Quando eu era mais moço eu adorava Hqs (histórias em quadrinhos), não de todos os heróis mas apenas do Batman e Homem-Aranha. Gostava de ler o Batman não porque eu o admirasse como herói, não mesmo. O que me fascinava e ainda fascina é o motivo que levou o Batman a ser quem é, assim como seus adversários.
Batman se tornou o que é, não porque fosse bonzinho, mas para enfrentar seus medos, cuja causa foi o assassinato de seus pais ainda na infância. É uma história da superação. Claro, que de sua vida heróica, muitos se beneficiaram.
Não vejo nas histórias do homem morcego, aquela dicotomia que se vê em outras Hqs, a luta entre bem e o mal, uma luta entre anjos e demônios. O Batman é humano, tem medos, mas enfrenta-os. Sente-se indignado, todavia sabe que seus inimigos são loucos ou psicopatas.
Dois personagens em especial me chamam a atenção: Duas Caras e o Espantalho. O primeiro é o ex-promotor Harvey Dent que teve seu rosto desfigurado por um criminoso, há várias versões de como isso aconteceu. Uma delas diz que aconteceu quando estava acusando um réu e quando ele chegou perto do réu, esse jogou um vidro de ácido que trazia às escondidas, no rosto do promotor. Outra versão é que um dia, ele conversava com o Coringa, e este lhe disse: "Um dia você vai mostrar o seu lado criminoso Harvey". No dia seguinte, o Coringa foge da prisão e Batman e o promotor vão ao seu encalço. O coringa arma uma cilada e joga gasolina em Harvey, este tem o seu rosto queimado e vai para o hospital. Ao ver que sua face está deformada, ocorre nele uma transformação interna. Sua personalidade se fragmenta e ele passa a decidir todas as coisas, como poupar ou matar alguém por meio de uma moeda que tem duas caras, uma das quais está marcada. Se a moeda cai na face marcada o indíviduo vítima de Harvey Dent é morto, se cai na face saudável ele o poupa. Será que Harvey já tinha tendências psicopáticas em menor grau ou será que ele perdeu a razão ao se ver desfigurado? Por que sentiu-se fragmentado, foi ter visto duas faces num mesmo rosto, isto é, uma parte saudável e outra deformada? Se isso acontecesse conosco será que saberíamos enfrentar tal situação? O ódio de Harvey tem razão de ser? Por que usa a moeda para decidir o que quer? Que valor tem essa moeda? Penso que o ex-promotor está dividido, já não é um ser íntegro e então depende de um objeto para poder fazer suas decisões. Numa história do Batman em desenho animado me recordo que enquanto Dent tirava a sorte com sua moeda, Batman jogou no mesmo momento dezenas de outras moedas, o que fez com que Dent procurasse desesperado sua moeda no chão para saber o que deveria fazer. O último é o famigerado Espantalho que gosta de assustar as pessoas, sente prazer em ver as pessoas se apavorando, mas tudo isso tem uma razão de ser. Jonathan Crane (o Espantalho) quando adolescente era muito magro e fraco, e ele era motivo de chacotas de seus colegas, esse garoto vivia sob o signo do medo porque apanhava de seus colegas que eram bem mais fortes que ele. Isso foi gerando um ódio gigantesco que o levou a cursar psicologia ou psiquiatria segundo alguns e estudar fobias e meios de aterrorizar as pessoas. Se quando garoto ele tivesse sido respeitado, ele teria se tornado o monstro que se tornou? Fica aí a pergunta.
O que me encanta no Batman é que tudo isso é humano e ninguém está livre disso, e nós como sociedade podemos criar esses monstros ou nós, enquanto indivíduos podemos ser vítimas da sociedade e nos metamorfosearmos num serial killer, num bandido cínico. Como dizia Terêncio: "Sou homem e nada do que é humano me é estranho".
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Profetas comediantes
Vou contar um "causo" como dizem os sertanejos. Quem conhece a minha trajetória sabe que fui entregador de jornais por 14 anos, sim, durante 14 anos eu acordava de madrugada para entregar assinaturas de um jornal da região onde eu moro. Comecei a entregar jornal quando eu tinha 19 anos incompletos e quando saí desse trabalho desumano estava com 32 anos!!!! Praticamente um desperdício. Entregava os jornais de bicicleta fizesse tempo bom ou não, o jornal tinha que ser entregue mesmo que caísse o dilúvio bíblico! Bom, mas não é desse assunto desinteressante que desejo falar.
Como mero entregador de jornais aprendi bastante na escola da vida, aprendi porque sempre fui dado mais a ouvir do que falar, porque sou uma pessoa observadora e porque fiz amizade com vários porteiros e zeladores, amizades que conservo até a presente data e que pretendo levá-las até o túmulo. Bom, graças à essas amizades ganhei muitos livros de presente, porque eu pedia aos porteiros e zeladores que guardassem os livros que os moradores se desfaziam. Mas isso também não interessa. Como se ninguém soubesse que parte de minha vida gira ao redor de livros.
Um porteiro conhecido meu, para quem eu entregava os jornais, era um protestante neo-pentecostal, boa pessoa, mas ingênua, todavia nunca se mostrou fanático comigo, e me respeitava porque eu tinha uma certa cultura. Num certo dia, ele me contou um caso risível, parecia história da carochinha, mas afirmou ser a mais pura verdade e teria jurado se sua fé o permitisse.
Passo à história que me foi contada e a narrarei de acordo com o que minha memória tiver registrado: "Fernando tem um irmão na minha igreja que é profeta, ele é ungido mesmo! Ele já profetizou cada uma, que você nem faz idéia e tudo o que ele fala se realiza. Ele é pobre, não tem vaidades. Mas sabe como é, aparece uns irmãos que tem inveja e querem imitá-lo.
Uma vez um irmão da igreja foi visitá-lo, disse que Deus o tinha enviado para profetizar na vida do irmão profeta e disse: 'Irmão, fulano de tal, Deus me mandou aqui para te dizer que em breve Deus vai encher tua geladeira de comida, vai encher tua geladeira de fartura'. Ao que o irmão profeta respondeu: 'Tem mais alguma coisa para dizer irmão?' Não, disse o outro. 'Olha irmão - disse o irmão profeta porreta - como Deus vai encher minha geladeira de fartura se nem geladeira eu tenho?' O irmão era um profeta mentiroso que ficou com a cara no chão."
A história que me foi contada é essa aí que você acabou de ler. Como isso me foi contado há muito tempo tive que adaptar as palavras, mas nem por isso o fato perdeu sua qualidade e jocosidade. É isso, fim de papo.
Como mero entregador de jornais aprendi bastante na escola da vida, aprendi porque sempre fui dado mais a ouvir do que falar, porque sou uma pessoa observadora e porque fiz amizade com vários porteiros e zeladores, amizades que conservo até a presente data e que pretendo levá-las até o túmulo. Bom, graças à essas amizades ganhei muitos livros de presente, porque eu pedia aos porteiros e zeladores que guardassem os livros que os moradores se desfaziam. Mas isso também não interessa. Como se ninguém soubesse que parte de minha vida gira ao redor de livros.
Um porteiro conhecido meu, para quem eu entregava os jornais, era um protestante neo-pentecostal, boa pessoa, mas ingênua, todavia nunca se mostrou fanático comigo, e me respeitava porque eu tinha uma certa cultura. Num certo dia, ele me contou um caso risível, parecia história da carochinha, mas afirmou ser a mais pura verdade e teria jurado se sua fé o permitisse.
Passo à história que me foi contada e a narrarei de acordo com o que minha memória tiver registrado: "Fernando tem um irmão na minha igreja que é profeta, ele é ungido mesmo! Ele já profetizou cada uma, que você nem faz idéia e tudo o que ele fala se realiza. Ele é pobre, não tem vaidades. Mas sabe como é, aparece uns irmãos que tem inveja e querem imitá-lo.
Uma vez um irmão da igreja foi visitá-lo, disse que Deus o tinha enviado para profetizar na vida do irmão profeta e disse: 'Irmão, fulano de tal, Deus me mandou aqui para te dizer que em breve Deus vai encher tua geladeira de comida, vai encher tua geladeira de fartura'. Ao que o irmão profeta respondeu: 'Tem mais alguma coisa para dizer irmão?' Não, disse o outro. 'Olha irmão - disse o irmão profeta porreta - como Deus vai encher minha geladeira de fartura se nem geladeira eu tenho?' O irmão era um profeta mentiroso que ficou com a cara no chão."
A história que me foi contada é essa aí que você acabou de ler. Como isso me foi contado há muito tempo tive que adaptar as palavras, mas nem por isso o fato perdeu sua qualidade e jocosidade. É isso, fim de papo.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Curiosidades etimológicas e algumas expressões interessantes
A língua portuguesa falada no Brasil não é rica, mas riquíssima, pois agregou a si, não só a riqueza européia, mas a indígena e a africana dentre outras culturas.
Deixo aqui alguns exemplos da origem das palavras.
Qual é a origem e o significado da palavra cadáver?
Cadáver se origina do latim, é a abreviação da palavra:
Caro datum vermibus, isto é, carne dada aos vermes --> caro datum vermibus.
Qual é a origem da palavra sincero/sincera?
A origem desta palavra nos remete à Roma Antiga e para essa palavra temos duas versões para sua origem.
1ª) Muitos escultores vendiam sua estátuas num determinado local. Esses escultores as vezes faziam profundos talhos nas estátuas, alguns escultores desonestos para disfarçar o defeito da peça, recheavam o defeito com cera. Os escultores honestos anunciavam alto e bom som: sine cera, isto é, sem cera. Querendo com isso indicar que sua obra não tinha cera para esconder os defeitos;
2ª) Muitos artesãos usavam cera para fazer seus vasos - segundo Malba Tahan - às vezes a cera era tão pura que dava para ver o interior do vaso e o que tinha em seu interior. Então, o dono vaidoso dizia sine cera, isto é, sem cera. Parece que nem tem cera! Diziam isso por causa da transparência.
Gari, esse é um dos nomes que se dá a pessoa que recolhe os lixos de nossas cidades que também é vulgarmente conhecida como lixeira. Mas de onde veio esse nome?
"O empresário Aleixo Gary assinou contrato em 11 de outubro de 1876 com o Ministério Imperial para organizar o serviço de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. O serviço incluía remoção de lixo das casas e praias e posterior transporte para a Ilha de Sapucaia, onde hoje fica o bairro Caju.
Ele permaneceu no cargo até o vencimento do contrato, em1891. Em seu lugar, entrou o primo Luciano Gary. A empresa foi extinta um ano depois, sendo criada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade, cujos serviços deixavam a desejar". [1]
Corcovado, essa palavra tem sua origem no latim: Cor quo vado, Coração aonde vou?
É bem possível que o Corcovado tenha origem nessa frase latina. Mas se não tiver ao menos valeu a curiosidade.
Talvez o(a) amável leitor(a) já tenha ouvido essa expressão: "Fulano de tal é um larápio". Sabe o(a) leitor(a) que larápio é ladrão. Mas por que significa ladrão? De acordo com os pesquisadores, havia um pretor chamado Lucius Antonius Rufus Appius, o pretor era uma espécie de juiz entre os romanos. Esse pretor era corrupto, vendia suas sentenças a quem melhor as pagasse. Assim assinava suas sentenças/mercadorias: L.A.R. Appíus donde se originou o neologismo larápio que se aplica aos ladrões.
Algumas expressões interessantes
À BEÇA
Significando em grande quantidade, a origem desta expressão é atribuída à profusão de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumercindo Bessa ao enfrentar Rui Barbosa (1849-1923) em famosa disputa pela independência do então território do Acre, que seria incorporado ao Estado do Amazonas. Quem primeiro utilizou a expressão foi Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, depois reeleito, mas sem poder assumir por motivos de saúde, admirado da eloqüência de um cidadão ao expor suas idéias: "O senhor tem argumentos a bessa". Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula a os dois ‘esses’ foram substituídos pela letra ‘cê’.
A EMENDA SAIU PIOR DO QUE O SONETO
Querendo uma avaliação, certo candidato a escritor apresentou soneto de sua lavra ao poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) pedindo-lhe que marcasse com cruzes os erros encontrados. O escritor leu tudo, mas não marcou cruz nenhuma, alegando que elas seriam tantas que a emenda ficaria ainda pior do que o soneto. A autoridade do mestre era incontestável. Bocage levou essa forma poética a tal perfeição que fazia o que bem queria com um soneto, tornando-se muito popular, principalmente em improvisos satíricos e espirituosos, pelos quais é conhecido.
AO DEUS DARÁ
Esta famosa frase serviu originalmente de resposta de quem não queria dar esmolas. Homens duros de coração respondiam aos mendigos que lhe estendiam a mão: Deus dará. Eles não. Quem dependia da caridade pública ficava em má situação, ao Deus dará. A expressão cristalizou-se de tal forma que, no século XVII, um negociante português que vivia no Recife, de tanto proferir a frase, passou a tê-la acrescentada ao próprio nome. Ficou conhecido como Manuel Álvares Deus Dará. Seu filho, Simão Álvares Deus Dará, foi provedor-mor da fazenda do Brasil.
Quem quiser conhecer mais expressões interessantes, pode encontrar no link ao lado: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=curiosidades/docs/vempalavras2
Nota: [1]
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/dia-do-gari.php
Deixo aqui alguns exemplos da origem das palavras.
Qual é a origem e o significado da palavra cadáver?
Cadáver se origina do latim, é a abreviação da palavra:
Caro datum vermibus, isto é, carne dada aos vermes --> caro datum vermibus.
Qual é a origem da palavra sincero/sincera?
A origem desta palavra nos remete à Roma Antiga e para essa palavra temos duas versões para sua origem.
1ª) Muitos escultores vendiam sua estátuas num determinado local. Esses escultores as vezes faziam profundos talhos nas estátuas, alguns escultores desonestos para disfarçar o defeito da peça, recheavam o defeito com cera. Os escultores honestos anunciavam alto e bom som: sine cera, isto é, sem cera. Querendo com isso indicar que sua obra não tinha cera para esconder os defeitos;
2ª) Muitos artesãos usavam cera para fazer seus vasos - segundo Malba Tahan - às vezes a cera era tão pura que dava para ver o interior do vaso e o que tinha em seu interior. Então, o dono vaidoso dizia sine cera, isto é, sem cera. Parece que nem tem cera! Diziam isso por causa da transparência.
Gari, esse é um dos nomes que se dá a pessoa que recolhe os lixos de nossas cidades que também é vulgarmente conhecida como lixeira. Mas de onde veio esse nome?
"O empresário Aleixo Gary assinou contrato em 11 de outubro de 1876 com o Ministério Imperial para organizar o serviço de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. O serviço incluía remoção de lixo das casas e praias e posterior transporte para a Ilha de Sapucaia, onde hoje fica o bairro Caju.
Ele permaneceu no cargo até o vencimento do contrato, em1891. Em seu lugar, entrou o primo Luciano Gary. A empresa foi extinta um ano depois, sendo criada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade, cujos serviços deixavam a desejar". [1]
Corcovado, essa palavra tem sua origem no latim: Cor quo vado, Coração aonde vou?
É bem possível que o Corcovado tenha origem nessa frase latina. Mas se não tiver ao menos valeu a curiosidade.
Talvez o(a) amável leitor(a) já tenha ouvido essa expressão: "Fulano de tal é um larápio". Sabe o(a) leitor(a) que larápio é ladrão. Mas por que significa ladrão? De acordo com os pesquisadores, havia um pretor chamado Lucius Antonius Rufus Appius, o pretor era uma espécie de juiz entre os romanos. Esse pretor era corrupto, vendia suas sentenças a quem melhor as pagasse. Assim assinava suas sentenças/mercadorias: L.A.R. Appíus donde se originou o neologismo larápio que se aplica aos ladrões.
Algumas expressões interessantes
À BEÇA
Significando em grande quantidade, a origem desta expressão é atribuída à profusão de argumentos utilizados pelo jurista sergipano Gumercindo Bessa ao enfrentar Rui Barbosa (1849-1923) em famosa disputa pela independência do então território do Acre, que seria incorporado ao Estado do Amazonas. Quem primeiro utilizou a expressão foi Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), presidente do Brasil de 1902 a 1906, depois reeleito, mas sem poder assumir por motivos de saúde, admirado da eloqüência de um cidadão ao expor suas idéias: "O senhor tem argumentos a bessa". Com o tempo, o sobrenome famoso perdeu a inicial maiúscula a os dois ‘esses’ foram substituídos pela letra ‘cê’.
A EMENDA SAIU PIOR DO QUE O SONETO
Querendo uma avaliação, certo candidato a escritor apresentou soneto de sua lavra ao poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) pedindo-lhe que marcasse com cruzes os erros encontrados. O escritor leu tudo, mas não marcou cruz nenhuma, alegando que elas seriam tantas que a emenda ficaria ainda pior do que o soneto. A autoridade do mestre era incontestável. Bocage levou essa forma poética a tal perfeição que fazia o que bem queria com um soneto, tornando-se muito popular, principalmente em improvisos satíricos e espirituosos, pelos quais é conhecido.
AO DEUS DARÁ
Esta famosa frase serviu originalmente de resposta de quem não queria dar esmolas. Homens duros de coração respondiam aos mendigos que lhe estendiam a mão: Deus dará. Eles não. Quem dependia da caridade pública ficava em má situação, ao Deus dará. A expressão cristalizou-se de tal forma que, no século XVII, um negociante português que vivia no Recife, de tanto proferir a frase, passou a tê-la acrescentada ao próprio nome. Ficou conhecido como Manuel Álvares Deus Dará. Seu filho, Simão Álvares Deus Dará, foi provedor-mor da fazenda do Brasil.
Quem quiser conhecer mais expressões interessantes, pode encontrar no link ao lado: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=curiosidades/docs/vempalavras2
Nota: [1]
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/dia-do-gari.php
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Outro selo de qualidade

Este é o primeiro selo de qualidade que o Diário de um bobo da corte recebeu, mas tinha me esquecido de pegar. Quem me deu este selo, foram o blogueiros Ravick Bittencourt e Diego Marques do blog Os amorais: http://www.osamorais.com.br/
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Sexta-Feira 13 e uma gigantesca sorte
Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou um rato de sebos, brechós, bazares beneficentes (é beneficentes e não beneficientes, ok?) e de ferro-velhos (bom, não sei o plural de ferro-velho, ainda).
Pois é, ontem sexta-feira 13, estava eu passeando pelos sebos e bazares beneficentes de São Vicente, quando num dos bazares pergunto se eles tinham livros, me trouxeram uma caixa, dentro da caixa encontrei um livro do padre filósofo francês Sertillanges, De Maquiavel aos nossos Dias de Jean-Jacques Chevallier e o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano de quase 1000 páginas de capa dura e bem conservado, que numa livraria está custando cerca de R$ 120,00.
Querem saber quanto paguei pelos três livros R$ 5,00. O preço do Abbagnano foi R$ 3,00. Muita sorte? Creio que não, eu estava no lugar certo e na hora certa e no dia certo, sexta-feira 13. Acreditem se quiser. E eu ia comprar esse livro na livraria em maio ou junho!!!!!
Pois é, ontem sexta-feira 13, estava eu passeando pelos sebos e bazares beneficentes de São Vicente, quando num dos bazares pergunto se eles tinham livros, me trouxeram uma caixa, dentro da caixa encontrei um livro do padre filósofo francês Sertillanges, De Maquiavel aos nossos Dias de Jean-Jacques Chevallier e o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano de quase 1000 páginas de capa dura e bem conservado, que numa livraria está custando cerca de R$ 120,00.
Querem saber quanto paguei pelos três livros R$ 5,00. O preço do Abbagnano foi R$ 3,00. Muita sorte? Creio que não, eu estava no lugar certo e na hora certa e no dia certo, sexta-feira 13. Acreditem se quiser. E eu ia comprar esse livro na livraria em maio ou junho!!!!!
Lamarck o injustiçado!

Sempre tive em mente que Lamarck foi o verdadeiro pai da Teoria da Evolução, pois foi o primeiro a sistematizar suas hipóteses num livro. Verdade seja dita, que Lamarck não é muito querido nos meios evolucionistas, não tanto por suas idéias, mas porque era teísta, e Darwin era agnóstico, mas não era um inimigo da religião, mas é muito mais fácil transformar Darwin num ateu. A seleção natural também dá oportunidade para distorcer o pensamento de Darwin, pois há gente querendo explicar a economia e o racismo através da seleção natural.
Quem pensava que o velho Lamarck estava morto, enterrado e esquecido para todo sempre se enganou redondamente. Um artigo do jornalista científico Marcelo Leite trouxe à tona o pensamento lamarckiano.
Extraí do texto do jornalista Marcelo Leite estes textos:
"A homenagem que se pode fazer a um cientista consiste em aplicar suas ideias para fazer a ciência avançar. Larry Feig, da Universidade Tufts de Boston, prestou portanto um grande tributo a Lamarck com seu artigo no periódico "The Journal of Neuroscience" de quarta-feira passada, mostrando que o pensamento de Lamarck está vivo. Em camundongos. (...)
Feig (...) provou que o ambiente em que vivem fêmeas na adolescência -duas a quatro semanas após o nascimento, no caso- afeta não só a própria capacidade de formar memórias (aprender), como também a de seus filhotes. Independentemente do ambiente que a prole enfrentar, na adolescência ou em qualquer tempo. O grupo de Boston estava interessado na persistência de efeitos benéficos da exposição a ambientes enriquecidos. No caso, gaiolas maiores que as convencionais e cheias de brinquedos, como rodinhas para correr. Já se sabia que isso melhora o desempenho dos camundongos em testes padronizados, como labirintos.
O que não se sabia é que favorece também os filhotes das mães estimuladas. Só das mães, não dos pais. E se trata de algo hereditário, pois o benefício não desapareceu quando fetos de mães estimuladas foram gestados por barrigas de aluguel não estimuladas.
A vantagem não se manifestou, além disso, quando filhotes de mães sem gaiola de luxo foram paridos por mães privilegiadas. E ficou restrita à primeira geração, sumindo nas subsequentes. O ambiente rico não pode tudo, mas o estímulo às roedoras, por outro lado, mostrou-se tão robusto que foi capaz até de reverter a "burrice" induzida em camundongos geneticamente modificados para atrapalhar sua formação de memórias".
Fonte: http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-08_2009-02-14.html#2009_02-09_11_05_19-129493890-0
Quem pensava que o velho Lamarck estava morto, enterrado e esquecido para todo sempre se enganou redondamente. Um artigo do jornalista científico Marcelo Leite trouxe à tona o pensamento lamarckiano.
Extraí do texto do jornalista Marcelo Leite estes textos:
"A homenagem que se pode fazer a um cientista consiste em aplicar suas ideias para fazer a ciência avançar. Larry Feig, da Universidade Tufts de Boston, prestou portanto um grande tributo a Lamarck com seu artigo no periódico "The Journal of Neuroscience" de quarta-feira passada, mostrando que o pensamento de Lamarck está vivo. Em camundongos. (...)
Feig (...) provou que o ambiente em que vivem fêmeas na adolescência -duas a quatro semanas após o nascimento, no caso- afeta não só a própria capacidade de formar memórias (aprender), como também a de seus filhotes. Independentemente do ambiente que a prole enfrentar, na adolescência ou em qualquer tempo. O grupo de Boston estava interessado na persistência de efeitos benéficos da exposição a ambientes enriquecidos. No caso, gaiolas maiores que as convencionais e cheias de brinquedos, como rodinhas para correr. Já se sabia que isso melhora o desempenho dos camundongos em testes padronizados, como labirintos.
O que não se sabia é que favorece também os filhotes das mães estimuladas. Só das mães, não dos pais. E se trata de algo hereditário, pois o benefício não desapareceu quando fetos de mães estimuladas foram gestados por barrigas de aluguel não estimuladas.
A vantagem não se manifestou, além disso, quando filhotes de mães sem gaiola de luxo foram paridos por mães privilegiadas. E ficou restrita à primeira geração, sumindo nas subsequentes. O ambiente rico não pode tudo, mas o estímulo às roedoras, por outro lado, mostrou-se tão robusto que foi capaz até de reverter a "burrice" induzida em camundongos geneticamente modificados para atrapalhar sua formação de memórias".
Fonte: http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2009-02-08_2009-02-14.html#2009_02-09_11_05_19-129493890-0
Para quem quiser se inteirar mais sobre Lamarck, pode acessar o link ao lado da revista Ciência Hoje --> http://cienciahoje.uol.com.br/52486
Leitor comenta artigo “O gigante Lamarck”, de Marcelo Leite:
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=61699
Viva Lamarck!!!!
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=61699
Viva Lamarck!!!!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Tenho vergonha de ser professor
Aos leitores que acompanham este blog, certamente leram meus artigos sobre os professores e num deles falo sobre os OFAS ou ACTS (professores contratados).
Ontem o Jornal Nacional veiculou uma reportagem na qual mostrou que 1500 professores tiraram zero na prova do governo. http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL996255-10406,00-PROFESSORES+TIRAM+ZERO+EM+AVALIACAO+EM+SAO+PAULO.html
Fiquei extremamente desgostoso e envergonhado. Desgostoso porque fui bem na prova e envergonhado por saber que pascácios rematados continuarão a lecionar aquilo que não sabem. Isso só vem a demonstrar como é péssimo o ensino público, não só em São Paulo mas em todo o Brasil.
Essas anomalias da natureza continuarão infectando os nossos jovens com os "vírus da imbecilidade", e temo que nossos alunos saiam da escola mais idiotas do que quando nela adentraram.
Esses professores de merda, não tenho outro adjetivo para caracterizá-los, ainda reclamam do salário. Não ensinam, não sabem nada e ainda acham que ganham pouco. O lugar desses professores deveria ser nas ruas, varrendo e limpando as mesmas, mas duvido de que tenham competência e habilidade para tal serviço.
Ontem o Jornal Nacional veiculou uma reportagem na qual mostrou que 1500 professores tiraram zero na prova do governo. http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL996255-10406,00-PROFESSORES+TIRAM+ZERO+EM+AVALIACAO+EM+SAO+PAULO.html
Fiquei extremamente desgostoso e envergonhado. Desgostoso porque fui bem na prova e envergonhado por saber que pascácios rematados continuarão a lecionar aquilo que não sabem. Isso só vem a demonstrar como é péssimo o ensino público, não só em São Paulo mas em todo o Brasil.
Essas anomalias da natureza continuarão infectando os nossos jovens com os "vírus da imbecilidade", e temo que nossos alunos saiam da escola mais idiotas do que quando nela adentraram.
Esses professores de merda, não tenho outro adjetivo para caracterizá-los, ainda reclamam do salário. Não ensinam, não sabem nada e ainda acham que ganham pouco. O lugar desses professores deveria ser nas ruas, varrendo e limpando as mesmas, mas duvido de que tenham competência e habilidade para tal serviço.
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