Como demonstraram Coulanges, Eliade, Weber, Toynbee, Dawson, Graves, etc gostemos ou não - Pois os processos produtores da cultura não estão nem aí para nossos preconceitos ou gostos pessoais. - a fé religiosa não apenas produz cultura, como, ao sofrer alterações ou ser alterada, altera a cultura.
A religião é a um tempo produtora de cultura e a outro portadora de princípios e valores exógenos, capazes de mudar a cultura e, consequentemente a ordem social.
Os norte americanos, bastante afoitos no terreno da pesquisa sócio antropológica, sabem disto a muito tempo e por isso, quando da guerra fria, não hesitaram mobilizar ou instrumentar diversas crenças contra o 'perigo' ou diabo do comunismo. Como também atuaram no mesmo campo com o próprio de criar uma rede de solidariedade em torno do sionismo e consequentemente para proteger o recém criado Estado de Israel. Tais as necessidades postas por eles norte americanos.
E adianto já que além da diplomacia oculta e do dinheiro, ou como se diz, dos recursos, contaram com o decisivo apoio da maçonaria, a qual tem funcionado como repartição de Estado, antes da primeira grande guerra a serviço da Inglaterra ou da França...
Quando falamos Cristianismo, não podemos omitir aquela que foi e ainda é a maior expressão religiosa do planeta, o Cristianismo. O que nós leva a sua principal facção, a igreja apostólica Romana. A qual por aquele tempo animava a fé e pautava o comportamento de quase 1/3 da população Yankee e avançava sobre o cipoal de seitas bibliolatras...
Era uma força nada desprezível, ainda que bastante alheia a modernidade e ao comando protestante.
Apesar disto as duas grandes guerras, por terem ocorrido no centro mesmo da Europa, não puderam deixar de atingir o prestígio e a força do papado e de fragiliza-lo. Particularmente a segunda grande guerra. Desde a primeira grande guerra os EUA obtiveram o protagonismo...
Pois não podia aquela velha Europa destroçada fazer frente ao Comunismo ou ao poder colossal da URSS. Com receio de serem engolfados até o atlântico por está nova versão da odiada Rússia (Eterno fantasma dos ocidentais) os países ocidentais foram aproximando-se mais e mais dos EUA... Buscando porém manter certo equilíbrio e criar soluções próprias, mais conforme sua identidade e tradições.
Até a segunda grande guerra apenas Albion e parte da França estavam economica e socialmente bem alinhadas com o outro lado do atlântico, assentindo ser como que colônias ou províncias dos EUA. Infelizmente as soluções criadas pelo restante da Europa foram nazismo e fascismo...
Por isso após a falência dessas soluções de última hora ante o poder soviético e o fim da segunda grande guerra só restou a Europa ocidental como um todo, converter-se em quintal de governo estrangeiro encarado por muitos como salvador. Desde então os povos latinos, gregos e eslavos perderam sua identidade e autonomia cultural...
Os belos anos cinquenta foram uma década trágica e tempos de transformações, aproximações, jogos políticos... até então inimagináveis.
A imprensa passou de mala e cuia para o outro lado do oceano, e as mãos dos judeus. O controle da informação passou a ser exercido em território norte americano e movido por necessidades ideológicas ou pela propaganda anti comunista. E a prioridade era recuperar o leste europeu...
Quando dizemos imprensa queremos dizer tudo: Cinema, televisão, jornais, editoras...
Que a informação seja poder ninguém dúvida seriamente. Pois na contemporaneidade também ela é conduta de crenças, princípios e valores, que plasmam comportamentos sociais e políticos.
Fora da Itália, da França, da Inglaterra e da Alemanha já não estava, parte desse conjunto que é a imprensa, a serviço da igreja papa ou de suas crenças, mas, nos EUA, a serviço de outros ideais: Secularizados ou alheios a fé, econômicos ou capitalistas, protestantes, sionistas, etc sendo mínima a fatia que cabia a grande igreja Romana.
A igreja foi em parte tomada pela surpresa. Organizações milenares como as igrejas Romana e Ortodoxa (Alinhadas com o que é antigo e completamente alheios a sociologia, a antropologia, etc) não podiam compreender, como ainda hoje não compreenderam, este novo mundo, hostil e pós moderno que as ameaça.
Desgraçadamente a dinâmica da cultura ainda é um mistério para nossas cristandades Apostólicas, as quais não sabem lidar com ele. Daí o ecumenismo, daí o avanço do pentecostalismo sob a forma carismática e tantos outros flagelos que ameaçam a fé.
Pio Xii não só pode avaliar a conjuntura como era um homem bastante preparado. Por isso aceitou aproximar-de do novo centro de poder e até colaborar, porém sem negociar a fé ou negociar. Por isso a IAR não se abriu ao ethos e a cultura protestante naquele momento.
Para os EUA no entanto era uma necessidade política não apenas estreitar os laços com a igreja Romana mas de fato influencia-la poderosamente ou mesmo comanda-la naquele momento. Haja visto que Kennedy se tornou presidente e era ele apostólico romano. Sua política e seu assassinato dizem muito...
Era necessário criar algo como João Paulo II e esse homem foi um projeto...
A pauta era mover a poderosa igreja papa contra a URSS a partir do Leste europeu e desarticula-la. Criar um movimento contra comunista ou anti comunista que não fosse percebido como meramente capitalista ou norte americano.
Veio o vaticano II a calhar..
Você leitor inteligente acredita em coincidência??? Então pense.
Para muitos imbecis americanizados foi o vaticano II obra de comunistas, soviéticos ou ateus infiltrados. Pura tolice ou espantalho criado igualmente nos EUA, conforte a tradição calvinista...
Foi justamente o oposto.
Se de fato não foi esse evento histórico singular, planejado ou idealizado pelos EUA, foi, sem sombra de dúvida manipulado por ele tendo em vista seus interesses políticos. O que demandou a participação ativa da maçonaria.
E o objetivo principal foi injetar a heresia ecumênica naquela grande comunhão apostólica. Pois aproximar do protestantismo é aproximar de sua cultura ou da sifilização Yankee, do capitalismo e enfim do sionismo, estabelecendo solidarismo e intima colaboração, algo de difícil realização quando a igreja papa ainda tinha consciência quando a peculiaridade de sua identidade e cultura.
A bem da verdade os fundamentalistas e fanáticos protestantes dos EUA tampouco queriam qualquer proximidade com aquela igreja que os classificava como apóstatas e que eles avaliaram como politeísta e idólatra.
Conclusão: Algum dos dois lados teria de mudar para que o ecumenismo vingasse e suscitamos alguma aproximação e colaboração.
As seitas protestantes não podiam ser atingidas ou mudadas porque são muitas, logo, em seu conjunto, inatingíveis.
Mas, a igreja Romana, para o bem ou para o mal, tem um líder todo poderoso... Sendo assim: Solicitando ou corrompendo o lider e seus colaboradores mais próximos...
Roma teria que tornar-se ecumênica e, para dar provas de boa vontade, alterar seu culto, suas práticas e seus modos de ser. O que foi feito... Surgindo o culto moderno ou a adoração moderna, voltada para o povo, com o altar mudado para o meio. Ocioso dizer que esse culto novo, oposto a tradição e antripocentrico, foi inventado por Martinho Lutero.
A partir daí a tônica, neo platônica ou protestante, foi a eliminação do símbolo e a construção de um novo ritual muito menos leal ao mistério da Encarnação.
Por onde chegamos também ao sionismo, num momento em que, com o apoio da recém criada e maçônica ONU, está Israel a enfrentar os povos locais, aliás em parte cristãos.
É nesse contexto que por via protestante judaizante a leitura do antigo Testamento é posta na nova missa Romana, e temos aqui uma pauta essencial na direção da bibliolatria, da inspiração linear e da judaização... Já por via maçônica se avança ainda mais (Na direção do abismo), até o noeismo, ou a ideia blasfema de que o cristianismo não passaria de um monoteísmo abraamico, afim, inclusive, com o islamismo ariano.
A negação implícita quanto a fé no Deus encarnado, no homem Deus ou Emanuel é por si só abominável. A sugestão porém é apresentar aos maometanos e cristãos que os judeus são nossos mestres aos quais devemos o monoteísmo. O fim último é suscitar gratidão e por fim um alinhamento com o sionismo.
Implica isto alterar a adoração Apostólica tradicional, já alterando a kibla ou a direção do culto voltado para o altar alinhado com oriente, já inserindo um maior conteúdo de material judaico, já reduzindo o aparato simbólico sensível alusivo a Encarnação ou a cruz. Tudo no Vaticano II vai na direção do protestantismo e do sionismo com o objetivo de estabelecer uma unidade e garantir apoio por parte dos neo romanistas. Aqui, o propósito foi subordinar a religião a necessidades políticas, assim de manipular e dominar, tudo muito grosseiro, profano e vulgar.
Segundo o princípio sociológico inclusive do Lex orandi, Lex credendi, o culto ou os modos protestantes introduzidos no Vaticano II são portadores de cultura e diluidores da identidade peculiar da igreja papa. E o que já era defeituoso se torna muito pior... Roma ao converter-se em hospedeira do ethos protestante passa decididamente a esfera de controle Yankee, como o mercado financeiro e a maçonaria.
E a coisa não para por aí. Como se o Vaticano II não fosse suficiente, os EUA introduzem a RCC i é o que há de mais alienante e grosseiro nos domínios do protestantismo (Devido a seu conteúdo judaizante, bíbliolatra e fetichista.), o pentecostalismo, por sinal um tipo peculiar e virulento de protestantismo (Voltado para as massas) produzido naquele país.
E os papistas ingênuos, passam a crer que devem adotar modos protestantes opostos a tradição para atrair, aproximar e converter os protestantes; quando eles é que estão a se tornar protestantes, judaizantes e consequentemente mais receptivos face a uma modernidade americanista produzida grande parte pelo protestantismo. É uma autêntica armadilha ou arapuca cultural que um papista ou um ortodoxo médio é incapaz de distinguir.
O próprio universo da modernidade fabricado parte pelos EUA e seus aliados e divulgado por sua imprensa paga e portanto servil, lançando a todo instante tais princípios e valores, debilita o sentido cristão apostólico e atraí com maior apelo e força os neo romanos e ortodoxos a esse universo cultural oposto a nossa traição e identidade. Até gerar deslumbramento pelo americanismo.
Tanto os mistérios de Cristo, em particular o mistério central da encarnação, ficam obscurecidos, passando a ênfase da fé Apostólica romana, da metafísica (Que é a vida e a pujança de qualquer religião.) para formas de mortalidade ou costumes procedentes do judaísmo antigo. O que evidência o processo de perda de consciência.
Questões até certo ponto ociosas e inúteis como divórcio, masturbação, homossexualidade, pena capital, o estatus da mulher na sociedade, etc substituem a essência mais íntimas da fé Apostólica, como a Encarnação, a Trindade, a Eucaristia, a Imortalidade, a Cristologia, etc Do que resulta um alinhamento total do papismo com o protestantismo de matriz Calvinista, com o islamismo e com certos setores do judaísmo... A ponto de reforçar a confusão ecumênica.
Mesmo se, em certo sentido, a inclinação cada vez mais pronunciada da igreja Romana para o moralismo ou puritanismo protestante é fenômeno que já se verificava desde a contra reforma e no período vitorioso, o pós Vaticano II, por parte das lideranças e do clero, rompe a linha de equilíbrio, assinalando uma vitória total dessa tendência e um esvaziamento ou empobrecimento metafísico (A tal perda de consciência Cristologica ou encarnacionista).
O que gera um imenso descompasso entre o discurso da igreja papa e a prática dos fiéis mais conscientes e esclarecidos, alheios ou incensos a essa atmosfera mesquinha alimentada pela cultura judaica ou pelas fontes não cristãs do antigo testamento. O que por sua vez promove incredulidade, apostasia e perda de qualidade.
Assiste-se ainda um dilúvio de mitos judaicos ancestrais de caráter fetichista (Criacionismo, geocentrismo, terraplanismo, dilúvio, etc) que em parte ajudam a deslocar as verdades de fé autenticamente Cristã ou os mistérios de Cristo, os quais associados aquele monoteísmo simples e vulgar, tendem a reforçar a idéia de que o cristianismo não passa de uma seita ou ramo no Cristianismo.
Os próprios personagens do judaísmo antigo, com sua ética vulgar, grosseira e pouco cristã, de carona na bíbliolatria, não se limitam a deslocar os Santos enquanto modelos da piedade cristã... Moisés e Abraão quase que passam a igualar-se ao Deus Encarnado Jesus Cristo...
Já assistimos todo esse processo corrosivo e sinistro desde os albores da reforma protestante via bíbliolatria, inspiração linear, calvinismo... E seu fim são sabatismo, iconoclasmo, mortalismo/saduceismo, zwinglianismo, anabatismo e enfim Unitarismo i é um simples monoteísmo abraamico ou noeismo ou judaização total. Até que nada resta ou sobra da identidade cristã tradicional aliás avaliada como uma paganização ou apostasia.
Posto que a fé Apostólica do novo testamento de vai demolindo dia após dia...
Novidade alguma até aqui... E por isso rompemos com o protestantismo assim que compreendemos seu significado. Aliás por isso é o protestantismo até bem visto por parte do universo ateu e incrédulo, apensar de seu conteúdo fundamentalista e fanático...
Era no entanto, até o Vaticano II, o ecumenismo, o Vaticano II e a RCC, um processo ou fenômeno contido nos limites do protestantismo e suas seitas. Com o Vaticano II porém, a modo de metástase, é algo que se infiltra na igreja Romana ou numa igreja apostólica que fora Ortodoxa e Católica e que ainda aspira colocar-se tal.
Portanto, sejamos romanistas ou não, do nos resta avaliar esse desborde, em termos de fé, como um avanço da apostasia, em termos de cultura como um retrocesso, em termos de ética humanista como uma calamidade, em termos de política como algo trágico... Que ora se manifesta com absoluta plenitude, em 2026.
Como disse não terminou e com a queda da URSS a ideia era avançar sobre uma igreja Ortodoxa debilitada pelo comunismo e transforma-la também numa colônia, com que sabotar a cultura e submeter a Rússia e demais países do Leste.
E a sofisticação aqui está em ter consciência de que as sociedades Ortodoxas não estão no acesso do protestantismo, e por extensão, da cultura Yankee. Sendo necessário usar Roma, por via do ecumenismo, com meio ou instrumento para atingir a Ortodoxia.
Estando as coisas hoje neste pé. Já não se trata de Roma como portadora de novidades romanas no plano da fé, como no passado. Hoje é bem outra a realidade, posto que é Roma portadora da modernidade, do americanismo, de uma dada cultura, de certos princípios e valores, de um espírito protestante enfim. Temos portanto, após o Vaticano II, uma realidade deveras mais grave quanto a Igreja Romana.
Como dissemos a igreja Ortodoxa não somente permaneceu incólume como logrou reconquistar seu espaço na Rússia e, como guardiã, manter a cultura daquela sociedade a salvo da maré americanista que sem parar submergiu uma Europa desorientada e atemorizada pelo islã.
Ao contrário dessa Europa alheia aos fundamentos de sua cultura, a Rússia logrou encontrar a si mesma e conservar sua autonomia política.
E a tal missa Tridentina?
Eu a encaro como um fator de resistência cultural e como algo potencialmente fecundo, pelo simples fato de reportar a identidade i é a tradição, e em última análise a metafísica encarnacionista, nicena ou atanasiana, com todo seu patrimônio simbólico e as temidas recorrências para o Americanismo e o SIONISMO.
Parte da comunhão apostólica Romana pode afastar-se do ideal 'comum' que lhe foi imposto e mesmo sem exercer oposição cerrada, alijar-se das ideologias acima nomeadas e, como espécie de terceira via cultural e social, voltar-se para si mesma, sobre seu passado e fechar-se. Isso a ponto de recuperar a Europa ao islã e frear o avanço das seitas protestantes... Impondo uma perspectiva diversa ou criando novas possibilidades.
Isso num momento em que americanismo e sionismo, precisam de aliados ou melhor de agentes úteis para opor ao islã na Palestina.
É todo um temor fundado, por parte dos americanistas e sionistas que, rompido o bloqueio ecumênico ou repudiado o novo dogma maçônico, produza-se alguma alteração cultural mais séria, tipo uma tomada de consciência pela Europa, a exemplo da Rússia... A existência e ação da igreja Romana mantida pelos tradicionalistas bem poderia ser o agente dessa transformação.
A semente de algo grandioso em termos de cultura e política. Isto poderia ser o tradicionalismo... Apesar de suas limitações, como o moralismo ou a falta de tato no âmbito da economia, ou ainda a concepção ingênua e tosca de bíblia unitária...
Talvez por isso as potências supremas da pós modernidade tenham 'sugerido' ao Papa romano que contivesse os lefrevianos e os excomunga-se. Muito provavelmente o ato absurdo não partiu do papa romano porém de seus patrões, com os quais colabora desde os anos 60 e segundo o modelo daquele que foi parceiro de Reagan e Tatcher.
O 'pedido' de condenação partiu certamente desses poderes obscuros, temerosos de que aquela grande igreja recupere sua identidade e força. Pois americanismo e Sionismo ficariam desfalcados perante o islã e a existência de Israel ameaçada.
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