quarta-feira, 29 de abril de 2009

O liberalismo econômico desmascarado

Entretando uma tal noção de liberdade que sobreponha cada esfera da atividade humana a lei moral é abosolutamente falaciosa.

Não somos capazes de perceber a força do veneno contido em tais afirmações porque geralmente seus afirmantes se apoiam no fato de que as religiões, igrejas e seitas, num determinado momento se apropriaram da moral e fizeram dela um monopólio seu.

Tendo em vista uma noção equivocada de moral acalentada pela grande maioria das pessoas sob o influxo das mais diversas religiões e crenças, duma noção que tudo confunde e baralha identificando com moralidade o que é pura e simplismente cultura, parte dos ideologos liberais infensos a esfera da religiosidade passaram a negar ou questionar a todo tipo de moralidade ou de valores transcendentes, como se os mesmos não passassem de apendices religiosos...

Procedendo assim admitiram sem questionar e como absolutamente certo que a moral é um departamento ou uma emanação da instituição religiosa e ergueram a bandeira da imoralidade.

Entretanto a História nos mostra que os gregos, muito antes de nossa era souberam separar perfeitamente as duas esferas iniciando a construção de uma moral ou duma ética naturalistas sem quaisquer vinculos ou dependência para com o fenômeno religioso. Um desses gregos geniais foi Sócrates e outro Aristótelos, para sermos suscintos...

Por outro lado o fato não menos verídico de que a moralidade tenha recebido certo contributo e certo influxo de certas religiões como o budismo e o Cristianismo, em nada incrimina a moral inda que admitamos a falsidade de tais expressões religiosas, já porque em seus primórdios a astronômia que hoje é uma ciência respeitável era astrologia, já porque a química foi alquimia, e assim por diante...

Ultimamente o louvavel e nobre empreendimento dos antigos gregos de construir um sistema de moral autonomo com relação as instituições religiosas e credais foi retomado pelos iluministas co século XVIII, como Voltaire e J J Russeau e mais ultimamente ainda pelos racionalistas na esteira de Maine de Biran e E Renan, dentre outros.

Julgo pois que a dicotomia: moral religiosa ou imoralidade não passe de um falso dilema ou dum comodo espantalho empregado pelos liberais.

Convem por isso abrir tal espantalho e conhecer seu recheio...

Se por moral de entende como afirmam as seitas a maneira como se come, bebe, veste, anda, trabalha, etc ou seja todas as minudências da vida humana que tanto deleitam os puritanos, sou obrigado a concordar com Sartre e com os liberais que a moralidade não passa dum jugo ou da mais vil de todas as escravidões...

Entretanto não confundimos moral com costumes ou cultura e não assumimos o ponto de vista dos fariseus e dos puritanos...

Encaramos a moral sob o prisma da alteridade ou da empátia.

A moral segundo a concebemos na esteira de Sócrates, Buda, Jesus, Tolstoi, etc diz respeito a nossa postura com relação ao outro ou seja com as demais pessoas que conosco foram lançadas na corrente da vida e com as quais partilhamos a mesma condição, as mesmas experiências, dores, sofrimentos, etc

Se estamos todos na mesma condição mortal, precária e sujeita a dor e se desejamos, e todos desejam, ser auxiliados em caso de necessidade, é necessário que começemos auxiliando aqueles que precisam para que, ao chegar a nossa vez também sejamos nós compreendidos, ajudados e confortados... o estar sujeito as mesmas situações e circunstâncias desagradeveis bem como a satisfação de ser ajudado deve suscitar em nós o desejo ou a intensão de ajudar.

Especialmente quando se trata do bem mais precioso que cada um de nós possui que é a vida...

Tendo em vista o fato de que a vida é sempre única e irrecuperável se perdida nossa compreenção de moralidade assume imediatamente uma feição vital, porque se põe antes de tudo a serviço da vida que é o bem mais precioso de cada ser humano.

E já podemos compreender a força do preceito "Não matarás."...

Não cogitamos pois que se trate de um fenômeno cultural, externo ou relativo, mas de algo pessoal, interno e absoluto, a um tempo imanente porque brota de nossa consciência mesma e a um tempo transcendente enquanto corresponde a um valor eterno e dinama de uma vontade pela qual o universo veio a ser e é sustentado.

Para nós a liberdade compreendida dentro de seus límites e a razão, comportam uma certa ruptura com as esferas do material e do vital e significam a surgimento dum novo princípio sobre a terra, dum principio que é imaterial e transcendente: o psiquico. Para sermos francos encaramos a manifestação do psiquico no plano vital sob o prisma da sacralidade... a liberdade e o raciocinio são como que sagrados para nós pois correspondem a imagem de um infinito que não vemos.

Sem embargo de tal manifestação o psiquico não se separa do vital ou do material, mas esta associado a ele e dele depende como dum instrumento ou dum parceiro. Quero dizer com isto que a conservação da vida, por exemplo, é imprescindivel para que as pessoas possam exercer suas liberdades, desevolver seu potencial cognitivo e crescer integral e harmoniosamente como pessoas... pessoas que morrem já não exercem suas liberdades, já não aprendem, já não desenvolvem suas potencialidades...


A vida é uma chance ou oportunidade que as pessoas tem para evoluir. O elemento transcendente necessita do substrato vital e corpóreo para levar a frente sua ascenssão...

Portanto não podemos falar em exercicio de liberdade contra a vida... pois a vida é condição para o exercício da liberdade e a a supressão da vida o fim da liberdade. Se a liberdade é boa qualquer termo artificial e volitivo concernente a vida e que lha encurte só poderá ser encarado como mau...

Donde se segue que nenhuma religião, grupo político, ideologia social ou ordem econômica estão investidos do direito de matar ou de suprimir a vida humana. Crenças, ideologias, teorias ou regimes que afirmem a liberdade ou o direito de matar - fora da legítima defesa - devem ser proscritos e banidos e aqueles que puzerem em prática tais conselhos devem cair todos nas malhas da lei e ser enquadrados como vis assassinos ou matadores.

Logo, nem a religião, nem a política, nem a teoria social, nem os meios de comunicação e tampouco a econômia podem em qualquer hipótese sobrepor-se a esfera da moral ou da éticas concebidas em sua legítima e estrita acepção...

O mesmo diz respeito em menor escala é claro aos preceitos, de não roubar, não atraiçoar, não mentir ou qualquer outro dano que possa ser causado ao semelhante. Viver moralmente não é vestir-se de determinada forma ou comer determinados tipos de alimentos e regeitar a outros, tudo isto são preconceitos assimilados pela cultura, viver moralmente é não causar dano ao próximo, especialmente a vida do próximo, mas também a seus bens e a sua dignidade. Nada há nisto de místico, sobrenatural ou religioso, antes tal postulado é absolutamente natural e quase que intuitivo...

Se não desejamos ser acometidos por quaisquer prejuizos da parte dos outros é mister que comecemos por não acometer aos outros causando-lhes prejuizos. Desde quando a reciprocidade vigente no meio diplomático por exemplo é uma superstição?

Se é um a superstição não sei, mas sei que revogada a reciprocidade ou a legalidade que são pristimas emanações da razão, só resta lugar a força ou ao conflito aberto nos termos desenvolvidos pelo sr Nietezche, púpilo do já citado Stirner e todo princípio individualista - que é uma hipertrofia comum a certos tipos de liberalismos - nos conduz a este termo final: a horda saída da caverna ou da floresta primeva!!! Enfim a demolição de toda nossa herança greco-romana... egipcia quiçá...

Porque quando se dá combate a Jesus ou ao Cristianismo se olvida o quanto o Cristianismo incorporou do socratismo ou de tradições humanistas ainda mais vetustas com aquelas que dizem respeito ao obscuro vulto de Iknaton, o faraó pacifista... Sem se perceber Buda, Sócrates, Iknaton e tantos outros sábios instrutores da humanidade são lançados a chamas purificadoras juntamente com o pálido nazareno tão descaracterizado por seus seguidores...

A maioria dos iconoclastas não tem plena consciência quanto a este aspecto da questão. Nietezche tinha e por isso procurou de todas as maneiras macular a figura imortal do grande filho de Fenarete! Porque o Nazareno não esta só, a seu lado estão muitos outros lideres religiosos, ativistas politicos e sociais, filosofos, artistas, etc

Ficar com Stirner e seu púpilo é por de lado a maior parte dos homens sábios e ilustres do passado, como Platão, Aristóteles, Sêneca, Epicteto, etc e do presente como Marx, Tolstoi, Gandhi, H George, etc e admitir que todos estes homens explêndidos estavam radicalmente equivocados. Pois todos, como Jesus, se colocaram ao lado da vida e sustentaram os valores supremos da alteridade...

Compreendida como certas regras comuns de existência tendo em vista a manutenção da vida e da dignidade de cada um numa perspectiva de multiplas liberdades que se limitam para não haver choque ou colisão. E na verdade a moral poder ser definida como um freio das liberdades individuais que livremente se moderam tendo em vista o bem comum: a manutenção da paz. Porque a paz possibilita o avanço do progresso em todas as frentes enquanto que a discórdia e a defecção paralisam o corpo social, drenam suas forças e o fazem regredir...

Portanto a moralidade concebida nos termos da alteridade e da manutenção da vida e da dignidade humana não é um jogo de palavras vazias que alguém inventou em nome de alguma deidade ou que Jesus Cristo fabricou, mas a garantia de toda estalibilidade social sem a qual regressariamos as condições vigentes na pré História como lobos que se devoram uns aos outros. Aquele que se faz lei moral de si mesmo esperando que o próximo faça o mesmo ao invés de oprimi-lo pela força e correr o risco equivalente de ser oprimido e suprimido mostra-se sábio.

Pois se minha mão pode empunhar uma faca a tua também pode...

Mas se a minha não deve faze-lo, nem a tua, nem a de ninguém... então gozamos todos de imunidade e proteção.

E não é necessário que haja qualquer sansão divina para que um pacto como este vigore, basta que todos percebam os beneficios que dele inferimos e que os violadores deste pacto sejam rigorosamente postos a margem da sociedade e punidos. Portanto a esfera da moral deve estar acima de todas as esferas da atividade humana, de todas as áreas e campos do saber humano e por assim dizer nortea-lo dizendo: daqui (da vida humana) tu não irás além!

Concluindo: Nem a religião é permitido matar em nome de Deus fazendo petição a liberdade...

Nem a partido ou ideologia social é permitido roubar ou ensinar que é lícito roubar aquilo que o homem conseguiu com seu próprio esforço e trabalho. (juizo que não se aplica as fortunas amealhadas pelos latifundiários e capitalistas como teremos ocasião de esclarecer)

Nem a imprensa deve propagar mentiras ou esconder informações em nome da liberdade...

Nem os conjuges devem se atraiçoar um ao outro sob o pretexto de que são livres...

Porque a sociedade é composta por membros de diversas agremiações religiosas e qualquer charlatão ou aproveitador pode se apresentar como tendo sido comissionado por deus...

Porque o produto do trabalho pertence a aquele que lho dispendeu...

Porque a imprensa deve estar a serviço da verdade e cumprir uma função social ao invés de servir de instrumento para macular a reputação alheia ou para divulgar puerilidades inuteis como já enfatizava o nosso Roquete Pinto.

Porque os conjuges fizeram compromisso e contrato que deve ser respeitado ou publicamente anulado...

De modo que em esfera alguma da atividade humana o assassinato, o roubo, a mentira ou a traição são desculpáveis ou justificáveis uma vez que atingem em cheio ou a vida, ou a dignidade ou a reputação de seres humanos pertencentes a mesma condição que nós...

Postular como tantos tem feito que em tais campos ou áreas há uma liberdade ilimitade e absoluta que tudo justifica constitui uma ameaça a todos nós seres humanos pertencentes ao corpo social, pois significa a não só a possibilidade mas a conveniência de institutos religiosos, Estados ou organizações as quais é lícito assassinar; de ideologias, partidos ou regimes aos quais seja permitido roubar ou sancionar o roubo; de orgãos de imprensa aos quais seja concedido ocultar dados e fabricar informações manipulando a verdade; de que os conjuges ou amigos possam atraiçoar-se comodamente uns aos outros, etc, etc, etc...

Credos, países, partidos, organismos econômicos, famílias... tudo acaba se furtando e escapando no que diz respeito a moral sob o pretexto duma liberdade absoluta que é sempre uma agressão e uma anulação da liberdade alheia e um princípio de dissolução social.

Por que o mais sólido vinculo que une ou que deveria unir a sociedade em suas diversas áreas e esferas deveria ser a ética ou a moral.

A Crise da água e o capitalismo

Recebi este texto do meu amigo Ravick que trata sobre a questão da água e de como ela é importante. É um artigo riquíssimo, onde o autor explana geopolítica, geografia, economia e sustentabilidade. Segue o texto:


*21. Guerras hídricas, artigo de Jeffrey D. Sachs*
O suprimento de água é cada vez mais insuficiente em grandes partes do mundo, especialmente em suas regiões áridas
Jeffrey D. Sachs é professor de Economia e diretor do Instituto Terra, da Universidade da Columbia. Ele é também conselheiro especial do Secretário Geral da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Artigo publicado no “Valor Econômico”:
Muitos conflitos são provocados ou inflamados por escassez de água. Conflitos - do Chade a Darfur, ao Sudão, ao deserto Ogaden, na Etiópia, à Somália e seus piratas, bem como no Iêmen, Iraque, Paquistão e Afeganistão -, acontecem em um grande arco de terras áridas onde a escassez de água está provocando colapso de colheitas, morte de rebanhos, extre ma pobreza e desespero.
Grupos extremistas como o Taleban encontram amplas possibilidades de recrutamento nessas comunidades empobrecidas. Os governos perdem a sua legitimidade quando não podem assegurar a suas populações as necessidades mais básicas: água potável, culturas para produção de alimentos de primeira necessidade e rações, e água para os rebanhos dos quais as comunidades dependem para sua magra subsistência.
Políticos, diplomatas e generais em países assolados por conflitos normalmente tratam essas crises como enfrentariam qualquer outro problema político ou militar. Mobilizam exércitos, organizam facções políticas, combatem líderes guerreiros locais ou tentam enfrentar extremismos religiosos.
Mas essas reações ignoram o problema estrutural da ajuda às comunidades para satisfazer suas necessidades urgentes de água, alimentos e meios de subsistência. Em consequência, os EUA e a Europa frequentemente gastam dezenas, ou mesmo centenas, de bilhões de dólares para enviar tropas ou bombardeiros para subjugar levantes ou focar "países institucionalmente falidos", mas não enviam um décimo - ou mesmo um centésimo - dessas cifras para enfrentar crises estruturais de escassez de água e subdesenvolvimento.
Os problemas da água não evaporarão por si mesmos. Pelo contrário, irão se agravar, a menos que nós, como comunidade mundial, implementemos uma reação. Uma série de estudos recentes mostra quão frágil é o equilíbrio hídrico para muitas regiões pobres e instáveis do mundo.
A Unesco, uma agência das Nações Unidas, publicou recentemente o "The UN World Water Development Report 2009" (Relatório de Desenvolvimento da Água de 2009); o Banco Mundial divulgou aprofundado estudo sobre a India - "India's Water Econom y: Bracing for a Turbulent Future" (Economia hídrica indiana: preparando-se para um futuro turbulento) e sobre o Paquistão - "Pakistan´s Water Economy: Running Dry" (Economia hídrica indiana: o agravamento da seca); e a Asia Society divulgou uma visão geral das crises hídricas asiáticas - Asia's Next Challenge: Securing the Region's Water Future" (O próximo desafio asiático: assegurando o futuro hídrico na região).
Esses relatórios contam uma história similar. O suprimento de água é cada vez mais insuficiente em grandes partes do mundo, especialmente em suas regiões áridas. O rápido agravamento da escassez de água reflete o crescimento populacional, o esgotamento da água subterrânea, desperdício e poluição, e os enormes e cada vez mais desastrosos efeitos das mudanças climáticas resultantes da atividade humana.
As consequências são dolorosas: seca e fome, perda de condições de subsistência, disseminação de enfermidades transmitidas pela água, migração forçada e até mesmo conflitos armados. Soluções práticas incluem muitos componentes, entre eles melhor gestão de recursos hídricos, tecnologias mais aperfeiçoadas para aumentar a eficiência do uso da água e novos investimentos assumidos em conjunto por governos, pelo setor empresarial e por organismos cívicos.
Tenho visto essas soluções em Vilas do Milênio na África rural - um projeto em que meus colegas e eu estamos trabalhando com as comunidades pobres, governos e empresas para encontrar soluções práticas para os desafios de extrema pobreza rural.
No Senegal, por exemplo, uma importante fabricante mundial de tubos, a JM Eagle, doou mais de 100 quilômetros de tubulações para permitir que uma empobrecida comunidade possa unir forças com a PEPAM, uma agência drica estatal, para levar água potável a dezenas de milhares de pessoas. O projeto como um todo é tão economicamente viável, reproduzível e sustentável que a JM Eagle e outras parceiras empresariais agora assumirão esforços similares em outras regiões da África.
Mas futuras "tensões hídricas" serão disseminadas em países tanto ricos como pobres. Os EUA, por exemplo, incentivaram um crescimento populacional acelerado em Estados de seu árido sudoeste nas últimas décadas, apesar da escassez de água que as mudanças climáticas provavelmente intensificarão.
A Austrália também está enfrentando graves secas no celeiro agrícola na bacia do rio Murray-Darling. A bacia mediterrânea, compreendendo o sul da Europa e o norte da África, provavelmente também registrará graves secas como resultado das mudanças climáticas.
No entanto, a natureza precisa da crise hídric a será diversificada, com pressões variadas em diferentes regiões. Por exemplo, o Paquistão, um país já árido, sofrerá as pressões de um rápido aumento da população, que cresceu de 42 milhões em 1950 para 184 milhões em 2010, e poderá crescer ainda mais, para 335 milhões em 2050 - um cenário "médio", segundo a ONU.
Ainda pior, os agricultores já estão extraindo água subterrânea, que está sendo exaurida devido a bombeamento excessivo. Além disso, em torno de 2050, as geleiras do Himalaia que alimentam os rios paquistaneses poderão ter derretido, devido ao aquecimento mundial.
Soluções terão de ser encontradas em todas as "escalas", ou seja, necessitaremos soluções hídricas no âmbito de comunidades individuais (como no projeto de água encanada no Senegal), ao longo de um rio (ainda que cruze fronteiras nacionais), e em nível mundial, por exemplo, para eliminar os piores efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo.
Soluções duradouras exigirão parcerias entre governos, empresas e sociedade civil, cuja gestão e negociação poderá ser difícil, uma vez que esses diferentes setores da sociedade frequentemente têm pouca ou nenhuma experiência em lidar uns com os outros, e podem manifestar considerável desconfiança mútua.
A maioria dos governos está mal equipada para lidar com graves problemas hídricos. Os quadros de pessoal em ministérios encarregados de problemas hídricos são usualmente formados por funcionários públicos engenheiros e generalistas. Mas soluções duradouras para problemas hídricos exigem uma ampla gama de conhecimentos especializados sobre clima, ecologia, agricultura, população, engenharia, economia, política comunitária e culturas locais. Autoridades governamentais também necessitam habilidade e flexibilidade para trabalhar com comunidades locais, empresas privadas, organizações internacionais e possíveis doadores
Um próximo passo crucial é reunir líderes científicos, políticos e empresariais de sociedades que compartilhem os problemas da escassez de água - por exemplo, o Sudão, Paquistão, EUA, Austrália, Espanha e México - para gerar ideias inovadoras sobre abordagens criativas para superá-los.
Esse tipo de aglutinação de forças permitiria um compartilhamento de informações capaz de salvar vidas e economias. Isso também enfatizaria uma verdade básica: o desafio comum do desenvolvimento sustentável deve unificar um mundo dividido por rendas, religiões e geografia.(Valor Econômico, 28/4)

O texto pode ser encontrado na íntegra aqui.

A grande farsa do liberalismo...

A palavra vocabulo liberalismo é derivado do vocábulo libera, o qual por sua vez é flexão de libertas que significa liberdade.

Todos os liberalismos teem por bandeira a afirmação da ou das liberdades cujos adeptos consideram essenciais.

Dentre o cipoal dos liberalismos convem destacar: o liberalismo religioso, o liberalismo político, o liberalismo econômico, o liberalismo social, o liberalismo funcional, etc

O liberalismo religioso, significa a liberdade que cada pessoa deve ter para vincular-se a uma deteminada crença de sua predileção, ou, o que é mais importante, de não se vincular a quaisquer crenças.

O liberalismo político identifica-se com a forma democrática de governo por meio da qual cada cidadão exerce sua liberdade escolhendo aqueles que devem governar ou administrar o país.

O liberalismo social ou anarquismo absoluto é a teoria 'social' segundo a qual cada individuo deve viver a sua moda, a parte dos demais e seu codificador foi Max Stirner. Ele não passa de egoismo vulgar ou como se diz 'individualismo' o que dá na mesma.

O liberalismo funcional é o liberalismo revindicado pela imprensa com o objetivo de divulgar as informações e faze-las circular, posto está que não é um fim em si mesmo, mas instrumento ou mecanismo tendo em vista o conhecimento pessoal dos fatos que se sucedem seja numa determinada região ou no mundo e que possam de alguma forma afetar nossas vidas.

Todas essas formas de liberalismo possuem evidentemente suas razões de ser, creio que a maioria das pessoas civilizadas admita que cada um de nós tenha o direito de optar por uma determinada crença, um determinado programa de governo, um certo môdelo social e que tenham sobretudo acesso a informação...

É necessário reconhecer o direito de se ter e de não se ter fé ou crença, de se administrar comunitária ou conjuntamente o Estado, de se pensar sobre a sociedade ou até de nega-la, de se saber o que é e o que não é...

Tais liberdades são fundamentais enquanto constituintes da natureza humana mesma e inerentes a dignidade formativa da pessoa, do cidadão, do ativista, do intelectual, etc Sem elas não há nem pessoas na acepção estrita do termo, nem cidadãos, nem ativistas, nem intelectuais conscientes, etc mas apenas e tão somente súditos de um Papa, de um reformador, de um Imperador ou de um Rei, firmados já na ignorância, já na força...

Entretanto convem reconhecer que tais liberdades não são absolutas.

Sartre negava a existência da mente diretora deste universo com o objetivo de postular uma liberdade absoluta para os seres humanos...

Esqueceu-se certamente de que a liberdade humana só poderia ser absoluta ou infinita caso existisse apenas um único ser humano.

Tendo em vista a existência de bilhões de seres humanos só nos resta admitir a relatividade e a limitação da liberdade tendo em vista a existência e a liberdade alheias.

Não posso fazer tudo quanto quero, ou desejo, ou aspiro, num universo em que vivo conjuntamente com outras pessoas e que com elas partilho. Um universo habitado por muitos será necessariamente ou um universo comunitário norteado por leis mediadoras - que limitem as liberdades individuais justamente para conservar a liberdade pessoal - ou um campo de batalha no qual cada possa impor seu gosto ou capricho pela força bruta.

A existência de inumeros seres pensantes e volitivos neste mundo em que vivemos exige a fragmentação ou divisão da liberdade total ou plena em campos ou áreas de liberdade que possam ser exercidos por todos da mesma maneira, sem que uns fiquem com menos liberdade enquanto outros fiquem com mais. Pois nenhum ser humano nasceu mais livre do que os outros embora a educação capacite a todos para que exerçam suas liberdades pessoais numa esfera de responsabilidade.

Há entretanto uma tendência em cada um dos liberalismos citados para considerar-se a si mesmo como a melhor ou a única das esferas nas quais se exerce a liberdade, tendência que pode ser classificada como uma hipertrofia espiritual... O referido setor, seja ele qual for, isola-se ou sobrepõe-se aos demais, apresentando-se como árbitro supremo dos mesmos e repudiando toda e qualquer sujeição a esfera que chamamos de moral ou ética e que representa os valores.

Tendem os liberalismos a super estimação, apresentando-se como se estivessem acima do bem e do mal, numa esfera de amoralidade ou imoralidade, cuja distinção é assaz capiciosa quando não é sofística.

Não deixa de ser curioso e interesante que as esferas de liberdade que partem do fenômeno vital ou humano acabem se voltando contra ele ou se sobrepondo a ele.

Seus adeptos cogitam em crenças que estejam acima da moral ou que lha contrariem, como foi proposto por Lutero, patriarca do solifideismo; em razões de estado ou formas políticas do mesmo teor; numa sociedade emancipada das peias da moralidade, numa imprensa igualmente livre de restrições de ordem moral, etc

Diversos teoricos dos liberalismos em questão afirmam em alto e bom som a irredutibilidade ou melhor a independência dos respectivos campos de atuação humana a que estão adstritos com relação a moral ou a ética, apresentando-as como outros tantos campos ou áreas da atuação humana. Como se houvesse um espaço para a moral ou a ética, geralmente identificado com o lar, e outros tantos espaços ou recortes irredutiveis a moralidade...

Continua...

Moderação de comentários

Infelizmente fui obrigado a moderar os comentários neste blog, porque pessoas há que não sabem fazer uso de sua liberdade, o uso que fazem da mesma é tão somente para ofender e não para debater novas ideias. O que nós deste blog menos queremos são espíritos de porcos se revirando no lodo de seus "achismos" ou comendo as bolotas de suas ideologias putrefatas. Queremos aqui comentários que sejam contra as ideias mas não contra a pessoa.

Eu mesmo tenho amigos que divergem de mim nas mais diversas coisas nem por isso os tacho de idiotas e imbecis, aliás nem sequer me passa esse pensamento por minha mente e creio que este pensamento seja recíproco.

Quantas coisas que leio em outros blogs que não me agradam e só porque não me agradam vou empunhar a cimitarra da ofensa e cortar o meu adversário em pedaços? Se essas coisas não me agradam nem continuo a leitura ou continuo e reflito e se não gostei, procuro atacar as ideias, só isso, que mais é preciso?

O que mais me deixa exasperado é que esses comentadores de plantão, comentam não as ideias nem o estilo do escritor mas a pessoa do mesmo. Mas o pior mesmo é fazer a ofensa através de um perfil anônimo, o que mostra que o anônimo é um covarde. Pois é muito fácil ofender sem ter que se identificar. Eu não teria apagado os comentários do último artigo escrito pelo professor Domingos, se o comentador tivesse se identificado e deixaria suas postagens inda que cheias de ofensas. Pois a pessoa pode não saber argumentar mas ao menos "daria a cara a tapas".

Mas fazer o quê? Anônimo é um sem nome mesmo, sem personalidade, sem ideias, enfim um zé ninguém e não devemos nos importar com essas moscas.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Mercado financeiro e a gripe suína...








Há cerca de cem anos o mundo foi abalado por uma grande epidemia: a gripe espanhola, assim chamada porque seu surto teve início na Espanha, disseminando-se, posteriormente a todas as nações da terra com um saldo de milhões de vítimas...


Aqui em minha cidade - São Vicente; SP - foi uma hecatombe, cerca de um quarto da população sucumbiu ao terrivel vírus, as pessoas caiam como moscas, umas após as outras e cada lar contava com um ou mais casos... ninguém tinha coragem de sair de casa e os coveiros apavorados abandonaram seus postos...


Os mortos só puderam ser inumados graças a valentia e ombridade de dois cidadãos ilustres, membros fervorosos da Igreja romana, os quais se fizeram coveiros tendo em vista os prêmios do além túmulo reservado aos que como Tobias e seu filho dedicam-se a tal obra de piedade...


Evidentemente que o cadaver sendo o que é: caro datum vermibus > carne dada aos vermes e pasto dos mesmos, nada sente e nada sofre, entretanto deparar-se com tais restos não deixa de ser um imenso transtorno para os vivos, especialmente para aqueles que conheceram ao finado que ora se decompõe... Os antigos juravam de pés juntos que a carne humana era a mais fétida de todas as carnes sujeitas a tal estado natural de degradação e que até mesmo os urubus - os lixeiros da natureza - evitavam degusta-la...


Ademais o necrochorume liberado por tais corpos é um líquido extremamente tóxico e não raro, os agentes causadores da morte dessas pessoas, se forem bactérias ou vírus, podem permanecer vivos nele e infectar tantos quantos de algum modo entrem em contato com ele. Isto que dizer que numa situação epidêmica a exposição dos cadaveres e o contato dos vivos com eles tornam-se agravantes da situação...


Ainda hoje podem ser vistas dezenas de lápides pertinentes as vítimas do surto de gripe espanhola no cemitério de minha cidade. Também pude examinar diversos livros de enterramento referentes ao fim do século XIX e inicio do século XX e constatar a gravidade da situação, gravidade que só pôde ser superada graças aos ingentes esforços de Oswaldo Cruz e seus confrades, ao menos no que tange as febres cujos agentes transmissores são os nossos mosquitos...


No caso dos mosquitos a situação fica posta nos seguites termos: ou vacinamos aos pessoas e lhas tornamos imunes aos agentes causadores conforme descobriu o Dr Jenner já há trezentos anos, ou destruimos os mosquitos por meio de insaticidas espalhados no ar, ou empregamos repelentes...


No caso da gripe porém a situação se complica, especialmente quando não há vacina disponivel.


Pois não podemos envenenar e destruir os seres humanos infectados como fazemos com os mosquitos, e, ao menos até onde tenho conhecimento ainda não foram inventados 'repelentes' de seres humanos...


Afinal o portador do virus da gripe e seu potencial transmissor é cada enfermo ou cada ser humano infectado posto em contato com outros seres humanos...


Diante de uma tal cunjuntura, de seres humanos que portam a morte em seus organismos e que lha expelem por meio de espirros ou secreções contaminando outros seres humanos e aumentando o saldo de infectados e mortes a Idade Média acabou por estabelecer o isolamento e a quarentena...


As quais são a bem da verdade as únicas armas contra o progresso duma epidêmia transmitida por seres humanos e para a qual não há vácina...


No passado as quarentenas não puderam surtir o efeito desejado por uma questão muito simples: os meios de comunicação eram precários e os meios de transporte, sendo em sua grande maioria autônomos estavam fora do alcance dum Estado fraco ou inexistente...


Conclusão: as quarentenas eram adotadas 'a posteriori' como meros paliativos e, assim sendo, deixavam de surtir os efeitos desejaveis, preservando a população do contágio. O contágio era diminuido, mas nunca evitado.


Hoje porém a situação é bem outra e possuimos meios de controle adequados a um isolamento efetivo, preventivo e cem por cento seguro.


Entretanto o Sr Fukuda, representante da OMS, ousou vir a baila para tripudiar diante do mundo e afirmar que o fechamento de fronteiras é inutil!


Ora, qualquer infectologista especializado em patologias transmitidas por seres humanos sabe melhor do que eu, que sou mero leigo, que diante duma situação como esta porque passa comunidade internacional - a mêrce duma nova 'peste negra' ou duma reedição da feérica gripe espanhola - um isolamento rigoroso dos países e regiões infectadas implementado desde logo, é a melhor maneira, a maneira mais rápida, econômica e segura de se evitar a expansão do vírus e sua mundialização.


Entretanto o sr Fukuda vem a baila dizendo que um tal fechamento de fronteiras é inutil.


Inútil para quem?


Inútil para as empresas de turismo?


Inútil para empresas aéreas?


Inútil para os investimentos e transações financeiras?


Inútil para o sistema econômico vigente?


Por que passando por uma crise estrutural o sistema poderia abalar-se ainda mais com o isolamento dos mercados?


Logo, diante duma ameaça a saúde pública mundial, duma ameaça que poderá ceifar milhares ou milhões de vítimas e cuja disseminação deveria ser contida de imediato por meio de rigorosas medidas de isolamento levadas a cabo pelos países não infectados ou nas regiões em que os cidadãos foram infetados, o isolamento não é feito.


Em tais circunstâncias permitir que os cidadãos saiam do país em demanda de regiões infectadas - refiro-me especialmente ao México - e que delas regressem livremente, sem maiores problemas, deve ser qualificado como clamorosa leviandade! Tais viagens, pousos e linhas já deveriam ter sido canceladas desde o primeiro dia após o anuncio da infecção por nossas autoridades, exceto para os cidadãos mexicanos aqui residentes que desejem regressar a seus lares...


A entrada dos brasileiros procedentes do México e demais regiões infectadas deveria ser monitorada e o uso das máscaras por parte deles ( e até mesmo de crachás identificatórios ) obrigatório...


Quanto aos demagogos que ousam falar em 'liberdades' durante uma situação de epidêmia é necessário adverti-los de que ninguém tem ou deve ter a liberdade para infectar as outras pessoas com agentes patogeneos mortais. Do mesmo modo como ninguém tem ou deve ter a liberdade de assassinar...


Portanto é absolutamente necessário e imperativo mesmo, que tais pessoas, sejam identificadas, monitoradas e acompanhadas durante todo tempo.


Quanto a vinda de cidadãos mexicanos ao país deveria ser imediatamente proibida.


Pois se o número de infectados e mortos no país vizinho aumentar é evidente que os cidadãos em condição de 'migrar' para outros países e regiões mais seguras o farão. Caso haja um êxodo de cidadãos mexicanos para outras nações, ele comportará naturalmente um certo numero de portadores do virus e ele se disseminará ainda mais facilmente.


Uma epidemia qualquer deve ser sempre contida em seus límites e evitada...


Permitir que se espalhe ou dissemine livremente para em seguida combater seus efeitos é supina loucura!


É expor a humanidade a sofrimentos inuteis, é conceder ao menos algumas vidas preciosas a morte e enfim dissipar recursos com a aquisição de drogas como o Tamiflu, fabricado pela Ródia...


Aliás, as reservas de Tamiflu foi adquirida pela maioria dos países desenvolvidos, durante a ameaça da gripe aviária... sob o patrocinio de um dos acionistas: Donald Rumsfield, um dos responsáveis pela sinistra invasão ao Iraque...


De modo que a segurança e a vida de milhões de seres humanos e por assim dizer da humanidade como um todo está sendo subordinada desde já a conjecturas de ordem econômica tendo em vista a manutenção e recuperação do sistema bem como as vantagens de alguns de seus principais representantes.


O estúpido discurso do sr Fukuda, que não é dele, mas do poder oculto, significa precisamente isto: Que bloqueios e isolamentos tendo em vista a preservação das regiões não atingidas pelo surto não devem ser feitos e por dois motivos:


1 - Com o emprego dos meios de transporte internacionais controlados pelos sistemas de saúde dos países em questão e racionalmente restringidos as empresas dessa área seriam afetadas...


Entretanto, como ocorreu nas grandes guerras mundiais "As empresas não podem ser atingidas." bombardeiam-se casas, Igrejas, Asilos, Hospitais, Orfanatos, monumentos... as fábricas porém...


2 - Não havendo um controle rigoroso da epidemia ou uma prevenção eficaz, mas pessoas infectadas ou seus países terão de obter Tamiflu, ou mascaras, desinfetantes, etc O que aquecerá bastante o mercado...


Numa época em que se fala tanto - e com razão - sobre as vantagens da medicina preventiva e da racionalização operacional tendo em vista menos gastos e mais benefícios, as autoridades médicas vinculadas a este sistema merecidamente alcunhado como 'sistema de morte' - que brinca com a morte, expondo milhões de seres humanos a sua merce - aparecem em cena justamente com o objetivo - mil vezes criminoso - de condenar o fechamento das fronteiras e o isolamento (única medida racional e econômica em caso de epidemia).


O sistema expõe leviana e cinicamente o gênero humano a uma epidemia cujos efeitos destrutivos ignoramos e seus defensores ainda se queixam hipocritamente quando lho classificamos como um sistema a serviço da morte, que faz pouco caso da vida humana e se recusa a implementar todos os mecanismos necessários a sua preservação, já porque atingiriam de cheio aos intereses econômicos que são prioritários...


Jamais a ameaça premente de uma hecatombe foi encarada com tanto desdém... Nossos antepassados os medievos, caso possuissem os recursos que possuimos, já lhos teriam empregado, desde o primeiro instante com o objetivo de impedir a disseminação desta ameaça mortífera! Não ficariam de braços cruzados calculando ou cogitando sobre a perda de investimentos e esperando a peste se expandir, para depois curá-la...


Porque não fecham logo as fronteiras e lavram decretos restringindo severamente a entrada de estrangeiros no pais?


Para que compremos toneladas de máscaras, desinfetantes, antibióticos, etc?


Auxiliando o mercado a superar a sua crise atual?


Será que o poder oculto, o poder do dinheiro, o poder do capital não pretende transformar esta nova patologia humana numa terapia ou numa cura para seus problemas?


De qualquer forma faço questão de registrar perante a História a atitude irresponsável, sórdida e leviada das instituições mundiais diante dum perigo tão sério quanto a gripe suína.


Mesmo diante dele as instituições continuam pondo o econômico ou o financeiro acima do humano, do vital, enfim da saúde pública e pondo em risco a existência de milhões de seres humanos.


Registramos aqui nosso protesto contra tal anomalia no âmbito das relações estruturais uma vez que não reconhecemos valor algum mais elevado do que a vida e a diginidade humanas.


Diante desta situação desumana só nos resta desembolsar uns cobres e adquirir o quanto antes uma máscara pois com certeza vamos precisar dela.


E você leitor, já aqueceu o mercado adquirindo sua máscara?

sábado, 25 de abril de 2009

O valor de uma verdadeira amizade

Recebi este texto em meu e-mail e resolvi publicar aqui. O texto é anônimo. Mas não importa quem o disse mas o que foi dito. Se mais delongas deixo aí o texto que me comoveu profundamente.


Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula.
Seu nome era Kyle.Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.
Eu pensei:
'Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F'!
O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho..
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.
Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão.
Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.
Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos.
Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: 'Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria'. Kyle olhou-me nos olhos e disse: 'Hei, obrigado'!
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.
Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular.
Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou um garoto bem legal.
Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele.
Meus amigos pensavam da mesma forma.
Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse:
'Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!'.
Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade.
Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol.. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C..D.F.
Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar.
No dia da Formatura Kyle estava ótimo.
Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola. Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos..
Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam! Às vezes eu até ficava com inveja.
Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: 'Ei, garotão, você vai se sair bem!'
Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse:
-'Valeu'!
Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
'A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos.. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. Vou contar-lhes uma história:'
Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.
'Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável!' Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza.
Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão.
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.
Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa.. Para melhor ou para pior.

Sobre a questão ambiental

Deixo aqui dois artigos interessantíssimos sobre a questão ambiental escritos por meu grande amigo Ravick (grande mesmo, ele é bem alto). Dois textos que são verdadeiras aulas de ética e meio-ambiente.
Caso o leitor(a) esteja interessado(a) nos textos aqui estão eles: Comentário sobre dois comentários (da questão ambiental) e Comentário sobre outro comentário (da questão ambiental).

São textos sérios mas não maçantes, divertidos mas sem apelações e científicos numa linguagem leiga.

A televisão não presta!

Comumente ouço as pessoas me dizerem: "A televisão não presta, só tem lixo, sangue e sacanagem". Então pergunto: "Se a TV não presta por que assiste? Por que não desliga?". É engraçado que as pessoas que criticam a televisão estão colados na tela, a assistem todos os dias e com toda a incoerência que lhes é peculiar dão audiência aos Datenas da vida e as sacanagens que tanto criticam.

A televisão só passa aquilo que dá audiência, aquilo que a massa gosta. Os programas televisivos nada mais são do que reflexos da vida das massas que gostam de desgraças e safadezas pois caso não gostassem dessas coisas de duas uma, ou desligariam a TV ou mudariam de canal para um programa de qualidade.

Ainda ontem falei com uma senhora a esse respeito. Disse-lhe para mudar de canal ou desligar o aparelho, porque ela estava contribuindo com toda aquela sujeira. Mas ela se saiu com essa: "Eu colaboro, colaboro nada, não adianta nada eu desligar se o meu vizinho continua assistindo". Ao que retruquei: "Se todos pensarem como a senhora, de fato, ninguém vai desligar a TV e todos vocês continuarão dando audiência".

Infelizmente essa senhora não tem consciência de sua parcela de responsabilidade pela audiência que é dada a esses programas televisivos, por isso, ela é massa, opinião pública, enfim senso-comum. Ela é um exemplo, quantas milhares de pessoas não pensam e não agem de forma semelhante por esse Brasil afora?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Carta Aberta ao meu amigo Thiago Eduardo

Querido Thiago:

Paz e Bem!

Você me pediu para que eu falasse acerca do papa João Paulo II e deixou registado aqui, para que você não fique sem resposta farei o possível, não para que concorde comigo, mas para que conheça minhas razões e saber o porquê de minha ojeriza ao nome desse papa.
Primeiramente quero dizer que sou cristão, mas não sou romanista, já fui. E se saí da Igreja Papista foi por culpa mesmo desse tal João Paulo II. João Paulo II foi o cúmulo da hipocrisia e da contradição.

João Paulo II lutou para derrubar o comunismo e se aliou ao então presidente dos EUA Ronald Reagan. Esse cidadão se uniu ao Estado capitalista por excelência. Não sou comunista no sentido marxista, embora admire muito à Marx e Engels. O infeliz papa ignorava ou fingia ignorar que o comunismo foi fruto do capitalismo selvagem. Foi fruto da exploração econômica pelos liberais, foi a reação da exploração do homem pelo homem. Claro que o regime Stalinista não foi bom, pelo menos até onde conheço, pois que a mídia ocidental vendida sempre pinta o diabo mais feio do que ele é geralmente.

Se o papa quisesse ser coerente e posar de cristão, deveria condenar primeiramente os EUA e os países capitalistas pela exploração dos países pobres, feito isso poderia erguer sua voz contra o comunismo.

O papa hipócrita criticou os horrores do comunismo mas não criticou os horrores praticados pelo liberalismo econômico em nome da Liberdade e da Democracia. Era um homem de dois pesos e duas medidas.

Por que não criticou os EUA quando esse país atacou o miserável Afeganistão? Por que não criticou a guerra no Iraque que ceifou a vida de tantos inocentes? Para essas coisas fez vistas grossas é como se nada tivesse acontecendo. Que homem hipócrita, era esse João Paulo II!!!

Esses, meu caro, são os motivos políticos, há os motivos religiosos tão escandalosos quanto os políticos.

Em 1988 o "santo homem" excomungou o bispo Marcel Lefébvre e os bispos por ele sagrados em Ecône. Sabe, eu gosto do ritual romanista, conhecido como Missa de São Pio V, repleto de simbologia e beleza. O referido bispo só tentou conservar o patrimônio de sua igreja e por isso foi excomungado e maltratado. Durante algum tempo fui tradicionalista, até o dia que os padres de Campos se humilharam e deram o beijo de Judas na Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X, pedindo perdão ao papa.

João Paulo II por meio do então Prefeito Para a Sagrada Congregação da Doutrina e da Fé, o Cardeal Ratzinger, ordenou que o ex-frade Leonardo Boff se calasse por causa de sua obra Igreja, Carisma e Poder. Silenciar Boff foi uma das piores coisas que o falecido papa fez, pois ele era um dos melhores homens da igreja. Mas ele foi silenciado porque ameaçava o status quo da igreja romanista.

Ele que era tão tolerante com as outras religiões, que pregava a tolerância, não tolerou seus filhos. Beijou o Corão mas não aceitou as críticas de Boff; Tolerou outras religiões e outras fés, mas não tolerou Marcel Lefébvre, recebeu o tilak de uma sacerdotisa hindu, mas recusou a receber as críticas dos tradicionalistas.

O que mais me deixou espantado não foi ter beijado o Corão ou ter recido o tilak, mas o fato de ter apoiado e recebido em audiência o "padre" Marcelo Rossi, um homem alienado e alienante, ele tolerou o Marcelinho porque este lhe deu retorno financeiro e fiéis cuja obediência era cega, Marcel Lefébvre lhe deu ovelhas críticas e Boff apoiava e apóia os pobres.

Então meu caro estas são minhas razões, carregadas de subjetividade mas também de razões. Apenas, respondi ao que você pediu. Não escrevi para agradar, mas para deixar minhas impressões sobre o papa de infeliz memória.

Sem mais, deixo à você meu fraternal abraço.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A descoberta do Brasil

No dia 22 de abril de 1500 Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil. Descobria mesmo? Hoje já não se acredita que a descoberta foi por um feliz acaso. Realmente não sei que mérito tem esse senhor, cujo nome é Pedro Álvares Cabral.

O que temos para celebrar neste dia? A descoberta do Brasil pelos portugueses foi algo bom? Foi para eles, foi um senhor negócio. Claro, poderia ter sido pior, o Brasil poderia ter sido colonizado pelos holandeses, e nesse caso o Brasil seria um gigantesco Suriname, ou uma segunda África do Sul, situada na América com seu apartheid. O Brasil é um país ruim? É, mais em vista de outros, aqui é um paraíso, imagine o(a) querido(a) leitor(a) se fôssemos colonizados pelos franceses, esse país seria um enorme Haiti.

Talvez a data de hoje passe batida, duvido muito que a maioria dos professores saibam que dia é hoje. Mas a "descoberta do Brasil" como era ensinada na época dos militares já não me atrai. Sabemos que essa farsa do descobrimento foi uma desgraça para nossos indígenas que foram escravizados, torturados, espoliados e mortos pelo homem branco "cristão e civilizado".

E que desde a chegada dos portugueses nossas matas estão desaparecendo pouco a pouco. Desde então estão descobrindo a mata atlântica, descobrindo a floresta amazônica literalmente. O Brasil precisa ser redescoberto, com isso quero dizer, que a história precisa ser recontada e mostrar que nossos "heróis" via de regra eram vilões. E que os mocinhos da história foram tratados como marginais.

A história oficial sempre glorificou os homens brancos, por causa da história oficial criou-se o mito de que o indígena era (esse mito persiste ainda hoje) vagabundo, que não gostava de trabalhar. Que o índio não tem direito à terra porque era nômade e/ou semi-nômade. Que a Igreja só lhes fez bem em catequizar, etc...

Também os negros sofreram horrores sendo tirados de sua terra natal para serem escravizados em terras estrangeiras. Eram tratados como objetos, e os negros que se revoltavam, quantas vezes a história os mostrou como marginais como o Zumbi de Palmares?

O Brasil foi descoberto há 509 anos, falta agora descobrimos a nossa verdadeira história. Quem sabe quando isso ocorrer poderemos comemorar uma data verdadeiramente significativa... Esperemos.

A mídia ensina o povo a falar errado.

No último sábado assisti a entrevista da Lília Cabral no Jornal Hoje, ela é uma mulher bonita, que se expressa bem, atriz, formada em artes cênicas. Tudo ia muito bem, mas no final da entrevista a repórter agradece a atriz, e esta retribui com um: "Obrigada você". Quando se diz obrigado(a) quer se dar o significado de: "Eu sou obrigado(a) a retribuir o favor que você me fez". Claro que ninguém vai dizer isso, a palavra obrigado(a) resume tudo isso. Quantas vezes agradecemos com um obrigado e o nosso receptor diz como a Lília Cabral: Obrigado(a) você. Ou seja você agradece e outro diz: "Sim, isso mesmo você é obrigado(a)". É claro que as pessoas não fazem isso por mal, tampouco o fazem conscientemente. Isso é fruto da ignorância, isto é, da falta do conhecimento da língua pátria. Quando se quer retribuir um obrigado(a), o correto é dizer: Obrigado(a) eu. Desse modo se dará o entendimento correto do agradecimento, isto é, eu é que sou obrigado(a) a retribuir o favor.

Outra pérola que costumamos ver na televisão ou nos cinemas é o famoso "baseado em fatos reais". Gente, por favor todos os fatos são reais, não existem fatos irreais, ou fatos imaginados. "Fatos reais" é uma tautologia. E dessa vez não é culpa das pessoas porque a própria TV e o cinema propagam os "fatos reais", então comumente ouvimos numa conversa e outra o famigerado "fatos reais". Caro(a) leitor(a) quando falarmos de filmes baseados numa história verídica, digamos sem pejo: baseado em fatos! É quanto basta. Até à próxima.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Cristo do Mar

Acabei de ler o conto O Cristo do Mar do escritor francês Anatole France. Por que ler este conto? Primeiramente por ser de leitura rápida, e em nossos dias, gostamos de objetividade, rapidez, por ser uma leitura breve, certamente você terá um assunto literário para conversar com seus amigos e assim deixá-los impressionados.

Vale a pena ler este conto pela linguagem fácil e cativante, um conto, sim, escrito em prosa, mas o teor do mesmo é lírico. É uma leitura que lava a alma, que comove, Dostoiévski disse: "A beleza salvará o mundo".

Outro motivo para se ler este conto: Tem um belo ensino moral. A história trata da vida de pescadores, homens pobres trabalhadores que enfrentavam o mar, mas um dia tiveram suas vidas ceifadas pelo mesmo. Para resumir a história e para que o(a) leitor(a) não perca o interesse pela leitura só posso dizer que este texto é um tapa na cara da cristandade hipócrita.

Não precisa ser cristão(ã) para se ler tão belo texto, pois é apenas um texto literário e não jornalístico ou científico. Caso você venha a ler o breve conto, eu lhe desejo uma ótima leitura e deixo aqui o meu forte abraço a todos que leram minha impressão sobre O Cristo do Mar.

A figura de Jesus Cristo - uma leitura aberta para todos os homens de boa vontade - crentes e descrentes

Jesus é uma das figuras mais cativantes da história humana. Ninguém fica indiferente à Jesus Cristo, ou se ama a Jesus ou se odeia. Não vou discorrer aqui sobre a existência histórica de Jesus, até porque é consenso entre os historiadores de que viveu na Palestina cerca de 2000 anos um homem chamado Jesus e que era um mestre religioso. Há quem negue sua existência histórica por ódio ou por ignorância, seria o mesmo que tapar o sol com a peneira.

O que me cativa em Jesus de Nazaré é sua identificação com os pobres, desvalidos, enfermos, enfim todos os marginalizados. E por isso tudo sou cristão. Porque o cristianismo é antes de tudo práxis, prática do amor e não sermões sobre coisas mirabolantes.

É emocionante ver como Cristo condena os ricos, as riquezas e como ama os pobres. A meu ver Jesus foi o maior socialista de todos os tempos. Pois ensinou que quem ama deve repartir. Não ensinou a violência de Robespierre nem as atrocidades da ex-U.R.S.S.

Vejo o cristianismo como a religião da alteridade, isto é, voltada para o outro, ao menos foi isso que Jesus ensinou durante o seu ministério.

Para quem já leu os Evangelhos independente de crer neles, bem sabe que Jesus se apresenta como Filho de Deus e como igual à Deus. E nesse ponto ele foi didático. Por quê? Porque sendo Deus se identificou com os marginalizados, com aqueles que eram considerados lixo pela sociedade de então e também por nossa sociedade.

No capítulo 25, 31-46 do Evangelho de São Mateus temos a cena do juízo final onde ele, Jesus se identifica com os desvalidos. Cristo mostra aí que o verdadeiro cristianismo é amar os necessitados não de boca, mas de coração e esse amor se manifesta no serviço aos necessitados. Se Jesus é Deus, onde devo encontrá-lo na Igreja? Esse seria o raciocínio lógico, todos os povos sempre procuraram Deus ou seus deuses nos lugares sagrados, templos. Mas a Jesus ninguém o encontra nas igrejas, missas e cultos, não. Jesus é encontrado fora das igrejas: nas ruas, nos hospitais, asilos, orfanatos, cadeias, etc. Um Deus que é encontrado em lugares nada santos! Ao menos para os "santarrões" de plantão. Acontece que Jesus santificou esses lugares, pois onde há um sofredor lá está ele.

O critério de julgamento de Cristo não é saber quantos rosários você desfiou, quantas missas assistiu, quantas vezes comungou, de quantos cultos participou ou quantas vezes leu a Bíblia. Nada disso. O critério de julgamento dele é: "todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." e "todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer". Esquisito não? Mesmo um ateu que ama o seu próximo e lhe faz o bem, na verdade (em minha visão é claro) serve a Cristo. Pois o critério de Jesus nem é a fé, mas o amor, a caridade. Daí Allan Kardec dizer com razão: "Fora da Caridade não há Salvação".

Quando mais moço li a Odisséia de Homero e me recordo que Ulisses se disfarçou de mendigo e foi acolhido por seu servo Eumeu. Mas sofreu todo tipo de ultraje, escárnio e humilhações pela nobreza parasitária que desejava esposar Penélope. Grande lição, as pessoas conhecem-se tão somente pelas aparências. Isso mostra como os potentados gostam de humilhar os mais fracos por sua aparência frágil. No final Ulisses remete seus inimigos ao Hades.

São João Crisóstomo disse com muita razão: “Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem o honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez. Aquele que disse: isto é o meu Corpo, confirmando o facto com a sua palavra, também afirmou: vistes-me com fome e não me destes de comer; e ainda: quantas vezes o recusastes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o recusastes. No templo, o Corpo de Cristo não precisa de mantos, mas de almas puras, mas na pessoa dos pobres, Ele precisa de todo o nosso cuidado". Homilia 50 sobre o Evangelho de Mateus.

Como havia dito no início do texto, o cristianismo é prática e não blá blá blá e nhenhenhem. Os que se dizem cristãos em sua maioria nunca seguiu os ensinamentos de Cristo. E inculpavelmente Cristo é odiado por essa raça de víboras. Termino este texto com uma frase retirada de um sermão de Santo Antônio de Pádua: "Cessem as palavras e comecem as ações".

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Astrologia não é ciência

Um leitor deste blog reclamou por eu ter preconceito contra a astrologia. Na verdade não tenho preconceito contra a astrologia, eu seria preconceituoso se de fato não tivesse estudado, lido e ouvido a opinião dos cientistas. A astrologia não é uma ciência conforme ensinaram grandes cientistas e dentre eles o inesquecível Carl Sagan. A astrologia é uma superstição que deseja a todo custo se passar por ciência.

Com toda a minha honestidade só posso afirmar que a astrologia é uma pseudociência, isso porque tem caráter subjetivo, não tem métodos sérios, e não passa pelo teste de falseamento. Sei que deve ser duro para uma pessoa que crê em horóscopos ler ou ouvir tais coisas, mas é verdade, a astrologia é um engodo!

Espero que o(a) amigo(a) leitor(a) tenha paciência e clique nas palavras linkadas a fim de saber mais sobre o assunto que estamos falando. Já está mais que provado que a astrologia nunca foi, não é, e jamais há de ser ciência.

Para provar que a astrologia é totalmente anticientífica só repito o que disse o professor Kepler de Oliveira: Mas ao contrário da Astronomia, ela não incorpora as teorias científicas e assume que a Terra está no centro do Universo, rodeada pelo Zodíaco, e a definição dos signos ignora a precessão do eixo de rotação da Terra.

Santo Agostinho de Hipona mui sabiamente escreveu contra a astrologia: "Porventura se diz tal coisa, porque, enquanto um deles andava, o outro estava sentado, quando um dormia, o outro permanecia acordado, se este falava, aquele se conservava calado, pormenores que escapam aos que escrevem sobre a posição dos astros em que cada qual nasce e sobre que se consultam os matemáticos? Um deles foi servo mercenário, o outro não serviu; um era amado pela mãe, o outro, não; um perdeu a honra, tida em grande estima entre eles, o outro, não; o outro obteve-a. Quer dizer de suas esposas, seus filhos e sus riquezas? Quanta diversidade! Logo, se isso pertence àquelas insignificâncias de tempo que medeiam entre os gêmeos e não se atribui às constelações de outros, se dizem semelhantes coisas?”(Santo Agostinho, Cidade de Deus, Parte I, 191-194, Ed. São Francisco, 2003)

Sem mais, fim de papo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Por um Big Brother Brasil inteligente!

Recebi hoje em meu e-mail uma mensagem enviada por meu amigo Alex Altofer e quero compartilhar com você leitor(a). Eis o texto:

A cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias
brilhantes, dignas do seu gênio criativo.
Reclamando da inutilidade de programas como o Big
Brother, ela deu a seguinte sugestão:
- Colocar todos os pré-candidatos à presidência da
República trancados em uma casa, debatendo e discutindo
seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros,
sem assessores,sem máscaras e sem discursos ensaiados.

Toda semana o público vota e elimina um.

No final do programa, o vencedor ganharia o cargo
público máximo do país.

Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário
político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos
candidatos.

Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de
parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e
ninguém mais precisaria corromper empreiteiras ou empresas
de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'.

A idéia não é incrivelmente boa?

Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos
e faça coro pela campanha:

Casa dos Políticos, já!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Qual é o seu signo?

Se tem uma coisa que me deixa p da vida é quando alguém me pergunta: "Qual é o seu signo?".
Quando alguém faz esse tipo de pergunta sugere, ainda que inconscientemente que nem ela nem o interpelado tem vontade, livre-arbítrio, que são como máquinas programadas pelos astros a se comportar de tal ou qual maneira. Acreditar na astrologia traz implicitamente consigo o crer no fatalismo. "Estava escrito nas estrelas". Como alguém pode acreditar que é regido por tal ou qual astro, como se comportamentos fossem fabricados pelos astros? E no entanto é comum se ouvir por aí a pergunta: Qual é o seu signo?

Acreditar na astrologia implica necessariamente descrer do livre-arbítrio, e isso traz graves consequências se levarmos esse raciocínio até o fim. Se um elemento comete um homicídio ele deixa de ser o responsável pelo crime e passa a ser uma vítima do cruel destino que o forçou a fazer tal. Ele, é então inocente e não pode ser condenado porque ele é de tal signo que está sob as influências de tal e tal planeta. Adeus, direito! Mas a maioria das pessoas é incoerente e não leva até o fim seus raciocínios ilógicos. Pois quando Lindemberg matou a jovem Eloá, o povo quis linchá-lo, ninguém se preocupou em saber de que signo ele era. Pois se é assassino, se o seu comportamento é assim é devido ao seu signo com ascendente em Marte.

Os astros que as pessoas pensam dirigir suas vidas não pensam, sequer tem consciência de suas próprias existências e mesmo assim as pessoas crêem piamente que os astros governam suas vidas. Como é que algo que não tem inteligência e vontade pode dirigir aos homens que tem inteligência e vontade?

Seria menos grave se os que crêem nesses engodos fossem pessoas de pouca instrução, mas o que tenho visto é que pessoas com formação superior acreditam nessas tolices. Pois na escola onde trabalho, uma professora perguntava a outra de que signo era e logo em seguida diagnosticava o comportamento: "Ah, todo taurino é assim!". O que essas pessoas que ensinam crianças e adolescentes fizeram quatro anos na faculdade? O que leram? Sinceramente nem parece que tem curso superior. Se não as conhecesse eu diria tratar-se de conversas de serventes. Mas para meu maior desgosto eram professoras.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Religião e Política


Mahatma Ghandi disse mui sabiamente: "... não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política".
Os conservadores como Olavo de Carvalho e seus sectários, assim como a TFP e associções do mesmo jaez afirmam descaradamente que a religião nada tem a ver com a política, que a única função da religião é a salvação das almas, ou que os pobres são pobres porque pecaram eles ou seus pais, ou ainda que isso tudo é vontade de Deus e que por isso mesmo não devemos querer compreender os seus desígnios.
É óbvio que eles fazem isso para manipular as massas e manterem seu status quo e assim manterem seus privilégios em cima dum cristianismo falso. A religião nesses moldes é alienante porque tolhe a liberdade do indivíduo, e este tem tanto medo de pensar por si, que deixa que outros pensem por ele, mas esse medo em grande parte deriva do medo de ser castigado com os castigos sem fim do inferno, destinado aos rebeldes. Quando Marx disse que "a religião é ópio do povo" quis afirmar que a religião os deixava aliviados e sem vontade de lutar por um mundo mais justo e fraterno, uma vez que se suportassem sua cruz dignamente teriam uma felicidade eterna no céu.
Infelizmente o cristianismo tem se aburguesado desde o surgimento do protestantismo, e hoje a fé não precisa ser acompanhada das obras, um grande triunfo de Lutero. Nos primeiros séculos do cristianismo a salvação se dava pela fé e pelas boas obras. Os cristãos viam nos pobres o próprio Cristo, necessitado e indefeso. Hoje a salvação se dá por práticas religiosas como rezar pencas de terços, comungar pelas primeiras sextas-feiras durante nove meses e coisas ainda mais bizarras. Do protestantismo nem vou falar uma vez que é individualista.
A religião deve sim ser ligado à transformação do mundo, e ninguém foi mais político do que Jesus de Nazaré. Ele foi o primeiro e o maior socialista que apareceu no mundo. Esse cristianismo que nos é apresentado nada tem a ver com o cristianismo ensinado por Jesus Cristo. Quem vê esse cristianismo egoísta pensa que o cristianismo surgiu ou na Alemanha com Lutero ou na Suiça com Calvino.
Termino este meu texto com a citação de outro sábio, Clemente de Alexandria: "Viste teu semelhante, viste a Deus".

As doenças são muitas vezes provocadas por nós mesmos

Mahatma Ghandi afirmou em seu livro A Única Revolução Possível que: "As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos". E Ghandi estava certíssimo, muitas de nossas enfermidades nós as produzimos pelo estilo de vida que levamos: sedentarismo, alimentação não balanceada, "baladas" (no caso dos mais jovens), etc.

Nossas emoções também podem causar um grande estrago em nossas vidas, como já foi mais que provado. Por que cultivarmos emoções negativas se podemos cultivar as boas emoções e assim aumentar nossa qualidade de vida? Creio que muitas pessoas nem supõem que suas emoções negativas podem provocar doenças, caso contrário não cultivariam tais emoções.

Então não adianta você leitor(a) vitimizar-se afirmando que tem qual ou tal doença. Muitas doenças suas foram provocadas por seus atos, outras são devidos suas emoções. Penso que é chegada a hora de revermos nossos conceitos, pois também eu sou responsável pelas doenças que tenho.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Encíclica Deus caritas est - Deus é Amor

Terminei de ler anteontem a carta encíclia do papa Bento XVI DEUS CARITAS EST e confesso que gostei, o estilo é muito agradável e o Sr. Ratzinger se revelou muito culto através desse escrito, compactuo com muitas de suas ideias. Entretanto sabemos que o papa diz na teoria é bem diferente na prática, caso contrário não moraria num palácio, nem viveria como um nababo. Mas Jesus disse: "Então falou Jesus às turbas e aos seus discípulos, dizendo: Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Observai, pois, e fazei tudo o que eles vos disserem, mas não imiteis as suas ações, porque dizem e não fazem." (Mt.XXIII,1-3).



Não importa quem o disse mas o que foi dito, se o que o papa falou é bom, belo e verdadeiro então temos o dever de segui-lo.



Nessa carta encíclica o papa fala do Amor de Deus, do Eros e também do amor ágape, na primeira parte, na segunda parte, ele aborda as práticas da caridade e justiça social. A respeito da caridade, o papa demonstrou que os mosteiros do Egito sempre socorreram os pobres a ponto de as autoridades civis confiarem uma parte de trigo para que os mosteiros e igrejas distribuíssem entre os pobres.

Bento XVI também aborda a admiração de Juliano pela prática de caridade dos cristãos a quem o dito imperador chamava de "galileus". É pena que o cristianismo não mais suscite a admiração de seus adversários.

Me chamou a atenção que o papa dá uma certa razão a crítica marxista, bom sinal. Parece que Bento XVI entende de filosofia e sabe expor o seu pensamento bem diferente de seu predecessor, João Paulo II, de inglória memória. O mérito desta encíclica é que o papa soube distinguir com perfeição a caridade da justiça. Afirmando que cabe à Igreja a caridade e ao Estado a justiça. E mesmo que o Estado suprisse todas as injustiças, afirma o papa romano que ainda assim, a caridade teria o seu lugar, pois sempre haverá sofredores para confortar e aliviar e o homem mesmo não tendo necessidades materiais ainda assim teria necessidade do amor. Reitero que foi uma imensa satisfação ler esta encíclica. E quem quiser ler, sendo cristão ou não, terá bons momentos de prazer pela leitura de estilo agradável e de ideias ricas, ainda que discorde totalmente do papa. Desta vez tenho que dar o braço a dizer e confessar a verdade, a Carta Encíclica DEUS CARITAS EST é muito boa. Como dizia o bom e velho padre Vieira: "Justiça seja feita até ao demônio".

sábado, 4 de abril de 2009

Pedofilia responsável.










A luta contra os crimes e malignidades do clero não é uma luta nova surgida ontem.


Durante séculos o clero - tal e qual nossos parlamentares hoje - gozou dessa 'coisa maravilhosa de deus que é a imunidade' e teve direito a tribunal de excessão no qual era julgado ... por seus pares...


Tribunal semelhante a que os militares fazem juz...


Não sei como uma sociedade que se diz democrática pode tolerar tais imunidades e tribunais de excessão, além dos cargos de confiança é claro...


Efetivamente ainda não somos uma sociedade democrática mas ante democrática ou pré democratica que ainda reproduz os vícios da sociedade feudal...


Numa sociedade pautada por valores democraticos julgo que todos devam ser iguais perante a lei, não meio iguais mas de fato iguais... e que todos os cargos públicos, cujos salários são pagos com o erário, sejam de fato oferecidos ao público ou seja aos cidadãos por meio de concursos.


Não compreendo porque o clero foi despojado de tais privilégios e os militares e parlamentares não.


O povo brasileiro é de fato um chafardel de ovelhas e de ovelhas mansas...


Para o vaticano a sugeição de seus emissários ou enviados a lei secular representava como veremos uma séria ameaça. Por isso Pio IX fulminou com excomunhões e anatemas tantos quantos romanistas de boa vontade, aceitavam essa idéia... Afinal os romanistas sabiam e sabem melhor do que ninguém como é viver a mêrce de um clero isento da ameaça de punições...


Por isso abraçaram em massa tal idéia sem fazer caso dos anatemas da santidade... Pio IX bateu suas cáligas, chiou, chiou, mas não pode impedir que o estado leigo e democrático enquadrasse seus criminosos filhos...


Sem outra opção o Vaticano foi obrigado a tornar ainda mais rígida a disciplina regular sancionada pelo concílio de Trento determinando de seus agentes usassem sempre a batina, que não frequentassem lugares inconvenientes, que não circulassem pelas ruas após determinads horas da noite, que não ficassem a sós com mulheres ou rapazes, etc Em suma os celibatários forçados foram como que enjaulados tendo em vista a ameaça que representavam a dignidade e a santidade da igreja...


O vaticano teve que assumir ares de caserna...


Nem mesmo assim os escandalos deixaram de acontecer... entretanto eram ocorrência de pouca monta ou inevitáveis excessões...


Foi quando o Vaticano II decidiu liberar geral e soltar esse monte de celibatários frustrados por aí...


Imaginem um montão de celibatários sem vocação e sem batina circulando por este mundo de Deus...


Só podia dar mesmo no que deu...


Sem fé, nem lei, nem rei os ministros do Senhor logo se puzeram a catar menininhos e menininhas as altas horas da noite pelas quebradas da vida... Irreconheciveis os padres foram a luta cheios de amor para darem...


Resultado: desde de que Roma acabou com a velha disciplina de quartel - imposta pelos sábios Bispos congregados em Trento - as coisas são cada vez mais revertendo aos tristes tempos da Idade Média... tristes tempos em que praticamente não havia diferença entre orfanatos e prostibulos e nos quais os padres e freiras faziam as vezes de instrutores sexuais da molecada...


Quando determinaram regular todas as ações e operações da vida de um padre ou duma freira que muitas vezes foi contrangido a abraçar essa vida por imposição de seus pais e não por opção livre, os teologos reunidos em Trento sabiam muito bem o que estavam fazendo.


Estavam tentando afastar o fogo da palha e evitar um clamoroso incêndio...


O Vaticano II porém resolveu atea-lo.


E a cada dia vai ardendo cada vez mais e consumindo milhões e milhões de euros pagos pela cúria romana em forma de indenizações...


Diante de um tal estado de coisas ao invés de proteger e assistir as vítimas, o Papa preferiu proteger e assistir aos pobres pedófilos...


As vítimas como sempre são humilhadas e intimidadas com ameaças de excomunhões e chamas infernais como se fossem elas as culpadas.


Tal a justiça de Roma, da Roma que se diz Cristã...


Os criminosos denunciados ao Bispo são sempre removidos para alguma outra paróquia. Abafa-se o escândalo, mas o escandaloso permanece livre, leve, solto e encorajado para cometer novos crimes...


O clima de impunidade reinante na cúria incentiva novos estupros e faz com que a praga se alastre atingindo as proporções de um novo dilúvio...


Parece que a igreja romana jaz totalmente submersa sob um Oceano de lama e impureza. Logo ela que tem verdadeira obcessão por pecados de ordem sexual...


Ela se preocupa tanto com questões de ordem sexual que seus reresentantes se sentem impelidos a prática duma sexualidade que juraram abdicar perante aos altares.


Assim juram falsamente, juram em vão, perjuram e profanam o nome de Cristo...


Se os altares e os leitos dos padres pudescem falar e travar dialogos poderiamos acrescentar uma dezena de volumes ao Decamerão ou ao Kama Sutra...


Como o vaticano não faz absolutamente nada além de reprimir, as vítimas... a boa sociedade decidiu fazer alguma coisa...


Milhares de pessoas procedentes da França, da Alemanha, da Austria, da Italia, da Bulgária, etc decidiram enviar cada uma um preservátivo a cúria romana, pelo correio.


Acredita-se que o Papa será brindado com no mínimo cinquenta mil camisinhas, a cifra porém poderá chegar a milhões...


Aqueles que costumam lamber as botas e cheiras as cuecas do 'homem infalivel' sustentam que o papa mandará queima-las todas...


Será o grande auto de fé do século XXI: o Papa queimando borrachas nos jardins do Vaticano...


O ideal seria que ele se atirasse na fogueira e que assim presenteasse a infeliz humanidade...


Alguma coisa o Papa terá de fazer com as camizinhas... ao menos com as restantes pois não poderá usa-las todas...


Mesmo que fosse um papinha jovem, vigoroso e criativo e contasse com um harem semelhante ao de Alexandre VI ou com tantas amantes como Sixto IV, ficaria díficil...


Nosso Papa porém é um homem idoso e a esclerose de que sofre evidencia-o...


Soprará, soprará e converte-las-a em balões capazes de guindarem o papa movel as nuvens?


BENTO XVI NÃO GASTE INUTILMENTE SEUS FÓSFOROS OU SEU FÔLEGO...


Envie cada camizinha - se o número for suficiente - a cada um de seus padres pedófilos com um folheto ensinado a utiliza-las, assim conseguirá minorar os efeitos da pedofilia que não sabe ou não quer extinguir...


Ensine seus filhos a fazerem sexo seguro...


Para que as pobres vítimas ao menos não contraiam AIDS, HEPATITE B, SIFILIS, GONORREÍA, ETC


Lembre-se do quanto seus representantes são promiscuos e aproveite a dádiva das camisinhas como uma dádiva dos céus...


Assim economizará o produto dos dízimos, tachas, anatas, vendas de sacramentos ou melhor expórtulas (a se Simão o mago soubesse) que amealha a todos os analfabetos e fanaticos que lho idolatram...




Sem

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A inutilidade das orações para pedir graças e bênçãos

Epicuro disse mui acertadamente: "É inútil pedir aos deuses, o que podemos obter por nós mesmos". Hoje vemos segmentos de igrejas neopentecostais fazendo correntes e campanhas para desempregados e "encalhados", isto é, aqueles e aquelas que não conseguiram se casar.
As pessoas podem obter um bom casamento e um bom emprego por si mesmas, sem recorrer à orações, correntes e campanhas. Mas revelar essa verdade ao populacho não seria bom, porque implicaria em perda financeira. É por isso que desejam manter seus sectários na ignorância, para que possam lucrar em cima dessas coisas. "Não conseguiu casamento, irmão? Participa da campanha que Deus proverá uma mulher virtuosa para você, conforme está escrito em Provérbios 31". E essas criaturas tolas acreditam nessa conversa mole para boi dormir e abrem suas carteiras, dão o seu dinheiro e muitas vezes continuam solteiros, outras vezes casam com mulheres que não são nada virtuosas.
Nas facções neopentecostais é muito comum correntes para conseguir emprego, nesses cultos acorrem muitas pessoas desesperadas, que desejam um emprego a qualquer custo. E uma vez mais o pastor os convence a dar o pouco dinheiro que tem: "Irmão, você precisa ter fé, como deseja um emprego se você não confia em Deus, você precisa dar uma contribuição". Mais uma vez a ovelha sem pastor cai no conto do vigário e abre a carteira, mostra que tem fé tal qual um novo Abraão, e não consegue o emprego tão almejado e quando consegue é um subemprego, não pela falta de fé, mas pela falta de estudo, falta de estudo que os líderes religiosos apóiam, porque esse é o motivo de seus ganhos financeiros.
Emprego, casamento, saúde podemos conseguir tudo isso por nós mesmos sem recorrer à Deus, santos, demônios e outras entidades.