É muito triste a acusação que os comunistas fazem à Igreja Católica chamando-a de reacionária e que nunca ajudou os pobres (isso se deve à malícia ou à ignorância ou ainda a ambos) mas muito mais triste é o fato de que os católicos apostólicos romanos (não sou católico romano) não conheçam a Doutrina Social da Igreja e qualquer um que fale contra a exploração econômica dentro da igreja é visto como um comunista. Evidentemente que dentro da Igreja Católica há pessoas e grupos mal-intencionados como a TFP que apoiou a ditadura militar no Brasil por ser extremamente reacionária e burguesa (lembrando que burguês e reacionário não são sinônimos, nem todo burguês é reacionário e nem todo reacionário é burguês). Seitas como a TFP, sim seitas, posto que agem independentemente da Igreja, seitas como a TFP se valem do nome de Cristo e da Igreja para promover a burguesia. Doutrinariamente falando a TFP é católica, mas pragmaticamente falando é protestante por ser liberal em economia e individualista.
Mas o cristianismo sempre foi socialismo ainda que Marx no Manifesto comunista diga injustamente que o socialismo cristão é apenas a água benta com que o padre abençoa a irritação do aristocrata. Quando disse isso foi profundamente desonesto, desonesto porque ele conhecia bem a história. Quem lê os Evangelhos, os escritos dos apóstolos e a literatura patrística não se deixa enganar pelas firulas da religião comunista e de outros socialismos ateus que o que tem de bom, se apropriaram indevidamente do cristianismo.
São Basílio Magno, São João Crisóstomo chamam os ricos de ladrões e os outros padres da Igreja não tinham palavras agradáveis para os ricos exploradores. Os que falam mal do cristianismo e que chamam a religião cristã de burguesia nada entendem de cristianismo, nunca leram o catecismo que dizer então da literatura patrística.
Muito antes dos comunistas aparecerem no mundo os Padres da Igreja já trovejavam contra os ricos iníquos. Eu mesmo cheguei ao socialismo através dos Santos Evangelhos e da literatura patrística, não precisei conhecer Marx para saber como sofrem os oprimidos. Homens como Basílio Magno, Gregório de Nazianzo, Gregório de Nissa, João Crisóstomo, Ambrósio de Milão, Astério de Amasséia, Jerônimo de Belém, são provas de que nem sempre a religião é "o ópio do povo".
E na Idade Média a Igreja Romana deixou um grande teólogo filósofo discorrer acerca da justiça social, o grande Tomás de Aquino que é conhecido apenas por suas controvérsias religiosas.
Cristãos segui o espírito de Cristo e comunistas ateus deixem de falar merda e vão estudar, porra!!!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Relativismo moral
É difícil fazer uma abordagem acerca da moral por vários motivos e entre esses, o que mais influi: a cosmovisão.
Os teístas, como eu, afirmam que a moral não é relativa, mas absoluta, os ateus via de regra são relativistas, principalmente os seguidores de Max Stirner e Friedrich Nietzsche.
Se a moral é absoluta então é válida para todas as épocas e lugares, porque foi deus que a implantou na mente do homem.
No caso dos ateus, eles negam que exista deus/deuses, não há um absoluto fora do universo. Logo não há uma lei moral a qual obedecer. Os anarquistas individualistas ateus como Stirner e Nietzsche dão um valor sem medidas ao "eu", tornando o outro um nada. Eles reeeditaram no século XIX Protágoras que afirmou há 24 séculos que "o homem é a medida de todas as coisas".
Nietzsche e outros ateus partem do princípio que em moral não existe nem o certo nem o errado, o certo e o errado foram criados pelos fracos que desejavam dominar todos os indivíduos, principalmente através da religião com seus códigos morais. Os seguidores de Nietzsche e Stirner se convenceram que a moral é uma criação dos homens, portanto sem valor algum. Segundo eles, cada pessoa deve criar sua própria moral e viver conforme bem entender, deve viver de acordo com seus instintos.
Se não existe o certo e o errado, nem bem nem mal, então ajudar alguém ou prejudicar dá na mesma, posto que não tem valor em si mesmo. Tanto faz estuprar, roubar, matar como cuidar de enfermos, órfãos e dos carentes. Mas se eu crio meus próprios valores, e eles são válidos para mim, ninguém no mundo pode me contestar, não posso ser julgado por nenhum tribunal, nem mesmo por deus, uma vez que não existe.
Mas os anarquistas nitzscheanos que não tem coerência, dizem que temos que ajudar as pessoas e até perguntam você não se sente melhor ajudando as pessoas do que prejudicando-as? A única diferença é que você faz por livre e espontânea vontade, não há mandamentos, deus ou qualquer autoridade que lhe obrigue a a fazer o bem.
Sinceramente, um ser humano que se ache a medida de todas as coisas poderá amar alguém? Duvido. Nós somos 7 bilhões de seres humanos, então imagina se cada um tiver seus próprios valores... De acordo com esses relativistas já não existe justiça nem direito, nem certo nem errado. Mas mesmo eles absolutizando seu relativismo, sabem que existe bem e mal, pois pregam que se possa fazer o bem, ajudar, cooperar. Então como dizem que não existe nem bem nem mal? Acaso se eu quiser dar um soco por pura vontade na cara de um anarquista nietzscheano/stinereano, ele vai aceitar, só porque senti vontade ou ficará indignado?
Uma coisa é a moral e outras são tabus e tabus devem ser derrubados, porque não são válidos para todos os povos nem para todos os tempos, antes são localizados no tempo e no espaço. Agora, prejudicar o semelhante seja roubando, traindo, matando isso é imoral em todas as épocas. Da mesma forma que amar e querer bem ao outro é moral e louvável em todas as épocas. A moral, a verdadeira moral é aquela que se refere no que toca ao outro: se ajudo, faço o bem; se prejudico, faço o mal, nada mais do que isso. Questões como homossexualismo, roupas, vocabulário que uma pessoa usa, não pertence ao domínio da moral mas do puritanismo, logo da hipocrisia.
Se a moral é relativa, se não há certo e errado por que dizem esses anarquistas que toda autoridade é má? Por que dizem que o capitalismo é mal? Onde está sua coerência?
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Nem pátria nem patrão
Nem pátria nem patrão este é o lema dos anarquistas e o que significa? Significa que para anarquistas a palavra pátria é uma abstração desprovida de sentido. O que é a pátria? A terra onde nasceste, o teu povo? Se é a terra onde nasceste não diz lá muita coisa, pois se nasceste ali foi por mero acidente. E o teu povo? É o povo que fala tua língua? Que assiste aos jogos da seleção brasileira?
A escola e a sociedade através dos militares querem inculcar nos jovens o valor da pátria. Mas vejamos o que é a pátria. Pátria é uma coisa abstrata sem fundamentos no mundo real. Como posso amar uma pátria na qual crianças morrem de fome, idosos morrem nos corredores dos hospitais. Onde o povo continua sofrendo e comendo as migalhas da burguesia.
A pátria é um conceito criado com a finalidade de ludibriar os inocentes e fazer com que um homem do povo se solidarize com um rico, que um trabalhador se solidarize com seu patrão e assim por diante.
Pátria evoca a ideia de nacionalismo, ufanismo. E essas ideias podem ser úteis as classes dominantes da sociedade para culpar os estrangeiros pelas crises econômicas, e pelas necessidades do povo.O nacionalismo pode gerar o ódio e o ódio pode servir de arma para a classe dominante fazer com que o povo deseje a guerra contra um suposto inimigo. O nacionalismo cega as pessoas de forma tal que elas não conseguem ver em outros povos senão inimigos: alemães, italianos, franceses, iraquianos, etc... Os povos de outros países são tão sofredores quanto meu povo, mas os povos todos estão alienados. O operário não consegue ver o operário do outro país, o camponês não se identifica com o camponês de país tal e assim por diante. Mas esses homens de línguas diferentes, de tradições e culturas diferentes tem muito mais em comum entre si do que um trabalhador e seu patrão brasileiros, por exemplo. Mas o conceito de pátria foi inventado para que o pobre norte-americano não enxergasse no pobre iraquiano o seu semelhante, mas o seu inimigo, quando na verdade o inimigo de quaisquer soldados são seus patrões, seus generais, seus governos que os mandam defender uma coisa que eles nem sabem ao certo o que é.
Por que defender a pátria? A pátria que não dá ao pobre a mesma oportunidade que dá ao rico? A pátria que dá péssimas escolas para o proletariado, enquanto a burguesia tem escolas de ponta? A pátria que não permite que sem-terras não possam sequer utilizar terras improdutivas? A pátria que manda a polícia bater em professores que fazem greves? Que pátria é essa?
Se os homens do povo percebessem que pátria é uma abstração, certamente que não fariam guerras, pelo menos não contra seus iguais. mas contra a burguesia que os explora 24 por dia sem cessar.
Patrão é o sujeito que se acha amo e que pode fazer o que bem tende se acha acima do bem e do mal. Patrões gostam de humilhar seus empregados. Mas não é preciso ser patrão para explorar seus subordinados, ser gerente ou coisa que o valha, ser um funcionário público que tenha cargo de chefia é quanto basta para que uma pessoa se mostre arrogante com seus subordinados. E se mostram assim porque são desiguais, porque são superiores, não por mérito ou pela natureza, mas pela cobiça. Ora, não pode haver igualdade onde há patrões e empregados, chefes e subordinados. Onde há quem mande e quem obedeça, necessariamente há autoridade e supressão da liberdade. E é por isso que nós anarquistas temos por lema "nem pátria nem patrão".
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Definição de anarquismo
"Os primeiros que foram chamados anarquistas, o foram como insulto no curso das revoluções inglesa e francesa dos séculos 17 e 18, para dar a entender que queriam a anarquia, quer dizer, o caos ou a confusão. Mas desde os anos 1840, foram anarquistas os que aceitaram este nome como símbolo para mostrar que queriam anarquia, quer dizer, a ausência de governo. Tanto em grego como em inglês e português, a palavra tem os dois sentidos; os que não são anarquistas, sustentam que ambos vêm a dar no mesmo, mas os anarquistas fazem questão de assinalar a diferença. Há mais de um século, são anarquistas os que creem não apenas que a ausência de governo não significa forçosamente caos e confusão, senão que uma sociedade sem governo será realmente melhor que a atual".
Nicolas Walter
Nicolas Walter
sábado, 1 de outubro de 2011
Anarquia
Escrevi um post sobre anarquia no início do ano, onde eu criticava o anarquismo sem dó nem piedade, até o dia em que comecei a ler a literatura anarquista de Bakunin, Proudhom e Kropótkin entre outros. E minha ideia sobre o anarquismo mudou muito, não sei todavia dizer se eu sou ou não um anarquista, até porque saí do PCB e me filiei ao PSOL, não porque eu acredite nalgum partido mas porque um amigo me insistiu muito, mas isso não vem ao caso.
Desde que comecei a ler a literatura anarquista tenho me identificados com alguns pontos e rejeitado outros. Mas afinal o que é o anarquismo? Anarquismo - segundo os próprios anarquistas - é a doutrina que prega a liberdade contra todo e qualquer tipo de autoridade, visando dar autonomia a todos os seres humanos, ou seja, é a doutrina que ensina a igualdade, a liberdade e ajuda mútua. O anarquismo não se considera nem de direita nem de esquerda, porque não é um partido político, mas uma forma organizada e também uma forma de vida. O anarquismo é totalmente contra o capitalismo e contra toda e qualquer forma de autoridade que descambará na tirania.
O anarquismo por assim dizer não é a filosofia do operário, do proletariado, de uma classe, mas de toda a humanidade e sua luta está no campo das ideias, os anarquistas não lutam contra a exploração econômica como os marxistas, mas contra toda e quaisquer formas de exploração sejam econômicas, sociais, raciais, políticas e religiosas. Os anarquistas tem por objetivo destruir toda autoridade e construir uma sociedade onde não haja líderes, chefes e todos possam se associar livremente a um grupo de pessoas e também sair livremente desse grupo de pessoas, os anarquistas querem uma sociedade de ajuda mútua, onde todos podem falar e ser ouvidos. Como bem se vê, os anarquistas vão ainda mais longe do que o marxismo e não prescindem do Estado. Viva a anarquia! Por uma sociedade livre!
Desde que comecei a ler a literatura anarquista tenho me identificados com alguns pontos e rejeitado outros. Mas afinal o que é o anarquismo? Anarquismo - segundo os próprios anarquistas - é a doutrina que prega a liberdade contra todo e qualquer tipo de autoridade, visando dar autonomia a todos os seres humanos, ou seja, é a doutrina que ensina a igualdade, a liberdade e ajuda mútua. O anarquismo não se considera nem de direita nem de esquerda, porque não é um partido político, mas uma forma organizada e também uma forma de vida. O anarquismo é totalmente contra o capitalismo e contra toda e qualquer forma de autoridade que descambará na tirania.
O anarquismo por assim dizer não é a filosofia do operário, do proletariado, de uma classe, mas de toda a humanidade e sua luta está no campo das ideias, os anarquistas não lutam contra a exploração econômica como os marxistas, mas contra toda e quaisquer formas de exploração sejam econômicas, sociais, raciais, políticas e religiosas. Os anarquistas tem por objetivo destruir toda autoridade e construir uma sociedade onde não haja líderes, chefes e todos possam se associar livremente a um grupo de pessoas e também sair livremente desse grupo de pessoas, os anarquistas querem uma sociedade de ajuda mútua, onde todos podem falar e ser ouvidos. Como bem se vê, os anarquistas vão ainda mais longe do que o marxismo e não prescindem do Estado. Viva a anarquia! Por uma sociedade livre!
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