domingo, 11 de janeiro de 2015

Fascismo, islã e islamofobia

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Para falar de fascismo a primeira coisa que se faz necessária é definir o que é o fascismo. Fascismo  é uma forma política que deseja expurgar tudo aquilo que não faz parte de sua cultura, que ensina o ultra-nacionalismo e a expulsão e mortes de pessoas que não sejam da mesma cultura e etnia que o povo majoritário de um determinado lugar. Exemplos de fascismo tivemos na Turquia em 1915 (antes do surgimento do termo fascismo) depois na Itália com Mussolini que construiu campos de concentrações para judeus e depois que imitou e superou a ambos não em maldade mas em morticínio.

O fascismo para ser mais claro não tem povo tem massas, a marca do fascismo é a uniformidade nos modos de falar, de comportar-se, de vestir-se, etc... O diferente é o inimigo e sendo inimigo deve ser exterminado. 

Após os ataques a revista Charlie Hebdo no dia 07/01/2015 por extremistas mulçumanos evidentemente que o fascismo vai crescer  e não só contra os mulçumanos mas contra todas as etnias e culturas diferentes da cultura e etnia francesas. Pode-se dizer que este ataque foi um presentinho providencial para os fascistas da França e de toda a Europa. 

Que toda cultura seja religiosa ou não tem direito de existir é ponto pacífico. Que imigrantes devem ter os seus direitos assegurados isso não se discute. Que queiram viver segregados ou integrar-se à  nação também é um direito que lhes assiste. O que não pode ocorrer em hipótese alguma é que os mulçumanos queiram impor seu modus vivendi, que alguns dementes queiram fazer atentados terroristas para querer impor medo e censura à imprensa. Para uma sociedade laica não existe nada de sagrado a não ser os direitos das pessoas. Zombar de Moisés, de Jesus, de Maomé não constituem crimes, isso são apenas opiniões. Pois todas as religiões pretendem-se como depositárias da verdade e uma contradiz a outra e isso não tem como ser provado, logo não passa de δοξα, isto é opinião, logo não precisa ser respeitada só porque um grupo acredita nela. Se é verdadeira que mostrem suas evidências, pois matar em nome de deus é desespero de quem não tem argumentos e não está firme na fé. Uma opinião contrária à religião, uma sátira não causa dano a ninguém, a ninguém prejudica a não ser aqueles que se creem prejudicados. Se o próprio deus não sentiu-se prejudicado, prova é, de que nunca castigou nenhum blasfemos com os raios ou com pragas.

Se os maometanos dizem que sua religião é de paz que provem, os mulçumanos também tem hackers, então que esses hackers derrubem sites que preguem o terrorismo, que ensinem a intolerância e que ajudem as sociedades nas quais estão inseridos a combater o terrorismo e a intolerância religiosa.

Agora se é verdade que existe fascismo na Europa laicizada também existe fascismo na Ásia e na África mulçumanas. Se uma mulher ocidental quiser tomar banho de mar por exemplo, ela terá que entrar de roupa não poderá usar roupas de banho ocidentais. Os homens não podem andar de bermudas ou sem camisas. Feminismo como vemos aqui no Brasil nos países mulçumanos, fora de cogitação. Isso para não falar que nesses países as mulheres são postas numa situação humilhante, podem apanhar, ser acusadas de adultério e morrer apedrejadas, os homens podem cometer adultério que não serão apedrejados, a lei se encarregará de encontrar brechas na lei  para protegê-los. Gays e lésbicas nos países nem pensar, transsexualismo então nem lhes passa pela cabeça. Nesses países ninguém pode criticar o profeta ou sua fé, os cristãos ortodoxos são perseguidos por todo o Oriente médio, a sharia, lei baseada no Corão (livro sagrado dos maometanos) é implacável. Existe um ódio implacável ao modus vivendi dos ocidentais, se isso não é fascismo, então eu não sei o que é. Isso porque não falei do governo sob a milícia Talibã, do Boko Haram e do Estado Islâmico.

Evidentemente o fascismo é ideologia doentia que apenas serve aos interesses dos líderes que estão à frente de partidos fascistas e/ou de movimentos fascistas. O fascismo incute a ideia em seus adeptos que é preciso manter a nação unida, preservar a identidade cultural, a língua, a religião, o outro é o inimigo. Nos países onde o fascismo tomou o poder (Itália e Alemanha) eles tentaram exterminar os judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e todos os que declaravam inimigos do regime. E, por exemplo, a maioria do povo alemão celebrava essa vitória, se bem que a maioria não sabia o que acontecia nos campos de concentração, muitos pensavam que os judeus apenas trabalhavam como escravos. Mas o povo alemão na maioria celebrava a vitória de sua cultura e de sua raça superior,  mesmo sabendo que no governo do III Reich havia muitos alemães pobres. Se esses pobres eram alemães por que eram pobres? Não eram alemães, da raça superior então por que deixaram muitos deles na pobreza extrema? Não eram iguais os alemães ricos? Por esse princípio de que alemães formavam um único povo e que todo alemão era da raça superior não deveria haver desigualdade socioeconômica entre os alemães. Por aí se vê que o fascismo quer iludir os povos de determinados países, falando em uniformidade, para expulsar e destruir os estrangeiros de seus países. Caso consigam isso, fanatizam ainda mais o povo com o nacionalismo de modo que os pobres vejam em seus patrões (exploradores) não inimigos mas irmãos, visto que são da mesma "raça", é aí que chega a estupidez. Às vezes aquele que fala outra língua, que nasceu em outro país e que tem outra cultura e que trabalha ao lado dele e sofre as mesmas desventuras é visto como um potencial inimigo, quando o inimigo verdadeiro está seguro com a conversa fiada de unidade cultural e étnica.


Infelizmente tenho visto pelas redes sociais muitos comunistas e até anarquistas justificando o ato terrorista e até mesmo desmentindo, tal é a cegueira ideológica, muitos falando que o ocidente é islamofóbico e cheio de mi mi mi mi e vitimismo. Engraçado é que enquanto a URSS, esta fez guerra contra os afegãos porque eles eram mulçumanos e não queriam ver implantado o socialismo real em suas terras. Mas a moral dos comunistas autoritários muda de acordo com os interesses do partido. Eu não nego e nunca neguei que exista fascismo na Europa, tampouco eu sou fascista, pelo contrário eu odeio fascismo, também não preciso dizer que o regime bolchevique foi um sistema fascista, sim fascista, porque apoiava-se em dois tripés: uniformização e nacionalismo. Quem pensasse de forma contrária era inimigo e inimigo deve ser exterminado. Ainda falando de fascismo um jornalista comparou o Estado Islâmico com a Alemanha nazista e que pode ser lido aqui.

Quando afirmo que essa religião produz muitos terroristas não é preconceito que move-me mas os fatos que aí estão, lógico que nem todo mulçumano é terrorista e nem todo terrorista é mulçumano mas que essa religião produz muitos terroristas é fato, ela precisa de uma reforma ou continuará produzindo rancor e ojeriza nos não-mulçumanos.




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