O Diário de Um bobo da corte acaba de ganhar um selo de qualidade do meu querido amigo Ravick, um dos donos do blog Os amorais: http://www.osamorais.com.br/
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Professores
Me formei em estudos sociais em 2007 e só no último trimestre de 2008 é que exerci a minha profissão/vocação. Nesses três meses fiquei como eventual, mas tive aulas atribuídas por um mês e meio. E nesse tempo pude ver como era o ensino de geografia na escola pública.
Pedi o caderno a um dos alunos de cada classe que peguei, para saber o que o professor estava passando e acreditem se quiser, o professor titular que então estava de licença prêmio, estava lecionando a extinta matéria de Educação Moral e Cívica, símbolos nacionais e seus respectivos significados, e as mesmíssimas lições para as 7ªs, 8ªs e 1ºs anos.
Por causa da ética não pude dizer nada, mas que deu vontade, ah isso deu. Então tive a dura tarefa de recomeçar do zero e ensinar a cada turma o que eles deveriam aprender de fato e procurei fazer uma aula interessante, não sei se foi. O certo é que comentaram comigo que o pessoal do colegial reclamou a minha falta, mas eu não podia voltar porque a licença do professor já tinha acabado e por isso retomou suas turmas.
No fim do ano passado os professores OFAS (contratados) do estado de São Paulo tiveram que fazer uma prova sobre a proposta curricular e os cadernos bimestrais. Eu prestei para a história e geografia e passei com 68 pontos em geografia e 47 em história. Passei também graças à gentileza de minha ex-coordenadora mas não ex-amiga Izabel Tademos, uma pessoa incrível e que é toda pela educação e ama o que faz.
O objetivo da prova era que o governo acabasse com esse negócio de pontuação de OFAS por tempo e que os OFAS ficassem nos cargos de professores por mérito e não por tempo. Eu tive uma boa colocação entre os candidatos, mesmo minha pontuação sendo praticamente zero.
Soube que a APEOESP quis a anulação da prova, porque isso vai contra os direitos do professor (claro a APEOESP está defendendo o pão deles de cada dia, sem professor associado e desempregado é um troco à menos), de OFAS que estão aí (des)ensinando há 20, 30 anos.
E esses OFAS que estão no sugando o estado há duas ou três décadas são os que reclamaram da prova e evidentemente foram mal na mesma. Esses OFAS nunca passaram num concurso público e duvido muito que passariam num concurso para gari ou margarida. Ano passado até greve fizeram para o cancelamento da prova. Depois conseguiram uma liminar para anular a prova, mas o governo conseguiu derrubar a liminar. Ouvi um boato de que a APEOESP entrou com um mandado de segurança para anular a prova, pois segundo a APEOESP isso vai contra os direitos do professor. A APEOESP defende o professor, essa classe tão perseguida pelo governo e martirizada pelos alunos!!! Isso chega a causar um dó novelesco.
Está na cara de que esses OFAS não estudaram para a prova e que foram mal, mas que culpa tenho eu, se esses professores são incompetentes e que não fazem jus nem ao título de professor e nem ao salário que recebem? A mesma prova que prestei foi a mesma que eles prestaram, isto é, em se tratando da proposta curricular, pois cada qual prestou para sua disciplina.
Esses professores que fazem de tudo para anular essa prova, adoram avaliar alunos, mais ainda tem verdadeiro orgasmo em reprovar alunos. Como quem gosta de avaliar não gosta de ser avaliado? Como quem gosta de reprovar não gosta de pensar nem na possibilidade de ser reprovado? Sem contar que esses professores só prestam para falar mal de alunos. Parece que essa é a única competência que conhecem e a única habilidade que tem.
O governo quer melhorar o ensino, o governo pretende dar educação de qualidade e afastar os péssimos profissionais, e eles que nada sabem ainda acham ruim e criticam o governo. Eu acho muito engraçado quando essa gente aparvalhada faz greve por melhores salários, quando muitos alunos sabem muito mais do que eles.
RIDENDO CASTIGAT MORES!
Pedi o caderno a um dos alunos de cada classe que peguei, para saber o que o professor estava passando e acreditem se quiser, o professor titular que então estava de licença prêmio, estava lecionando a extinta matéria de Educação Moral e Cívica, símbolos nacionais e seus respectivos significados, e as mesmíssimas lições para as 7ªs, 8ªs e 1ºs anos.
Por causa da ética não pude dizer nada, mas que deu vontade, ah isso deu. Então tive a dura tarefa de recomeçar do zero e ensinar a cada turma o que eles deveriam aprender de fato e procurei fazer uma aula interessante, não sei se foi. O certo é que comentaram comigo que o pessoal do colegial reclamou a minha falta, mas eu não podia voltar porque a licença do professor já tinha acabado e por isso retomou suas turmas.
No fim do ano passado os professores OFAS (contratados) do estado de São Paulo tiveram que fazer uma prova sobre a proposta curricular e os cadernos bimestrais. Eu prestei para a história e geografia e passei com 68 pontos em geografia e 47 em história. Passei também graças à gentileza de minha ex-coordenadora mas não ex-amiga Izabel Tademos, uma pessoa incrível e que é toda pela educação e ama o que faz.
O objetivo da prova era que o governo acabasse com esse negócio de pontuação de OFAS por tempo e que os OFAS ficassem nos cargos de professores por mérito e não por tempo. Eu tive uma boa colocação entre os candidatos, mesmo minha pontuação sendo praticamente zero.
Soube que a APEOESP quis a anulação da prova, porque isso vai contra os direitos do professor (claro a APEOESP está defendendo o pão deles de cada dia, sem professor associado e desempregado é um troco à menos), de OFAS que estão aí (des)ensinando há 20, 30 anos.
E esses OFAS que estão no sugando o estado há duas ou três décadas são os que reclamaram da prova e evidentemente foram mal na mesma. Esses OFAS nunca passaram num concurso público e duvido muito que passariam num concurso para gari ou margarida. Ano passado até greve fizeram para o cancelamento da prova. Depois conseguiram uma liminar para anular a prova, mas o governo conseguiu derrubar a liminar. Ouvi um boato de que a APEOESP entrou com um mandado de segurança para anular a prova, pois segundo a APEOESP isso vai contra os direitos do professor. A APEOESP defende o professor, essa classe tão perseguida pelo governo e martirizada pelos alunos!!! Isso chega a causar um dó novelesco.
Está na cara de que esses OFAS não estudaram para a prova e que foram mal, mas que culpa tenho eu, se esses professores são incompetentes e que não fazem jus nem ao título de professor e nem ao salário que recebem? A mesma prova que prestei foi a mesma que eles prestaram, isto é, em se tratando da proposta curricular, pois cada qual prestou para sua disciplina.
Esses professores que fazem de tudo para anular essa prova, adoram avaliar alunos, mais ainda tem verdadeiro orgasmo em reprovar alunos. Como quem gosta de avaliar não gosta de ser avaliado? Como quem gosta de reprovar não gosta de pensar nem na possibilidade de ser reprovado? Sem contar que esses professores só prestam para falar mal de alunos. Parece que essa é a única competência que conhecem e a única habilidade que tem.
O governo quer melhorar o ensino, o governo pretende dar educação de qualidade e afastar os péssimos profissionais, e eles que nada sabem ainda acham ruim e criticam o governo. Eu acho muito engraçado quando essa gente aparvalhada faz greve por melhores salários, quando muitos alunos sabem muito mais do que eles.
RIDENDO CASTIGAT MORES!
Professores e Educação
Quando eu era adolescente tive graves problemas com a aprendizagem de matemática, e cheguei a ser reprovado três vezes no Ensino Fundamental II. Meus colegas de então me chamavam de burro e eu mesmo cheguei à esta conclusão.
O mais irônico de tudo é que eu sempre quis aprender matemática e eu não era um aluno bagunceiro ou encrenqueiro pelo contrário, era tímido ao extremo.
No colegial (ensino médio) tive outros tantos problemas não só com a matemática, mas também com a física e a química, para piorar a questão, meu querido papai me chamava de burro, ou melhor fazia sutis insinuações de que eu era um fracasso e que nunca eu seria um alguém na vida. Bom, eu prestava atenção nas aulas, perguntava aos professores acerca das questões, um deles, professor de física disse-me: "Se não entendeu, foda-se!". Abandonei a escola com 18 anos e fiquei traumatizado e me tornei um pobre entregador de jornais por cerca de 14 anos.
Fiquei muitos anos sem estudar, mas um rapaz que eu achava ser meu amigo, me insistiu para que eu voltasse a estudar. Expliquei para ele que isso era pura perda de tempo, visto que eu tinha dificuldades enormes com a matemática e as disciplinas associadas. Ele me disse que a escola onde ele estava era muito boa, que os professores sabiam ensinar. Pois bem, o rapaz convenceu-me a voltar a estudar.
De fato, naquela escola tive ótimos professores, e um deles não vou me esquecer nunca, exceto em caso de doenças mentais degenerativas, é óbvio. Claudio, esse era o nome do professor de física. Um homenzarrão, mas o que tinha de alto tinha de bondade. Era todo coração.
Recordo-me como se fosse hoje do primeiro dia de aula que meus colegas e eu tivemos com ele. Disse-lhe que eu não aprenderia física, que eu era extremamente burro, e que ele conseguiria um milagre se fizesse que eu conseguisse entender física. Ele limitou-se a sorrir.
Jamais vi aulas como às dele. Didáticas, divertidas e claras. Os quarenta alunos que éramos, entedemos física. Estávamos felizes! Ele se preocupava com os alunos, tirava dúvidas, dava atenção à todos e se preciso fosse explicaria um milhão de vezes a mesma matéria.
Depois que me formei no colegial, vi que o problema não era comigo, mas com a professora que tive no ginásio (ensino fundamental II). Ela nunca me deu atenção, nunca se preocupou comigo, nunca criou estratégias para me ensinar. Não se importou se eu tinha ou não problemas com a aprendizagem. Essa professora se preocupava apenas com os que já sabiam, se devotava apenas àqueles que tinham facilidade. Ora, ora isso é que é ser uma grande professora, se dedicar aos que sabem! É como os médicos que abandonam os doentes para visitar os sãos. Cabe aqui as palavras de Jesus: "Os sãos não precisam de médicos, mas os doentes". E assim era aquela professora que na verdade nunca foi minha professora e que nunca me ensinou nada, aliás ensinou sim, ensinou-me a odiar a matemática. Coisa essa que tive que desaprender a odiar ao conhecer os bons professores.
Hoje eu vejo como essa professora era incompetente e o quanto me prejudicou por não saber lecionar, por não conseguir se nivelar ao aluno, por não ter empatia. É indigna do título de professora, é indigna de estar em sala de aula, não faz jus ao salário que recebe ou recebia da Prefeitura de São Vicente.
Tenho lido revistas de Educação, e tenho visto propostas interessantíssimas de professores de matemática, li numa dessas revistas que um professor tinha problemas com uns alunos que eram péssimos em matemática e ficavam desenhando em suas aulas. O que o professor fez? Censurou os alunos? Não. Aproveitou a oportunidade e conversou com eles sobre a possibilidade deles criarem um herói relacionado à matemática. Os alunos gostaram e se não me falha a memória fizeram 8 edições desse herói da matemática. O gibi girava em torno de problemas matemáticos e que ele tinha que resolver. Ora, como eram esses alunos que bolavam as estórias, ficaram estimulados a estudar a matemática e a gostar da mesma. O resultado foi que esses alunos avessos à matemática se tornaram os melhores da classe. Pois é, que diferença faz um professor de verdade!
O mais irônico de tudo é que eu sempre quis aprender matemática e eu não era um aluno bagunceiro ou encrenqueiro pelo contrário, era tímido ao extremo.
No colegial (ensino médio) tive outros tantos problemas não só com a matemática, mas também com a física e a química, para piorar a questão, meu querido papai me chamava de burro, ou melhor fazia sutis insinuações de que eu era um fracasso e que nunca eu seria um alguém na vida. Bom, eu prestava atenção nas aulas, perguntava aos professores acerca das questões, um deles, professor de física disse-me: "Se não entendeu, foda-se!". Abandonei a escola com 18 anos e fiquei traumatizado e me tornei um pobre entregador de jornais por cerca de 14 anos.
Fiquei muitos anos sem estudar, mas um rapaz que eu achava ser meu amigo, me insistiu para que eu voltasse a estudar. Expliquei para ele que isso era pura perda de tempo, visto que eu tinha dificuldades enormes com a matemática e as disciplinas associadas. Ele me disse que a escola onde ele estava era muito boa, que os professores sabiam ensinar. Pois bem, o rapaz convenceu-me a voltar a estudar.
De fato, naquela escola tive ótimos professores, e um deles não vou me esquecer nunca, exceto em caso de doenças mentais degenerativas, é óbvio. Claudio, esse era o nome do professor de física. Um homenzarrão, mas o que tinha de alto tinha de bondade. Era todo coração.
Recordo-me como se fosse hoje do primeiro dia de aula que meus colegas e eu tivemos com ele. Disse-lhe que eu não aprenderia física, que eu era extremamente burro, e que ele conseguiria um milagre se fizesse que eu conseguisse entender física. Ele limitou-se a sorrir.
Jamais vi aulas como às dele. Didáticas, divertidas e claras. Os quarenta alunos que éramos, entedemos física. Estávamos felizes! Ele se preocupava com os alunos, tirava dúvidas, dava atenção à todos e se preciso fosse explicaria um milhão de vezes a mesma matéria.
Depois que me formei no colegial, vi que o problema não era comigo, mas com a professora que tive no ginásio (ensino fundamental II). Ela nunca me deu atenção, nunca se preocupou comigo, nunca criou estratégias para me ensinar. Não se importou se eu tinha ou não problemas com a aprendizagem. Essa professora se preocupava apenas com os que já sabiam, se devotava apenas àqueles que tinham facilidade. Ora, ora isso é que é ser uma grande professora, se dedicar aos que sabem! É como os médicos que abandonam os doentes para visitar os sãos. Cabe aqui as palavras de Jesus: "Os sãos não precisam de médicos, mas os doentes". E assim era aquela professora que na verdade nunca foi minha professora e que nunca me ensinou nada, aliás ensinou sim, ensinou-me a odiar a matemática. Coisa essa que tive que desaprender a odiar ao conhecer os bons professores.
Hoje eu vejo como essa professora era incompetente e o quanto me prejudicou por não saber lecionar, por não conseguir se nivelar ao aluno, por não ter empatia. É indigna do título de professora, é indigna de estar em sala de aula, não faz jus ao salário que recebe ou recebia da Prefeitura de São Vicente.
Tenho lido revistas de Educação, e tenho visto propostas interessantíssimas de professores de matemática, li numa dessas revistas que um professor tinha problemas com uns alunos que eram péssimos em matemática e ficavam desenhando em suas aulas. O que o professor fez? Censurou os alunos? Não. Aproveitou a oportunidade e conversou com eles sobre a possibilidade deles criarem um herói relacionado à matemática. Os alunos gostaram e se não me falha a memória fizeram 8 edições desse herói da matemática. O gibi girava em torno de problemas matemáticos e que ele tinha que resolver. Ora, como eram esses alunos que bolavam as estórias, ficaram estimulados a estudar a matemática e a gostar da mesma. O resultado foi que esses alunos avessos à matemática se tornaram os melhores da classe. Pois é, que diferença faz um professor de verdade!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Apologia de Galileu

________________ Retrato de Tomás de Campanella
Acabei de ler o livro Apologia de Galileu de Tomás de Campanella, escritor e filósofo que nasceu na Itália em 1568 e morreu em 1639. Mas antes de falarmos do livro falemos um pouco de seu autor.
Tomás Campanella, cujo nome verdadeiro era Giovani Domenico Campanella, com a idade de 15 anos entrou para um mosteiro dominicano. Foi acusado de heresia e passou 27 anos no cárcere. Sua obra prinipal é A Cidade do Sol, onde Campanella expõe em forma de diálogo sua concepção de governo. É uma sociedade teocrática, uma república de filósofos e também comunista.
Dadas as breves informações conversemos o (a) leitor(a) e eu sobre a Apologia de Galileu. Nesse livro, ele segue o método escolástico, um método que para quem nunca leu pode ser maçante. Mas é um método interessante, porque dialético. Primeiro contrapõe as teses de Galileu contra as Sagradas Escrituras (Bíblia) e os Santos Padres (Padres da Igreja, teólogos e escritores eclesiásticos que desenvolveram a teologia cristã e nem sempre eram padres e bispos - o período que abrange sua época é do século I até o século VII). Depois defende Galileu com a mesma Bíblia e os mesmos santos padres.
Ele mostra que o problema de Galileu foi desmentir Ptolomeu e Aristóteles, principalmente o último que era a base de toda a vida eclesiástica até então. Tomás de Camapanella demonstra que Aristóteles quando falou do céu e da astronomia, falou daquilo que ouviu e não daquilo que observou ao passo que Galileu fala daquilo que observou e não daquilo que ouviu. Campanella ainda diz que Aristóteles deixa a questão em aberto para quem souber mais acerca dessas questões, as celestes, é claro. O autor ainda afirma que mesmo um santo pode errar em matéria de ciências e demonstra o erro dos santos padres em questões geográficas e astronômicas.
Nesse livro, Campanella parece não demonstrar muito respeito pelo estagirita. Mas na verdade o que o autor pretende é que os homens sejam livres para examinar o mundo observável independente da Igreja e dos filósofos antigos. Ele demonstra que o homem é ser curioso e investigativo e que nossos conhecimentos não são nem perfeitos nem completos. E investigar o mundo -segundo Campanella - e o universo não é heresia uma vez que não atinge os dogmas da Igreja. E mesmo que daí surgisse um erro referente às ciências em nada afetaria os ensinamentos da Igreja. Ao ler este livro, Campanella me lembrou Os MNI - Magistérios Não Interferentes - ou seja a ciência tem o seu campo e a igreja o seu, mas ambos os setores devem dialogar. O Autor da Apologia de Galileu era um homem muito avançado para sua época.
Fico imaginando que bela defesa da Teoria da Evolução não faria Campanella se vivesse na época de Darwin!
Deixo uns breves textos interessantes do livro Apologia de Galileu referente à ciência e ao papel da Igreja. Estou certo de que o (a) amigo (a) leitor (a) vai gostar.
Ei-los:
"Portanto afirmamos corretamente que sem ciência nem mesmo um santo pode julgar corretamente".
"Contra aqueles que combatem as ordens religiosas cap 11
Se alguém - afirma Sto. Tomás - ignorando a matemática, escrevesse contra os matemáticos, ou não sendo um perito em filosofia, contra os filósofos, quem não zombaria disso mesmo que, ao zombar, pudesse incorrer ele na zombaria?".
"Ó deuses imortais - diz Terêncio - nada mais injusto que um ignorante, que não reconhece nada de correto senão aquilo que lhe agrada".
"Nem o santo Moisés, nem o Senhor Jesus nos revelaram a física e a astronomia, mas Deus entregou o mundo à indagação dos homens a fim de que seu intelecto contemplasse , através das coisas criadas, os mistérios de Deus. Eles, ao invés, ensinaram a viver bem e as doutrinas sobrenaturais, para as quais não era suficiente a nossa natureza".
"Os modernos - diz Platão - não são inferiores aos antigos, a não ser pela inveja e pela veneração dos mortos".
De fato, jamais se lê no Evangelho que Cristo discutisse assuntos de física e de astronomia, mas assuntos morais e promessas de vida eterna, cujo caminho nos abriu através do exemplo, da doutrina e do sacrifício supremo. De resto isso teria sido supérfluo. Se, de fato, desde o princípio, Deus entregou o mundo às discussões dos homens a fim de que, por meio das coisas criadas, se esforçasse e o conhecessem e, a fim de que pudéssemos fazê-lo, infundiu-nos uma mente racional e abriu-lhe, como se fossem janelas, cinco sentidos como vias para a indagação, como ensina o apóstolo Pedro de acordo com São Clemente, pelas quais contemplasse o mundo, imagem de Deus, e admirasse aquilo que este encerra e buscasse o seu artífice, Deus. O que também o próprio Crisóstomo explica no comentário ao salmo 147 e em outros lugares, visto que não fomos privados do que é natural por causa do pecado original, como todos os teólogos confirmam, portanto seria supérfluo se aquele que veio para nos redimir dos nossos pecados nos ensinasse também o que devemos e podemos aprender por nós mesmos. por isso nem ordenou aos apóstolos ensinar essas coisas mas batizar e ensinar o que ele mesmo havia feito e ensinado e de comprová-lo com os milagres e martírio. Portanto Bernardo, no sermão sobre Pedro e Paulo, diz: os apóstolos não me ensinaram a arte da pesca ou a de fabricar tendas ou coisas do gênero; não me ensinaram a ler Platão nem a desfazer as artimanhas de Aristóteles, etc., mas me ensinaram a viver. Igualmente, São Clemente, no livro I dos Reconhecimentos introduz Barnabé, que interrogado por um filósofo romano sobre porque o pernilongo foi dotado pela natureza de seis pernas, enquanto o elefante tão grande apenas de quatro respondeu que tinha recebido nos mandamentos de Cristo o ensinamento sobre o reino dos céus e não sobre as coisas da natureza, que podem ser investigadas naturalmente. Os apóstolos nem mesmo rejeitaram a filosofia, dado que Cristo antes elogia os fariseus que prediziam pela observação do céu a chuva e a estiagem, embora os condene por não terem, do mesmo modo, conhecido a partir das Sagradas Escrituras o tempo do advento do Messias, como lamenta também Jeremias".
"Toda seita ou religião que proíbe aos seus seguidores a investigação das coisas naturais deve ser julgada suspeita de falsidade, visto que a verdade não contradiz a verdade... nem o livro da sabedoria de Deus Criador [a natureza] contradiz o livro da sabedoria de Deus revelador; quem teme ser contradito pelos dados da natureza está consciente da própria falsidade".
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O ateísmo religioso não é nenhuma novidade
O ateísmo religioso não é nenhuma novidade, e só vem a provar que o ser humano é um ser eminentemente religioso e que precisa de símbolos e arquétipos para viver. Em meu último artigo demonstrei o quanto são crentes e religiosos os que a si mesmos se cognominam ateus.
O filósofo Auguste Comte era ateu confesso mas era simultaneamente religioso pois escreveu o Catecismo Positivista. Auguste Comte foi o criador da Religião da Humanidade.
A Igreja Positivista tem dogmas, culto e até sacramentos (uma paródia infeliz do catolicismo romano tridentino), isso prova que o homem jamais conseguirá suprimir a religião, pois do seu sistema fará uma religião.
Para quem quem quiser se informar mais sobre a Igreja Positivista, deixo aqui dois links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_da_Humanidade
http://www.igrejapositivistabrasil.org.br/
Agora é só esperar a nova igreja atéia, a definição do cânon bíblico, dos sacramentos, da hierarquia e depois seus cismas e heresias.
O filósofo Auguste Comte era ateu confesso mas era simultaneamente religioso pois escreveu o Catecismo Positivista. Auguste Comte foi o criador da Religião da Humanidade.
A Igreja Positivista tem dogmas, culto e até sacramentos (uma paródia infeliz do catolicismo romano tridentino), isso prova que o homem jamais conseguirá suprimir a religião, pois do seu sistema fará uma religião.
Para quem quem quiser se informar mais sobre a Igreja Positivista, deixo aqui dois links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o_da_Humanidade
http://www.igrejapositivistabrasil.org.br/
Agora é só esperar a nova igreja atéia, a definição do cânon bíblico, dos sacramentos, da hierarquia e depois seus cismas e heresias.
Ateus religiosos
De uns tempos para cá, virou modismo no mundo virtual fazer proselitismo ateísta. O comportamento daqueles que negam a existência de um Ser Supremo é igual ao dos fundamentalistas fanáticos. Esses ateus fanáticos vivem em função do ateísmo, fazendo propaganda de sua fé, sim fé. Fé porque eles dizem que Deus não existem, mas não podem provar nem pela lógica, nem pela ciência. Então, eles crêem piamente na inexistência de Deus. Por isso os ateus tem fé, pelo simples fato de não poderem provar a inexistência de Deus. Eles afirmam a inexistência do Ser Supremo, a prova do ônus cabe ao afirmante.
O próprio Dawkins, um cientista evolucionista resolveu fazer metafísica em seu último livro, Deus um Delírio. O problema é que em seu último livro ele quis se valer da ciência para "provar" que Deus não existe, e todos sabem que Deus não é objeto da ciência. Dawkins também foi desonesto ao afirmar que o evolucionismo encaminha ao ateísmo. Foi igualmente desonesto quando afirmou - também em Deus Um Delírio - que os evolucionistas teístas não são sinceros, e que ele preferia os criacionistas.E o próprio Dawkins confessou sua incapacidade de provar a inexistência de Deus no capítulo 4 de seu livro, que diz bem assim: 4. POR QUE QUASE COM CERTEZA DEUS NÃO EXISTE....................................123. Ele poderia ter escrito: Por que com certeza Deus não existe Porque Quase não é certeza e não é prova. De quase para a certeza falta muito.
Se a inexistência de Deus não pode ser provada, então para que estufar o peito e se achar o todo-sapiente, o hiperintelectualizado e afirmar: "Eu sou ateu!", "Deus não existe!" e outras coisas do gênero?
Os ateus pedem para que se prove a existência de Deus, mas quando lhes pedem para que provem o como e porquê da inexistência do Ser Supremo, fogem do assunto, usam falácias e apelam ao Deus Bíblico que não é o Deus dos filósofos. Se não podem provar o que afirmam, no caso a inexistência de Deus, então é evidente que crêem naquilo que não constitui um fato e que não pode ser testado e/ou experimentado, logo o ateus tem fé, ainda que neguem.
Quem mais se preocupa com Deus são aqueles que não deviam se preocupar com ele, ou seja os ateístas. Já participei de várias comunidades de filosofia no Orkut, e o que vi é que a única coisa que interessava os ateus eram os debates religiosos. Não se interessavam por epistemologia, lógica, política, sociologia, economia, etc... Só se interessavam por Deus ou por Jesus. E assim se mostraram tão alienados quanto os fundamentalistas religiosos, cujo universo gira em redor de suas crenças infantis.
Esses missionários ateus que divulgam a palavra da sagrada aniquilação, de um universo e de uma vida sem sentido parecem não ter certeza de seu ateísmo. Parecem que tem dúvidas, e que se questionam, mas precisam provar para si mesmos que são "racionais" e ateus de verdade, e por isso fazem proselitismo, porque o fantasma da fé os perturba.
Se realmente não cressem em Deus como afirmam à torto e à direita não se incomodariam tanto com essas questiúnculas metafísicas. Viveriam como os agnósticos que não sabem ao certo se Deus existe ou não e tampouco estão interessados em saber, porque provavelmente nunca terão como descobrir isso.
Os ateus possuem uma linguagem e um modus operandis dogmático. Um ateu chamado Alfredo Bernacchi escreveu o livro: A BÍBLIA do ateu, um nome bem significativo, um livro sagrado para os ateus, um livro dogmático que não questiona, é o que dá a entender. Ele também escreveu o livro Ateu, graças a Deus, um título tão ridículo que nem preciso comentar. Esse mesmo senhor, também escreveu: "Sinto muito, mas Jesus Cristo não existiu”. Um livro que é risível, e afirmo isso sem ter lido a referida obra, porque Dawkins, em Deus Um Delírio, não nega a existência histórica de Jesus, diz que acadêmicos respeitáveis afirmam sua existência, então é bem provável que tenha existido.pág 109. Os historiadores sérios não negam a existência histórica de Cristo, quem o faz ou é mau intencionado ou ignorante ou ainda as duas coisas.
Ou seja, esse Alfredo Bernacchi é um autor suspeito e tão cego quanto os neo-pentecostais com suas pregações enfadonhas. Outro ateu com ardor missionário é o escritor e o endeusado Michel Onfray com o seu Tratado de Ateologia que não passa de uma reedição barata de Nietzche, Feurbach e Cia. http://www.ouviroevento.pro.br/diversos/resenha_de_Onfray.htm
Os ateus confundem Deus com o Deus judaico, cristão e islâmico que são formas de revelação. Mas, filósofos como Aristóteles não partiram da revelação para aceitar a existência de Deus, mas tão somente da razão humana. O máximo que esses papas ateus podem fazer é escrever suas cartas encíclicas vomitando o seu ódio contra Deus e as religiões. Podem tripudiar sobre o Velho Testamento e sobre o Corão e mesmo sobre passagens ou livros obscuros do Novo Testamento como o Apocalipse, o que não conseguem fazer é provar que Aristóteles estava errado com sua concepção de Motor Imóvel.
Os ateus até querem criar o seu feriado religioso, Dia do Orgulho Ateu que talvez fosse uma espécie de festa de Pentecostes às avessas. A festa de Pentecostes para quem não sabe, é a festa da fundação da Igreja Cristã. Também querem celebrar o Newtal ao invés de celebrar o Natal. http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3466218-EI306,00.html
Os ateístas que tanto odeiam a Deus e as religiões se tornaram tão religiosos quanto qualquer pessoa que tenha sua fé e devoção. ~
Os ateus são religiosos porque:
1) Vivem em função do ateísmo, são alienados só conhecem e falam de assuntos religiosos e da Teoria da Evolução que ingenuamente pensam favorecer o ateísmo. Nada ou quase nada conhecem de antropologia, geografia, direito, literatura, filosofia, psicologia, sociologia entre outras disciplinas. Ignoram as questões sociais (excetuo aqui os ateus marxistas e socialistas);
2)Tem crenças - A inexistência de Deus e a inexistência da imortalidade da alma;
3) Livros Sagrados - A Bíblia do Ateu e o Tratado de Ateologia;
4) Querem ter feriados religiosos.
Qualquer semelhança com a realidade não é mera ficção.
O próprio Dawkins, um cientista evolucionista resolveu fazer metafísica em seu último livro, Deus um Delírio. O problema é que em seu último livro ele quis se valer da ciência para "provar" que Deus não existe, e todos sabem que Deus não é objeto da ciência. Dawkins também foi desonesto ao afirmar que o evolucionismo encaminha ao ateísmo. Foi igualmente desonesto quando afirmou - também em Deus Um Delírio - que os evolucionistas teístas não são sinceros, e que ele preferia os criacionistas.E o próprio Dawkins confessou sua incapacidade de provar a inexistência de Deus no capítulo 4 de seu livro, que diz bem assim: 4. POR QUE QUASE COM CERTEZA DEUS NÃO EXISTE....................................123. Ele poderia ter escrito: Por que com certeza Deus não existe Porque Quase não é certeza e não é prova. De quase para a certeza falta muito.
Se a inexistência de Deus não pode ser provada, então para que estufar o peito e se achar o todo-sapiente, o hiperintelectualizado e afirmar: "Eu sou ateu!", "Deus não existe!" e outras coisas do gênero?
Os ateus pedem para que se prove a existência de Deus, mas quando lhes pedem para que provem o como e porquê da inexistência do Ser Supremo, fogem do assunto, usam falácias e apelam ao Deus Bíblico que não é o Deus dos filósofos. Se não podem provar o que afirmam, no caso a inexistência de Deus, então é evidente que crêem naquilo que não constitui um fato e que não pode ser testado e/ou experimentado, logo o ateus tem fé, ainda que neguem.
Quem mais se preocupa com Deus são aqueles que não deviam se preocupar com ele, ou seja os ateístas. Já participei de várias comunidades de filosofia no Orkut, e o que vi é que a única coisa que interessava os ateus eram os debates religiosos. Não se interessavam por epistemologia, lógica, política, sociologia, economia, etc... Só se interessavam por Deus ou por Jesus. E assim se mostraram tão alienados quanto os fundamentalistas religiosos, cujo universo gira em redor de suas crenças infantis.
Esses missionários ateus que divulgam a palavra da sagrada aniquilação, de um universo e de uma vida sem sentido parecem não ter certeza de seu ateísmo. Parecem que tem dúvidas, e que se questionam, mas precisam provar para si mesmos que são "racionais" e ateus de verdade, e por isso fazem proselitismo, porque o fantasma da fé os perturba.
Se realmente não cressem em Deus como afirmam à torto e à direita não se incomodariam tanto com essas questiúnculas metafísicas. Viveriam como os agnósticos que não sabem ao certo se Deus existe ou não e tampouco estão interessados em saber, porque provavelmente nunca terão como descobrir isso.
Os ateus possuem uma linguagem e um modus operandis dogmático. Um ateu chamado Alfredo Bernacchi escreveu o livro: A BÍBLIA do ateu, um nome bem significativo, um livro sagrado para os ateus, um livro dogmático que não questiona, é o que dá a entender. Ele também escreveu o livro Ateu, graças a Deus, um título tão ridículo que nem preciso comentar. Esse mesmo senhor, também escreveu: "Sinto muito, mas Jesus Cristo não existiu”. Um livro que é risível, e afirmo isso sem ter lido a referida obra, porque Dawkins, em Deus Um Delírio, não nega a existência histórica de Jesus, diz que acadêmicos respeitáveis afirmam sua existência, então é bem provável que tenha existido.pág 109. Os historiadores sérios não negam a existência histórica de Cristo, quem o faz ou é mau intencionado ou ignorante ou ainda as duas coisas.
Ou seja, esse Alfredo Bernacchi é um autor suspeito e tão cego quanto os neo-pentecostais com suas pregações enfadonhas. Outro ateu com ardor missionário é o escritor e o endeusado Michel Onfray com o seu Tratado de Ateologia que não passa de uma reedição barata de Nietzche, Feurbach e Cia. http://www.ouviroevento.pro.br/diversos/resenha_de_Onfray.htm
Os ateus confundem Deus com o Deus judaico, cristão e islâmico que são formas de revelação. Mas, filósofos como Aristóteles não partiram da revelação para aceitar a existência de Deus, mas tão somente da razão humana. O máximo que esses papas ateus podem fazer é escrever suas cartas encíclicas vomitando o seu ódio contra Deus e as religiões. Podem tripudiar sobre o Velho Testamento e sobre o Corão e mesmo sobre passagens ou livros obscuros do Novo Testamento como o Apocalipse, o que não conseguem fazer é provar que Aristóteles estava errado com sua concepção de Motor Imóvel.
Os ateus até querem criar o seu feriado religioso, Dia do Orgulho Ateu que talvez fosse uma espécie de festa de Pentecostes às avessas. A festa de Pentecostes para quem não sabe, é a festa da fundação da Igreja Cristã. Também querem celebrar o Newtal ao invés de celebrar o Natal. http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3466218-EI306,00.html
Os ateístas que tanto odeiam a Deus e as religiões se tornaram tão religiosos quanto qualquer pessoa que tenha sua fé e devoção. ~
Os ateus são religiosos porque:
1) Vivem em função do ateísmo, são alienados só conhecem e falam de assuntos religiosos e da Teoria da Evolução que ingenuamente pensam favorecer o ateísmo. Nada ou quase nada conhecem de antropologia, geografia, direito, literatura, filosofia, psicologia, sociologia entre outras disciplinas. Ignoram as questões sociais (excetuo aqui os ateus marxistas e socialistas);
2)Tem crenças - A inexistência de Deus e a inexistência da imortalidade da alma;
3) Livros Sagrados - A Bíblia do Ateu e o Tratado de Ateologia;
4) Querem ter feriados religiosos.
Qualquer semelhança com a realidade não é mera ficção.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Manipulação Midiática
Ontem estava lendo um texto do escritor e jornalista Georges Bourdokan numa edição da Caros Amigos e resolvi compartilhar com os leitores deste blog a leitura agradável e irônica do texto do jornalista.
VERBETES
Ditador - É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a constituição.
Exemplo: Hugo Chavez.
Presidente - É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os Protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.
Incursão - Assim a mídia denomina a invasão de um país.
Tutela - É o sinônimo que a mídia dá à ocupação do Iraque pelos Estados Unidos.
Terrorista - Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.
Suicida - Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos carrascos estadunidenses nas prisões de Abu-Graib e Guantánamo.
Ataque cirúgico -Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1) Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio Muammar Khadafi, em 1986;
2) Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes;
3) Destruição de uma indústria farmacêutica no Sudão em 1998.
Seqüestro - Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.
Captura - Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi captura.
Incidente - Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.
Massacre - Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel e Estados Unidos.
Assentamento - Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.
Conflito - Assim a mídia denomina a invasão e a ocupação da Palestina por tropas de Israel.
Fonte: Revista Caros Amigos edição 137
VERBETES
Ditador - É a denominação que a mídia dá a um presidente eleito democraticamente que age de acordo com a constituição.
Exemplo: Hugo Chavez.
Presidente - É a denominação que a mídia dá a quem aprova leis ditatoriais, invade nações para apossar-se de suas riquezas, assassina mais de um milhão de seres humanos; constrói muros segregacionistas; é contra o Tribunal Penal Internacional e os Protocolos de Kioto. Exemplo: George W. Bush.
Incursão - Assim a mídia denomina a invasão de um país.
Tutela - É o sinônimo que a mídia dá à ocupação do Iraque pelos Estados Unidos.
Terrorista - Assim a mídia denomina o revolucionário que luta contra o jugo colonialista. Exemplo: iraquianos, afegãos e palestinos.
Suicida - Denominação que a mídia dá ao prisioneiro assassinado pelos carrascos estadunidenses nas prisões de Abu-Graib e Guantánamo.
Ataque cirúgico -Assim a mídia repercute quando um míssil estadunidense erra o alvo e causa a morte de civis. Três exemplos:
1) Assassinato da filha de cinco anos do presidente líbio Muammar Khadafi, em 1986;
2) Abate de um avião civil iraniano com 298 passageiros e tripulantes em 1988. Não houve sobreviventes;
3) Destruição de uma indústria farmacêutica no Sudão em 1998.
Seqüestro - Se um soldado israelense é capturado quando invade o Líbano ou a Palestina, a mídia diz que foi seqüestro.
Captura - Se um palestino ou libanês é seqüestrado pelas tropas invasoras, a mídia diz que foi captura.
Incidente - Dá-se quando tropas de Israel ou dos Estados Unidos massacram centenas de civis palestinos, iraquianos e afegãos.
Massacre - Dá-se quando palestinos, iraquianos e afegãos matam dois ou três soldados de Israel e Estados Unidos.
Assentamento - Denominação que a mídia dá à usurpação de terras palestinas por invasores israelenses.
Conflito - Assim a mídia denomina a invasão e a ocupação da Palestina por tropas de Israel.
Fonte: Revista Caros Amigos edição 137
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