Ser professor para mim não é apenas mais uma profissão entre tantas mas um verdadeiro laboratório, campo de pesquisas. Outro dia estava curioso para saber como os alunos veem a instituição escolar e como veem os docentes, então eu lhes pedi que expusessem tudo o que sentiam acerca da escola e dos professores e disse que eles não precisariam se identificar que os textos podiam ser anônimos como forma de proteção, pois o meu intuito era apenas saber o que eles pensam sobre a escola e sobre aqueles que lhes ensinam.
As redações que pedi foram feitas por pré-adolescentes (11-12 anos) de um 6º ano. Recolhi os textos e desenhos e em casa li e constatei que certos professores pensam que enganam os alunos, não eles não enganam, essas crianças sabem que ensina e quem enrola.
Ao ler as redações pude aprender com meus alunos a como não ser um mau professor. Entre várias reclamações e xingamentos, duas reclamações me chamaram a atenção: de professores que só passam lições do livro, isto é, cópias e mais cópias de textos e que não explicam nada e de professores que levam notebooks em sala de aula e fingem que dão aula e até xingam alunos de otários e bestas. Agora entendo porque pré-adolescentes muitas vezes não gostam da escola e com razão. Eles gostam de ser tratados como pessoas inteligentes, com respeito, querem alguém que de fato lhe ensine, lhe explique e que não fique passando cópias.
Tive essa ideia ao ler a sinopse e também algumas páginas de um livro que comprei num sebo mas ainda não tive a oportunidade de lê-lo, trata-se do livro Diário de um educastrador de Jules Celma
sábado, 7 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
Cuba é um país sem liberdade e os EUA são o país das liberdades
Não sou marxista-leninista mas entre o capitalismo e o socialismo autoritário de Cuba prefiro o último porque o capitalismo se reveste de liberdade quando não pode haver liberdade sem igualdade de condições.
Em discussões travadas no facebook sempre me deparo com pessoas que se dizem apolíticas, que apenas defendem a "justiça" e a "liberdade", mas por trás desses discursos subjaz a ideologia reacionária.
Ultimamente os discursos contra Cuba tem sido mais ferozes por causa da contratação de médicos cubanos no Brasil, primeiramente os reacionários vieram com essa: "Eles tem que fazer o revalida, porque não tem competência" aí quando você prova que os médicos são os mais competentes porque passaram no revalida, então passam a falar que os médicos trabalham em regime de escravidão, mas é engraçado que essas pessoas tão preocupadas com os direitos humanos nunca se preocuparam com os bolivianos que trabalham em regime de escravidão em São Paulo nas indústrias têxteis e sequer querem saber se os produtos que consomem são ou não feitos por escravos. Mas voltando aos cubanos, eles trabalham como escravos? Não, eles não são escravos porque é o governo cubano quem paga diretamente seus salários, isto porque esses profissionais foram emprestados. Se quer saber mais leia aqui.
Aí os paladinos da liberdade dizem que Cuba não tem liberdade e ao mesmo tempo adoram falar das liberdades dos Estados Unidos. Por aí se vê que ou são ignorantes no assunto ou agem de má fé ou o que é pior ambas as coisas. Cuba não tem liberdade? Como assim? A blogueira Yoani Sánchez tem plena liberdade de escrever contra o regime dos Castros e até pôde vir ao Brasil debutar e voltar para seu país sem ser presa ou perseguida. Sem contar que essa blogueira é uma mistificadora como se pode ler nesse texto. A "falta de liberdade" em Cuba é assim, passemos agora a falar das liberdades individuais nos EUA, o presidente Obama está vigiando a população norte-americana e grande parcela do povo acredita que é para o seu próprio bem, mas esse Estado policial vem de longa data. O ex-consultor técnico da CIA, Edward Joseph Snowden não teve tanta sorte quanto a blogueira cubana, este sofre perseguição sistemática do país "mais democrático do planeta" por revelar que o governo americano vigia seus cidadãos. Chelsea Manning soldado norte-americana (nascido Bradley) foi condenada a 35 anos por vazar um vídeo em que um helicóptero norte-americano ataca civis no Iraque. Interessante, essa liberdade norte-americana. Se fala a verdade e revela os podres do império a pessoa é perseguida ou condenada. Os EUA se acham no direito de interferir na privacidade das pessoas, esta é a tal liberdade ianque? E depois é Cuba que não tem liberdade? Uma outra comparação entre os EUA e a comunista e "periculoso país cubano", o último não interfere na autodeterminação dos povos, já os EUA se acham no direito de levar a "democracia" para os países que considera inimigos, isso porque os inimigos tem petróleo, e democracia para os EUA significam poder roubar o tesouro desses países e fazer com que aceitem seu governo. Para quem não sabe o avião presidencial da Bolívia foi proibido de sobrevoar o espaço aéreo da França, Itália, Portugal e Espanha a pedido dos EUA, porque este último país queria que algum representante dos países aliados revistasse o avião presidencial da Bolívia, violando o direito internacional, uma vez que os aviões presidenciais gozam da mesma imunidade que as embaixadas. Não contentes em escravizar seu povo esse país se acha no direito de oprimir todos os outros países em nome da liberdade e da democracia.
A questão contra Cuba não tem quaisquer fundamentos teóricos é pura questão ideológica pois se os críticos de Cuba fossem sinceros, eles também criticariam os EUA e muito mais do que Cuba ou ao menos estudariam a história de Cuba. Pois na hora de criticar os EUA esses que se dizem defensores dos direitos humanos, das liberdades individuais fecham os olhos e tapam os ouvidos para não ver e nem ouvir as atrocidades cometidas pelo país "sonhos e liberdades".
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Cidadania, ética e valores na escola contra a violência
Reproduzo de memória uma redação que fiz para poder fazer uma pós graduação pela USP, o que infelizmente não consegui mas não me sinto culpado.
Os veículos de comunicação vez por outra noticiam episódios de violência contra professores na escola, e, não são poucos os professores que sofrem violência, mas não só os professores sofrem violência mas também alunos são atingidos por ela e mesmo suas famílias. Qual é a gênese dessa violência? Muitas vezes essa violência nasce nas famílias dos alunos (não de todos, mas de muitos) e estes apenas a reproduzem, eles sofrem a violência física e também a violência socioeconoômica imposta por uma sociedade injusta.
O problema esta posto, como resolver este impasse? Que ética devemos ensinar aos nosso alunos para mudar esta realidade? Os valores que devem ser ensinados são basicamente dois: o apoio mútuo e a liberdade. O apoio mútuo porque devemos ensinar aos nossos alunos que eles só poderão conseguir espaço na sociedade se eles se ajudarem e se forem ajudados mutuamente, que o individualismo não os levará a lugar algum e que o apoio mútuo elimina a concorrência que é um dos fatores da violência na escola e na sociedade como um todo. O outro valor a ser cultivado é a liberdade, pois a liberdade implica em responsabilidade, já foi demonstrado à exaustão que dentro da liberdade os alunos se tornam mais criativos e mais responsáveis como já demonstrou José Pacheco na Escola da Ponte. Os alunos deveriam participar da elaboração do regimento escolar, deveriam ter liberdade para aprender, sem gritos, sem autoritarismo. Infelizmente isso não é possível porque nosso sistema escolar é todo baseado no autoritarismo.
Se queremos uma escola que funcione devemos adotar a ética da liberdade e do apoio mútuo uma vez que desses valores brotarão a solidariedade, a criatividade e a responsabilidade, se não for por estas vias a realidade escolar não vai mudar e todos os discursos serão vãos.
P.S.: Foto da escola anarquista Paideia na Espanha
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Dicionário dos insultos
ATEA: Associação brasileira de ateus e agnósticos, uma associação que bem merece o nome de igreja porque precisam negar a todo instante que Deus não existe como se fosse uma shahada invertida. Essa é a igreja da gente que duvida de seu próprio ateísmo e portanto precisa autoafirmar-se como tal; já inventaram até um sacramento, a cerimônia de desbatismo que pretendem promover em forma de protesto contra a vinda do papa Francisco.
Cristão: Entre os chamados "evangélicos", cristão é aquele que segue Moisés e celebra os feitos de David um pequeno governante que a Bíblia chamou de rei.
Diabo: Personagem preferido nos meios neo-pentecostais. Os líderes das religiões satanistas estão desesperados, porque seus adeptos estão se tornando neo-pentecostais, não é para menos, quem mais fala no diabo e o conhece do que o neo-pentecostais?
Erudito: Nos meios esquerdistas é uma forma de xingamento. Se alguém demonstra ter mais conhecimento do que os marxistas ortodoxos, liberais, fanáticos religiosos, entre outros, logo é chamado de erudito. Eu já fui "xingado" de erudito várias vezes.
Feminismo: Uma religião sem deuses ou deusas e que todavia possui dogmas. Quem pertence a tal segmento sofre de paranoia, vê machismo em tudo menos onde ele está de fato em sua mente. Para receber a alcunha de machista basta apenas discordar de algum ponto de vista duma pessoa pertencente a tal segmento e nem precisa ser algo de fato preconceituoso.
Gol: Fanáticos por futebol quando gritam esta palavra entram num estado de euforia tal que perdem a noção da realidade, acreditam que ganham algo só porque o time para o qual torcem fez gol.
Hora: Queremos saber as horas para saber quanto tempo não temos disponível para nós e nossas famílias.
Ideologia: Crença infundada numa ideia hiperatrofiada. Doutrina que racionaliza um determinado conceito que não pode ser questionado sem ser hostilizado. A ideologia toma as mais variadas formas: religião, política e econômica entre outras. No caso de muitos ateus (eu disse muito e não todos) a ideologia serve para preencher o vazio deixado em suas mentes.
Jesus Cristo: O nome mais citado do mundo e o personagem menos conhecido da história. Os fanáticos religiosos lhe atribuem todas as cagadas que fazem.
Liberal: Um ser contraditório que prega a liberdade e age autoritariamente.
Macaco: Criacionistas ensinam que o homem veio do macaco; evolucionistas nunca ensinaram tal disparate.
Nada: Alguns ateus mal-intencionados confundem o nada com o vácuo quântico mas esse '"nada" possui uma mínima quantidade de energia, campos gravitacionais e eletromagenéticos, além de partículas virtuais que interagem entre si". ¹
Oração: Se Cícero vivesse hoje e fosse convidado a fazer uma oração estaria metido numa baita encrenca.
Palavrão: Mark Twain escreveu que o palavrão depois de verbalizado dá uma sensação de paz que a oração não dá.
Querido(a): A pessoa que se quer bem ou a pessoa que se quer para satisfazer o ego?
Racista: Um estúpido de pai e mãe que não estudou biologia. Fala com orgulho da raça ariana mas não sabe que o ser humano, o homo sapiens surgiu na África há aproximadamente entre 200.000 e 150.000 anos.
Solidão: É melhor estar só do que na companhia de imbecis.
Trosko: Apelido que os comunistas do PCB dão aos trotkistas do PSTU e PCO organizações ultra-comunistas.
UPP: Unidade de polícia pacificadora - é mais barato que combater as desigualdades sociais e ainda mostra que o governo está "trabalhando" pelo povo.
Verdade: Tem gente que diz que a verdade é relativa e "prova" sua tese falando da Teoria da relatividade, o que demonstra que pessoas que usam este argumento ignoram uma e outra coisa.
X-Men: Não é um tipo de X-burguer ou X-salada.
Zona eleitoral: Território com certo número de eleitores que são fodidos de dois em dois anos.
¹ informação extraída do site Mistérios do mundo ==> http://misteriosdomundo.com/o-que-e-o-vacuo-quantico
Anarco-capitalista: Crê que todo estado que tenha bem-estar social (welfare state) é comunista. Acredita num mundo sem nenhuma intervenção estatal, pautado apenas na livre-concorrência e no individualismo e que isso levará a humanidade a um patamar superior. Eles não sabem que se essa sua ideia doentia se tornar realidade, eles (os anarco-capitalistas) destruirão a humanidade e muitas outras espécies com a gente.
Bíblia: Porta-sovacos. Um livro que contém 66 livros e se você tem uma Bíblia já pode fundar a sua igreja.
Diabo: Personagem preferido nos meios neo-pentecostais. Os líderes das religiões satanistas estão desesperados, porque seus adeptos estão se tornando neo-pentecostais, não é para menos, quem mais fala no diabo e o conhece do que o neo-pentecostais?
Erudito: Nos meios esquerdistas é uma forma de xingamento. Se alguém demonstra ter mais conhecimento do que os marxistas ortodoxos, liberais, fanáticos religiosos, entre outros, logo é chamado de erudito. Eu já fui "xingado" de erudito várias vezes.
Feminismo: Uma religião sem deuses ou deusas e que todavia possui dogmas. Quem pertence a tal segmento sofre de paranoia, vê machismo em tudo menos onde ele está de fato em sua mente. Para receber a alcunha de machista basta apenas discordar de algum ponto de vista duma pessoa pertencente a tal segmento e nem precisa ser algo de fato preconceituoso.
Gol: Fanáticos por futebol quando gritam esta palavra entram num estado de euforia tal que perdem a noção da realidade, acreditam que ganham algo só porque o time para o qual torcem fez gol.
Hora: Queremos saber as horas para saber quanto tempo não temos disponível para nós e nossas famílias.
Ideologia: Crença infundada numa ideia hiperatrofiada. Doutrina que racionaliza um determinado conceito que não pode ser questionado sem ser hostilizado. A ideologia toma as mais variadas formas: religião, política e econômica entre outras. No caso de muitos ateus (eu disse muito e não todos) a ideologia serve para preencher o vazio deixado em suas mentes.
Jesus Cristo: O nome mais citado do mundo e o personagem menos conhecido da história. Os fanáticos religiosos lhe atribuem todas as cagadas que fazem.
Liberal: Um ser contraditório que prega a liberdade e age autoritariamente.
Macaco: Criacionistas ensinam que o homem veio do macaco; evolucionistas nunca ensinaram tal disparate.
Nada: Alguns ateus mal-intencionados confundem o nada com o vácuo quântico mas esse '"nada" possui uma mínima quantidade de energia, campos gravitacionais e eletromagenéticos, além de partículas virtuais que interagem entre si". ¹
Oração: Se Cícero vivesse hoje e fosse convidado a fazer uma oração estaria metido numa baita encrenca.
Palavrão: Mark Twain escreveu que o palavrão depois de verbalizado dá uma sensação de paz que a oração não dá.
Querido(a): A pessoa que se quer bem ou a pessoa que se quer para satisfazer o ego?
Racista: Um estúpido de pai e mãe que não estudou biologia. Fala com orgulho da raça ariana mas não sabe que o ser humano, o homo sapiens surgiu na África há aproximadamente entre 200.000 e 150.000 anos.
Solidão: É melhor estar só do que na companhia de imbecis.
Trosko: Apelido que os comunistas do PCB dão aos trotkistas do PSTU e PCO organizações ultra-comunistas.
UPP: Unidade de polícia pacificadora - é mais barato que combater as desigualdades sociais e ainda mostra que o governo está "trabalhando" pelo povo.
X-Men: Não é um tipo de X-burguer ou X-salada.
Zona eleitoral: Território com certo número de eleitores que são fodidos de dois em dois anos.
¹ informação extraída do site Mistérios do mundo ==> http://misteriosdomundo.com/o-que-e-o-vacuo-quantico
sábado, 20 de julho de 2013
Lição no Egito, no Brasil e nos Estados Unidos
Uns vídeos para descontrair um pouco.
Lição no Egito
Lição no Brasil
Lição nos Estados Unidos
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Reação
O texto a seguir é do anarquista James Herod, uma resposta a Noam Chomky e sobre sua alternativa de aumentar a jaula, isto é, defender as instituições que podem proteger os trabalhadores contra os desmandos das grandes corporações.
"Os predadores não estão fora da jaula; a jaula é eles e suas práticas. A própria jaula é mortal. E quando percebemos que as jaulas tem as dimensões do mundo, e que não há mais 'exterior' para onde fugir, então podemos constatar que a única maneira de não sermos assassinados, brutalizados ou oprimidos é destruir a própria jaula".
James Herod
Imaginemos uma comunidade humana: em seu meio encontramos homens de negócios que declaram tudo possuir e que oferecerão dinheiro a quem quer que trabalhe para eles; guardas armados que espancam ou disparam suas armas sobre quem quer que rejeite ativamente a filosofia dos homens de negócios. Ali encontramos professores que inculcam ideias debilitantes, agiotas incitando os trabalhadores a tomarem dinheiro emprestado, padres pregando como fatalidade a aceitação das coisas tais como são, animadores que tudo fazem para incitar os trabalhadores a comprarem sonhos, conselheiros que fazem com que os trabalhadores acostumem-se aos seus sofrimentos, e políticos que conseguem convencer os trabalhadores a permitirem que aqueles fixem que as regras no lugar destes. A jaula: é isso. Não deveríamos protegê-la, mas atacá-la, sempre que for possível e tivermos oportunidade para fazê-lo.
Por consequência, não é suficiente interrogar-se, como o faz Chomsky: "Deveríamos recusar os meios disponíveis para salvar vidas humanas?"
Também não é suficiente dar-se conta de que esses mesmos meios só são disponíveis justamente porque trabalhadores obrigara o governo a colocá-los em prática. Devemos tomar consciência de que os revolucionários, para quem a estratégia era a de tentar utilizar o Estado para alcançar seus objetivos, também permitiram que esses meios existissem.
Os "meios" que existem atualmente resultam dessa estratégia. Eles não se autocriaram.
Mas essa estratégia funcionou, verdadeiramente? No que me concerne, respondo por um sonoro NÃO a essa interrogação. As duas versões da estratégia "estatista" fracassaram miseravelmente em seu combate para derrubar o capitalismo; o leninismo é o exemplo mais flagrante.
Conquanto essa estratégia tenha permitido o acesso a um mínimo de conquistas sociais no seio dos países capitalistas, não devemos esquecer que isso se deu graças à transferência das riquezas do resto do mundo para os países ricos.
Sem essa transferência das riquezas é evidente que os trabalhadores europeus e americanos nunca teriam podido impor aos governos, nem mesmo leis menores sobre o trabalho.
Assim, se nos situarmos a partir de um ponto de vista mundial, os sucessos desses Estados-providência (democracias sociais) são ilusórios. Além disso, os movimentos de oposição internos desses países não tiveram praticamente nenhum efeito sobre suas políticas estrangeiras. A maioria deles não fez qualquer tentativa, e, ao invés disso, concentrou-se sobre a obtenção de leis sociais para sua própria nação, ignorando as iniciativas do capitalismo entre as nações.
Hoje, essas leis foram progressivamente abandonadas, a fim de obter uma maior concentração de capital; a fim de que haja uma competição mundial mais forte entre as empresas mais importantes; a fim de que as organizações mundiais das classes dirigentes reforcem-se, enfraquecendo os movimentos de trabalhadores, bem como os governos nacionais, isso sob a ofensiva do capital mundial conhecido sob o nome de "neoliberalismo".
James Herod
anarcho-Syndicalist Review, nº 26, 1999.
Traduzido por Plínio Augusto Coêlho
Textos extraídos da revista da Fédération des Travailleurs en Éducation,
N'ature école, nº 2, inverno de 2003, Paris.
O texto foi extraído da Revista Libertários - Revista de expressão anarquista - São Paulo nº 2 .2º semestre de 2003, página 27
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Defesa de certas instituições do Estado
O texto a seguir é do linguista e do ativista anarquista Noam Chomsky. Antes de ler este texto seria interessante se você lesse Uma entrevista com Noam Chomsky e depois o texto Aumentemos a área da jaula.
"o ideal anarquista, qualquer que seja sua forma, sempre tendeu, por definição, a um desmantelamento do poder estatista. Partilho esse ideal. Entretanto, ele entra amiúde em conflito direto com meus objetivos imediatos, que são a defesa, e até mesmo o reforço de alguns aspectos da autoridade do Estado [...]. Hoje, no âmbito de nossas sociedades, estimo que a estratégia dos anarquistas sinceros deva ser a defesa de certas instituições do Estado contra o assalto que elas sofrem, ao mesmo tempo que o esforço para obrigá-las a se abrirem a uma participação popular mais ampla e mais efetiva. Esse procedimento não é minado do interior por uma aparente contradição entre estratégia e ideal; ela procede naturalmente de uma hierarquização prática dos ideais e de uma avaliação, igualmente prática, dos meios de ação."
Responsabilité des intellectuels,
Noam Chomsky, Agone, 1998.
O texto foi extraído da Revista Libertários - Revista de expressão anarquista - São Paulo nº 2 .2º semestre de 2003, página 27
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