Mostrando postagens com marcador comunismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer...

Após uma sucessão de ideologias mortas - Que desde o protestantismo falharam em substituir a Igreja antiga e trazer unidade de espírito a Europa, a fé maometana chegou até ela, com a intenção de abala-la até os alicerces ou de implantar a instituição árabe da Sharia.

Foi já o islã esmagado pela Europa Cristã, Ortodoxa ou papista duas vezes - Em Poitiers e em Lepanto, pelo que não se transformou num califado... Além de ter tido suas aspirações imperialistas travadas também pelas assim chamadas Cruzadas. Parte da Europa - Invadida por seus adeptos! - por sinal foi expurgada deles em no mínimo duas ocasiões, assim a Península Ibéria e a Península balcânica.

Basta dizer que ibéricos e balcânicos conhecem perfeitamente bem que é o jugo do islã.

A primeira das diversas observações a serem feitas aqui é que os invasores, a que os pós modernistas chamam 'refugiados', não são, de modo algum, os civilizados e comedidos xiitas do Irã... Tampouco os economicamente estáveis sunitas da Jordania, do Kwait ou dos Emirados, os quais tem a sorte de viver sobre oceanos de ouro negro ou de petróleo.

Vamos porém ao caso...

Incontestável o fenomeno segundo o qual a miséria ou a massificação estimulam a violencia. 

O que se sucede tanto entre os hindus, quanto entre Cristãos e muçulmanos. Por isso as massas protestantes do Brasil principiam a causar distúrbios... E as massas hindus na India... 

Agora tornando a Ratzel devemos considerar que as áreas ocupadas pelo Islã são majoritariamente (Com exceção da Asia menor ou Turquia e partes da Síria) espaços desérticos, montanhosos ou estepários, que não comportam uma densidade populacional elevada. Tanto que os antigos árabes, anteriores ao islã, enterravam as meninas recém nascidas nas areias do deserto... Tal a responsabilidade da terra ou do solo.

Apesar disso, sancionou Maomé a poligamia, enquanto que o islã, por instigação de líderes religiosos imperialistas ou cálculo, opõe-se ao controle da natalidade. E o resultado aqui é o aumento populacional desregrado... Para piorar ainda mais uma situação já grave, essas multidões miseráveis, ignorantes e fanatizadas costumam criar tumultos de natureza religiosa ou credal com outros grupos religiosos ou minorias, o que afeta as estruturas do governo e os serviços...

Para piorar ainda mais as coisas - Onde sempre existiram conflitos entre Sunitas, Xiitas, Drusos, Mandeus, Samaritanos e Yazeds ou entre maometanos e Cristãos, a Dna Inglaterra ou o sr Balfour, deram de enfiar os sionistas. O que redundou num aumento significativo dos conflitos e no deslocamento das populações tradicionais, em busca, no mínimo, de alguma segurança.

Dessa política internacional irresponsável, firmada pelo ouro sionista e mantida pelos EUA, resultou uma calamidade para as minorias Cristãs de todos aqueles lugares, pelo simples fato de que os sionistas canalhas, expulsando-as, empurraram-nas e lançaram-nas contra essas minorias, as quais passaram desde então a ser atacadas e pilhadas pelos tais refugiados. 

Porém quem ataca e empurra esse excedente de árabes miseráveis para longe de si... Israel... 

O Europeu que lê este artigo entenda perfeitamente: EUA e Israel entregaram a Europa nossa mãe aos jihadistas fugitivos numa salva de prata, tal e qual Herodes entregou a cabeça do batista a Salomé... Abriram um espaço para esses fugitivos na Europa como abriram um espaço para Israel na Palestina e de fato a Europa atual paga o preço do sionismo que apoiou! 

Como uma carcaça imunda abandonada aos vermes foi a Europa lançada a esses tais refugiados espantados e empurrados pelos sionistas.

Tudo partiu do vosso aliado que se acha seguro do outro lado do mundo, da vossa ONU..., da vossa 
OTAN estúpida que ataca os Cristãos russos, da maçonaria, do Vaticano inepto, etc Todos, todos desampararam a Europa, quiçá comprados pelo ouro sionista e Israel fica sendo e é a prioridade mundial kkkkk

Tais são as coisas que precisam ser ditas muito bem francamente, apesar das inquisições seculares do tempo presente.

Surge no entanto uma pergunta que não quer calar...

Por que a Europa se existem tantos países islâmicos como a Arábia, os Emirados, Iemen, etc, etc, etc Por que os irmãos de fé não acolhem seus mimosos pares... Porque os muçulmanos em parte bem situados e civilizados daqueles lugares não estão dispostos a abdicar de seu conforto e acolher em seus territórios essas massas miseráveis, ignorantes, barbarizadas e agressivas das periferias...

Conclusão: Que sejam elas acolhidas pelos Europeus papistas ou Ortodoxos idiotas com as bençãos da OTAN, da ONU ou dos EUA... Que os recebam, paguem pensões, alimentem, vistam, deem emprego, etc enquanto os machos barbados desrespeitam suas esposas e filhas, destroem os túmulos de seus pais, invadem suas igrejas, constroem mesquitas (Com as pensões que recebem o petrodolares vindos das Arábias), afrontam suas tradições religiosas, menosprezam sua lingua e criam comunidades a parte até se sentirem fortes o suficiente para impor-lhes a sharia e assassina-los caso não paguem a Djzia. 

E que é isso senão uma invasão, a princípio mais ou menos pacífica - Exatamente como esses árabes maometanos tem feito ou tentado fazer no curso da História. Estão mais uma vez e ainda hoje, expandindo seu império ou califado por meio da barriga, em plena era dos contraceptivos e com o apoio institucional da ONU, da OTAN, dos EUA e de todos esses líderes maçonicos comprados.

Digo mais: Além de interesses sionistas há interesses diretamente economicos que tocam ao querido capitalismo (O qual tradicionalmente tem vendido o povo, a pátria e a cultura!), ao exército de reserva e a regulação dos salários. Pois onde há oferta de mão de obra barata, o valor do salário diminui e a obtenção do lucro aumenta. Portanto, ao menos para os empresários a entrada dessa multidão de árabes jihadistas na Europa equivale sim a um benefício.

Temos de falar além disso no irracionalismo dos anarquistas e na politicagem da extrema esquerda ou dos comunas - Legião de pós modernistas. - que contam com os votos (Sim, porque os demagogos da Europa também concedem - Pasmem! - direitos políticos aos marmanjos jihadistas partidários da Sharia!) dos invasores para aumentar seu poder representativo no parlamento...

Veja então voce como tantos interesses se unem e conjugam contra os interesses da população europeia em termos de paz e cultura... Sionistas, capitalistas, comunistas e pós modernistas... Tal a realidade que é preciso enxergar.

Fora os sionistas, que já tem dinheiro e poder, todos os demais querem apenas $$$ dinheiro e atuam como prostitutos ou leiloeiros, vendendo a Europa aos pedaços a quem tem mais $$$...

Resta dizer que em tais situações, de massificação e miséria, nem todas as religiões atuam da mesma forma e maneira (Como julgam os ateístas alienados) - Havendo umas, que, devido a motivos internos doutrinariamente estruturados, tentam conter a violencia (Assim o Budismo ou o Cristianismo antigo.) e outras (Como o judaísmo antigo, o islã e o hinduísmo.) que, em maior ou menor proporção, estimulam-na.

Então a questão aqui é o quanto, esta ou aquela religião, é capaz de conter as massas miseráveis em tempos de aflição. Enfim o quanto tal fé gerencia e como gerencia ou regula possíveis tendencias agressivas. Se a reprime ou a potencializa.

E temos que é o islã - Não necessariamente a partir do Corão (O qual parece ser menos violento que a Tanak  por exemplo.) mas certamente da Suna. - juntamente com o judaísmo antigo (Mosaísmo ou israelitismo) e o hinduísmo) uma das crenças que mais estimula a agressividade. 

Portanto não se trata aqui de uma fé cujos princípios pacíficos sejam mal compreendidos ou incompreendidos pelas massas despreparadas e consequentemente deturpados por elas, como folgam afirmar islamicos e islamófilos e sim de registros permeados por conteúdos agressivos, atenuados por leitores economicamente estáveis, inteligentes e civilizados. E a tendencia da Xiia já nos indica essa resposta a partir das condições peculiares ao Irã> Um país economicamente estável há séculos e herdeiro de uma civilização brilhante.

Teve assim o islã, que se adaptar a realidade da sociedade iraniana, atenuando seus ímpetos agressivos - Do que resultou, num determinado momento, a rejeição a um sunismo que, desde os tempos de sua afirmação ortodoxa - Com Achari e Gazail. - se foi tornando cada vez mais mesquinho.

O que nos facilita a abordagem da História islamica ou a apreciação dos períodos iniciais.

Forçoso entender como o declínio da civilização, da estabilidade economica e da instrução tem colaborado ativamente para que o islã se afirme em sua puridade essencial. Atente o leitor que a Ortodoxia acharita, a ascensão do Hambalismo, o Wahabismo e enfim o Salafismo são todos eventos ou fenomenos posteriores a Era de ouro dos califados omíada e abássida - E não podia ser diferente, pois a violencia, a agressividade, a truculencia, etc como os arroubos de fanatismo são típicos dos períodos de decadencia, miséria, ignorancia, etc

Via de regra citamos o genocida e terrorista Tamerlão como protótipo do anti Cristo, sem saber que era ele, não apenas um muçulmano, porém, antes de tudo um bárbaro das estepes ou alguém cuja agressividade o islã não estava posto para conter. 

De fato, apesar dos choques com o Cristianismo apostólico, foi o trato com o conquistador islamico, geralmente cordial. O que remonta ao próprio Maomé e sua suna, na qual temos que os senhores bispos de Nadjarien foram bem acolhidos e tratados com fidalguia. O corão de fato tece elogio aos Rahibs ou monges determinando que sejam acolhidos, respeitados e bem tratados. 

Daí o pacto ou tratado feito com o Santíssimo Sofronius, Batrak de Al Kudush, o qual serviu de modelo para muitos outros. Ocasião em que o próprio califa Omar ibn Katab recusou fazer preces no Santo Sepulcro por um ato de delicadeza. Alias os próprios cristãos ortodoxos do Oriente, oprimidos pelo Império bizantino e sua política (Quem o diz é Mihail, o Sírio, em sua História) chegaram a acolher os conquistadores muçulmanos e obter a paz, pelo menos durante alguns séculos.

A partir daí firmaram-se, como os antigos impérios, os califados acima citados, nos quais não era o islã majoritário ou hegemonico, correspondendo a uma dominação elitista. Dar crédito a Ibn Hazm ou a Sharistanyi, não haviam apenas Ortodoxos ou mazdeistas sob aquela dominação mas um imenso número de seitas Cristãs já conhecidas: Markinyia, Montanyia, Manikyia, Bardaisanyia, etc além de algumas religiões tradicionais, como Yazed e mesmo algumas possíveis populações pagãs... 

De fato o islã dos dois primeiros califados foi um islã cosmopolita e não uma realidade religiosa hegemonica ou ortodoxa como querem fazer passar os sunitas de hoje. Haja visto a forte presenta dos dissidentes Carijitas e Alídas ou Xiias. 

E como disse, fosse porque não havia ortodoxia sunita fixada, fosse porque as facções rivais do islã fossem numericamente equivalentes ou fosse porque o conjunto do islã não passasse de uma minoria, que as relações com os Cristãos fossem cordiais, ao menos até o ano 1.000 ou menos até, cerca de 1.100 i é, a cabo de cinco séculos ou meio milenio, quando de fato azedaram, justamente após a afirmação do sunismo ortodoxo, o qual, a exemplo da Reforma protestante, assumiu o caráter de uma autentica e sucessiva purificação religiosa e cultural.

Importante entender que assessorado por Cristãos - Inclusive clérigos. - Ortodoxos orientais, Harum al Rachid, Mamun e outros, criaram e mantiveram (Durante quase meio milenio.) a 'Casa da sabedoria' em Bagdad e que ela chegou a conservar parte do que se havia perdido com a destruição da grande biblioteca de Alexandria (No século VII). Ao menos até sua própria destruição pelos bárbaros estepários em 1258 - Ocasião em que o último califa foi eliminado, ficando o islamismo sunita sem 'Papa' ou descontrolado...

Importante considerar o domínio ou a liderança de um califa instruído sobre os adeptos do sunismo emergente.

Alias mesmo antes da eliminação do último califa, já a coisa principiara a degenerar sob o controle dos mamelucos ou dos agregados estepários. 

Aqui a baliza face a nova realidade, além da afirmação Acharita, parece ter sido o governo do fatímida Al Haquin, o qual tendo nascido de mãe Malkayia (Alazizah) - Segundo Guilherme, o Frank, e sido batizado as ocultas, mandou converter os Cristãos a força e demolir o Santo Sepulcro. Isso pelos idos do ano 1.000. Desde então os atritos jamais cessaram...

Curiosamente os turcos estepários, inda que sunitas, censuraram os árabes tanto como matadores de profetas ou assassinos dos descendentes de Maomé quanto como covardes face o preceito da jihad e a eliminação do Cristianismo. Sendo assim tomaram a peito, mais uma vez, invadir e conquistar a Europa, ao menos até serem derrotados em Lepanto. 

Ao mesmo tempo ou pouco antes, em decorrencia da afirmação da Ortodoxia acharita, foi a corrente intelectual da Mutazzila eliminada. E, desde então, o racionalismo e o liberalismo teológico foram proscritos como heresia pestilenciosa nos domínios do islã sunita. E temos esse processo descrito com detalhes na obra "A mentalidade muçulmana..." de R Reilly. 

Portanto o islã racional e aberto a cultura, frequentemente descrito pelos adeptos dessa religião, extinguiu-se a quase mil anos, justamente por ter sido reprimido por eles ou por seus ancestrais. 

E porque foi reprimido e destruído...

Porque num dado momento, após a afirmação da Ortodoxia sunita, as lideranças religiosas tomaram consciencia de que o islã da Idade de ouro ou dos dois primeiros cinco séculos era na verdade uma construção sincrética - Derivada grande parte da tradição greco romana. - muito pouco árabe. 

De fato essas lideranças parecem ter percebido o imenso risco de que o legado da razão e do livre arbítrio, tomado aos gregos por intermédio do Cristianismo, prevalece-se e destrui-se os elementos autenticamente semitas. Daí terem empreendido uma luta de morte com o objetivo de expurgar o islã ou o próprio sunita desse conteúdo exógeno - O que de fato equivaleu a uma purificação ou reforma, como a de Josias no judaísmo e a de Calvino no Cristianismo (Embora esta não reporte ao Cristianismo histórico ou primitivo.)...

Desde então ou do século XI foi o islã purificando-se e resgatando sua identidade árabe ou semita e não afastando-se dela. De fato no contexto islamico a direção tomada do Hambalismo ao Salafismo, impulsionada pelo declínio político, pela miséria e pela massificação só pode ser entendida como um retorno as origens - E a anomalia aqui foram os califados ou o islã dourado da mutazzila e dos homens da Casa da sabedoria, os quais só podem ser corretamente analisados em termos de acomodação, contaminação pagã, heresia ou apostasia...

Enfim o salafismo, tal e qual seu pai, o wahabismo, é apenas o islã mostrando sua própria cara, sem cores ou pinturas, após ter sido lavada. 










sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Ainda o fascismo e seus problemas

Ainda a propósito da unidade social e da cessação do conflito entre burguesia e proletariado (Não inventado por Marx mas constatado por Sismondi de Sismondi.), provocado pela ambição descontrolada dos patrões, voltou o fascismo, seu olhar - mais uma vez, para o passado.

E a ideia, advinda do Ariston Metron e da Mediocritas aurea foi tentar ampliar a classe média. O que já havia sido sugerido por Defoe e Swift na Inglaterra do século XVIII. E fica posto o ideário: Reduzir a distância entre os extremos da alta fortuna e da miséria, interferindo politicamente tendo em vista a expansão da classe média.

Como se vê, o que temos aqui, foge definitivamente ao Marxismo ou  Comunismo. O qual aposta no avanço do capitalismo, no recrudescimento do conflito e no papel heroico do proletariado tendo em vista a tomada do poder.

Aqui, a classe média é encarada como entidade pequeno burguesa, que serve como uma espécie de mola destinada a aliviar a tensão do conflito. É de fato encarada como uma vilã contra revolucionária por estar na contra partida do processo e deve ser (Talvez com um empurraozinho) engolida ou abatida por ele. 

Assim o programa fascista, que supõe a atenuação do conflito pela ampliação dessa classe por meio de intervenções restritivas (As assim chamadas Reformas.) face as ambições do mercado é avaliado como algo essencialmente maligno.

De fato avaliando o protocolo fascista (Relacionado aqui com o protocolo social democrata.) como reformista, os líderes comunistas só podem encara-lo como um retorno indesejável ao passado, como um saudosismo ou ainda como algo essencialmente reacionário em oposição a noção linear de progresso legada pelo positivismo.

É como se a orientação fascista fosse capaz de impedir ou de atrasar a tão sonhada revolução ao atenuar o conflito. Daí o ódio irascível.

O que nos ajuda a entender uma dinâmica contemporânea em que, paradoxalmente, os comunistas aliam-se aos liberais extremados contra quaisquer Reformas propostas pelos reformistas ou pelo centro, se que lhes importe a condição das pessoas, uma vez que a meta suprema é a Revolução.

E é justamente a percepção dessa cosmovisão, assustadora, devido a sua insensibilidade ou crueldade, que tem afastado o povo do comunismo e não poucas vezes aproximado-o do fascismo. Afinal se é algo que o povo não quer ou deseja é o avanço do protocolo Neo liberal. Em parte devido a cultura cristã católica, o povo aspira, em certa medida, pela paz e não por qualquer tipo de revolução.

E no entanto esse mesmo fascismo, cuja proposta no campo da economia me parece interessante, aproxima-se a outro lado desse mesmo comunismo truculento, da abominação nazista e da monstruosidade islâmica e aparta-se tanto do anarquismo quanto do liberalismo político ou da democracia, a qual chega encarar com uma corrupção.

No campo da autoridade ou do poder político é o fascismo liberticida, despótico, ditatorial, tirânico, totalitário e repressor... até estatolatria paga ou o culto cego ao líder.

É ideologicamente irracionalista e agostiniano... sem dúvida que é. Desconfia do potencial da razão, lança dúvidas quanto a liberdade e encara os humanos como 'lobos' (Sic) vorazes. O que sabe o "Leviata" de Hobbes. 

Por onde toca ao militarismo e assume um aspecto anti humanista. Assume posturas como o critério da força e a obediência cega, renovando o choque entre Trasímaco e Sócrates, este partidário de uma racionalidade crítica, que levou-o a desobedecer, ao invés de cometer uma injustiça, e eliminar Leão de Égina.

Essa resistência mecânico formal a ordem dada, em nome de  princípios éticos ou direitos inerentes é inaceitável do ponto de vista do fascismo, o que desvela parte de seu espírito.

Curioso que, partindo do fascismo, os anarquistas não se tenham dado conta que o irracionalismo, via de regra (E com a mesma intensidade que os maniqueismos.) tem servido de apoio ao despotismo. Uma vez que o exercício do livre arbítrio está conectado a capacidade racional.

Sugere o irracionalismo, que sendo o ser humano incapaz de avaliar ou refletir é, consequentemente, incapaz de deliberar/decidir. Devendo ser tutorado ou controlado pela autoridade arbitrária sancionada pela Tradição.

Naturalmente que os alunos de Sócrates e os seguidores de Jesus não podem concordar com os teóricos do fascismo, pelo simples fato de afirmarem decididamente tanto a capacidade racional como a vontade livre dos seres humanos.

A partir daí, forma-se uma outra cosmovisão, posta para a afirmação de direitos essenciais numa realidade democrática ou cidadã. E uma oposição marcada ao ideário fascista, o qual, em seu conjunto, só podemos classificar como mais um anti humanismo e enfim como uma cultura de morte.

Enfim não acreditamos que a Redenção social parta da submissão passiva ou acrítica a uma autoridade caprichosa e a isso damos o nome que merece: Escravidão ou servilismo. E não menos que um anarquista qualquer repudiamos a ela.

De fato não nos resta qualquer ditadura: Dos líderes religiosos (Como Calvino), dos políticos (O Diretório), do proletariado, dos cientistas, dos militares... De esquerda, de direita, de centro... Pois somos filhos daquela liberdade que tem por berço o Evangelho. 

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Protestantismo
  • Capitalismo
  • Comunismo
  • Anarquismo
  • Conservadorismo
  • Positivismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Comunismo > Uma metafísica paralítica

Já nos expressamos inúmeras vezes a propósito do Comunismo.

Primeiro enquanto ideologia reprodutora, a qual além de assumir um tipo ideal posto pelo Cristianismo antigo ou pelo socratismo\platonismo,  reproduziu igualmente diversos vícios do capitalismo, do liberalismo político primitivo e do positivismo, como o materialismo economicista, o 'método' revolucionário e o relativismo ético - Isto a ponto de formar uma construção sincrética.

De fato não se pode negar que apesar de todos os seus erros possuí o Comunismo algo em comum com o socratismo e o Cristianismo antigo, que é a sensibilidade face a injustiça e a aspiração de reformar a ordem natural das coisas, eliminando a injustiça. 

Enquanto que a suprema miséria do capitalismo, do positivismo e do darwinismo social, bem como do ceticismo é conformar-se com o mundo tal qual é, aceitando suas mazelas e avaliando-as como algo comum ou mesmo invencível. 

Em que pese o materialismo tomado ao capitalismo, os comunistas não acompanharam seus companheiros 'coerentes'. Mantendo o ideário Cristão segundo o qual deve a realidade do mundo conformar-se com um ideal Ético ou com uma Lei natural e suprema. 

Por parte do Cristianismo antigo, conformar-se com o mundo e seus pecados, seus vícios ou suas maldades é blasfemo, devendo a ordem do mundo ser corrigida e reformada segundo a lei natural e suprema.

Portanto o Cristianismo leal ao Evangelho e o Comunismo partilham do mesmo sentimento de revolta. 

Sendo em parte o Comunismo, um Cristianismo apostólico secularizado. Tal e qual o capitalismo e o destino manifesto são secularizações do protestantismo. Em certo sentido o conflito "Catolicismos" ou "Ortodoxia" e protestantismo, prolonga-se no conflito "Socialismos" X Capitalismo. Apenas a luta secularizou-se, mas mantém o sentido. 

Naturalmente que o materialismo, sendo necessariamente mecanicista, não se encaixa com esse sentimento de inconformidade ou mesmo com o método revolucionário.

Justiça seja feita a Marx, porquanto era ele etapista - Reconhecendo que caberia ao processo histórico ou a evolução interna do próprio capitalismo que produziria as condições necessárias para que a Revolução fosse bem sucedida. Cabendo ao comunista estar atento para reconhecer o sinal dos tempos, e atuar em comunhão com a História.

Foi Lênin que, partindo de Sorel, objetor e adversário de Marx, eliminou o etapismo ou o determinismo materialista e propôs que a Revolução poderia ser feita noutros contextos. Talvez por isso as revoluções Comunistas tenham revertido e falhado. Por outro lado Marx não foi capaz de perceber a habilidade do capitalismo para adaptar-se as condições externas, inclusive restringindo-se, contendo-se ou limitando-se quando sob pressão ou ameaçado pelas sociedades tradicionais.

Sorel sendo irracionalista, meio idealista e próximo ao anarquismo com o paradigma do espontaneísmo ou da imprevisibilidade, o qual de modo algum se encaixa com o materialismo e seu decorrente determinismo\etapismo.

Bom lembrar que esse ideal revolucionário jacobinista surge não num contexto materialista dialético porém num contexto materialista mecanista ou formal e de uma total incompreensibilidade em termos de cultura. A ideia, bastante ingênua por sinal, é que o poder, a violência, a força ou o terror pudessem mudar a cultura ou dos padrões de comportamento pessoal e social.

Basta dizer que serenado o terror os padrões culturais anteriores são restabelecidos. E as tais revoluções, após tantas calamidades, revertem. E tal se dá porque a cultura tem dinâmica própria, a qual não é necessariamente material.

Outro aspecto é o relativismo ético, comum aos pós modernistas e derivado do positivismo. O qual dificilmente concilia-se com um ideal de justiça que leva a reforma. 

No entanto o que mais choca o observador atento quanto o comunismo é sua fixação no século XIX. A qual chega a ser escrupulosa, uma vez que atribuem aos escritos de Marx, Engels e Lênin o status religiosos da infalibilidade e da irreformabilidade - Como se tivessem esgotado todas as possibilidades do passado, do presente e do futuro. 

Não poucos entre eles continuam reproduzindo a milonga positivista e anti racionalista, derivada de Kant e Condorcet sobre a ciência ser a única forma digna de conhecimento, etc Quando é, o materialismo querido, uma elaboração metafísica, por violar a demarcação kantiana. 

Outro aspecto simplório do comunismo é a imagem do proletariado urbano e industrial como agente redentor. E consequentemente o menosprezo pelo homem do campo, as prevenções contra aquele funcionariado público que representa a odiada classe média, o horror ao lupem proletariado... 

Continuam eles, os comunistas, encarando a História como um combate épico, binário e maniqueísta entre dois grupos ou facções: Burguesia e proletariado... Enquanto a partir de 1870\80 tornou-se a sociedade capitalista muito mais complexa e variada, com inúmeras sociais intermediárias... (E aqui temos Sorokin, Parsons e Timacheff, dentre outros). Eles porém não abrem mão de seu reducionismo simplista e de sua narrativa ingênua e romântica - Na qual tudo gira em torno de um choque entre dois grupos.

Para eles o mundo jamais mudou e continuamos situados no século XIX...

Outro rudimento metafísico é a concepção do conflito como motor da História. Pois eles mesmos admitem que o conflito parte da propriedade privada (Não necessariamente da propriedade privada dos meios de produção - Pois aqui, com Marx - há certa plausibilidade.), a qual é posterior a Idade primitiva, o que implica situar a Idade primitiva fora da História, justamente devido a sua 'imobilidade' ou ritmo lento, não marcado pelo conflito em torno da posse da propriedade, uma vez que era comunal.

Bem, o que questionamos aqui não é o movimento ou o progresso porém seu ritmo acelerado face a limitação dos recursos materiais de que dispomos. 

Outro o caso do futuro - Pois se a cosmovisão marxista (Que gira em torno de uma Dialética que parte do conflito e da propriedade.) assumir que a derradeira fase - Inaugurada pelo advento do Comunismo - implica a cessação do conflito, teremos de admitir o fim do movimento dialético e por consequencia o fim da História. E aqui é a História como uma espécie de túnel porque passa a humanidade... Pois ao fim tornaríamos ao repouso ou a imobilidade do começo i é da Idade primitiva.

De minha parte encaro esse túnel ou sanduíche como algo muito menos aberrante que o progresso ilimitado ou infinito dos positivistas - Pois tudo quanto começa deve ter um fim. Sem embargo disto, os comunas, ao serem questionados pelos positivistas, anarquistas e outros, alegam que o fim do conflito ou da dialética e o advento do comunismo não marcará o fim de todo conflito porém apenas do conflito economico, que incide sobre as classes. Obviamente que existem ou surgirão outros conflitos (De natureza diversa) que darão continuidade a outro ciclo de movimentação dialética. Mas quem não percebe que essa resposta vai pelos caminhos da imaginação e da fantasia. Pois teria havido outro ciclo de movimento dialético, de outra natureza, na Idade primitiva...

Agora - Existe de fato um motor da História... Ou é ela movimentada por diversos motores...

Já disse que Marx focalizou a propriedade dos meios de produção, relacionada com o modelo capitalista. E aqui parece haver certa verdade, vislumbrada ante dele por um Sismondi, dentre outros... Outro problema do Marxismo é a visibilidade limitada da História de que dispunha Marx em seu tempo - Tempo em que a egiptologia de Champollion e Lepsius e a sumeriologia de Grotefend e Rawllinson estavam a dar os primeiros passos e a idade primitiva de Pertez e Lartet engatinhava... 

Foi as apalpeladas ou tateando que Marx tentou elaborar um esquema tanto mais amplo e metafísico - No pior sentido do termo. Assim a questão do conflito como motor de todas as fases da História, de grupos lutando uns contra os outros, de reformulações sintéticas, etc Através das quais o esquema Burguesia X Proletariado se antecipa e perpetua sob outros termos, como senhor e servo ou dono e escravizado... 

Todos estes esquemas genéricos, como o de Vico, o de Adam Smith, o de Lord Kames, o de A Fergunson, o de St Simon, o de Comte e enfim o de Marx representam uma fase bastante rudimentar da sociologia. 

Quanto a proposta de Marx ou sua tentativa metafísica de classificar as fases ou períodos da evolução social de nossa espécie é importante dizer que teve continuidade sob a escola de Lukács e seus seguidores. Os quais fazem incidir suas críticas não apenas sob a atual forma de posse da propriedade privada i é quanto aos meios de produção, mas sobre todas a propriedade privada como um todo. Por isso registrei acima que os lukacscianos identificaram o ponto de partida do conflito a partir do fim da propriedade comunitária e o surgimento da propriedade privada> A partir daí só mudam os nomes e podemos definir a História humana como uma luta por propriedade ou poder. (E chegamos a Adler, transfuga de Freud)

Naturalmente que nenhuma dessas especulações pode ser rigorosamente demonstrada. E tanto pior para elas enquanto atreladas ao falso paradigma positivista da monocausalidade. Se é certo que o regime de propriedade influencia a produção da cultura, nada nos indica que ele apenas determine a totalidade dos elementos de uma cultura.

E Ratzel teria mais razão em apontar a terra e o regime alimentar como criador de técnicas agrícolas e de técnicas alimentares plasmadoras de cultura. De modo que teríamos antes uma cultura do arroz, uma cultura do trigo, uma cultura do sorgo, uma cultura do milho, uma cultura da batata, uma cultura da mandioca, etc que uma cultura de patrícios e clientes ou de pillis e maceuallis... 

Não quero lançar fora deste processo formativo o dono e o escravizado ou o senhor e o servo, quero porém inserir o ambiente: Gélido, montanhoso, paludoso, florestal, etc as matrizes alimentares... A Escrita, o Bronze, a Ceramica, as Crenças religiosas, etc Numa perspectiva pluri causal, tendo em vista a complexidade da cultura e o processo de sua afirmação.

Certamente o regime de propriedade teve lá seu papel e importancia, mas, não atuou sozinho.

Outro equívoco que atribuo ao marxismo\comunismo e que deriva da ideologia materialista diz respeito diz respeito a compreensão deles a respeito do que seja Capitalismo. O qual definem como uma modo de produção. Do qual deriva um modo de remuneração> O salário. E enfim certas relações estruturais. 

E toda uma definição formal, mecanica e material do liberalismo economico.

Eu no entanto considero tanto mais exata e profunda a definição posta por Sombart, em termos de 'Geist' ou espírito - Quero dizer enquanto conjunto de princípios e valores que derivam da consciencia ou como uma emanação psicológica ou mental que se faz social e cria estruturas.

De fato suponho e creio ter razões para tanto, que o éthos capitalista é um tipo de mentalidade que deriva da pessoa, uma tendencia do caráter... etc e relaciono esse espírito com o que os antigos chamavam de avareza ou acúmulo.

Foi a partir dessa distinção que o padre Meinvielle - Servindo-se da linguagem aristotélica (Em torno das causalidades) - tentou explicar porque a igreja papa, ao condenar o comunismo não condenou o capitalismo ou ao menos sua totalidade. O quanto o Cristianismo pode e deve condenar sem remissão é a fonte do Capitalismo i é seu espírito 'geist', a avareza, o acúmulo desmedido, a ambição ilimitada, o materialismo, etc não a estrutura por ele produzida, a qual sendo neutra, bem poderia ser reutilizada caso tal espírito fosse contido. Não é o caso de que não possa ser destruída (Como querem os comunistas - Pois a proposta meramente econômica dos comunas não se opõem a fé!) e sim de que essa destruição não é imposta pela fé porém assunto por assim dizer puramente humano.

Agora limitando-se a condenar o espírito 'geist' do capitalismo, não fornece o Cristianismo qualquer tipo de chancela divina ou religiosa a estrutura do regime capitalista, como querem os oportunistas infiltrados na Igreja. Ao menos o Cristianismo Ortodoxo, fiel a tradição da Igreja, jamais poderá santificar a propriedade privada dos meios de produção. 

Outro o caso da propriedade privada pessoal derivada do trabalho. Esta o Cristianismo assume como religiosa e intocável enquanto expressão de um direito natural estabelecido pelo poder Supremo. O quanto a pessoa obteve por meio de seu esforço pessoal e de que faz uso para manter-se pertence-lhe legitimamente e não lhe pode ser tomando sem que tal constitua-se em roubo, logo pecado. Neste caso toda e qualquer apropriação, tendo em vista o Bem comum, exige uma indenização por parte do poder público ou do Estado.

Quanto ao espírito materialista, excessivamente ambicioso ou avaro do capitalismo, já no berço, avaliou-o a igreja como maligno.

Até aqui nossas críticas ao Comunismo ou melhor dizendo, apenas algumas delas.

Obviamente que não pode o Cristão aderir ao sistema comunista em sua totalidade - Pelo simples fato de dogmatizar em torno da ideologia ateísta e afirmar-se como materialista. 
 

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Conservadorismo
  • Anarquismo
  • Positivismo
  • Protestantismo
  • Capitalismo
  • Fascismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc


sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Outros aspectos do capitalismo...

Tendo sublinhado já alguns aspectos bastante discutíveis do liberalismo econômico face a crítica Cristã tradicional, devo acrescentar alguns outros não menos problemáticos, como a guerra - E já apresentamos o testemunho de W Sombart. - e a indústria armamentista, e a ainda a destruição do mundo natural.

Negar que as duas últimas grandes guerras tenham sido provocadas e manejadas por questões relativas ao 'mercado' ou ao mundo financeiro se me parece tendencioso em demasia. Creio ter sido nas obras de Upton Beall Sinclair - Talvez em Word's end ou em Lanny Budd não sei ao certo que durante a primeira ou a segunda grande guerra tanto a Alemanha quanto a França evitavam geralmente bombardear os grande conglomerados econômicos de ambas as nações ou as grandes multinacionais nelas presentes embora não tivesse mínimo escrúpulo quanto a bombardear escolas, hospitais, asilos, orfanatos e templos religiosos... Creio que tais atitudes tenham algum significado e nos digam algo sobre o que de fato está em jogo ou sobre quem dá as cartas.

No frigir dos ovos a busca pela riqueza esteve por trás das guerras e conflitos desde as mais remotas eras da História e me ocorre terem Umma e Lagash combatido por terras fronteiriças cultiváveis no tempo em que tais terras - Por equivalerem a suprimentos. - eram a riqueza. Se me ocorre ainda a luta pluri secular dos Assírios para atravessarem os estados tampões da Palestina e chegarem a Tebas, antiga capital do novo Reino egípcio e repositório de uma quantidade assombrosa de riquezas. Do mesmo modo Roma atraiu os homens de Alarico pelo mesmo motivo - A imensa quantidade de riquezas nela acumuladas. E Constantinopla para as hordas comandadas por Maomé IV...

Quanto a isto: Novidade alguma debaixo do sol...

Ali eram as guerras movidas por líderes ambiciosos e exércitos ávidos. Desde meados do século XIX passaram a ser movidas por mercados em colisão. 

Parece que agora, no entanto, há um ingrediente a mais, ao menos quanto a articulação.

Refiro-me não apenas a guerra enquanto tal mas a atmosfera de insegurança e medo adrede calculada pela indústria armamentista.

Hoje, talvez mais do que nunca, tendo em vista a tecnologia, são as armas bélicas bastante caras.

De modo que sua negociação ou venda se traduz, quase sempre, em portentosos lucros para aqueles que as fabricam.

Veja que durante as duas grandes guerras os EUA, até determinado momento, venderam armas e munições para ambos os lados, auferindo uma colossal fortuna. Pois num modelo capitalista influenciado pelo positivismo, patriotismo e ética saem de cena quando se trata de lucrar. 

Pouco se dá que duas nações ou povos se ataquem furiosamente um ao outro com o saldo de milhões de mortos se um tal evento possibilita a venda de armas e a aquisição de proventos econômicos. Que de danem as vidas e venha ao nosso bolso ou cofre o dinheiro. Tal o pensamento atual face a guerra - Pois a Guerra de fato produz uma ocasião favorável aos negócios.

Portanto quando as guerras não surgem é necessário causa-las, especialmente quanto sucede algum tipo de crise econômica e o sistema chega a beira do colapso. Em tais situações torna-se a guerra vantajosa... Uma vez que cria um mercado para as armas.

É de fato algo que deve ser pensado e passar pelo crivo da reflexão ponderada. Pois enquanto os parentes de algum político ou general está lucrando com a venda de armas para ambos os lados, um jovem filho de mão viúva é levado a crer que deva morrer ou assassinar outro jovem de mãe viúva a que jamais viu, por amor a sua pátria...

E no entanto me parece que para os grandes industriais - Que tem suas indústrias poupadas pelos dois lados. - o exercício desse amor se torna muito mais fácil. E que os fabricantes de armas e munições não foram ensinados a amar a pátria. Afinal enquanto nossos jovens são induzidos a sacrificar suas vidas ainda na flor da idade, os senhores da indústria bélica, mesmo quando não negociam com o outro lado, jamais distribuem armas a munições, graciosamente ou por amor, a querida pátria.

Então que amor ou dedicação unilateral é essa: Que gera ônus para uma parte > O jovem ingênuo que abre mão de sua vida, e lucro para outra > O nababo proprietário da indústria bélica.

Um aspecto apenas. 

Há outros e igualmente danosos.

Assim até ao menos a primeira grande guerra, este ser que se diz racional, ao invés de suster suas guerras sozinhos, não hesitou em nelas empregar diversas espécies de animais inocentes: Em especial os cavalos, porém também camelos e até mesmo gatos; os quais sacrificou e impôs, na mais larga escala imaginável, horrendos sofrimentos. 

Sem contar que entre os assediados, assaltados pelo terror da fome, não poucas vezes os pets converteram-se em repasto. 

Também a cultura superior sofreu grande dano por parte das guerras. Tomada Cartago por Cipião, foram seus arquivos e bibliotecas transformados em pó. Assediada Alexandria por Júlio César, veio a perder parte da grande biblioteca. Da mesma maneira, quando mais tarde foi Roma conquistada por Alarico e Odoacro pereceram dezenas de bibliotecas, a primeira das quais havia sido criada sob Otaviano César por Asínio Pollio. Da primeira jihad islâmica resultou a perda total da grande biblioteca de Alexandria (Por Amru) e da Biblioteca Cristã de Cesaréia marítima. Posteriormente, foi a Casa da sabedoria de Bagdad lançada as águas do Tigre pelos ferozes mongóis (1258). Em 1525 os alemães saquearam Roma e fizeram perecer nas chamas um imenso número de raros incunábulos. Alguns anos depois foi St Gall atacadas por um grupo de protestantes fanatizados. A própria revolução francesa - Na esteira da reforma protestante. - não foi inocente quanto a destruição de livros e monumentos. Enfim d
urante a primeira grande guerra pereceu a grande biblioteca de Louvain um bombardeio...

Tragicamente todos pudemos testemunhar o estrago incalculável da invasão Yankee ao Iraque, com o bombardeio do Museu e da biblioteca. E a destruição das ruínas de Nínive e Tadmor (Palmira) pelos bárbaros jihadistas do Estado islâmico.

Em termos de conhecimento humano, literário, histórico, etc é a guerra uma calamidade sem atenuantes.

E no entanto, hoje, para muitos - Países - não passa de estimulante negócio... A economia estremece, a crise bate a porte, a moeda desvaloriza, as divisas faltam, a oferta de emprego diminui, etc bora atacar algum país que tenha petróleo, mesmo que o custo, em termos de vidas humanas ou quiçá de cultura, seja elevado. Pois vivemos num mundo materialista economicista que uma determinada fé ou religião, a princípio demasiado transcendente ou celestial, trouxe a luz...

Pois outro aspecto monstruoso da questão é que, tendo sido o protestantismo completamente absorvido pela questão da salvação no além, abandonou e descuidou por completo deste mundo material e natural no qual o Deus Cristão encarnou-se, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou... Pois bem, esse mundo, repito, em que quis o Deus Cristão habitar, foi em um determinado momento entregue a si mesmo e posto de lado pela nova fé descarnada. A ponto do próprio romanismo ter dispersado suas energias, com o intuito de frear a nova fé, e se afastado, também ele, em parte da imanência... 

A nós nos parece que essa fervorosa reforma abriu uma brecha para o naturalismo e para o materialismo no mundo cristão, a qual foi ocupada e alargada, mais e mais, por atividades econômicas descontroladas... Sabido é como o próprio absolutismo régio foi enredado e usado por tais poderes - até ser apunhalado pelos costas... Tal o momento em que o Liberalismo econômico, dispensando as muletas do protestantismo e do absolutismo, afirma-se como entidade ou poder autônomo, nos EUA (1776). 

Certo é, no entanto, que se o romanismo não esboçou, face a esse poder, a resistência e a oposição que deveria ter esboçado, o protestantismo, indo além, colaborou ativamente com ele. Material, a princípio, não tardou para o capitalismo tornar-se materialista. E isto numa Era em que as gentes jamais haviam sonhado com o bolchevismo\comunismo - O qual recebeu este vício monstruoso do liberalismo econômico. 

Pois na perspectiva Cristã a acepção materialista não implica apenas na negação do mundo espiritual mas também na supervalorização do mundo material. Na prática reduzir a esfera da religiosidade e colocar em primeiro plano os interesses de ordem econômica é também materialismo e materialismo prático. 

Alias (Segundo o embaixador José Osvaldo de Meira Penna in 'Opção preferencial pela riqueza p 45) foi o ex papa Ratzinger, ao responder o questionamento feito a um jornalista declarou em alto e bom som: "Comunismo e capitalismo são materialistas." - O que entre nós já fora dito diversas vezes por Plínio Salgado, mas que, deriva da percepção Católica francesa: De Calvez, Maritain, Maurras, etc Concepção trivial - Da equivalência entre capitalismo e comunismo - que o sr Meira Penna, partindo (É claro) de autores protestantes, forceja corrigir ...

O mesmo Meira Penna, aludindo a postura da Igreja romana assim se exprime: "... eis que, desde os primórdios da Revolução industrial na Inglaterra, em fins do século XVIII, foi combatida tanto do lado dos conservadores, entusiastas do medievalismo "idílico", quanto da esquerda jacobina e socialista." p 47

E dá enfim suas razões (Por sinal bastante sólidas e consistentes.):

"
Uma outra linha de pensamento, porém, herdeira da filosofia de Platão e de Aristóteles, e da teologia de São Paulo e de Santo Tomás, seguiu seu curso conservador, primeiro nos países da Contra-Reforma e, depois, no movimento de secularização empreendido através das ideologias coletivistas, o solidarismo
 romântico, o nacionalismo e o socialismo." pg 48 sgs

Até onde podemos ver temos nos catolicismos ou no padrão apostólico uma linha de coerência e uma continuidade histórica que vai do solidarismo ao Tomismo e do tomismo a aristotelismo e ao paulinismo, aqui, segundo cremos, em perfeita sintonia com o Evangelho. Pois bem, partindo do Evangelho jamais chegamos ao individualismo ou ao capitalismo porém ao solidarismo ou a algo próximo, i é, fraternalismo, comunitarismo, distributivismo, DSI, etc O que conduziu o ocidente ao liberalismo econômico e ao americanismo foi o protestantismo, e ao faze-lo removeu nossa civilização de suas bases históricas e tradicionais. 

Foi o protestantismo que jogou nossas raízes clássicas e apostólicas no lixo, produzindo o mundo contraditório e estranho em que nos achamos presos. 

Consequentemente, o protestantismo, de modo geral, colabora ativamente, até o tempo presente, com esse sistema materialista que tem diminuído mais e mais o espaço da fé. Assim, de uma revolução religiosa, brotou, paradoxalmente um sistema materialista responsável pelo recuo ou mesmo pela negação da vida religiosa. E falhou devido a inabilidade do protestantismo para substituir a igreja papa e regular a ordem das coisas no mundo moderno. Nominal e até espalhafatosamente cristão, o protestantismo jamais esteve a altura da missão que para si reivindicou, vindo a falhar miseravelmente e a permitir a afirmação do Capitalismo e suas decorrências. Entregou o protestantismo, o cetro ou o comando do mundo contemporâneo ao capitalismo e aplaudiu quanto as bolsas de valores substituíram o vaticano, quando as agências bancárias substituíram as catedrais e sobretudo quando os shoppings centers substituíram os santuários. Desde então cessou a Cristandade de acumular tesouros no céu e ganhar amigos com riquezas imundas para investir em ações e títulos de papel - Isto enquanto parte dos membros de Jesus apodrecem na imundice das sarjetas...


Por ódio a direção espiritual que as igrejas Ortodoxa e Romana imprimiram as sociedades Cristãs nos tempos antigos os líderes protestantes se associaram a banqueiros e entregaram aos materialistas a direção da comunidade - Naturalmente que tudo isso só poderia resultar futuramente em mais materialismo, ateísmo e revoluções sem fim. Foi o protestantismo, a partir do individualismo e do materialismo prático que abriu as portas do inferno para a Sociedade Ocidental. E foi ele a Revolução primogênita que mesmo sem acionar a revolução Francesa, acionou a R Inglesa e por reação a R Russa. Dele partiu por desenvolvimento, o Anarquismo individualista e o ANCAP e por oposição o Comunismo, a quem legou, indiretamente ou por mediação do capitalismo, o materialismo - E está ele, envolvido até o pescoço, com todas as Revoluções, ideologias e distúrbios subsequentes.

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Protestantismo
  • Positivismo
  • Conservadorismo
  • Comunismo
  • Fascismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc


terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo... A Ingenuidade apostólica romana - O ódio a ortodoxia, a satanização da Rússia...

Cá estamos novamente... Não trilhando a senda do conspiracionismo, das lendas ou dos mitos, porém partilhando conexões e buscando esboçar uma visão geral ou de totalidade quanto a História do século XX e os percalços porque passamos neste momento, tão invulgar, vulnerável, delicado e perigoso, alias, calamitoso por sinal.

Elenquemos e juntemos as peças deste grande quebra cabeça...

- A Rússia esta sendo satanizada (E ameaçada!!!) pelos EUA, devido a defesa de seu território e sua cultura, ameaçadas pela atitude da Ucrânia, posta por um presidente sionista, na direção da UE e logo na direção da OTAN, uma vez que a Europa continua a ser aquilo em que se transformou logo após a segunda grande guerra: Um capacho, quintal, apêndice ou terreno dos EUA (E nos estamos referindo a nações tradicionalmente apostólicas romanas.).

"Devemos aceitar a liderança dos EUA e colaborar com essa nação." é o que foi dito por um alguém da estatura de Salazar, líder daquela nação que iniciou as grandes navegações e descobrimentos... E por ai se avalia o nível ou grau de infecção americanista na Europa desorientada. Aliás agora mesmo, há em Portugal, lusos, insuflados pelos nosso bolsonáricos (Maior parte deles apóstolos de seitas protestantes brasileiras na ''Terra de Santa Maria"), pedem as expulsão dos brasileiros lulistas ou petistas, enquanto os sionistas e norte americanos (Através da repartição chamada ONU) atulha o pobre Portugal (E todo resto da Europa papista e Ortodoxa.) com radicais islâmicos.

E lá já os maometanos radicais invadem capelas, cemitérios, etc erguem minaretes, recitam a shahada, etc - Mas alguns lusos acreditam que o problema são os brasileiros petistas ou lulistas, alguns dos quais, de fato e muito ridicularmente flertam com a abominação islâmica. Se bem que a maior parte limita-se a postar-se em favor da população civil Palestina (Em parte Cristã romana ou Ortodoxa, alias.) contra o genocídio perpetrado pelos sionistas com apoio dos americanistas, o que algo totalmente distinto.

Mas tornemos a Europa> A Europa atraindo Ucrânia a UE, lamentavelmente atraiu-a ao Império dos EUA e a seu braço OTAN, uma organização bélica tão ociosa, inútil e sem sentido quanto por exemplo o ofício de 'feitor de escravizados'... Posto que não existe mais URSS e a atual Rússia está longe de ser comunista ou qualquer coisa do tipo.

Vemos assim que o 'problema' parece se a própria Rússia Ortodoxa de Dostoievsky, com sua cultura, identidade, etc - Coisa que os países apostólicos romanos ecumenizados e modernizados vão já perdendo a tempos, na medida em que se enchem de seitas protestantes e penetras muçulmanos... 

Assim do fechamento da Russo (Ao contrário da pobre Ucrânia, cujo histórico tem sido bem outro.) as promessas do ecumenismo, isto é, ao uniatismo romano, a pastorada norte americana e as hordas muçulmanas tem resultado forte oposição aos anseios sionistas e Yankees: Despejar os jihadistas noutros cantos kkkkk ou converter o terreno em subúrbio\colônia 'made in EUA' - De fato a Rússia, como a Ìndia e a China não sorriram a tais futuros ou projetos ocidentais e se voltaram para suas respectivas culturas amparando-se mutuamente, o que atraiu a fúria do Tio Sam e de sua cadelinha, a Europa...

Data vênia, pois a Espanha (Porque esse pais se mantém grande parte apostólico romano e é um Centro de estudos filosóficos não modernistas e humanistas.) ousou erguer sua cabeça e tecer críticas ao poder despótico de Washington, sendo por sinal ameaçada. Deve ter ela se lembrado da Guerra Hispano americana ou das crueldades feitas pelos Yankees quanto da tomada das Filipinas, inclusive com a profanação em massa de Igrejas e mosteiros romanos pelos oficiais protestantes do exército Norte americano...

Que se compreenda o esquema atual - Uniatismo > Protestantismo > Americanismo > Sionismo... O mesmo inimigo, aquele império implacável, que com a sabedoria da Dr Ruth Benedic, soube cooptar o Japão após a segunda grande guerra, conhece perfeitamente o caminho. Quanto a pobre américa latina foi curto e grosso, e após comprar, aliciar ou seduzir a igreja papa enviou sua horda de pastores, como esse Silas Malafaia que aí esta convulsionando a
República. Para a Rússia no entanto só poderia usar e ampliar a  brecha que lá existe: O uniatismo (E se o papa Francisco não foi comprado ou intimidado não entendeu a estratégia.) e a partir dele empurrar ecumenismo, modernismo e enfim, debilitada a consciência Ortodoxa e fragilizada a cultura, 'Toque final' enviar seus janízaros... 


E aqui, a suprema infâmia e vergonha é que muitos dos zumbis protestantes ou americanizados ainda ousam relacionar a Rússia atual, a Rússia Ortodoxa, a Rússia precipuamente Cristã e firmemente Cristã, com (Pasme!) comunismo, reeditando o discurso embolorado dos anos 50 e 60 com o objetivo de instilar ódio nas massas ocidentais... O que por sinal supõe um alto grau de massificação, idiotismo ou estupidez implementada por demagogos, patrões e pastores em tais sociedades, a exemplo da nossa...

Quiçá resíduo de tradição calvinista ou puritana os EUA levam adiante, fielmente, a prática da satanização - Sendo assim sempre precisam de um inimigo ou opositor de modo a produzir um pavor que penetre até os ossos... De fato a farsa puritana tem por tônica o medo ou o terror. Começou de fato com o Satanás - De que resultou o tragicômico espetáculo das garotas de Salém... Passou nos dois séculos seguintes (Pasme de novo) ao papa romano, ora aliado... Até tocar ao comunismo (Que tantos benefícios tem trazido ao império Yankee - Creio que os bolchevistas deveriam até receber dividendos ou pensões.) e agora ao islã, neste caso ao menos com certa verossimilhança. 

Todavia, apesar de Maomé, é ainda a Rússia satanizada por tabela, mesmo que por lá não haja sombra de comunismo ou mesmo marxismo... O caso aqui é que a Rússia de Putin recusou a deixar-se colonizar ou a embeber-se de americanismo: Rock and roll, coca, mac Donalds, Holywood... e é claro, seitas protestantes.

Nesse contexto Trumpalhão acabou de dizer que Rússia e Índia foram perdidas para a China - Pura bravata... Cada qual tem sua identidade própria: Uma é Politeísta, com seus milhares de deuses e outra Católica Ortodoxa, fiel aos ensinamentos de Cristo... De comunistas uma e outra nada tem. Todavia amparam-se política e economicamente, exercendo fraternidade... Além disso, a China atual, ainda que oficialmente comunista, conserva muito mais de sua identidade ancestral do que o japão americanista. Por sinal ambas as três sociedades (É o que tem em comum e o que deveria ser resgatado pelos países romanos da Europa e pelo Brasil.) lançaram-se nos braços de suas respectivas tradições culturais com o marcado objetivo de não se tornarem províncias culturais - Em seguida econômicas e quiçá políticas. - dos EUA.

- Israel determinou que nossos Cristãos Ortodoxos e mesmo os rumi abandonem Gaza e determinou o extermínio dos que se recusarem a obedecer.

Enquanto elaboramos este artigo os nazi sionistas, com apoio dos protestantes e proteção dos EUA, estão a bombardear o bairro Cristão de Al Zeitoun, tendo já bombardeado antes a Igreja de S Porfírios. 

O que patenteia muito claramente qual o propósito do Estado sionista quanto aos Cristãos das redondezas: Exterminar os que convivem a margem do islã ou mover os radicais islâmicos contra eles, exatamente como tem sido tradicionalmente feito no Líbano e na Síria, sempre com a mão oculta dos EUA...

Durante muito tempo a Cristandade Síria - Até antes da defecção Ucraniana. - foi preservada de tais calamidades somente graças aos esforços da Rússia e de Putin, o qual manteve os Assad. Agora a sinistra política dos sionistas e norte americanos converteu a existência dos Cristãos sírios num inferno, e tal parece o destino reservado a nossa infeliz Europa, onde se acham o Museu britânico, o Louvre e a biblioteca do Vaticano...

Apenas a Espanha, ainda meio Cristã e parte romana, parece ter percebido o sentido de tudo isto e ousado, em certa medida, tecer críticas a Israel e se opor aos EUA, enquanto todo resto da Europa permanece cego.

Pois neste exato momento uma parlamentar 'britânica' acaba de tomar posse com o Ijab após beijar o Corão. Isto na terra de Ricardo Coração de Leão! Onde o Cristianismo remontaria a José de Arimatéia! E que já esteve coberta por soberbas catedrais...

Como chegou a Inglaterra a tão poucos passos da tenebrosa Sharia...

Simples> O protestantismo por um lado, já no século XVIII, produziu alentado surto de incredulidade entre as pessoas instruídas e a outro penetrou o anglicanismo, que penetrou e contaminou parte do papismo, e assim, via modernização e ecumenismo, toda a Inglaterra foi levada a apostasia, a descristianização e a irreligiosidade, de que tira benefício o proselitismo islâmico, a ponto de assustar nada mais, nada menos do que Richard Dawkins - O qual reclama dos Cristãos e até mesmo dos Católicos mas bem sabe o que a Sunah ou a sharia reserva aos ateus...

Outra não é a condição da França, debilitada pelas pseudo filosofias em geral importadas da Alemanha (E geradas pelo protestantismo a partir de I kant), pela maçonaria, pelo modernismo, pelo anarquismo, pelo comunismo - Todos adversários ferozes do papismo... E enfim, derrubada e prostrada pelo pelo próprio papismo i é pelo ecumenismo e pelo modernismo, os quais desampararam sua cultura ancestral > Como foi percebido muito claramente pelo atilado Gustav Thibon...

Dos dois lados da mancha julgaram os intelectuais ateus, materialistas e incrédulos das diversas correntes que tal seria o fim da História... até que em meio a toda essa balbúrdia ou zona imiscuiu-se o Corão. Sem que a extrema esquerda, o papado ou os cientificistas\positivistas abrissem os olhos, e esse Corão se fixou e avança - A ponto dos EUA, via maçonaria:. ONU, despejar uma multidão de emigrados jihadistas, buscando amenizar as coisas para Israhell... Nada mais útil do que desviar as ambições agarenas para a pobre Europa sem fé, identidade ou esperança e converte-la em moeda de troca. Isso jamais sucederia sem ecumenismo ou Vaticano II, saibam os apostólicos romanos daquelas paragens.

Na Europa os Le Pen tem razão e plena razão, é vital lutar pela cultura e por limites ou, se possível, extirpar o islã (Não assassinando os muçulmanos mas enviando-os de volta a seus países de origem ou aos países Árabes, Arábia, etc). Todavia apenas a reconciliação de um romanismo reconciliado consigo próprio i é não ecumênico, não modernista, liturgicamente restaurado, etc poderia tornar efetivos tais esforços e salvar aquele continente e aquelas sociedades. Para isso o Vaticano II precisa ser decididamente abandonado e o americanismo condenado - Tolice buscar alijar o islã e assimilar o congênere protestantismo... Pois o protestantismo e o capitalismo estão na gênese desta calamidade. Tornará a Europa a ser genuína ou integralmente romana (Ou Ortodoxa por conversão) ou se transformará num califado! Não há outra opção ou terceira via. Foi aquele continente traído e vendido pelos sionistas e Norte americanos, os quais enquanto apontam para a Rússia Cristã, enfiam sorrateiramente mais e mais agarenos naquelas paragens.

Digo mais, é um ciclo inelutável: Do protestantismo ao materialismo, ateísmo e incredulidade e daí ao islã... Será assim no Brasil e em todo resto da América latina caso o protestantismo e o americanismo continuem seus estragos: Após os bolsonaristas e malafentos virão os cadis e ulemás com sua maldita sharia, se envolverão na política, empregarão a violência e mergulharão a república em sangue com o objetivo de instituir um califado - Os pentecostais e calvinistas são apenas prelúdio de maiores sofrimentos e por isso nós, como os europeus e a exemplo dos russos, indianos e chineses precisamos nos voltar para nossas tradições e cultura, seja quanto ao aspecto religioso (Aderindo a fé Ortodoxa ou a um romanismo tradicionalista.), filosófico (Cultivando a Filosofia greco romana), literário (Valorizando nossa lingua e nossos autores clássicos.), artístico (Repudiando a arte moderna), etc

Entrementes um rabino acaba de declarar, numa palestra, que deseja que este nosso mundo mergulhe numa terceira grande guerra mundial, a qual acabe de uma vez com o que resta da Europa católica e com os países pagãos (Ìndia, China, etc). Novidade alguma debaixo do sol... Pois entenda-se que uma guerra total e grande devastação da Europa colocaria em risco instituições como o Museu Britânico, o Louvre, as Bibliotecas e Paris e do Vaticano, a Pinacoteca e Gliptoteca de Munique, Universidades com Oxford e Louvain, Associações como Juan March, Claudio Venanzi, Raízes de Europa... - Enfim seria algo equivalente a destruição da Biblioteca de Alexandria pelos muçulmanos. E o cérebro da humanidade estaria perdido... E nossa identidade histórica destruída.

- Trump ameaça China, Rússia, Brasil e Venezuela...

Umas com taxas, multas, etc ou terrorismo econômico e outras com armas, e pasme: Desta vez sem usar a ONU ou pedir-lhe fingida autorização - Posto está que se a ONU não fosse, também ela infelizmente, mero braço do imperialismo yankee, a farra feita por Israhell na Palestina já teria cessado...

A ONU no entanto permanece muda, surda, cega e calada, em mudo silêncio e total indiferença face a tão horrenda carnificina... Até mesmo, repito, quando um bairro Cristão, com centenas de civis inocentes e crianças indefesas é pura e simplesmente apagado da face da terra.

Portanto a farsa da ONU, enquanto autoridade neutra ou não engajada, caiu por terra - E nem é por acaso que a sede dessa organização, ao invés de ser rotativa, se encontra justamente em território estado unidense... Bingo

Assim, o projeto de Hitler inacabado, que atacar Rússia, China e Índia porque criaram uma moeda forte e uma economia paralela que não depende do Dólar ou da Bolsa de NY. Quer atacar Brasil porque está dando ao mundo um exemplo de resistência democrática contra um imitador seu e entusiasta de sua cultura. Quer atacar sobretudo Venezuela porque detém a maior reserva de petróleo do planeta, a qual bem poderia, ao menos por alguns anos, salvar o império do colapso, posto que em crise já está e que só se mantém devido ao servilismo e decadência da Europa...

Quanto a infeliz Venezuela é a mesma parlenga sacrílega de sempre, em torno de supostos ideais democráticos. Dizem assim querer levar a liberdade aos venezuelanos, quando querem na verdade (Como vampiros que são.) roubar petróleo. É puro e simples roubo, mas... para tanto se dá razões, e terão os venezuelanos que pagar caro ou em ouro negro por sua liberdade. Caso fossem uns pobres f. e sem petróleo o império prestaria atenção neles... Como a sanguessuga bebe sangue o império bebe petróleo.

Apesar das lágrimas do primeiro Roosevelt - Que as derramou na Patagônia, cogitando que o restante da América jamais pertenceria a Washington, justamente por estar sob o domínio da Igreja romana - a vinda dos pastores e a invenção do ecumenismo facilitou muito as coisas. Criando um Estado dentro do Estado em diversos países da América latina... Como a BRÉIA, a IURD, o PL, etc entre nós... Em detrimento de nossa soberania.

Disto resulta um embate, em cujo bojo estamos nós, mas que ainda não foi decidido. É necessário que o buraco infernal seja tapado. E para tanto é preciso que os liberais ou democratas do STF coloquem o embaixador de Trump, golpista e agente de potência estrangeira - Juntamente com seus indignos colaboradores - atrás das grades! Só assim lograremos conter o afã teocrático dos nossos yankees honorários, chefiados pelo Ali babá Malafaia...

É algo que hoje cobre, em diferentes níveis ou graus, a América como um todo, uma espécie de lepra da qual devemos ser nós purificados, quando nos voltarmos novamente, para nossas tradições e cultura.

Exemplos trágicos temos já diante de nós, como o Texas, Porto Rico, Hawai ou Alaska... Para onde toneladas de pastores forem enviados com o sinistro objetivo de confrontar a Ortodoxia e o Romanismo e destrui-los para melhor consolidar a abjeta servidão. Pois sem assimilação não pode haver perfeita servidão e conformidade...

Tudo quanto sucede hoje no Brasil nada tem a ver com a quimera do comunismo, cujos adeptos e líderes por sinal, se opõem ferozmente ao governo Lula e ao Petismo. Tudo quanto observamos hoje neste país é reflexo de uma grande batalha travada por toda redondeza do mundo entre EUA, Israel, parte da Europa e o restante do mundo, a exceção do islã (O qual tem seus próprios interesses.). São os estertores de um império esgotado que cai por terra, e os esforços de seu líder para mante-lo...

Continua

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Positivismo
  • Anarquismo
  • Capitalismo
  • Comunismo
  • Fascismo
  • Conservadorismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc


domingo, 26 de novembro de 2023

Algumas reflexões sobre o Estado e a Economia: Por um Estado real e não fictício ou aparente.

Curiosa a oposição extremista entre marxistas ou comunistas e anarquistas. 

Pois para os primeiros o Estado, que nada é quando controlado pelos capitalistas, passa a tudo ser após a afirmação da ditadura do proletariado. E todavia jamais deixa de ser uma casca ou película controlada por forças econômicas. Pois esse Estado se torna tudo sempre por mediação do econômico, ao qual serve como meio ou instrumento. Inexiste qualquer possibilidade de autonomia para o poder político e o contrário disto seria idealismo ingênuo.

Outro o caso dos anarquistas, que jamais levam o Mercado ou os poderes econômicos a sério, tributando toda carga de opressão na conta do poder político ou do Estado.

Destarte buscam os primeiros, como já foi dito, servir-se do Estado com objetivos econômicos diversos... Sem perceber que se utilizam do poder político para controlar e submeter os poderes econômicos ou as forças de produção... Atribuída essa finalidade 'socialista' ou Comunista ao Estado, adquire ele um desígnio que o torna importante.

E desta visão procede uma rigorosa ou radical estatolatria, e totalitarismo, e ditadura, e tirania, e opressão... Tudo coberto com o pomposo termo de 'Ditadura do proletariado' a qual, para os pupilos de Marx e ovelhinhas de Lênin corresponde a um Dogma tão sacratíssimo como a Igreja para os Cristãos Católicos. 

Nem posso deixar de assinalar que alguns críticos atilados já assinalaram inclusive as semelhanças entre os órgãos de controle do PC na velha URSS e os órgãos de controle do Vaticano. Creio que foi o Dr Fulop Miler.

Outro o caso dos anarquistas, cujas propostas sociais jamais se concretizaram.

De minha parte creio que sairia pior, e bem pior, do que o 'paraíso' comunista essa ideia ultra ingênua de eliminar a organização política ou diminui-la até os limites de um micro Estado e deixar intacta a estrutura econômica ou manter o Mercado... Julgo que disto resultaria ditadura mil vezes pior do que as ditaduras comunistas, nazistas e fascistas, inda que hipocritamente dissimulada.

Nem é por mero acaso que os ultra capitalistas tenham assumido essa pauta sob a legenda ANCAP, prova de que ninguém deseja mais a total demolição do poder político ou do Estado - Que muitas vezes o serviu tão bem, MAS NEM SEMPRE... - do que os detentores do poder econômico e apóstolos do liberalismo economicista em máximo grau.

Convém alias, expor aos comunistas, que os mesmos senhores do capital, receiam não pouco da Religião, ou melhor, do Cristianismo histórico ou antigo, do contrário seus ancestrais não teriam o teriam sabotado, por meio da reforma protestante, com o objetivo de instaurar essa nova ordem economicista. Foi necessário satanizar o Cristianismo antigo, apostólico ou autêntico, semear boa dose de ceticismo, fragilizar a igreja velha, etc com o objetivo de engendrar a incredulidade e a partir dela esse novo mundo materialista. Foi por meio do protestantismo que o Cristianismo tornou-se completamente dócil e servil face aos poderes econômicos ou ao mercado em formação.

Desde então o Capitalismo ou liberalismo econômico tem buscado por todos os meios favorecer ou facilitar o protestantismo e atacar com não menos sanha as igrejas anglicana, romana e Ortodoxa, devido ao sentido espiritual de insubmissão ou de rebelião que anima algumas de suas parcelas e súditos. O protestantismo, quase como um todo, colabora ou coopera, os 'catolicismos' jamais inspiraram confiança ao Mercado. Portanto a ideia de combater a religião ou certas formas religiosas não é prioridade do comunismo ou invenção sua. Apenas o liberalismo econômico sabia o que devia ser atacado ou o que temer.

E aos anarquistas convém expor que nem sempre o Estado foi dominado pelo capital ou por poderes econômicos, e que em algumas circunstâncias se lhe opôs, apenas para ser esmagado ou triturado, mas se lhe opôs - Com Laud, com Robespierre, com Vargas, com Peron, sob a ideologia de Keynes ou do bem estar social em alguns países do Norte da Europa, na Inglaterra fabianista que por um tempo enjaulou a besta, etc De modo que tampouco o Estado foi sempre dócil ou servil face a tal ordem como supõem o mito anarquista. 

Outro o caso do tempo presente, após o consenso do Washington e a cruzada neo liberal, no qual o poder econômico parece disposto a recobrar um controle total sob a fórmula de um Estado mínimo, policial ou de enfeite. Porém o que foi desalojado no passado poderá ser desaloja-lo em qualquer tempo futuro. Desde que se ressuscitem e alimentem umas velhas ideologias (Antes de tudo a do Direito natural ou jusnaturalismo.)... O que foi feito antes sempre poderá ser feito novamente depois - Desesconomizar o Estado ou opo-lo a nova religião do Mercado, É PERFEITAMENTE EXEQUÍVEL.


O PAPEL DO JUSNATURALISMO E DO TEÍSMO NATURALISTA.


Não basta termos um Estado politicamente liberal ou formalmente democrático.

Precisamos ter um Estado Ético, voltado para os direitos fundamentais da pessoa humana.

Por isso é que se faz premente afirmar tais direitos como naturais e inalienáveis e não como conjecturais ou relativos a qualquer pacto social de natureza positiva. Os direitos humanos devem transcender a qualquer pacto ou decreto de natureza política para que adquiram essencialidade e perenidade.

Pois tudo quanto, sob o termo de convenção, possa ser atribuído a lei positiva ou ao poder político por ele pode ser revogado. Apenas a lei natural pode servir como fundamento inamovível a nossos direitos e garantias.
Por isso o mesmo poder que estimula o fundamentalismo religioso e sectário - Devido a seu sinistro discurso (Sobrenatural!) em torno da submissão acrítica e passiva. - não se sente molestado de forma alguma pelos discurso ateísta (Exceto pelo comunista, o qual vai muito além do puro e simples ateísmo, a que alias é irredutível.). Dado que a partindo do ateísmo é impossível fundamentar uma lei ou uma ordem natural e imutável expressa por direitos humanos inalienáveis. De fato a ausência de um Legislador supremo desampara qualquer humanismo, por tudo relativizar e atribuir a lei positiva ou a pactos sociais.
Alguns nichos religiosos não fundamentalistas existentes nas igrejas anglicana, romana e Ortodoxa, no espiritismo e em algumas outras expressões religiosas (Radicalmente comprometidas com os direitos humanos e com a justiça social.) incomodam muito mais os poderes econômicos e políticos do que esse ateísmo por vezes neutro ou esquivo as causas sociais.

Isto porque aquelas expressões religiosas possuem doutrinas sociais, atribuídas aos céus e infensas a manobra capitalista, coisa que a maior parte da corrente ateísta, a exceção do complexo e desacreditado Comunismo, jamais nos ofereceu. Por isso encaro esse ateísmo metafisicamente virulento e socialmente vazio como absolutamente irrelevante e prefiro um papista que reza o terço ou um espírita embiocado que se identificam com o trabalhador ou com um cidadão oprimido, a um desses chateus... Parte dos quais (Refiro-me aos chateus.) inclusive mantém a mentalidade - Favorável ao mercado e ao americanismo. - incutida pelas 'emprejas' protestantes. Pois uma coisa é assumir uma senha qualquer e outra totalmente diversa questionar uma cultura ou romper com ela > E eu, como ex protestante, não precisei negar levianamente a existência de um Ser Supremo ou me tornar ateu, para abandonar aquelas visões de morte e tornar-me humanista e trabalhista.
Parece-me que o capitalismo teme e receia muito mais dessas velhas ideias e tradições humanistas Socráticas ou Cristãs do que desses ateísmos todos, a exceção do comunismo. Daí a necessidade de controlar a impressa e as escolas com o objetivo de satanizar o Cristianismo antigo ou de elevar seus erros e crimes a uma dimensão colossal. Pois é esse Cristianismo antigo, mesmo quando desfigurado (Pelas igrejas romana e anglicana por exemplo.), veículo de ideias e propostas assentes pela Filosofia clássica com todo seu aparato crítico.

Aliás o ateísmo comunista me parece mais digno - E é o mais odiado, mas não por mim, que nada tenho de comunista! - que seus rivais justamente por se ter mostrado sensível face as gritantes injustiças cometidas pelo capitalismo e por se ter aliado ao operariado.
Os demais ateísmos me parecem tão alienados e cômodos quanto o protestantismo - O grande promotor e aliado do capitalismo... - que produziu-os.
Não acredito que por si mesmo o ateísmo signifique, pois acredito mais em ações que em doutrinas e se adiro a Sócrates e a Jesus Cristo é porque antes um aceitou beber cicuta enquanto outro aceitou ser pregado na cruz. Acredito no testemunho dos que se deixam matar (Não dos que matam!) ou dos mártires que podendo resistir, recusam-se a faze-lo por algum motivo sério. Jamais vi mártires que tenham dado seus vidas pelo não ser ou pelo ateísmo...


quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Os erros e acertos do Sardinha (Antonio in 'Glossário dos tempos' 1942) - Prólogo





Sempre interessados pela literatura - Tanto quanto nos interessamos pelas ideias... e portanto em Gil, Camões, Bernardes, Vieira, Garrett, Herculano, etc resolvemos folhear 'O testamento de Garrett (Opus cit p 53).

E ao folhear topamos ali com a costumeira mistura de luz e trevas com que topamos e toda obra humana ou ideológica. Posto que os criticantes, como Sardinha, presumem estar muito acima dos criticados como os liberais políticos, constitucionais ou democratas ou, em termos atuais, os comunistas e anarquistas. 

Porém, considerando tudo em seu conjunto, ou como sistemas fechados, acabados e prontos, Comunismo, Anarquismo, Fascismo e Capitalismo são praticamente a mesma coisa, embora acredite eu que o último ou quarto modelo seja o mais tenebroso, eu que em POLÍTICA, sou ultraliberal intransigente ou policrata.

Já expus em diversos artigos aquilo que alguns teóricos chamam liberalismo, em singular, não existe ou é grosseira ficção construída por ideólogos e panfletários. Existem liberalismoS, como existem renascimentoS, ReformaS e SocialismoS... Alias liberalismos em conflito como assinalaram Polanyi e Arendt dentre outros, tendendo o Liberalismo econômico, a restringir o espaço do Liberalismo essencial - O político - e a reduzir-lhe a qualidade, por onde, com sua educação ineficaz, a miséria e o fundamentalismo religioso chegamos a OCLOCRACIA e jamais a democracia.

E de fato muito do que os autoritários ou fascistas, e comunistas, e outros liberticidas tem criticado e combatido, não é democracia (E menos ainda policracia.) mas pura e simples oclocracia ou comando de massas acríticas manipuladas por uma elite econômica sem consciência.

Sócrates combateu, não a democracia, porém o espectro da oclocracia ou sua ameaça ao apontar os defeitos de uma democracia demasiado ingênua (A nossa é puramente formal ou como dizem 'positiva' - Vício análogo), e por isso foi morto. Prestou porém imenso serviço a causa democrática, como prestam todos os críticos que apontam os defeitos que a tornam vulnerável. De modo que as críticas deles - Exceção feita aos teocráticos ou fundamentalistas com suas citações de livros! - sejam comunistas, fascistas ou anarquistas devem sempre ser examinadas com todo cuidado e levadas em consideração caso queiramos produzir uma democracia de qualidade na qual a Liberdade e a Autoridade, o Direito e o Dever, a Pessoa e a Lei, caminhem juntas num estado ideal de equilíbrio.

Tornando aos sistemas fechados, temos no Comunismo o defeito supremo da Ditadura do proletariado, pelo simples fato de que Marx, lúcido crítico da estrutura capitalista ou de mercado, era coxo no terreno da ciência política não sendo digno de desamarrar as sandálias de um N Poulantzas... Apesar disso os comunistas, como os socialistas - E quem o diz ou confessa são os sisudos padres romanos ou tridentinos a exemplo de um H Chambre, de um Bastos de Ávila, de um Lebret ou de um Abbé Pierre (Assim o leigo Tasso da Silveira em seu artigo sobre M Gorki)  - Tinham sensibilidade suficiente para perceber que a pessoa humana estava sendo triturada pelas estruturas econômicas importadas da Inglaterra ou dos EUA, o que até hoje é rejeitado pelos partidários cegos ou apóstolos do liberalismo econômico.

Negam inclusive, e escrevo-o em 2023 - as transformações climáticas de caráter antrópico impulsionadas por seu modelo e ainda mais: Mostram-se totalmente céticos face a degradação ambiental, desastres, calamidades e extinção de formas de vidas ultra milenárias deflagradas pela cobiça insaciável de alguns... Chegando a atribuir tais fatos a imaginação de seus adversários ideológicos, em especial aos comunistas, apelando a solução conspiracionista como qualquer ideólogo vulgar ou como os sectários religiosos. Assim tem se portado os defensores do liberalismo econômico, e diante disso não posso absolve-los da pecha de mau caratismo...

Por sua falta de consciência humana, ética, empatia, senso de justiça, sensibilidade, etc não posso deixar de encara-los como piores do que os comunistas totalitários, mesmo quando considero todas as crueldades e misérias do comunismo, as quais não são poucas. No entanto para assassinar, matar ou suprimir vidas sequer é necessário derramar pequena gota de sangue e menos ainda extrair vísceras ao modo dos partidários do antigo regime ou dos revolucionários mais atilados... Pois é coisa que se faz por omissão inclusive. Com privações e excesso de trabalhos torna-se o assassinato banal e nem se percebe a inanição ou a fome, fenômenos que por assim dizer passam batidos.

E se alguém compôs um livro negro do comunismo este bem poderia ser dado em troca do outro livro não menos escuro e sinistro, o do capitalismo ou do mercado. Não seria um livro vermelho, escarlate ou rubro como a bandeira dos comunistas apenas porque não teria havido efusão de sangue, mas isto não significa que não houve luto em abundância. 

Parece-me que o único mérito do liberalismo econômico é ventilar o problema da liberdade econômica ou da livre iniciativa privada no setor econômico, tese com a qual não podemos deixar de concordar desde que se trate de uma liberdade limitada - Alias como todas as mais liberdades, pois ao contrário do que queria Sartre não existe qualquer liberdade ilimitada no mundo em que os seres humanos são múltiplos. - reduzida, controlada e posta a serviço do ser humano ou das necessidades humanas. Claro que quando falamos em controle não nos estamos referindo a um controle necessariamente político e menos ainda ditatorial, mas antes de tudo num controle democrático interno sob a forma de colegiado a exemplo da Idade Média e quando postulamos um controle político ou um planejamento é claro que supomos um modelo político democrático ou melhor policrático, direito e exercido pelos cidadãos.

Não pode haver setor algum da atividade humana desvinculado do Bem comum ou alheio a uma finalidade social. O que remete-nos sempre a um controle político, enquanto veículo dessa estrutura social. Que o econômico aspire separar-se do político é pura falácia, pois uma tal aspiração implica sempre uma dominação e portanto uma subversão a partir da qual passa o Bem comum a segundo plano e os interesses puramente particulares, insaciáveis e egoístas passam ao primeiro plano. Tal a Sociedade econômica, essa carroça posta diante dos cavalos ou bois.

Desarvorado o econômico absorve e destrói o político ou o liberalismo político e logo em seguida o humano ou a esfera de nossas liberdades privadas seja por meio do moralismo sectário ou do controle militar dos quais depende para impor-se e manter-se. 

Apesar disso reconhecemos a premissa liberal de uma liberdade econômica relativa ou não absoluta. 

E quanto o anarquismo...

O anarquismo tem por virtude uma consciência política muito mais acurada ou refinada, pelo simples fato de opor-se a quaisquer modelos totalitários ou a quaisquer ditaduras de direita ou esquerda, do tal ditadura do proletariado aos golpes 'liberais' responsáveis pela derrubada de quaisquer regimes democráticos que se afastassem da ideologia capitalista visando controlar o mercado. 

Notável é o anarquismo quanto declara que nosso modelo democrático é muito pouco democrático necessitando ser aprofundado ou ampliado. É uma visão grandiosa essa passagem da democracia formal ou anglo saxônica para uma democracia real, semi direta, direta ou policrática mesmo quando suponha a demolição do macro Estado e a construção de pequenas comunidades políticas.

Apenas os anarquistas não percebem que esse ideal, quando suponha a criação de centenas ou milhares de micro estados, é incompatível com a existência de um colossal império econômico como os EUA, o qual não teria mínimo escrúpulo em incorporar pela força bruta todas essas comunidades livres, fortalecendo ainda mais seu imperialismo sórdido. Por isso um crítico lúcido já observou que a demolição do macro Estado, se necessária, deveria começar necessariamente pelos EUA que é o centro do poder político e econômico atual.

Outro defeito grave do anarquismo - E pelo qual esta ligado ao Comunismo e ao Fascismo hodierno - é a sanha revolucionária ou o ideal jacobinista legado por Robespierre, Babeuf ou Blanqui. Em sua maior parte os adeptos do movimento anarquista recusam-se a admitir que se possa ampliar a democracia que temos por dentro ou institucionalmente i é por meio de leis e antes delas por meio de greves, protestos, referendos, plebiscitos ou mesmo algumas conjurações oportunas. Iconoclastas, postulam uma demolição total das estruturas sociais vigentes de cujas cinzas surgirá como a Fênix uma nova sociedade. Creem numa transformação radical por meio de uma efusão de violência e não numa possível evolução orgânica.

Um terceiro defeito desse modelo é o furor pela inovação, o que os situa no terreno oposto do conservadorismo acrítico e ingênuo. Estes querem tudo conservar, e a exemplo de Zenon suprimir o movimento ou a transformação. Aqueles, a exemplo de Heráclito, mergulhar a sociedade na instabilidade absoluta pela negação de tudo quanto remeta ao passado enquanto construção histórica de uma cultura. 

O quanto defeito implica por fim em transpor o anarquismo, enquanto uma espécie de rebeldia sem causa ou negação total do passado histórico, para todos os setores da existência humana. Cessando ele de ser uma solução política derivada do princípio da liberdade para converter-se ele mesmo num princípio metafísico compreendido como um 'culto a novidade'. Destarte migra ele, o anarquismo iconoclástico, para outros campos, como a arte e a literatura ou a arquitetura, a ética, etc endossando acriticamente a rebelião modernista engendrada pelo CAPITALISMO, e ampliando seus danos ao infinito até atingir o centro da pessoa.

Este último aspecto do anarquismo, por onde toca o modernismo e o pós modernismo, quiçá seja seu defeito mais grave ou seu ponto mais negativo, pois chega a tocar a gnoseologia e a epistemologia, logo a apreensão da realidade e o sentido, até - Caso seja levado a seus termos finais. - destruir a própria indignação, o modelo ideal, a fé revolucionária na transformação, etc e desembocar no nihilismo crasso.

A revolução devora a Revolução e a subversão aniquila a subversão.

Quanto aos defeitos do Fascismo ou do integralismo formam um cacho... E seus adeptos de tanto criticarem o liberalismo político, o comunismo e o anarquismo tornam-se incapazes de olhar para o próprio umbigo e de contemplar a própria miséria. Certamente não me refiro aqui a abominação nazista com o grosseiro critério de raça... mas ao fascismo bem compreendido.

Antes quero repisar o que sempre tenho dito com absoluto destemor, o Fascismo tem uma compreensão muito mais realista e saudável da cultura e portanto da formação das estruturas político sociais em conexão com outros elementos. É precioso, é a anti tese do anarquismo alienado, mas não passa disso. 

E seu pecado original é a ideia de submissão cega a autoridade, a qual dá vezo a todos os achaques de autoritarismo, tirania, despotismo, opressão, domínio e controle arbitrário que esmagam a pessoa humana. Daí sua admiração pelo modelo militarista e a necessária antropologia pessimista muitas vezes bebida a Agostinho ou a teóricos irracionalistas e deterministas protestantes como Lutero e Calvino. 

No liberalismo absoluto ou crasso - Assim no capitalismo, e no anarquismo temos a ideia de um ser humano angelical ou totalmente bom em sua condição original, e ao qual não se deve impor quaisquer limites ou restrições, o que reporta em parte a J J e aos pós freudianos (Não a Freud, o qual por ser bastante realista e criticava apenas alguns aspectos ou excessos da repressão, jamais ignorando o que fosse educar.). Para tais teóricos, ultra otimistas, a causa de todos os males era justamente o controle ou a restrição em qualquer grau.

Ao lado diametralmente oposto damos com todos os totalitarismos despóticos ou ditatoriais seja o Fascismo ou o Comunismo. E aqui topamos sempre, na raiz ou na base, com Agostinho, tributário por fim de Manes, do que resulta uma antropologia negativa ou pessimista, enfim a ideia de que o ser humano é limitado, incapaz ou malevolente por natureza. Daí a necessidade de controle, tão ardorosamente defendida pelos jansenistas. 

Antes que algum modernista ouse corrigir-me apontando para Pirro de Elis e seus sucessores, com o objetivo de afirmar um pessimismo antropológico naturalista e grego, remeto o leitor a Victor Brochard, e advirto-o de que Pirro de Elis, tendo estado com Alexandre na Índia, tomou seu pessimismo antropológico e sua ataraxia ou quietismo, aos Bicos budistas que por lá deambulavam e portanto duma fonte religiosa ou credal, o que foge aos termos do naturalismo. Buda acreditava que a vontade do ser humano era a fonte do mal, e não preciso dizer mais nada quanto a isso.

Aqui Buda, ali Agostinho ou Manes ou Elchai, sempre esse exótico e místico Oriente, nada de concreto, de empírico ou de racional.

Parece uma ideia ingênua não... Admito que pareça. 

As consequências no entanto foram as piores possíveis. 

Pois a partir desse modelo antropológico pessimista é que João Calvino inaugurou o primeiro imenso campo de concentração da História (cf Pierre Van Paassen) na infeliz Genebra. Quis transformar o mundo inteiro num mosteiro ultra rigorista ou melhor numa imensa caserna movida por um disciplina mecânica e cega, e seu ideal podre foi secularizado pelos fascistas. 

Continua