quarta-feira, 27 de março de 2013

A escola desinteressante

Ultimamente tenho ouvido e lido muitas críticas à escola e aos professores e uma delas é esta: "A evasão escolar ocorre porque a escola já não é interessante" se preferir tem essa versão: "Os alunos não querem mais estudar porque a escola é desinteressante". Essas frases são típicas de pessoas que não estão em sala de aulas, de pedagogos de gabinete que ganham a vida escrevendo livros sobre como ser professor e como deve ser a escola sem nunca terem entrado numa ou se entraram já não entram mais.

A mídia, o governo e os pedabobos querem uma escola que seja interessante para os alunos, mas esses "gênios" se esquecem que a rotina faz parte da vida escolar, que estudar demanda esforço intelectual e todo esse discurso cai por terra, pois nossa vida é pura rotina: casamento, relacionamentos, trabalho, estudo, etc... Mesmo que fizéssemos uma escola "interessante" isso também se tornaria rotina com o passar do tempo, até a diversão se torna rotina quando é feita todos os dias. Não adianta querer enganar os alunos oferecendo soluções fáceis, fórmulas mágicas que não os levarão a lugar algum, o bom professor tem que ser sincero e falar que a obtenção do conhecimento demanda esforço, não é algo que se obtém por meio de iluminação ou de osmose, a propósito Aristóteles disse: "A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces". 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Eli Vieira pulveriza argumentos de pastor metido a sabichão


Eli Vieira pulverizou os argumentos do pastor Silas Malafaia, fundamentalisa bíblico da Assembleia de Deus,  Silas Malafaia foi entrevista por Marília Gabriela, o programa foi ao ar dia 03 de fevereiro de 2013.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em defesa de Marx






Não, eu não sou marxista da mesma forma que Marx também não o era. Esta defesa tem por objetivo mostrar que os ataques à Marx não são ataques as suas ideias.

Li uma vez num livro de Fulton Sheen que ele disse que Marx nunca trabalhou, que vivia às custas de Engels, etc..., discurso muito comum entre os católicos romanos das vertentes conservadoras, e pensam que assim refutam o "socialismo científico", menos mal, os protestantes por sua vez vão mais longe e dizem que Marx era satanista, logo, inferem eles, o comunismo é demoníaco. Tenho muitos amigos reais e virtuais que dizem que Marx era um vagabundo, que nunca trabalhou, que viveu às custas de Engels, que deixou sua família passar fome, etc..., sendo assim não tem moral nenhuma para falar do socialismo/comunismo, pois se ele defendia o comunismo é porque não gostava de trabalhar.

Vejamos se esses argumentos se sustentam. "Marx nunca trabalhou, vivia às custas de Engels". Como assim nunca trabalhou? Ele trabalhou como jornalista na gazeta Renana e depois foi editor-chefe do jornal e teve que sair do país porque criticou o governo prussiano tendo que se dirigir à Paris onde dirigiu os Anais Franco-Alemães.  Além disso, Marx passou muito tempo no museu britânico lendo e pequisando livros de economistas ingleses, então como não dizer que não trabalhava? Acaso trabalho intelectual já deixou de ser trabalho? Quer dizer então que pessoas que fazem mestrado, doutorado ou que realizam pesquisas são parasitas? Vagabundas? Claro que não, pois sendo assim todos os filósofos seriam vagabundos, assim como todos os pensadores não empiristas. Todos os livros de Marx são frutos de pesquisas de vários anos, frutos de reflexões, enfim trabalho e trabalho desgastante. Então todo o dinheiro que Engels lhe dava e também seus aliados nada mais era que uma espécie de salário pela contribuição intelectual que legou ao proletariado ou melhor, a toda humanidade. Ainda assim,  Marx trabalhou como correspondente do jornal  norte-americano New York Daily Tribune, entre 1856 e 1862, quando estava morando na Inglaterra. Então afirmar que Marx era vagabundo é uma grossa mentira, uma calúnia, pois se formos levar esse argumento de que Marx nunca trabalhou até as últimas consequências, chegaremos à conclusão de que todos que trabalham com o intelecto são vagabundos, parasitas.

Os protestantes fundamentalistas afirmam que Marx era satanista mas não apresentam nenhuma evidência a não ser uma poesia, Marx se declarava materialista ateu, ou seja, negava a existência de Deus e de todo o mundo espiritual, anjos, demônios, duendes e gnomos, como Marx poderia adorar aquilo que ele mesmo negava a existência?

Desmentidos esses argumentos resta demonstrar que ainda que  fossem verídicos em nada prejudicariam as ideias, os pensamentos e os livros de Marx, parafraseando Nietzsche: uma coisa é a vida de um homem e outra suas ideias e seus livros. Se Marx fosse satanista o comunismo seria errado? Não. Porque o ponto em discussão não é esse, o ponto é saber se Marx estava certo ou errado, se o seu sistema funciona ou não fuinciona, o bom argumentador apontaria os erros de suas teorias, de seu sistema e demonstraria seus erros, nada mais. Se Marx fosse vagabundo e parasita isso tornaria o comunismo falso? Não. O que torna o comunismo falso ou verdadeiro é a demonstração de que Marx errou ou acertou em seu sistema, nada mais. Afirmar que Marx era vagabundo ou satanista não desmonta seus argumentos, não os refuta, isso é desonestidade de quem não leu Marx ou de quem não consegue refutar suas ideias. Isso se chama de argumento ad hominem que segundo a Wikipédia é:

"Um Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia identificada quando alguém procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo. Um argumentum ad hominem é uma forte arma retórica, apesar de não possuir bases lógicas.
A falácia ocorre pois conclui sobre o valor da proposição sem examinar seu conteúdo, o que é absurdo.
O argumento contra a pessoa é uma das falácias caracterizadas pelo elemento da irrelevância, por concluir sobre o valor de uma proposição através da introdução, dentro do contexto da discussão, de um elemento que não tem relevância para isso, que neste caso é um juízo sobre o autor da proposição".

Então não interessa quem Marx foi ou deixou de ser o que importa é se suas ideias são válidas ou não, então quem deseja refutar o pensamento marxiano deve estudar suas obras e apontar seus erros ao invés de acusar sua pessoa como se isso invalidasse suas teses. O bom argumentador discute ideias e não pessoas.

sábado, 3 de novembro de 2012

Carta aberta ao amigo Camilo Gomes Jr acerca da anarquia







Caro Camilo (Camilo Gomes Jr é blogueiro e seu blog é a "Voz da espécie"   (http://avozdaespecie.wordpress.com/  ) sei que você tem dúvidas sobre a funcionalidade do anarquismo, isso é bom porque nos permite o debate sobre este assunto.

Segundo suas dúvidas, dúvidas louváveis:

Quanto à questão do anarquismo, acho que o maior desafio para seu estabelecimento é justamente superar o desenho genético de nossos cérebros (cujo funcionamento produz nossas mentes), em especial no que tange àqueles traços de base mais instintiva ou de moral primitiva que antropólogos já registraram distribuídas em todas as sociedades humanas, nas mais diversas culturas: os chamados “universais humanos”. Acho difícil superá-los ou reduzi-los sem a presença coercitiva de alguma autoridade central (um Estado: aqui, entendido como qualquer poder centralizado numa comunidade, seja um Estado organizado como o democrático de direito contemporâneo, seja um conselho de sábios, uma cúpula de partido, um rei, um parlamento, uma liderança tribal ou um patriarcado de clã). 

Parece-me que você parte da premissa de Hobbes: "Homo homini lupus", "o homem é o lobo de outro homem", por isso é preciso ter uma autoridade externa para que o mundo não caia "na guerra de todos contra todos". 

Somos levados a crer que o Estado é importante, que ele é quase divino e que existe desde que o ser humano surgiu ou que é um mal menor. Sem Estado não haveria leis, não haveria organização e todos seriam individualistas tais como os homens-lobos de Hobbes. Infelizmente é isso que nos ensinam nas escolas, a história é falsificada com objetivo de querermos sempre uma autoridade, um governo. Muita gente acha que a anarquia é uma utopia e que nunca vai existir essa idade do ouro, logo a presença do Estado se faz necessária.

Acontece que tivemos sim, essa idade de ouro e foi na Idade Média que a maioria das pessoas por ignorância chama de Idade das Trevas. Foi nessa época que surgiram as comunas e as guildas que se guiavam por leis consuetudinárias ao invés de se guiar pelo direito romano. Os homens nessa época se associavam livremente, criavam fraternidades e federações.

Sobre as guildas e fraternidades diz Kropotkin: "Sob a designação de guildas, de amizades, de fraternidades, de universidades etc., pululavam as uniões para a defesa mútua; para a ofensa de vinganças recebidas por qualquer membro da união; para se solidarizarem com todos os atos que fossem levados a efeito - substituindo, assim, a estúpida vingança do olho por olho pela compensação, seguida da aceitação pura e simples do agressor na "fraternidade";para o aprendizado e exercício das profissões; para o socorro em caso de doença; para a defesa do território; para impedir as pretensões da autoridade nascente; para o comércio; para a prática da "boa vizinhança"; para a propaganda... para tudo, enfim, que o europeu educado pela Roma dos Césares e dos papas, solicita hoje ao Estado". [1]

Durante a Idade Média não existia o Estado, o Estado tal como é hoje é uma invenção moderna e não é nada daquilo que diz Hobbes, que é preciso um poder centralizador para que o homem não caia na guerra de todos contra todos.

Segundo este mesmo autor: "...Os bárbaros deixavam-se escravizar, trabalhando para os amos; mas seu espírito de ação livre e de livre entendimento não se tinha corrompido. apesar de tudo, as suas fraternidades tinham vida; e as suas cruzadas não fizeram senão despertá-las e desenvolvê-las no Ocidente. 
Então, e com grande espanto da Europa, eclodiu, nos séculos XI  e XII,  a revolução das comunas, revolução preparada desde longa data pelo espírito federativo, espírito este que saiu da união das fraternidades ajuramentadas com a comuna rural". [2]

Como bem se vê a anarquia, a acracia ou qualquer nome que se dê a isso não é uma utopia, uma ilusão de mentes românticas ou degeneradas como querem os defensores do Estado sejam conservadores sejam esquerdistas, sejam de centro. Um governo imposto, uma auto--gestão já existiu mas é claro que nossos historiadores oficiais não têm interesse em mencionar, daí que nossas gerações "educadas" nessa história se apegam ao Estado como aquela instituição que garante seus direitos e que o assiste em suas necessidades. E   diante de tal ocultação ou adulteração da história os anarquistas são odiados e insultados pelos estatólatras que não se deram ao trabalho de estudar os teóricos anarquistas.

De acordo com Kropotkin: "Em algumas regiões, o desenvolvimento destas comunas foi natural. Em outras - e foi a regra geral para a Europa ocidental - o seu desenvolvimento foi o resultado de uma revolução.
Quando os habitantes de um determinado burgo sentiam-se suficientemente protegidos por suas muralhas, formavam uma "conjuração". Voluntária e mutuamente faziam o juramento de abandonar, esquecer, mesmo, todas as questões provenientes de insultos, de lutas ou de ferimentos; e juravam também que, no futuro, não mais recorreriam, nas desavenças que porventura houvesse, a outro juiz que não fosse o síndico, ou os síndicos nomeados por eles. Em cada guilda de profissão ou de boa vizinhança, em cada fraternidade ajuramentada, este procedimento foi praticado durante um largo período de anos. E nas comunas rurais, antes do bispo ou do reizinho terem introduzido nelas para impor-se como juízes, observava-se o mesmo costume.
Mais tarde, as aldeias e as paróquias que constituíam o burgo, assim como todas as guildas ou fraternidades que se desenvolveram no seu seio, consideravam-se como uma única amizade, não só para nomear os seus juízes, como para jurar a união persistente entre todos os grupos.
Para isso redigia-se imediatamente uma carta que era aceita por unanimidade. Em caso de necessidade mandava-se copiar essa carta (espécie de constituição de que se conhecem, hoje,  centenas e centenas de exemplares) de qualquer comuna vizinha; e, assim, ficava constituída a nova comuna. Ao bispo, ou ao príncipe, que, até aquela data, tinha sido, em maior ou menor grau, o dono, o senhor, não lhe restava outro recurso senão o de aceitar o fato consumado, ou combater, por meio das armas, a nova conjuração. muitas vezes o rei, quer dizer, o príncipe que procurava dar-se ares  de superioridade sobre os outros príncipes, mas cujo cofre estava vazio, "outorgava" a carta mediante uma certa quantia. Deste modo renunciavaà imposição do seu jugo à comunidade, assumindo, depois, uma pose altiva perante os outros senhores feudais. Mas isto não era, de maneira alguma, a regra geral: centenas e centenas de comunas viviam sem outra sanção que não fosse a sua vontade, as suas muralhas e as suas lanças!". [3]

Isso porque o desafio de se conseguir, sem imposição da autoridade, a homogeneidade comportamental: o respeito para com o outro e para com o que é do outro, a compreensão da partilha necessária, de que não se pode matar, roubar, estuprar etc., ao que parece a mim e a muitos estudiosos cujos trabalhos conheço, dependeria de a mente humana ser uma tábula rasa lockiana, que fosse reprogramada numa espécie de lavagem cerebral coletiva que produzisse mentes funcionando da mesma maneira, predispostas a emitir os mesmos juízos de valor sobre as mesmas coisas. Ou seja, é basicamente a grande falha do “princípio da não agressão” dos anarcocapitalistas.

Na verdade, não, caro Camilo, somos anarquistas por natureza, muitas e muitas vezes entre amigos ajudamos e somos ajudados sem pedir algo em troca, sem inserir ideias de obrigatoriedade. Então, diante das evidências de que o ser humano é o lobo do outro homem, pensamos ser necessário um Estado policial e repressor. Agora, é fato que os detentores do poder não querem que o povo saiba a verdade, não é interessante saber que as comunas, guildas e fraternidades funcionavam sem a presença do Estado. O Estado precisa sobreviver através do medo das pessoas que se isolam e buscam conforto nessa entidade abstrata chamada Estado.

Infelizmente essas experiências começaram a acabar no século XVI com o fortalecimento dos comerciantes e apoio destes aos reis e também porque as fraternidades se emanciparam mas esqueceram de emancipar seus irmãos camponeses e esses se uniram aos senhores feudais e reis para enfraquecer e destruir as guildas e fraternidades e isso se deu simplesmente por causa de seu apoio aos reis e senhores feudais. Esta é a tese defendida por Kropotkin em seu livro: O Estado e seu papel histórico. Quanto a essa opinião do Steven Pinker penso que não se sustenta pois como já diziam os positivistas: contra fatos não há argumentos. É evidente que crimes continuarão existindo e mesmo injustiças mas numa escala bem menor, pois o que a sociedade procura é a justiça enquanto nossa sociedade só lhes dá a legalidade.

Notas: Todas as referências feitas à Kropotkin foram retiradas do livro "O Estado e seu papel histórico".

domingo, 21 de outubro de 2012

Redução nas contas de energia


Vou imitar aqui o Otário: Óóóó que legal a presidente Dilma vai reduzir o preço das contas de luz. Como ela é generosa! Puta que pariu presidente, não me fode! Vocês do PT fizeram com que essas empresas cobrassem a mais e agora só vão ter que restituir, o que é uma obrigação de vocês, não tem mérito nenhum. Porra, por que não falam que cometeram um erro durante 8 anos? Fazem a merda e ainda aproveitam para enganar o povo como se vocês estivessem nos fazendo um favor.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Um mundo ácrata é possível?




Muitas pessoas tem me perguntado se um mundo anarquista é possível. Elas duvidam, é um direito que lhes assiste. Argumentam que um mundo anarquista é um mundo sem hierarquia, portanto não funciona, e, apresentam suas razões para isso. Uma delas é assaz interessante, fundamentada na biologia, mais especificamente, no evolucionismo. Essa tese afirma que o homem como ser biológico precisa de hierarquia e que mesmo no mundo dos primatas (e nós somos primatas) existe noção de hierarquia.

Piotr Kropotkin, anarquista russo e geógrafo, pesquisou a vida animal na Ásia e afirmou sim, que a evoluçãose dá pela seleção natural, mas não só pela seleção natural, também se dá pela cooperação, apoio mútuo, que é título de sua obra que versa sobre a reciprocidade.

Mas ainda que não existisse a evolução por meio da cooperação deveríamos aceitar o determinismo biológico? Não. Porque todo determinismo é reducionista, isto é, dogmático, se apresenta como a única ciência perfeita e verdadeira, as outras ciências não passam de charlatanismo, no caso dos cientificistas; de ideologia burguesa no caso dos marxistas ortodoxos. De modo que devemos rejeitar todo e qualquer reducionismo, seja biológico (darwinista), seja econômico (marxista), seja psicológico (freudista), uma vez que nenhuma ciência pode explicar o todo, e as ciências são especificidades, portanto fragmentação da realidade.

Ainda que o ser humano tenha uma forte inclinação biológica, ele não é determinado, tanto é verdade, que o ser humano pode criar e recriar culturas e valores. Dizem os biólogos que o estupro era comum na época das cavernas e que esses homens agiam por puro instinto. Ora, não era porque isso é normal e porque seja algo instintivo que devemos permitir que o estupro seja algo legal. Só o fato da maioria condenar o estupro mostra como a natureza humana, não é determinada, que tem plasticidade para se adaptar a novas situações. Explicados os porquês dos perigos do reducionismo, tentarei responder a pergunta:

                      É possível existir um mundo ácrata? 

A anarquia por ser um sistema sem governo só funciona se transformarmos a sociedade como explica Bakunin:

"Abolição de qualquer relação e de qualquer igreja do Estado ou mantida pelo Estado...
Necessidade absoluta de cada país que quiser fazer parte desta federação livre de povos de substituir a organização centralista, burocrática e militar por uma organização federal, baseada na liberdade absoluta e na autonomia das regiões, das províncias, dos municípios, das associações e dos indivíduos com funcionários eletivos e responsáveis diante do povo, e como o armamento nacional, organização que se formará, como atualmente, de cima para baixo, mas de baixo para cima e da circunferência para o centro, pelo princípio de federação livre, partindo dos indivíduos livres que formarão as associações, as comunas autônomas que formarão as províncias autônomas que formarão as regiões e das regiões que, federalizando-se livremente entre si, formarão os países que, por sua vez, formarão cedo ou tarde a federação universal e mundial". in A sociedade ou Fraternidade Internacional Revolucionária (1865)