quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O convidado que chegou atrasado ou dialogando com Roger Scruton (Como ser um conservador) I - Como me defino eu> Um sócio conservador kkkk







Após ter lido Russel Kirk e a "Anatomia" de John Gray eis que estou a ler o recentemente falecido Roger Scruton (Como ser um conservador, 12 Ed, Record, 2020) e consequentemente a dialogar com ele, posto que toda leitura crítica é um diálogo e a única leitura reverente ou acrítica que faço é a do Evangelho (Não disse bíblia ou antigo testamento ou mesmo Novo Testamento, mas apenas e tão somente Evangelho i é as palavras de Jesus Cristo). 

No entanto antes de iniciar meu dialogo com o sr Scruton desejo fazer algumas observações bem humoradas sobre mim mesmo e sobre o conservadorismo, assim sobre o conservadorismo brasileiro.

Principio registrando que a sociedade brazundanga adora falsos dilemas, radicalidades inúteis, extremismos tolos, etc 

De modo que faz eco das inanidades 'made in EUA' (E de Scruton)> Quem não é capitalista é um comunista ou bolchevista e quem não é bolchevista deve ser, necessariamente um entusiasta do liberalismo econômico (Nome científico do Capitalismo - Afinal os cientistas não dizem 'Limão' porém 'Citrus limonum' e tampouco 'gato' mas 'Felix catus'). Para nossos 'civilizados' brazundungas, encantados pelos pastores yankees, não há socialismos, ou anarquismo ou mesmo algo próximo de uma doutrina social da igreja, porém apenas liberalismo econômico e comunismo diabólico e se você se recusa a admitir o batismo e canonização do lib. econ. naturalmente que está do lado do capeta...

Naturalmente que não me enquadro nesse esquema simplório e dualista, fruto de mentes rasas e infantis. 

Comunista não são por diversos motivos, especialmente devido a tal ditadura do proletariado. Quanto a isto tenho é - Ainda que leves e críticas. - tendências anarquistas (Lamentavelmente Scruton não preparou capítulo com o título: 'A verdade no anarquismo') e consequentemente repudio todo e qualquer tipo de ditadura, tirania, despotismo, etc  seja de direita, esquerda, centro, etc E concordo com Scruton e outros quanto a liberdade corresponder a um valor essencial e inegociável que nos foi legado pela civilização. E quando me refiro a liberdade no seu contexto político me refiro a democracia e ao liberalismo político, com as decorrentes limitações éticas impostas pelos direitos essenciais da pessoa humana.

Nem creio que possam, a justiça ou a liberdade, serem outorgadas, dadas ou concedidas por qualquer elite, grupos, quadros, etc 

E tampouco creio em qualquer tipo de Revolução iconoclástica capaz de alterar a dinâmica da cultura por meio da violência ou da força. Admito sim a aplicação controlada da violência, atrelada ao conceito de sedição, ou na eliminação de uma ordem insuportável e cruel. Não a mística de uma violência desbragada com poderes mágicos quanto as estruturas culturais estabelecidas, e quanto a isto sou um cético absoluto. As revoluções são todas falaciosas - Desde a revolução primordial, i é, o protestantismo, até as mais recentes, i é, o comunismo. - já devido ao montante humano sacrificado (Vejam só o Paul Pot citado por Scruton) já porque revertem. Portanto a questão do custo benefício é especiosa, mesmo quanto as mais bem sucedidas, como a francesa e a russa.

O que não quer dizer que não venham a acontecer. Sendo quase que inevitável sua afirmação. Não por culpa dos revolucionários malévolos, como talvez suponha o sr Scruton, e sim por culpa da ordem precedente e de seus vícios insuportáveis. De modo que se, como dizem foi a dita reforma protestante (Eu discordo) uma resposta a condição do papismo na Europa ocidental, com mais razão foi o comunismo uma amarga resposta a uma ordem ainda mais amarga i é a do liberalismo econômico em seu auge. (E aqui eu concordo).

Por não crer na Revolução não sou anti revolucionário no sentido de fazer oposição ou dar combate violento a qualquer revolução. Creio na profilaxia social, toda a revolução se evita com sábias e oportunas reformas - Já dizia o sábio chinês Confúcio... Outras até merecem adesão e apoio, não porque se creia em seus objetivos gerais, certamente utópicos, mas apenas por se oporem a uma ordem excessivamente injusta e cruel. Há quem aqui prefira a neutralidade, eu no entanto me recordo da lei grega de Sólon sobre os que não assumem facção ou tomam partido.

Seja como for não creio em Revoluções e as tenho por trágicas, assim a guerra de modo geral, embora não a possamos evitar tendo em vista as exigências da justiça.

Outro aspecto que me põem em acordo com Scruton é que essas místicas sociais ou ideologias, adotam um modelo social geométrico, com propósitos demasiado abstratos e uniformes além de planos que implicam uma hierarquização e centralização excessivas ainda quando pretendem das combate a alguma tirania e até mesmo conquistar certas liberdades. Tudo muito burocrático e metódico, a parte da estrutura ou da realidade social e na dependência de um futuro aparelho repressor.

É o quanto me basta para incompatibilizar com o comunismo, mesmo quando alguns de seus membros aspirem sinceramente pela redenção do homem, i é, pela erradicação da injustiça social, pela supressão da miséria, pelo fim da exploração assassina, contra a desumanização, a alienação, a massificação, etc Ainda que nosso objetivo fosse similar, como declara o profo Lizandro de la Torre, nossos métodos seriam sempre distintos, senão opostos. É o que diz Scruton sobre os esquerdistas companheiros de seu pai: "As queixas de meu pai eram reais e bem fundamentadas, mas as suas soluções eram fantasiosas." Op cit pag 13.

É exatamente isto que distingue e separa as inúmeras correntes socialistas (O termos remonta a Owen ou Leroux) - Entre as quais me situo no plano da economia ou da produção e distribuição de bens. - do comunismo, por mais que a opinião pública desleal e o próprio Scruton busquem oculta-lo ou mesmo nega-lo, tudo lançando debaixo da senha 'esquerdista'.

É por isso que gosto de Dietrich Von Hildebrand, o qual dissertou magnificamente sobre quão vaga é a senha direita e esquerda. Naturalmente que há quem se encaixe perfeitamente na caixinha, se adapte e fique contente. Todavia bem pode o homem superior ser de direita aqui e de esquerda acolá, e em diversos nichos variar de posição... Tal o meu caso. E já o veremos.

Analisemos brevemente a questão econômica que cinde a humanidade em dois campos> Liberalismo econômico ou capitalismo e Socialismos. 

Analisemos isto com a seriedade que bem merece.

E o façamos a partir dos pressupostos teóricos do liberalismo econômico, cujos fundamentos foram lançados - Ainda que doutro modo (Diz Scruton na abertura do capítulo II, intitulado 'Começando de casa' aludindo a obra mal querida de Smith "Teoria dos sentimentos morais")  - por Adam Smith e, posteriormente por Ricardo, Petty, Bastiat, Molinari, etc Qual a linha condutora, o primeiro princípio, a ideia geradora, etc nesses teóricos... A ideia da não intervenção social e\ou política nas operações econômicas, dando espaço ao que chamam de livre iniciativa.

Naturalmente que os primeiros teóricos, como Smith, tiveram em mira aquele amplo conjunto de regulamentos arbitrários e caprichosos legados já pela idade média ou pelas monarquistas absolutas, que de fato travavam uma saudável iniciativa social no plano da produção e distribuição de bens. No entanto desde logo surgiram reivindicações e propostas no sentido de que não houvesse limitação ou controle algum desse setor ou seja em torno de uma ilimitação ou de um descontrole absolutos, como seja a produção econômica constituísse um setor a parte da sociedade ou mesmo da humanidade.

Nem temo dizer que o ANCAP é decorrência ou desenvolvimento natural deste tipo de pensamento.

A ideia aqui, e o ideal de sociedade perseguido, era o de uma não interferência absoluta por parte da sociedade ou do poder político no setor da economia e de uma independência total. O que de pronto se situa nos termos de uma utopia, como o comunismo, o anarco individualismo. 

Podemos portanto, ao menos teoricamente, e com toda justiça, definir como Socialismo, qualquer ideologia ou proposta que exerça oposição ao ideal acima descrito, que admita qualquer nível ou grau de interferência externa no plano econômico e a simples existência de leis destinadas a regular o Mercado (Como por exemplo a Lei antitruste - No Brasil n 12.529 - 2011), o recolhimento de impostos ou as relações de trabalho, ainda que de número bastante reduzido. 

A própria existência de um ministério da economia ou de um Banco central, com decorrente emissão de moeda, choca-se com o ideal livre economicista em sua puridade.

Destarte a simples concepção de um liberalismo econômico ou de um capitalismo controlável externamente em qualquer medida é antitética ou contraditório. 

Propor um capitalismo externamente controlável pelo poder político ou pela sociedade, como capitalismo ou como terceira via é algo inteiramente desonesto. As expressões terceira via ou Estado de bem estar social, cunhadas para batizar as soluções derivadas do Keynesianismo são de fato falaciosas. O que temos na doutrina de J M Keynes é também socialismo, gostem ou não os defensores do salvador do 'capitalismo'. Keynes nada salvou na medida em que foi contratado pelo Estado mais próximo do modelo liberal economicista tendo em vista um plano de intervenção estatal e decorrente legislação, que salvasse o monstro agonizante> E o que Keynes fez, foi justamente criar regras tendo em vista uma ação externa manobrada pelo Estado.

Conclusão: Tudo quanto foge a utopia liberal economicista da ilimitação absoluta não pode ser visto como capitalismo ou liberalismo econômico, mas como um tipo de socialismo, variando apenas o nível, o grau ou a forma de intervenção. 

É o que se sucede desde os tempos das reformas sociais implementadas desde Urukagina de Lagash, há quase quarenta e cinco séculos, passando por Faléas da Calcedônia (Citado por Aristóteles na Política), até chegarmos aos padres romanos Mably e Morelly no século XVIII, sem falar em S Tomás Morus e no Padre Th Campanella. Tais os socialismos sagrados ou de matriz religiosa, totalmente alheios a cepa materialista criticada pelos papas romanos e outros líderes religiosos.

No entanto é tudo, repito e insisto, o mesmo socialismo: O modelo bizantino, o modelo ocidental controlado pela igreja romana (Que proibia por Lei a cobrança de juros), o modelo inca, o modelo dos padres franceses acima citados, os modelos que os comunistas ferretearam como 'utópicos' e os de 'água benta' iniciados por Von Ketheller de Magúncia e continuados por Darboy de Paris, Daens, E Mc Glynn, Ireland, Mercier de Malines, Mother Jones... até as doutrinas de fundo tomista, pautadas na noção aristotélica de Bem Comum, legadas pelos escolásticos da Idade Média, em particular por Aquino e que inspiraram a Rerum novarum de Leão XIII, a qual, por sua simples existência, implica em categórica negação das pretensões liberais economicistas. Aos quais se juntaram mais tarde a proposta de Maritain, a de Bastos de Ávila, com o solidarismo, o comunitarismo, o cooperativismo, o distributivismo de Belloc e Chesterton, o já citado georgismo de Henry George, o personalismo de Mounier, etc 

Quanto a outras propostas de vária inspiração temos as de Leroux, J Jaurés, L Herr, Nitti, L Blum, De Gaulle, Marcel Deat, etc, O fabianismo dos Webb, que contou com o apoio de Shaw, Wells, Lodge, Ellis, Russel, etc Todas são socialismos, a começar por Keynes ou passando por ele. Pois o que há de comum a todos esses pensadores é que há algo de profundamente errado com o conceito de ilimitação e sua prática - O que alias, o próprio Sidwyck observou e constatou.

Portanto lançar todas essas ideias riquíssimas, destinadas a combater uma efusão de injustiças e crueldades agravadas pelo novo modelo econômico a cabo de mais de século, na mesma sarjeta que o comunismo, com sua ditadura do proletariado e mística revolucionária, me parece o cúmulo da desonestidade intelectual, coisa digna apenas de pastores ignorantes ou fanáticos que buscam satanizar o outro. Declarar que é tudo o mesmo 'esquerdismo' de inspiração residual anarquista é algo que não se pode dar por sério ou aceitar.

Neste sentido - Face a repulsa pelo modelo capitalista ou pela ideologia do liberalismo econômico (Não de um mercado relativamente livre> Regulado porém livre.) posso declarar-me socialista, ou social democrata, ou socialista religioso, ou socialista humanista, ou, caso o termo aterrorize alguém, posso declarar-me fabianista, georgista, solidarista, comunitarista, distributivista, etc

Não porque defenda a extinção da propriedade privada pessoal (A qual considero de direito natural e portanto sagrada) e sim porque questione sua origem, uso, acumulo, limite... (Quanto a posse dos bens de produção, considero a questão neutra, assim quanto a questão do regime assalariado). De modo a que possa, esse modelo de propriedade (Pessoal) ser democraticamente ampliado e consolidado ou porque busque sua disseminação.

Mas sobretudo porque seja partidário decidido da regulação do trabalho por um Estado cada vez mais democrático. Isto por considerar indesejável o quanto sucedeu na Inglaterra na Idade de ouro do que chamamos liberalismo (O que sabemos ter sido o mais próximo possível do ideal da não interferência) e foi descrito pelo talentoso e honesto Ch Dickens, o qual, até onde sabemos, não tinha qualquer relação com o partido comunista ou com a revolução bolchevique. Basta dizer que alguns escritores avaliaram a situação dos trabalhadores de Manchester e dos principais núcleos industriais ingleses daquele período (1830 a 1880) como pior ou sensivelmente mais grave do que a dos escravizados africanos no Brasil. 

O que não logro entender é porque tantos conservadores tardam em perceber ou jamais percebem (Deveriam ter lido "A grande transformação" de Karl Polanyi) que tudo quanto dizem amar intensamente: A micro sociedade, a paróquia, a piedade religiosa, a arte, o artesanato, o patrimônio histórico, o folclore, a família e até mesmo a própria natureza, a puridade dos ares, águas, etc a vida dos animais e vegetais, foi destruído sem misericórdia ou melhor triturado por esse poder econômico que se queria colocar acima de todas as leis e que por isso mesmo transformou-se num outro padrão cultural, chamado economicismo, no qual, como diz Scruton, nada tem valor intrínseco porque tudo tem preço e etiqueta para se comprar ou vender. 

Grande a cegueira dos ditos conservadores em sua maior parte, quando a esse aspecto da ação de um mercado todo poderoso e descontrolado, até alterar o ritmo ou a dinâmica das relações sociais e destruir aquela cultura ancestral que todos amamos - Eu em primeiro lugar, aquela cultura dos quadros de Paul Nash que nos preservava do tédio, da angústia e da depressão.

Amigo Scruton, esteja onde estejas, devo dizer-te> Aquele mundo foi votado a morte antes de tudo pela reforma protestante, mas, sobretudo pelo modelo capitalista. 

Foi ele que removeu os camponeses de suas terras, onde bem ou mal viviam em certa proximidade com a natureza e junto aos túmulos e relíquias de seus ancestrais, mesmo quando faziam suas manufaturas ou bordavam seus panos. 

Antes de tudo, em todos os lugares a que chegou a ideologia de mercado, onde quer que existissem terras comunais, sejam egidos ou rocios, foram estas terras vistas como fontes de renda e sujeitas a especulação para que servissem como pastos ou granjas modelos em que animais fosse criados intensivamente para serem devorados pelas massas empobrecidas, aumentando ao máximo o lucro dos granjeiros - Isto a custa dos pobres que foram expulsos a força, da natureza que foi destruídas e dos animais torturados e mortos, sobrando a terra poluídas pelos resíduos, muitas vezes venenosos dessa produção que objetivava ter por ter...

Para o conforto dos empreendedores, os quais instalaram suas fábricas nas proximidades das minas, foram os operários i é os co produtores da riqueza, instalados em 'cidades' não planejadas a parte do mundo natural e desumanizados ou despersonalizados tanto pelo contato prolongado com as máquinas quanto pela separação forçada dos animais e vegetais que até então formavam seu entorno e tornava a rotina da vida menos penosa. Nem puderam mais pescar algum peixinho, a sombra de uma macieira, junto a ribeirões de água cristalinas, passando a viver cercado por fétidos canais cheios de esgoto.

Presos a máquina por um período de tempo não regulado e sujeitos ao controle mecânico do relógio, passaram essas multidões a ser de tal modo drenadas pela dura rotina de trabalho que só lhes sobravam mínimo tempo para dormir. Como poderiam dedicar-se ao artesanato, ao lazer ou mesmo as atividades da paróquia, acabaram-se portanto, para esse homem apanhado pelo mercado livre, os feriados, as diversões, as tradições e a vida religiosa ou paroquial. Foi o operário e ainda hoje o é - Apartado da vida paroquial: Das confrarias, das procissões, das rezas e ofícios, etc chegando a empobrecer e alterar tremendamente a vida espiritual da Igreja.

E nem mesmo a família, como constataram Le Play e seus sucessores, escapou inume a sanha das máquinas e de seus proprietários sedentos por mais e mais lucro. Pois sendo o chefe ou pai da família remunerado apenas para sobreviver e inexistindo o que ora chamamos 'salário família' (Uma conquista dos rebeldes socialista e não um presente dos simpáticos empreendedores.) tanto a esposa\mãe, quanto os avós e os filhos, todos enfim, deviam fazer turno da fábrica para complementar a renda doméstica. Ficando alienados uns dos outros durante a maior parte do tempo e só se encontrando no momento de dormir, quando estavam em frangalhos e tomados pelo sono. Então deveria ser excelente e estimulante convívio...

Agora imagine o sr Scruton, que com razão, repito com razão, ficou horrorizado com as condições de vida no Leste europeu, controlado pela URSS, por serem infensas a liberdade de pensamento e de expressão, a condição de seus conterrâneos ingleses de cem anos passados, os quais não tinham leis, logo não tinham justiça e por não terem justiça não tinham pão - Quero dizer, o mínimo para viverem com dignidade e pensarem nas maravilhosas liberdades inglesas. Pois ali, entre os operários ingleses que viviam sob a nova realidade ('promissora') da liberdade do mercado, o que faltava não era algo abstrato (Concedo, essencial, porém abstrato) como a liberdade (Pela qual certamente devemos lutar e morrer!) mas comida, roupa limpa, espaço, saúde, distração, normalidade mental... enfim absolutamente tudo. Sendo aquele mundo áureo do liberalismo econômico ou do capitalismo um mundo de miséria e crueldade como raramente foi visto na história humana (Digo, quanto a ação intencional dos seres humanos.).

Onde penetrou esse poder ou essa força de uma economia descontrolada ou soberana todo esse idílio do sr Scruton em torno das pequenas comunidades em comunhão com o meio e dotadas de vida espiritual acabou-se, dando lugar ao cenário de horror, descrito com precisão e vivacidade pelo renomado autor de "Um conto de Natal". Pois não pode a bela 'Lei comum' fazer frente aos Scrooges da vida, e não houve final feliz. E de fato não puderam as leis antigas e tradicionais fazer frente a esta catástrofe ou diluvio de calamidades pelo simples fato de não poderem oferecer qualquer resposta a um fenômeno social (O liberalismo econômico) que até então inexistia - Não preciso ler Cujas ou Savigny para saber que a Lei não pode solucionar um problema a seu tempo inexistente. E é exatamente por isso sr Scruton que precisamos de novas leis, para solucionar os problemas causados pelos novos fenômenos sociais que simplesmente surgem. 

As leis tradicionais podem nos fornecer pressupostos para as novas leis, porém se mostram inevitavelmente inoperantes face a qualquer novo modelo social que venha a surgir. Daí a necessidade de que aparecesse - Não os comunistas ou a tropa revolucionária de Marx e Engels ou melhor de Lênin. - desde Davi Ricardo (Possivelmente ele próprio) ou Leroux, essa turba multa de intelectuais de classe média, religiosos ou racionalistas, que movidos por algo a que ora chamamos empatia ou alteridade, se compadeceram do operariado e, assumindo o nome de socialistas, combateram politicamente nos parlamentos para que tal condição fosse radicalmente alterada, digo a condição do trabalho - Lançando ao vinagre as pretensões dos empreendedores e seus fâmulos (Os teóricos) em torno do dogma da não intervenção ou do caráter 'imexível' da produção e distribuição das riquezas.

Acontece, nobre escritor, que até hoje, os paladinos do livre mercado, ainda não se conformaram com a realidade da restrição externa (A Tatcher foi um perfeito exemplo disto) jamais cessando de tentar reverte-la, inclusive financiando a eleição de agentes políticos (Por meio do Lobby) ou comprando-os, enquanto simultaneamente continua a destruir nossos maiores tesouros: O patrimônio histórico (Por meio da especulação imobiliária > Veja o triste exemplo da Avenida Paulista na capital do Estado de S Paulo em que as mais belas construções do Brasil foram criminosamente demolidas apenas para serem substituídas por horrendas caixas de sapatos!), o patrimônio cultural (Rezas, procissões, confrarias, etc) e por fim o patrimônio ecológico ou natural (Escuso dar eu a lista de animais e vegetais extintos devido a explotação!)... 

Ao contrário da maior parte dos conservadores não posso encarar o liberalismo econômico ou o capitalismo como algo inocente ou como algo menos perturbador do que a objeção comunista. Do contrário o que teria de mim seja um tonel de Danaides...

Caso de fato queremos manter ou conservar o patrimônio estético, tradicional ou cultural e ecológico legado por nossos ancestrais tendo em vista fruição de nossos descendentes não há como deixar de analisar criticamente a ideologia economicista da ilimitação, jamais posta de lado pelos teóricos do sistema, alias açulados pela ideia nada racional ou melhor bastante passional de um progresso científico ou econômico ilimitado (Uma das místicas mais destrutivas já produzida por nós). Pois há espectros do positivismo ou do cientificismo cercando-nos, apesar de J S Mill e sua economia estacionária, único modelo realista e racional de que dispomos.

Por todas essas razões por mais que tenha os mesmos sentimentos de conservação que os conservadores quanto a todas essas coisas, não me encaro como um e não posso deixar de ser, antes e acima de tudo, um socialista de água benta ou 'pequeno burguês' saudosista, como dizem os sectários comunistas. E assim o é. De fato os radicais até me classificam como 'conservador', posto que estou com vocês conservadores quanto a questão da cultura e o repúdio ao relativismo cultural, criado ou concebido não pelos comunistas, mas por liberais ou semi anarquistas como Boas, Benedict e Herskovits. Como estou com vocês e até os ultrapasso quanto a questão da objetividade estética e a repulsa ao modernismo, o qual encaro (Não menos que os odiosos e odiados nazistas) como uma degeneração. E estou ainda com vocês contra o relativismo metafísico ou contra toda essa pseudo filosofia contemporânea de procedência Alemã, e assim ao primado do subjetivismo, do solipsismo ou do ceticismo, posto que partidário decidido da Filosofia clássica ou perene da escola de Sócrates e enfim da do estagirita. E naturalmente que estou com os mais ajuizados de vocês quanto a sociedade secular ou quanto a objeção a qualquer forma de teocracia (islâmica ou protestante\calvinista) como fundamento pétreo da civilização.

Temos muitas, muitas coisas em comum, em que pese minha adesão ao socialismo e repúdio decidido ao liberalismo econômico, por encara-lo com destruidor do quanto amamos e desejamos conservar tendo em vista o deleite das gerações futuras.

É como disse, junto com um mundo livre, aspiro também, como Sócrates na República e contra Trasímaco, por um mundo justo, e limpo, e belo, e digno... Liberalismo é importante, necessário, fundamental, porém insuficiente. 

Termino este artigo confessando que para mim Conservador é um termo ainda mais vago que socialista ou esquerdista.

Conservar o que de que época ou de que lugar...

Conservar tudo ou a sociedade paralisada, sabemos ser impossível.

Então que valerá a pela ser conservado e transmitido. Que selecionar para ser conservado.

Aqui nos separamos talvez.

Pois acho banal um brasileiro, lusitano ou latino querer adotar ou conservar qualquer coisa de inglês ou pior de Norte americano, dada a diversidade da cultura.

Sem constrangimento algum encaro alguns aspectos da cultura europeia como objetivamente superiores face a aspectos de qualquer outra cultura e assim a Filosofia clássica ou perene de um Aristóteles ou a Ética socrática ou ainda o ideal estético grego, assim o direito romano, assim o que chamamos de Cristianismo apostólico. 

Outro o caso da cultura Norte americana derivada da rebelião individualista protestante e do liberalismo econômico, que é sua extensão. E não vejo, por coerência, como um brasileiro se possa dizer conservador de um modelo cultural que não é seu e que não lhe pertence.

Não vejo pingo de coerência em ser um conservador brasileiro e adotar um repertório iankee ou mesmo inglês.

De fato capitalismo não faz parte de nossa cultura ou pensamento social e econômico, protestantismo ainda menos.

Teríamos aqui, por força da coerência tornar as fontes e valorizar o que é nosso. 

Naturalmente que nem tudo é possível ou mesmo desejável, como a atrocidade do escravismo ou as agressivas relações que estabelecemos com os povos originários. Naturalmente que tais equívocos devem estar fora da pauta e devemos tornar a noção essencialmente cristã e católica de um direito natural inerente a pessoa humana (Segundo a forma de Francisco de Vitória). Temos que direcionar nosso conservadorismo as fontes humanas e humanistas de nossa cultura, o que nos separará do iankee e de sua cultura.

Para mim esse conservadorismo de improviso focado na 'American way of life' que incluí o modelo yankee do século XX com o imaginário calvinista de uma guerra fria (Alias tendo a Rússia, não mais comunista, como vilã) e o universo capitalista não tem sentido algum no Brasil. Pois não faz parte de nossa experiencialidade histórica ou de nossa realidade. Outro tipo de conservadorismo pelo qual tenho vivo horror é o modelo moralista individualismo ou puritano, frequentemente associado ao fundamentalismo religioso, uma vez que aderindo a corrente de pensamento Cristão sistematizada, em certo sentido por Vitória e desenvolvida até os teóricos do iluminismo, adiro firmemente os direitos essenciais da pessoa humana em sua escala mais amplas. Por fim deploro igualmente qualquer padrão político ingênuo de conservadorismo como o daqueles monarquistas que julgam poder mudar radicalmente a sociedade ou faze-la retroagir por meio de uma solução monárquica. Hoje nada tenho a objetar quanto a uma monarquia constitucional desde que esclarecida e progressista, porém não acredito em qualquer possibilidade de alteração cultural significativa e encaro essa postura dos monarquistas como algo bastante próximo do misticismo revolucionário dos comunas e anarcos.

Como disse as vezes o termo conservador me parece vago e movediço, tipo qualquer um decide conservar o que deseja ou o que quer. Portanto um conservadorismo acrítico sempre poderia ser portador de valores exógenos a nossa cultura, como o modelo iankee e quanto ao que tem de pior: O Capitalismo, ou até mesmo o protestantismo. 

Talvez por isso, apesar de ser progressista no campo da moralidade e da ciência e conservador no campo da arte ou da estética e mesmo da epistemologia, quiçá no campo da política (Com a policracia ou democracia direta e do socialismo) prefira dizer que sou reacionário. Fujo a banalidade. Escapo a caixinha em que tantos estão fechados ou ao sectarismo. Assumo-me como eclético - Não como sincrético e quiçá seja não uma metamorfose ambulante porém certamente um mosaico ambulante no qual existe uma presença objetivista, realista e conservadora bastante forte, e eu me orgulho dela. Há em meu peito ou em minha alma um conteúdo conservador, mas não coaduna com o que percebo no conservador brasileiro médio, antes conflita com ele conflita.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

EXTRA, EXTRA, EXTRA EVENTO IMPERDÍVEL E AULA DE HISTÓRIA INESQUECÍVEL TOTALMENTE GRATUÍTA SOBRE A ESCRAVIDÃO PROTESTANTE - NÃO PERCA!

 Vamos falar sobre Nathan Bedford, F Malan, Jerry Falwell e outros canalhas...


AS 20 HORAS!

Extra, Extra - A todos os interessados sobre História, História das Religiões, Sociologia, etc estaremos promovendo, como resposta a Live descarada do Lucas Banzoli sobre a escravidão papista, nossa Live sobre a escravidão protestante, com uma farta documentação... Aguardem para conhecer os arcanos vergonhosos de uma escravidão ainda pior do que as escravidões papista, judaica e islâmica, e o cúmulo da crueldade humana praticada em nome da 'bíblia' ou do antigo testamento, i é, a consequente, sacrílega e blasfema negação do Evangelho redentor.


Convidamos a todos - Protestantes de boa vontade, enganados por Banzoli e outros panfletários, Ortodoxos, apostólicos romanos, espíritas, budistas, judeus, deístas, agnósticos, ateus, etc de modo a que possam conhecer melhor ou com detalhes a verdadeira face dos 'eleitos'.

"ANTES DE SOPRAR O CISCO NO OLHO DO TEU IRMÃO, TIRA PRIMEIRO A TRAVE DE TEU OLHO." Jesus de Nazaré, no Evangelho.

"QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO LANÇA PEDRA NO TELHADO DO VIZINHO." Rifão popular.

Divulgue, espalhe, convide - Vamos salvar nosso querido Brasil do fundamentalismo protestante e juntos impedir que se converta num califado bíblico.

https://www.youtube.com/watch?v=0USV1aeEhu0

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A farsa da Educação em S Paulo e munícipios (S Vicente) - Como professores sem consciência são comprados por um Bônus, os resultados são fraudados e o ESTADO FABRICA INTENCIONALMENTE MASSAS IMBECIS...

Certamente aqueles que leem meus repetitivos artigos sobre o problema da máfia ou farsa da Educação pública no Estado de S Paulo e munícipios colaboracionistas, professores sem consciência, etc devem estar se perguntando porque o ministério público ou o poder público ainda não abriram uma oitiva ou fizeram qualquer coisa diante da situação, alias, creio eu, fácil de averiguar. Por que ainda não me convocaram para depor, etc Porque eu adoraria faze-lo e não tenho receio ou escrúpulo algum quanto a isto - Sou socrático e creiam, mais fanático que qualquer anarquista ou comunista, sou cristão apostólico ou 'Católico' ortodoxo e das antigas, e tido em conta de pequeno burguês arrogante - Em suma não tenho o que temer e adoraria chutar o pau da barraca, no português chulo.

Acontece que neste país, quanto as coisas sérias e prementes (Como a imbecilização em massa por meio do desmonte ou da manipulação do ensino em todos os sentidos, e a facilitação do trabalho das seitas estrangeiras que sabotam nossa cultura > Proliferando em meio desses imbecis fabricados pelo e para o sistema.) faz-se um total e surdo silêncio, quando não encaram o 'denunciante' ou 'narrador' como louco, doido, desajustado, maluco, etc Nada de novo debaixo do sol e só não sou internado num hospício (Tal e qual os inconvenientes era internados em mosteiros durante a alta Idade Média) porque ao menos formalmente ainda temos Direitos humanos, democracia, liberalismo político, Constituição, etc Instituições que eu mesmo tenho assumido e defendido com unhas e dentes por representarem a civilização.

Tornemos porém ao tema e numa outra perspectiva.

Porque não adianta apenas culpabilizar o governo, e um governo muitas vezes posto a serviço do mercado e consequentemente em sintonia cultural com as seitas norte americanas e sua ideologia da estupides. Há que se olhar o outro lado, o dos colaboracionistas e eu jamais o ignorei em minhas análises.

Compreenda o leitor que não existe possibilidade de democracia, como não existe possibilidade e amparo trabalhista ou simples qualidade de ensino, sem combate ou luta. Parte de nossos ancestrais estava consciente disto, e lutou, para termos o que temos. Eu por exemplo sou descendente de pessoas que assumiram as causas iluminista, abolicionista e republicana... Então sei perfeitamente do que estou falando quando digo que nada, absolutamente nada foi dado de presente ou caiu dos céus. Nossas liberdades 'burguesas', como dizem alguns, foram pagas e compradas e muito bem compradas com coragem, ação e até sangue. Não foi talvez uma História bela ou romântica, foi porém digna.

Alias ainda hoje eles nos conhecem a avaliam pelo vocabulário ou pelo estilo, e estão certos, pois são espertos.

Lamentavelmente as pessoas, cada vez mais imbecilizadas por defeitos, justamente na área da educação, passaram a idealizar um Estado ou uma sociedade romantizada, em que os políticos cuidam delas - Daí o conformismo, a falsa confiança e o paulatino despojamento de direitos na malsinada direção da Inglaterra ultra liberal do século XIX - Leiam Ch Dickens e despertem... Não apenas os demônios estão de volta (E as fogueiras certamente!) - Como diziam Sagan e Quevedo - mas também os 'amáveis' patrões e tudo mais...

Portanto os acomodados e colaboradores são um grande problema.

Trabalhei no Estado de S Paulo por exatos dezessete anos, quase a totalidade deste tempo como professor concursado, alias nos primeiros lugares, que optou (Por idealismo) efetivar-se numa escola de periferia e nela trabalhou por cerca de quase quatorze anos. Durante este tempo assisti o desmonte de uma estrutura razoável legada, pasme por ditadores (!!!) ser destruída gradativamente por 'liberais' num cenário democrático e tenho para mim que o desmonte da escola pública do Estado de S Paulo foi proposital ou consciente i é com objetivos bem delineados, o que o torna ainda mais hediondo. 

Tendo sido aprovado em concurso de promoção\premiação e lecionando a adolescentes interessados um conteúdo que me era agradável (Filosofia) ali me mantive até a sinistra reforma da previdência, sempre acreditando que as coisas mudariam ou tomariam outro rumo - Pois é desesperador assistir o desmonte da escola pública contemplado por um clientela inerte e inativa (Sic). A partir daquele momento, percebi que não havia saída e chamado passei a uma outra prefeitura. 

Portanto tenho eu perfeito conhecimento de causa. Pois fui testemunha ocular de tudo quanto aqui narro, testemunha e em certo sentido participante. Naturalmente que como professor público municipal participo ou participei também dos Conselhos parciais e finais das escolas que pertencem a esse nicho da Educação. Cuja prática não posso ignorar.

Posso dizer então que o Estado, que não cuida de ninguém, mas, que na atual conjuntura, cuida apenas e tão somente do mercado i é dos patrões, dos afortunados, dos multi milionários e dos interesses deles, cumpre ou tenta cumprir com seu papel quando pugna contra a qualidade educacional. O Estado de S Paulo executa com máxima perfeição aquilo que é demandado por empresários, pastores e demagogos: Priva nossas crianças e adolescentes da possibilidade de virem a exercer um pensamento crítico sobre bases consistentes apenas porque tal clientela se tornaria questionadora. 

Assim a gestão, conectada organicamente ao Estado, quando DESIGNADA, repito quando designada, ou não concursada\efetivada, executa as ordens que lhe são dadas, até onde pode. E precisamos entender como as coisas funcionam. 

Gestão concursada, quando pautada em princípios e valores éticos, resiste e não poucas vezes recusa em pressionar os educadores para promover automaticamente o aluno i é a inventar notas para passa-lo sem saber. Outro o caso dos designados, os quais podendo ser removidos arbitrariamente, não costumam resistir, mas obedecer. 

Aqui um aspecto importante da máfia ou do esquema fraudulento responsável pela massificação a que assistimos no tempo presente.

Ao Estado de S Paulo e a prefeitura de S Vicente repugna convocar e empossar candidatos aprovados em concurso público para vagas de diretor, assistente e coordenador pedagógico ou seja para a equipe. Protelam, violam prazos e tudo fazem para manter seus queridos colaboradores que eles mesmos designam com o propósito de promover aqueles que não atingiram o mínimo, inclusive semi analfabetos, e assim manobrar os índices oficiais.

Portanto o papel daquele que é arbitraria e caprichosamente designados, em prejuízo dos cidadãos que foram bem sucedidos nos concursos é relevante. Daí inclusive a iniciativa de alguns quanto a combater a estabilidade do funcionário público para melhor controla-lo, manipula-lo e destarte, falsear as metas com maior eficácia ou em escala ainda maior, eliminando resistências e consolidando a máfia. Veja como a iniciativa de eliminar a estabilidade do funcionário público beneficia seu controle arbitrário pelo poder político e facilita as coisas, para eles... 

Agora o poder político controlando diretamente todo processo educativo e particularmente a promoção, estabelece um círculo vicioso, pois ele: Estabelece as metas, avalia e promove. E cessando de reprovar, além de economizar mais dinheiro para ser desviado, obtém os índices que ele mesmo deseja com o objetivo de aplaudir a si mesmo e obter recursos sejam Federais ou Internacionais. Porque as meta da aprovação automática e irresponsável em todos os níveis é também a obtenção de dinheiro, pelo governador, pelo prefeito, pelos vereadores, pelos diretores, pelos coordenadores e até por parte de docentes. Virou tudo negócio, em termos de compra e venda.

Das esferas nacional e internacional procedem recursos. Aqui e ali investimentos privados. Para as Escolas ou equipes uma verba maior (Desde que cumpram com as tais 'metas' que são sempre reprovar menos ou não reprovar quem quer que seja.) e até mesmo para os colaboradores professorais uma infame gorjeta chamada bônus - O qual sendo desvinculado do salário, só é alcançado e atribuído tendo em vista o cumprimento das metas, uma das quais é a fixação de um número mínimo de alunos a serem reprovados, ficando 'proibido' reprovar os demais, ainda que nada saibam em termos de conteúdos. Logo esse bônus nada mais é do que uma forma de comprar os professores, como verbas e recursos adjudicados com base na aprovação compra os diretores ou a equipe, e ficam todos pagos ou comprados. 

Que seja tudo isto anti ético - Tá por assim dizer na cara.

Os que não são designados e paus mandados são comprados por meio do tal bônus... Tudo dentro da maior legalidade ou da forma, porque o tal bônus e as tais metas de aprovação dadas os professores são objeto de lei. 

Porém qual o fim disso tudo> Através do professor que aspira pelo bônus, do coordenador que espera pela gorjeta, do assistente designado, do diretor que aguarda por verbas, quem de fato decide quem será aprovado e na prática impede o educador consciente de reprovar quando seja necessário são os supervisores, os secretários da educação e enfim os prefeitos e governadores, enfim o poder político, que controla escrupulosamente a aprovação e a reprovação de alunos com o sórdido objetivo de mascarar resultados. Claro que tal não é feito em todo lugar, porém é feito...

É monstruoso pois o que temos de buscar em nossas escolas são resultados educacionais e formativos (Sabendo que aqui a reprovação faz parte do processor e é, não poucas vezes, necessária.) e não resultados políticos.

Bem, o que aqui me choca, é a colaboração dos professores, os quais no Conselho não hesitam sabotar os colegas com maior grau de consciência, fabricando notas que não existem (Mudando ou distribuindo notas por pressão da equipe gestora.) para promover os que não atingiram as metas e obter o bônus ou, no caso do Estado de S Paulo, boas notas e aprovação do gestor designado.

Importante destacar que essa dependência do bônus tem, também ela, uma explicação. Para que o professor cobice essa gorjeta ou propina deve ser antes seu salário desvalorizado ou seja deve ser esse profissional pauperizado ou proletarizado. Assim é a má remuneração ou a remuneração irrisória que o torna retira sua autonomia, tornando-o receptivo ao controle ou escravizado. Caso contrário, i é, caso fosse bem pago, seria bem capaz de resistir em nome de seus princípios e valores e consequentemente de furar o cerco e estourar a bolha criada por um Estado corrupto.

Molesta-me sobretudo a atitude dos colegas proletarizados que se deixam guiar pelo desejo do bônus. Da gestão nada espero em absoluto. Dos colegas de trabalho esperaria mais consciência, ética e responsabilidade. No frigir dos ovos parte dos colegas não querem se dar ao trabalho de fazer os relatórios necessários tendo em vista a reprovação do aluno - E dão semelhante trabalho por exaustivo e inútil mormente quando após terem feito os tais relatórios, elencado provas, tombado trabalhos e enfim terem executado tudo quanto deveriam ter executado, tornam-se voto vencido no conselho final porque a maior parte dos colegas, cedendo a pressão feita pelo gestor, prefere DAR ou fabricar a nota e, por voto, obtendo maioria, aprovar o dito cujo sem nada saber. É de fato algo desestimulante ou frustrante testemunhar essa burla, do aluno ser promovido pelo Conselho porque muitos dos colegas, para poder levar ao dito Conselho 'criaram' a tal nota 'Ex nihilo'. É coisa que se espera do governante ou do gestor, não de um par...

Insisto que a causa disto é a desvalorização do salário, sem a qual o tal bônus, aliciaria apenas pessoas naturalmente inclinadas a venalidade. No entanto torna-se ele cobiçado para pagar contas, o carro novo, o celular, etc Daí a necessidade de se obtê-lo e assim de demonstrar um resultado de trabalho que é falso, sim, falso, porque aquele aluno obtém o diploma ou papel sem estar em posse do conhecimento. Já porque é o trabalho docente intencionalmente sabotado pelo excesso de alunos em sala de aula (No Estado cheguei a testemunhas turmas com mais de cinquenta alunos!), pela inserção de alunos com necessidades sem apoio, por sobrecarga de exigências burocrática ou papelada inútil, pela subtração formal dos meios de controle necessários a disciplina, etc Sem contar com as mazelas da sociedade e com a condição familiar do educando - Tudo quanto foge a esfera do educador. 

A resultante desse complexo de fatores incontroláveis é que parte dos educandos não atingirá as metas propostas em termos de aquisição de conhecimentos elementares para prosseguir no roteiro de estudos, e que deverão ser reprovados de modo a poder adquiri-los. Pois sendo promovidos com deficit carrega-lo-ão e o ampliarão para o resto de suas vezes, uma vez que implica salto, lacuna ou supressão de fase. 

Falseando os dados, municípios e estados (Como o de S Paulo) dão a entender que tudo está bem. E nem adianta falar em provas ou verificação de saberes, uma vez que até mesmo as provas aplicadas pelo governo Federal, são de talhe pós modernista, minimizando o conhecimento formal necessário ao progresso do aluno, nos termos de uma pedagogia responsável que é a pedagogia crítica de conteúdos. O aluno, como ser humano e tendo em vista sua formação integral, a sequência nos estudos e a integração no mundo do trabalho, faz jus a obtenção de conteúdos - Os quais lhe são criminosamente negados por um Estado em que a estrutura da Educação é JÁ EM SUAS LEIS (Em torno de algo como o tal Bônus) viciada e a massificação institucionalizada. 

Quais as consequências disto: Apesar de provas e avaliações pós modernistas e inúteis em torno de identitarismos, os brasileiros, como evidenciam as pesquisas, jamais leram tão pouco, jamais estiveram tão alheios a literatura nacional, jamais foram tão negacionistas quanto o conhecimento científico, jamais interpretaram tão mal, jamais foram tão manipulados por demagogos, líderes religiosos e, é claro, patrões... E jamais foram tão ignorantes, Posto que o poder público está a fabricar massas e a fugir de seu principal dever que é educar. Não adianta reservar $$$ %%% a uma estrutura que é, em sua essência, viciada. 

Enfim o que temos, ao invés de uma democracia que deveria contar com a participação de cidadãos instruídos, críticos e conscientes. O que temos são apenas formas i é urnas, votos e eleições de tantos em tantos anos, e uma quase oclocracia i é um controle quase férreo exercido por massas acríticas manipuladas pelos demagogos, pastores e patrões... Uma quase oclocracia onde o que resta de povo consciente, por ser ínfima minoria, já não tem voz. Uma quase oclocracia onde imbecis, que não veem sentido algum no voto, são por lei obrigados a votar, apenas para trocar o dito voto por um quilo de feijão, dois quilos de arroz, uma caixa de cerveja, uma garrafa de pinga, cinquenta reais, um encaixe na repartição tal como designado, etc 

Enfim o que estou a denunciar aqui não são meus colegas proletariados e portanto, ao menos em parte vítimas de vícios estruturais. O que pretendo denunciar aqui são brechas ou descuidos quanto aos leis, que permitam ao próprio Estado gerenciar, julgar e intervir no resultado de um processo educativo que ele mesmo oferece - O que se dá por Leis safadas como a desse bônus por metas estipuladas em torno da aprovação dos alunos... Uma vez que órgão algum deveria julgar a si mesmo ou seja aquilo que produz ou oferece. 






terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Contra las tinieblas Yankees - Defensa de la Soberania Venezoelana y del derecho internacional - Contra as Trevas Yankees - Defesa da soberania Venezuelana e do Direito internacional. (Português)




Se Maduro é tirano, déspota ou ditador, de fato não vem ao caso. Pode até sê-lo, mas é irrelevante. Talvez o seja, porém não influí. 

Afinal quem deve julga-lo é seu país, a Venezuela ou um tribunal internacional, sob a forma de um processo regular.

Israel é praticante de terrorista e Netanyhau é genocida, o que se pôs ou se está pondo em prática é crime contra os direitos essenciais da pessoa humana...

E, diante disto, que fez a auto proclamada polícia do mundo Ocidental...

O que temos ali é o massacre de civis> Mulheres, crianças, deficientes, idosos, etc em larga escala, comparável aos campos de concentração hitlerista. Algo muito mais grave do quanto se passe na Venezuela ou entre qualquer outro país na face da terra...

Pois bem, que providência tomou o auto proclamado tribunal de justiça internacional... 

Não fosse a presença de líderes religiosos, Ortodoxos e apostólicos romanos, de grande prestígio, quiçá já não houvesse um ser humano vivo naquelas paragens. Verdade seja dita!

E como procedeu a grande república protestante do Norte...

Apoiou e defendeu, decididamente, o Estado criminosos de Israhell, inclusive alegando a doutrina da soberania! Mesmo quando um organismo internacional reconhecido, a ONU, ousou interpela-la.

E quando o único estado Cristão digno desse nome, a Espanha, ousou erguer sua voz, em nome dos princípios sagrados e imortais que nos tornam civilizados, foi truculentamente ameaçada pelo império...

Alias enquanto tal sucedia, os europeus desorientados, só faziam criticar a Rússia - Apenas por não ter permitido ou consentido, vergonhosamente, que o império, manobrando a inútil OTAN, criasse um quintal a seu lado (Na Ucrânia) para quem sabe, posteriormente, tentar invadi-la sob qualquer pretexto ou a partir de uma denúncia qualquer. 

E então, seria a Rússia esbulhada de suas posses e riquezas, por alegações democráticas ou por ser (Ela apenas kkkk) governada por um tirano rsrsrsrs. Como se tiranos, terroristas e genocidas não pudessem ser eleitos e usar tintas de democracia... 

Assim já foi feito diversas vezes por aquela 'santa' republiqueta calvinista do Norte - Caso o leitor impugnante ou bolsocagado saiba ler inglês, recomendo o clássico G Bancroft... Sendo medíocre, recomendo a leitura do nosso Eduardo Prado "A ilusão americana" outro clássico escrito não por K Marx ou qualquer bolchevista maléfico, mas pelo um devotado patriota e monarquista. Por um prudente defensor da nossa cultura, cujo nome - Mesmo sendo nós ultra democratas. - pronunciamos com todo respeito. Leiam-no, foi aqui proibido pelos 'liberais' (Rsrsrs) recém empossados, mas editado na França e historia com detalhes e precisão os crimes perpetrados pelos bárbaros yankees nas nossas repúblicas latinas, do Norte, Centro e Sul deste nobre continente. Tudo inspirado numa ideologia tão bem construída quanto o comunismo, o anarquismo ou o nazismo, chamada Doutrina de Monroe ou Destino manifesto > Tal o presente que nos foi ofertado pelos "White men".

Acha ultrapassado... Pois bem, leia o patriota e democrata Pedro Calmon - "Brasil e américa - História de uma política" e terás a continuação dos crimes 'made in EUA' até o final da primeira metade do século XX. Ocasião em que muitos por aqui, como Macedo Soares, cheiravam os peidos de Washington como incenso de igreja... Já por tais ventos soprarem ou varrerem a velha e conturbada Europa.

Preferem literatura estrangeira> Pois bem, sirvam-se do argentino Manoel Ugarte: "El porvenir de America Latina", do mexicano Carlos Pereyra: "La doctrina de Monroe: El destino manifesto y el imperialismo" "El mito de Monroe", do colombiano Vargas Vila: "Ante los barbaros: El yanki - He ahí el inimigo" e "Hombres y crímenes del Capitolio", do uruguaio José E Rodó: "Ariel" e do cubano José Martí: "Nuestra américa", Artigos, Ensaios, Cartas, etc Aqui temos um Peronista, um positivista, um anarquista e dois idealista ecléticos, nenhum comuna ou bolchevista.

E fatos é claro, uma Enciclopédia imensa em termos de crimes e patifarias cometidas pelo tenebroso império de Washington. 

Para além disso devemos lembra que é bastante comum que Estados e indivíduos, tomem algum objetivo nobre e virtuoso como mero pretexto para perpetrar ações, assim remover um verdadeiro ditador não para outorgar liberdade ao povo, mas para domina-lo, substituindo o ditador, para enfraquecer politicamente aquele Estado, para sabotar sua cultura ou simplesmente priva-lo de suas riquezas naturais. 

Importa saber que um país qualquer, por decisão unilateral, invadir o território de um outro país, equivale a um cidadão qualquer, pelo simples fato de querer, invadir a casa de um vizinho qualquer. É ser anárquico no pleno sentido da palavra, é agir na ilegalidade, é fazer baderna... Posto que um indivíduo qualquer não tem o direito de atuar como juiz ou delegado, como exército ou polícia, como autoridade ou padrão, apenas porque é mais forte ou porque quer. 

Proceder assim é dar razão a Trasímaco contra Sócrates abjurar da civilização ou da legalidade e tornar a barbárie. Não podemos combater a barbárie com barbárie mas somente com a ética, com as leis e com a civilização.

Tal o papel das Leis internacionais, desde os tempos de Grotius e Puffendorf. 

Antes de tudo devemos compreender que a parte de Trasímaco ou da força bruta e da vontade arbitrária, todas as nações soberanas deste planeta são iguais. Ponto pacífico numa visão ética ou democrática, como queiram chama-la.

Consequentemente, nenhuma delas, por 'motu proprio' deve proceder como juiz ou como delegado face a qualquer outra, emitindo juízos ou invadindo-a, sem que deixe isto de ser agressão ou crime, por violar-lhe a soberania. 

Mesmo tendo uma sido agredida por outra, deveria a nação agredida recorrer a um organismo supra nacional, rogando que este julgasse sua causa e lhe fizesse justiça. Já que não pode o cidadão comum fazer justiça com as próprias mãos ou vingar-se de seu agressor, devendo sempre recorrer ao aparelho judicial. Agora como se tolera de um determinado Estado (O qual deveria servir de exemplo ao cidadão) atacar outro qualquer, sem sequer ter sido por ele atacado...

Implica a doutrina da soberania - A parte de massacres, como o que foi perpetrado na Gaza por Israhell. - que os países devam eles mesmos resolver seus problemas internos. O que corresponde a um processo civilizatório natural. Afinal a História, por diversos exemplos, nos tem mostrado que interferir de forma invasiva na esfera política de uma dada sociedade é quase sempre contraproducente.

No entanto, se for necessário intervir (Diante de um genocídio) há um rito ou procedimento legal a ser seguido. Sendo necessário que uma organização internacional (A ONU) dê início a um processo, norteado pelos princípios do contraditório e da ampla defesa. Após o que seria realizada, segundo a forma democrática, uma votação no plenário geral e decidida a questão. A seguinte tarefa seria compor uma força internacional de paz, com o objetivo de realizar a intervenção e solver o problema.

É o que a soberania dos povos e isonomia das nações preceitua. É a legalidade. É a civilização. 

Julgo que nada disto seja difícil de se entender. E que só terá dificuldade para tanto aquele que ignora serem os próprios direitos inalienáveis da pessoa humana, uma garantia para si mesmo e para todos os cidadãos i é um benefício comum. Certamente Odoacro, Amru, Gêngis, Tamerlão, Henrique VIII, Stalin, Hitler, Bush e outros flagelos da humanidade não seriam capazes de entender algo assim tão simples...

Sabido é que o juízo e controle de um só equivalem apenas ao capricho.

Quanto aos objetivos escusos dos EUA, um deles certamente consiste em atemorizar outros países, em especial os da América latina (O qual habituou-se, a luz da infame 'Doutrina de Monroe') a encarar como quintal seu. Penso antes de tudo na Colômbia, cujo presidente ousou denunciar a inércia da comunidade internacional face aos desmandos e crimes cometidos por Israel, e talvez no Brasil, com o propósito de obter a liberação do golpista, totalitário, apátrida, assassino, leviano, irresponsável Bolsonaro, americanista confesso e aliado dos fundamentalistas teocráticos. 

Quiçá a ideia tenha sido até mesmo estimular ou impulsionar nossos crentelhos bolsonáricos a rebelião... Importa que não nos acovardemos e que qualquer tentativa de golpe teocrático que envolva pastores e bíblias seja contida a bala ou com efusão de sangue - Como tributo a nossa sofrida democracia, ainda sem espírito ou brios. 

Imagina que já há por aqui patriotas invertidos ou negacionistas culturais aplaudindo a jihad trumpista... Pois é - Tais os patriotários nossos de cada dia...

Certamente a intimidação, contida na irrupção virulenta do ataque, faz parte da estratégia política do império em decadência ou crise. E até pode ser avaliada como uivo ou estertor. 

Outro objetivo deve ser mensurar concretamente até que ponto podem os EUA contar com o apoio das seitas protestantes, as quais, em sua maior parte são células suas em terra estrangeira. Talvez se trate de testar a solidariedade crentelha ou de verificar se já está em tempo de colher os frutos da politicagem sectaristas em nossos países. 

Todas essas seitas adversárias da nossa cultura não passam, como demonstrou Décio Monteiro de Lima em "Os demônios descem do Norte" de um exército yankee de reserva. Pronto a combater contra a soberania da pátria e de acolher as hostes do império uma hoste de libertadores ou heróis. Destinados a nos salvar do fantasma do comunismo, que os pastores enfiaram em seus miolos. Afinal sem satanização o puritano não concretizaria seu projeto... O calvinista ou o yankee só vence por meio do medo produzido pelo terror, daí a necessidade de um diabo ou da diabolização.

Bem, aqui está o protestantismo, se esforçando por destruir nossa mentalidade e por substitui-la por uma consciência protestante, antes de tudo favorável ao capitalismo. E como o pacote não poderia deixar de vir completo, temos ainda a ação da maçonaria. Não menos funesta quanto sútil.

Cumpre-nos falar por fim sobre a base ou a ideologia matriz, que impulsiona esse surdo e dissimulado ataque a nossas instituições e soberania.

Que impulsiona a intifada ou jihad islâmica aqui na América do Sul ou na América latina.

Devemos entender que graças a Bomba não pode mais se meter com a Coréia do Norte. Graças a bomba H não se pode esbater contra a China. Graças aos bilhões e tanto não pode afrontar a Índia.  E por fim abortou seu plano maligno de, por meio da inútil OTAN e da decrépita Europa islamizada, transformar a Ucrânia em quintal com que 'levar a democracia' a Rússia, ameaça-la ou invadi-la. Resta portanto ao espectro do mal tornar a assombrar a América para ver se consegue alguma coisa...

Momento esse em que lhe assoma a mente febril a velha doutrina do "Destino manifesto'. Outra secularização do calvinismo (Alias similar ao sionismo dos judeus). Implica essa doutrina em encarar a si mesmos - E os yankees são muito bons nisto! - como novos israelitas e a américa latina como uma espécie de Canaã que lhes foi prometida e que estão destinados a dominar. Em tal conjuntura são o papismo, a ortodoxia, os cultos ancestrais, o espiritismo, etc encarados como instituições malignas a serem substituídos pelas seitazinhas arrevesadas 'Made in EUA'. 

Remasterizando: Os EUA estão destinados a conquistar nossos Estados e a converte-los em províncias suas, ocasião em que haverão de substituir os modelos sociais e econômicos arcaicos e ineficazes por uma democracia meramente formal e servil face ao mercado i é pelo liberalismo econômico (Capitalismo), o qual por fim nos conduzirá a uma idade áurea. Enfim o Yankee esta destinado a ser o mestre, educador, tutor, civilizador, guia, etc que nos salvará da barbárie!!!

Ao soar o toque da trombeta a 'American way of life' se estenderá do deserto de Sonora a Patagônia, transformando tudo isto aqui num paraíso terreal ...

Da cornucópia protestante ou capitalista brotarão instrução, saúde, habitação, segurança, etc e uma nova américa já purificada do indigenismo e do papismo principalmente, posto que este último falhou miseravelmente em termos civilizatórios, deixando de aniquilar o comunismo materialista (Rsrsrsrs) e dando suporte a regimes socialistas... 

E o padrinho de tudo é James Monroe, o qual num dado momento do século XIX ousou proclamar: "América para os americanos" o que se deve ler: "América para os NORTE americanos recolonizarem." i é destinada a ser quintal destes anglo saxões arrogantes, com sua cultura calvinista, judaizante e bárbara.

Reza, por fim, a lenda, que o primeiro Roosevelt tendo chegado aos confins da Patagônia, sentou-se numa pedra e pôs-se a chorar. E ao ser inquirido a respeito da origem de seu pranto, respondeu o potentado iankee dizendo que ao se lembrar de que todas aquelas terras, desde o México pertenciam a igreja papal, considerou que jamais integrariam o grande império protestante do Norte.

Agora, mais de cem anos depois, após o Vaticano II, o ecumenismo e o declínio do papado, o império, auxiliado pelas seitas protestantes, considera a possibilidade de assimilar-nos. 

Apeguemo-nos portanto a nossa cultura, a nossa tradição e a nossas raízes.