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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A farsa da Educação em S Paulo e munícipios (S Vicente) - Como professores sem consciência são comprados por um Bônus, os resultados são fraudados e o ESTADO FABRICA INTENCIONALMENTE MASSAS IMBECIS...

Certamente aqueles que leem meus repetitivos artigos sobre o problema da máfia ou farsa da Educação pública no Estado de S Paulo e munícipios colaboracionistas, professores sem consciência, etc devem estar se perguntando porque o ministério público ou o poder público ainda não abriram uma oitiva ou fizeram qualquer coisa diante da situação, alias, creio eu, fácil de averiguar. Por que ainda não me convocaram para depor, etc Porque eu adoraria faze-lo e não tenho receio ou escrúpulo algum quanto a isto - Sou socrático e creiam, mais fanático que qualquer anarquista ou comunista, sou cristão apostólico ou 'Católico' ortodoxo e das antigas, e tido em conta de pequeno burguês arrogante - Em suma não tenho o que temer e adoraria chutar o pau da barraca, no português chulo.

Acontece que neste país, quanto as coisas sérias e prementes (Como a imbecilização em massa por meio do desmonte ou da manipulação do ensino em todos os sentidos, e a facilitação do trabalho das seitas estrangeiras que sabotam nossa cultura > Proliferando em meio desses imbecis fabricados pelo e para o sistema.) faz-se um total e surdo silêncio, quando não encaram o 'denunciante' ou 'narrador' como louco, doido, desajustado, maluco, etc Nada de novo debaixo do sol e só não sou internado num hospício (Tal e qual os inconvenientes era internados em mosteiros durante a alta Idade Média) porque ao menos formalmente ainda temos Direitos humanos, democracia, liberalismo político, Constituição, etc Instituições que eu mesmo tenho assumido e defendido com unhas e dentes por representarem a civilização.

Tornemos porém ao tema e numa outra perspectiva.

Porque não adianta apenas culpabilizar o governo, e um governo muitas vezes posto a serviço do mercado e consequentemente em sintonia cultural com as seitas norte americanas e sua ideologia da estupides. Há que se olhar o outro lado, o dos colaboracionistas e eu jamais o ignorei em minhas análises.

Compreenda o leitor que não existe possibilidade de democracia, como não existe possibilidade e amparo trabalhista ou simples qualidade de ensino, sem combate ou luta. Parte de nossos ancestrais estava consciente disto, e lutou, para termos o que temos. Eu por exemplo sou descendente de pessoas que assumiram as causas iluminista, abolicionista e republicana... Então sei perfeitamente do que estou falando quando digo que nada, absolutamente nada foi dado de presente ou caiu dos céus. Nossas liberdades 'burguesas', como dizem alguns, foram pagas e compradas e muito bem compradas com coragem, ação e até sangue. Não foi talvez uma História bela ou romântica, foi porém digna.

Alias ainda hoje eles nos conhecem a avaliam pelo vocabulário ou pelo estilo, e estão certos, pois são espertos.

Lamentavelmente as pessoas, cada vez mais imbecilizadas por defeitos, justamente na área da educação, passaram a idealizar um Estado ou uma sociedade romantizada, em que os políticos cuidam delas - Daí o conformismo, a falsa confiança e o paulatino despojamento de direitos na malsinada direção da Inglaterra ultra liberal do século XIX - Leiam Ch Dickens e despertem... Não apenas os demônios estão de volta (E as fogueiras certamente!) - Como diziam Sagan e Quevedo - mas também os 'amáveis' patrões e tudo mais...

Portanto os acomodados e colaboradores são um grande problema.

Trabalhei no Estado de S Paulo por exatos dezessete anos, quase a totalidade deste tempo como professor concursado, alias nos primeiros lugares, que optou (Por idealismo) efetivar-se numa escola de periferia e nela trabalhou por cerca de quase quatorze anos. Durante este tempo assisti o desmonte de uma estrutura razoável legada, pasme por ditadores (!!!) ser destruída gradativamente por 'liberais' num cenário democrático e tenho para mim que o desmonte da escola pública do Estado de S Paulo foi proposital ou consciente i é com objetivos bem delineados, o que o torna ainda mais hediondo. 

Tendo sido aprovado em concurso de promoção\premiação e lecionando a adolescentes interessados um conteúdo que me era agradável (Filosofia) ali me mantive até a sinistra reforma da previdência, sempre acreditando que as coisas mudariam ou tomariam outro rumo - Pois é desesperador assistir o desmonte da escola pública contemplado por um clientela inerte e inativa (Sic). A partir daquele momento, percebi que não havia saída e chamado passei a uma outra prefeitura. 

Portanto tenho eu perfeito conhecimento de causa. Pois fui testemunha ocular de tudo quanto aqui narro, testemunha e em certo sentido participante. Naturalmente que como professor público municipal participo ou participei também dos Conselhos parciais e finais das escolas que pertencem a esse nicho da Educação. Cuja prática não posso ignorar.

Posso dizer então que o Estado, que não cuida de ninguém, mas, que na atual conjuntura, cuida apenas e tão somente do mercado i é dos patrões, dos afortunados, dos multi milionários e dos interesses deles, cumpre ou tenta cumprir com seu papel quando pugna contra a qualidade educacional. O Estado de S Paulo executa com máxima perfeição aquilo que é demandado por empresários, pastores e demagogos: Priva nossas crianças e adolescentes da possibilidade de virem a exercer um pensamento crítico sobre bases consistentes apenas porque tal clientela se tornaria questionadora. 

Assim a gestão, conectada organicamente ao Estado, quando DESIGNADA, repito quando designada, ou não concursada\efetivada, executa as ordens que lhe são dadas, até onde pode. E precisamos entender como as coisas funcionam. 

Gestão concursada, quando pautada em princípios e valores éticos, resiste e não poucas vezes recusa em pressionar os educadores para promover automaticamente o aluno i é a inventar notas para passa-lo sem saber. Outro o caso dos designados, os quais podendo ser removidos arbitrariamente, não costumam resistir, mas obedecer. 

Aqui um aspecto importante da máfia ou do esquema fraudulento responsável pela massificação a que assistimos no tempo presente.

Ao Estado de S Paulo e a prefeitura de S Vicente repugna convocar e empossar candidatos aprovados em concurso público para vagas de diretor, assistente e coordenador pedagógico ou seja para a equipe. Protelam, violam prazos e tudo fazem para manter seus queridos colaboradores que eles mesmos designam com o propósito de promover aqueles que não atingiram o mínimo, inclusive semi analfabetos, e assim manobrar os índices oficiais.

Portanto o papel daquele que é arbitraria e caprichosamente designados, em prejuízo dos cidadãos que foram bem sucedidos nos concursos é relevante. Daí inclusive a iniciativa de alguns quanto a combater a estabilidade do funcionário público para melhor controla-lo, manipula-lo e destarte, falsear as metas com maior eficácia ou em escala ainda maior, eliminando resistências e consolidando a máfia. Veja como a iniciativa de eliminar a estabilidade do funcionário público beneficia seu controle arbitrário pelo poder político e facilita as coisas, para eles... 

Agora o poder político controlando diretamente todo processo educativo e particularmente a promoção, estabelece um círculo vicioso, pois ele: Estabelece as metas, avalia e promove. E cessando de reprovar, além de economizar mais dinheiro para ser desviado, obtém os índices que ele mesmo deseja com o objetivo de aplaudir a si mesmo e obter recursos sejam Federais ou Internacionais. Porque as meta da aprovação automática e irresponsável em todos os níveis é também a obtenção de dinheiro, pelo governador, pelo prefeito, pelos vereadores, pelos diretores, pelos coordenadores e até por parte de docentes. Virou tudo negócio, em termos de compra e venda.

Das esferas nacional e internacional procedem recursos. Aqui e ali investimentos privados. Para as Escolas ou equipes uma verba maior (Desde que cumpram com as tais 'metas' que são sempre reprovar menos ou não reprovar quem quer que seja.) e até mesmo para os colaboradores professorais uma infame gorjeta chamada bônus - O qual sendo desvinculado do salário, só é alcançado e atribuído tendo em vista o cumprimento das metas, uma das quais é a fixação de um número mínimo de alunos a serem reprovados, ficando 'proibido' reprovar os demais, ainda que nada saibam em termos de conteúdos. Logo esse bônus nada mais é do que uma forma de comprar os professores, como verbas e recursos adjudicados com base na aprovação compra os diretores ou a equipe, e ficam todos pagos ou comprados. 

Que seja tudo isto anti ético - Tá por assim dizer na cara.

Os que não são designados e paus mandados são comprados por meio do tal bônus... Tudo dentro da maior legalidade ou da forma, porque o tal bônus e as tais metas de aprovação dadas os professores são objeto de lei. 

Porém qual o fim disso tudo> Através do professor que aspira pelo bônus, do coordenador que espera pela gorjeta, do assistente designado, do diretor que aguarda por verbas, quem de fato decide quem será aprovado e na prática impede o educador consciente de reprovar quando seja necessário são os supervisores, os secretários da educação e enfim os prefeitos e governadores, enfim o poder político, que controla escrupulosamente a aprovação e a reprovação de alunos com o sórdido objetivo de mascarar resultados. Claro que tal não é feito em todo lugar, porém é feito...

É monstruoso pois o que temos de buscar em nossas escolas são resultados educacionais e formativos (Sabendo que aqui a reprovação faz parte do processor e é, não poucas vezes, necessária.) e não resultados políticos.

Bem, o que aqui me choca, é a colaboração dos professores, os quais no Conselho não hesitam sabotar os colegas com maior grau de consciência, fabricando notas que não existem (Mudando ou distribuindo notas por pressão da equipe gestora.) para promover os que não atingiram as metas e obter o bônus ou, no caso do Estado de S Paulo, boas notas e aprovação do gestor designado.

Importante destacar que essa dependência do bônus tem, também ela, uma explicação. Para que o professor cobice essa gorjeta ou propina deve ser antes seu salário desvalorizado ou seja deve ser esse profissional pauperizado ou proletarizado. Assim é a má remuneração ou a remuneração irrisória que o torna retira sua autonomia, tornando-o receptivo ao controle ou escravizado. Caso contrário, i é, caso fosse bem pago, seria bem capaz de resistir em nome de seus princípios e valores e consequentemente de furar o cerco e estourar a bolha criada por um Estado corrupto.

Molesta-me sobretudo a atitude dos colegas proletarizados que se deixam guiar pelo desejo do bônus. Da gestão nada espero em absoluto. Dos colegas de trabalho esperaria mais consciência, ética e responsabilidade. No frigir dos ovos parte dos colegas não querem se dar ao trabalho de fazer os relatórios necessários tendo em vista a reprovação do aluno - E dão semelhante trabalho por exaustivo e inútil mormente quando após terem feito os tais relatórios, elencado provas, tombado trabalhos e enfim terem executado tudo quanto deveriam ter executado, tornam-se voto vencido no conselho final porque a maior parte dos colegas, cedendo a pressão feita pelo gestor, prefere DAR ou fabricar a nota e, por voto, obtendo maioria, aprovar o dito cujo sem nada saber. É de fato algo desestimulante ou frustrante testemunhar essa burla, do aluno ser promovido pelo Conselho porque muitos dos colegas, para poder levar ao dito Conselho 'criaram' a tal nota 'Ex nihilo'. É coisa que se espera do governante ou do gestor, não de um par...

Insisto que a causa disto é a desvalorização do salário, sem a qual o tal bônus, aliciaria apenas pessoas naturalmente inclinadas a venalidade. No entanto torna-se ele cobiçado para pagar contas, o carro novo, o celular, etc Daí a necessidade de se obtê-lo e assim de demonstrar um resultado de trabalho que é falso, sim, falso, porque aquele aluno obtém o diploma ou papel sem estar em posse do conhecimento. Já porque é o trabalho docente intencionalmente sabotado pelo excesso de alunos em sala de aula (No Estado cheguei a testemunhas turmas com mais de cinquenta alunos!), pela inserção de alunos com necessidades sem apoio, por sobrecarga de exigências burocrática ou papelada inútil, pela subtração formal dos meios de controle necessários a disciplina, etc Sem contar com as mazelas da sociedade e com a condição familiar do educando - Tudo quanto foge a esfera do educador. 

A resultante desse complexo de fatores incontroláveis é que parte dos educandos não atingirá as metas propostas em termos de aquisição de conhecimentos elementares para prosseguir no roteiro de estudos, e que deverão ser reprovados de modo a poder adquiri-los. Pois sendo promovidos com deficit carrega-lo-ão e o ampliarão para o resto de suas vezes, uma vez que implica salto, lacuna ou supressão de fase. 

Falseando os dados, municípios e estados (Como o de S Paulo) dão a entender que tudo está bem. E nem adianta falar em provas ou verificação de saberes, uma vez que até mesmo as provas aplicadas pelo governo Federal, são de talhe pós modernista, minimizando o conhecimento formal necessário ao progresso do aluno, nos termos de uma pedagogia responsável que é a pedagogia crítica de conteúdos. O aluno, como ser humano e tendo em vista sua formação integral, a sequência nos estudos e a integração no mundo do trabalho, faz jus a obtenção de conteúdos - Os quais lhe são criminosamente negados por um Estado em que a estrutura da Educação é JÁ EM SUAS LEIS (Em torno de algo como o tal Bônus) viciada e a massificação institucionalizada. 

Quais as consequências disto: Apesar de provas e avaliações pós modernistas e inúteis em torno de identitarismos, os brasileiros, como evidenciam as pesquisas, jamais leram tão pouco, jamais estiveram tão alheios a literatura nacional, jamais foram tão negacionistas quanto o conhecimento científico, jamais interpretaram tão mal, jamais foram tão manipulados por demagogos, líderes religiosos e, é claro, patrões... E jamais foram tão ignorantes, Posto que o poder público está a fabricar massas e a fugir de seu principal dever que é educar. Não adianta reservar $$$ %%% a uma estrutura que é, em sua essência, viciada. 

Enfim o que temos, ao invés de uma democracia que deveria contar com a participação de cidadãos instruídos, críticos e conscientes. O que temos são apenas formas i é urnas, votos e eleições de tantos em tantos anos, e uma quase oclocracia i é um controle quase férreo exercido por massas acríticas manipuladas pelos demagogos, pastores e patrões... Uma quase oclocracia onde o que resta de povo consciente, por ser ínfima minoria, já não tem voz. Uma quase oclocracia onde imbecis, que não veem sentido algum no voto, são por lei obrigados a votar, apenas para trocar o dito voto por um quilo de feijão, dois quilos de arroz, uma caixa de cerveja, uma garrafa de pinga, cinquenta reais, um encaixe na repartição tal como designado, etc 

Enfim o que estou a denunciar aqui não são meus colegas proletariados e portanto, ao menos em parte vítimas de vícios estruturais. O que pretendo denunciar aqui são brechas ou descuidos quanto aos leis, que permitam ao próprio Estado gerenciar, julgar e intervir no resultado de um processo educativo que ele mesmo oferece - O que se dá por Leis safadas como a desse bônus por metas estipuladas em torno da aprovação dos alunos... Uma vez que órgão algum deveria julgar a si mesmo ou seja aquilo que produz ou oferece. 






sábado, 18 de outubro de 2025

Europa a sombra dos minaretes - Que fazer...

Após uma sucessão de ideologias mortas - Que desde o protestantismo falharam em substituir a Igreja antiga e trazer unidade de espírito a Europa, a fé maometana chegou até ela, com a intenção de abala-la até os alicerces ou de implantar a instituição árabe da Sharia.

Foi já o islã esmagado pela Europa Cristã, Ortodoxa ou papista duas vezes - Em Poitiers e em Lepanto, pelo que não se transformou num califado... Além de ter tido suas aspirações imperialistas travadas também pelas assim chamadas Cruzadas. Parte da Europa - Invadida por seus adeptos! - por sinal foi expurgada deles em no mínimo duas ocasiões, assim a Península Ibéria e a Península balcânica.

Basta dizer que ibéricos e balcânicos conhecem perfeitamente bem que é o jugo do islã.

A primeira das diversas observações a serem feitas aqui é que os invasores, a que os pós modernistas chamam 'refugiados', não são, de modo algum, os civilizados e comedidos xiitas do Irã... Tampouco os economicamente estáveis sunitas da Jordania, do Kwait ou dos Emirados, os quais tem a sorte de viver sobre oceanos de ouro negro ou de petróleo.

Vamos porém ao caso...

Incontestável o fenomeno segundo o qual a miséria ou a massificação estimulam a violencia. 

O que se sucede tanto entre os hindus, quanto entre Cristãos e muçulmanos. Por isso as massas protestantes do Brasil principiam a causar distúrbios... E as massas hindus na India... 

Agora tornando a Ratzel devemos considerar que as áreas ocupadas pelo Islã são majoritariamente (Com exceção da Asia menor ou Turquia e partes da Síria) espaços desérticos, montanhosos ou estepários, que não comportam uma densidade populacional elevada. Tanto que os antigos árabes, anteriores ao islã, enterravam as meninas recém nascidas nas areias do deserto... Tal a responsabilidade da terra ou do solo.

Apesar disso, sancionou Maomé a poligamia, enquanto que o islã, por instigação de líderes religiosos imperialistas ou cálculo, opõe-se ao controle da natalidade. E o resultado aqui é o aumento populacional desregrado... Para piorar ainda mais uma situação já grave, essas multidões miseráveis, ignorantes e fanatizadas costumam criar tumultos de natureza religiosa ou credal com outros grupos religiosos ou minorias, o que afeta as estruturas do governo e os serviços...

Para piorar ainda mais as coisas - Onde sempre existiram conflitos entre Sunitas, Xiitas, Drusos, Mandeus, Samaritanos e Yazeds ou entre maometanos e Cristãos, a Dna Inglaterra ou o sr Balfour, deram de enfiar os sionistas. O que redundou num aumento significativo dos conflitos e no deslocamento das populações tradicionais, em busca, no mínimo, de alguma segurança.

Dessa política internacional irresponsável, firmada pelo ouro sionista e mantida pelos EUA, resultou uma calamidade para as minorias Cristãs de todos aqueles lugares, pelo simples fato de que os sionistas canalhas, expulsando-as, empurraram-nas e lançaram-nas contra essas minorias, as quais passaram desde então a ser atacadas e pilhadas pelos tais refugiados. 

Porém quem ataca e empurra esse excedente de árabes miseráveis para longe de si... Israel... 

O Europeu que lê este artigo entenda perfeitamente: EUA e Israel entregaram a Europa nossa mãe aos jihadistas fugitivos numa salva de prata, tal e qual Herodes entregou a cabeça do batista a Salomé... Abriram um espaço para esses fugitivos na Europa como abriram um espaço para Israel na Palestina e de fato a Europa atual paga o preço do sionismo que apoiou! 

Como uma carcaça imunda abandonada aos vermes foi a Europa lançada a esses tais refugiados espantados e empurrados pelos sionistas.

Tudo partiu do vosso aliado que se acha seguro do outro lado do mundo, da vossa ONU..., da vossa 
OTAN estúpida que ataca os Cristãos russos, da maçonaria, do Vaticano inepto, etc Todos, todos desampararam a Europa, quiçá comprados pelo ouro sionista e Israel fica sendo e é a prioridade mundial kkkkk

Tais são as coisas que precisam ser ditas muito bem francamente, apesar das inquisições seculares do tempo presente.

Surge no entanto uma pergunta que não quer calar...

Por que a Europa se existem tantos países islâmicos como a Arábia, os Emirados, Iemen, etc, etc, etc Por que os irmãos de fé não acolhem seus mimosos pares... Porque os muçulmanos em parte bem situados e civilizados daqueles lugares não estão dispostos a abdicar de seu conforto e acolher em seus territórios essas massas miseráveis, ignorantes, barbarizadas e agressivas das periferias...

Conclusão: Que sejam elas acolhidas pelos Europeus papistas ou Ortodoxos idiotas com as bençãos da OTAN, da ONU ou dos EUA... Que os recebam, paguem pensões, alimentem, vistam, deem emprego, etc enquanto os machos barbados desrespeitam suas esposas e filhas, destroem os túmulos de seus pais, invadem suas igrejas, constroem mesquitas (Com as pensões que recebem o petrodolares vindos das Arábias), afrontam suas tradições religiosas, menosprezam sua lingua e criam comunidades a parte até se sentirem fortes o suficiente para impor-lhes a sharia e assassina-los caso não paguem a Djzia. 

E que é isso senão uma invasão, a princípio mais ou menos pacífica - Exatamente como esses árabes maometanos tem feito ou tentado fazer no curso da História. Estão mais uma vez e ainda hoje, expandindo seu império ou califado por meio da barriga, em plena era dos contraceptivos e com o apoio institucional da ONU, da OTAN, dos EUA e de todos esses líderes maçonicos comprados.

Digo mais: Além de interesses sionistas há interesses diretamente economicos que tocam ao querido capitalismo (O qual tradicionalmente tem vendido o povo, a pátria e a cultura!), ao exército de reserva e a regulação dos salários. Pois onde há oferta de mão de obra barata, o valor do salário diminui e a obtenção do lucro aumenta. Portanto, ao menos para os empresários a entrada dessa multidão de árabes jihadistas na Europa equivale sim a um benefício.

Temos de falar além disso no irracionalismo dos anarquistas e na politicagem da extrema esquerda ou dos comunas - Legião de pós modernistas. - que contam com os votos (Sim, porque os demagogos da Europa também concedem - Pasmem! - direitos políticos aos marmanjos jihadistas partidários da Sharia!) dos invasores para aumentar seu poder representativo no parlamento...

Veja então voce como tantos interesses se unem e conjugam contra os interesses da população europeia em termos de paz e cultura... Sionistas, capitalistas, comunistas e pós modernistas... Tal a realidade que é preciso enxergar.

Fora os sionistas, que já tem dinheiro e poder, todos os demais querem apenas $$$ dinheiro e atuam como prostitutos ou leiloeiros, vendendo a Europa aos pedaços a quem tem mais $$$...

Resta dizer que em tais situações, de massificação e miséria, nem todas as religiões atuam da mesma forma e maneira (Como julgam os ateístas alienados) - Havendo umas, que, devido a motivos internos doutrinariamente estruturados, tentam conter a violencia (Assim o Budismo ou o Cristianismo antigo.) e outras (Como o judaísmo antigo, o islã e o hinduísmo.) que, em maior ou menor proporção, estimulam-na.

Então a questão aqui é o quanto, esta ou aquela religião, é capaz de conter as massas miseráveis em tempos de aflição. Enfim o quanto tal fé gerencia e como gerencia ou regula possíveis tendencias agressivas. Se a reprime ou a potencializa.

E temos que é o islã - Não necessariamente a partir do Corão (O qual parece ser menos violento que a Tanak  por exemplo.) mas certamente da Suna. - juntamente com o judaísmo antigo (Mosaísmo ou israelitismo) e o hinduísmo) uma das crenças que mais estimula a agressividade. 

Portanto não se trata aqui de uma fé cujos princípios pacíficos sejam mal compreendidos ou incompreendidos pelas massas despreparadas e consequentemente deturpados por elas, como folgam afirmar islamicos e islamófilos e sim de registros permeados por conteúdos agressivos, atenuados por leitores economicamente estáveis, inteligentes e civilizados. E a tendencia da Xiia já nos indica essa resposta a partir das condições peculiares ao Irã> Um país economicamente estável há séculos e herdeiro de uma civilização brilhante.

Teve assim o islã, que se adaptar a realidade da sociedade iraniana, atenuando seus ímpetos agressivos - Do que resultou, num determinado momento, a rejeição a um sunismo que, desde os tempos de sua afirmação ortodoxa - Com Achari e Gazail. - se foi tornando cada vez mais mesquinho.

O que nos facilita a abordagem da História islamica ou a apreciação dos períodos iniciais.

Forçoso entender como o declínio da civilização, da estabilidade economica e da instrução tem colaborado ativamente para que o islã se afirme em sua puridade essencial. Atente o leitor que a Ortodoxia acharita, a ascensão do Hambalismo, o Wahabismo e enfim o Salafismo são todos eventos ou fenomenos posteriores a Era de ouro dos califados omíada e abássida - E não podia ser diferente, pois a violencia, a agressividade, a truculencia, etc como os arroubos de fanatismo são típicos dos períodos de decadencia, miséria, ignorancia, etc

Via de regra citamos o genocida e terrorista Tamerlão como protótipo do anti Cristo, sem saber que era ele, não apenas um muçulmano, porém, antes de tudo um bárbaro das estepes ou alguém cuja agressividade o islã não estava posto para conter. 

De fato, apesar dos choques com o Cristianismo apostólico, foi o trato com o conquistador islamico, geralmente cordial. O que remonta ao próprio Maomé e sua suna, na qual temos que os senhores bispos de Nadjarien foram bem acolhidos e tratados com fidalguia. O corão de fato tece elogio aos Rahibs ou monges determinando que sejam acolhidos, respeitados e bem tratados. 

Daí o pacto ou tratado feito com o Santíssimo Sofronius, Batrak de Al Kudush, o qual serviu de modelo para muitos outros. Ocasião em que o próprio califa Omar ibn Katab recusou fazer preces no Santo Sepulcro por um ato de delicadeza. Alias os próprios cristãos ortodoxos do Oriente, oprimidos pelo Império bizantino e sua política (Quem o diz é Mihail, o Sírio, em sua História) chegaram a acolher os conquistadores muçulmanos e obter a paz, pelo menos durante alguns séculos.

A partir daí firmaram-se, como os antigos impérios, os califados acima citados, nos quais não era o islã majoritário ou hegemonico, correspondendo a uma dominação elitista. Dar crédito a Ibn Hazm ou a Sharistanyi, não haviam apenas Ortodoxos ou mazdeistas sob aquela dominação mas um imenso número de seitas Cristãs já conhecidas: Markinyia, Montanyia, Manikyia, Bardaisanyia, etc além de algumas religiões tradicionais, como Yazed e mesmo algumas possíveis populações pagãs... 

De fato o islã dos dois primeiros califados foi um islã cosmopolita e não uma realidade religiosa hegemonica ou ortodoxa como querem fazer passar os sunitas de hoje. Haja visto a forte presenta dos dissidentes Carijitas e Alídas ou Xiias. 

E como disse, fosse porque não havia ortodoxia sunita fixada, fosse porque as facções rivais do islã fossem numericamente equivalentes ou fosse porque o conjunto do islã não passasse de uma minoria, que as relações com os Cristãos fossem cordiais, ao menos até o ano 1.000 ou menos até, cerca de 1.100 i é, a cabo de cinco séculos ou meio milenio, quando de fato azedaram, justamente após a afirmação do sunismo ortodoxo, o qual, a exemplo da Reforma protestante, assumiu o caráter de uma autentica e sucessiva purificação religiosa e cultural.

Importante entender que assessorado por Cristãos - Inclusive clérigos. - Ortodoxos orientais, Harum al Rachid, Mamun e outros, criaram e mantiveram (Durante quase meio milenio.) a 'Casa da sabedoria' em Bagdad e que ela chegou a conservar parte do que se havia perdido com a destruição da grande biblioteca de Alexandria (No século VII). Ao menos até sua própria destruição pelos bárbaros estepários em 1258 - Ocasião em que o último califa foi eliminado, ficando o islamismo sunita sem 'Papa' ou descontrolado...

Importante considerar o domínio ou a liderança de um califa instruído sobre os adeptos do sunismo emergente.

Alias mesmo antes da eliminação do último califa, já a coisa principiara a degenerar sob o controle dos mamelucos ou dos agregados estepários. 

Aqui a baliza face a nova realidade, além da afirmação Acharita, parece ter sido o governo do fatímida Al Haquin, o qual tendo nascido de mãe Malkayia (Alazizah) - Segundo Guilherme, o Frank, e sido batizado as ocultas, mandou converter os Cristãos a força e demolir o Santo Sepulcro. Isso pelos idos do ano 1.000. Desde então os atritos jamais cessaram...

Curiosamente os turcos estepários, inda que sunitas, censuraram os árabes tanto como matadores de profetas ou assassinos dos descendentes de Maomé quanto como covardes face o preceito da jihad e a eliminação do Cristianismo. Sendo assim tomaram a peito, mais uma vez, invadir e conquistar a Europa, ao menos até serem derrotados em Lepanto. 

Ao mesmo tempo ou pouco antes, em decorrencia da afirmação da Ortodoxia acharita, foi a corrente intelectual da Mutazzila eliminada. E, desde então, o racionalismo e o liberalismo teológico foram proscritos como heresia pestilenciosa nos domínios do islã sunita. E temos esse processo descrito com detalhes na obra "A mentalidade muçulmana..." de R Reilly. 

Portanto o islã racional e aberto a cultura, frequentemente descrito pelos adeptos dessa religião, extinguiu-se a quase mil anos, justamente por ter sido reprimido por eles ou por seus ancestrais. 

E porque foi reprimido e destruído...

Porque num dado momento, após a afirmação da Ortodoxia sunita, as lideranças religiosas tomaram consciencia de que o islã da Idade de ouro ou dos dois primeiros cinco séculos era na verdade uma construção sincrética - Derivada grande parte da tradição greco romana. - muito pouco árabe. 

De fato essas lideranças parecem ter percebido o imenso risco de que o legado da razão e do livre arbítrio, tomado aos gregos por intermédio do Cristianismo, prevalece-se e destrui-se os elementos autenticamente semitas. Daí terem empreendido uma luta de morte com o objetivo de expurgar o islã ou o próprio sunita desse conteúdo exógeno - O que de fato equivaleu a uma purificação ou reforma, como a de Josias no judaísmo e a de Calvino no Cristianismo (Embora esta não reporte ao Cristianismo histórico ou primitivo.)...

Desde então ou do século XI foi o islã purificando-se e resgatando sua identidade árabe ou semita e não afastando-se dela. De fato no contexto islamico a direção tomada do Hambalismo ao Salafismo, impulsionada pelo declínio político, pela miséria e pela massificação só pode ser entendida como um retorno as origens - E a anomalia aqui foram os califados ou o islã dourado da mutazzila e dos homens da Casa da sabedoria, os quais só podem ser corretamente analisados em termos de acomodação, contaminação pagã, heresia ou apostasia...

Enfim o salafismo, tal e qual seu pai, o wahabismo, é apenas o islã mostrando sua própria cara, sem cores ou pinturas, após ter sido lavada. 










domingo, 3 de dezembro de 2023

Oclocracia ou, quando a Democracia desanda...

Dever nosso, i é, dos que sustentam os ideais do Liberalismo político e da vida democrática, velar para que nossa democracia não se venha a converter numa qualquer outra coisa ou em algo que os antigos chamavam Oclocracia, ou seja, o domínio das massas imbecis.

De fato um conceito sadio de democracia supõe sempre algo a que se chame povo ou um conjunto de cidadãos. Em contraposição a povo temos massa, algo inconsciente e formado por homens e mulheres ignorantes, idiotizados, acríticos e manipuláveis. 

As massas não parecem ter ideais muito elevados e por isso mesmo contentam-se em ter satisfeitas suas necessidades mais elementares como comer, beber, fumar, procriar e curtir, nada muito além... Via de regra são as massas miseráveis ou carentes de quase tudo, e por isso seus ideais são básicos ou elementares...

Isentas de qualquer ideal político as massas não oferecem qualquer perigo para os poderosos ou para os demagogos. 

Já por serem extremamente dóceis e manipuláveis.

Por questão de necessidade as massas se vendem e vendendo-se são contidas.

Basta que o líder ou os lideres lhes deem> Pão e circo i é Pão, churrasco, cerveja, sexo fácil, fumo e ruídos para que se satisfaçam e não incomodam. As massas contentam-se com migalhas ou esmolas ofertadas pelos demagogos e por isso são oportunas.

O cidadão, tendo uma condição de vida média e satisfeitas suas necessidades básicas, bem pode alçar-se as regiões do abstrato, idealizar algumas coisas - Como a partilha do poder! - e aspirar por elas. Por ter atingido certo nível de consciência é o cidadão uma ameaça para o demagogo e também para o patrão, para o mago...

As massas e o zumbi, não incomodam a quem quer que seja, não representam ameaça alguma, não são causa de inquietação...

E no entanto a questão que aqui se coloca é a do acesso ao poder.

Pois desde que mundo é mundo, são as massas, sutil ou declaradamente, controladas.

A bem da verdade são compradas por meio das migalhas ou esmolas que recebem.

E sendo as massas o que são, não vejo outra solução possível.

Por isso a Democracia atribui o acesso e o controle do poder a outra entidade, a que chamamos Demos ou Povo, uma agremiação formada por cidadãos conscientes, a cidadãos formados por um processo educativo ou emancipatório.

Agora para que tal elemento político - O Povo, exista de fato, é necessário um ingrediente econômico.

As massas alienadas tanto hoje quanto nos belos tempos do Império romano, são formadas pelos miseráveis, pelos que quase nada tem e pelos que, quase nada tendo, sequer podem satisfazer suas necessidades básicas. Posto que a miséria produz a dependência e a falta de acesso a educação produz a conformidade.

Uma economia que produz miséria impulsiona o processo de massificação e tira vantagem da massificação, gerando um círculo vicioso reforçado pelo fundamentalismo religioso e pela tirania ou pela demagogia. 

Para que haja povo ou um conjunto de cidadãos conscientes, devem eles, economicamente falando, gozar de uma condição média > A qual lhes franqueie acesso a certo nível de comodidade ou conforto, e possibilite a formação do espírito por meio da instrução.

No tempo presente, as estruturas econômicas, a situação política e certas expressões religiosas, conjugaram-se, tendo em vista a produção de massas ou de pessoas sem consciência. Isto porque almejam controla-las econômica, política e socialmente, tornando sua servidão invencível.

Se o setor responsável por gerir o processo educativo, curva-se diante dos poderes econômicos e diante dos clamores suscitados pelo sectarismo religioso, não se deve esperar coisa alguma dele, a exceção de uma instrução aparente.

Oferecer as massas uma educação de qualidade ou uma instrução esclarecedora equivaleria a entregar aos presos a chave da cela, e o carcereiro, imbuído de sua vocação, não o fará.

Temos massas, fabricação acelerada de massas, despersonalização, desumanização... E temos um discurso politicamente liberal ou democrático, o qual, dentro de certas condições é não apenas válido como desejável.

Eu aspiro por ideais democráticos e por uma vida democrática que garanta, na perspectiva mais ampla, o exercício das liberdades.

Porém democracia só se faz com povo ou é feita, é construída, é implementada, pela atuação de cidadãos conscientes. Alias quanto mais direta um democracia é, melhor é.

Com massas o que temos jamais será democracia porém Oclocracia. Algo em entram diversos ingredientes, como demagogia, certo nível de manipulação ou dominação sutil e acordos.

Implica a Oclocracia, que as massas tenham certo nível de acesso ao poder ou que obtenham algo em troca - Como o cão, a quem o gatuno atira um osso, para poder ter acesso a casa que pretende roubar... As vezes esse osso poder até ser um pedaço de carne ou mesmo um suculento bife - Uma vez que o assaltante obterá ouro...

É uma espécie de troca. 

Por meio da qual as massas alienadas obtém os 'bens' que, por absoluta, falta de educação ou instrução, veio a desejar - Pois caso fosse educada aspiraria por outras coisas ou por verdadeiros bens.

Contentam-se as massas com - Futebol, carnaval, novelas, showzinho gospel, falsas moralidades, cachaça, fumo, drogas, sexismo, etc enquanto os demagogos rapinam o erário. Fornecido o ópio ou o circo, as massas não se mexem, não se movem, permanecem inertes...

O Estado demagógico, por meio da cultura, condiciona as massas a fruírem de tais 'bens', inclusive ocultando-lhes outros bens, que de fato são bens. Apenas para em seguida fornecer-lhes tais bens, e assegurar a paz: "O que eu quero é ser feliz na favela onde eu nasci.".

Mas só é feliz na favela e nela deseja viver, quem por ignorar horizontes mais amplos, cuida ser ela, a favela, o mundo...

Ocultem o mundo, o outro mundo, aos aprisionados, e eles se sentirão super felizes dentro da caverna...

A Educação hoje consiste basicamente nisso: Em mostrar o que já se conhece e jamais apresentar o que não se conhece ou ignora. E nem podemos aspirar pelo que ignoramos.

Mantemos o discurso em torno da democracia e do liberalismo político, mas não concedemos as massas pleno acesso ao poder.

É o caminho da Oclocracia. 

A passagem para o caos.

Pois em certo momento poderão as massas exigir mais.

E se um dia, por obra do deus acaso, conquistarem o poder e exercerem o controle...

Conhecemos, lamentavelmente, a ditadura de um ou de alguns.

Que seja ditadura de um grupo social ou uma ditadura de massas, ignoramos supinamente.

O quanto quero dizer é que ao fabricar massas podemos estar forjando um futuro terrível ou pior que tudo quanto já vivenciamos.

Deveríamos estar instruindo, educando, formando cidadãos críticos, dirigindo para a Ética, personalizando, humanizando... 

O que o Estado, a serviço do lucro e da superstição, tem feito é semear a miséria, despersonalizar, desumanizar, promover a ignorância, expandir a alienação, etc - Com o que se solapa a democracia e se suscita críticas intempestivas, não poucas vezes justas.

Não poucas vezes o que se repudia e combate não é a Democracia ou o tipo ideal de vida democrática porque aspiramos e sim essa corrupção chamada Oclocracia - O domínio das massas idiotizadas. 

Muitas vezes o que se rejeita e combate é apenas sombra de democracia ou uma democracia degenerada e decadente.

Tal o quadro sinistro das coisas...

Nossa democracia se vai desacreditando.

O clamor das massas imbecilizadas e satisfeitas aumenta dia após dia. Como nuvens que prenunciam uma tempestade...

No Brasil parte das massas identitárias ocupa-se de coisas totalmente inúteis, como em elevar o Funk e o 'ripe rope' ou a dança de rua, as alturas... Enquanto o outro lado, deseja a instauração de uma Teocracia bíblica...

De extremo a extremo vagam as massas... 

E não sabemos no que resultará tudo isso.






sábado, 2 de dezembro de 2023

O Estado deseducador ou onde esquerda e direita se tocam...

 Acho difícil ou até ingenuidade acreditar que a educação pública, gerida por um Estado associado ao Mercado e a seitas religiosas fundamentalistas, cumpra seu desiderato, que é a produção de cidadãos críticos e reflexivos.

Até onde podemos observar o Estado, dirigido por demagogos, se tem empenhado em produzir massas manipuláveis já para os empresários, já para os charlatães religiosos e até poderíamos falar num processo de massificação. Mesmo porque o 'político', o patrão e o pastor beneficiam-se da ignorância alheia.

Enquanto profissional da Educação tenho que responsabilizar direita e esquerda - Embora a direita seja muito mais feroz e proativa. - por semelhante estado de coisas. 

A direita pretende fornecer aos cidadãos uma educação sumária ou elementar que o habilite apenas a ler, calcular e, no máximo, decorar uns nomes e umas datas... Nada que permita ao ser racional contemplar, conhecer, avaliar e inclusive transformar o mundo em que vive ou a sociedade em que esta inserido. É a famosa educação positivista ou positiva, destinada a produzir funcionários ou criados. Acho que decidir o futuro dos jovens e crianças e limitar seus horizontes, equivale a um crime hediondo...

Já a esquerda, no afã de inserir os meninos e meninas pobres na escola, satanizou levianamente a reprovação, e, face as mazelas sociais, implantou a aprovação sumária ou automática, sendo acompanhada por muita gente de boa vontade, que alega omissão por parte do poder público - E o lema é: O educando não pode ser responsabilizado... De acordo> Porém converter a educação numa farsa não me parece ser a solução correta.

O resultado desse afã foi uma queda ou rebaixamento abissal no que tange a qualidade da educação. Conclusão: Inserimos muitos para que aprendam muito pouco - Quando deveríamos ter inserido muitos para que aprendessem muito, cobrar o poder público, sanar as mazelas instauradas na estrutura educacional, instruir, cobrar, exigir responsabilidade por parte dos educandos, reforçar a noção de dever e, quando necessário for, punir e reprovar, sem o que não se educa.

Por esse caminho chegou-se a mentalidade pós modernista, insuflada por essa esquerda desmiolada e aproveitada com gosto por aquela direita canalha acima descrita. 

Quero dizer que nossas crianças não mais vão a escola para aprender conteúdos significativos e relevantes ou ferramentas que possibilitem-nas ascender socialmente, mas coisas populares ou que aprendem já em seu ambiente. Não mais se torna de abaixar-se até a realidade do educando para eleva-lo, porém de lá ficar - Abaixo, com o popular ou chulo... Exatamente conforme aquela 'música' horrenda: 'Quero ser feliz na favela em que nasci' > Educação virou isso, escola pública virou isso: Funk, 'ripe rope', dança de rua, capoeira, sei lá mais o que, para essa esquerda cirandeira; economia, projeto de vida, empreendedorismo, etc para a canalha de direita... E a Educação não transcende, não mostra nada de novo ou de diferente para essa clientela, na acrescenta... 

Pois o que chamamos de Educação, a esquerda chama de ideologia burguesa e a direita de ideologia de esquerda. E em níveis diferentes (A direita advertimos é bem mais hostil e nem toda esquerda é pós modernista!) parece que contribuem para produzir cidadãos estúpidos ou imbecis, seja por meio dessa educação positiva\mutilada ou através dessa cultura popular que se dá por satisfeita. 

Em meio a semelhante caos estabelecem-se prêmios ou bônus para que professores, diretores e supervisores aprovem o maior número de alunos possíveis, de modo que os defensores da reprovação passam a ser malvistos e caçados por seus próprios colegas de trabalho. Pois o lema é passar a criatura a todo custo, inda que não saiba ler ou calcular > E chega ela ao sexto ano - Analfabeta ou semi analfabeta. Afinal: A prefeitura ou o Estado não a apoiou como deveria... E não podemos culpabilizar o aluno... Então enganemos o infeliz, dando-lhe um diploma falso, que não significa coisa alguma... E com essa ideia de justiça consolamos nossa consciência ou ocultamos essa fome insaciável de bônus.

E o empenho é tal que nos municípios supervisores pressionam diretores e diretores pressionam professores para que mudem suas notas i é para que aumentem suas notas, de modo a passar a todos e a promover analfabetos e semi analfabetos. A rede estadual de S Paulo vai muito mais longe> Diretores e vice diretores há que falsificam as assinaturas dos professores relutantes em colaborar... Professor há que reprovou formalmente o aluno em Conselho, apenas para ve-lo aprovado no ano seguinte sem saber como... Que o ministério público faça uma grande oitiva ou sindicância nessas organizações...

Uns pela educação sumária e mutilada, outros pela cultura popular, outros - Mais práticos, pela prebenda a que chamam bônus. - parecem que todos estão de acordo quanto a aprovação automática dos analfabetos e semi analfabetos.

Acham inocente ou inócuo promover quem pouco ou nada aprendeu e até ousam dizer que reprovar é castigar o aluno ou vingar-se dele, que é ato de rancor, etc 

Bem - Lhes damos um diploma e lhes franqueamos passagem...

Não chegarão a lugar algum, disse-me um colega suspirando...

Calma professor, disse-me ele, contenha-se, daí não sairão enfermeiros, cozinheiros, arquitetos, médicos, etc

Calei-me... Inutil discutir com pessoas tão bem intencionadas (Bônus). Mas pensei comigo mesmo: EAD.

Caso venham a adquirir uma graninha se vão matricular num curso virtual e pagar para que alguém faça as atividades por eles... Arriscarão na prova... E quiçá com um pouco de sorte cheguem a aplicar injeções, a preparar alimentos ou até a desenhar algum projeto. Dessa rebelião ou ascensão de massas despreparadas e idiotas porém diplomadas resultará o caos...

O número de erros em áreas nas quais o erro acarreta desastres escabrosos aumentará exponencialmente. 

Impossível que a queda, por nós provocada, na qualidade educativa não se reflita, daqui há algumas décadas, no desempenho profissional de parte da população, o qual experimentará considerável declínio. Outra possibilidade é a falta de profissionais habilitados em diversos campos, o que afetará diretamente a oferta de diversos serviços essenciais.

No tempo da ditadura a Educação tinha qualidade porque era para poucos e não para todos...

Triste verdade que não apoiamos.

Hoje, no entanto, parece que é a Educação para todos, mas aparente...

Antes tínhamos educação para poucos - Hoje não há temos para quem quer quer seja i é não temos educação...

Mas sabem ler e escrever... Um maior número de cidadãos.

Ok - Mas não promovam quem não atingiu suficiência. Pois também a reprovação, em certos casos, produz melhorias.

Quiçá nem todos sejam absolutamente iguais, e alguns precisem se esforçar mais ou muito mais. É possível. Neste caso há que se estabelecer certos requisitos mínimos, além de dar máximo apoio possível. Há que se investir... E também de reprovar, quando não houver condições.

Por fim me pergunto quanto essa ideologia anti reprovação significa em termos de economia ou de $$$ e julgo que essa pergunta seja necessária. Afinal, em tempos nos quais o Estado assume uma responsabilidade cada vez maior por parte dos insumos educacionais, a quem cabe o investimento... Nesse caso, aluno reprovado, investimento dobrado.

Antes não era a reprovação satanizada porque os pais arcavam com seus custos. Agora que o Estado assume parte dos custos é a reprovação proscrita como algo essencialmente deseducativo ou maligno - COINCIDÊNCIA...

Saibamos analisar criticamente cada discurso...



terça-feira, 10 de outubro de 2023

O cerco contra a educação


Os primeiros esforços significativos em prol da educação no Brasil remontam a assim chamada era Vargas e foram, em sua maior parte, implementados pelo então ministro Gustavo Capanema.


Antes disso, já em 1932, foram estabelecidas as aulas de 'Canto orfeônico'.

De 1932 a 1971, i é, por quase quatro décadas ou ao cabo de quarenta anos, obtivemos amplos resultados por parte desse esforço educativo.

Desde então, 1971, principiaram os ataques, a desconstrução, o sucateamento, etc a princípio tímido, e em seguida vertiginoso e voraz - A ponto de podermos falar numa Cruzada massificadora.

De fato nos últimos cinquenta anos os esforços do poder constituído traduziram-se em massificação, com o Estado de São Paulo a frente desse processo vergonhoso.

E quero deixar bem claro que o empenho em produzir massas alienadas e acríticas é intencional e consciente. 

Desarticulado porém, partiu de diversos setores da sociedade brasileira - Cada qual com um propósito ou motivo peculiar...

Para começo de conversa quero citar os 'bondadosos' militares, endeusados por tantos e tantos imbecis - E aqui a conversa é velha pois o papo remonta a Sócrates e seus detratores Anito, Licon e Meleto. e toda a essência da Filosofia ou do pensamento crítico.

Começaram os ditadores, em 1971 (LDBN) abolindo as aulas de música e diluindo esse conteúdo no curso de arte. E desde de então, pelo espaço se meio século, não temos tido aulas de música ou formação musical de qualidade. 

Oportuno indagar sobre as causas da ascensão do pagode, do sambão (Não estou falando no Samba bahiano dos Caymmi ou dos Demônios da garoa.) e enfim do rock pauleira, do Funk e do gospel... E mais ainda dos ideólogos que se empenham em defender a estética elevada do Funk ou do pagode em suas investigações 'sociológicas' - Pobre Sociologia pessimamente normativa...

Em São Paulo a educação musical permaneceu no Currículo até cerca de 1986, quando foi cancelada pelo PMDB i é pela vanguarda democrática das Diretas já e quanto a isso podemos adiantar que neste estado ou província a nova democracia foi ainda mais insidiosa que os milicos no sentido de tornar a escola em algo absolutamente inócuo, até converte-la em mero depósito de jovens que pouco ou nada aprendem. Enfim a pá de cal lançada na Escola pública do estado de S Paulo foi o Novo ensino médio - Do golpista temeroso, e isso foi um desígnio...

A questão dos militares é que receiam quanto a formação do ser humano integral e quanto a implementação de uma cultura humanista. Como Cálicles e Trasímaco eles acreditam, quiçá honestamente, no padrão da força bruta e consequentemente da obediência cega, o que de modo algum se ajusta com a racionalidade, a capacidade reflexiva, o pensamento crítico, etc que eles encaram como ameaçador e subversivo. 

Por isso Sócrates, ao questionar os mitos, a arbitrariedade das definições - Inclusive da justiça... e tantas outras coisas tornou-se perigoso, e teve de beber cicuta. Já antes dele Pitágoras, Zenon, Anaxágoras, etc  e depois dele Aristóteles, Epicteto, etc envolveram-se em tais conflitos e levaram a pior... 

O dilema continua até os dias de hoje - Pois de modo geral policiais e militares tendem a assumir esse padrão de cultura irracionalista e autoritário, e a desconfiar dos professores e dos filósofos. 

Isso se reflete inclusive na dinâmica da violência, porquanto os autoritários e seus aliados tendem a apoiar toda sorte de abusos e excessos como perfeitamente naturais, enquanto que os cidadãos éticos e críticos encaram-nos sempre como violação de direitos.

Há no entanto outros atores sociais nesse cenário anti educativo ou deseducativo, uns e outros já representados na trama histórica do Areópago - Pois além do chefe militar ali estão, não menos firmes, o demagogo político, o fanático religioso e o capitalista, patrão ou investidor... Cada um mais ou menos delineados.

Ali, cerca de 399 a C, assassinaram Sócrates... Hoje impedem que Sócrates renasça ou 'reencarne' em cada cidadão - Pois teem medo dele e receiam da liberdade.

Outros diriam que o ódio é potencializado pelas atitudes daqueles que cultivando a autonomia, despertam a inveja e o rancor nos submissos e os submissos são rancorosos mesmo... 

Tornemos porém aos personagens - O Demagogo... Inserido no sistema democrático!

O demagogo chega a ser pior do que o déspota ou que o tirano.

Ao menos no Brasil ou em S Paulo foi e tem sido.

O demagogo concluiu que a ignorância propicia o acesso ao poder, através dos sufrágios oferecidos por toda gente massificada.

Pão e circo é seu lema e ele depende de que hajam consumidores de churrasco e cerveja - Ou cachaça... - Potenciais vendedores ou traficantes de voto. É necessário reproduzir esse tipo de pessoa ou personagem... O que só é possível fazer destruindo o que chamamos instrução, pois o fim da instrução ou da educação é produzir um cidadão consciente, que participe, que denuncie, que mobilize; e que jamais se venda ou venda seu voto.

Para que hajam corruptores ou vendedores de voto é necessário que o ensino ou a escola falhem miseravelmente e por isso o demagogo encara todo e qualquer sucesso educativo como perigoso.

Naturalmente que a imposição do voto obrigatório é um dos fatores mais tóxicos.

No entanto é absolutamente necessário que o eleitor constrangido seja perfeito idiota, porque se for consciente e tiver mínima ideia sobre a importância de militar e mobilizar, além de votar... O perigo será o mesmo.

Urge portanto converter a escola pública numa fábrica de zumbis, de palermas, de otários, de tontos, de imbecis, de idiotas, etc E lamentavelmente tal tem sido feito em âmbito institucional.

Todas as vezes que me deparo com a propaganda babosenta do PSDB na televisão e com o esforço heroico em desprender-se da Hidra bolsonarista ou da canalha anti democrática, quase me urino de tanto rir. Pois sei que essa Horda liberticida sendo composta por mentes massificadas ou vazias, alimenta-se de ignorância... Agora, quem fabricou a ignorância com que se banquetearam...

Reportemos a inditosa ou desditosa memória do governador PSDBesta Mário Covas... O mesmo governante que desmantelou o investimento mais do que secular, de nossas Ferrovias públicas, que acabaram sucateadas - Do que resultou a tirania dos caminhoneiros, a rede dos pedágios, o aumento do custo dos alimentos e de tantos outros produtos, etc 

Mário Covas fez algo muito pior e superou a si mesmo ao desmontar as bem estruturadas escolas padrão do estado de S Paulo, outro investimento de cinco anos destinado a recuperar a qualidade das escolas deste estado. As salas ambiente foram desfeitas, os laboratórios desativados e todo aquele material disperso, uma calamidade. Era o ano de 1995. 

Ali o militar, aqui o demagogo... produtor da oclocracia.

Dois adversários implacáveis do ensino ou da escola pública de qualidade.

Não os únicos - Pois temos ainda o Mercado, os patrões ou os investidores, os quais atacam a escola por motivos de diversa monta. Os patrões, a exemplo dos milicos, desejam que seus servidores, os operários, sejam totalmente submissos ou dedicados. Querem que se dediquem ou consagrem a uma causa que não é deles > O enriquecimento alheio a custa do lucro. Quanto mais idiota ou estúpido for o operário melhor: Bom que saiba ler, soletrar, calcular, puxar umas alavancas, etc Importa que ele jamais questione a realidade que lhe é dada ou imposta... Um operário demasiado crítico ou questionador jamais é bem visto, pois poderia recusar a ser o que é ou a contentar-se com o pouco que tem, chegando inclusive a fazer greve, o 'pecado original' dos proletários.

Tal a perspectiva dos patrões... Que temem a escolarização ou a produção de cidadãos conscientes.

Há no entanto algo ainda mais soturno nesse setor do liberalismo econômico.

Tais os potenciais investidores, com suas reservas e o desejo de investigar em alguma coisa.

Agora não basta que tal coisa seja monetarizada ou precificável... Deve ser algo lucrativo, logo algo privado. 

É o ideal funesto das privatizações ou da tal desestatização, o qual deve ser bastante ponderado a luz da História. Pois quando nossos ilustres ancestrais, atacaram a ferro e fogo, com ferocidade e violência, a Igreja antiga, o objetivo foi sequestrar uma série de serviços, como a saúde e a educação, com o intuito de que, desvinculados da fé, se tornassem acessíveis a todos os homens e mulheres. Os ideais norteadores, ao menos da maioria dos teóricos, parece ter sido melhorar a acessibilidade e a qualidade de tais serviços, no caso gerenciados por um Estado (Como parte do que chamamos bem comum.) mais ou menos democrático.

Paulatinamente a ideia, até certo ponto saudável, de concorrência, introduziu a iniciativa privada em quase todos esses setores. Desde então apareceu e tomou corpo, toda uma rede de serviços privados, no acesso dos que pudessem pagar e fora do acesso dos que não podem arcar com os custos. Isso em nada prejudicou o atendimento dessa clientela, incapaz de pagar, pois sempre puderam recorrer aos serviço público e gratuito. 

E as redes de serviço pública e privada floresciam lado a lado, a primeira mantida pelo Estado (A custo de impostos.) tendo em vista a clientela mais simples ou humilde, composta por sinal, pela grande maioria dos trabalhadores pertencentes ao setor privado. 

Até que cerca de 1989, por meio do Consenso de Washington, os EUA, visando fortalecer seu poderio ou império financeiro, impuseram aos países Latino Americanos uma série de medidas inspiradas no modelo capitalista - Dentre as medidas preconizadas estavam o assim chamado controle fiscal, compreendido como teto de gastos e redução de investimentos em áreas não consideradas como essenciais, o que atingiu de cheio inúmeros programas sociais. 

Num primeiro momento Educação e Saúde foram excetuadas, agora a tendência - Vigente no governo Bolsonaro. - é incorpora-las, expondo os mais vulneráveis a morte e a indignidade inclusive, como assistimos durante a epidemia de Covid. O resultado desse tipo de política economicista, desumana e cruel foi suficientemente exposto nos documentários de Michael Moore como Sicko ou SOS saúde. 

Em seguida vinha a cereja do bolo i é as Privatizações ou desestatizações i é a passagem dos serviços públicos e gratuitos, tomados a Igreja pelos jacobinos, ao setor privado ou ao Mercado, com a necessária monetarização... Sem que subsista qualquer nicho público e gratuito a que os mais humildes possam recorrer, donde resultam - Por pressão econômica em situação de doença ou impossibilidade. - uma série de abusos repelentes como empréstimos a juros exorbitantes, hipotecas, etc E no final do túnel quem lucra, a custa da dor e do sofrimentos alheio, são as grandes instituições financeiras. E aqui, não nos enganemos, por meio de tais medidas (Como a bela desestatização.), os interesses individuais (O lucro ou ganho) sobrepõem-se ao ideal precipuamente ético e político de BEM COMUM, o qual sai de cena... Tal e qual a fé religiosa, como relíquia do passado.

Tolerável que haja alguma privatização em alguns setores periféricos, sempre calculada, dirigida e fiscalizada. Outro o caso dessa mística da privatização que aspira devorar a Educação e a Saúde, direitos primários e essenciais de todos os cidadãos brasileiros senão de todos os seres humanos. Do contrário porque tirar os serviços essenciais a Igreja velha... Para passar as mãos dos particulares ou de indivíduos ambiciosos, movidos por interesses meramente financeiros... Caso tenha sido essa a intencionalidade reconheçamos com o Mestre Garrett, que cometemos um erro fatal. Então temos que evitar o abismo e manter a todo custo o serviço público, de caráter universal, aberto e gratuito> O SUS e a escola pública, principal alvo do desmantelamento.

Não nos enganemos. 

Não nos iludamos.

Não nos enredemos.

É necessário remover a qualidade da Escola pública ou impedir que seja eficiente para que se possa argumentar a favor da gestão privada. E isso é intencional.

Políticos há, postados a favor do grande capital e do capital estrangeiro ou estado unidense, que sabotam a educação e a saúde públicas. Aspiram desmonta-las com o objetivo final de vender ou leiloar em hasta pública a quem mais oferecer... E esperam colocar toda essa grana nos bolsos, pois são vendilhões...

Pugnam os interesses privados contra a qualidade da Escola pública - Pois há milionários ou afortunados que desejam converter hospitais e escolas em empresas, querem investir, dizem eles. Desconfio que queiram lucrar... Saúde e Educação até podem ser economicamente exploradas, desde que haja um espaço reservado para o poder público - Ao que se opõem o Consenso de Washington com a ideologia da desestatização, alias em grau absoluto ou com abertura para o que chamam capital internacional > E o ideal aqui é que as empresas Norte Americanas comprem todas essas estruturas a preço de bananas com o propósito extrair imensas fortunas, transferidas em parte para a grande República anglo saxã. 

De comboio no controle fiscal, na privatização e na abertura ao poder econômico imperialista ou estrangeiro; temos ainda a proposta de uma Reforma fiscal destinada a desonerar os mais ricos - E consequentemente de desamparar o Estado ético ou humanista de Bem estar social (Bem comum) e por fim a desregularização do mundo do Trabalho i é um decidido retorno a maravilhosa Inglaterra liberal anterior a 1870. Eis todo o pacote de malignidades, etiquetadas com os rótulos de econômicas.

Após o Militar, o Demagogo e o Capitalista ou Patrão tem a escola e quiçá o Hospital, um outro grande inimigo. Não o homem ou a mulher religiosos, que cultivam uma espiritualidade qualquer. Nem, julgo eu, o rabino, o bonzo, o médium ou mesmo o padre romano. Porém o pastor protestante, fundamentalista, bíblico, sectário, etc nos exatos moldes do 'made in EUA' - Não menos que o Ulemá sunita > É o mesmo espírito tacanho e farinha do mesmo saco...

Charlatães, cobram por curas pseudo miraculosas que de modo algum realizaram, e depreciam os verdadeiros heróis: Médicos, enfermeiros, etc assim tratamentos, hospitais, etc E já foi dito que se existissem curas divinas ou miraculosas, a sra economia nos mandaria investir em pastores ou pagar dízimos... 

Tanto pior o caso das Escolas, da instrução, da formação racional, do pensamento crítico, etc 

Basta lembrar o processo do macaco, nos EUA, sofrido pelo heroico prof Th Scopes. 

Tanto a presença de primitivos mitos no Antigo testamento quanto a crença continuísta na existência de milagres no tempo presente - E portanto um éthos mágico fetichista. - fazem com que os pastores sejam os mais denodados amigos da ignorância e adversários do pensamento reflexivo.

Não podendo dominar e usar a escola numa perspectiva confessional o pastor aposta em sua perda de qualidade. É outro personagem que, como o militar e o demagogo, aposta na ignorância humana, na imbecilidade e na massificação para tirar proveito próprio. Talvez, mais do que todos os outros o pastor dependa da falência da escola ou do sistema educacional.

Outro aspecto danoso a ser considerado com relação a este último personagem é o moralismo (A simples moralidade mecânico formal.) ou o puritanismo em oposição ao pluralismo escolar e o consequente liberalismo moral que tanto exaspera os bíblicos. Para eles a escola pública e laicista é uma aberração por não aderir a moralidade tosca do pentateuco ou mesmo os preconceitos legados pelo paulinismo. O fanático não sabe conviver com a liberdade e aquele todo aquele que escapa ao sistema de opressão do qual ele faz parte converte-se numa ameaça, ou, como dizem num mau exemplo - Daí desejar ele o insucesso da escola. 

Eis porque jamais houve medida destinada a sucatear a educação pública ou a prejudica-la que não contasse com o decidido apoio da sinistra Bancada Evangélica. 


Continua