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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Outros aspectos do capitalismo...

Tendo sublinhado já alguns aspectos bastante discutíveis do liberalismo econômico face a crítica Cristã tradicional, devo acrescentar alguns outros não menos problemáticos, como a guerra - E já apresentamos o testemunho de W Sombart. - e a indústria armamentista, e a ainda a destruição do mundo natural.

Negar que as duas últimas grandes guerras tenham sido provocadas e manejadas por questões relativas ao 'mercado' ou ao mundo financeiro se me parece tendencioso em demasia. Creio ter sido nas obras de Upton Beall Sinclair - Talvez em Word's end ou em Lanny Budd não sei ao certo que durante a primeira ou a segunda grande guerra tanto a Alemanha quanto a França evitavam geralmente bombardear os grande conglomerados econômicos de ambas as nações ou as grandes multinacionais nelas presentes embora não tivesse mínimo escrúpulo quanto a bombardear escolas, hospitais, asilos, orfanatos e templos religiosos... Creio que tais atitudes tenham algum significado e nos digam algo sobre o que de fato está em jogo ou sobre quem dá as cartas.

No frigir dos ovos a busca pela riqueza esteve por trás das guerras e conflitos desde as mais remotas eras da História e me ocorre terem Umma e Lagash combatido por terras fronteiriças cultiváveis no tempo em que tais terras - Por equivalerem a suprimentos. - eram a riqueza. Se me ocorre ainda a luta pluri secular dos Assírios para atravessarem os estados tampões da Palestina e chegarem a Tebas, antiga capital do novo Reino egípcio e repositório de uma quantidade assombrosa de riquezas. Do mesmo modo Roma atraiu os homens de Alarico pelo mesmo motivo - A imensa quantidade de riquezas nela acumuladas. E Constantinopla para as hordas comandadas por Maomé IV...

Quanto a isto: Novidade alguma debaixo do sol...

Ali eram as guerras movidas por líderes ambiciosos e exércitos ávidos. Desde meados do século XIX passaram a ser movidas por mercados em colisão. 

Parece que agora, no entanto, há um ingrediente a mais, ao menos quanto a articulação.

Refiro-me não apenas a guerra enquanto tal mas a atmosfera de insegurança e medo adrede calculada pela indústria armamentista.

Hoje, talvez mais do que nunca, tendo em vista a tecnologia, são as armas bélicas bastante caras.

De modo que sua negociação ou venda se traduz, quase sempre, em portentosos lucros para aqueles que as fabricam.

Veja que durante as duas grandes guerras os EUA, até determinado momento, venderam armas e munições para ambos os lados, auferindo uma colossal fortuna. Pois num modelo capitalista influenciado pelo positivismo, patriotismo e ética saem de cena quando se trata de lucrar. 

Pouco se dá que duas nações ou povos se ataquem furiosamente um ao outro com o saldo de milhões de mortos se um tal evento possibilita a venda de armas e a aquisição de proventos econômicos. Que de danem as vidas e venha ao nosso bolso ou cofre o dinheiro. Tal o pensamento atual face a guerra - Pois a Guerra de fato produz uma ocasião favorável aos negócios.

Portanto quando as guerras não surgem é necessário causa-las, especialmente quanto sucede algum tipo de crise econômica e o sistema chega a beira do colapso. Em tais situações torna-se a guerra vantajosa... Uma vez que cria um mercado para as armas.

É de fato algo que deve ser pensado e passar pelo crivo da reflexão ponderada. Pois enquanto os parentes de algum político ou general está lucrando com a venda de armas para ambos os lados, um jovem filho de mão viúva é levado a crer que deva morrer ou assassinar outro jovem de mãe viúva a que jamais viu, por amor a sua pátria...

E no entanto me parece que para os grandes industriais - Que tem suas indústrias poupadas pelos dois lados. - o exercício desse amor se torna muito mais fácil. E que os fabricantes de armas e munições não foram ensinados a amar a pátria. Afinal enquanto nossos jovens são induzidos a sacrificar suas vidas ainda na flor da idade, os senhores da indústria bélica, mesmo quando não negociam com o outro lado, jamais distribuem armas a munições, graciosamente ou por amor, a querida pátria.

Então que amor ou dedicação unilateral é essa: Que gera ônus para uma parte > O jovem ingênuo que abre mão de sua vida, e lucro para outra > O nababo proprietário da indústria bélica.

Um aspecto apenas. 

Há outros e igualmente danosos.

Assim até ao menos a primeira grande guerra, este ser que se diz racional, ao invés de suster suas guerras sozinhos, não hesitou em nelas empregar diversas espécies de animais inocentes: Em especial os cavalos, porém também camelos e até mesmo gatos; os quais sacrificou e impôs, na mais larga escala imaginável, horrendos sofrimentos. 

Sem contar que entre os assediados, assaltados pelo terror da fome, não poucas vezes os pets converteram-se em repasto. 

Também a cultura superior sofreu grande dano por parte das guerras. Tomada Cartago por Cipião, foram seus arquivos e bibliotecas transformados em pó. Assediada Alexandria por Júlio César, veio a perder parte da grande biblioteca. Da mesma maneira, quando mais tarde foi Roma conquistada por Alarico e Odoacro pereceram dezenas de bibliotecas, a primeira das quais havia sido criada sob Otaviano César por Asínio Pollio. Da primeira jihad islâmica resultou a perda total da grande biblioteca de Alexandria (Por Amru) e da Biblioteca Cristã de Cesaréia marítima. Posteriormente, foi a Casa da sabedoria de Bagdad lançada as águas do Tigre pelos ferozes mongóis (1258). Em 1525 os alemães saquearam Roma e fizeram perecer nas chamas um imenso número de raros incunábulos. Alguns anos depois foi St Gall atacadas por um grupo de protestantes fanatizados. A própria revolução francesa - Na esteira da reforma protestante. - não foi inocente quanto a destruição de livros e monumentos. Enfim d
urante a primeira grande guerra pereceu a grande biblioteca de Louvain um bombardeio...

Tragicamente todos pudemos testemunhar o estrago incalculável da invasão Yankee ao Iraque, com o bombardeio do Museu e da biblioteca. E a destruição das ruínas de Nínive e Tadmor (Palmira) pelos bárbaros jihadistas do Estado islâmico.

Em termos de conhecimento humano, literário, histórico, etc é a guerra uma calamidade sem atenuantes.

E no entanto, hoje, para muitos - Países - não passa de estimulante negócio... A economia estremece, a crise bate a porte, a moeda desvaloriza, as divisas faltam, a oferta de emprego diminui, etc bora atacar algum país que tenha petróleo, mesmo que o custo, em termos de vidas humanas ou quiçá de cultura, seja elevado. Pois vivemos num mundo materialista economicista que uma determinada fé ou religião, a princípio demasiado transcendente ou celestial, trouxe a luz...

Pois outro aspecto monstruoso da questão é que, tendo sido o protestantismo completamente absorvido pela questão da salvação no além, abandonou e descuidou por completo deste mundo material e natural no qual o Deus Cristão encarnou-se, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou... Pois bem, esse mundo, repito, em que quis o Deus Cristão habitar, foi em um determinado momento entregue a si mesmo e posto de lado pela nova fé descarnada. A ponto do próprio romanismo ter dispersado suas energias, com o intuito de frear a nova fé, e se afastado, também ele, em parte da imanência... 

A nós nos parece que essa fervorosa reforma abriu uma brecha para o naturalismo e para o materialismo no mundo cristão, a qual foi ocupada e alargada, mais e mais, por atividades econômicas descontroladas... Sabido é como o próprio absolutismo régio foi enredado e usado por tais poderes - até ser apunhalado pelos costas... Tal o momento em que o Liberalismo econômico, dispensando as muletas do protestantismo e do absolutismo, afirma-se como entidade ou poder autônomo, nos EUA (1776). 

Certo é, no entanto, que se o romanismo não esboçou, face a esse poder, a resistência e a oposição que deveria ter esboçado, o protestantismo, indo além, colaborou ativamente com ele. Material, a princípio, não tardou para o capitalismo tornar-se materialista. E isto numa Era em que as gentes jamais haviam sonhado com o bolchevismo\comunismo - O qual recebeu este vício monstruoso do liberalismo econômico. 

Pois na perspectiva Cristã a acepção materialista não implica apenas na negação do mundo espiritual mas também na supervalorização do mundo material. Na prática reduzir a esfera da religiosidade e colocar em primeiro plano os interesses de ordem econômica é também materialismo e materialismo prático. 

Alias (Segundo o embaixador José Osvaldo de Meira Penna in 'Opção preferencial pela riqueza p 45) foi o ex papa Ratzinger, ao responder o questionamento feito a um jornalista declarou em alto e bom som: "Comunismo e capitalismo são materialistas." - O que entre nós já fora dito diversas vezes por Plínio Salgado, mas que, deriva da percepção Católica francesa: De Calvez, Maritain, Maurras, etc Concepção trivial - Da equivalência entre capitalismo e comunismo - que o sr Meira Penna, partindo (É claro) de autores protestantes, forceja corrigir ...

O mesmo Meira Penna, aludindo a postura da Igreja romana assim se exprime: "... eis que, desde os primórdios da Revolução industrial na Inglaterra, em fins do século XVIII, foi combatida tanto do lado dos conservadores, entusiastas do medievalismo "idílico", quanto da esquerda jacobina e socialista." p 47

E dá enfim suas razões (Por sinal bastante sólidas e consistentes.):

"
Uma outra linha de pensamento, porém, herdeira da filosofia de Platão e de Aristóteles, e da teologia de São Paulo e de Santo Tomás, seguiu seu curso conservador, primeiro nos países da Contra-Reforma e, depois, no movimento de secularização empreendido através das ideologias coletivistas, o solidarismo
 romântico, o nacionalismo e o socialismo." pg 48 sgs

Até onde podemos ver temos nos catolicismos ou no padrão apostólico uma linha de coerência e uma continuidade histórica que vai do solidarismo ao Tomismo e do tomismo a aristotelismo e ao paulinismo, aqui, segundo cremos, em perfeita sintonia com o Evangelho. Pois bem, partindo do Evangelho jamais chegamos ao individualismo ou ao capitalismo porém ao solidarismo ou a algo próximo, i é, fraternalismo, comunitarismo, distributivismo, DSI, etc O que conduziu o ocidente ao liberalismo econômico e ao americanismo foi o protestantismo, e ao faze-lo removeu nossa civilização de suas bases históricas e tradicionais. 

Foi o protestantismo que jogou nossas raízes clássicas e apostólicas no lixo, produzindo o mundo contraditório e estranho em que nos achamos presos. 

Consequentemente, o protestantismo, de modo geral, colabora ativamente, até o tempo presente, com esse sistema materialista que tem diminuído mais e mais o espaço da fé. Assim, de uma revolução religiosa, brotou, paradoxalmente um sistema materialista responsável pelo recuo ou mesmo pela negação da vida religiosa. E falhou devido a inabilidade do protestantismo para substituir a igreja papa e regular a ordem das coisas no mundo moderno. Nominal e até espalhafatosamente cristão, o protestantismo jamais esteve a altura da missão que para si reivindicou, vindo a falhar miseravelmente e a permitir a afirmação do Capitalismo e suas decorrências. Entregou o protestantismo, o cetro ou o comando do mundo contemporâneo ao capitalismo e aplaudiu quanto as bolsas de valores substituíram o vaticano, quando as agências bancárias substituíram as catedrais e sobretudo quando os shoppings centers substituíram os santuários. Desde então cessou a Cristandade de acumular tesouros no céu e ganhar amigos com riquezas imundas para investir em ações e títulos de papel - Isto enquanto parte dos membros de Jesus apodrecem na imundice das sarjetas...


Por ódio a direção espiritual que as igrejas Ortodoxa e Romana imprimiram as sociedades Cristãs nos tempos antigos os líderes protestantes se associaram a banqueiros e entregaram aos materialistas a direção da comunidade - Naturalmente que tudo isso só poderia resultar futuramente em mais materialismo, ateísmo e revoluções sem fim. Foi o protestantismo, a partir do individualismo e do materialismo prático que abriu as portas do inferno para a Sociedade Ocidental. E foi ele a Revolução primogênita que mesmo sem acionar a revolução Francesa, acionou a R Inglesa e por reação a R Russa. Dele partiu por desenvolvimento, o Anarquismo individualista e o ANCAP e por oposição o Comunismo, a quem legou, indiretamente ou por mediação do capitalismo, o materialismo - E está ele, envolvido até o pescoço, com todas as Revoluções, ideologias e distúrbios subsequentes.

Conheça também os demais artigos da série 'Culturas de morte': 


  • Americanismo
  • Protestantismo
  • Positivismo
  • Conservadorismo
  • Comunismo
  • Fascismo
  • Pós Modernismo
  • Sionismo 
  • etc


terça-feira, 23 de maio de 2017

Donald Trump - O PATRIARCA DA HIPOCRISIA

Resultado de imagem para trump na arabia saudita


Após vender a imagem de protetor mundial da democracia e buscar satanizar quaisquer países que a exemplo da Coréia do Norte, Irã e Venezuela, ousem constituir governos suficientemente fortes, a ponto de subtraírem-se a condição de lacaios ou dependentes no plano da economia, Trump acaba surpreendendo ao menos parte do mundo civilizado, ao visitar a Arábia Saudita, ou seja, a Sociedade mais totalitária e despótica da face da terra; alias teocrática, absolutamente conservadora e patrocinadora da 'intifada' mundial salafita...

E a que propósito vai o 'paladino' da ordem democrática a península maudita digo saudita???

Para vender armas e munições!!!

As quais vão parar, adivinha nas mãos de quem???

Se pensou no Taliban, no Boko Haram e mais especialmente ainda no Califado do EI e, consequentemente nos terroristas que assombram o velho mundo, acertou em cheio,

Pelo simples fato de que a família real instalada no trono daquele infeliz pais não apenas professa o credo salafita - Enquanto desenvolvimento do wahabismo e depuração do hambalismo ancestral - como busca dissemina-lo por toda face da terra, em especial no entorno de si mesmo tendo em vista a construção de um Império teocrático mundial de que Meca ou Riad sejam capitais políticas e religiosas; tal o plano de arabização total a que chamam de Umma ou Dar al Salam.

Nenhum pais da face da terra esta mais envolvido nisto, apoiando ativamente a construção do Califado terrorista, do que a Arábia maudita, digo saudita... Pais em que ainda hoje não apenas a construção de sinagogas, igrejas e templos de outras confissões religiosas mas a simples profissão de outras fés, é radicalmente proibida e criminalizada e onde os cidadãos são amiúde punidos pelos crimes de blasfêmia e sacrilégio segundo a versão mais radical da sharia muçulmana!

E exatamente para este centro mundial de trevas e obscurantismo parte a toda pressa o lord protector da orde democrática rsrsrsrsrsrsrs com o objetivo de traficar armamentos com que alimentar ainda mais esta ordem de coisas e beneficiar o terror!!!

Acreditamos que não poucos bajuladores da grande república protestante do Norte ficarão desapontados ou ao menos surpreendidos - Non nobis... Não nós, que por sinal não nutrimos pingo de admiração por aquela sociedade hipócrita e oportunista...

Non nobis - Não nós, que conhecemos muito bem a História daquele pais...

Diga-o mestre G Bancroft o Karamzin Yankee...

Afinal de contas para que raios foram os EEUU arreliar com a Coréia do Norte a menos de um mês senão para provocar uma situação de fragilidade e insegurança para a outra Coréia (A do Sul) e faze-la adquirir não só escudos anti misseis mas armas de munições de última geração. Afinal como fornecer armas e munições sem antes produzir 'perigos'???

Na medida em que cada pais sentir-se ameaçado por outro, transformar-se-a em comprador potencial de armas e munições. Só tende a investir em proteção quem se sente ameaçado por situações de instabilidade...

Daí a necessidade de produzir situações de instabilidade e perigo por todo mundo civilizado, o que os EEUU fazem com absoluta competência...

Vivem de insuflar o terror e o medo com o objetivo de explora-los economicamente... Nada mais aviltante e nada mais sinistro. Uma república que em nome da democracia investe no medo, na angústia e em situações de pânico, com o objetivo de comercializar armamentos e aquecer sua própria economia.

Tais os EEUU, pais que vive do medo que semeia entre as demais nações...

Mas e se este jogo provocar uma guerra mundial?

Desde que eles, EEUU, não precisem tomar parte dela num primeiro momento, melhor ainda!

Acaso não foi assim durante a primeira grande guerra mundial, quando fizeram fortuna, vendendo armas a munições para os dois lados: O Kaiser e os aliados??? De modo que lucraram verdadeira fábula enquanto o velho mundo consumia-se a si mesmo e vertia rios de sangue...

Enquanto a Rússia permaneceu dentro do conflito (1917) ao lado dos aliados, garantindo equilíbrio, a esperta república do Norte, concedia empréstimos a peso de ouro a todas as nações envolvidas na grande guerra. Apenas após a debandada da Rússia, quando um dos pratos da balança pendeu para o lado dos alemães foi que os EEUU - Após três longos anos de lucrativa neutralidade - optaram por intervir, pelo simples fato de recearem que Alemanha unificasse toda Europa e se converte-se num poder continental.

Outra não foi a atitude da esperta república protestante durante a segunda grande guerra, evento durante o qual, mais uma vez, forneceu armas a ambos os lados: Nazista e anglo/francês, enquanto a Europa, mais uma vez, consuma a si mesma e mergulhava num torvelinho sangrento...

E só optou por abandonar a neutralidade oportunista quando a ex URSS (atual Rússia) entrou no conflito ao lado dos aliados, por temer que sozinha redimisse a Europa e a arrasta-se ao odiado comunismo. Foi assim que por mera questão de cálculo político entrou as pressas no grande conflito para fazer-se libertadora da França, e conquistar-lhe a gratidão. Isto quando os Russos já lá estavam as portas de Berlim esmagando Hitler sozinhos!!!

Entrementes, traficando imoralmente com os dois lados e alimentando uma guerra fratricida os EUA haviam amealhado uma fortuna incalculável!

Posteriormente, em sua cruzada contra URSS, foram eles, os yankees que alimentaram o fanatismo religiosos entre os muçulmanos radicais, treinaram-nos, forneceram-lhe armas e enviaram-lhes a guerra contra os 'ateus' soviéticos... Resultando disto a formação dos grandes grupos de terroristas islâmicos existentes no centro da Ásia, as primeiras células ou embriões foram criados pelos Estados Unidos da América do Norte, o legítimo pai do califado...

Pois também lá nos confins do Iraque e Síria armaram e treinaram radicais fanáticos contra o Irã, contra Saddan Houssein e ultimamente contra o líder Sírio Bachar al Assad, tendo em vista tornar aquela região instável e já favorecer os interesses do inimigo comum, Israel; já a aquisição de petróleo fácil matando dois coelhos com uma pancada só... Tal a finalidade com que alimentaram as hostes radicais do EI...

E como sói ocorrer nas sociedades islâmicas, a eliminação dos caudilhos tradicionais resultou na ascensão dos fundamentalismos, na eliminação das minorias religiosas (Genocídios) e numa catástrofe cultural irreparável, representada pela eliminação dos vestígios materiais remanescentes das antigas civilizações, como templos, cidades, igrejas, mesquitas e museus inclusive.Tudo graças a intervenção oportunista dos EEUU...

Natural portanto, que tendo, graças a intervenção Russa, de abandonar a presa na Síria e Oriente médio, tenham os EEUU ultimamente de ir provocar a Coréia do Norte. A algum lugar do Globo devem ir com o objetivo de produzir conflitos, gerar instabilidade e auferir lucros...

No entanto como possua a dita Coréia armas atômicas e conte com a proteção da China, tiveram os arrogantes de recuar...

A economia no entanto tem suas necessidades e o deus Mercado é insaciável, não podendo esperar...

O EI precisa de armas e munições com que fazer frente a Rússia... Daí a Arábia maudita digo saudita, precisar de armas a munições com que manter seus infelizes cidadãos sob controle e com que socorrer se braço ideológico na Síria...

Face a tantas e tão prementes necessidades teve a grande República do Norte de retirar sua máscara e de tornar sua hipocrisia manifesta pelo simples fato de mancomunar-se com o centro mundial da teocracia salafita e domínio absolutista dos Saud.

Por onde se vê que no frigir dos ovos os EEUU estão peidando e andando para a ordem democrática e menos ainda para a paz no mundo, pelo simples fato de que a paz não aquece o Mercado nem é lucrativa. Bom mesmo é vender armas a munições para regimes totalitários e despóticos e depois pousar fingidamente como campeão das liberdades... Mas há que queira acreditar na farsa, afinal: Menti, menti e alguém haverá de acreditar...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cultura européia, cultura norte americana e cultura islâmica III O raio X do americanismo

O raio X do americanismo


Constitui o americanismo um caldo de cultura bastante complexo.

Há um conteúdo religioso em certo sentido bastante próximo do islã. Refiro-me ao Belt Bible, o santuário criacionista dos EUA em que o sonho de uma Sociedade bíblica ainda sobrevive após quatrocentos anos.

O Norte, mais evoluído perdeu este éthos magico, fetichista e moralista, no entanto perdeu juntamente com ele o sentido ético do Evangelho, cessando de ser inspirado por aqueles ideais de justiça, fraternidade, igualdade e caridade enunciados pelo divino crucificado e, aderindo a um éthos materialista economicista não menos funesto do que o primeiro.

Foi esta parte da nação que venceu a grande guerra fratricida, impôs a abolição da escravatura e tomou as rédeas do governo.

No entanto, como já dissemos, perdeu por completo a noção da paz e da justiça.

Disto resultou a invasão das terras indígenas, situadas no Oeste. O cancelamento arbitrário de tratados e violação de direitos. O Emprego sistemático da violência até a mais sórdida crueldade. E o mais bárbaro e maior genocídio cometido no planeta: o massacre dos peles vermelhas. Foi uma das páginas mais tristes da História e toda escrita com sangue!

Apreciam os defensores desta cultura lançar pedras aos conquistadores espanhóis e a igreja romana. No entanto eles cometeram um crime cem ou mil vezes maior com o apoio do clero protestante em pelo século XIX i é um século após a Revolução Francesa e a afirmação dos direitos humanos! Nem podem censurar honestamente os muçulmanos por sua ferocidade característica!

Pois a menos de setenta anos lançaram duas bombas atômicas sobre duas cidades japonesas destruindo-as quase que completamente e aniquilando dezenas de milhares de civis inocentes num instante!

Antes porém já haviam usado de dolo e má fé com o intuito de apossar-se primeiramente da ex província mexicana do Texas e em seguida de todo Norte daquela infeliz República no ano de 1848.

Terminada a grande guerra fratricida a que chamam da secessão, um clérigo calvinista de nome Nathan Bedford fundou uma associação terrorista com o objetivo de exterminar negros, judeus e católicos, a K K K. 

Ao fim do décimo nono século declararam guerra a Espanha com o objetivo de despoja-la de suas derradeiras colônias, quais fossem as Filipinas e Cuba as quais foram de pronto reduzidas a condição de colônias suas. Posteriormente tiveram sua liberdade formalmente reconhecida mas permaneceram por muito tempo como simples satélites seus.

Durante as duas grandes guerras mundiais destacaram-se os EUA como fornecedores de armas para ambos os lados e só se abstiveram de fornecer armas aos alemães quando estes encontravam-se prestes de vencer os aliados.

Imiscuiram-se desastrosamente na Revolução Russa, despertando a fúria dos eslavófilos que engrossaram as fileiras do exército vermelho. Afinal russo algum podia conceber a intromissão desta potência estrangeira em seu pais.

Buscaram intrometer-se igualmente na Revolução Mexicana, tornando-o ainda mais sanguinária e radical.
As desastrosas interferências dos EUA nos conflitos externos, resultou quase sempre na união das facções contra o inimigo externo comum. E se eles apoiavam alguma facção, mesmo que justa, passava esta a ser odiada pelo povo. Alimentaram sucessivamente as Revoluções russa, mexicana, cubana e venezuelana como alimentaram o Taliban e o ISIS.

Apoiaram ativamente a implantação de regimes ditatoriais e cruéis na América Latina, como a ditadura de Pinochet no Chile. Apoiaram secretamente ou financiaram golpes de estado na Argentina, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai.

Recorreram ao uso de Napalm na guerra do Vietnã.

Subverteram todo Oriente médio após a deposição do ditador Iraquiano Saddan Hussein. Repetiram os mesmo erros na Síria e por muito pouco - graças ao oposição da Rússia - não invadiram aquele pais.

Tem sustentado a política sionista do estado de Israel e acobertado seus crimes de guerra.

Internamente o governo Bush esforçou-se por criar um estado policial, restringindo os direitos dos cidadãos e as liberdades democráticas de que eles yakees sempre se vangloriaram. A força do medo no entanto, o partido conservador, tem levado as massas a negociar tais liberdades!

A título de promoção humana aquele pais sequer conta com um serviço público de saúde como o nosso SUS, cabendo aos cidadãos doentes recorrer a instituições privadas que cobram verdadeiras fortunas por uma simples intervenção. Isto a ponto de alguns cidadãos arriscarem-se a atravessar o Oceano e buscar socorro médico na pequena e odiada Cuba.

No entanto os investimentos em armas e munições são descomunais. Alias parte das fábricas de armas e munições pertence aos próprios políticos.

Outra similaridade existente entre a grande República capitalista do Norte e os países islâmicos é a vigência da pena capital em alguns de seus estados. Nem poderia os EUA conter o aumento da miserabilidade sem recorrer aos mecanismos da pena capital - por meio da qual intimida dos cidadãos angustiados - e do exército. Aqui após serem sumariamente alimentados e vestidos os jovens pobres são enviados a intervenções militares desastrosas em que encontram a morte passando a ser vistos como heróis.

Além disto constituem os EUA ou melhor os Withe mens, descendentes dos pais puritanos, uma elite social e econômica essencialmente racista. Vigorando na prática, até os anos 50, uma espécie de aparthaid regido pelo costume.

A nível de política os EUA surpreendem-nos ainda hoje devido a falta de consciência manifestada por parte de seus parlamentares, cujo lema é explorar ao máximo os recursos naturais do planeta, sem levar em conta a habitabilidade e a qualidade de vida. O ex presidente Bush por sinal afirmou que a economia Norte americana era mais importante que a salvação do meio ambiente.

Por aqui podemos medir até que ponto o economicismo encarnou-se nesta Sociedade.

Como pretendi fornecer um elenco superficial e sumário sobre os pontos negativos desta cultura a que chamamos cultura de morte, termino por aqui.

Há muitos outros pontos e cada qual bem pode pesquisar por si mesmo.