quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pentecostais querem proibir que professora fale da cultura africana

O texto que você vai ler a seguir não é meu, foi extraído na íntegra do site O Dia Online.





Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.


A professora Maria Cristina mostra desenhos feitos por alunos após a leitura: mães evangélicas se rebelaram. Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
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A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.

Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO

“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.

Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folclore

Em 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.

Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.

Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.

O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”.

Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.

VIVA VOZ
Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

No Brasil até lixeiro é doutor




Um carioca estava ciceroniando um inglês que estava contando vantagens. Dizia o inglês:

- Em minha terra há muitos eruditos.
- Aqui no Brasil também - respondeu o carioca.
- Lá na Inglaterra temos: Dawkins, Hobsbawn entre outros.
-Aqui no Brasil temos: Marilena Chauí, Antônio Cândido e outros mais.
- Temos uma das melhores universidades do mundo - diz o inglês - que é a universidade de Oxford.
- Aqui temos a USP, a UFRJ...
- Nós ingleses temos educação de qualidade.
- É mesmo?
-Yes, my friend!
- Diga-me cá uma coisa: o que é preciso para ser lixeiro lá na Inglaterra?
- Não é preciso ter muito estudo não.
- Pois aqui no Brasil não é qualquer um que pode ser lixeiro. Caro amigo inglês, você é formado em quê?
- Eu sou formado em história.
- Tem doutorado?
- Não.
- Ao menos tem mestrado?
- Não.
- Você por exemplo por não ser devidamente preparado não pode prestar concurso para ser lixeiro. Aqui queremos pessoas qualificadas, graduados aqui no Brasil é visto como um semi-analfabeto.
- Mas isso não pode ser.
- Não pode ser lá na Inglaterra que é um paizinho atrasado, aqui é o primeiro mundo. Cara, acho melhor você voltar para Inglaterra, porque aqui você não vai arrumar nada com esse teu diplominha de bacharel. O Brasil é "foda", aqui até lixeiro precisa ser doutor ou ao menos mestre!!! Pois é um trabalho que requer muita intelectualidade.


Brincadeiras à parte é triste ver pessoas que estudaram a vida toda, desempregadas. E o desespero é tão grande que se sujeitam a fazer concursos para lixeiros. Mas procuram esses concursos fáceis e baratos por que são burros ou por que não tem dinheiro para um concurso mais caro? Qual será o segredo de Tostines? Eu não vou dizer que esses mestres e doutores são burros, até porque eu não sei se poderei ser um futuro lixeiro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml

Ó tempora, ó mores!

sábado, 24 de outubro de 2009

As "sábias" palavras de Lula

"Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação que teve um partido qualquer, Jesus Cristo teria que chamá-lo para fazer coalizão, porque essa é a composição de forças que tem no Congresso". Presidente Lula

Bom quando não se tem nada inteligente para se dizer o melhor a fazer é ficar de boca fechada, mas não é o que aconteceu com o presidente.

Independente de se crer ou não em Jesus Cristo como Deus ou profeta, o que não se pode negar é que ele foi uma grande figura histórica, e isso nenhum historiador honesto nega. Pessoas de muitas religiões e pessoas sem religião alguma admiram a figura de Jesus Cristo. E admiram a Jesus por sua honestidade, por nunca ter compactuado com os hipócritas e/ou fariseus.

Então quando Lula fala que Jesus faria conchavo com Judas Iscariotes, ele está chamando Jesus de corrupto, de um homem que nada tem admirável, um qualquer. Claro que isso ofende os sentimentos religiosos de cristãos ortodoxos, católicos e protestantes. Mas isso não vem ao caso, o que vem ao caso é querer transformar figuras eminentes em homens interesseiros e carreiristas.

Lula poderia ter citado Sócrates, dizendo que este poderia fazer acordos com seus inimigos ou que Tibério Graco poderia trair seus ideais por um cargo de senador. O presidente poderia ainda citar qualquer outro personagem histórico de grandes virtudes, mas quis transformar Jesus em seu bode expiatório.

Na verdade isso é uma projeção de Lula, como ele se vende e faz acordo, ele acredita que todos os homens são como ele, ou seja, projeta nos grandes homens o pequeno homem que ele é. De qualquer forma por pequeno que seja perto do FHC Lula é um gigante.

Caso queira ler mais a esse respeito, leia os artigos: A CPI do Judas e Jesus Cristo é convocado para depor em CPI.

Fim de papo.

Sindicato dos pequenos blogs, abrace essa causa





O Chris Robers do blog Bigode de Gato e também o Ravick dos amorais se associaram no sindicato dos Pequenos Blogs, cujo objetivo é reunir pequenos blogs para que sejam divulgados.

Leia o texto abaixo:


Este é o segundo post, e temos novidades. O controle de acesso como estava sendo realizada estava atrasando as inscrições. Por este motivo o Blog agora é aberto a visita de todos. Reforçando: corre e associe-se cara!

Para este primeiro momento somente 100 pequenos blogueiros (corre e associe-se cara) poderão participar da Campanha que será lançada brevemente.



Como todo sindicato, temos nossas diretrizes e nossa missão. Aquela, será informada depois, esta é simples: defender os interesses e ajudar os pequenos blogs a crescer.




Nosso lema é: os pequenos blogs tornam o pequeno um grande blog.




Certamente sua primeira e mais importante dúvida é: o que afinal é este blog e qual o objetivo enfim deste sindicato?



Tudo será melhor explicado a seu tempo, mas, grosso modo, o sindicato será uma agremiação de pequenos blogs que realizarão ações conjuntas (entenda-se campanhas, selos especiais, blogagem coletiva, publicidade entre outras ações) para o crescimento dos associados.




Aguarde!



Caso tenha ou conheça um pequeno blog de bom conteúdo, convide-o.

Neste novo modelo, basta acessar o blog da campanha e tornar-se um Seguidor do Blog.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para quem trabalha a polícia?

Assisti aos noticiários que narraram o homicídio de Evandro membro do AfroRegae e me impressionou não a crueldade dos bandidos, mas a omissão da polícia e o roubo do roubo, isto é, apropriação indevida que a polícia fez dos objetos do Evandro que estavam nas mãos dos homicidas.

A polícia viu o corpo da vítima no banco e nem quis saber se a vítima estava ou não viva, mas se preocuparam com os bens da vítima. Roubaram os ladrões e os liberaram logo em seguida, ou seja, são piores que os meliantes! Pois não socorreram a vítima, roubaram a vítima ainda que indiretamente e compactuaram com o assassinato.

Eles tentaram se explicar mas a emenda ficou pior que o soneto. Não devolveram os objetos de Evandro na delegacia, não prenderam os homicidas, enfim não fizeram uma coisa justa.

Agora pergunto se fosse um empresário que estivesse estirado no chão, o que fariam? Certamente o socorreriam. Mas o Evandro um cara que morou nas favelas, não vale a pena, é apenas mais um.

É engraçado que a polícia existe não para defender o povo, mas existe para defender exclusivamente a burguesia e os interesses do Estado, uma vez que a polícia é um dos aprelhores repressores do Estado.

Quando é para derrubar barracos de gente paupérrima lá está a polícia, não querendo saber se lá moram idosos, doentes e crianças, se o governo mandou, eles vão lá para bater nos pobres para que os tratoristas possam destruir seus barracos.

Quando se faz um protesto pacífico, lá está a polícia para coibir, alegando que os manifestantes estão perturbando a ordem pública. Mas quando se trata de proteger o pobre e dar a segurança a quem realmente precisa, eles não estão lá. E são as massas sofridas e trabalhadoras que sustentam a polícia com os impostos que pagam. Mas esses parasitas que mataram o Evandro ignoram isso.

Se a polícia não protege os indefesos, se a polícia luta contra os que querem uma sociedade justa, para que cargas d'água então serve a polícia?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cientista também fala besteiras



Faz tempo que não escrevo nada aqui no blog, primeiro porque viajei para o Rio de Janeiro (XIV Congresso Nacional do PCB 09/10 até 12/10), e depois porque voltei gripado do Rio e estou com muito trabalho na escola, como hoje estou mais ou menos folgado e um pouco inspirado resolvi escrever. Eis o resultado logo abaixo, não espero que gostem, espero que esse meu artigo seja desconfortante e provocativo. Boa leitura.


Os cientistas por lidarem com pesquisas e por serem pessoas muito requisitadas não poucas vezes se acham acima do bem e do mal. Acabam por crer que são espécies de semi-deuses e que podem falar de tudo, do cocô à bomba atômica, até porque seu status quo de cientistas o permite.

Respeito os cientistas quando falam daquilo que conhecem, respeito-os naquilo em que são peritos, mas naquilo que não conhecem não merecem aplausos senão vaias. É incrível que mestres e doutores em ciências possam cair no senso comum em outros assuntos e repetir irrefletidamente o que repetem as massas.

Eles (os cientistas) que são tão sérios em pesquisas que não aceitam palpites, nem pitacos, quando abordam temas que não são de sua área quase sempre falam besteira.Quer dizer que os métodos só servem quando é para se pesquisar alguma vacina para debelar tal e tal vírus? Que a seriedade só é válida quando precisamos estudar astrofísica? Para se falar de violência não é preciso estudar? Não é preciso conhecer as causas? Claro que não. Até porque para a maioria dos cientistas, ciências humanas não são ciências. E porque geografia, história, sociologia e economia "não são ciências" pode-se palpitar à vontade.

Outro dia no Twitter, um cientista soltou essa pérola: "Aí alguém acende um baseado e vai argumentar sobre como o capitalismo é o responsável pelo que acontece no Rio". Como se pode ver é uma frase desconcetada da realidade. Uma frase vinda de uma mente que trabalha com uma realidade fragmentada, que aplica os métodos de sua ciência (e isso por vício) às realidades sociais. Se o doutor estudasse ciências políticas e sociais não teria falado tal aberração. Por essa frase bem se percebe que ele não conhece história, nem sociologia, nem geografia, etc... Se estudasse saberia que os negros foram morar nos morros logo após a abolição da escravatura, e que os morros se constituíram favelas, porque os negros tinham que morar longe dos brancos, até porque não tinham dinheiro para comprar casas em áreas nobres, porque a única indenização que receberam do Império foi sua "liberdade". Não foram indenizados com somas vultosas nem mesmo com somas mínimas para manter suas respectivas dignidades. Não foram contratados para trabalhar nas fazendas como os italianos, não sabiam fazer outra coisa do que cultivar. Sem perspectivas de vida o que poderiam fazer?

Os cientistas muito entendem de astros e tubos de ensaio pouco ou nada de ciências sociais, por isso seu mundo é fragmentado, pobre e desvinculado da realidade. Não vá além do sapato, o sapateiro!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O plutocrata Micheletti manda o exército reprimir manisfestantes pacifistas

Engraçado é que os EUA não se manifestam contra esse golpe por que será? Será pelo fato de Micheletti ser da extrema-direita?




Andam dizendo por aí que Micheletti deseja mudar o nome de Honduras por Honditaduras e Tegucigalpa por Tegucigolpe.