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domingo, 12 de outubro de 2025

A ambiguidade conservadora - Conservar o que...

Leio bastante material conservador de vária procedência.

Assim como leio bastante material anarquista, comunista, liberal, etc

Busco tudo analisar criticamente e reter o que é proveitoso.

Naturalmente que não me encaixo em nenhuma dessas caixinhas, quadrados ou jaulas mentais.

Folgo não pertencer a qualquer desses sistemas que se me parecem mais bulas de medicamento ou receitas de bolo.

Tampouco sou um irracionalista sincrético, que busca conciliar, por exemplo, a liberdade total do mercado com a proteção a natureza e tenho meu lado: O da natureza e o do bem comum ou da justiça social. Simples assim. 

De fato reconheço a mim mesmo como 'socialista' heterodoxo - Religioso, ético, humanista, etc alinhado com a 'Social democracia' ou com o 'Bem estar social"... Isto é com o 'Socialismo pequeno burguês', hostilizado pelo senhor Marx e comprometido com o liberalismo político ou com o que chamamos democracia - Embora eu mesmo aspire por uma democracia cada vez mais direta ou popular, enfim por uma policracia.

Tanto pior quanto a questão das moralidades. Conservador quanto a fé, os dogmas ou mistérios de Jesus Cristo, a liturgia, etc E, mutabilista e objetivista - Logo Socrático! - quanto é Ética. Sou progressista quanto a moral ou os costumes (Sempre diferenciados e relativos a cada grupo social.) e adversário marcado de qualquer modelo conservador nessa área, assim de qualquer moralismo e particularmente do puritanismo, o qual identifico com o farisaísmo hipócrita fustigado pelo divino Mestre Jesus.

Se ser conservador é ser moralista embiocado ou fariseu puritano, estamos em campos não apenas diversos mais opostos.

Alias conservador em que ou com relação a que... Porque já disse que sou conservador, ao menos em algumas áreas... O termo como se vê é ambíguo e confusionista. 

Conservador 'in totum'... Tão utópico quanto comunismo ou anarquismo - Alias, monstruosamente absurdo. No mínimo clamoroso defeito em termos de conhecimento histórico, porquanto sociedades não são múmias ou animais empalhados, eternamente envolvidos em estreitas faixas. Pelo contrário, todas as culturas e sociedades são marcadas por um grau maior ou menor de dinamismo. Sociedade imutável e fixa é coisa que não existe...

Portanto conservador onde e com relação ao que...

Que se quer conservar...

Se Hildebrand, com razão, apontou os termos direita e esquerda como ambiguos e confusionistas, tenho que o termo conservador o seja ainda mais ou em grau maior.

Alias prefiro os termos socialista, progressista, reacionário e liberal, quiçá com algum adendo. Assim, repito, sou socialista 'heterodoxo', progressista em moralidades, reacionário em termos de cultura, liberal em política, conservador quanto a fé, a Ética e a Estética, enfim, segundo meus críticos uma salada, pois sendo crítico devo ser eclético e não sectário. 

Por isso defino os conceitos e suas áreas ou seus limites: Não sou liberal em economia, como não sou comunista quanto ao socialismo ou progressista\relativista quanto a Ética ou a Estética, e menos ainda moderno ou contemporâneo quanto a cultura - Pois no âmbito das moralidades, dos costumes, da cultura, etc, desde que não haja choque com o Evangelho ou as palavras de Jesus Cristo, sou greco romano... 

Daí - Conservador onde e com relação ao que...

Pois ser conservador na Inglaterra ou nos EUA implica conservar esse modelo podre chamado capitalismo... Embora Scruton e outros se tenham aproximado cada vez mais de formas comunais e campesinas, com acentos reacionários que tocam ao ruralismo e ao primitivismo. A mesma evolução experimentada pelo ilustre professor tomista brasileiro Jorge Boaventura, autor bastante querido dos militares e muito presente na BIBLEX. 

Alias a tendência e os acentos são comuns em diversos graus quanto a um paulatino afastamento do liberalismo econômico e uma aproximação dos socialismos não totalitários, religiosos e heterodoxos do passado - Nada que me venha surpreender. 

No entanto ao menos para alguns autores e para os leitores brasileiros 'médios' o conservadorismo anglo saxão deve ser encarado como em termos de um éthos social recente e portanto em termos de capitalismo, urbanização e avanço ou progresso técnico e econômico. Ainda quando uma de suas referências, J Stuart Mill tenha postulado a doutrina da 'Economia estacionária' e se oposto a mística cristã secularizada em torno do progresso ilimitado.

Quanto a este conservadorismo boçal e de origem protestante (Elemento típico do americanismo) que busca associar o puritanismo, o moralismo ou o fixismo moral com um liberalismo econômico acelerado e a mística do eterno progresso, só posso sentir infinito desprezo, daquele que se sente por tudo quanto seja estúpido ou imbecil. Pois é unir o inútil com o ocioso ou o ruim com o desagradável e, inverter a ordem do verdadeiro progresso, colocando imobilidade onde deve haver mobilidade e mobilidade onde deve haver menos mobilidade ou imobilidade. 

Mas é com isso mesmo que nos deparamos no Brasil, via de regra admirador e reprodutor da cultura Yankee, mormente após os avanços do protestantismo.

Outro o caso de um conservadorismo crítico e limitado posto num pais europeu latino ou de cultura greco romana, na Rússia ou no Brasil, tendo em vista sua cultura, suas tradições, suas raízes, sua identidade, etc Embora eu prefira o termo reacionário.

Naturalmente que não estou me referindo ao escravismo ou ao machismo por exemplo. 

Posso no entanto - E ouso faze-lo - mencionar certos aspectos interessantes e dignos de nosso passado como dignos de serem recuperados: A fé e a liturgia da igreja romana (Anterior ao Vaticano II), as organizações e festas populares (Reisado, Bandeira, festas juninas, etc), o apreço pela lingua pátria e suas referências clássicas, o resgate de nossa musicalidade ancestral (O sertanejo caipira, o samba bahiano, a guarânia, a toada, etc), a retomada de certos hábitos alimentares, o ruralismo, o sentido comunal, a doutrina social da igreja romana, etc

Sem querer dar uma de Policarpo Quaresma os brasileiros precisam sim aprender a valorizar o que é seu, suas tradições, suas raízes, sua identidade cultural. Não estou dizendo aqui que se deva deixar de beber Coca cola ou mesmo de comer sanduíche... Julgo no entanto que esse culto ao MacDonalds, ao Rock, ao jeans e a tudo quanto venha dos EUA deva ser analisado criticamente - Pois já estão os pastores enviados pelo Trump, dando a suas seitas o nome de ''church"!!! E o objetivo é claro: Depreciar nossa lingua, a lingua ancestral, a lingua pátria e substitui-la pelo inglês, até transformar-nos em colônia 'made in EUA'. E digo que tal é um projeto - O imperialismo cultural é um projeto Norte americano e sua ponta de lança essas seitas protestantes.

E o objetivo é substituir, por completo - O pingado pela Coca Cola; o pãozinho com manteiga, o bauru ou o biju pelo mac sei la o que, a toada pelo Rock, o português pelo inglês, a igreja esculachada de Roma por essas churches e todos os nossos hábitos ancestrais por costumes importados dos EUA, até que não mais nos reconheçamos como brasileiros!!! - E há gente que opõe Funk a esse projeto rsrsrsrsrs PASSO... O propósito final é que nos passemos a ver como súditos do grande e decadente império do Norte... 

O que é potencializado pela Globo e por nossas salas de cinema, servidores acríticos da indústria cinematográfica Yankee. Afinal outro agente bastante bem sucedido quanto a implantação da cultura exógena em nosso país é o filme... ou Holywood. 

Portanto, caso não revejamos criticamente nossa prática cultural, ao fim deste processo nos converteremos numa cópia ou plagio cultural dos EUA. Uma vez que nossa cultura é atacada por todos os lados e menosprezada pelos brasileiros vendidos.

Há no entanto coisas ainda mais remotas para conservarmos, as quais são atacadas não pelo americanismo, mas por correntes de pensamento ainda mais difusas, como o anarquismo 'místico' e o pós modernismo. Aqui nos referimos a nossa herança grega em torno da Filosofia perene, do socratismo, do aristotelismo, da afirmação da realidade e da verdade.

Haja visto que o ceticismo, como é bem sabido, ao impossibilitar-nos quanto a avaliar a dor alheia como real, quanto a sensibiliza-nos, etc costuma lançar-nos dos braços de um conformismo prático que confina com o conservadorismo tosco... Afinal por que revoltar-se se não podemos afirmar a realidade da injustiça... E como revoltar-se se não existe um modelo ideal ou programa de ação quanto a realidade futura...

Tal o drama do anarquismo total ou místico (Que invade a cultura e os domínios do saber!) o qual arremetendo-se contra tudo quanto seja antigo ou tradicional, não poucas vezes destrói e destrói com fúria, sem nada construir de duradouro ou resistente - Abrindo espaço, não poucas vezes, para o protestantismo, o americanismo e a 'sifilização' contemporânea. Avalio eu que muitas vezes tais emendas saem piores que o soneto bárbaro... E de fato eu não acredito que o modelo protestante, capitalista, anglo saxão ou americanista seja melhor do que as mazelas da igreja romana ou da ortodoxia e tudo quanto vejo, sob o termo de progresso, é quase sempre piora.

Tenho repetido a exaustão: O melhor padrão de resistência cultural ao americanismo está em nosso passado clássico, em nossa herança greco romana, na Filosofia perene construída por Sócrates e Aristóteles em torno da verdade objetiva. Digo o melhor porque até mesmo o Catolicismo Ortodoxo ou apostólico, enquanto afirmação da verdade, dele depende.

Nossa resistência não poderá ser bem sucedida caso parta do irracionalismo ou do fetichismo. Só poderá ser vitoriosa e feliz caso tome por base a racionalidade e da liberdade. Uma vez que apenas elas podem suportar a afirmação do conhecimento científico, do bem comum e da fruição estética ou artística. É erro funesto repudiar a cultura europeia em bloco ou como um todo sem considerar cada elemento. Com efeito os erros da conquista, do escravismo e do capitalismo não justificam a rejeição de nossa herança grega, com a qual não estão diretamente relacionados. Julgo que posso dizer o mesmo sobre o Cristianismo antigo apostólico ou Ortodoxo.

Penso que nos devidos limites e de modo pontualmente marcado, haja espaço para certo conservadorismo crítico em oposição ao liberalismo econômico e seu projeto iconoclástico de progresso ilimitado e transformação acelerada> Assim a conservação de nosso patrimônio natural ou ecológico i é da fauna e da flora, das florestas e rebanhos, das selvas e colônias, enfim da mãe natureza. É algo a ser protegido com unhas e dentes, mantido, conservado e legado a contemplação das gerações futuras - Alias questão de sobrevivência e bem estar.

Assim a conservação de nosso Patrimônio histórico e arqueológico, igualmente ameaçado pela especulação imobiliária. Aqui, temos diante de nós o nosso passado, fundamento de nossa herança e identidade. Assim nossos monumentos, construções, vestígios, objetos, etc 

O que nos leva ao Patrimônio cultural, a respeito do qual discorremos mais acima. Sabendo que estão conectados formando como que uma simbiose. A portanto, no mínimo três setores em que um conservadorismo ou reacionarismo crítico faz oposição face ao que temos no Norte e que estão tentando implantar ou consolidar entre nós latino Americanos ou brasileiros.

Tal o nosso conservadorismo brasileiro, latino americano, apostólico ou grego romano, totalmente diverso do conservadorismo médio anglo saxão ou norte americano. Naturalmente que o brasileiro médio, leitor de um autor tão superficial quanto Olavo de Carvalho (Alias reprodutor acrítico do modelo norte americanista.) ignora tudo isto. Resta-nos convida-lo a ler as últimas obras do profo Jorge Boaventura, de Scruton ou mesmo de John Gray. 

Afinal nada há de conservador ou de conservadorismo em assimilar uma cultura estrangeira que, há mais de século, Eduardo Prado, avaliou como essencialmente oposta a nossa. 

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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

A Gênese da 'sifilização' ou cultura Yankee (Americanista) - Relações entre protestantismo e maçonaria

Dado sobre o qual não deve pairar mínima dúvida em nossas mentes é sobre ser a cultura americanista epifenômeno, produção ou construto da fé protestante ou do protestantismo.

Do que resulta um conflito ou choque irredutível face a Cosmovisão Cristã tradicional: Ortodoxa, Católica, Apostólica ou apostólica romana.

Pois seja derivada de um ambiente agrário\campesino, ou, como temos e cremos nós, derivada do mundo espiritual e invisível (Por meio daquele que nasceu numa manjedoura, não num palácio e recomendou que juntassemos tesouros no Reino dos céus.) é ela gregária, solidária, comunitária, fraterna... e totalmente avessa ao individualismo.

Basta dizer que P G F Le Play localizou a gênese do éthos individualista nas organizações sociais da Escandinavia medieval e
 não da judéia do século I d C ou em algo remotamente próximo do nosso Novo Testamento.

No entanto, o protestantismo assume, já em seus primórdios, esse éthos e se concentra em torno do que ele mesmo convencionou chamar 'salvação pessoal' - Uma noção individualista de redenção em que se perde de vista a dimensão fraternal ou comunitária do mistério, sempre afirmada pela Igreja antiga e fundamentada no amor, no exercício da bondade, no serviço, no convívio... Como por sinal lemos no livro de Atos: Caminhavam juntos como se um só coração tivessem e tudo tinham em comum.

Tal o preço pago pelo protestantismo ao minimizar as obras mesmo enquanto evidência externa de salvação e afirmar a possibilidade de uma salvação sem quaisquer obras, bem como uma salvação no pecado, uma meia redenção que a sobrevivência do homem velho, enfim a presença de uma graça fraca que não destrói por completo o mal ou pecado. Dessa noção anti ética de salvação sem fruto ou alteração de comportamento, derivou a ideia de que a Redenção é algo que se dá exclusivamente entre o individuo e Cristo, e que de modo algum envolve o próximo, a comunidade, a humanidade, a espécie... Excluindo-os.

Segundo a concepção anti nomiasta o próximo ou nosso convívio com ele jamais se aproxima ou toca o evento de nossa libertação. É algo que não passa pelo semelhante e que de modo algum depende do outro, mesmo a posteriori - Sequer somos salvos ou remidos por Cristo PARA o próximo. 

Perdemos assim toda e qualquer conexão com o outro e dele nos alienamos para isolar-nos em nós mesmos, como numa ilha de conforto e sem qualquer compromisso - Pois se trata de uma redenção descompromissada e fácil, que perde por completo o próximo de vista. E nossas preocupações incidem apenas sobre nós mesmos...

De modo que o amor pelo outro cessa de ser concreto, dinâmico e ativo para se converter em algo abstrato ou teórico, numa ficção ou num discurso sem maiores responsabilidades. Aqui a solidariedade ou o convívio se converte em questão irreligiosa, em torno da etiqueta ou das boas maneiras e cessa de fazer parte de nossa vida espiritual ou da religião como um preceito divino derivado do Evangelho. Não é algo que devemos atribuir a Lutero ou creditar a Calvino mas que se fez cada vez mais presente no universo protestante e na consciência de seus adeptos a partir do anabatismo.

Ao fim deste processo podemos conceber o remido como alguém que encontrou-se com Deus em seu quarto fechado e que ali permaneceu fechado sem qualquer contato com seus irmãos batizados membros da grande família de Cristo. Pode-se já ser filho único ou sem irmandade...

É o insuspeito embaixador Meira Penna (Opção preferencial pelos ricos. p 119) quem nos diz que "A fé e não o amor ocupou o centro do pensamento protestante." e cita Tillich, explicando que a ênfase formal na Lei (Dos judeus por sinal) impediu Calvino e Zwinglio de formularem uma Teologia em torno do amor. 

Amor que é por assim dizer o centro e fundamento do Evangelho!!!

O leitor que interrompa a leitura e tire suas conclusões!

A pedra ou a avalanche vai rolando nessa direção. 

E na vida prática vai-se afastando do outro cada vez mais.

E mesmo sem que Calvino tenha responsabilidade o calvinismo muito contribui para agravar a situação. Pois se conforme a doutrina da fé não podemos distinguir os réprobos dos remidos nesta vida, na prática os remidos são os nossos e os réprobos os membros das diversas outras seitas cujos membros, rejeitados por Deus, não estamos obrigados a amar ou a servir...

Eis o protestante concentrado apenas em sua salvação e desconectado do mundo ou da comunidade. E estamos já num individualismo crasso - O qual, grosso modo, não passa de puro e simples egoísmo.- associado a espiritualidade ou a fé religiosa...

Seja por abuso, quanto a doutrina enunciada por Lutero (De que obras não salvam, embora sejam ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIAS, ENQUANTO FRUTO DA FÉ OU DA SALVAÇÃO.) ou por desenvolvimento, chegou o protestantismo a tais termos: Do salvo isolado em sua torre de Cristo ou do indivíduo a sós com seu Deus... Coisa que jamais se virá na História do Cristianismo. E tal foi o sabor - Individualista ou egoísta, desse Cristianismo que passou a Inglaterra e passou aos EUA.

E já na Inglaterra, expandiu-se ou ampliou-se este vício abominável do egoísmo. Passando aos demais setores ou esferas da vida humana, e tudo contaminando.

De fato passou o individualismo da fé protestante a economia; com o capitalismo ou liberalismo econômico e a Filosofia; com o anarco individualismo de Stirner (Isto na Alemanha). Pois se pode o ser humano salvar-se isoladamente, pode do mesmo modo fazer riqueza desconectado de seus semelhantes, como poderia prescindir de um corpo político ou mesmo da sociedade e viver só, como uma ilha.

Perceba o leitor como foi o individualismo, através da fé protestante ampliando seu raio de ação - Dando origem a outras tantas ideologias noutros setores, embora afirmando-se como fundamento de cada uma dessas expressões - Meras manifestações suas em diferentes campos.

E de fato podemos apontar o individualismo como a 'afinidade eletiva' ou lastro comum responsável por conectar protestantismo, capitalismo e anarco individualismo - Até chegarmos ao ANCAP.

Desde então a 'sifilização' norte americana tem girado em torno dessas três expressões de matriz individualista: Protestantismo, Capitalismo e uma democracia meramente formal que parece tender ao ANCAP... Aqui a busca pela salvação individual, ali a busca pelo enriquecimento individual, ao fim a demolição do ente político voltado para o bem comum e a atomização do corpo social ou sua destruição. Tal o éthos, o espírito, a consciência coletiva, o imaginário 'social' ou a cultura prevalecente naquele país.

Já Viana Moog respondia a seus críticos dizendo que era imprudente e equivocado negar que duas fés religiosas diferentes jamais poderiam imprimir sentidos ou rumos diferentes a duas dadas sociedades - E o que dizia, reportava, com absoluta razão, a Werber.

Que tem isso de Cristo ou de Cristianismo tradicional, de catolicismo, de Ortodoxia ou de apostolicidade... Absolutamente nada. Tudo aqui partiu do protestantismo, com sua ideia de salvação isolada ou alheia ao corpo místico de Cristo, que é a Igreja.

Foi o protestantismo que, intencionalmente, desarraigou o homem da fraternidade eclesiástica visível para fazer dele mero membro da igreja celestial, unido ao Cristo somente, mas não a túnica mística e indivisível da Cristandade. Foi a reforma que criou esta 'esta' célula isolada sem tecido ou corpo... 

Tal a força da fé e das coisas religiosas que essa concepção não tardou a migrar para os demais nichos da humana existência, até produzir uma série de expressões congêneres e subjugar a totalidade da vida. O que veio a ocorrer nos Estados Unidos, no momento em que o protestantismo associou-se ao liberalismo econômico e a democracia policial. 

O que nos autoriza a identificar o protestantismo como matriz ou elemento plasmador dessa cultura. 

Ainda que alguns papistas e ortodoxos - Os cristãos infiéis e culturalmente protestantizados e dependentes de fontes protestantes como Roberto Campos, Meira Penna, Kogos, etc - empreguem todos os recursos possíveis com o propósito de objetar, uma relação que é manifesta. (A ponto de ensaiarem refutar Comte, Tocqueville, Maurras, Weber, Moog, etc)

(A única direção coerente por parte daqueles que encaram o liberalismo econômico ou capitalismo como um bem ou melhor como uma fonte de progresso, seria se fazerem protestantes ou buscar introduzir o protestantismo nas sociedades em que vivem, o que por si só - supondo que essas pessoas fossem romanas ou Ortodoxos - seria abominável!)

De fato alguns papistas e ortodoxos 'incoerentes' buscam relacionar a formação da cultura que tanto lhes agrada coma maçonaria. Sem considerar a um lado a oposição existente entre ela e os Cristianismo apostólicos e a outro o vínculo existente entre ela e o protestantismo Norte americano.

Ocorre-me ''O jardim das aflições" de Olavo de Carvalho - O qual parece insistir demais no conteúdo esotérico da organização (O qual num contexto calvinista - Em que o deus 'cristão' era pintado como mau - teve alguma relevância.) e em seu papel, enquanto suposta plasmadora da cultura.

Antes de tudo devemos esclarecer que, embora nós ibéricos, costumemos chamar a maçonaria de franco maçonaria, certo é que chegou ela a França, vinda da Inglaterra, a qual é seu primitivo lugar de origem.

Em seguida devemos ter em mente que o Histórico de relações entre protestantismo e maçonaria nos EUA não é uniforme mas, marcado por oscilações e recomposições sucessivas. 

Por fim, devemos considerar que a maçonaria entrou em conflito irredutível com a Ortodoxia ou a igreja romana em seus respectivos domínios porque era já não apenas portadora dos elementos da cultura por nós assinalados, mas de fato aliada das organizações protestantes.

Desde o princípio houver certo gráu de proximidade ou amizade entre maçonaria e protestantismo, ainda quando os ideais maçônicos fossem um tanto vagos e os elementos da cultura protestante estivessem já formados. E para tanto devo observar que a primeira constituição ou livro de ordem maçônico foi escrito por um clérigo presbiteriano escocês. 

Certamente que haviam ocasionais atritos, produzidos pelos protestantes mais fanáticos, devido justamente ao conteúdo místico\ocultista da maçonaria, o qual é até hoje seu disfarce. No entanto, repito, habitualmente tais relações era bastante cordiais.

A primeira ruptura sucedeu pelos idos de 1776 quando, ao desligar-se da Inglaterra a elite maçônica yankee, fixou a separação entre a esfera religiosa e o Estado. Para a apática igreja anglicana, mancomunada com Dna Inglaterra não foi algo assim tão significativo... Agora para os calvinistas e até mesmo para alguns batistas foi um duro golpe - Veja que os 'bible belt' ainda encaram tal tipo de organização política> Laicista, como atéia e maligna. 

No entanto, passado o auge da crise, houve uma rápida conciliação de interesses em torno de princípios. Inaugurando-se um período de mútua e íntima colaboração ou simbiose, período em que a maçonaria assumiu com ainda mais fervor os elementos da cultura Yankee como a democracia policial, o capitalismo e 'para os países romanos e ortodoxos' o laicismo... 

E de tal modo deu certo essa parceira que sequer podemos saber com perfeita nitidez quem dá as cartaz no Império. Putin assevera que as coisas partem do pentágono e 'vem' pela maçonaria ou que a maçonaria (Como a ONU e o papado pós Vaticano II) constitui um braço político dos EUA (Presente em quase todos os países do mundo.) e os EUA o centro de comando dessa sociedade secreta.

Seja como forem tais relações hierárquicas uma coisa é certa: É a maçonaria mero vetor ou veículo de uma cultura que de fato não produziu, vindo a encontrar já pronta, enquanto desenvolvimento do protestantismo. É continente e não criadora de conteúdo.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo - A tática e o processo.

Já mencionamos as lágrimas derramadas por Roosevelt na Patagônia, e que ele colocou as coisas em termos bastante precisos: Impossível realizar o 'Destino manifesto' e dar largas a doutrina de Monroe (América para os Norte americanos.) enquanto a América latina estivesse, espiritualmente, sob o jugo, da então forte e poderosa igreja romana, a qual, ao menos em parte, plasmou-lhe a cultura.

De fato, enquanto consciente foi de que seu projeto sócio cultural, autenticamente Cristão, era incompatível com o projeto sócio cultural protestante, a Igreja romana estimulou sua clientela a repudiar o modo de vida yankee e a fixar-se em suas tradições, criando, para os imperialistas culturais, uma barreira instransponível. 

As coisas só começaram a mudar, muito ligeiramente, ainda no século XIX, a partir do positivismo\cientificismo, que é uma corrente filosófica ou melhor dizendo, uma ideologia, alias (Por não ser Ética ou idealista.) totalmente acrítica face a estruturas dadas, como o capitalismo. Podemos dizer assim que os ventos que iniciariam as tempestades sopraram da Inglaterra e Alemanha protestantes para a França e da França para o Brasil ou a América latina.). 

No entanto como era o positivismo uma doutrina acessível apenas aquelas elites, que sendo tanto mais instruídas, aspiravam destacar-se do grosso da população ou da gente pequena e 'supersticiosa' não logrou conquistar as massas daqueles tempos. Nem por isso foi socialmente inoperante, pois trouxe consigo o que chamamos de progressismo ou a tara por mudanças e novidades, identificadas com o progresso. Tornando assim, ao menos uma parcela das pessoas, receptiva ao protestantismo, ao capitalismo (Quase sempre identificado com o 'progresso', quiçá devido ao escravismo.), ao anarquismo, ao comunismo e ao quanto partisse da civilizada Europa... 

De fato tais ideologias seculares aqui chegaram e com ela algumas novidades religiosas, como protestantismo e espiritismo. Curiosamente, este último, devido a certas deficiências da fé romana (Agostinianismo, infernismo, expiacionismo, etc) perfilhadas e acentuadas pelas seitas protestantes, obteve, a princípio mais sucesso, inclusive entre as elites, não tardando a rivalizar com o positivismo e com ele conflitar. 

Ademais, com aquele jeitinho peculiar, criaram os brasileiros uma solução de compromisso que chegou a ser eclética: Ficaram com a Teologia, Cristologia, sacramentologia e culto romanos, os quais associaram a uma antropologia, a uma soteriologia e a uma escatologia mais saudáveis, derivadas do espiritismo. E a coisa prosperou por mais de meio século, chegando ao auge nos anos quarenta e cinquenta... Aqui no litoral de S Paulo essa curiosa tendência recebeu o nome de espiritólica.

Outro o caso do protestantismo, o qual em que pesem as afinidades citadas e um plano muito bem delineado, não logrou conquistar a simpatia dos brasileiros e a expandir-se, como era esperado. Pois as dissemelhanças (Por exemplo em torno da Eucaristia, da Santa Virgem Maria, do ritual da Missa, das ordens religiosas, das festas, etc) face ao romanismo, eram igualmente consideráveis.

E assim foi até o Vaticano II ou até os anos cinquenta, permanecendo o protestantismo entre nós como uma seita minoritária e inexpressiva. De modo geral tal era a situação vigente em todas as partes do mundo Cristão, sendo que parte do clero romano não cessava de precaver as ovelhas do papa contra as investidas dos filhos de Calvino, mormente relembrando tudo quanto os líderes protestantes do passado haviam feito contra tais sociedades em termos de agressão ou ataque. Assim os papistas suíços não esqueciam a 'jihad' zwingliana contra os cantões romanos, os franceses memoravam frequentemente as guerras de religião e a solidariedade dos protestantes franceses para com a Inglaterra, os portugueses o assassinato dos Jesuítas comandados por Inácio de Azevedo e nossos brasileiros as malignidades e torpezas cometidas pelos calvinistas holandeses no Nordeste, especialmente a carnificina de Cunhau, etc Tais memórias, mantidas vivas pelo clero, funcionavam como uma espécie de vacina ou imunização face a sanha dos missionários protestantes enviados para todas as partes do mundo cristão.

E a presença da igreja papa, como a da igreja Ortodoxa, se mantinha firme e pujante em seus domínios, em que pesem as investidas protestantes. Investidas que entre nós se intensificaram mais e mais após a proclamação da República - De par com certa tendência a imitação política e a ideologia pan americanista > Face as quais Eduardo Prado elaborou a magnífica "Ilusão americana" censurada aqui no Brasil (Marquem isto) e por isso editada em Paris. Foi a primeira tentativa - Feita entre nós! - de se tentar compreender uma dada situação social e política a partir da cultura, numa perspectiva remotamente, ouso dizer, weberiana. Posteriormente Pedro Calmon editou algo semelhante, porém com uma conotação tanto mais política e formal.

Foi quando Carlota Kemper e Márcia Brown, transladaram-se para nosso país, mais precisamente para o estado de S Paulo, trazendo em suas malas aqueles planos de conquista, sempre associados (Desde a Inglaterra de Cromwell) a reconstrução da 'Santa' Genebra de Calvino, ou seja, daquele califado protestante que Pierre Van Paassen ousou chamar de 'primeiro campo de concentração da história.'.

Eram todavia, tais planos, ao menos naquele momento, utópicos e inexequíveis.

Tal o panorama pelos idos de 1900 - 1911... conforme as estruturas daquele velho mundo.

No entanto anda a carruagem...

E de seu andar (Segundo Werner Sombart - Pelas trilhas do capitalismo cf Luiz Araquistain) resultou aquela calamidade monstruosa a que chamamos primeira grande guerra, e Verdun, e etc. Nem quero salientar aqui a responsabilidade do protestantismo quanto a formação do espírito belicoso (Odinista) germânico ou do nazismo e quanto a primeira culpa ou acusação vocês podem ler os panfletos editados pelo Pastor protestante (Repito pastor protestante) Mounier, naquele período (Cito apenas Mounier porém diversos outros pastores franceses expuseram claramente o papel de sua querida religião face a gênese daquele conflito.). Novidade alguma pois o belo protestantismo já havia, no século XVI, detonado as guerras francesas e no século seguinte, brindado a Europa com a guerra dos Trinta anos. O fanatismo protestante - Alimentado pelo antigo testamento. - sempre que não logrou obter o poder político, acionou guerras fratricidas, tal e qual busca fazer no Brasil contemporâneo.

Lamentavelmente, a guerra do capitalismo e do protestantismo, atingiu nações romanas e Ortodoxas, as quais dela saíram arrasadas. - A Rússia por exemplo, foi por ela (Por uma guerra protestante e capitalista.) arrastada ao bolchevismo... - E dela emergiu, assombrosamente, uma Europa em ruínas com catedrais devastadas. 

Fato é que essa conflagração produziu entre os europeus, fossem positivistas ou romanistas, um eleito metafísico quase místico - Misto de derrotismo, nostalgia, angústia... O qual veio inclusive abalar a toda poderosa igreja papa, a qual saiu deste cenário um tanto combalida. Que dizer então do anglicanismo ou das seitas históricas europeias. Bem, o que se seguiu foi um dilúvio de ceticismo, incredulidade, materialismo, etc em benefício, não do cientificismo otimista - Com sua Era dourada ou esboço de paraíso terrenal. - mas do anarquismo e principalmente do comunismo. 

Obviamente que a Europa também estava financeiramente quebrada. França, Inglaterra e Alemanha perderam, por assim dizer, o senhorio do mundo, o qual em parte passou aos EUA, condição que marcará praticamente todo século XX e que por assim dizer reduz ainda mais quaisquer influências dos países romanos e Ortodoxos num contexto mais global. 

Embora os Lumière tivessem criado o cinema a primeira grande guerra praticamente arrasou as produtoras francesas e italianas do velho mundo. Sendo assim, em 
menos de duas décadas, essa indústria, disseminadora de cultura, atravessou o Oceano e pousou nos braços do Tio Sam - Quem não se lembra do Carlitos ou Charles Chaplin... ou das grandes produtoras cinematográficas como a Metro goldwyn, Fox, Universal, Paramount, etc

A partir de então os modos de vida, crenças, princípios e valores Yankees passaram a circular praticamente por todo planeta e a penetrar as sociedade e populações fossem romanas ou Ortodoxas. Mesmo quando tais pessoas não se tornavam protestantes, assimilavam tais elementos da cultura e acabavam menosprezando as formas tradicionais, relacionadas com a fé religiosa, quando não chegavam a abandonar a própria fé. 

E no entanto a Europa recuperou-se muito rapidamente. E a velha igreja, fiel a sua fé, a sua cosmovisão e a seus ritos litúrgicos - Ainda que fora do cenário político mundial. - detinha certo poder em tais sociedades. Por isso não foi um período de total ambivalência, mas apenas de encontros e aproximações (As vezes meramente práticas.) entre romanos e ortodoxos, romanos e anglicanos, romanos e luteranos, anglicanos e protestantes - Ao menos quanto a Ortodoxia e o romanismo, pois no interior de um protestantismo cada vez mais incrédulo já se postulava o relativismo ecumênico. 

Foi, nas sociedades romanas um período de ambiguidade (Parafraseando Merleau-Ponty) em que sobrepunham-se elementos romanos, regionais, agrários, tradicionais, etc e elementos norte americanos, urbanos, vanguardistas, etc 

O grande erro da Europa daquele período, foi, mais uma vez, deixar-se guiar (A exceção da Inglaterra trabalhista ou fabiana.) - Pela mão Norte americana. - a forma econômica ou economicista ultra liberal. Foram a miséria e angústia produzidas por essa direção que acabaram por lançar as massas trabalhadoras - Frustradas com uma democracia meramente formal ou policial. - nos braços dos autoritários e assim, sucessivamente, de fascistas, nazistas e comunistas, os quais acenavam com direitos. Este cenário é de importância crucial para compreendermos a vulnerabilidade de quaisquer democracias pautadas no modelo econômico liberal ou na tirania do mercado - Pois foi semelhante estado de coisas que favoreceu o fascismo e o comunismo.

Foi nesse contexto que estourou um conflito internacional ainda mais virulento, com a segunda grande guerra. Da qual a Europa saiu praticamente aniquilada e os EUA afloraram como a principal potência econômica mundial, em oposição a URSS ou ao bloco soviético do Leste. De imediato iniciou-se o período a que costumamos chamar guerra fria e no qual o Ocidente (Com uma Europa ocidental, reconstruída e assim colonizada - Pelos EUA) passou a encarar os EUA como heróis ou defensores e a dita URSS como as 'bruxas de salém' i é como algo essencialmente maléfico, embora fossem esses EUA que lançassem armas químicas e bombas de Napalm no Vietnan. 

Os anos 50 foram o auge do sincretismo sócio cultural no Ocidente, pois embora a Igreja romana ainda se mantivesse íntegra, havia já perdido todo seu imenso poder. Naturalmente que ignoramos o futuro e que os positivistas, liberais, anarquistas e comunistas que conjuntamente atacavam a velha igreja jamais poderiam imaginar que o protestantismo, e logo os EUA, tirariam imenso proveito de sua queda. 

Numa escala sem precedentes a imprensa Norte americana apoderou-se do mundo como jamais havia sucedido antes. Limitando-se ao Brasil, nossos meios de comunicação obtinham ou melhor adquiriam $$$ todas as notícias internacionais dos veículos Norte americanos, pelos quais eram filtradas ou coloridas. E o resultado disto era sempre o mesmo: Satanizar a URSS ou a China e seus satélites. Não que o comunismo fosse bom ou que tais sociedades fossem modelos harmoniosos de convívio - Nada mais distante da realidade. Eram nações ou países problemáticos, cruéis, etc No entanto, a imprensa Norte americana, selecionando os fatos apresentados ao grande público, conseguia carregar ainda mais as tintas ou como já dissemos 'demonizar' seus rivais e auto promover-se.

Sim, auto promover-se. Pois enquanto a imprensa 'real', das notícias silenciava sobre todas as mazelas presentes no Império, a ficção cinematográfica apresentava-o como um herói ou como defensor das liberdades e direitos - Inclusive por meio das famosas películas de Faroeste, em que os naturais daquele país ou os católicos do México (Álamo) eram apresentados como bárbaros escalpeladores ou cambada de bêbados... O que teve continuidade nas décadas seguintes, justamente com os comunistas ou russos assumindo o papel de vilões, como nas películas do 007, Rambo (1982), Braddock (1984), etc Foi assim que consolidou-se entre as massas a imagem do Yankee como herói, amigo das liberdades, defensor da democracia, etc e a de seus adversários: O indígena, o mexicano ou o comunista, como a mais pura expressão da malignidade humana.

O que certamente não te contaram e o que as massas deslumbradas com as luzes e efeitos especiais de Holywood jamais vieram a saber é que num determinado momento os yankees do general Custer 'monopolizaram' por assim dizer o escalpo, passando a cortar o couro cabeludo dos homens e as partes pudendas as mulheres e colocarem-nos sobre suas cabeças. Isso, naturalmente, após os terem massacrados. O que você não avaliou com a devida atenção é que os EUA, sendo responsáveis por lançar bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, perpetraram o assassinato em massa de dezenas de milhares de civis inocentes. - Noutras palavras, os exatos e mesmos crimes de guerra, contra os direitos inalienáveis da pessoa humana, que os sionistas estão cometendo, neste mesmo momento, lá na faixa de gaza... E adivinhe com o apoio de quem...

Basta folhear os jornais brasileiros daquela década. Todos os dias uma enxurrada de artigos políticos provenientes dos EUA. Todos os dias a exibição de Filmes Norte americanos nos cinemas (Mais tarde nas TVs - Veja por exemplo a Tela quente ou a Sessão da tarde.)... Todos os dias a apresentação de músicas Norte americanas, como o tal Rock and Roll.. Tudo regado a Coca cola e, pouco mais tarde, encerrado no Mac Donalds com sandubas e batatas fritas... Foi toda uma época em que os costumes e práticas daquele país foram introduzidos a golpes de martelo nas sociedades romanas e ortodoxas de todo mundo, particularmente na América.

Diante da implantação da cultura Yankee, pelos meios de comunicação, em nosso país, como nos podemos admirar de que Vargas (Já em 1954) após ter experimentado grande pressão, tenha tirado a própria vida ou de que, dez anos depois, o discurso da ameaça comunista (Made in EUA) tenha produzido fruto e terminado num fatídico golpe de Estado com efusão de torturas e assassinatos...
Acaso não foi também Peron, alijado do poder no país vizinho...

E no entanto, pasme leitor, até o final daquela década - Sob Pio XII - a igreja romana ainda andava em seus próprios trilhos (Havendo inclusive uma doutrina social que exasperava os capitalistas!), as sociedades romanas não cediam a intifada protestante e parecia longe o dia em que tais sociedades se converteriam num Alaska, num Hawai, num Texas ou num Porto Rico. E por que...

Porque o Vaticano II ainda não havia implodido o culto litúrgico e acenado com a bandalheira ecumênica.

Não preciso insistir que tal concílio foi feito, com objetivos sócio, político e econômicos, sob o toque da maçonaria (Bea, Bugnini, etc) e pressão (Ou negociatas) política de Washington. Os EUA tinham sociólogos da gama de uma Ruth Benedict - Roma pelo visto não os tinha ou tem. O objetivo, desde o começo, foi bastante simples: Eliminar tudo quanto, no romanismo, incomodava a consciência protestante i é toda aquela linguagem simbólica que mantinha viva a identidade da comunhão romana, produzindo na clientela uma sensação de pertencimento. Diante disto foi decretada a morte da tradição em benefício da inovação, logo em benefício dos modos norte americanos, do que temos exemplo na RCC... Movimento que introduziu modos não apenas protestantes porém pentecostais (Como músicas, ritmos, objetivos, etc) no seio daquela igreja apostólica, convertendo-a em vetor universal de americanismo...

Em pleno processo de americanização da América latina perdeu ela o único ou pelo menos o mais poderoso elemento em termos de resistência cultural: A fé papista. Desarraigada a tradição, perdidos os costumes, comprometida a cultura, combalida a fé, etc iniciou o protestantismo sua escalada incessante em nossos países... Porquanto os EUA não cessavam de enviar embaixadores sob a alcunha de pastores - Tal e qual fora feito anteriormente no Texas, no Hawai, no Alaska, em Porto Rico, etc

Em meio a proliferação das seitas já aqui aclimatadas - nos anos 90, idealizaram os nossos protestantes a operação tempos de colheita, criando a sinistra ''bancada evangélica" com seu éthos puritano\capitalista e seu projeto teocrático i é o objetivo de substituir nossa Constituição pelo antigo testamento, alçar os pastores ao poder (Ou estabelece-los como juízes de moralidade pública.) e obter privilégios políticos. Qualquer semelhança com a sinistra Teologia do domínio não é, de fato, mera coincidência porém algo muito bem urdido e planejado.

Desde os anos 90 temos entre nós um projeto teocrático em construção, ora sob a direção marcada do bolsonarista Silas Malafaia e a palavra de ordem, contra o laicismo, a democracia e a soberania nacional é golpe. E a grande prova disto é que no dia da pátria, isto é no 07 de Setembro, após terem orado com seus pastores e gritado o nome do líder, ostentaram uma gigantesca bandeira Norte americana na avenida paulista, além de terem ovacionado publicamente Donald Trump, líder daquela potência estrangeira que ameaçou taxar nossa amada nação! E lá berrou o mesmo líder golpista e criminoso, dizendo estar sofrendo perseguição religiosa> Quando na verdade esta fazendo uso da religião para poder sabotar livremente a soberania desta república e permanecer impune... O próximo passo desses fanáticos orquestrados pelos pastores quiçá seja pedir socorro aos Norte americanos, convidando-os a salvar nosso país do 'comunismo' kkkkk Tudo com o objetivo de transformar-nos num novo Texas...

Lastimável é que contém, esses fanáticos protestantes, com a adesão e colaboração de espíritas, romanistas e Ortodoxos - Sempre é claro, por via do ecumenismo 'made in masonry'... Mesmo porque a maçonaria substituiu a igreja romana como poder universal - E nem preciso dizer que seu centro e coração se encontra nos EUA... País do qual, como a ONU, não passa de braço ou apêndice a controlar, em maior ou menor grau, as sociedades ocidentais. Claro que não se pode provar absolutamente nada a respeito dela, pelo simples fato de ser uma sociedade secreta ardilosamente organizada. 

Foi por meio dessa organização que o ecumenismo foi injetado na igreja romana em benefício do protestantismo ou de sua cultura i é dos EUA e enfim do sionismo. 

Continua


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  • Americanismo
  • Protestantismo
  • Conservadorismo
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  • Comunismo
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  • Pós Modernismo
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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Sionismo, protestantismo, americanismo, maçonaria, ecumenismo... A Ingenuidade apostólica romana - O ódio a ortodoxia, a satanização da Rússia...

Cá estamos novamente... Não trilhando a senda do conspiracionismo, das lendas ou dos mitos, porém partilhando conexões e buscando esboçar uma visão geral ou de totalidade quanto a História do século XX e os percalços porque passamos neste momento, tão invulgar, vulnerável, delicado e perigoso, alias, calamitoso por sinal.

Elenquemos e juntemos as peças deste grande quebra cabeça...

- A Rússia esta sendo satanizada (E ameaçada!!!) pelos EUA, devido a defesa de seu território e sua cultura, ameaçadas pela atitude da Ucrânia, posta por um presidente sionista, na direção da UE e logo na direção da OTAN, uma vez que a Europa continua a ser aquilo em que se transformou logo após a segunda grande guerra: Um capacho, quintal, apêndice ou terreno dos EUA (E nos estamos referindo a nações tradicionalmente apostólicas romanas.).

"Devemos aceitar a liderança dos EUA e colaborar com essa nação." é o que foi dito por um alguém da estatura de Salazar, líder daquela nação que iniciou as grandes navegações e descobrimentos... E por ai se avalia o nível ou grau de infecção americanista na Europa desorientada. Aliás agora mesmo, há em Portugal, lusos, insuflados pelos nosso bolsonáricos (Maior parte deles apóstolos de seitas protestantes brasileiras na ''Terra de Santa Maria"), pedem as expulsão dos brasileiros lulistas ou petistas, enquanto os sionistas e norte americanos (Através da repartição chamada ONU) atulha o pobre Portugal (E todo resto da Europa papista e Ortodoxa.) com radicais islâmicos.

E lá já os maometanos radicais invadem capelas, cemitérios, etc erguem minaretes, recitam a shahada, etc - Mas alguns lusos acreditam que o problema são os brasileiros petistas ou lulistas, alguns dos quais, de fato e muito ridicularmente flertam com a abominação islâmica. Se bem que a maior parte limita-se a postar-se em favor da população civil Palestina (Em parte Cristã romana ou Ortodoxa, alias.) contra o genocídio perpetrado pelos sionistas com apoio dos americanistas, o que algo totalmente distinto.

Mas tornemos a Europa> A Europa atraindo Ucrânia a UE, lamentavelmente atraiu-a ao Império dos EUA e a seu braço OTAN, uma organização bélica tão ociosa, inútil e sem sentido quanto por exemplo o ofício de 'feitor de escravizados'... Posto que não existe mais URSS e a atual Rússia está longe de ser comunista ou qualquer coisa do tipo.

Vemos assim que o 'problema' parece se a própria Rússia Ortodoxa de Dostoievsky, com sua cultura, identidade, etc - Coisa que os países apostólicos romanos ecumenizados e modernizados vão já perdendo a tempos, na medida em que se enchem de seitas protestantes e penetras muçulmanos... 

Assim do fechamento da Russo (Ao contrário da pobre Ucrânia, cujo histórico tem sido bem outro.) as promessas do ecumenismo, isto é, ao uniatismo romano, a pastorada norte americana e as hordas muçulmanas tem resultado forte oposição aos anseios sionistas e Yankees: Despejar os jihadistas noutros cantos kkkkk ou converter o terreno em subúrbio\colônia 'made in EUA' - De fato a Rússia, como a Ìndia e a China não sorriram a tais futuros ou projetos ocidentais e se voltaram para suas respectivas culturas amparando-se mutuamente, o que atraiu a fúria do Tio Sam e de sua cadelinha, a Europa...

Data vênia, pois a Espanha (Porque esse pais se mantém grande parte apostólico romano e é um Centro de estudos filosóficos não modernistas e humanistas.) ousou erguer sua cabeça e tecer críticas ao poder despótico de Washington, sendo por sinal ameaçada. Deve ter ela se lembrado da Guerra Hispano americana ou das crueldades feitas pelos Yankees quanto da tomada das Filipinas, inclusive com a profanação em massa de Igrejas e mosteiros romanos pelos oficiais protestantes do exército Norte americano...

Que se compreenda o esquema atual - Uniatismo > Protestantismo > Americanismo > Sionismo... O mesmo inimigo, aquele império implacável, que com a sabedoria da Dr Ruth Benedic, soube cooptar o Japão após a segunda grande guerra, conhece perfeitamente o caminho. Quanto a pobre américa latina foi curto e grosso, e após comprar, aliciar ou seduzir a igreja papa enviou sua horda de pastores, como esse Silas Malafaia que aí esta convulsionando a
República. Para a Rússia no entanto só poderia usar e ampliar a  brecha que lá existe: O uniatismo (E se o papa Francisco não foi comprado ou intimidado não entendeu a estratégia.) e a partir dele empurrar ecumenismo, modernismo e enfim, debilitada a consciência Ortodoxa e fragilizada a cultura, 'Toque final' enviar seus janízaros... 


E aqui, a suprema infâmia e vergonha é que muitos dos zumbis protestantes ou americanizados ainda ousam relacionar a Rússia atual, a Rússia Ortodoxa, a Rússia precipuamente Cristã e firmemente Cristã, com (Pasme!) comunismo, reeditando o discurso embolorado dos anos 50 e 60 com o objetivo de instilar ódio nas massas ocidentais... O que por sinal supõe um alto grau de massificação, idiotismo ou estupidez implementada por demagogos, patrões e pastores em tais sociedades, a exemplo da nossa...

Quiçá resíduo de tradição calvinista ou puritana os EUA levam adiante, fielmente, a prática da satanização - Sendo assim sempre precisam de um inimigo ou opositor de modo a produzir um pavor que penetre até os ossos... De fato a farsa puritana tem por tônica o medo ou o terror. Começou de fato com o Satanás - De que resultou o tragicômico espetáculo das garotas de Salém... Passou nos dois séculos seguintes (Pasme de novo) ao papa romano, ora aliado... Até tocar ao comunismo (Que tantos benefícios tem trazido ao império Yankee - Creio que os bolchevistas deveriam até receber dividendos ou pensões.) e agora ao islã, neste caso ao menos com certa verossimilhança. 

Todavia, apesar de Maomé, é ainda a Rússia satanizada por tabela, mesmo que por lá não haja sombra de comunismo ou mesmo marxismo... O caso aqui é que a Rússia de Putin recusou a deixar-se colonizar ou a embeber-se de americanismo: Rock and roll, coca, mac Donalds, Holywood... e é claro, seitas protestantes.

Nesse contexto Trumpalhão acabou de dizer que Rússia e Índia foram perdidas para a China - Pura bravata... Cada qual tem sua identidade própria: Uma é Politeísta, com seus milhares de deuses e outra Católica Ortodoxa, fiel aos ensinamentos de Cristo... De comunistas uma e outra nada tem. Todavia amparam-se política e economicamente, exercendo fraternidade... Além disso, a China atual, ainda que oficialmente comunista, conserva muito mais de sua identidade ancestral do que o japão americanista. Por sinal ambas as três sociedades (É o que tem em comum e o que deveria ser resgatado pelos países romanos da Europa e pelo Brasil.) lançaram-se nos braços de suas respectivas tradições culturais com o marcado objetivo de não se tornarem províncias culturais - Em seguida econômicas e quiçá políticas. - dos EUA.

- Israel determinou que nossos Cristãos Ortodoxos e mesmo os rumi abandonem Gaza e determinou o extermínio dos que se recusarem a obedecer.

Enquanto elaboramos este artigo os nazi sionistas, com apoio dos protestantes e proteção dos EUA, estão a bombardear o bairro Cristão de Al Zeitoun, tendo já bombardeado antes a Igreja de S Porfírios. 

O que patenteia muito claramente qual o propósito do Estado sionista quanto aos Cristãos das redondezas: Exterminar os que convivem a margem do islã ou mover os radicais islâmicos contra eles, exatamente como tem sido tradicionalmente feito no Líbano e na Síria, sempre com a mão oculta dos EUA...

Durante muito tempo a Cristandade Síria - Até antes da defecção Ucraniana. - foi preservada de tais calamidades somente graças aos esforços da Rússia e de Putin, o qual manteve os Assad. Agora a sinistra política dos sionistas e norte americanos converteu a existência dos Cristãos sírios num inferno, e tal parece o destino reservado a nossa infeliz Europa, onde se acham o Museu britânico, o Louvre e a biblioteca do Vaticano...

Apenas a Espanha, ainda meio Cristã e parte romana, parece ter percebido o sentido de tudo isto e ousado, em certa medida, tecer críticas a Israel e se opor aos EUA, enquanto todo resto da Europa permanece cego.

Pois neste exato momento uma parlamentar 'britânica' acaba de tomar posse com o Ijab após beijar o Corão. Isto na terra de Ricardo Coração de Leão! Onde o Cristianismo remontaria a José de Arimatéia! E que já esteve coberta por soberbas catedrais...

Como chegou a Inglaterra a tão poucos passos da tenebrosa Sharia...

Simples> O protestantismo por um lado, já no século XVIII, produziu alentado surto de incredulidade entre as pessoas instruídas e a outro penetrou o anglicanismo, que penetrou e contaminou parte do papismo, e assim, via modernização e ecumenismo, toda a Inglaterra foi levada a apostasia, a descristianização e a irreligiosidade, de que tira benefício o proselitismo islâmico, a ponto de assustar nada mais, nada menos do que Richard Dawkins - O qual reclama dos Cristãos e até mesmo dos Católicos mas bem sabe o que a Sunah ou a sharia reserva aos ateus...

Outra não é a condição da França, debilitada pelas pseudo filosofias em geral importadas da Alemanha (E geradas pelo protestantismo a partir de I kant), pela maçonaria, pelo modernismo, pelo anarquismo, pelo comunismo - Todos adversários ferozes do papismo... E enfim, derrubada e prostrada pelo pelo próprio papismo i é pelo ecumenismo e pelo modernismo, os quais desampararam sua cultura ancestral > Como foi percebido muito claramente pelo atilado Gustav Thibon...

Dos dois lados da mancha julgaram os intelectuais ateus, materialistas e incrédulos das diversas correntes que tal seria o fim da História... até que em meio a toda essa balbúrdia ou zona imiscuiu-se o Corão. Sem que a extrema esquerda, o papado ou os cientificistas\positivistas abrissem os olhos, e esse Corão se fixou e avança - A ponto dos EUA, via maçonaria:. ONU, despejar uma multidão de emigrados jihadistas, buscando amenizar as coisas para Israhell... Nada mais útil do que desviar as ambições agarenas para a pobre Europa sem fé, identidade ou esperança e converte-la em moeda de troca. Isso jamais sucederia sem ecumenismo ou Vaticano II, saibam os apostólicos romanos daquelas paragens.

Na Europa os Le Pen tem razão e plena razão, é vital lutar pela cultura e por limites ou, se possível, extirpar o islã (Não assassinando os muçulmanos mas enviando-os de volta a seus países de origem ou aos países Árabes, Arábia, etc). Todavia apenas a reconciliação de um romanismo reconciliado consigo próprio i é não ecumênico, não modernista, liturgicamente restaurado, etc poderia tornar efetivos tais esforços e salvar aquele continente e aquelas sociedades. Para isso o Vaticano II precisa ser decididamente abandonado e o americanismo condenado - Tolice buscar alijar o islã e assimilar o congênere protestantismo... Pois o protestantismo e o capitalismo estão na gênese desta calamidade. Tornará a Europa a ser genuína ou integralmente romana (Ou Ortodoxa por conversão) ou se transformará num califado! Não há outra opção ou terceira via. Foi aquele continente traído e vendido pelos sionistas e Norte americanos, os quais enquanto apontam para a Rússia Cristã, enfiam sorrateiramente mais e mais agarenos naquelas paragens.

Digo mais, é um ciclo inelutável: Do protestantismo ao materialismo, ateísmo e incredulidade e daí ao islã... Será assim no Brasil e em todo resto da América latina caso o protestantismo e o americanismo continuem seus estragos: Após os bolsonaristas e malafentos virão os cadis e ulemás com sua maldita sharia, se envolverão na política, empregarão a violência e mergulharão a república em sangue com o objetivo de instituir um califado - Os pentecostais e calvinistas são apenas prelúdio de maiores sofrimentos e por isso nós, como os europeus e a exemplo dos russos, indianos e chineses precisamos nos voltar para nossas tradições e cultura, seja quanto ao aspecto religioso (Aderindo a fé Ortodoxa ou a um romanismo tradicionalista.), filosófico (Cultivando a Filosofia greco romana), literário (Valorizando nossa lingua e nossos autores clássicos.), artístico (Repudiando a arte moderna), etc

Entrementes um rabino acaba de declarar, numa palestra, que deseja que este nosso mundo mergulhe numa terceira grande guerra mundial, a qual acabe de uma vez com o que resta da Europa católica e com os países pagãos (Ìndia, China, etc). Novidade alguma debaixo do sol... Pois entenda-se que uma guerra total e grande devastação da Europa colocaria em risco instituições como o Museu Britânico, o Louvre, as Bibliotecas e Paris e do Vaticano, a Pinacoteca e Gliptoteca de Munique, Universidades com Oxford e Louvain, Associações como Juan March, Claudio Venanzi, Raízes de Europa... - Enfim seria algo equivalente a destruição da Biblioteca de Alexandria pelos muçulmanos. E o cérebro da humanidade estaria perdido... E nossa identidade histórica destruída.

- Trump ameaça China, Rússia, Brasil e Venezuela...

Umas com taxas, multas, etc ou terrorismo econômico e outras com armas, e pasme: Desta vez sem usar a ONU ou pedir-lhe fingida autorização - Posto está que se a ONU não fosse, também ela infelizmente, mero braço do imperialismo yankee, a farra feita por Israhell na Palestina já teria cessado...

A ONU no entanto permanece muda, surda, cega e calada, em mudo silêncio e total indiferença face a tão horrenda carnificina... Até mesmo, repito, quando um bairro Cristão, com centenas de civis inocentes e crianças indefesas é pura e simplesmente apagado da face da terra.

Portanto a farsa da ONU, enquanto autoridade neutra ou não engajada, caiu por terra - E nem é por acaso que a sede dessa organização, ao invés de ser rotativa, se encontra justamente em território estado unidense... Bingo

Assim, o projeto de Hitler inacabado, que atacar Rússia, China e Índia porque criaram uma moeda forte e uma economia paralela que não depende do Dólar ou da Bolsa de NY. Quer atacar Brasil porque está dando ao mundo um exemplo de resistência democrática contra um imitador seu e entusiasta de sua cultura. Quer atacar sobretudo Venezuela porque detém a maior reserva de petróleo do planeta, a qual bem poderia, ao menos por alguns anos, salvar o império do colapso, posto que em crise já está e que só se mantém devido ao servilismo e decadência da Europa...

Quanto a infeliz Venezuela é a mesma parlenga sacrílega de sempre, em torno de supostos ideais democráticos. Dizem assim querer levar a liberdade aos venezuelanos, quando querem na verdade (Como vampiros que são.) roubar petróleo. É puro e simples roubo, mas... para tanto se dá razões, e terão os venezuelanos que pagar caro ou em ouro negro por sua liberdade. Caso fossem uns pobres f. e sem petróleo o império prestaria atenção neles... Como a sanguessuga bebe sangue o império bebe petróleo.

Apesar das lágrimas do primeiro Roosevelt - Que as derramou na Patagônia, cogitando que o restante da América jamais pertenceria a Washington, justamente por estar sob o domínio da Igreja romana - a vinda dos pastores e a invenção do ecumenismo facilitou muito as coisas. Criando um Estado dentro do Estado em diversos países da América latina... Como a BRÉIA, a IURD, o PL, etc entre nós... Em detrimento de nossa soberania.

Disto resulta um embate, em cujo bojo estamos nós, mas que ainda não foi decidido. É necessário que o buraco infernal seja tapado. E para tanto é preciso que os liberais ou democratas do STF coloquem o embaixador de Trump, golpista e agente de potência estrangeira - Juntamente com seus indignos colaboradores - atrás das grades! Só assim lograremos conter o afã teocrático dos nossos yankees honorários, chefiados pelo Ali babá Malafaia...

É algo que hoje cobre, em diferentes níveis ou graus, a América como um todo, uma espécie de lepra da qual devemos ser nós purificados, quando nos voltarmos novamente, para nossas tradições e cultura.

Exemplos trágicos temos já diante de nós, como o Texas, Porto Rico, Hawai ou Alaska... Para onde toneladas de pastores forem enviados com o sinistro objetivo de confrontar a Ortodoxia e o Romanismo e destrui-los para melhor consolidar a abjeta servidão. Pois sem assimilação não pode haver perfeita servidão e conformidade...

Tudo quanto sucede hoje no Brasil nada tem a ver com a quimera do comunismo, cujos adeptos e líderes por sinal, se opõem ferozmente ao governo Lula e ao Petismo. Tudo quanto observamos hoje neste país é reflexo de uma grande batalha travada por toda redondeza do mundo entre EUA, Israel, parte da Europa e o restante do mundo, a exceção do islã (O qual tem seus próprios interesses.). São os estertores de um império esgotado que cai por terra, e os esforços de seu líder para mante-lo...

Continua

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Três críticos insuspeitos do Capitalismo - Um artigo que vai te surpreender

Quando mencionamos algum tipo de oposição ao capitalismo, todo e qualquer idiota, pensa, quase que de imediato em Marx, Engels, Lênin e na trupe comunista ou bolchevista e nesse tipo de crítica radical ou iconoclasta.

Parece que a mente vulgar só sabe pensar em termos de dicotomia ou de oposição radical.

E ninguém sabe explorar esse falto dilema como um pastor protestante de quinta categoria.

Se você não aceita o capitalismo é certamente um bolchevista, repetem esses idiotas servidores do 'deus'' milhão ou de Mamom.

E tão idiota é este tipo de gente que atribui ao capitalismo uma existência que remonta aos primórdios da História. 

Por falta de estudos teêm séries dificuldades para imaginar um tempo sem automóveis, aviões, telefones, bicicletas e mercado financeiro...

Mais fácil imaginar um grupo humano sem orelhas ou narizes do que uma sociedade sem mercado financeiro, bolsa de valores, ações, capital, lucro, juros, etc

E se você emite qualquer sinal de dúvidas quanto a essa cosmovisão economicista - Pronto, fica sendo comunista... 

E ficam sendo comunistas os nossos José Bonifácio, Getúlio Vargas, Leonel Brizola, etc além do papa romano Leão XIII e certamente o cardeal Mercier... Dentre outros - Apenas para não sermos mais ridículos.

Compreende-se que por via do individualismo, protestantismo e capitalismo sejam solidários. De fato são elementos quase que indissociáveis em termos de americanismo ou de sifilização norte americana.

É o lixo ideológico que os yankees exportam para todo mundo, juntamente com seus sanduíches insalubres e sua Coca cola...

E se a sórdida Teologia do Domínio canoniza o Destino manifesto ou o imperialismo político, a Teologia da prosperidade santifica as relações capitalistas de produção, apresentando-as como lídima e pura expressão de nossos Evangelhos - Nos quais sem embargo lemos: Não junteis bens neste mundo... pois: É mais fácil uma corda passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. 

Porém, com o adjutório do livre exame: Capaz de transformar a Mãe de Deus numa mulher vulgar, Jesus num mero profeta, a eucaristia num lanchinho ordinário, o espírito imortal numa ilusão, as ícones em ídolos, etc fica nosso Bom Jesus sendo empresário, defensor do capital, apóstolo do lucro, etc - De fato é o livre exame santo que faz portentoso milagre e que converte a igreja num banco, tipo Cristo S\A

Aliás o supremo milagre do protestantismo ou do livre exame é justamente criar 'versões' do 'cristianismo' ao agrado do freguês ou adaptáveis a quaisquer circunstâncias. E se há seitas sabatistas, zwinglianas, calvinistas, unitárias, mortalistas, etc naturalmente que poderia haver, e há - Um bloco capitalista, que justifica ou sacraliza essa expressão do materialismo até a mais abjeta servidão.

Agora por sinal, tendo assumido sua forma pura ou mais refinada o americanismo protestante ou o protestantismo norte americano apresenta já o liberalismo econômico associado ao conservadorismo moral ou ao puritanismo. Isso mesmo, nobre e excelente leitor, inverteu, e subverteu, e perverteu; o protestantismo yankee; toda ordem Cristã postulando uma moral rígida, estreita e formalista (Igualzinha a dos fariseus hipócritas açulados por Jesus!) de origem judaica a uma liberdade ilimitada no campo das relações econômicas e portanto a aniquilação total da Ética Cristã sancionada pelo Evangelho. Ainda aqui o protestantismo sacrifica o autenticamente Cristão pelo judaico e troca primogenitura por lentilhas.

Mostra-se a bela religião calvinista de todo insensível a exploração econômica, fonte de miséria e injustiça - Além de outras tantas calamidades éticas, enquanto apresenta Nosso Senhor Jesus Cristo como fixado em comida, bebida, modos de vestir ou formas de práticas sexo, isto é, como perfeito escriba ou fariseu que coa mosquitos e deixa os elefantes passarem facilmente.

Daí o recurso a fraude, ao engano, a mentira, etc por parte daqueles que estão proibidos de mentir e que deveriam proceder com a mais absoluta lealdade...

E o péssimo costume por nós descrito - De apresentar como comunistas todos aqueles que repudiam o sistema capitalista, inda que em nome do Evangelho e da Tradição milenar da Igreja.

Para os fanáticos e fundamentalistas 'made in EUA' se você não é capitalista é um comunista 'devorador de criancinhas' e ponto...

E no entanto tem esse sistema irracionalista chamado liberalismo econômico uns críticos acima de toda suspeita. 

Irracionalista porque apesar de adotar a racionalidade como princípio operatório (Tendo em vista minimizar os custos e acelerar a produção.) parte de fundamentos irracionalistas.

De fatos o ideais ou objetivos do capitalismo são tão irracionalistas quanto o aumento da população humana, experiências feitas com animais, consumo da carne de mamíferos, orientação mágico fetichista, guerra total, etc 

E quem toca nessa ferida ou melhor dizendo chaga purulenta, é o pensador grego Aristóteles, um dos maiores gênios da humanidade. 

O qual muito antes do capitalismo acenar com a possibilidade de lucro máximo e ilimitado para cada indivíduo (E já são quase oito bilhões.) dizia que num sistema fechado e consequentemente limitado - Ou seja com recursos não renováveis ou limitados. - tais pretensões são aberrantes ou absurdas. 

Num sistema O, relações ----- são impossíveis.

Por sinal a simples tentativa, posta em prática desde a Revolução industrial, conseguiu já levar o planeta e a humanidade - Seja pela explotação de recursos ou pela poluição. - a beira do abismo, em suma da E X T I N Ç Ã O. 

A segunda testemunha que levanta alguma dúvida, ainda que indireta, sobre os fundamentos do capitalismo é um clérigo inglês - Th Malthus o qual, mesmo antes de falarmos em 'exército de reserva', enquanto meio para controlar o valor do salário, apontava os riscos em torno do crescimento populacional, o que é tanto mais válido hoje, tendo em vista a redução do espaço natural e a produção de resíduos.

Tem sido Th Malthus ácida e desonestamente criticado por alguns facínoras por ter circunscrito suas conclusões a produção de alimentos, o que se tem mostrado falho, uma vez que ainda produzimos alimentos suficientes para todo montante da população humana - Todavia, mesmo que no tempo presente o problema da fome possa ser definido em termos não de produção mas de distribuição ou de puro e simples desleixe em termos de planejamento, caso a população humana continue a aumentar descontroladamente ou nas proporções que hoje se dá, chegará dia em que a produção de alimentos num sistema finito (Esgotados todos os recursos do engenho.)dará lugar a insuficiência e a fome.

Todavia não precisamos chegar aos termos finais do quanto foi posto por Malthus em termos de produção de alimento ou de fome. Pois para que consigamos manter o nível da produção alimento temos recorrido tanto aos pesticidas que envenenam a terra, os animais e nós mesmos e, sem apelação, a redução do espaço natural, isto é, a destruição da fauna e da flora.

Por fim a própria existência de tão vultoso número de seres humanos e dos animais necessários para nutri-los constitui por si só um poluição.

Imaginemos por um instante o volume de excreções de todo tipo feitas por humanos, por seus animais de estimação e pelo rebanho destinado a alimentar as duas primeiras populações... Sem mencionar os gazes ou o CO2...

E no entanto para controlar os salários e mante-los baixos (Tendo em vista a maximização dos lucros.) o capitalismo depende de um exército de reserva, definida como mão de obra desempregada ou ociosa.

Eis porque o terceiro sujeito: J S Mill - Partidário da econômica liberal, declarou que tal economia deveria ser estacionária. Denunciando o ritmo acelerado ou descontrolado da produção como perigoso e a ideia de um progresso ilimitado ou indefinido (Relacionado com o ideal ou a mística positivista ) num sistema finito como utópico. Então a própria fórmula já indica de modo bastante claro que o progresso humano deveria ser responsável, em certa medida lento e planejado. De maneira que Mill, por postular limites, acaba rompendo com a Ortodoxia liberal e questionando o dogma da ilimitação.

De minha parte, sem negar o mérito de Engels e Marx (No campo limitado da economia ou da crítica ao modelo capitalista.) considero as objeções dos críticos aqui citados ou dos não comunistas, como muito mais sofisticadas e dignas de consideração. Pois enquanto as críticas elaboradas por comunistas e alguns socialistas digam respeito os meios de produção utilizados pelos capitalistas ou ao processo de produção (Incidindo sobre o salário ou regime assalariado por exemplo.) as críticas levantadas pelos nomes aqui citados, sendo tanto mais genéricas, atingem em cheio os princípios mais elementares e fundamentais do liberalismo econômico.

Importante salientar que ao menos Aristóteles e Malthus ou mesmo Mill, ao contrário dos teóricos comunistas (E esse é o principal problema deles: Soluções tão ruins quanto o problema.) não pretenderam apresentar quaisquer soluções a nível de sistema ou qualquer solução alternativa nos domínios da economia. Há no entanto um bom número delas feitas por: Herr, Blum, Marcel Deat, Henry George, Mercier, Webster, etc e outras tantas sínteses a serem feitas pelo intelecto humano. Para que precisemos permanecer atrelados e presos ao dogma capitalista...





Sionismo, americanismo\capitalismo, protestantismo, maçonaria, ecumenismo, ONU, etc Análise cultural ou culturalista sobre a conjuntura atual ou sobre a possibilidade de uma terceira guerra mundial II.



As vezes, para assustar os mais jovens, cheguei a dizer que a totalidade das Bombas atômicas e nucleares, tinha a capacidade de destruir o sol -

'Mea culpa, mea culpa' 

Seria como alguém urinar no Oceano ou destruir a terra com um pum...

Outro o caso do nosso planeta... O qual poderia ser pulverizado por elas.

Agora, leitor atento, peço-lhe permissão para fazer-lhe uma perguntinha: Você acha mesmo que a intifada dos EUA e Ucrânia contra a cultura eslava ou contra a Rússia, o despejo de milhares de radicais islâmicos no Sul da Europa por decreto da ONU, o genocídio perpetrado contra a população palestina da Gaza, a ostentação de bandeiras de Israel nas seitas protestantes espalhadas pelo mundo, a adoção de elementos da cultura judaica pelos carismáticos e modernistas da igreja romana; enfim, que tudo isso não passa de pura e simples coincidência... 

O quanto direi sobre tudo isto e muito mais é que estamos diante da manipulação da cultura como jamais foi feito na História do planeta...

E o primeiro elemento que temos a considerar aqui é o esvaziamento da consciência Cristã em termos de identidade própria a partir do surgimento do protestantismo, com os princípios do biblismo e do livre exame.

E aqui precisamos nos deter um pouco para compreender.

Pois o que aqui temos são os princípios mais remotos da judaização do Cristianismo contemporâneo, o qual se expandirá até a igreja apostólica romana, conquistará quase que por completo o ocidente até - Hipostasiado com o americanismo ou imperialismo norte americano. - conflitar com a Ortodoxia, representado pelo mundo eslavo ou pela Rússia, último bastião do Encarnacionismo ou da fé nicena\atanasiana com suas decorrências.

Ainda me recordo de quando tive a ocasião de ler, na 'História da Inglaterra' de Maurois, que o calvinismo trocou o Evangelho pelo antigo testamento, fixando-se nele. 

E eu era e eu sou - Com orgulho - EX protestante. De modo que não pude deixar de concordar com o doutro escritor francês e de refletir, até hoje, sobre isto.

Mesmo antes do advento do dispensacionalismo já estava tal manobra em movimento.

Surpreendentemente era Lutero - Apesar de paulinista. - muito mais refinado, cristão e próximo da tradição Católica\Ortodoxa do que seus sucessores ou colaboradores, pois ensinava algo bastante próximo da inspiração funcional. Foi Calvino que decididamente canonizou a opinião (Perigosa) da inspiração Linear (E plenária) ou de uma bíblia unitária - Na qual o antigo testamento é afirmado como absolutamente igual ao Evangelho de Cristo.

Naturalmente que a partir daí toda ênfase do protestantismo foi incidindo, gradativamente, sobre a leitura, as formas de ser, os modos de convivência e a cultura judaicas. Pelo simples fato do Antigo Testamento ser mais extenso do que o Novo e de que a cultura do tempo fosse bastante rudimentar... O que foi dando origem a um número cada vez maior de seitas fundamentadas em crenças e costumes judaicos, assim: Sabatistas, iconoclastas, mortalistas, unitários, etc 

De modo geral o que se pode assistir no seio do protestantismo foi uma gradativa diluição do elemento propriamente Cristão - Legado pela Igreja antiga. - enquanto decorrências da Encarnação, nas crenças e costumes do antigo testamento. Na prática os artigos de fé propriamente Cristãos: Como a Trindade, a Encarnação, a imortalidade, o livre arbítrio, a presença real do Senhor na Eucaristia, a unipersonalidade e duas naturezas do Cristo, as operações teândricas, as duas vontades, a Virgindade Perpétua de Maria Santíssima, a comunhão dos santos, as preces pelos mortos, etc foram sendo classificadas como pagãs e substituídas por narrativas mitológicas, projeções futuristas e moralidades propriamente judaicas derivadas do antigo testamento.

E foi tal processo cultural bastante significativo sob diversas óticas que se queira adotar.

Os próprios personagens do Evangelho inclusive, foram sendo, paulatinamente, substituídos por personagens do antigo testamento > Assim Josué, Calebe, Finéias, Davi, etc tomaram o lugar de João, Tiago, Pedro, Paulo, João Batista, Gabriel, Maria Santíssima, etc até Moisés igualar-se a Jesus Cristo... E não preciso dizer mais nada...

Qual o fim último de tudo isso...

A falsa percepção de que é o Cristianismo um mero ou simples monoteísmo abraâmico ou uma religião abraâmica, exatamente igual o judaísmo e o islã, quando é na verdade um monoteísmo 'sui generis' ou atípico, isto é, um monoteísmo Encarnado e Encarnacionista no qual Deus assume nossa condição humana ou se faz carne. E a conclusão, sacada pelos protestantes - Bibliolatras e fundamentalistas - de que é o Cristianismo uma seita ou ramo do judaísmo. E de fato líderes e pastores protestantes afirmam muito claramente isso, e por ai se chega a politicagem sionista... 

Nada mais avesso ao pensamento autenticamente Cristão, representado atualmente pelas igrejas apostólicas do Oriente, ou seja, pela fé Ortodoxa, leal ao padrão atanasiano ou niceno. Nada mais estranho ao sentir do papismo ou da igreja romana anterior ao Vaticano II e ao ecumenismo. Nada mais alheio ao espírito da Cristandade histórica, ciosa de sua identidade e consciente de sua peculiaridade espiritual.

Fixada no antigo testamento, a quase totalidade do protestantismo pós calvinista, assumiu um caráter sectário, radical e feroz em torno da transcendência absoluta, até dar combate aos elementos autenticamente Cristãos oriundos da imanência ou derivados da Encarnação. E o resultado prático disto foi buscar eliminar todos os vestígios da entrada e da presença do Deus Cristão no mundo dos homens; assim campanários, torres, cruzes, sinos, órgãos, festas, bispos, etc Eram, diz Maurois, sinais que exasperavam os leitores fanáticos do A Testamento.

Cada vez mais e com maior intensidade parte considerável do protestantismo se foi embrenhando por este caminho, alheio, por assim dizer, a essência do Cristianismo. 

Resta dizer que consumou-se este estranho processo, antes de tudo na maior república protestante do planeta, os Estados Unidos da América do Norte. Foi lá, no século dezenove ainda, que por primeira vez, manifestou-se a aberração dispensacionalista que atualmente colabora em máximo gráu com o projeto sionista. 

Pois nada pode Israel sem o apoio dos EUA - Como uma criança agressiva nada poderia sem a conivência do pai ou de algum adulto. Como nada podem os sionistas sem o decidido apoio e solidariedade das massas protestantes judaizantes. 

Até o Concílio do Vaticano II e a protestantização da igreja apostólica romana estavam as coisas nesse pé na medida em que mantinha-se esta comunhão imune aos falsos princípios arvorados pelo protestantismo e por extensão aos laços da judaização e tentáculos do sionismo. 

Compreenda-se que deviam as coisas avançar, especialmente após a criação do Estado de Israel, carecendo-se essa política de um apoio ainda maior. 

A bem da verdade já havia certo entendimento ou tendência na direção do ecumenismo, isto porque romanismo e protestantismo tem como elemento comum o moralismo (Alias derivado grande parte do AT) e como fundamento o agostinianismo. 

E era importante conquistar esse apoio.

Basta dizer que, com esse propósito, entraram na liça, a sinistra política norte americana e a maçonaria.

Foram os bastidores da politicagem Yankee e a atividade maçônica na cúria romana que articularam e levaram a cabo as nefandas reformas levadas a cabo pelo Vaticano II, quase todas de inspiração protestante. Assim a significativa diminuição do aparato simbólico litúrgico, o acolhimento de opiniões irreverentes sobre a pessoa do Cristo, de sua mãe, etc e sobretudo o ecumenismo, definido como negação da unidade eclesiástica e expressão de relativismo doutrinal.

Os próprios apostólicos romanos mais dedicados e leais questionaram a filiação de seus hierarcas - Daqueles que dirigiram o Vaticano II - a maçonaria e o envolvimento dos embaixadores Norte americanos. Naturalmente que todos, uns e outros, se empenharam pelo estado de Israel ou pelo sionismo. Claro que empenharam-se também pelo capitalismo (Aliás algumas dessas conexões já se faziam presentes nos escritos de Th Herzl) e até o ponto de, passados alguns anos, criarem essa coisa chamada RCC, com o objetivo de enfraquecer a Teologia da libertação. 

Devo ressaltar por sinal, que a RCC representa um avanço ainda mais grave na direção do protestantismo na medida em que nela introduz o que havia de mais primitivo e radical no seio do protestantismo: O pentecostalismo, com seu ethos mágico fetichista. Ocioso dizer que foi a RCC produzida nos EUA. Coincidência...

A partir daí a infecção judaizante avançou, conquistando (Por meio do Vaticano II e da RCC - Ecumenismo) a Igreja romana. E de fato uma igreja romana protestantizada foi afastando-se de uma sóbria e prudente neutralidade e alinhando-se cada vez mais com o americanismo, com o capitalismo e por tabela com o sionismo. A princípio foi luta, tanto política, contra a TL e contra a URSS, na conjuntura da guerra fria, sendo elaborado todo um discurso em torno de uma causa comum que aliciou grande número de romanistas e certo número de ortodoxos inclusive.

Tanto os Europeus romanistas que lograram escapar ao Nazismo quanto os emigrados russos saídos da URSS colaboraram amplamente para estabelecer essas relações ecumênicas com o mundo protestante devido ao modo como passaram a encarar os yankees, isto é, como libertadores ou protetores. E aqui a atmosfera política influenciou poderosamente o universo religioso. 

Importa saber que a partir do Vaticano II podemos conjecturar, com certo grau de plausibilidade, o sionismo e o americanismo influenciando o papado ou a igreja romana, por meio do protestantismo e da maçonaria. Podemos imaginar a igreja romana ou o papado como um objeto, a maçonaria e o protestantismo como braços e o sionismo ou o americanismo como o cérebro ou primeiro motor na atual conjuntura política. O objeto aqui só pode ser o interesse dos EUA ou de seu protegido Israel.

Teoricamente a ONU estaria no controle, e fica sendo tudo muito bonito.

Pois como no passado tentou a ONU intimidar a URSS, Cuba, etc tenta ainda hoje intimidar China, Índia, Países árabes, Rússia, Venezuela, etc 

Mas a Israel não intimida de modo algum. 

Colocando-se esse país acima de todas as leis divinas e humanas, procedendo caprichosamente, e fazendo tudo quanto lhe apraz. Nada mais arbitrário neste nosso mundo do que a política de Israel, pois tudo quanto é denunciado como 'Crimes de guerra' ou violação de direito noutros lugares é ali permitido... E sanção alguma é promulgada contra aquela república, o que opõem-se descaradamente ao conceito natural de isonomia. 

Portanto, na atual conjuntura ou no seio da Cristandade presente, a única parcela não alinhada com o protestantismo e politicamente alheia ao sionismo é o Catolicismo Ortodoxo, politicamente representado pela Rússia. O que nos ajuda a compreender os esforços de uma Europa instrumentalizada pelos EUA para cooptar a Ucrânia (Cujo presidente 'por acaso' é judeu.) opor-se a Rússia e sabotar a cultura eslava. O ideal aqui é usar o uniatismo ou a igreja romana para chegar Ortodoxia e aproxima-la do protestantismo e corrompe-la. Por meio do ecumenismo abre-se caminho para a afirmação de princípios e valores protestantes no plano da cultura e enfim para uma identificação com Israel até a manipulação. Aproximar-se do neo romanismo e do protestantismo implica aderir a esse processo de judaização acionado há meio milênio e servir aos interesses políticos do Estado de Israel, os quais nada teem de Cristãos ou mesmo de justos. Portanto aqui, tanto a Ortodoxia quanto a Rússia devem ser encaradas como modelos de resistência cultural dentro do Cristianismo. 

Podemos aliás conjecturar que o próximo alvo dessa politicagem global ou ocidental, americanista, sionista, capitalista, etc é a Ortodoxia, alheia por completo ao sionismo ou a judaização devido a sua fidelidade ao padrão niceno\atanasiano, decorrente do princípio da Tradição - Aliás típico de construções sociais tanto mais antigas ou menos urbanizadas. Tenham por absolutamente certo que os EUA tudo fará, por meio da maçonaria ou das seitas protestantes, para transformar a igreja russa (A exemplo da romana.) em província cultural sua, com o objetivo de destruir a cultura eslava e colonizar a Rússia. E a chave para isso será o ecumenismo ou o capitalismo... 

Os outros modelos de resistência tanto ao imperialismo norte americano quanto aos interesses políticos sionistas, situados fora do contexto Cristão são Índia, China e países árabes, embora estes sejam muçulmanos, o que planteia outros tantos problemas não menos sérios. Naturalmente que os EUA estão muito pouco satisfeitos face a um mundo cindido em diversos blocos ou centros de poder. 


Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 

  • Capitalismo
  • Positivismo
  • Anarquismo
  • Comunismo
  • Conservadorismo
  • Fascismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Produção de consciência e sua descontinuidade no curso da HISTÓRIA humana.

Breve será o objetivo deste artigo, destinado a confrontar os sistemas ou ideologias que jamais produziram ou que cessaram de produzir a consciência social, enquanto elemento aglutinante da cultura.

Anarquismo, Comunismo, Fascismo, Nazismo, Islamismo, social catolicismo, protestantismo, o PT (rsrsrsrs) dentre outras tantas propostas não implementaram a Mimesis, continuando a digladiar-se, tendo em vista a direção totalizante ou integradora de nossas sociedades em Crise.

O comunismo a princípio, encarando a organização partidária como um veículo antes de tudo educativo\formativo e portanto tal e qual fora idealizado por Marx e Engels, foi bem sucedido, começando a ocupar os espaços desguarnecidos pela Cristandade estagnada e inoperante. Todavia na mesma medida em que, com o 'revolucionário' Lênin, torna-se vitorioso, podemos observar o organismo do partido tornando-se cada vez mais político e controlador, alias na linha da mesma violência física deflagrada pelo processo revolucionário. Neste momento a prioridade passa a ser a conservação do poder, sicut Machiavelli e 'Il principe'... Cessa o esclarecimento ou a produção de consciência ou não satisfaz a nova demanda (Por não se ter concentrado nela ou simplesmente pecado por tentar adiantar o processo histórico e ignorar a força das estruturas - Especialmente culturais!). E a URSS colapsa ao cabo de setenta anos. Talvez a exceção da pequena Cuba, onde o comunismo é ideológica e culturalmente reforçado por uma justa tradição anti imperialista ou N Americana desenvolvida por Jose Marti, todas as sociedades comunistas mantenham-se apenas superficialmente, por via de um controle externo ou físico, donde resulta sua extrema vulnerabilidade.

Seria interessante oferecer um estudo mais aprofundado sobre o tema da Revolução cultural chinesa, o qual salientaria a complexidade do problema. Por absoluta falta de espaço não podemos oferece-lo agora. Mas recomendamos esta linha de estudos, especialmente aos que acreditam apenas no padrão externo da força ou do controle estatal para manter um grupo social coeso.

O anarquismo, especialmente nos EUA, onde foi contaminado pelo individualismo (cf Murray Bookchin) converteu-se em apêndice daquela cultura, a qual espera que avance na linha do minimalismo crasso. Reverteu assim em anarco capitalismo, corrente a serviço da ideologia dominante, a qual acredita dever levar adiante como herdeiro, e não se sai disto. Em outras partes, como Europa ou França assumiu um aspecto psicologista, irracionalista, subjetivo e em parte individualismo, até ser assimilado pelo pós modernismo, disto resultou uma fragmentação sectária em torno de tipos - O negro, a mulher, o homo afetivo, a criança, o ecossistema, etc que fogem a qualquer integração, e o estereótipo do rebelde sem causa, apenas disposto a gastar as energias da juventude ou a promover a violência pela violência, a luta pela luta... até chegar a agressão gratuita, que reporta as fontes do inconsciente. Tal o quadro geral de um anarquismo que pecou contra a racionalidade e apartou-se da salutar noção de municipalismo, fundamento da policracia ou democracia direta, a qual parecem ter perdido completamente de vista. E é um quadro desolador...

O fascismo e nazismo com a mesma petição a força, inda que militar ou conservadora, presente no comunismo, no islã e no protestantismo sectário, jamais lograram em produzir consciência ou em forma-las, desdenhando ou mesmo deplorando qualquer tipo de esforço educativo\reflexivo que ultrapassasse as fronteiras de um cientificismo\positivismo, acrítico, servil e abjeto. O padrão da força, do poder ou da violência sempre temeu as expansões da consciência livre e disposta a resistência, como demonstra aquele processo levantado por Anito, Melito, Licon e Diopeites; com o apoio velado de Aristófanes, contra o mestre de Atenas. Então o 'Converte ou morre' do islã com suas espadas e ameaças produziu apenas um sistema de controle eficiente, por rotineiro. O que ali se observa em termos de cultura é a impermeabilidade do Estado a uma educação livre, científica ou reflexiva, um terrorismo antes de tudo anti educativo, destinado a aprisionar as mentes. Há uma unidade cultural, mas, apenas imposta pelo poder arbitrário com absoluto sucesso, um treinamento multi secular, através do qual as pessoas foram domesticadas. O que se vê ali não é processo interno de ascensão da consciência livre e uma associação livre de pessoas.

Outro e específico o caso do protestantismo, o qual jamais logrou a produzir (Nem mesmo na Santa Genebra de Calvino onde o controle do poder colapsou tal e qual na URSS) ou reproduzir na Europa a mesma cultura bíblica ou israelita do século VII a C, tendo de perseguir este ideal horrendo na Inglaterra de Cromwell e enfim nos EUA onde foi apenas relativamente ou em parte bem sucedido, de modo que os radicais, como apontou Décio M de Lima nos 'Demônios', tiveram de migrar para o Brasil, onde trabalham neste exato momento com o objetivo de sabotar nossas culturas e substitui-las por aquele projeto.

De fato o protestantismo produziu um dos mais poderosos éthos ou espíritos de todos os tempos, a exemplo do budismo, do Cristianismo, do Islã e do Comunismo, o qual no entanto, por mais turbação que tenha causado, dispersou-se e jamais logrou realizar por completo, por ser a História, ao menos em sua totalidade de formas irreversível e o protestantismo bíblico, ortodoxo e sectário esse olhar utópico de resgate voltado para o A T ou para qualquer fase do judaísmo pré Cristã. Ademais, reforçando a negação do mundo, assim o maniqueísmo, o neo platonismo e outras forças, ele representou, ao menos a princípio, enquanto luteranismo e em seus ensaios, mais um elemento negativo ou o decidido abandono de um ideal Cristã tradicional vinculado a concretude ou a transformação do mundo, cujos imperativos partem da própria crença na Encarnação de Deus {Nada mais miserável do que um comunista apontar-nos isto, a nós Cristãos luteranizados e adormecidos!). Assim o protestantismo, negando-se a inserir-se no mundo e opondo-se a ação dos Catolicismos abre brecha para a produção de um novo tipo de cultura, a qual não dirige (Indiretamente ou por orientação Ética) mas com a qual colabora ativamente. O protestantismo aceita colaborar com o novo espírito do liberalismo econômico, a batiza-lo, a crisma-lo e a servi-lo, sancionado-o no plano da cultura. E assim se integra a ele como elemento da nova construção cultural, iniciada na terra 'Virgem' (De herança clássica ou católica) dos EUA. O resultado disto é a produção de um novo tipo de consciência - o mais recente - a consciência ou cultura americanista, fundamentada no Capitalismo, porém, como já foi dito, com a colaboração ativa do protestantismo, num segundo plano, e de alguns outros elementos. O protestantismo tomou parte na construção deste novo padrão de consciência e dele faz parte, ainda que subordinadamente.

O social Catolicismo, surgido no século XIX, apesar de deitar raízes no século anterior e de representar enfim toda tradição anterior, antiga e medieval, bem como a própria consciência e cultura do passado não logrou afirmar-se entre os neo Católicos luteranizados. Falhou quanto a contagia-los, eletriza-los e mesmo em constituir-se como grupo majoritário destinado a comanda-los. Contou com as melhores e mais nobres almas, chegou a antecipar o justo clamor dos comunistas, mas não impos-se e não vingou como consciência ou forma de cultura, isto a ponto de, no tempo presente, a grande massa de neo Católicos ignorar a Doutrina social ou não leva-la a sério, pelo simples fato da hierarquia religiosa não te-la tornado rigorosamente impositiva, a exemplo das moralidades privadas e inúteis. A maior parte do clero não conheceu e menos aina valorizou esta corrente que é essencial.
A resistência dos neo Católicos foi insuficiente, de modo que o americanismo ou a consciência capitalista ultrapassou suas fronteiras, invadiu nossas sociedades e instalou-se nelas, nem sempre nos lombos do sectarismo protestante, mas, as vezes nas espaldas dos liberalismos ou do positivismo acrítico.

Disto resulta a puerilidade de criticar um simples partido como o PT por não ter produzido cultura nos governos Lula e Dilma, limitando-se a criar consumidores e a promover melhoramentos gerais. Devemos no entanto deplorar que sequer tenha tentado faze-lo, demonstrando vergonhoso conformismo e admitindo alianças nem sempre recomendáveis, assim com os próprios fundamentalistas como o Crivella. Tampouco é Bolsonaro fascista, nacionalista ou qualquer coisa tanto mais profunda do que um pires, no sentido de possuir ideologia, cultura ou consciência. Imaginar Bolsonaro como homem de espírito é não ter espírito... Limita-se ele, por necessidades práticas e instigação dos a aderir ao modelo vigente nos EUA. Não passando de imbecil útil, a favor de uma cultura exógena.

Então onde e quando essa integração cultural, Mimesis ou ascensão Ética verificou-se na História humana. Sem a ascensão Ética, recentemente, lá nos EUA, sob os auspícios de um economicismo ocultado pela religião morta.

Com ascensão Ética e brilho em apenas três oportunidades: No Extremo Oriente por meio do Budismo e do Confucionismo. E esta Constelação manteve-se, ao menos em parte, até meados do século XIX, com a Rebelião dos Samurais e a morte da imperatriz Tsu Hsi. Basta dizer que estes sistemas plasmaram as sociedades do Japão e da China conferindo-lhes por séculos a fio uma coesão e estabilidade que mais para o Ocidente identificamos somente no Antigo Egito. A coesão e estabilidade do antigo Egito giravam em torno de um princípio mais simples: Uma religiosidade essencialmente conservadora, reforçada por uma territorialidade fechada, ou vice versa, como quer Weber. Ali no entanto houve continuidade de algo cujas origens se perdem nos tempos e não a produção de algo que podemos acompanhar historicamente, como no caso do extremo Oriente.

A segunda construção é de matriz racional ou metafísica e naturalista. Diz respeito a antiga Grécia, relaciona-se com a afirmação do conhecimento filosófico e atinge ou conquista o Império romano (E com ele todo circuíto do Mediterrâneo). Inda que a princípio variada esta construção acabou consolidando-se em torno das figuras de Sócrates, Platão, Aristóteles e do legado Humanista transmitido por eles. Prevaleceu ela por quase mil anos, até a queda do Império romano, embora para muitos jamais tenha saído de cena mas sido assumida pelo Catolicismo ou pelo Cristianismo antigo, já na construção da Teologia, já quanto a afirmação de certos postulados Éticos, pelo que poderíamos postular certa continuidade em torno de objetivos como a superação da fragmentariedade e a busca por uma unidade essencial. Para alguns analistas este devaneio grego ainda estaria em marcha através de sistemas ideológicos progressivistas ou escatológicos que não passariam de um Cristianismo secularizado, do que resultaria a possibilidade de um paraíso aqui na terra resultando ele quer da posse dos meios de produção pelo proletariado, do progresso técnico científico, do poder do Estado\lider, do Mercado, da eugenia ou purificação da raça, etc...

A Terceira grande Mimesis ou produção, em larga escala, duma consciência comum, deve-se ao Cristianismo, como continuador ou substituto do Socratismo ou da cultura clássica. Tendo prevalecido com sucesso, por mil anos, em Bizâncio, formação político cultural importantíssima e que deveria se estudada com maior atenção pelos ocidentais e no Ocidente europeu até o fim da Idade Média ou o século XV. Claro que aqui se trata duma reconstrução após a derrocada do grande projeto romano, a qual jamais foi satisfatoriamente realizada devido a sombra do Islã e que por fim foi por completo frustrada pelo advento da reforma protestante, ocasião em que uma Europa totalmente convulsionada sai dos trilhos e entra numa crise interminável (Que se prolonga até hoje). E por ter surgido, a par das diversas culturas de morte ou ideologias, uma nova forma de consciência (Rival da antiga) na América, acentuou-se ainda mais o conflito. Resta concluir que das Idades antiga e média, a partir delas, não houve um desenvolvimento orgânico mas uma drástica ruptura, e que os elementos, princípios e valores tradicionais, ali presentes e comunicados pelo passado foram abortados. O projeto Cristão Católico, desfigurado em parte pela brutalidade medieval, legado pelo socratismo permanece até hoje inacabado. O trágico é que ele representa a expansão da Encarnação do Verbo - desta vez a nível social! - ou a Encarnação de sua palavra (O Evangelho) sob os auspícios do Espírito Santo, sempre em comunhão com a vontade dos homens bons.

Nós, os amigos de Sócrates, acreditamos na retomada deste projeto.