossas instituições e costumes - enquanto impede - por meio de ameaças - a introdução dos elementos da cultura ocidental em seu meio. Assim as mulheres muçulmanas lutam para que possam desfilar veladas por nossas ruas e praças enquanto as turistas ocidentais não podem ostentar suas pernas, braços, pescoços ou mesmo cabelos nos países 'islâmicos'. Da mesma forma proíbem qualquer tipo de proselitismo religioso em suas terras - punindo as conversões a outras religiões por meio da Murtad que é a pena de morte por 'apostasia' - enquanto revindicam para si e seus lideres o direito de fazer proselitismo entre nós...

Basta dizer que a simples reunião de judeus, budistas, cristãos ou hindus na Arábia, mesmo que num edifício 'civil' ou sem ornamentos e objetos de culto é rigorosamente proibida - quanto mais a construção de igrejas, sinagogas ou templos - na Península arábica, enquanto entre nós eles porfiam em edificar mesquitas ou salas de oração.

O islã é uma religião que dogmatiza em torno de seus privilégios enquanto que a civilização democrática sendo igualitária não pode suportar o privilégio!

Todavia nossa Civilização democrática franqueia todas estas liberdades aos fanáticos, aceita este estatuto de inferioridade ou desigualdade, curva-se face as exigências dos 'califas' e finge nada perceber. E por que?

Simples, porque se o islã é desacatado em suas pretensões arrogantes seu piedosos profitentes passam a agressão, a violência, a matança, etc com todas as bençãos do Corão e dos hadiths...

Tal o estatuto proposto pelo livro e não pode ser questionado. Se você questiona é irreverente e já sabemos o que aconteceu com aquele grupo de jornalistas franceses irreverentes há alguns anos...

Ao que parece tal condição tem sido recorrente na Europa e exasperado parte da população...

Afinal quem esta disposto a admitir a simples possibilidade de que seus filhos ou pais, ou cônjuges sejam explodidos no metrô por um grupo de psicopatas, neuróticos, dementes ou fanáticos religiosos com seu livro - seja a Torá ou o Corão - debaixo do braço???

Quem se sente seguro ou confortável sabendo que em sua vizinhança há pessoas que acreditam ser perfeitamente justificável agredir, torturar ou massacrar alguém porque diverge de si em termos religiosos???

Você aspira viver ao lado de pessoas cuja religião sanciona a agressão ou abençoa o assassinato por motivos credais?

De minha parte preferiria viver ao lado duma selva habitada por animais selvagens e ferozes, como leões, tigres, hienas, etc Seria certamente bem mais seguro do que viver ao lado de pessoas que estão dispostas a matar em nome de deus ou de um livro qualquer; enfim em nome da fé.

Já estou ouvindo meu objetor - tipo eleitor da Hilaria - dizendo que nem todos os muçulmanos matam e que são bilhões. Certamente que muçulmanos e fundamentalistas bíblicos instados no Ocidente não podem cumprir o que é recomendado pela Torá ou pelo Corão e queimar ou enforcar os dissidentes religiosos pelo simples fato de serem contidos pelo exército, pela polícia e acima de tudo por nossas leis que classificam tais atos como criminosos e puníveis.

Por outro lado, quando algum de seus companheiros mais instruídos nos domínios da fé e mais coerentes, ousam matar apenas muito raramente deparamos com um número significativo de muçulmanos protestando ou lamentando a respeito de um ato que muitos de seus líderes classificam como divino. Sim porque a 'Jihad' ou guerra contra os infiéis, tendo em vista a afirmação da sharia e a eliminação dos oponentes, é tida em conta de sagrada!

Também costumam dizer que há certo número (não a maioria ou a totalidade) de muçulmanos leais da democracia ou progressistas AQUI NO OCIDENTE (???!!!???).

Mas o ocidente, como dizem, constituem o Império do rabudo...

Vejamos agora o que se passa nas Repúblicas muçulmanas, onde eles constituem a maioria e detém o poder! Quantos lá ousam sair as ruas para protestantes contra os atentados terroristas cometidos contra os fanáticos nos EUA, Inglaterra ou França??? Quantos heim??? Cadê as multidões gigantescas de piedosos muçulmanos lamentando contra os atentados empreendidos contra o Chalie lá na Indonésia ou no Paquistão, no Egito ou na Síria, no Iraque ou na Argélia????

Cadê as multidões de muçulmanos democratas, laicistas e nimbados pelo espírito científico no Afeganistão ou no Iemen???

Pelo contrário, a cada atentado, a cada agressão, a cada morticínio, cometido no velho mundo assistimos verdadeiras multidões de fanáticos liderados pelos xeques saindo as ruas de seus países para manifestar contentamento e apoio, i é, solidarizando-se com aqueles que assassinaram e mataram com o objetivo de vingar seu profeta ou de implantar sua sharia.

Cansei de falar sobre o islã, esse islã muito mal conhecido e ignorado pelos humanistas religiofóbicos ou catolicófobos da Europa e EUA...

Os fatos estão ai para quem quiser ver e as Sociedades querem respostas!!!

Que fazer a respeito do Islã?

Dum islã que dia após dia envia contingentes de refugiados a Europa...

Dum islã que exporta clérigos fundamentalistas como o Brasil dos 900 exportava café...

Dum islã que não só contesta como desafia nossa cultura e aspira por controlar ditatorialmente a Sociedade...

Abrir a santa boa para falar em capitalismo não resolve nada, absolutamente nada.

Conhecemos absolutamente o capitalismo e suas mazelas.

No entanto, historicamente falando, o islã com sua jihad, murtad, sharia, etc é em mil anos anterior ao advento e afirmação do sistema de mercado.

E se querem saber se até então sua índole era dócil perguntem ao Patrício Gregório de Cartago ou a rainha Kahina!
Blaise Pascal costumava dizer que os muçulmanos não conquistaram o mundo morrendo ou sendo martirizados, mas na ponta das lanças e espadas, matando aos gritos de: Converte ou morre!

As opressões decorrentes do sistema capitalista, assim a miserabilidade e a ignorância, bem podem ter agravado a situação. Não a provocaram no entanto porquanto uma causa não pode ser posterior ao efeito e a afirmação do capitalismo não pertence ao contexto do massacre perpetrado em Keibar ou das batalhas de Ohod e Mutah.

Na Europa certos setores da direita tem sido sensíveis ao problema e acenado com a possibilidade de restringir a entrada de muçulmanos. E não devemos nos admirar de que parte considerável da população identifique-se com eles...

A esquerda com sua miopia religiosa e seus discursos embolorados em torno da inquisição papista (não chegaram nem as inquisições protestantes as quais em todos caso também inexistem no contesto atual) do século XVI (!!!???!!!) tem se mostrado totalmente inábil sequer para considerar o problema do islã. O único problema para ela é o capitalismo...

Anarquistas e liberais fanáticos i é democratas formais vão pelo mesmo caminho apresentando os muçulmanos como ovelhas inofensivas...

Diante disto como censurar o povo por aproximar-se da direita se as esquerdas e alguns setores democráticos recusam-se a considerar ou mesmo a examinar suas aspirações e a dialogar com ele???

O medo, o temor, o desespero, a angústia, o receio, a insegurança fazem e farão com que as multidões lancem-se mais uma vez nos braços de uma direita bastante esperta. Enquanto as esquerdas e os libertários tapam seus ouvidos e gritam: Islamofobia???

Mas desde quando o islã é povo ou etnia i é algo geneticamente dado???

Islã é crença, fé, religião; fenômeno que pertence aos domínios da liberdade e com o qual bem se pode romper ao menos no ocidente, num contexto democrático.

Desde quando opiniões, teorias, crenças, doutrinas e ideologias que temos em conta de errôneas não podem ser detestadas??? Assim o nazismo, o fascismo, o comunismo, os totalitarismos todos, o individualismo, o relativismo, o subjetivismo, o machismo, o adultismo, etc, etc etc

Assim o islã enquanto fé que ou discurso religioso que sanciona não apenas a agressão mas toda uma casta de preconceitos por nós já apontados!

Diante disto como não te-lo em conta de errôneo ou melhor de mau??? E como, sendo mau, não odia-lo??? Bendita alma de Sócrates que ensinou o homem a amar o bem e odiar o mal, a estimar a virtude e detestar o vício, a aspirar pela excelência e sentir repulsa pela vulgaridade!

Claro que não nos referimos a pessoa do muçulmano. Pois bem pode haver entre eles quem ame a paz e esteja de boa fé. Nossa questão é com uma fé ou crença que sempre poderá ser abandonada pelo simples fato de não fazer parte constituitiva da pessoa!

Evidentemente que podemos sentir asco, repulsa ou como se diz fobia por uma religião qualquer que faça do criacionismo um de seus fundamentos mais sólidos e que apresente a divindade como jogando baldes de água sobre a terra durante os dias de chuva!

De modo geral no entanto o homem ocidental é 'islamofobo' por questões de natureza mais simples ou prática como o risco de serem massacradas pelos homens bombas de alá... Diante disto só mesmo a esquerda alienada para censurar este homem...

Le Pen, Trump e outros tem acenado com algumas propostas concretas, explorado este filão e conquistado o apoio de muitos.

Trump sugeriu impedir a fixação de muçulmanos nos EUA e não seremos nós, conhecedores do islã e seus objetivos, que iremos vaia-lo, mas antes aplaudi-lo, pois propôs alguma coisa a pessoas que desejavam ouvir algo.

Ao menos a ideia de restringir ou acesso de clérigos ou de homens muçulmanos a nossas sociedades democráticas deve ser considerado e discutido com a Sociedade. Com uma Sociedade que esta assustada e exige respostas.

Ao menos a questão do proselitismo muçulmano nos países ocidentais há que ser analisada fria e racionalmente.

Ao menos a sugestão de um juramento democrático por parte das mulheres e crianças a serem acolhidos em nossas repúblicas europeias, americanas e africanos tem de ser criticamente examinada.

O que não se pode mais tolerar é esse êxodo interminável de muçulmanos adultos do sexo masculino destinados a converter os ocidentais não apenas a sua fé mas antes de tudo a seu 'modus vivendi'.

De um modo ou de outro a questão da intolerância religiosa, do fundamentalismo, do proselitismo, da sharia, etc terá de ser, mais cedo ou mais tarde, problematizado. Ao invés de continuar sendo eternamente ignorado.

Até que cada pais da Europa ou da própria América de converta em califado ou sultanato...

A direita saiu na frente pois acenou com medidas concretas...

E por isso ganhou eleitores dentre aqueles que temem o islã.

Alias por ser policrata, socialista, trabalhista, humanista... Não deixo de temer o islã.

Um islã que como um fundamentalismo bíblico corta pela raiz e impossibilita por completo a construção de uma Sociedade mais livre, mais fraterna e mais feliz.

Enquanto isto que faz a candidata democrata sra Hilária???

Compromete-se, na esteira do desmiolado George Bush, a depor o 'ditador' sírio Bachar al Assad, que como Saddan no Iraque dos anos 80, é um fator de estabilidade e adversário poderoso do ISIS. Enquanto a Rússia porfia em destruir o Estado Islâmico, que é um dos mais perigosos inimigos da civilização democrática e livre, a sra Clinton, fragilizando ou depondo o Assad, propõem-se a fortalecer o Estado islâmico com a desculpa esfarrapada de que o islã é uma religião de paz e que tudo ficará bem!!!

Diante de tanta estupidez como admirar-se da vitória do candidato republicano, sob diversos aspectos bisonho mas, ao menos quanto o problema islâmico (que é uma demanda social e política nos EUA e na Europa) atento e sensível???

Doravante, após os sucessivos e repetidos ataques de radicais na Europa e o 11 de Setembro nos EUA, o problema do terrorismo e consequentemente do fanatismo islâmico e da emigração são saíra de pauta tão cedo. Levou a Inglaterra a estremecer as relações com o Continente, levou os cidadãos norte americanos a elegerem Trump e talvez venha a ser responsável pelo triunfo de Le Pen na França, em que pese o choro dos esquerdopatas islamófilos...

Como o fundamentalismo pentecostal no Brasil, a presença do islã na Europa e nos EUA será pedra de toque em termos sociais e políticos e sempre encontrará uma clientela interessada. O ideal no entanto seria que os países do Mediterrâneo, i é os mais próximos da intifada islâmica, fossem os primeiros a examinar o tema e a impôs restrições ao fluxo de populações muçulmanas.

Angola, um pequenino pais da África, é neste sentido um exemplo para o mundo.

Angola nos indica o caminho a ser seguido se aspiramos por manter, aprofundar e alargar as instituições democráticas e igualitárias.

Te é bem possível discordar
Mas difícil te será refutar!!!




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O islamismo enquanto estado de privação de direitos

Mencionamos no artigo anterior o triste estado da mulher muçulmana, a qual segundo as leis bárbaras e cruéis dessa religião deve permanecer isolada em sua casa, cobrir-ser com uma burka, jamais resistir ao esposo e ser arbitrariamente espancada ou disciplinada sem reagir. Tal a condição da mulher livre e virtuosa segundo a maravilhosa sharia!!!

Já a mulher adúltera deverá ser enterrada até o umbigo e apedrejada até a morte. Para servir de exemplo as demais! Depois as feministas vociferam contra Jesus, embora ele tenha salvo a prostituta e condenado este tipo doloroso de punição! Importa que Jesus colocando as prostitutas no Reino dos céus antes dos fariseus seja sempre vilão e Maomé com a sua sharia o mocinho!!!!???...

Consideremos agora a condição de outros tipos humanos, principiando pela criança.

Esta deve obediência total a seus pais, especialmente no que diz respeito a religião. Bem cedo ainda é enviada a madrassia ou escola religiosa onde aprender a ler recitando o Corão. A madrassia é quase sempre comandada por um clérigo. Portanto ja podeis ignorar o que se sucederá a pobre criança se ousar manifestar alguma dúvida sobre a divindade do Corão ou tecer alguma crítica a Maomé: a princípio será esbofeteada rudemente, e, em seguida - caso ouse insistir - agredida a varadas até cessar de perguntar ou melhor até professar a fé.

Assim, desde a mais tenra idade habituam-se os pobres muçulmanos continuamente agredidos habituam-se a crer por medo. É uma religião do terror em que a fé é inculcada por meio de castigos físicos na juventude. E quando chegam a idade adulta a criticidade e a livre iniciativas estão já complemente mortas e sepultadas. Assimilaram já a ideia de uma divindade despótica bem como a ímpia doutrina das penas eternas. Sendo assim, sempre terão medo desse deus vingativo e austero bem como das chamas e do mármore do inferno. E tudo farão para contentar a divindade iracundas e escapar do tal inferno.

Tal e qual a educação ocidental é ou deve ser essencialmente democrática, crítica e reflexiva; incentivando o homem a questionar todos os mitos, a educação islâmica é essencialmente totalitária sendo seu principal objetivo extinguir qualquer tipo de criticidade das mentes de seus adeptos, ensinando-os a jamais questionarem o Corão e a jamais por em dúvida a infalibilidade de Maomé.

Tampouco é capaz esta Sociedade de conviver com a diversidade sexual ou de respeitar as diversas opções. Tudo quanto existe para eles é o gênero. No caso decretado por deus. Homem é homem, mulher é mulher e pronto. O que passa disto procede do maligno, devendo ser, consequentemente extirpado ou melhor aniquilado.

Assim, a sharia, determina que os homossexuais sejam enforcados.

Toquemos agora a questão das minorias religiosas no islã e da liberdade religiosa.

Basta dizer que não existe.

Alguém ja ouviu falar em Igrejas, torres, sinos, e cruzes na Árabia Saúdita??? Claro que não! Afinal o pais queridinho dos EUA, ignora supinamente a existência de tal liberdade apresentando-se como um nação exclusivamente islâmica e vedada aos infiéis. E este é o modelo da Umma, consagrado pela sharia: uma sociedade monoreligiosa em que inexistam infiéis!!! Nem sinagogas, nem igrejas, nem templos, nem pagodes podem ser edificados naquele solo sagrado, embora por uma questão de necessidade tecnológica ou financeira possam os descrentes circular por lá, desde que não manifestem qualquer tipo de comportamento religioso. Para circular pela Arábia devem os não muçulmanos abdicar de suas crenças pessoais!!!

E que não reclamem pois em Meca e Medina, as duas cidades sagradas do islã, são proibidos de entrar sob pena de morte! A presença de um judeu, de um cristão, de um hindu ou de um budista tornariam tais cidades impuras! Nem preciso declarar que a desobediência a tal preceito expõem o pobre infiel a execução sumária ou linchamento.

E no entanto os muçulmanos não só querem viver em Roma, Londres, Paris, Berlim, Madrid, etc como ousam revindicar (em nome da liberdade de consciência) a abolição da semana santa na Espanha!!! E até mesmo a retirada da Cruz da bandeira suíça, alegando que fere seus nobres sentimentos religiosos! Nossos símbolos religiosos ferem seus olhos... Mas nós devemos encarar com absoluta naturalidade o linchamento de infiéis em suas cidades santas ou o monopólio exclusivo da religião muçulmana na Arábia Saudita! Conceder-lhes todos os direitos e regalias em nossas repúblicas, enquanto eles permanecem restringido ou negando os direitos religiosos alheios em seus califados!

E há pessoas, há ocidentais, há 'anarquistas' até quem concordam com isto, ou seja, com os privilégios arrogantemente exigidos pelos membros desta confissão.

No entanto a maior parte dos muçulmanos pensa exatamente assim: direitos humanos apenas para muçulmanos radicados no Ocidente e direito algum para as minorias religiosas ou ocidentais radicados no Oriente! E até exigem de nós um tratamento distinto do que dão aos dissidentes ou ocidentais em seus terras! A arrogância desse povo não tem limites!

Basta dizer que para ser mais ou menos livre ou viver como cidadão de segunda classe, deve o judeu ou cristão, instalado numa República islâmica qualquer pagar a Djzia que é um imposto do infiel. Além de abster-se de portar armas, de ostentar os símbolos de sua fé, o de possuir tal e tal tipo de cavalo, de ceder passo a qualquer muçulmano... Enfim de vegetar como um pária despojado de quaisquer direitos cívis. Nem pode recorrer a um Cadi ou a um tribunal muçulmano por ser infiel, ficando o contendente muçulmano sempre com a razão! O infiel jamais tem razão entre ele pelo simples fato de ser infiel!

E se ousa recitar algum versículo do Corão em sua defesa é logo esbofeteado e agredido pois não é dado a um infiel recitar qualquer passagem do livro sagrado!

Suponhamos agora que algum muçulmano deseje abraçar outra religião.

Concede-lhe o islã este sagrado direito pertencente a toda e qualquer criatura racional?

Ao contrário de todas as religiões existentes na face da terra o islã vangloria-se de ter apenas porta de entrada, jamais de saída.

Assim se tens o Corão aberto posto sobre tua cabeça e dizes: 'Deus é deus e Maomé seu profeta' estas definitivamente acorrentado a este sistema.

Do contrário, declarou um de seus clérigos: o islã já teria se extinguido e não haveria um só muçulmano na face da terra! É a murtad ou sentença de morte contra os apóstatas que mantem o islã vivo! Assim esta religião alimenta-se apenas do medo, do terro e da falta de virilidade de seus adeptos! Do contrário já teriam lançado a sharia as urtigas e abraçado outras fés mais consistentes ou a incredulidade.

A sharia no entanto determina que tantos quantos ousarem abandonar o islã sejam trucidados! Os muçulmanos podem exigir de você que abandone sua fé, mas não podem nem sonhar em abandonar a deles! Não é que não queiram faze-lo, apenas não podem! Vingam-se estes infelizes e amargurados buscando converter na marra os infiéis... que ousaram resistir a islamização! Porque resistir a islamização numa sociedade islâmica é um ato de grande bravura!

Já a murtad pode ser definida como a inquisição mais radical da face da terra.

Agora se você é ateu, materialista, indiferente ou politeísta deve saber que sequer há uma Djazia para si! Mas apenas o alfange e o tradicional 'Converte ou morre'! Direito algum concede o islã aos não cristãos e não judeus! Segundo a sharia ateus, descrentes e pagãos que recusam-se a abraçar a nova devem ser exterminados sem misericórdia, exatamente como Maomé procedeu ao conquistar Meca! O exemplo esta dado, na sociedade teocrática do islã não há espaço para ateus, materialistas e idólatras, votados compulsoriamente a morte!

Nem mesmo por uma vida de servidão e indignidade podem eles aspirar. Ou recitarão a Shahada ou perecerão! Alias uma das coisas que mais incomodam os muçulmanos é o vício dos Cristãos e judeus conviverem pacifica e democraticamente com os incrédulos, ateus e politeístas ou invés de aniquila-los por meio da jihad. No sentir deles o simples fato de estarmos inseridos numa sociedade democrática e aceita-la manifesta nossa falta de fé ou hipocrisia. Do contrário seriamos também nós jihadistas, nem podem eles compreender religião sem jihad!

Admite além disso esta bela religião a escravidão...

E não pode fugir a tão grande vício, pois fazia parte da cultura do tempo.

Pode o islã, no máximo, declarar quão belo é o gesto do senhor dar liberdade a seus escravos, mas não proibir alguém de ter escravos como o Catolicismo. Pode, a exemplo do apóstolo Paulo, solicitar que o proprietário conceda a redenção a seus servos mas não condenar a servidão em nome de deus!

O máximo que os muçulmanos podem declarar e declaram é que Maomé aliviou a condição dos escravos ou que a Lei deles determina que o escravo seja bem tratado. Dizem ainda que a religião deles pretendeu abolir a escravidão pouco a pouco, embora já se tenham passado quatorze séculos após a primeira Hégira e eles continuem tendo escravos e escudando sua posição na lei islâmica! Alegam ainda que os culpados são os governantes islâmicos e não o islã, quando sabemos muito bem que se um governante muçulmano não impõem a Djazia ou exerce a Jihad pode até ser morto além é claro de alijado do poder... então por que raios não foram punidos na mesma forma os tais governantes avarentos paladinos do escravismo???

Assim se o profeta deles apenas suplicou, como S Paulo, pela abolição da escravatura quem no islã será capaz de decretar sua abolição formal? Ninguém, ninguém, ninguém...

Ademais estamos muito bem informados a respeito do imenso prestígio que Maomé gozou entre seus seguidores desde o princípio, a ponto de exterminarem sem misericórdia seus críticos e de obedecerem-no cegamente. Muito facilmente poderia ele ter abolido, caso quisesse, esta instituição criminosa em nome de seu deus e consignado tal abolição nas páginas do livro. Portanto se não o fez, preferindo suplicar, reconheceu implicitamente que esta instituição criminosa estava de acordo com a vontade de seu deus, e portanto que a proibição da escravatura em nome de deus é impossível e, logo impossível no contesto da sociedade islâmica.

Donde se infere necessariamente que esta seita maléfica sanciona divinamente a instituição criminosa da escravidão. Enfim o direito de uma pessoa submeter outra pessoa a força e obriga-la a trabalha-la para si. O que temos em conta de roubo!

Basta com o dizer que o islã define até que animais de estimação você deve ter.

Pois além de sua malquerença para com os suínos, os bons muçulmanos também consideram o cão como um animal imundo.

Maomé gostava de gatos - tinha uma gata chamada Muezza - todos devem gostas de gatos...

E nem sei porque os muçulmanos do Ocidente não limpam o ânus com areia após terem defecado!

O fato é que a sharia determina o extermínio dos cães, fazendo exceção apenas aos de pastoreio! Não faz muito tempo que os líderes religiosos e políticos do Iram manifestaram a intenção de cobrar uma espécie de Djzia canina, uma vez que o pais achava-se infestado por tais animais impuros, os quais serviam como animais de estimação...

De fato as pretensões do islã não tem limites.

Trata-se da maior conjuração já urdida contra as liberdades e direitos do homem no curso da História. O mais triste porém é contar esta conjuração com a colaboração ativa de Ocidentais que se dizem amigos da liberdade!!! Agora como poderiam os amigos da liberdade sob quaisquer pretexto, mancomunar-se com seus piores inimigos e apóstolos da teocracia???

Acobertar e proteger uma religião problemática como esta é como agasalhar um serpente junto ao peito! Mais cedo ou mais tarde você será picado!


domingo, 20 de setembro de 2015

O islamismo enquanto estado de privação de direitos

Nossas leis estão longe de serem perfeitas.

Subsiste ainda o conflito entre legalidade/direito e justiça. Nem sempre nossas leis e códigos tem sido postos ao serviço da justiça e a justiça feita como deveria.

Nem podemos negar a existência da corrupção, da venalidade, do abuso, etc

Na prática ainda convivemos com a desigualdade, mesmo a nível das condições primárias.

Idealizar o que temos em nosso redor seria desonesto.

Todavia, ao menos teoricamente, nossas leis assumem as exigências da liberdades e buscam afirma os direitos humanos sob a forma de garantias. Imperfeitas e precárias que sejam reconhecem nossas leis os direitos essenciais da pessoa humana. Por defeituosos que sejam nossos códigos sacramentam a dignidade ímpar do homem e isto, neguem quem quiser e puder é um benefício.

Pois é um ponto de partida para lutarmos pela concretização de tais garantias e, consequentemente por uma Sociedade mais humana, justa, digna e fraterna. Mantendo nossas leis de pé, tomando a mesma direção, ampliando-as, aprofundando-as, forjaremos um novo mundo, um mundo melhor para todos; um mundo em que os seres humanos não sejam avaliados pelo que trajam, comem, bebem, ouvem, etc mas apenas e tão somente pelo que fazem ao próximo.

Nada mais importante, a princípio do que conceder um espaço legal ao outro. Nada mais importante do que conceder um amparo legal as minorias. Nada mais importante do que conceder a proteção da lei as diferenças!

Nada contra uma unificação intelectual ou ética obtida por meio do diálogo no plano da liberdade.

Todavia uma unificação comportamental e externa obtida por meio da força ou da coação repudiamos.

Toda e qualquer unidade deve ser buscada no plano da liberdade, por meio da demonstração e não da imposição arbitrária. A lei que buscamos é a lei da justiça e não a lei do mais forte!!!

Sonhamos com uma sociedade plenamente igualitária em que a mulher, o homossexual, a criança, o trabalhador, o deficiente, o estrangeiro, o dissidente religioso e até mesmo o animal sejam não só tratados mas encarados do mesmo modo que o homem, o heterossexual, o adulto, o patrão, o fisicamente perfeito, o nacional, o 'ortodoxo' e protegidos pela lei.

Sonhamos com uma sociedade completamente livre e igualitária, e consequentemente expurgada de preconceitos ou privilégios arbitrários cujo único fim é a negação do outro.

Sonhamos com uma Sociedade de todos os preconceitos como o machismo, o adultismo, a homofobia, o classismo, o racismo, o fascismo, o fanatismo religioso, etc Estamos fartos com desta sociedade arbitrária cujo tipo predominante é o patriarca, adulto, heterossexual, economicamente bem sucedido, saudável, valente e abençoado pela religião oficial. Até podemos tolerar este tipo padronizado e conviver com ele. O que não podemos permitir é que determine as vidas de todos os cidadãos em geral a ponto de exigir que sejam reproduzam seu comportamento.

O islã no entanto ou melhor a sharia, implica na fixação do tipo.

E trás em si ideal unitário e excludente de Sociedade, governada pela vontade deste homem adulto, heterossexual, próspero, saudável, valente, conformado com a ortodoxia... que é o tipo fixado pela cultura árabe do século VII desta Era. Daí a negação ao direito de existência de todas as outras culturas feministas, sexualmente diversificadas, pluralistas, democráticas, etc As quais são encaradas como essencialmente más ou corrompidas.

É verdade que o islã ampliou os direitos da mulher em comparação com a primitiva Sociedade árabe. Pois proibiu que as meninas fossem enterradas nas areias do desertou e permitiu a mulher acesso aos tribunais. No entanto ao mesmo tempo de implementou tal progresso o islã impossibilitou qualquer tipo de avanço ulterior pelo simples fato de proclamar as leis religiosas baixadas por Maomé como divinas, perfeitas, sagradas e imutáveis.

Aumentou os direitos da mulher mas ao mesmo tempo pretendeu e pretende ter fixado seu estado para todo sempre.

Concedeu-lhe direito a vida e acesso aos tribunais. Mas santificou sua inferioridade perante o homem e recusa-se obstinadamente a reconhecer a plena igualdade entre homens e mulheres. Para o islã a igualdade de gênero é uma doutrina essencialmente herética. E por que? Porque o Corão e a Sunah, afirmam explicitamente a inferioridade da mulher e a superioridade do homem, abençoando oficialmente o machismo.

Para o islã o machismo é sagrado, pois faz parte de sua religião na medida em que é proclamado pelo Corão e pela Sunah. O muçulmano radicado no Ocidente que disser a uma mulher que o islã reconhece seus direitos e sua igualdade jurídica não passa dum mentiroso ou dum fanfarrão sem consciência.

Basta dizer que segundo a Sunah, os sahis, Hadiths, fiks, etc O testemunho de uma mulher perante o cadi vale apenas a metade do que o testemunho de um homem. Portanto é necessário o testemunho de duas mulheres para impugnar o testemunho de um só homem, o testemunho de quatro mulheres para impugnar o de dois homens, e assim por diante. Diante disto onde fica a tão alardeada igualdade???

Além disto o islã, como qualquer cultura primitiva sanciona explicitamente o estupro de mulheres não muçulmanas com o intuito de engravida-las. Todas as batalhas promovidas pelos bons muçulmanos terminaram com um estupro coletivo de 'infiéis'. Pelo simples fato de que as primeiras delas foram abençoadas pelo próprio Maomé! O qual após cada batalha tomava para si algumas jovens, via de regra as mais belas, adicionando-as a seu harém.

Logo, muçulmano algum e sã consciência pode negar a instituição do estupro. Isto mesmo, a instituição do estupro, pois a religião muçulmana sanciona e abençoa o estupro de mulheres muçulmanas em caso de guerra ou de simples resistência a jihad por eles proclamada!

Já quando a mulher islamizada jamais poderá sair da tutela do pai, do esposo ou dos filhos mais velhos. Sendo sempre uma tutelada... Não pode escolher seu noivo. Podendo ser dada em casamento por seus pais - especialmente se pobres - a qualquer velhote assanhado, desde que rico, ao completar doze anos. Desde então deve integrar-se ao Harém se for o caso e executar os serviços domésticos que lhe são impostos pela esposa mais velha.

Deve além disto estar acessível a seu senhor, sempre que este o desejar. Segundo a lei muçulmana a mulher não tem o direito de negar sexo ao esposo, deve querer sempre, ceder sempre ou, apanhar até ceder, ser imobilizada e estuprada. É o estupro conjugal um direito do patriarca assegurado pela legislação religiosa do islã e portanto uma instituição sagrada. É bem verdade que teoricamente pode requisitar o divórcio. Devendo para tanto retornar a casa de seus pais completamente desmoralizada e ali permanecer até o fim de seus dias uma vez que o islã também dificulta ao máximo a possibilidade da mulher trabalhar e consequentemente de poder sobreviver independentemente ou seja longe do marido ou de seus pais.

Caso permaneça na casa do esposo sempre poderá ser surrada, por qualquer motivo: se falar alto com ele, se for tagarela demais, se sair de casa sem permissão, etc Em diversas circunstâncias permite a lei islâmica que a mulher seja agredida fisicamente. É o que os clérigos dessa religião chamam de disciplina. A disciplina faz parte do Islã.

O acesso das mulheres a rua, e consequentemente a vida pública também é desaconselhado pelas leis e tradições. Devendo permanecer ela reclusa no seio do lar, agora se desejar sair deverá pedir permissão ao marido e ir acompanhada por ele ou por algum parente homem mais velho, qual seja seu pai, irmão ou filho. No máximo podem as mulheres sair em grupos, mas, neste caso, sempre veladas e trajadas como freiras.

A bem da verdade os homens muçulmanos também escondem seus corpos, trajando ou a tradicional túnica ou calças cumpridas e camisas de meia manga ou manga cumprida. Incomum os próprios homens trajarem camiseta e bermuda nas sociedades muçulmanas. Apenas não cobrem suas cabeças com icabs, shadores e burcas.

De fato mais do que a sociedade calvinista ou puritana a Sociedade muçulmana jamais conseguiu aceitar de fato a existência do corpo, quanto mais dos órgãos sexuais. É uma Sociedade para a qual o corpo ou o sexo não existem. Uma sociedade que busca esconder ao máximo o corpo e ocultar tudo quanto esteja relacionado com a sexualidade humana. O prazer feminino em especial é radicalmente condenado pelas tradições, o que abre precedente para que centenas de milhares de meninas tenham seus clítoris mutilados i é sejam castradas!

A castração é justificada por inúmeros clérigos ortodoxos uma vez que seu objetivo e evitar que a mulher traia seu esposo tendo em vista a obtenção de um prazer sexual mais intenso.

Além disto os clérigos machistas esforçam-se por convencer suas servas de que as mulheres ocidentais que ousam mostrar seus braços e pernas, além de trabalhar e de contestar o marido não passam de prostitutas condenadas ao inferno e que semelhante tipo de conduta é essencialmente maléfica. Isto a ponto de declararem que é verdadeiramente livre a mulher que vive presa em sua casa, esconde-se debaixo da burka, jamais resiste a seu esposo e deixa-se agredir por ele sem reagir! Esta mulher escravizada é a mulher livre segundo a visão desses clérigos desalmados, autênticos psicopatas.

Um dos fenômenos mais abomináveis e monstruosos que tenho observado na Sociedade moderna é o das feministas ou anarco feministas que se calam ou omitem diante o islã, ou pior, daquelas que aplaudem e portanto sancionam a expansão desta fé essencialmente machista e opressora.

continua