Dever nosso, i é, dos que sustentam os ideais do Liberalismo político e da vida democrática, velar para que nossa democracia não se venha a converter numa qualquer outra coisa ou em algo que os antigos chamavam Oclocracia, ou seja, o domínio das massas imbecis.
De fato um conceito sadio de democracia supõe sempre algo a que se chame povo ou um conjunto de cidadãos. Em contraposição a povo temos massa, algo inconsciente e formado por homens e mulheres ignorantes, idiotizados, acríticos e manipuláveis.
As massas não parecem ter ideais muito elevados e por isso mesmo contentam-se em ter satisfeitas suas necessidades mais elementares como comer, beber, fumar, procriar e curtir, nada muito além... Via de regra são as massas miseráveis ou carentes de quase tudo, e por isso seus ideais são básicos ou elementares...
Isentas de qualquer ideal político as massas não oferecem qualquer perigo para os poderosos ou para os demagogos.
Já por serem extremamente dóceis e manipuláveis.
Por questão de necessidade as massas se vendem e vendendo-se são contidas.
Basta que o líder ou os lideres lhes deem> Pão e circo i é Pão, churrasco, cerveja, sexo fácil, fumo e ruídos para que se satisfaçam e não incomodam. As massas contentam-se com migalhas ou esmolas ofertadas pelos demagogos e por isso são oportunas.
O cidadão, tendo uma condição de vida média e satisfeitas suas necessidades básicas, bem pode alçar-se as regiões do abstrato, idealizar algumas coisas - Como a partilha do poder! - e aspirar por elas. Por ter atingido certo nível de consciência é o cidadão uma ameaça para o demagogo e também para o patrão, para o mago...
As massas e o zumbi, não incomodam a quem quer que seja, não representam ameaça alguma, não são causa de inquietação...
E no entanto a questão que aqui se coloca é a do acesso ao poder.
Pois desde que mundo é mundo, são as massas, sutil ou declaradamente, controladas.
A bem da verdade são compradas por meio das migalhas ou esmolas que recebem.
E sendo as massas o que são, não vejo outra solução possível.
Por isso a Democracia atribui o acesso e o controle do poder a outra entidade, a que chamamos Demos ou Povo, uma agremiação formada por cidadãos conscientes, a cidadãos formados por um processo educativo ou emancipatório.
Agora para que tal elemento político - O Povo, exista de fato, é necessário um ingrediente econômico.
As massas alienadas tanto hoje quanto nos belos tempos do Império romano, são formadas pelos miseráveis, pelos que quase nada tem e pelos que, quase nada tendo, sequer podem satisfazer suas necessidades básicas. Posto que a miséria produz a dependência e a falta de acesso a educação produz a conformidade.
Uma economia que produz miséria impulsiona o processo de massificação e tira vantagem da massificação, gerando um círculo vicioso reforçado pelo fundamentalismo religioso e pela tirania ou pela demagogia.
Para que haja povo ou um conjunto de cidadãos conscientes, devem eles, economicamente falando, gozar de uma condição média > A qual lhes franqueie acesso a certo nível de comodidade ou conforto, e possibilite a formação do espírito por meio da instrução.
No tempo presente, as estruturas econômicas, a situação política e certas expressões religiosas, conjugaram-se, tendo em vista a produção de massas ou de pessoas sem consciência. Isto porque almejam controla-las econômica, política e socialmente, tornando sua servidão invencível.
Se o setor responsável por gerir o processo educativo, curva-se diante dos poderes econômicos e diante dos clamores suscitados pelo sectarismo religioso, não se deve esperar coisa alguma dele, a exceção de uma instrução aparente.
Oferecer as massas uma educação de qualidade ou uma instrução esclarecedora equivaleria a entregar aos presos a chave da cela, e o carcereiro, imbuído de sua vocação, não o fará.
Temos massas, fabricação acelerada de massas, despersonalização, desumanização... E temos um discurso politicamente liberal ou democrático, o qual, dentro de certas condições é não apenas válido como desejável.
Eu aspiro por ideais democráticos e por uma vida democrática que garanta, na perspectiva mais ampla, o exercício das liberdades.
Porém democracia só se faz com povo ou é feita, é construída, é implementada, pela atuação de cidadãos conscientes. Alias quanto mais direta um democracia é, melhor é.
Com massas o que temos jamais será democracia porém Oclocracia. Algo em entram diversos ingredientes, como demagogia, certo nível de manipulação ou dominação sutil e acordos.
Implica a Oclocracia, que as massas tenham certo nível de acesso ao poder ou que obtenham algo em troca - Como o cão, a quem o gatuno atira um osso, para poder ter acesso a casa que pretende roubar... As vezes esse osso poder até ser um pedaço de carne ou mesmo um suculento bife - Uma vez que o assaltante obterá ouro...
É uma espécie de troca.
Por meio da qual as massas alienadas obtém os 'bens' que, por absoluta, falta de educação ou instrução, veio a desejar - Pois caso fosse educada aspiraria por outras coisas ou por verdadeiros bens.
Contentam-se as massas com - Futebol, carnaval, novelas, showzinho gospel, falsas moralidades, cachaça, fumo, drogas, sexismo, etc enquanto os demagogos rapinam o erário. Fornecido o ópio ou o circo, as massas não se mexem, não se movem, permanecem inertes...
O Estado demagógico, por meio da cultura, condiciona as massas a fruírem de tais 'bens', inclusive ocultando-lhes outros bens, que de fato são bens. Apenas para em seguida fornecer-lhes tais bens, e assegurar a paz: "O que eu quero é ser feliz na favela onde eu nasci.".
Mas só é feliz na favela e nela deseja viver, quem por ignorar horizontes mais amplos, cuida ser ela, a favela, o mundo...
Ocultem o mundo, o outro mundo, aos aprisionados, e eles se sentirão super felizes dentro da caverna...
A Educação hoje consiste basicamente nisso: Em mostrar o que já se conhece e jamais apresentar o que não se conhece ou ignora. E nem podemos aspirar pelo que ignoramos.
Mantemos o discurso em torno da democracia e do liberalismo político, mas não concedemos as massas pleno acesso ao poder.
É o caminho da Oclocracia.
A passagem para o caos.
Pois em certo momento poderão as massas exigir mais.
E se um dia, por obra do deus acaso, conquistarem o poder e exercerem o controle...
Conhecemos, lamentavelmente, a ditadura de um ou de alguns.
Que seja ditadura de um grupo social ou uma ditadura de massas, ignoramos supinamente.
O quanto quero dizer é que ao fabricar massas podemos estar forjando um futuro terrível ou pior que tudo quanto já vivenciamos.
Deveríamos estar instruindo, educando, formando cidadãos críticos, dirigindo para a Ética, personalizando, humanizando...
O que o Estado, a serviço do lucro e da superstição, tem feito é semear a miséria, despersonalizar, desumanizar, promover a ignorância, expandir a alienação, etc - Com o que se solapa a democracia e se suscita críticas intempestivas, não poucas vezes justas.
Não poucas vezes o que se repudia e combate não é a Democracia ou o tipo ideal de vida democrática porque aspiramos e sim essa corrupção chamada Oclocracia - O domínio das massas idiotizadas.
Muitas vezes o que se rejeita e combate é apenas sombra de democracia ou uma democracia degenerada e decadente.
Tal o quadro sinistro das coisas...
Nossa democracia se vai desacreditando.
O clamor das massas imbecilizadas e satisfeitas aumenta dia após dia. Como nuvens que prenunciam uma tempestade...
No Brasil parte das massas identitárias ocupa-se de coisas totalmente inúteis, como em elevar o Funk e o 'ripe rope' ou a dança de rua, as alturas... Enquanto o outro lado, deseja a instauração de uma Teocracia bíblica...
De extremo a extremo vagam as massas...
E não sabemos no que resultará tudo isso.
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domingo, 3 de dezembro de 2023
Oclocracia ou, quando a Democracia desanda...
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domingo, 10 de setembro de 2017
Dialogando com Marx, Weber, Pareto e Toynbee
A Ética apenas assume com absoluta propriedade um caráter de normatividade, determinando como as coisas deveriam ser e projetando seu discurso num tempo futuro.
A psicologia, como a medicina convencional é normativa no sentido em que os fenômenos por elas identificados produzem, no elemento humano, certos efeitos desagradáveis, que eles humanos aspiram ver eliminados. Via de regra há acordo entre o médico e o psicólogo e seus pacientes no sentido de que determinada realidade corporal ou psicológica deva ser eliminada, e portanto quanto a sua avaliação negativa em termos mais ou menos subjetivo.
Sempre poderíamos estender o problema da Medicina e da Psicologia a Sociologia partindo do suposto que existam determinadas patologias sociais que precisam ser eliminadas e não apenas detectadas e descritas. Para alguns críticos seriam tão monstruoso limitar-se a descrever certas realidades sociais quanto limitar-se a descrever certas patologias somáticas ou psíquicas e recusar-se a interferir eliminando-as.
No entanto a situação a ser encarada não é assim tão simples quanto parece pelo simples fato do corpo e da mente humanos formarem uma unidade mais orgânica ou evidente do que por assim dizer o corpo ou grupo social, cuja unidade nem sempre é conscientemente percebida ou sentida por todos os membros com a mesma intensidade. Havendo quem vida em sociedade e não tenha qualquer índica de consciência social. Enquanto a unidade física e mesmo mental parte de determinado fundamento material que geralmente não ousamos questionar seriamente, a unidade social supõem sempre e necessariamente um nível de consciência mais acurado ou uma prévia educação de implique determinados princípios e valores, os quais tanto podem reforçar quanto diminuir a percepção social do individuo, isto a ponto de alguns não se sentirem como pertencentes a qualquer grupo social, encarando a si mesmos como elementos isolados, tal o ponto de vista do individualismo.
Destarte o problema da estrutura social, da organização social, da consciência do social e do pertencimento esta diretamente relacionado com o problema da cultura e com a dimensão ética da vida, da formação, dos princípios e dos valores que recebemos.
Não é certamente questão de Sociologia pura a questão da Sociedade ideal porque aspiramos. Isto porque os indivíduos tendem a conceber a Sociedade futura em termos bastante diferentes ou até opostos, conforme os princípios e valores que cultivam. Assim se temos uma proposta socialista, outros tem uma proposta individualista ou liberal economicista. Como afirmar que ambas as propostas antitéticas tenham o mesmo fundamento: a percepção, a experiencialidade, a cientificidade enfim? Ao menos no campo da Sociologia a ideia de uma normatividade empírica, objetiva e científica se nos parece no mínimo problemática e nem vemos como o campo da Sociologia possa superar a divisão reinante entre os modelos Socialista e Capitalista de organização social, os quais são excludentes e inconciliáveis por definição.
Destarte ao que chamam Normatividade Sociológica prefiro transferir honestamente para o terreno da Ética ou dos princípios e valores ideais propriamente ditos. Reconhecendo que é a Ética e não a Sociologia que cabe examinar e discutir a questão dos princípios e valores que o positivismo tão arrogantemente despreza por ser metafísica ou especulativa. Separamos a Sociologia da Ética - negando portanto seu caráter normativo - não negamos a Ética, pelo contrário assumimos a ética essencial ou objetiva da pessoa nos mesmos termos que o velho Sócrates. Apenas não temos a vã pretensão de vende-la como algo perceptível, empírico ou científico.
Marx, já o dissemos e repetimos umas mil vezes, não tirou seu modelo de sociedade futuresca, isento de contradições e injustiças daquilo que é ou por via da experiência, mas da Ética e da Ética Cristã/Católica que lhe havia sido inculcada por Wietling, tal sua fonte em termos de cultura, princípios e valores; a qual nada tem de científica. O Socialismo, sejamos honestos e francos, nada tem de científico e menos ainda o comunismo que é uma forma de socialismo ainda mais radical ou extremista. Não existe Socialismo científico, a ciência Social termina com a crítica as contradições internas, materiais e econômicas existentes na estrutura do capitalismo. A Crítica econômica feita aos defeitos estruturais do Capitalismo, e cujo fim á demonstrar sua irracionalidade e inconveniência esta a precipuamente científica. E no entanto negar ou questionar o Capitalismo não equivale a substitui-lo por qualquer outra coisa inexistente ou por qualquer projeto futuro. Tudo e qualquer projeto social voltado para o futuro pressupõem sempre e necessariamente determinados princípios e valores, os quais são de natureza ético/especulativa ou metafísica e não de natureza empírico/científica.
Em que pesem as manobras ideológicas feitas pelo sr K Popper, há um conteúdo científico em Marx, sua crítica formal a estrutura capitalista vazada no 'Capital', de par com um elemento utópico ou futuresco - de natureza ética - vazado no 'Manifesto comunista' e que é o próprio comunismo. O comunismo, como toda crítica ao que temos ou ao que é dado, supõem sempre uma ordem natural que toca a essência das coisas e com que deva conformar-se a realidade, sendo a realidade mensurada pela idealidade. E já percebemos que esta petição metafísica não vai bem com o ateísmo e o materialismo professados pelo próprio Marx. Temos aqui um corpo sem pernas... Incapaz de sustentar-se face a uma crítica mais acurada e que por isso mesmo vem ao chão.
Com efeito, caso me perguntassem sobre o que é dado ou o que vejo em termos de organização social, teria, surpreendentemente, de concordar com o diagnóstico de Wilfredo Pareto mesmo nas sociedades mais avançadas e socialmente equilibradas - como a dos antigos incas - não se foge a regra e tudo quando vemos, ao menos ate a atualidade pode ser sim definido em termos de massas e elites. Assim o que vemos são massas controladas por elites e as elites controlando e oprimindo as massas. Importa segundo Pareto que as diversas estruturas sociais garantam aos elementos mais bem preparados, talentosos ou merecedores, acesso aos nichos sociais mais elevados ou a posições de controle, movimento por ele denominado 'circulação das elites'. Uma Sociedade qualquer em impeça a ascensão dos elementos mais bem preparados é uma sociedade ineficaz, não funcional e portanto a beira do abismo ou prestes a entrar em colapso.
A análise de Pareto não me parece nem um pouco forçada ou artificiosa caso observamos aquilo que temos ou aquilo que é dado e Sociedade alguma me parece fugir a este paradigma. Isto a ponto do atilado Pareto partindo com que é dado, ter elaborado sutilmente uma teoria de elites, que muito sutilmente veio a assumir um caráter metafísico, em oposição a proposta socialista. De fato os sucessores e colaboradores de Pareto no afã de opor algo de mais consistente ao Socialismo, atreveram-se a ultrapassar a demarcação positivista ou weberiana e a declarar que a Sociedade não apenas tinha sempre sido assim, mas que certamente sempre haveria de ser assim. De modo que os adeptos da teoria elitista, partindo da análise científica de Pareto, e assumindo um tom de previsibilidade característico apenas das ciências exatas, deram-se a profetizar, asseverando que a dominação da Massa pela Elite implica uma dinâmica natural, essencial e portanto imutável... Produziram assim um discurso tão metafísico quanto o socialista, partindo do que é para concluir a respeito de como sempre seria...
Cumpre aqui estabelecer o mesmo critério já assumido quando a Marx a analise de Pareto em termos daquilo que é nos parece perfeitamente objetiva e válida. Já a postura assumida por seus discípulos segundo a qual Pareto teria descoberto um movimento responsável por regular todas as Sociedades para todo sempre, i é o elitismo, merece ser situada com o Socialismo e o Comunismo no plano abstrato metafísico da idealidade.
A bem da verdade, sempre que observamos as Sociedades de mais perto, tendemos a concluir que a decantada superioridade das elites acha-se na dependência de diversos fatores, em sua totalidade acidentais ou culturais e não essenciais - assim a força acima de tudo e em seguida a educação ou as crenças religiosas. Há um conteúdo de esperteza aqui. O qual hipoteticamente sempre poderia ser assimilado ou cultivado pelas massas... associado a um conteúdo de coerção física. Nada que toque a essencialidade do ser pressupondo uma dinâmica eterna e imutável.
A princípio as relações entre opressores e oprimidos tinham por padrão a força bruta. Cujo emprego teve de ser repensado na medida em que a humanidade evoluia em termos de Ética e de Cultura, questionando este tipo de padrão e classificando-o como inadequado. Curiosamente as religiões, amiúde classificadas como obscurantistas, tiveram um papel significativo dentro deste processo. Assim o culto egipcio de Aton, o Zoroastrismo, o Budismo e o Catolicismo antigo.
Na medida em que o padrão da força era questionado as diversas sociedade em questão tiveram de refinar os meios de controle ou de produzir um novo meio de controle, a saber um meio de controle ideal, imaterial, ideológico, formativo em termos de logro ou esperteza. Desde então o objetivo foi tentar convencer as massas de que eram massas e de que deviam ser controladas, oprimidas, dirigidas ou governadas porque este tipo de relação - senhor e súdito - havia sido disposto pelos deuses (ou por Deus) ou - numa leitura metafísica - pela natureza. Daí o sucessivo apelo a instâncias culturais como o templo, a escola, etc A religião teve de ser mais e mais cooptada pelo poder político e a educação monopolizada por ele tendo em vista a formação de uma consciência subserviente e conformada.
Desde então as massas foram ensinadas a crer que deviam ser comandadas em razão de sua inferioridade essencial. Impuseram-se as relações elitistas mas por via da cultura ou do logro. Claro que a situação de desigualdade era fabricada e reforçada pela fruição desigual dos bens materiais e meios de produção, pela falta de acesso a informação e em última análise pela própria força. O elemento chave no entanto era o discurso filosófico ou religioso, cujo termo final era a essencialidade. Então o que salta a vista aqui é a produção, artificiosa, de uma cultura da submissão, da divisão social e da hierarquia, tudo humano, muito humano e nada transcendente.
Este tipo de relação conseguiu predominar, no Ocidente; ao menos até a Revolução Inglesa de 1649, na qual, por primeira vez damos com um ideal igualitário ao menos em termos políticos representado por Liliburne. Nem por isto deixa esta Revolução de ser burguesa e eminentemente burguesa pelo simples fato de que o ideal igualitário jamais deixou de ser ideal para ser aplicado em qualquer uma de suas fases.
Outra e totalmente distinta era a situação da Revolução Francesa, cujo substrato cultural era bem outro (Católico inda que a fé Católica estivesse em declínio). Nela por primeira vez, com o virtuoso e incorruptível Robespierre temos uma fase socialista ou popular cuja continuidade - malograda - foi assumida por Babeuf.
Com a Revolução Russa de 1917 topamos pela primeira vez na História (a exceção talvez da Comuna de Paris - 1870) com uma Revolução em que podemos identificar uma certa participação consciente de elementos populares tomados as classes mais baixas da sociedade, assim dos operários. Não queremos dizer com isto que os operários organizaram ou fizeram tudo ou mesmo que constituíram o elemento preponderante nesta Revolução, uma vez que os quadros ou líderes sairam em sua maior parte das classes médias. Temos no entanto a participação ativa e consciente de elementos populares, a qual deve ser assinalada como uma novidade.
Temos aqui parte das massas desmassificada e transformada em povo por meio de um processo educativo prévio ou de uma tomada de consciência. O que parece mostrar-nos que o caráter dos elementos constituitivos das massas não é natural ou essencial mas cultural e portanto mutável. O que parece apontar-nos sim para a uma saída policrática e socialista em termos de igualdade relativa, já em termos políticos já em termos econômicos.
É verdade que juntamente com a emancipação deste elementos, que deixam de ser massa para vir a ser povo consciente de sua missão enquanto agente da História, assistimos a um outro movimento curioso analisado por Ortega Y Gasset que é a rebelião ou sedição das massas, aqui sempre cegas, inconscientes e portanto manipuladas por outro segmento, seja progressista ou conservador. Sim, as massas também se movimentam, mas noutro plano - não formativo, educativo ou consciente - tanto mais imediatista do pão e circo; pedem pão, vinho, carne, roupa, espetáculos (carnaval, futebol, novela, etc), etc e dão-se por satisfeitas com isto, mesmo quando permanecem oprimidas pela Elite. Não poucas vezes no bojo de uma Revolução progressista o movimento das massas - cegas, inconscientes e manipuláveis - pode ser perigoso.
O Objetivo do Socialismo não pode ser levar as massas enquanto massas a rebelarem-se contra as elites porque um hipotético controle das massas seria ainda mais danoso. Sei que os socialistas não apreciam ouvir este discurso, mas o que buscamos é transformar as massas em povo consciente por meio de um processo educativo. Isto sob pena de jamais haver qualquer tipo de revolução - ou transformação significativa e impactante - a qual para ser bem sucedida deverá partir sempre do povo e não de quadros dirigentes. A tarefa precípua do 'partido' operário ou popular não é fomentar sedições elitistas de esquerda (Exceto se e quanto diz Engels a ordem democrática for profanada pelos próprios liberais cedendo espaço ao despotismo) mas produzir um povo i é uma multidão de pessoas conscientes a respeito de sua condição social e sobre a necessidade de muda-la.
Curiosamente o aspecto em que Marx e Mosca parecem estar de acordo é justamente a respeito da sansão ideológica e religiosa, ou da alienação, enquanto elemento chave para compreendermos a sobrevivência de tais modelos sociais no curso da História. Tais relações sociais, ainda que desagradáveis foram mantidas porque a instância ideal/cultural representada pela filosofia ou pela religião, dispos-se a ocultar/disfarçar as verdadeiras causas, sociais, da desigualdade. Até onde sabemos situação alguma de desigualdade social foi aceita enquanto tal (Exceto enquanto vigorava o padrão da força) pela parte oprimida, tendo em maior ou maior medida de ser disfarçada ou suavizada por um discurso essencialista de matiz religioso ou metafísico.
O que mais uma vez nos leva a questionar o tão decantado materialismo marxista. Afinal se a materialidade chã dispõem de tanta força ou poder por que as causas materiais, sociais ou culturais da desigualdade precisam ser disfarçadas por um discurso metafísico??? Se a materialidade é tudo porque em cada sociedade examinada a relação opressor/oprimido deve receber uma sansão religiosa para ser socialmente aceita? Se nada há de mais persuasivo do que a simples materialidade por que as relações sociais de dominação e domínio precisam recorrer a alienação, compreendida mormente como chancela social atribuída por uma instância ideal???
Este simples questionamento a respeito da força social do elemento ideal/imaterial é que conduz-nos naturalmente ao conceito de Mimesis formulado por Toynbee e nos ajuda a compreende-lo, de modo a que possamos compreender com maior propriedade ainda algumas situações de estabilidade quase ideal experimentadas por algumas sociedades. Por estabilidade quase ideal devemos compreender o que é chamado por outros como picos de civilização em que dada civilização intensificou seu ritmo de produção cultural numa escala incomum.
A título de exemplo podemos citar as seguintes situações sociais:
- Os primórdios da Sociedade Sumeriana. Período proto Histórico até Urukagina de Lagash )ao menos em Lagash)
- O Egito de Snefru e demais construtores de pirâmides, o Médio Império dos Sesóstris, o Novo Império de Tumósis III e Amenófis III, o Novo Império de Ramsés II (duvidoso para alguns) e a Renascença saíta.
- A Babilônia de Hamurabi (duvidoso para alguns)
- A Fenícia dos séculos X e IX a C
- A Atenas do século V a C
- A Bizâncio do século IV d C e a Bizâncio dos séculos IX - XII d C
- A Europa do século XIII
- Portugal do século XV
- A França do século XVII
Para mim, dentre todas elas, o paradigma mais nítido é o da Atenas em seu período áureo.
Sem mistificar ou negar que em cada uma destas Sociedades permanece sempre algum índice de desconformidade ou desconforto - que nos impede de falar uma estabilidade absoluta - se nos parece que foram as que mais se aproximaram-se de um padrão 'ideal' em termos de Unidade ou aglutinação social. A impressão que temos ao encarar a Atenas do século V a C, a Bizâncio do século IX ou a França do século XVII é que determinada proposta ou ideário social, com todo um corpo de princípios e valores envolvidos, acabou sendo conscientemente aceita por cada grupo daquelas sociedades fazendo com que assumissem a própria condição dada, diminuíssem o atrito e em relativo equilíbrio intensificassem as produções culturais atingido um grau bastante elevado de civilização. É como se uma ideia ou um propósito impregnasse o conjunto de determinada sociedade suavizando a oposição existente entre os grupos. Esse assumir uma consciência comum - massas e elite, elite e massas é o que se chama Mimesis.
O que temos hoje em termos de cultura não é apenas a ausência da Mimesis ou da assimilação cultural por parte das massas - por vezes em movimento cego e inconsciente de sedição - mas a completa ausência de Unidade cultural mesmo entre as elites que dirigem ou pretendem dirigir nossas sociedades. Inexiste qualquer elemento comum em termos de cultura seja quanto as elites ou quanto ao setor médio da produção econômica. Elite, setor médio e massas orbitam em torno de ideários, princípios, valores e crenças totalmente diferentes. De modo que o estado de conflito entre os diversos grupos sociais, classes, setores, categorias, etc tende a ser cada vez maior e a pulverizar todas as estruturas. A falta de qualquer ideário ou proposta largamente disseminada ou aceita pela maioria dos elementos em cada classe ou grupo social indica-nos um período de dissolução.
Para complicar ainda mais as coisas temos a viva impressão de que o tão decantado mecanismo de circulação das elites não tem sido nem um pouco favorecido pelo sistema capitalista. A tentativa de demonstração feita pelos apologistas do Capitalismo e segundo a qual as famílias que dominavam o Mercado há cerca de cem anos não são mais as que o dominam nos tempos atuais não prova absolutamente nada. Dá por suposto o que deveria demonstrar isto é que os sucessores dos Carnegie, dos Ford, dos Astor, dos Vanderbild, etc são de fato os mais hábeis quanto a inteligência é claro... A menos que devamos compreender a elite de Pareto como uma elite de trapaceiros sem consciência os quais chegaram até onde chegaram não porque tivessem méritos mas porque não tiveram ética e foram capazes de tudo... Toda História registrada sobre o capitalismo contemporâneo conduz-nos a esta conclusão - não em termos de circulação de méritos ou de competência, e sim em termos de circulação de medíocres, ou mesmo de idiotas sem consciência.
De fato em tudo o Capitalismo aponta-nos a ascensão dos medíocres e não dos geniais, dos intelectuais, dos superiores, etc os quais parecem concentrar-se sempre nos setores médios da economia onde parecem ser propositalmente mantidos pelos senhores medíocres com o objetivo de serem usados. Parece haver um stock de intelectuais na classe média e não consigo compreender porque não conseguem ascender como grupo ao comando do sistema e porque devam prestar serviços aos medíocres que ocupam seu topo. Esta dinâmica não me parece corresponder nem um pouco a dinâmica apresentada por Pareto seja numa perspectiva Histórica ou ideal. O que percebo é a monopolização do comando das operações econômicas pelos medíocres sem consciência e um estancamento da circulação das verdadeiras elites, as quais no atual modelo jamais passam dos setores médios, quando deviam ascender ao topo...
Será esta situação desejável ou normal nos simples termos de Pareto (Por trás de cujas constatações tentam os capitalistas escudar-se)? Sou pela negativa. Certamente na medida em que os indivíduos mais aptos ou capacitados perceberem as limitações que lhes são impostas pelo sistema capitalista, e tornarem-se conscientes de que ocupam uma posição subalterna, tenderão a questionar, não menos que K Marx a viabilidade deste sistema e a necessidade de procurarmos outros modelos.
Sem mistificar ou negar que em cada uma destas Sociedades permanece sempre algum índice de desconformidade ou desconforto - que nos impede de falar uma estabilidade absoluta - se nos parece que foram as que mais se aproximaram-se de um padrão 'ideal' em termos de Unidade ou aglutinação social. A impressão que temos ao encarar a Atenas do século V a C, a Bizâncio do século IX ou a França do século XVII é que determinada proposta ou ideário social, com todo um corpo de princípios e valores envolvidos, acabou sendo conscientemente aceita por cada grupo daquelas sociedades fazendo com que assumissem a própria condição dada, diminuíssem o atrito e em relativo equilíbrio intensificassem as produções culturais atingido um grau bastante elevado de civilização. É como se uma ideia ou um propósito impregnasse o conjunto de determinada sociedade suavizando a oposição existente entre os grupos. Esse assumir uma consciência comum - massas e elite, elite e massas é o que se chama Mimesis.
O que temos hoje em termos de cultura não é apenas a ausência da Mimesis ou da assimilação cultural por parte das massas - por vezes em movimento cego e inconsciente de sedição - mas a completa ausência de Unidade cultural mesmo entre as elites que dirigem ou pretendem dirigir nossas sociedades. Inexiste qualquer elemento comum em termos de cultura seja quanto as elites ou quanto ao setor médio da produção econômica. Elite, setor médio e massas orbitam em torno de ideários, princípios, valores e crenças totalmente diferentes. De modo que o estado de conflito entre os diversos grupos sociais, classes, setores, categorias, etc tende a ser cada vez maior e a pulverizar todas as estruturas. A falta de qualquer ideário ou proposta largamente disseminada ou aceita pela maioria dos elementos em cada classe ou grupo social indica-nos um período de dissolução.
Para complicar ainda mais as coisas temos a viva impressão de que o tão decantado mecanismo de circulação das elites não tem sido nem um pouco favorecido pelo sistema capitalista. A tentativa de demonstração feita pelos apologistas do Capitalismo e segundo a qual as famílias que dominavam o Mercado há cerca de cem anos não são mais as que o dominam nos tempos atuais não prova absolutamente nada. Dá por suposto o que deveria demonstrar isto é que os sucessores dos Carnegie, dos Ford, dos Astor, dos Vanderbild, etc são de fato os mais hábeis quanto a inteligência é claro... A menos que devamos compreender a elite de Pareto como uma elite de trapaceiros sem consciência os quais chegaram até onde chegaram não porque tivessem méritos mas porque não tiveram ética e foram capazes de tudo... Toda História registrada sobre o capitalismo contemporâneo conduz-nos a esta conclusão - não em termos de circulação de méritos ou de competência, e sim em termos de circulação de medíocres, ou mesmo de idiotas sem consciência.
De fato em tudo o Capitalismo aponta-nos a ascensão dos medíocres e não dos geniais, dos intelectuais, dos superiores, etc os quais parecem concentrar-se sempre nos setores médios da economia onde parecem ser propositalmente mantidos pelos senhores medíocres com o objetivo de serem usados. Parece haver um stock de intelectuais na classe média e não consigo compreender porque não conseguem ascender como grupo ao comando do sistema e porque devam prestar serviços aos medíocres que ocupam seu topo. Esta dinâmica não me parece corresponder nem um pouco a dinâmica apresentada por Pareto seja numa perspectiva Histórica ou ideal. O que percebo é a monopolização do comando das operações econômicas pelos medíocres sem consciência e um estancamento da circulação das verdadeiras elites, as quais no atual modelo jamais passam dos setores médios, quando deviam ascender ao topo...
Será esta situação desejável ou normal nos simples termos de Pareto (Por trás de cujas constatações tentam os capitalistas escudar-se)? Sou pela negativa. Certamente na medida em que os indivíduos mais aptos ou capacitados perceberem as limitações que lhes são impostas pelo sistema capitalista, e tornarem-se conscientes de que ocupam uma posição subalterna, tenderão a questionar, não menos que K Marx a viabilidade deste sistema e a necessidade de procurarmos outros modelos.
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domingo, 7 de maio de 2017
Os Falsos salvadores fabricados por uma esquerda inepta ou o significado de Le Pen
Sem ser materialista ou marxista ortodoxo devo confessar que no momento presente temos um Sociedade mergulhada até o pescoço no pântano ou lodaçal do materialismo e guiada em sua maior parte por necessidades econômicas.
Boa parte das pessoas já não tem valor. Precisamente porque tem preço, são venais e se vendem, e se prostituem mesmo quando condenam a prostituição convencional, alias a mais inocente.
Assistimos, alias desde a falência da Reforma protestante, uma avalanche de ceticismo e materialismo. Tolo e supinamente tolo quem atribui a gênese ou mesmo o triunfo do materialismo ao Comunismo/marxismo com o simples objetivo de sataniza-lo. A gênese deita raízes em 1521 (Lutero) e afirmação, a ascensão do modelo capitalista de produção. Jamais será ocioso repetir que os comunistas receberam seu materialismo como herança ou legado entregue pelo liberalismo econômico. Nem Anarcharsis Clothes, nem La Metrie e muito menos D Holbach era comunistas e menos ainda socialistas...
Desde então, até hoje, e mais ainda após o Vaticano II entre as sociedades ditas 'católicas' ou romanistas, a maré do materialismo não cessa de avolumar-se. Gostando ou não dele, ai esta e inserindo-se cada vez mais na cultura, mesmo quando mantem falsas aparências de religiosidade ou afeta Cristianismo (rsrsrsrsrsrs).
Observem como a imprensa atual ou os meios de comunicação de massa esforçam-se por acusar, denegrir e surrar a igreja romana e em geral as formas Católicas ou episcopais do Cristianismo (Anglicanismo, Ortodoxia). Dia após dia, ano após ano, a propósito de qualquer coisa trás novamente a baila a inquisição, as superstições medievais, as violências realizadas pelos antigos concílios, etc Os Catolicismos vivem sob um ataque sistemático há mais de meio século e já adianto que a principal razão disto é que - muito mais do que o protestantismo (Individualista por definição) - é que estas formas fomentam ou alimentam, ainda que inconscientemente, um certo espírito de solidariedade social, de unidade, de 'gregarismo' que não corresponde de modo algum as aspirações do Capitalismo.
O Capitalismo odeia instintivamente o Cristianismo antigo, legítimo, original, histórico, importado do Oriente. Seu, 'seu' cristianismo, batizado, crismado, colonizado, adaptado e servil chama-se protestantismo 'A religião essencialmente burguesa' como definida por F Engels. O 'A Ética protestante e o espírito do Catolicismo' não foi escrito por acaso e classificado como a obra do século. Nem 'Os demônios descem do Norte' ou o "Socialismo uma utopia Cristã' são obras de pouco calado.
Leiam e ficarão sabendo muito bem porque nossa imprensa ou nossos meios de comunicação de massas, todos privados, amancebados com a política liberal e influenciados senão também comandados pelas lojas maçônicas vivem passando a mão na cabecinha do protestantismo e do islamismo, dispensando a tais obras religiosas um tratamento totalmente diferenciado ou cavalheiresco. A ponto de estarem subvertendo por completo a História ao apresentar o islamismo como uma religião de amor e paz; amiga da ciência (!!!) e comprometida com os direitos do homem (!!!) E isto, céus eternos, com o apoio entusiástico de uma esquerda completamente burra ou supinamente ignorante em termos de História religiosa.
Dir-se-ia que chegamos ao fundo do poço.
Coisa nova ou novidade debaixo do sol?
Memoremos que a fé protestante, biblicista, fundamentalista e tosca, ora em ascensão e nosso pais e responsável direta pela afirmação do ideário conservador a que estamos assistindo (Decididamente apoiado pela quase que totalidade dos pastores pentecostais), foi introduzida neste pais a século e meio com decidido apoio das Lojas Maçônicas. E com um propósito definido, alias intuitivamente, facilitar a ruptura com nossas tradições culturais e por meio da nova fé individualista abrir as mentes dos brasileiros de modo a receberem uma nova forma, a forma capitalista...
Sabiam desde o princípio o que mais tarde veio a ser empiricamente verificado lá na grande República do Norte por meio de tantas pesquisas e muito bem estabelecido e expresso nas obras já clássicas de Ch Dawson e Butterfield, que a introdução de uma nova fé numa Sociedade tende a transformar suas estruturas sociais por meio da cultura.
Sabiam que a assimilação da fé protestante com seu conteúdo individualista nos aproximaria significativamente do modelo de organização social Yankee, iniciando o processo de puritanização, americanização, capitalização, etc a que ora assistimos.
Mudou alguma coisa? Algo de nodo debaixo do sol?
Os pastores como Malafaia, Felicianus, Everaldo, Campos et Caterva fazem o que querem por este pais afora semeando toda casta de preconceitos obscurantistas tomados a Torá ou a Tanak, semeiam a intriga, insuflam a intolerância, estimulam a violência, praticam golpes, fraudes e estelionatos, participam da corrupção política, comentem crimes e a alguém vê a imprensa empenhar-se em denuncia-los????
Chamam os africanos de malditos, os católicos de prostituídos, os ateus de inimigos do gênero humano... Afirmam que o lugar da mulher é na cozinha e que deve sujeitar-se o mando do marido, que os pobres são vagabundos ou amaldiçoados, que animais podem ser maltratados por não terem almas, que crianças devem ser castigadas com a vara, que homossexuais são pervertidos... Ousa opor-se a leis como a L Maria da Penha e Menino Bernardo... Pleiteiam pela aprovação de leis de exceção destinadas a exaltar suas seitas... Cortam as mãos de nossos índios... Põem fogo e incendeiam toda República e a imprensa venal permanece completamente muda.
Cidadãos são assassinados - Até com requintes de crueldade - por loucos e visionários estimulados por pastores irresponsáveis, pessoas são mortas em sessões de exorcismo, templos papistas e umbandistas são invadidos pro fanáticos de depredados, nossas escolas e prédios públicos são cada vez mais usados como 'igrejas' pelos fanáticos, a liberdade de cátedra dos professores e a laicidade do ensino público são questionados pelos neo inquisidores, toda uma bancada religiosa dedica a obter privilégios para suas agremiações e consequentemente para desmantelar o estado laico, seitas e pastores lavam dinheiro para políticos corruptos e empresas, candidatos religiosos (Pastor e Everaldo) envolvem-se com esquema de corrupção, demagogos religiosos apoiam formalmente a criminosa reforma da previdência, etc, etc, etc E... A imprensa silencia sobre praticamente todos estes fatos, passando o protestantismo como algo ideologicamente inócuo neste pais!
Vivemos num autêntico estado de cumplicidade, e por que?
Primeiro porque como já dissemos há uma afinidade eletiva entre o protestantismo e o modelo capitalista... E em segundo lugar porque o protestantismo É SUSTENTADO JÁ COM O DINHEIRO DOS ESTADOS UNIDOS OU DE SUAS EMPRESAS, JÁ COM O DINHEIRO DOS DÍZIMOS COLETADOS. Trata-se duma fonte de renda copiosa, parte da qual é cambiada a imprensa, a guiza de comprar-lhe o silêncio.
A propósito, todo cidadão deveria saber que toda essa conversa de 'liberdade de imprensa' - Que chega a imunidade, impunidade, irresponsabilidade, etc - tem servido de fundamento a um quinto ou sexto ou mesmo sétimo poder (junto ao exército, ao capital e as seitas religiosas), cuja operação consiste em ameaçar e chantagear os demais poderes - Seitas, partidos políticos, empresas, etc - com o objetivo de obter dinheiro ou fonte de renda fácil.
O método dessa máfia i é da imprensa venal é bastante simples e consiste no lema: Pagam-nos ou publicamos i é denunciamos publicamente. Como não podem obrigar a imprensa a publicar todos os escanda-los que acontecem e nem podem provar que seus meios estão a par de tais e tais crimes, ela vive 'investigando' e realizado seleções de caráter censitário. Aqueles que pagam aos grandes meios de comunicação, compram-lhes o silêncio e são canonizados por eles... Quem não paga é denunciado.
Sim meus amigos, meus senhores, meus leitores... Nada mais parcial, canalha, venal e corrupto do que esta imprensa que manipula a corrução, que seleciona crimes e escândalos, que cobra taxas e prebendas... Ou acreditais que apenas as igrejas, partidos ou empresas são corruptos e a imprensa impoluta??? Melhor acreditar no Papai Noel ou no coelhinho da Páscoa. A imprensa canoniza e protege a quem quer e quanto mais uma instituição ganha mais protegida e imune fica como nossas seitas cobradoras de dízimos ou financiadas pela sociedade Norte Americana.
Os pastores aqui e pelo mundo afora vivem de comprar silêncio e de passar por 'santos'. Apesar do Jerry Falwell... do Edir, do Feliciano, do Valdomiro, do Hernandez, do Malafaia, do Campos, do Everaldo e de todos estes canalhas, charlatães, trapaceiros, vagabundos e inimigos da humanidade. É gente blindada... Sobra assim para a igreja romana pagar o pato, por causa da Inquisição do século XVI kkakakakakaka Enquanto os trouxas pensam na Inquisição do século XVI pessoas são mortas em rituais de exorcismos pentecostais ao lado de nossas casas aqui no Brasilzão de 2017...
E o islã? Qual o caso o islã? Por que tanta comoção da respeito dos Sírios? Por que toda essa conversa sobre refugiados? Por que esse esforço titânico para ocultar a morte do mutazilismo? Por que tanto empenho em deturpar a História e desvirtuar o conceito de Jihad? Por que toda essa maquinação no sentido de adulterar a realidade e apresentar o islã do Boko Haram, do EI, do Taliban etc como religião de paz e amor?
PETRODOLARES, querido leitor - Não seja ingênuo e recorde-se que a maior reserva de Petróleo do Planeta encontra-se justamente debaixo de Macca e Medina!
O grande aliado do Norte compra o Petróleo a peso de ouro e o dinheiro passa das mãos dos soberanos e xeques e parte dele aos bolsos da imprensa ou grande mídia ocidental, a qual fica contratada com o objetivo de limpar a barra do islã ou de canonizado aos olhos dos idiotas. O islamismo deve ser uma religião de paz e amor - apesar do Corão e da Sunah - porque somos pagos para dizer isto... Porque como meios de comunicação pagos obedecemos ao princípio segundo o qual 'O cliente sempre tem razão', assim ele solicita informações e nos oferecemos ou fabricamos. Enquanto um Igreja Copta é explodida pelos maravilhosos muçulmanos no Egito com o saldo de trinta inocentes mortos... Mas quem se importa eram Cristãos, ademais orientais ou ortodoxos? Ainda se fossem pastores enviados pelos EUA ou um cardeal papista... Mas cristãos coptas Ortodoxos, quem se importa? Viva a paz e o amor do islã?
E as menininhas raptadas e estupradas pelos membros do Boko Haram? E as mulheres Yazids sequestradas e estupradas e as menininhas castradas diariamente nas Síria, Sudão, etc E a santificação da pedofilia na Árabia maldita??? E o apedrejamento de adulteras até a morte? E a execução de homossexuais no Iraque? E o linchamento de 'blasfemadores' no Afeganistão??? Quem liga pra tudo isto? Quem divulga? Quem denuncia? Quem cobra? Ninguém... Porque o islã tem de ser apresentado como belo e inocentado... São os PETRODÓLARES...
Já ouviram algum meio de comunicação questionar sobre o porque daquele paraíso na terra chamado Península arábica não receber as multidões de refugiados Sírios. Já não digo os Cristãos que não suspiram pela Santa Sharia, mas ao menos os muçulmanos sunitas? Evidentemente que não... Belo e edificante e ve-los migrar em massa com seus ulemas e xeques com o Corão nas mãos para o solo europeu, tendo e vista a implantação da Santa sharia e a arabização daquelas sociedades. Agora ouse alguma destas sociedades resistir e tentar questionar a entrada de ulemás e xeques com o Corão nas mãos, o sonho da Sharia, bombas e rifles em seu território!!!!???!!!! Canalhas, miseráveis, insensíveis, onde está a hospitalidade ou o sentido de humanidade de vocês???? Bonito esse discurso pago pela elite política e religiosa das Arábias com propósito intencionalmente proselitista não???
Mulheres são assediadas, dissidentes religiosos ameaçados, homens e mulheres fuzilados, restaurantes e lojas explodidos pelos adeptos dessa religião, não de qualquer outra e no entanto, ela nada tem a ver com isto. Poderiam ser budistas, católicos, hinduistas, ateus, etc PODERIAM, PODERIAM, PODERIAM... Mas são sempre os seguidores de Maomé, aquele do converte ou morre e das batalhas de Badr e Uhud...
E todavia é assim, quem paga sempre tem razão. Assim a Arábia...
Aqui nada de nodo debaixo do sol ou do céu, nada...
A novidade ou anomalia, é que aqui - quanto a apreciação ingenua, oportunista ou forçada do islã - a imprensa vela, parceira do capitalismo, conta com a solidariedade e apoio decidido da maior parte da esquerda. Convertida em clã ou horda de islamófilos, já desonestos, já ingênuos, burros, idiotas ou muito mal informados a respeito da História e do caráter desta religião.
Aqui não se faz qualquer tentativa de exercer um olhar mais crítico e quem o fizer fica exposto a acusação - aos olhos deles fatal - de islamofobia. Isto quanto os energúmenos não ousam falar em xenofobia confundido o conceito de raça ou etnia com religião ou fé que é algo totalmente distinto. Isto pelo simples fato de etnia ser dada pela natureza e não poder ser alterada pela vontade, enquanto que a fé religiosa é livre. Podendo ser abraçada ou abandonada sem maiores problemas nas Sociedades democráticas...
Neste caso, suposto que nossos temores e de parte da população sejam verdadeiros, e que refugiados ou imigrantes árabes, sírios, afegãos, etc aspirem passar a Europa, que crueldade há em condicionar sua entrada ao abandono de uma fé indesejável? A qual sancionando e santificando a agressão, a violência e a intolerância atemorizam as sociedades livres do Ocidente. Há xenofobia e crime se houver rejeição absoluta a entrada de determinada etnia em determinada sociedade, inclusive se esta rejeição tiver fundamentos econômicos e não compactuamos com isto, classificando semelhante postura como falta de humanidade. Já a imposição de determinadas condições para a entrada de tais pessoas, como o abandono de uma fé teocrática e responsável (Em parte) pela destruição de sua própria terra natal, nada tem desumana ou de absurda.
Todos os setores das Sociedades em questão, inclusive os mais humildes e sem voz tem pleno direito de ser ouvidos a respeito dos tais refugiados e da questão islâmica, sendo para desejar inclusive que qualquer decisão tomada seja objeto de plebiscito ou referendo e não de imposição tirânica baixada por estruturas políticas corruptas mancomunadas - Quero dizer compradas mesmo - com os líderes políticos do islã ou manipuladas por empresários sem consciência com objetivos financeiros. É a segurança e a cultura de povos e nações inteiras que esta em jogo, os quais tem pleno direito de manter suas identidades, liberdades, instituições, tradições, etc Portanto tais decisões não podem partir das elites políticas e menos ainda das pregações postas em circulação pela imprensa, mas das bases, das massas, da população.
E parte destas populações, cônscia de sua própria memória - Portugal, Espanha, Grécia, Países do Leste, etc - não querem receber os muçulmanos em seus territórios por já terem experimentado a djzia, a murtad, a sharia e terem sido ferozmente oprimidas pelos conquistadores islâmicos. Basta dizer que por séculos a fio as famílias gregas tiveram de oferecer seus filhos homens ao estado turco para que fossem educados na fé muçulmana e se tornassem janízaros após terem sido criminosamente raptados, sempre com o apoio unânime das autoridades religiosas... Comum é falar sobre os órfãos castrados pelo papa de roma (Castrati) mas quem é que fala dos meninos gregos raptados pelo conquistador muçulmano durante mais de cinco séculos???
Vira e mexe a imprensa toca no assunto do assassinato ou extermínio dos judeus por Hitler e seus nazistas; o que por sinal merece ser divulgado como ação torpe e execrável sem que no entanto se oculte, esconda, minimize ou despreze o extermínio de milhões de gregos do Ponto, assírios, siríacos e armênios pelos idos de 1914. E isto pelo simples fato deste extermínio ter sido inspirado senão promovido pelo islã e santificado pelos clérigos turcos. Que este extermínio de Cristãos pelo islã comparado com todas as inquisições Cristãs juntas, inclusive a protestante? Quase nada! A desproporção é colossal. E mesmo assim o islã passa por inocente, a ponto da imprensa venal e canalha descreve-lo como uma religião de paz e amor!
O finado Charles Foulcaut que o diga e o falecido embaixador russo na Turquia!
Até posso desculpar a esquerda inepta por ignorar tantos e tantos fatos históricos assaz conhecidos.
O que não se pode desculpar é não ter lido a já clássica obra de Reilly "O fechamento da mente islâmica." ou ainda "O fim da fé" de San Harris. A ponto de imaginar que o islã atual - sunita, acharita, hambalita, wahabita, salafita e jihadista - seja composto em sua maior parte por mutazilitas progressistas... Acordem seus idiotas, o mutazilismo foi exterminado pela inquisição acharita há quase mil anos!
Qual o resultado de toda esta ignorância religiosa acumulada?
O resultado de tudo isto é uma sociedade que se sentindo-se ameaçada pelo islã julga ter sido abandonada, traída e desamparada por uma esquerda insensível e arrogante.
Pior, parte desta Sociedade, tendo suas faculdades canceladas pelo temor e pela angústia, mostra-se prestes a cair nos braços de demagogos como Trump (O mentiroso canalha) e Le Pen.
Tudo porque a esquerda idiota se recusa a oferecer-lhe uma solução concreta, simplesmente a ouvi-la ou a dialogar com ela. Refugindo-se no mantra da islamofobia...
Como censurar o povo por, em tais contingências, acolher a tais demagogos como salvadores.
Mas é esta esquerda tola, insensível e arrogante, que ignorando o significado cultural e o perigo representado pela introdução do islamismo na Europa, que converte tais candidatos e políticos em falsos salvadores.
Ficando o povo, sempre povo e sempre oprimido, a ver navios e sem salvação alguma.
Não, eu não condeno os franceses que votaram na sra Le Pen e me recuso obstinadamente a condena-los. Temos de por o dedo no fundo da ferida, fazer 'me culpa' e no mínimo rediscutir seriamente a questão da presença islâmica nas sociedades europeias. É clamor que parte do povo e que por isso mesmo deve ser levado em consideração.
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